FMO janeiro 2020

20/01


2008

Round: prefeitura paulista antecipa briga de tucanos

Da Revista Veja

Já virou uma tradição no PSDB: antes de enfrentar os adversários numa eleição presidencial, os tucanos engalfinham-se primeiro entre si. Em 2002, José Serra e Tasso Jereissati disputaram a candidatura do partido à Presidência num embate tão traumático que produziu feridas jamais cicatrizadas (o senador cearense e o atual governador de São Paulo, vitorioso na contenda, até hoje se detestam cordialmente). Em 2006, Serra e o então governador Geraldo Alckmin protagonizaram nova e cruenta batalha, também na condição de pré-candidatos do partido à Presidência. Dessa vez, a troca de bicadas durou intermináveis dez meses, ao fim dos quais Alckmin saiu vitorioso e o partido, cindido até o nível de seus alicerces. Neste ano, o arranca-plumas tucano não envolve diretamente a Presidência, mas a capital paulista. Os protagonistas da disputa são o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, que quer tentar a reeleição, e Geraldo Alckmin, que almeja deixar o ostracismo no qual se encontra desde a derrota para Lula, em 2006. Mas, embora a disputa mais visível se dê na esfera municipal, o pano de fundo da briga é novamente uma guerra pelo título de candidato do PSDB à sucessão de Lula. Nela, engalfinham-se (até agora com garras de pelúcia) José Serra e Aécio Neves.
 
Ao governador de São Paulo interessa a indicação de Kassab, porque ela reforçaria a aliança tucano-democratas que Serra e aliados sabem ser essencial para a campanha de 2010. Na qualidade de pré-candidato à Presidência mais viável até agora dentro do seu partido, Serra não quer humilhar os aliados do DEM rebaixando Kassab de prefeito a secretário de governador – cargo que chegou a ser cogitado para o democrata em troca da desistência de concorrer ao posto. A reeleição de Kassab é fundamental para o DEM. Esmagado nas últimas eleições, o partido perdeu grande parte dos cargos majoritários que detinha e hoje governa apenas uma capital importante, o Rio de Janeiro. Manter um pé bem fincado em São Paulo é vital para que a sigla consiga desassociar-se de uma vez da imagem de partido dos grotões. Já para Aécio Neves, tudo o que dificultar a escalada de Serra na direção da candidatura à Presidência é bem-vindo – e, nesse sentido, nada poderia ser melhor do que um Alckmin no meio do caminho do governador paulista. Isso ajudaria a enfraquecer Serra dentro do PSDB e, quem sabe, inviabilizar sua candidatura ao Planalto. Aécio faz uma boa aposta: a capacidade do ex-governador de São Paulo de atazanar a vida do atual já foi testada.

Na semana passada, uma entrevista dada pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso ao jornal O Estado de S. Paulo movimentou a disputa tucana pelas candidaturas paulista e nacional – com vantagem para os serristas. Além de defender a candidatura de Kassab como forma de reforçar a aliança do PSDB com os democratas, FHC endossou a proposta de lançar Alckmin como candidato da aliança ao governo do estado em 2010 – "o que liberaria Serra para disputar a Presidência", completou o ex-presidente. A fala de FHC apanhou de surpresa Aécio Neves e, segundo consta, não o deixou exatamente feliz.

O quadro desenhado por FHC não visa apenas a enfrentar o PT em São Paulo com uma candidatura única capaz de fazer frente à de Marta Suplicy, mas criar condições para a construção de um cenário inédito na história recente: aquele em que um partido e a agremiação a ele coligada ocupariam, ao mesmo tempo, os três cargos mais importantes do país. Nos sonhos do grão-tucano, o aliado Kassab ficaria na prefeitura de São Paulo, Alckmin iria para o governo do estado e Serra conquistaria a Presidência da República. Ocorre que, até o momento, Alckmin discorda do plano. Para o ex-governador, disputar a prefeitura paulista é fundamental para a sua sobrevivência política imediata. Depois da derrota nas eleições presidenciais de 2006, ele passou cinco meses na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, para uma temporada de estudos. Quando voltou, viu seu espaço no PSDB drasticamente reduzido. Seu grupo de aliados – pequeno em número e carente em expressão – encontra-se fora das administrações estadual e municipal em São Paulo. Alckmin está, portanto, sem mandato e sem poder. Por isso, acredita que só voltará a ter relevância se impuser sua candidatura à prefeitura – e, obviamente, ganhar a eleição. Para convencê-lo do contrário, FHC e Jorge Bornhausen, do DEM, deverão encontrá-lo na próxima semana. Ambos esperam que, ao contrário da posição demonstrada em 2006, quando o ex-governador insistiu em manter sua candidatura à Presidência em detrimento da melhor colocação de Serra nas pesquisas, ele desta vez se mostre mais flexível.

