Bolsonaro mira Lula em 1º discurso na volta ao Brasil e diz que petista não fará ‘o que bem quer’

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, hoje, que a atual legislatura no Congresso Nacional está melhor que a anterior e por isso não vão permitir que o governo Lula faça “o que bem entender com o destino da nossa nação”. Bolsonaro também disse que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “por pouco tempo no poder”. As informações são do portal Folha de São Paulo.

“Eu lembro lá atrás quando alguém criticava o Parlamento, Ulysses Guimarães dizia: ‘espera o próximo’. Dessa vez, o próximo melhorou e muito. O Parlamento nos orgulhando pelas medidas, pela forma de se comportar, agir lá dentro, fazendo o que tem que ser feito e mostrando para esse pessoal que, por ora, pouco tempo, está no poder, eles não vão fazer o que bem querem com o destino da nossa nação”, afirmou.

Bolsonaro deu as declarações ao chegar para evento na sede do PL, em Brasília, seu primeiro compromisso após retornar dos Estados Unidos. Ele vai encontrar com correligionários, entre eles o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

Do G1/PE 

Ruas e avenidas ficaram alagadas no Grande Recife por causa das chuvas que caíram na madrugada e no início da manhã de hoje. A prefeitura da capital pernambucana informou que o Túnel Felipe Camarão, no Jordão, na Zona Sul, foi interditado.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), choveu mais de 100 milímetros em 24 horas, em algumas cidades do estado.

Na Avenida Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, na Zona Sul da capital, o trânsito ficou complicado após a parte da via ter sido tomada pela água, no sentido Centro. Os veículos tiveram que trafegar pela pista mais perto do canteiro central.

Também na Zona Sul da cidade, a Avenida Dois Rios, no bairro do Ibura, alagou nas proximidades da entrada da Vila do Sesi. No bairro de Areias, na comunidade Jardim Uchôa, na Zona Oeste, moradores da Rua Santa Joana D’arc amanheceram com as ruas alagadas.

Também houve alagamentos Paulista, na Região Metropolitana. No Janga, a Avenida Doutor Cláudio José Gueiros Leite ficou cheia de água.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou de carro à sede do Partido Liberal (PL), na manhã de hoje, após retornar ao país depois de três meses nos Estados Unidos.

Após descer do carro, Bolsonaro cumprimentou alguns aliados e parlamentares do partido. O primeiro a recepcioná-lo foi o presidente do PL e ex-deputado federal Valdemar Costa Neto.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o general Braga Netto e o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), conhecido como Hélio Negão, o cumprimentaram em seguida.

De acordo com o portal CNN, Bolsonaro deve ter um café da manhã inicial com sua família, na sala de despachos da ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, e, em seguida, um encontro maior no salão do partido.

Em nota à imprensa ontem, o PL informou que “não está previsto qualquer evento ou fala do ex-presidente”. “Ele deverá receber cumprimentos de parlamentares do PL e de outras autoridades num espaço reservado dentro do Complexo Brasil 21, com acesso restrito. O encontro será fechado”, escreveu a assessoria do partido.

O PL ainda afirmou que Bolsonaro assumirá formalmente a função de presidente de honra do partido na semana que vem “e deverá despachar normalmente em seu escritório”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao Brasil, na manhã de hoje, após passar três meses nos Estados Unidos. O voo comercial chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 6h40. No saguão, alguns apoiadores esperavam o ex-presidente.

Bolsonaro, no entanto, saiu por uma rota reservada e seguiu, em comboio escoltado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, para um evento fechado com familiares e aliados. As informações são do portal G1.

Na chegada ao prédio, Bolsonaro foi recebido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo ex-ministro Braga Netto, candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022.

O ex-presidente viajou para Orlando, na Flórida, no fim do ano passado – a dois dias de terminar o seu mandato. Por três meses, ficou hospedado na casa de um amigo em um condomínio de luxo na cidade e fez poucas aparições públicas.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mulher de Jair, viajou para Orlando algumas vezes ao longo do período e compartilhou detalhes das viagens em redes sociais.

Durante o período nos EUA, Bolsonaro esteve acompanhado de assessores presidenciais pagos com dinheiro público. Esse tipo de assessoramento é garantido por lei a ex-presidentes, mesmo que eles estejam fora do país. Bolsonaro nunca justificou oficialmente a viagem aos EUA, feita em voo da Força Aérea Brasileira quando ele ainda era presidente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro desembarcou, há pouco, em Brasília. Ele passou uma temporada de três meses nos Estados Unidos, após a sua derrota nas últimas eleições. No vídeo, realizado depois da minha corrida matinal, aqui na Capital Federal, registrei o esquema montado para recepção do ex-presidente. Em tempo, peço desculpa aos leitores. Na pressa para passar a informação, confundi o Aeroporto Internacional de Brasília com o Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife.

