Jaboatão

05/05


2021

Teich diz que deixou o governo por não ter autonomia

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse, há pouco, na abertura de seu depoimento na CPI da Covid, que deixou o governo por ter percebido que não teria autonomia para atuar. Ele afirmou ainda que não havia estudos que baseassem o uso de cloroquina, apesar de o presidente Jair Bolsonaro defender o remédio contra a Covid.

“As razões da minha saída do ministério são públicas, elas se devem basicamente a constatação de que eu não teria autonomia e liderança que imaginava indispensáveis ao exercício do cargo. Essa falta de autonomia ficou mais evidente em relação as divergências com o governo quanto à eficácia e extensão do uso do medicamento cloroquina para o tratamento da COVID-19, enquanto minha convicção pessoal, baseada nos estudos, que naquele momento não existia evidência de sua eficácia para liberar", afirmou o ex-ministro.

Teich ficou 28 dias à frente do ministério, entre abril e maio do ano passado. Ele deixou o governo por divergências com o presidente Jair Bolsonaro sobre a condução da pandemia, assim como seu antecessor na pasta, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, ouvido ontem na CPI.

Enquanto Bolsonaro defendia, e ainda defende, o uso da cloroquina, remédio cientificamente comprovado ineficaz contra a Covid, Teich alertava sobre os riscos do medicamento.

O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), perguntou se Teich sabia da produção de cloroquina pelo Exército. Teich respondeu que não sabia e que não foi um assunto que chegou a ele.

Teich foi à CPI na condição de testemunha, quando há o compromisso de dizer a verdade sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho.

Inicialmente, Teich seria ouvido na terça, após Mandetta, mas o depoimento foi remarcado. Durante a sessão, os parlamentares também adiaram, para o próximo dia 19, o comparecimento de Eduardo Pazuello, marcado para esta quarta.

O general do Exército pediu para não comparecer porque disse ter tido contato com pessoas que contraíram a Covid. Por isso, o adiamento para daqui a 14 dias.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

05/05


2021

Porcos: acórdão do TCE é republicado

EXCLUSIVO

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) teve que republicar o acórdão do conselheiro Carlos Neves, sobre a compra de respiradores testados em porcos, alvo da Operação Apneia. "Republicado por haver saído com incorreção", diz o Diário Oficial do TCE, sem detalhar qual seria a incorreção. Ontem, o Blog tinha revelado que o voto de Carlos Neves, segundo fonte sob reserva, estava sendo alvo de críticas em parte do PSB, por ser considerado "fraco" e ter dado margem a maiores questionamentos sobre a Apneia.

Apesar da republicação, o julgamento final não foi alterado. Foram julgadas regulares as contas de Felipe Soares Bittencourt (homem-forte de Geraldo Júlio nas contas da covid-19), Jailson de Barros Correia (ex-secretário de Geraldo) e Mariah Simoes da Mota Loureiro Amorim Bravo (sobrinha de Sileno Guedes). Foi mantida a multa de oito mil reais para Mariah Simoes da Mota Loureiro Amorim Bravo.

Em nota oficial na semana passada, a Polícia Federal divergiu do TCE. "Quanto aos servidores públicos envolvidos, um deles foi indiciado pelo crime de dispensar ilicitamente licitação pública, ao passo que aos demais foi também imputado o delito de peculato. Nesse caso, a pena máxima cominada é de 17 anos de prisão", dizia a nota.


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Ipojuca 2021

05/05


2021

Expectativa pelo Dia das Mães

Da coluna de João Alberto

Os shoppings centers apostam num bom movimento de vendas para o Dia das Mães, a segunda data mais importante do comércio – só perde para o Natal –. Mesmo com restrições, estão abertos e com forte presença no e-commerce. E já com bom movimento neste início de semana. Diferente do ano passado, quando todos estavam fechados e o comércio eletrônico ainda não era usado por todos.


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Petrolina abril 2021

05/05


2021

Ex-ministro Nelson Teich depõe na CPI da Covid

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich presta depoimento à CPI da Covid, hoje. Ele comandou a pasta entre 17 de abril e 15 de maio de 2020, substituindo Luiz Henrique Mandetta.

O depoimento de Teich estava previsto para ocorrer ontem, mas teve de ser adiado devido ao grande número de perguntas dirigidas ao também ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, primeiro a ser ouvido pela CPI.

Já os esclarecimentos do ex-ministro Eduardo Pazuello, que estava agendado para hoje, foi adiado por 15 dias a pedido do general. Pazuello alegou risco de contaminação por ter se encontrado recentemente com pessoas com covid-19. Ele é o mais recente ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro e foi sucedido por Marcelo Queiroga, que deve depor à CPI amanhã.


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05/05


2021

New York Times chega a 7,8 milhões de assinantes

Poder 360

A New York Times Company divulgou, hoje, os resultados financeiros do 1º trimestre de 2021. A empresa atingiu a marca de 7,8 milhões de assinantes, aumento de 33,8% em relação ao número registrado no mesmo período de 2020.