Alckmin mantém um escritório político em uma das principais avenidas de São Paulo, mas, oficialmente, as únicas atividades que exerce são as aulas que dá em três universidades paulistas (Universidade Metropolita-na de Santos, Universidade de Santo Amaro e Faculdade Editora Nacional, em São Caetano do Sul) e as sessões de acupuntura que ministra em um ambulatório do Sistema Único de Saúde, duas vezes por semana. Depois de cursar um ano de medicina chinesa no Hospital do Servidor Público Municipal, em São Paulo, o ex-governador arrisca dar algumas espetadas. Num partido como o PSDB, dar espetadas é um talento que se tem revelado bastante útil.


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Gilberto Carvalho Moura

Ao se referir à prefeitura do municipio de São Paulo/Capital, o termo correto é prefeitura PAULISTANA pois paulistas são todas as outras 644 prefeituras dentro do territorio do Estado de São Paulo


Prefeitura de Serra Talhada

20/01


2008

Pressionado pelo PMDB, Lula confirma Lobão

Da Revista Veja

A metamorfose vivida pelo presidente Lula nos últimos anos é fruto da simbiose entre dois personagens distintos. Um, o político popular, que se encaixa perfeitamente na definição de líder carismático do sociólogo alemão Max Weber. Esse era o Lula candidato, que o Brasil conheceu até a vitória do PT nas eleições de 2002. O segundo Lula revelou-se no exercício da Presidência: um político pragmático, obediente às leis tácitas e nem sempre republicanas de Brasília. No primeiro mandato, essas duas faces do mesmo personagem coexistiram, mas não raro entravam em choque. O primeiro ano do segundo mandato do presidente mostrou que, aos poucos, os dois Lulas começaram a convergir em uma única figura. Na semana passada, essa simbiose ficou nítida com a nomeação do senador Edison Lobão para o Ministério de Minas e Energia. Lula apareceu cumprimentando o futuro ministro olhando para baixo, abatido, sugerindo um tremendo desconforto, como se estivesse sendo obrigado a fazer o que não queria. Parecia constrangido em entregar um dos cargos mais vitais do governo a um senador que, mesmo nunca tendo sido alvo de denúncias ou protagonista de escândalos, chega ao ministério com duas desvantagens flagrantes. A primeira é ser totalmente leigo no assunto energia. A segunda é abrir caminho a uma cadeira no Senado para um suplente, seu próprio filho, sobre cuja conduta ética pairam grandes dúvidas.

Desde que o pensador florentino Nicolau Maquiavel escreveu, no começo do século XVI, que o governante devia privar suas decisões políticas de preceitos morais se quisesse manter-se no exercício do poder, o pragmatismo se transformou num elemento incontornável da vida pública. Ninguém deve esperar que um governante que se conduz por tais princípios tome decisões que venham a lhe criar problemas, por mais nobres que elas pareçam. Mas é ingenuidade achar que fazendo concessões de toda ordem os problemas serão milagrosamente contornados. A confirmação de Lobão no ministério de Lula, que parece um ato de habilidade política, na verdade evidencia a fragilidade do governo, a necessidade de negociar cada metro quadrado de poder em troca de um minuto de tranqüilidade. Lobão surge nesse cenário como mais um dos muitos zumbis que rondam, assombram e assaltam o governo nos últimos tempos. Seu filho, Edison Lobão Filho, vai assumir a vaga do pai, mesmo tendo admitido que usou uma doméstica como laranja em uma de suas empresas. O PMDB, por intermédio do senador José Sarney, exigiu a nomeação de Lobão como condição para permanecer como um aliado oficial no Congresso. Ao negociar migalhas em nome da pacificação da chamada "base aliada", o presidente, mesmo de cara feia, apenas confirma sua tolerância com esse tipo de comportamento e reafirma submissão a esse tipo de chantagem.

