FMO janeiro 2020

07/04


2020

A voz do vírus

Por Cristovam Buarque*
 
 Diz-se que a verdade é a primeira vítima na guerra. Na epidemia é a lucidez. A urgência no atendimento para barrar a epidemia e cuidar da saúde das pessoas faz esquecer que a vida continuará depois. A saúde não assegura a vida plena para uma pessoa e a sociedade. No ano de 1348, auge da peste negra, o imperador Carlos IV fundou a Universidade de Praga. Depois, ela serviu para o Renascimento que abriu as portas para a ciência que indica como enfrentar a nova peste: com o isolamento.

A insensatez está levando ao debate sobre a importância e não sobre a urgência. Respirar e comer são igualmente importantes, mas o oxigênio é mais urgente. No lugar de debater o que é mais importante, o sensato é tomar as medidas urgentes para salvar as vidas hoje, cuidando da respiração das pessoas, sem esquecer de cuidar da recuperação da economia depois, para assegurar o necessário à vida plena: emprego, renda, produção, um propósito para viver e condições para buscar a felicidade.

O vírus está mostrando a falta de solidariedade dos que não pensam na urgência da epidemia, e a insensatez de não levar em conta o futuro depois dela. Precisamos ser solidários, como manda a ciência médica, com isolamento, leitos, respiradores e renda para os sem salário. Mas também temos que cuidar da recuperação posterior da economia e da sociedade.

O vírus está dizendo que fomos insensatos no passado. Há séculos deixamos milhões de pobres sem renda por causa da estrutura social. Falamos agora da necessidade de trabalho, mas nunca tivemos preocupação com pleno emprego. Dizemos que é preciso cuidar da higiene para evitar a transmissão do vírus, mas deixamos 35 milhões de pessoas sem água em casa para lavar as mãos e 100 milhões sem tratamento de esgoto. Criticamos a irresponsabilidade de um presidente que não entende a urgência do isolamento, mas esquecemos que a falta de água tratada e rede de esgoto é produto de governos anteriores. “Nossos” governos.

O vírus está nos indicando que o obscurantismo do atual presidente tem características de genocídio. Mas lembra que nas gestões anteriores não fizemos o suficiente para impedir dezenas de milhares de mortos por malária, dengue e sarampo. O vírus está nos apontando que não cuidamos do analfabetismo porque não há um “letravírus” que contamine os que aprenderam a ler, fazendo-os analfabetos outra vez. E lembrando que sem educação não daremos emprego e renda aos que sobreviverem, despreparados profissionalmente. Para viver não basta respirar.

O vírus nos revela ainda que ele foi trazido do exterior por avião para os bairros ricos e nos pergunta se a epidemia seria enfrentada com o mesmo rigor se tivesse chegado de ônibus, direto para os bairros pobres. Nesse caso, talvez estivesse recebendo a pouca atenção dada ao aedes aegypti, que transmite a dengue, ou do anopheles, que transmite a malária. Ele especula que se o vírus da poliomielite não atingisse as pessoas indiscriminadamente, talvez não tivéssemos dado ao mundo o exemplo das “gotinhas” que erradicaram essa antiga epidemia.

O vírus anuncia que para salvar nossas vidas estamos em quarentena, sobrevivendo à síndrome da abstinência ao vício do consumismo nos shoppings e à falta de viagens. Ele nos ensina que podemos ver o mundo, estudar, trabalhar mesmo sem sair de casa. E que a saúde de cada um depende da saúde de todos, que a solidariedade com os outros é necessária para a sobrevivência de cada um, que a saúde de cada um não será plenamente segura se não cuidarmos da saúde pública.

O vírus está confirmando que além de levarmos a sério a ciência médica precisamos respeitar a ciência econômica e sobretudo a velha aritmética. Que neste momento devemos gastar o que for preciso para atender às necessidade dos doentes, de trabalhadores desempregados e se empresários falidos, mas que não devemos deixar a conta ser paga depois  pelos pobres com a carestia da inflação, nem pelos jovens que pagarão o aumento da dívida pública. A solidariedade na doença precisa ocorrer na hora de pagar a conta

O vírus tem falado que além da quarentena, precisamos de uma revolução no nosso comportamento e nas nossas prioridades. E nos grita que é preciso mudar o velho padrão do progresso baseado na voracidade do consumo e na ganância do lucro. Mas ele sussurra o medo de que, passada a epidemia, voltaremos aos velhos costumes de antes: o desprezo ao saneamento, à educação de base e à saúde pública, e a preferência pela ilusão inflacionária, obrigando os pobres a pagarem  a conta com a carestia.