A alta é puxada pelas assinaturas em serviços digitais do grupo. O número de leitores que pagam pelo acesso aos canais de notícia online do NY Times cresceu 34,9% em relação ao 1º trimestre de 2020. As assinaturas de outros serviços digitais – como a plataforma de áudio Audm e o site da empresa destinado a jogos, como palavras cruzadas – saltou 57,1%. Já o número de assinantes da versão impressa do jornal caiu 1,8% no período.

O balanço indica que 630 mil das 1,98 milhão de novas assinaturas conquistadas pelo jornal são de serviços que não têm relação com notícias – quase 1/3 dos novos assinantes (31,9%).

O lucro operacional da empresa aumentou 89,1% em relação aos 3 primeiros meses de 2020, passando de US$ 27,3 milhões para US$ 51,65 milhões.

A receita do NY Times com publicidade digital cresceu 16,3%: passou de US$ 51,2 milhões para US$ 59,5 milhões do 1º trimestre de 2020 para os 3 primeiros meses deste ano. Já na versão impressa do jornal, os ganhos com anúncios caíram 31,66% (de US$ 55 milhões para US$ 37,6 milhões). O saldo da receita com publicidade foi de queda de 8,5%, passando de US$ 106 milhões para US$ 97 milhões.

“Os principais indicadores do nosso negócio –audiência, inscrições e números de assinantes – estão mais sólidos do que em 2019, e isso nos coloca numa boa posição para crescer a longo prazo. Em fevereiro e em março, nossa audiência caiu em relação aos níveis recordes do ano passado, e tivemos poucas novas assinaturas na parte final do trimestre. Esperamos um crescimento moderado no 2º trimestre, que tradicionalmente é o menos lucrativo do ano”, declarou Meredith Kopit Levien, presidente e diretora executiva da New York Times Company.

A empresa diz esperar crescimento de aproximadamente 15% no 2º trimestre deste ano frente ao mesmo período de 2020. A expectativa é de alta de até 75% na receita com publicidade, que foi reduzida no 2º trimestre do ano passado por causa da pandemia.


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ALEPE

05/05


2021

PF emite nota sobre a Operação Background

Nota oficial

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou, na manhã de hoje, a Operação Background com a finalidade de dar cumprimento a 53 (cinquenta e três) mandados de busca e apreensão, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de investigados, todas as ordens determinadas pelo Juízo da 4ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco.

Ao todo, mais de 240 Policiais Federais cumprem as medidas judiciais nos Estados de Pernambuco, São Paulo, Amazonas, Pará e Distrito Federal.

A investigação, que conta com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria Regional da Fazenda Nacional – 5ª Região, apura a prática de crimes tributários (art. 1º, I, e art. 2º, II, da Lei nº 8.137/90), financeiros (art. 16 da Lei nº 7.492/86), de fraude à execução (art. 179 do Código Penal), contra a organização do trabalho (art. 203 do Código Penal), de organização criminosa (art. 2º da lei 12.850/2013) e de lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei 9.613/98), por parte de integrantes de um dos maiores Grupos Empresariais do Nordeste, com atuação em âmbito nacional.

Os investigados se organizaram em um sofisticado esquema contábil-financeiro para desviar o patrimônio das empresas do grupo, transferindo-o para os seus sócios e interpostas pessoas (“laranjas”), com a finalidade de elidir tributos e direitos trabalhistas de centenas de empregados, causando um prejuízo aos cofres públicos e aos trabalhadores apurado em aproximadamente R$ 8.644.641.483,69 (oito bilhões, seiscentos e quarenta e quatro milhões, seiscentos e quarenta e um mil, quatrocentos e oitenta e três reais e sessenta e nove centavos).

Além da colheita de elementos de materialidade e indícios de autoria, a equipe de investigação busca, nessa fase do trabalho de apuração, recuperar o patrimônio desviado e ocultado pelos investigados, com o objetivo não só de reparar o dano patrimonial causado aos cofres públicos, através dos débitos tributários já constituídos, mas principalmente, liquidar os créditos trabalhistas de centenas de empregados do Grupo Empresarial.

Com grande parte de suas atividades paralisadas após o esvaziamento patrimonial criminoso, as empresas do grupo investigado deixaram centenas de trabalhadores sem receber salários e outros direitos trabalhistas, sendo um dos objetivos da investigação permitir que essas famílias de trabalhadores recuperem os seus direitos por meio da Justiça do Trabalho, que inclusive já os reconheceu formalmente.

O nome da operação faz referência à forma de ocultação patrimonial empregada pela organização criminosa, criando empresas paralelas, com sócios aparentes, para receber o patrimônio do grupo empresarial, com a finalidade de impedir o pagamento dos créditos trabalhistas e tributários, garantindo que o patrimônio permaneça com seus gestores – Background – conjunto de condições que omitem a realidade.