Além disso, nomear um político sem experiência técnica num ministério repleto de problemas complexos, como a ameaça de um apagão, é uma temeridade. Pode dar no que deu no Ministério da Justiça, conforme revelou VEJA na semana passada. Lá, as ingerências políticas do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, causaram a demissão de duas diretoras do Departamento de Recuperação de Ativos, órgão essencial no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado. Júnior é delegado da Polícia Civil e foi nomeado por exigência do pai, o senador Romeu Tuma, que migrou para a base do governo. A intromissão indevida foi confirmada pelas funcionárias demissionárias. O Ministério da Justiça, porém, além de defender Tuma Júnior, determinou a abertura de sindicância para descobrir os responsáveis pelo vazamento da notícia. "O pragmatismo do governo tem se traduzido no mais desavergonhado fisiologismo", diz o cientista político Octaciano Nogueira, da UnB. "Com isso, a política tem se reduzido à administração dos interesses pessoais."

Tanto Lula como o PT, ao menos no discurso, sempre se opuseram ao fisiologismo descarado e às barganhas políticas de ocasião. No governo, praticam tudo isso com desenvoltura e ao sabor dos interesses da hora. "No fundo, Lula sempre foi um político conciliador, que nunca demonstrou preocupação com orientações ideológicas, preferindo não desagradar a ninguém", afirma o historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos. A história brasileira mostra que a política costuma ser implacável com os governantes que abusam das armas do pragmatismo. Eles acabam devorados pela própria esperteza. Em 1961, Jânio Quadros renunciou ao mandato com a convicção de que voltaria ao poder triunfalmente nos braços do povo. Três anos depois, o governador Carlos Lacerda apoiou o golpe militar, certo de que seria eleito presidente no ano seguinte. Foi banido da vida pública. Ao nomear Edison Lobão, em nome de interesses menores, Lula aproxima ainda mais o governo de um grupo de nobres representantes do que há de pior quando o assunto é pragmatismo. O episódio revela também quanto o governo tem se transformado em refém de suas próprias escolhas e, principalmente, de suas más companhias.


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jose carlos da silva

Sempre que o Inácio da Silva viaja encontra turbulência na volta, quem sabe numa próxima traga na bagagem o Fidel para resolver as maselas que arrebentam os brasileiros.


Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

20/01


2008

Cristovam: "Se o PDT quiser, sou candidato em 2010"

Ao embarcar, ontem, para Aracaju, num grupo comandado pelo empresário João Carlos Paes Mendonça, para conhecer o projeto social de Serra do Machado, das organizações JCPM, encontrei, casualmente, no saguão do aeroporto, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que estava de férias em Maragogi.

Perguntei de supetão se ele seria candidato à Presidência da República em 2010. ''Sou, desde que o PDT queira'', respondeu. Em seguida, comentei o que venho dizendo em minhas palestras pelo Interior de Pernambuco, de que ele é um candidato do samba de uma nota só - Educação - e que precisa mudar na próxima campanha.

''Tudo bem, disse ele, mas em seguida perguntou: ''Mas qual foi a marca que deixei tendo dois minutos de propaganda na televisão? A do presidente preocupado com a Educação. Sem Educação, não vamos a lugar nenhum''.

Mas o senhor - insisti - não vai mudar esse comportamento, incluindo outros temas que o povo quer ouvir, como segurança, saúde e o combate à corrupção? ''Depende - respondeu - desde que eu tenha tempo na tevê! Se continuar com apenas dois minutos, não. Serei, novamente, o samba de uma nota só, como você define''.