* Cristovam Buarque é professor emérito da Universidade de Brasília


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Abreu e Lima

07/04


2020

Viúva de ex-prefeito ganha força em Quipapá

Em Quipapá, após decisão do prefeito Cristiano Martins de não apoiar candidato a sua sucessão, a viúva do ex-prefeito Reginaldo Machado Dias, Lucemar Dias, pré-candidata a prefeita nas eleições de outubro, sai fortalecida nas filiações partidárias agregando um grupo composto pelo vice- prefeito Celso Azevedo, nove vereadores de mandato em uma Câmara de onze e dez pré-candidatos a vereador que obtiveram uma expressiva votação nas últimas eleições.


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Banco de Alimentos

07/04


2020

Presidente da Câmara não cumpre decreto em Camaragibe

O vereador Antônio Oliveira (PP), mais conhecido como Toninho, causa o presidente da Câmara de Camaragibe,  Paulo André (PSB), de volta ao cargo por decisão liminar,  de não cumprir o decreto estadual Nº 48.809, que conforme art. 3º-D, suspende a concentração superior a 10 pessoas. A Casa Legislativa conta com 13 parlamentares; além dos funcionários essenciais para realização da sessão.

Segundo Toninho, a Câmara deveria realizar suas sessões por meio de videoconferência, em consonância com a Assembléia Legislativa, para  prevenir à epidemia do novo coronavírus. "Num momento onde todas as autoridades de saúde apelam pelo isolamento e quarentena, o vereador Paulo André age na contramão, expondo vereadores e funcionários ao risco", disse.

Ainda de acordo com Toninho, Paulo André também não foi transparente sobre o aviso de pauta. “Em ofício circular N° 02/2020, publicado no Diário Oficial dos Municípios, no dia 1º de abril, a sessão teria como objetivo analisar matérias de urgência, que não foram especificadas”, explicou o vereador.


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Prefeitura de Serra Talhada

07/04


2020

PSD tem três pré-candidatos em Goiana

O Partido Social Democrático (PSD) saiu fortalecido em Goiana, onde conta com três pré-candidatos a prefeito, após encerrado o prazo de filiação partidária, sábado passado: Pauluca Moura, presidente do partido e ex-vereador; Patrícia Amélia, integrante do Movimento Esperança Goiana, e  Menezes Goiana, candidato a prefeito nas eleições passadas.  

“Num gesto de humildade e responsabilidade, essa frente começou a caminhar unida para, mais adiante, decidir qual dos três terá melhor condição de representar o PSD na candidatura a prefeito", explica Pauluca. Ele acrescenta que, no tocante a vagas na Câmara Municipal, o partido dispõe de uma chapa composta por 23 pré-candidatos, encabeçada pelo já vereador Xande da Praia.

“O PSD comemora o seu fortalecimento em um dos municípios mais importantes do Estado. E o balanço das filiações apontam para um crescimento expressivo do nosso partido, e nos dá expectativas de sucesso nas próximas eleições”, comemora, por sua vez, o presidente estadual da sigla, deputado federal André de Paula.


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07/04


2020

Cientistas: Covid-19 será ameaça global por dois anos

O Globo 

À medida que China, Coreia do Sul e Cingapura veem casos novos de Covid-19 emergirem, em sua quase totalidade importados, cresce o temor de uma segunda onda da pandemia. Cientistas estão convencidos que o vírus continuará a ser uma ameaça global por muito mais tempo, num período que pode chegar a dois anos, segundo algumas previsões. Mas a gravidade de novas ondas em cada país dependerá das medidas de contenção que eles tomarem agora, alertam especialistas.

O Brasil, que está só no início da subida da primeira onda, ainda não consegue fazer testagem em massa, que tem tido êxito global. E as medidas de isolamento social para aqueles que podem ficar em casa, defendidas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e governadores, enfrentam a resistência de parte da população e do presidente Jair Bolsonaro. Sem isolamento severo e testes, mostram todos os países que baixaram a curva de ascensão da epidemia, é impossível conter o coronavírus.

Uma projeção do grupo "Covid-19 Brasil", que reúne universidades brasileiras e acertou todas as análises até agora, diz que o Brasil tem hoje, na verdade, 82 mil pessoas infectadas e não 12.056 como indica o governo. As novas projeções levam em conta a estrutura etária da população com base nos dados do IBGE.