A volta de Bolsonaro

Brasília vive, desde ontem, a expectativa do retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Brasil. Depois de três meses nos Estados Unidos, para onde embarcou após a derrota para Lula em segundo turno, pisa o solo brasileiro disposto a assumir o papel de líder da oposição. Segundo aliados, Bolsonaro prepara uma estratégia para mostrar que ainda é o principal antagonista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A data para o seu retorno foi planejada sob medida, às vésperas de Lula completar três meses de governo, num momento em que o petista enfrenta uma situação difícil na política e na economia. Bolsonaro embarcou para Orlando (EUA) em 30 de dezembro do ano passado, sem passar a faixa a Lula e alimentando suspeitas infundadas sobre a legitimidade das eleições. Bolsonaro queria ser recebido com festa no aeroporto e sair em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios.

Mas a Secretaria de Segurança do Distrito Federal e a Polícia Federal montaram esquema especial de policiamento para a volta dele, pelo qual impedirá que use o saguão principal do aeroporto. A instituição alega que precisa preservar a segurança do local. Também não pretende permitir que o ex-presidente faça desfile em carro aberto. O secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, sustentou que ações do tipo infringem o código de trânsito e não serão permitidas pelo Detran.

O diretor da PF Cezar Luiz Busto afirmou que a orientação vigente na corporação até o momento é de que Bolsonaro faça o desembarque por uma área restrita do Aeroporto Juscelino Kubitschek para evitar que apoiadores se aglomerem no saguão. “O determinado por enquanto é que não sairá pelo saguão. Nós decidimos em reunião que não é viável o seu desembarque pelo saguão normal”, disse.

Sem aglomeração – A PF também não deve permitir o acesso de parlamentares ligados a Bolsonaro na área restrita do aeroporto. Circula entre deputados e senadores bolsonaristas a versão de que deverão recepcionar o ex-presidente logo após o desembarque. Eles também têm estimulado que apoiadores compareçam ao aeroporto para garantir que a chegada de Bolsonaro ganhe aspectos de grandiosidade. O governo do DF, contudo, tem feito apelos para que os apoiadores de Bolsonaro não se aglomerem nos arredores do aeroporto.

Inspeção de malas – A Secretaria de Segurança Pública montou uma megaestrutura de monitoramento do trânsito e deve contar com um efetivo reforçado de policiais militares e agentes do Departamento de Trânsito para garantir o deslocamento de Bolsonaro, que deve ser feito do aeroporto até a sede do Partido Liberal, no centro de Brasília. Ao desembarcar de seu voo comercial vindo dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro será submetido ao procedimento convencional de inspeção das malas pela Alfândega e deverá apresentar recibos de eventuais compras à Receita Federal.

Movimentação estranha – O superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Igor Ramos, disse que a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) identificou a movimentação atípica de ônibus de viagem em Brasília nos últimos dias, mas disse não poder compartilhar os dados levantados. A Secretaria de Segurança do DF descarta, por ora, realizar revistas dos apoiadores de Bolsonaro nos pontos de controle ao longo do trajeto de deslocamento.

Michele, concorrente? – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que tanto Bolsonaro como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vão trabalhar agora com o objetivo de fortalecer o partido para as disputas municipais de 2024, antessala da eleição presidencial de 2026. No ano passado, o PL conquistou a maior bancada na Câmara, com 99 deputados. A legenda conta, ainda, com 12 senadores e um fundo partidário de R$ 205 milhões. A ideia é que Bolsonaro e Michelle comecem a viajar pelo País no segundo semestre, mas não juntos.

Trio pernambucano – Um dos organizadores da mega recepção a Bolsonaro, hoje, em Brasília, é o ex-ministro Gilson Machado, que disputou o Senado nas eleições passadas em Pernambuco. Ao seu lado, dois auxiliares de peso: o deputado federal Coronel Meira e o deputado estadual Alberto Feitosa, este chegou a Brasília ontem no final da tarde apenas com a intenção de integrar o grupo de linha de frente nas boas-vindas ao ex-presidente. É possível que Gilson toque sua sanfona ao lado de outros artistas no saguão do aeroporto.

CURTAS

TEMERIDADE – Apesar do clima de “festa” no PL, aliados do ex-presidente temem que antigos amigos de Bolsonaro, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, façam delação premiada. Torres está preso há dois meses e meio. Recentemente, ele prestou depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma ação que pode tornar Bolsonaro inelegível por causa dos ataques às urnas eletrônicas.

MINUTA – Nos bastidores, integrantes do governo Lula avaliam que a situação de Torres é complicada. A Polícia Federal achou na casa dele, após os atos que depredaram os prédios do Palácio do Planalto, do Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de janeiro, um documento batizado como “minuta do golpe”.

Perguntar não ofende: Bolsonaro usará ou não carro aberto na chegada hoje a Brasília?