Para finalizar o rápido bate-papo, sugeri ao senador abraçar as grandes causas nordestinas, na condição de pernambucano e conhecedor, portanto, da realidade do Nordeste. Ele achou ótima a sugestão e até me pediu para enviá-lo um exemplar do livro O Nordeste que deu certo, que escrevi em 1993, mostrando a face de prosperidade da região.


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Cristovam : Por que não te calas?


Banco de Alimentos

20/01


2008

Que vergonha para o Recife!

De, ontem, no Bol, que, certamente, vai jogar mais lenha na fogueira do noticiário que envolve o patrocínio do samba-enredo da Mangueira por parte da Prefeitura do Recife, ao custo de R$ 3 milhões: ''Sob o título ''Drogas, armas e passagem secreta: escola de samba em crise'', o diário britânico The Guardian publica neste sábado uma reportagem sobre os supostos vínculos entre a Mangueira e o tráfico de drogas.

A notícia destaca as relações entre o traficante Fernandinho Beira-Mar - que na tradução para o inglês ganhou o apelido Seaside Freddy - e do ex-presidente da Mangueira, Percival Pires, um dos convidados da festa de casamento do criminoso.

O diário cita ainda notícias da imprensa brasileira sobre uma passagem secreta que teria sido descoberta na sede da tradicional escola de samba, ao pé do morro da Mangueira, que seria usada pelos traficantes locais.

O Guardian ainda relata a polêmica detonada pela revelação de que um dos autores do samba-enredo da Mangueira para o Carnaval deste ano, Francisco Monteiro, o Tuchinha, seria procurado por tráfico de drogas, e que assinaria sambas sob o pseudônimo de Francisco do Pagode.

Ramificações ''A polícia alega que ele voltou à sua posição como líder da ramificação local do Comando Vermelho'', afirma o jornal, que cita ainda versos de um samba do ''compositor mais procurado do Rio'' gravado por Alcione.

No entanto, a notícia também salienta que a atual direção da Mangueira vem tentando se distanciar do tráfico.

''Traficantes são um problema da polícia. A escola não tem nada a ver com isso'', afirmou a presidente da escola, Eli Gonçalves, segundo o Guardian.

O jornal londrino cita ainda episódios anteriores que supostamente reforçam o envolvimento da escola de samba com o tráfico.

''Os escândalos (recentes) não são os primeiros a afetar o mundo do samba. Em 2004, a Mangueira ganhou as manchetes depois que Robson Roque, o seu presidente de 43 anos, foi assassinado, decapitado e queimado por traficantes locais.''


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Paulo Kigrer

João Lindu Paulo é culpado sim, por ser ele o prefeito. Porém, o maior responsável dessa bandalheira toda é o Samuel Oliveira. A "profissional" do turismo Samira Pavesi, José Otávio Meira Lins e a segunda "dama" do Recife Lygia Falcão, bem sabem para onde está indo todo esse dinheiro...

João Paulo, a exemplo do seu guru iluminado , merece uma grande vaia.

Edmar Lyra Cavalcanti Júnior

Uma boa idéia, acredito que se não pagássemos o IPTU, a Prefeitura do Recife deixaria de ser arbitrária do jeito que está sendo. Mas, isso depende de uma grande maioria, se o protesto for bem feito, JP desce do salto. Ele está muito arrogante e prepotente.

roberto lima

O povo deveria "boicotar" o IPTU até novembro para ensinar a esse senhor que nosso dinheiro não é para ele ficar jogando no lixo. Proposta analoga existe no rio do cesar cesar mais

jose carlos da silva

O João escolheu mal a maneira de gastar o dinheiro dos recifenses investindo na mangueira, pois bem, foi copiar do Inácio da Silva e vai levar apior na mídia e nas urnas. Podem apostar.



20/01


2008

Newton e a disputa: "Eram 3 veados, mas um já desistiu"

 Polêmico, Newton Carneiro nega estar em baixa com a população de Jaboatão e acredita em uma vitória ainda no primeiro turno. “São muitos candidatos. Quanto mais, melhor. Eram três ‘veados’ (homossexuais), mas um já desistiu. São 400 mil votos em Jaboatão - 300 mil são meus. Com os outros (votos), eles (os demais postulantes) vão fazer um rateio. Nas pesquisas que mandei fazer, estou em primeiro lugar”, assegurou.