Confira a íntegra aqui: Coronavíruspara cientistas, vírus continuará a ser uma ...


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O Jornal do Poder

07/04


2020

Coronavírus: UTI aérea vira salvação para cidades no AM

Do UOL

O avanço do coronavírus no interior do Amazonas se tornou uma preocupação para autoridades de saúde dos municípios pobres e isolados pela floresta Amazônica. Sem estrutura para tratar pacientes com dificuldades respiratórias, as cidades precisam contar com UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) aéreas, que estão levando os suspeitos e doentes para a capital, Manaus.

Desde o início do surgimento dos casos de covid-19 no estado, seis pacientes já foram levados em uma UTI aérea para receber atendimento. Um dos que precisaram do serviço foi o comerciante e pescador esportivo Geraldo Sávio, 49. Ele foi levado de Parintins (cidade a 366 km de Manaus) em estado grave para a capital amazonense, onde ficou internado por quatro dias na UTI, mas acabou morrendo no dia 24.

O presidente do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde) do Amazonas, Januário da Cunha Neto, admite que o cenário das cidades amazônicas é preocupante para enfrentamento da covid-19. "Nós não estamos preparados para lidar com os casos mais graves", diz.

Segundo ele, a maioria dos municípios não tem equipamentos para garantir suporte ventilatório a uma insuficiência respiratória grave. Além disso, há ainda hoje uma dificuldade para comprar produtos usados no atendimentos nas unidades de saúde.

"Temos problema sobretudo em relação à aquisição de equipamentos de proteção individual e os insumos necessários. Está muito difícil comprar. O mundo todo nesse momento está interessado na mesma coisa. A gente está fazendo racionamento do uso desses equipamentos. Não seria o cenário ideal; mas precisamos para poder garantir pelo menos por mais tempo", explica.

Para tentar conter a chegada do coronavírus, os municípios fortaleceram a atenção básica e montaram uma espécie "barreira sanitária nos portos, aeroportos e rodovias para que as pessoas que sejam oriundas de áreas comprovadamente de circulação do vírus não possam adentrar."

No caso de Parintins, a prefeitura decretou toque de recolher. 

"Muitos municípios já decretaram estado de calamidade e outros optaram pelo lockdown [bloqueio de emergência que impede a saída das pessoas] e estão completamente fechados por 15 dias", afirma Januário.

Diante desse cenário, o presidente do Cosems afirma que é fundamental que a população tenha consciência de que o distanciamento social é a melhor forma de prevenir a doença. "Essa é barreira mais eficiente para evitar a transmissão", alerta.

Estado tem três aviões 

O secretário-executivo adjunto de Atenção Especializada ao Interior da Secretaria de Saúde do Amazonas, Cássio Espírito Santo, afirma que o estado tem de três modelos de aeronaves que são utilizadas conforme a distância do município onde está o paciente.

Cada aeronave leva todo aparato para realizar os atendimentos — equipamentos, insumos e profissionais —, com capacidade para transportar até dois pacientes.

"Temos um jato, um avião para pista pequena e um hidroavião, para atender às diversas realidades dos nossos municípios. E, através de um sistema de regulação, esses pacientes são informados e removidos para a capital. A ambulância vem na própria pista, retira o paciente e leva para a unidade de saúde de destino", disse.

Até ontem, o Amazonas registrou 532 casos da covid-19, com 19 mortes. O número de registros chama a atenção em relação aos vizinhos, já que o número de infectados supera a soma de todos os demais seis estados da região Norte. O estado é o quarto do país em número total de pessoas com casos de covid-19.

Segundo relatório divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave está em um nível "muito alto considerando o histórico do Estado".


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07/04


2020

Senadores votarão projetos nesta semana

Por Agência Brasil

O Senado definiu ontem a pauta de votações da semana após reunião entre os líderes partidários e de bancada. Três projetos serão votados, todos de autoria de senadores e relacionados ao combate à crise gerada pela epidemia do novo coronavírus. Os líderes também definiram que a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) conhecida como Orçamento de Guerra será feita na segunda-feira da próxima semana, dia 13.

Amanhã (7) será votado um projeto de lei do senador Jorginho Mello (PL-SC) que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. O programa prevê auxílio no desenvolvimento de pequenos negócios por meio de financiamentos.

Na quarta-feira (8) serão realizadas duas sessões, cada uma com um item na pauta. A primeira sessão votará um projeto que estabelece medidas de desoneração da folha de pagamento para garantir a subsistência dos empreendimentos e a manutenção de empregos durante a pandemia do covid-19. Esse projeto é de autoria do senador Irajá (PSD-TO).

A segunda votação do dia será de um projeto que visa atender empresas em dificuldades financeiras devido ao arrefecimento da economia, causado pelo estado de calamidade decretado em razão do coronavírus. Ele trata da concessão de empréstimos para empresas do setor privado para quitação de folha de pagamento no período de até três meses. O projeto é do senador Omar Aziz (PSD-AM).

PEC do Orçamento de Guerra

Os senadores votarão a PEC do Orçamento de Guerra na próxima semana. A PEC cria um instrumento para impedir que os gastos emergenciais gerados em virtude do estado de calamidade pública sejam misturados ao Orçamento da União. 

A medida flexibiliza travas fiscais e orçamentárias para dar mais agilidade à execução de despesas com pessoal, obras, serviços e compras do Poder Executivo. O texto já foi aprovado pela Câmara e depende da aprovação do Senado para seguir para a sanção presidencial.


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Prefeitura de Limoeiro

07/04


2020

Sobre a passagem do agora blogueiro Finfa pelo blog

Caro Magno, 

Primeiro deixar registrado a minha gratidão por todo tempo em que trabalhei no seu Blog. Gratidão é virtude de poucos, e a tenho, graças a Deus.

Sobre minha saída do blog - diferente do que você publicou, foi motivada para assumir o Blog do Sertão em Afogados da Ingazeira, na época tocado pelo meu primo Igor Mariano, que me fez uma proposta de mudança e aceitei. Só dois anos depois foi que veio surgir o meu blog.Tudo isso foi informado a você, com antecedência e com transparência, inclusive conversamos por alguns dias sobre como seria feito os pagamentos que teria direito a receber devido a minha saída. Direitos esses que são inerentes a todos os trabalhadores. Só esse fato, por si só, deixa claro que minha saída foi combinada e acertada com você, tudo dentro do roteiro normal de duas pessoas que se respeitam e construíram uma relação de amizade.

Sobre a época em que fui seu motorista, o fui com o maior prazer. Graças a Deus, ajudei demais seu blog a ser um dos mais lidos do nosso Estado e no País, andamos muito por estrada a fora. 

A fama de bom motorista que tenho sempre foi respaldada por você em todos os nossos momentos. 

No mais, agradecer de novo por ter me dado oportunidades, desejar sucesso ao seu blog e dizer que sempre poderá contar com nossa amizade e parceria.

Parabéns pelos 14 anos do Blog  

Forte abraço!

Júnio Finfa
Do blog do Finfa


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Shopping Aragão

07/04


2020

Lewandowski: salário menor só com aval dos sindicatos

Por G1

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ontem que suspensão de contrato e redução de salário e de jornada terão efeito após o aval de sindicatos.

Lewandowski é relator de uma ação que questionou no STF a medida provisória (MP) editada pelo governo federal que permite a suspensão dos contratos e a redução do salário e da jornada.

Pela decisão de Lewandowski, contudo, se o sindicato consultado não se manifestar em até 10 dias, será considerado automaticamente o aval à negociação individual.

A MP foi editada em razão do cenário de crise na economia, provocada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus. O governo argumenta que a medida provisória permitirá a manutenção dos postos de emprego.

A decisão do ministro é liminar (provisória) e ainda precisará ser analisada de forma definitiva pelos demais ministros do STF.

Decisão

Lewandowski considerou que fere a Constituição a previsão, na medida provisória, de que os sindicatos serão somente comunicados da decisão tomada em acordo individual.

Para o ministro, o problema pode ser sanado se o entendimento passar a ser que os acordos individuais "somente se convalidarão, ou seja, apenas surtirão efeitos jurídicos plenos, após a manifestação dos sindicatos dos empregados".


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07/04


2020

Reunião discutiu cenários para flexibilizar isolamento

Do Blog da Andréia Sadi

O vice-presidente Hamilton Mourão disse ao blog nesta segunda-feira (6) que a reunião que contou com ministros e com o presidente Jair Bolsonaro tratou de cenários futuros para flexibilizar o isolamento, e disse que Luiz Henrique Mandetta segue no Ministério da Saúde.

“Mandetta segue no combate, ele fica. Tratamentos de cenários, como a flexibilização do isolamento, no futuro”.


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