Para o prefeito, as acusações de irregularidades administrativas são apenas “contratempos”. “Essas coisas são provenientes de fatos passados. Sofri uma intervenção injusta - em 1999 - e ganhei depois na Justiça. Eu quero uma indenização de R$ 80 mil por isso”.

Questionado sobre a estratégia de campanha para buscar a reeleição, Newton Carneiro prometeu empenho. “Irei de casa em casa para pedir voto. Vou passar o dia fazendo isso e, quando ficar tarde, à noite, ainda peço a dormida”, disse. De acordo com ele, um dos discursos será a construção de 500 casas, com preferência de distribuição aos funcionários municipais.

Demonstrando que irá atacar os adversários, o prefeito alfinetou o pré-candidato André Campos. “Vou procurar saber como está a situação da Infraero”, declarou, mostrando que tentará atingir o petista através do irmão dele, deputado federal Carlos Wilson, ex-presidente do órgão e também filiado ao PT.

VICE
Newton Carneiro negou qualquer possibilidade de ter a pré-candidata Odete Miranda como sua vice nas próximas eleições. “Essa senhora não dá para mim. Pode dar para os outros candidatos, mas para mim não dá”, justificou. O prefeito também se mostrou despreocupado quanto ao processo de busca de aliados partidários. “Não tenho tempo para me preocupar com isso”, afirmou. Nos bastidores, o prefeito teria declarado a vontade de ter a empresária da noite em sua chapa. (Folha de Pernambuco - Trecho da entrevista de Ed Ruas)


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Paulo Kigrer

Desculpe por discordar! Porém creio que Jaboatão não merece nada melhor que Newton, como Recife teve que suportar João Lindu Paulo e Olinda paga pela estupidez de ter votado em uma inútil como Luciana... é isso aí: povo merda, governantes iguais!!!

roberto lima

Quem são mesmos esse viados?Os ratos são bem conhecidos.

jose carlos munhoz

SR JOAQUIM BARRETO DESISTIU ?

jose carlos munhoz

ESSE SR É O REAL RETRATO DO QUE É JABOATÃO,ATRASADO,FEIO , SUJO , MEDIOCRE , ETC.... DARIA PARA PASSAR HORAS FALANDO MAIS POVO DE JABOATÃO PORFAVOR MUDEM ESSA HISTORIA , PELO AMOR DE JABOATÃO !


O Jornal do Poder

20/01


2008

Boxeadores: "exilados" em sua terra, com ajuda brasileira

Especial - Folha de S.Paulo

 É manhã de quarta-feira em Havana, capital de Cuba, e Guillermo Rigondeaux Ortiz está em casa no bairro de Altahavana com a mulher, o filho e a mãe. Um dos melhores boxeadores do mundo não faz nada de especial. Acabara de se despedir de Erislandy Lara Zantaya, também pugilista e companheiro de tardes desocupadas. Os dois acabam de completar seis meses afastados dos ringues, sem trabalho, numa rotina sem sobressaltos, que se resume à espera e indefinição.
Rigondeaux, 27 anos, bicampeão olímpico dos pesos-galo (até 54 kg), e Lara, 24 anos, campeão mundial dos meio-médios (até 69 kg), estão proibidos de treinar com a equipe nacional de pugilistas cubanos, são evitados pelos antigos colegas e até hoje aguardam uma definição sobre o futuro, sem sinais da cúpula do regime que antes os badalavam.
"É uma tortura psicológica", define Farah, 31, cubana que, também sem trabalho, compartilha a angústia do marido, Rigondeaux. "Ele não estava acostumado a não fazer nada. Se sente muito mal", disse ela à Folha na quarta passada.
A saga dos dois começou em julho do ano passado, quando abandonaram a seleção cubana durante os jogos Pan-Americanos no Rio, foram repatriados depois de alguns dias no Brasil e acabaram acusados por Fidel Castro de terem tentado se vender ao profissionalismo por um punhado de dólares.
Eles dizem que não foi isso que aconteceu. Seis meses depois do ocorrido, diante da família e com esperanças de serem perdoados e voltarem a treinar, os dois ainda se referem à experiência no Rio sem muita disposição em esclarecer. E poupam o governo de críticas, talvez evitando dificultar ainda mais as coisas.
Questionados se tentaram fugir do regime comunista e ficar no Brasil, eles dizem que não. Foram ameaçados? "Não", dizem. Familiares sofreram pressão? "Também não", repetem. Então o que os fez abandonar o Pan-Americano e passar mais de dez dias sumidos no Rio? "Foi uma indisciplina", responde Rigondeaux, sentado em uma poltrona vermelha na sala de menos de 30 metros quadrados da casa em que mora com a família em Havana.
Tido até há pouco como herói nacional cubano, ele recebe a Folha de bermuda jeans, camiseta preta, chinelos e boné. De estatura baixa, magro e quieto, sua imagem à primeira vista não remete a de um campeão do pugilismo, não fossem as obturações de ouro nos dentes da frente e as mais de cem medalhas e 20 troféus espalhadas pela estante e paredes da sala. Ele desconversa sobre os dias no Rio e repetidas vezes menciona que nunca cogitou deixar Cuba. "Já viajei muitas vezes, nunca tentei nada disso", diz, apontando para as paredes que comprovam vitórias em lugares como Venezuela, França, Rússia, Austrália, Tailândia, Grécia e Reino Unido.
Sem trabalhar desde que voltou a Cuba, Rigondeaux só tem hoje um compromisso fixo diário, a corrida de cerca de duas horas que faz pela manhã, disciplina de quem precisa manter os 54 quilos da categoria galo e não quer desistir do esporte, mesmo há tanto tempo sem treinar e dependente de um perdão para voltar a fazê-lo. Após a revolução de 1959, a prática profissional do boxe foi abolida em Cuba.
Longe do guarda-chuva do Estado, o pugilismo inexiste em Cuba e convites aceitos por atletas para deixarem o país são tidos como uma traição ao regime. Durante muito tempo, principalmente quando a ilha era cliente da antiga União Soviética, o boxe cubano não viveu grandes desafios para manter os seus atletas no país.
Teofilo Stevenson tornou-se um lendário peso-pesado cubano não só pelas vitórias, mas também por ter rejeitado propostas milionárias para que se tornasse profissional e fosse embora de Cuba. Virou ídolo do regime.
Mas a realidade mudou. Nos últimos anos, cerca de 150 desportistas cubanos aproveitaram as competições no exterior para fugir. Um exemplo do temor castrista: diante da possibilidade de novas deserções após o episódio do Pan, Cuba proibiu que sua equipe nacional fosse a Chicago participar do Mundial de boxe, em outubro. Nesta mesma competição, Yuriorkis Gamboa, desertor do país caribenho que desenvolve a carreira na Europa, embolsou entre US$ 10 mil e US$ 15 mil.
Rigondeaux nega fazer parte desta turma, mas na conversa com a sua família fica clara a insatisfação com o tratamento reservado pelo regime a um atleta que define ele mesmo como "o melhor do mundo".
"Protestar? Para quem? Temos que nos acostumar... Se protestar, há problema", diz Farah, diante do silêncio do marido, e apontando para a carcomida pintura das paredes da casa.
Mesmo sem um passado glamouroso em Cuba, tudo o que Rigondeaux deseja hoje é recuperá-lo. Antes do Pan, ele permitia à família uma vida sem luxos, mas tranqüila na ilha.
O governo lhe cedeu uma casa modesta de três quartos em área residencial de Havana, a cerca de meia hora do centro de treinamento de boxe.
O salário, diz ele, chegava a 450 pesos cubanos mensais (cerca de US$ 20). Pouco, muito pouco, mas dentro da média cubana para médicos, por exemplo. E havia a promessa de em breve começar a ganhar um extra de US$ 300, uma espécie de prêmio por já ter sido duas vezes campeão olímpico.
Todas as sextas, buscava uma espécie de cesta básica, com arroz, feijão, carne, galinha e outros itens, também proporcionados pelo Estado. Em Cuba, saúde e educação são gratuitas.
Rigondeaux continua morando na mesma casa e recebendo mensalmente os 450 pesos cubanos. Mas não há sinal da gratificação em dólar e o que o preocupa é até quando a situação vai perdurar. "Na prática, não temos casa. Guillermo é bicampeão e não tem uma casa", reclama Farah.
A semana é especialmente difícil para Rigondeaux e Lara. Enquanto eles esperam o tempo passar em Havana, os demais pugilistas cubanos estão na província de Holguín para o Torneio Nacional Playa Girón, um dos mais importantes de Cuba e tido como teste para os atletas, às vésperas das Olimpíadas de Pequim.
"Estou assim [faz sinal de braços cruzados]", afirma Rigondeaux, num dos raros momentos da conversa em que demonstra irritação.
Rigondeaux não tem o mesmo estilo de Lara, que, também sem trabalho, passa as horas em Havana circulando sobre uma moto com adesivo da coelhinha símbolo da Playboy, usa jeans e camisetas apertadas e duas argolas douradas nas orelhas. Lara mora com a mulher, Miriam, e dois filhos na casa da mãe da sogra, uma modesta residência de dois pisos, dividida por tios, primos, e outros familiares. Acorda às 5h todos os dias para correr, fala ainda menos que Rigondeaux e também continua recebendo seus 450 pesos cubanos e a cota de comida, mesmo sem treinar.
"Ser campeão olímpico é a meta de Lara. Se não puder fazer isso, acredito que terá um infarto", diz Miriam, que estava grávida quando os boatos sobre a deserção do marido chegaram à sua casa. Segundo ela, Rigondeaux e Lara ficaram por três dias numa espécie de casa de hospedagem do governo de Cuba assim que voltaram do Rio. Conversaram com autoridades, negaram a ambição de desertar e reafirmaram o desejo de ficar e lutar em Cuba. Foram então, para casa -Lara, Miriam e o pequeno Roberlandy, de 2 meses.
Enquanto os atletas estavam no Rio, familiares de Rigondeaux e de Lara foram procurados repetidas vezes por autoridades. Negam que tenham sido pressionados, mas não escondem a apreensão que viveram.
Rigondeaux se despediu da Folha pouco depois de mostrar com orgulho fotos do filho -Guillermo, cinco anos-, com os punhos cerrados tal qual um boxeador. "Será um novo campeão?", pergunta a reportagem. "Se eles [o regime] deixarem...", responde Rigondeaux, em momento franco de reação ao seu exílio em casa, agravado pela falta da possibilidade de recomeçar que os exilados possuem
.(Folha de S.Paulo - Letícia Sander)


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Paulo Kigrer

Cuba e Albânia, duas porcarias totalitarias... servem sim, ao ditador mandante e aos que nascem estúpidos e assim permanecem pelos os restos dos dias... castigo pior que este não há, a não ser ter nascido viado em Cuba. Sorte dos que lá não moram e a defendem...

jose carlos da silva

O Inácio da Silva precisa tomar conhecimento dessa matéria e comentar. Ao invés de ver de perto o nosso país e resolver os nossos problemas, está indo fazer visitas a esse ditador em fim de carreira, pago com dinheiro dos contribuintes. "UM DIA A CASA CAI".

Gilberto Carvalho Moura

O camarada não sabe do que fala e ao invés de ficar calado, escutando, prestando atenção prá ver se aprende, vomita bobagens.

Cidadão de bem

E foi a esse regime que o Lula foi prestar solidariedade há poucos dias. Sem falar que a Petrobrás vai injetar uma dinheirama lá pra ser tomada pelo governo, assim como aconteceu na Bolívia.



20/01


2008

Ex-governadores citados para investigação nos EUA

 Os nomes dos ex-governadores paulistas Orestes Quércia e Luiz Antonio Fleury Filho foram citados no ofício enviado pelo governo brasileiro aos EUA como supostos envolvidos no pagamento de propina ao presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Eduardo Bittencourt Carvalho.
Quércia e Fleury afirmam que a acusação é absurda e totalmente sem sentido.
"Estamos investigando todas as denúncias envolvendo os fatos e vamos chegar às últimas conseqüências. Existe a possibilidade de eles serem investigados também", afirmou o procurador-geral de Justiça do Estado de SP, Rodrigo Pinho.


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roberto lima

brazil fedorento!



20/01


2008

Justiça dos EUA investiga presidente do TC de São Paulo

 A pedido do governo brasileiro, a Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação para apurar eventuais contas bancárias ilegais atribuídas ao presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Eduardo Bittencourt Carvalho, 65, naquele país.A solicitação foi feita em dezembro, após o Ministério Público do Estado de São Paulo receber denúncia envolvendo o presidente do tribunal em suposta cobrança de propina e remessa ilegal de até US$ 15 milhões para o Lloyds TSB Bank de Miami (EUA). O salário de conselheiro do TCE paulista é, em média, de R$ 21 mil líquidos por mês.

"A investigação internacional foi aberta porque há fortes indícios da existência de contas", afirmou o promotor da Cidadania Sílvio Marques, que pediu a quebra internacional do sigilo bancário para fins de bloqueio por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão do Ministério da Justiça de combate à lavagem de dinheiro.

Em e-mail enviado na noite de sexta-feira à Folha, Bittencourt relaciona as suspeitas ao contencioso judicial que trava com sua ex-mulher, que, segundo ele, lhe atribui "patrimônio e rendas imaginários".(Informações da Folha de S.Paulo)


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20/01


2008

Loteamento

Coluna Painel - Folha de S.Paulo

 Na Sudene, o comando ficará com o PMDB baiano do ministro Geddel Vieira Lima. Conciliador, ele vai lotear as diretorias do órgão entre os governadores aliados no Nordeste, como Eduardo Campos (PSB-PE) e Marcelo Déda (PT-SE).


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Cidadão de bem

Eita política. Não tem como criar uma lei para que todo e qualquer cargo no governo seja ocupado por um técnico? Ah, me esqueci, as leis são criadas pelos políticos.



20/01


2008

O País quer saber

Eliane Catanhêde - Folha de S.Paulo

 O Brasil entrou em 2008 com poucas certezas e um mar de dúvidas sobre o cenário internacional, a economia interna, a febre amarela, o racionamento de energia e o tão propalado corte de gastos, entre outros. Em resumo:
1) A maior potência planetária vai ou não entrar em recessão, enquanto Democratas e Republicanos prometem aumento de gastos e corte de impostos nas suas campanhas à Presidência?
2) A ortodoxia de Pedro Malan, Antônio Palocci e agora Guido Mantega será ou não suficiente para agüentar o tranco? Ou seja: quais os possíveis efeitos no Brasil de uma recessão nos EUA?
3) O investidor em Bolsa vai se esborrachar ou apenas ganhar menos do que na farra de 2007?
4) O tal "nível mínimo" de segurança das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste segura a onda ou vem apagão por aí?
5) Vai dar tempo de o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ler e aprender tudo direitinho até lá? Ou vai ser só um pau-mandado da ministra Dilma?
6) As pessoas devem ou não se vacinar contra a febre amarela, que já fez pelo menos 11 vítimas, com sete mortes, em menos de um mês?
7) Ou é melhor se trancarem em casa nas férias de janeiro e fevereiro, no Carnaval e na Semana Santa, para fugir do risco? E por que a turma do Planalto se vacinou?
8) E o corte de gastos com o fim da CPMF, era história do bicho-papão? Vai ficar no aumento do IOF e da CSLL e não se fala mais nisso ?
9) Aliás, por que tanto auê com o fim desse imposto se a arrecadação aumentou, sem contar a CPMF, mais de R$ 24 bi em 2007?
10) E por que estimular a garotada a gastar seu suado dinheirinho em faculdades de direito se 6.323 vagas eram vagabundas e foram para o lixo? Não é melhor investir em bons cursos profissionalizantes? As respostas? Não se anime. Nem quando o Carnaval chegar...


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jose carlos da silva

Sem pessimismo, mas, mais turbulências virão. Aguardem!