Polícia Federal em Pernambuco


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Bandeirantes 2021

05/05


2021

Prefácio de Ciro abre O Nordeste que deu certo

Então governador do Ceará depois de liderar o ranking de melhor prefeito de capital, à frente da charmosa Fortaleza, Ciro Gomes, hoje na disputa pela Presidência da República, mais uma vez, foi um entusiasta do meu livro O Nordeste que deu certo, lançado em 1993, que passo a fazer uma espécie de reedição dos seus capítulos a partir de hoje.

Ciro não apenas aceitou fazer o prefácio da obra, que apresento abaixo abrindo esta série, como veio ao Recife para o lançamento, que reuniu quatro dos nove governadores do Nordeste. Em seu prefácio, Ciro bate duro na Sudene e aplaude a minha iniciativa de percorrer 10 mil km nos nove Estado da Região em busca de traçar um ângulo diferenciado do Nordeste, com foco nos empreendimentos geradores de renda, de mão de obra, com a intenção de reduzir as desigualdades regionais.

"A visão caolha dominante a respeito da região Nordestina é culpa de nossas elites políticas, atrasadas, conservadoras, imediatistas, incapazes – com as raras exceções que confirmam a regra – de um gesto ousado, transformador. A Sudene, que o gênio do paraibano Celso Furtado criou para elaborar e coordenar o planejamento estratégico da Região, nada mais é, hoje, do que um mero repassador de dinheiros públicos – também conhecidos como incentivos fiscais – que beneficiam, apenas e exclusivamente, o estrato mínimo e rico da sociedade", desabafa Ciro. Eis o seu prefácio:

O Nordeste das estiagens cíclicas, com seu cortejo de fome e penúria, é real, mas vai pouco a pouco cedendo lugar à imagem de uma Região produtiva, abrigando um povo criativo e senhor de bastante competência para superar as adversidades climáticas e outras formas de calamidades que o atormentam há séculos.

Este novo Nordeste procura revelar a sua absoluta viabilidade, exorcizando a idéia arraigada de que por cá florescia somente uma “indústria da seca”, montada a partir dos flagelos, com o objetivo de arrancar recursos da Nação, quase sempre malbaratados por maus administradores ou desviados para as contas particulares de corruptos que acabam por se transformar numa casta de nababos em meio à miséria generalizada.

A visão caolha dominante a respeito da região Nordestina é culpa de nossas elites políticas, atrasadas, conservadoras, imediatistas, incapazes – com as raras exceções que confirmam a regra – de um gesto ousado, transformador. A SUDENE, que o gênio do paraibano Celso Furtado criou para elaborar e coordenar o planejamento estratégico da Região, nada mais é, hoje, do que um mero repassador de dinheiros públicos – também conhecidos como incentivos fiscais – que beneficiam, apenas e exclusivamente, o estrato mínimo e rico da sociedade.

Ao longo dos últimos 25 anos, sem embargo dos avanços experimentados em vários setores da atividade econômica regional, o sistema de incentivos fiscais administrados pela SUDENE concentrou renda, ampliou os desníveis intra-regionais, criou castas e fez brotar a corrupção – tudo isso com a criminosa omissão de amplas parcelas de nossas elites. É necessário – é urgente – dar um basta a tudo isso.

A nosso juízo, a SUDENE deve, imediatamente, retomar suas funções originais. Não é, nem deve ser, papel da SUDENE a distribuição de favores financeiros. Resolvida esta questão, terá o Nordeste dado um passo importante e decisivo rumo a um futuro melhor e mais justo para os 40 milhões de seus habitantes.

Apesar de toda a crise e das dificuldades que o clima oferece – vivemos, em 1993, a pior seca do século, pelo que metrópoles como Recife e Fortaleza enfrentaram, pela primeira vez em sua história, graves problemas de abastecimento de água – percebe-se, numa honesta observação, que o Nordeste já oferece robustas demonstrações de crescimento e modernização em diferentes áreas, como na agricultura, na indústria e no trepidante comércio de suas grandes cidades.

São marcas expressivas, pinceladas num panorama historicamente empobrecido. Esta realidade está presente neste substancioso trabalho do jornalista Magno Martins. Com olhos de quem deseja ver, ele palmilhou mais de 10 mil quilômetros, visitando e conhecendo projetos e programas públicos e privados que comprovam, de modo eloqüente, a viabilidade econômica desta parte do Brasil.

Lá longe, no alto sertão euclidiano de Pernambuco, sua série de reportagens, publicada pelo DiáriodePernambuco, entusiasma-se com a produção de uva, que alcança, graças à utilização de sofisticada tecnologia, o registro de 50 mil toneladas, ganhando já os mercados do mundo; no Ceará, anota e exalta o ingresso de investidores de remotas origens e fala de empresários que trocaram Taiwan, na Ásia, pelas pequenas cidades de Acarape e Redenção, atraídos pelo ordenamento administrativo, financeiro e social e econômico de um Estado marcadamente sofrido em razão das constantes intempéries e de muitos desgovernos.

A prospecção jornalística de Magno Martins revela o que se passa em Mossoró, no oeste potiguar, onde a iniciativa privada produz e exporta mais de 60 por cento do melão nacional, gerando divisas para o País e consolidando a tese de que os baixos índices de pluviosidade do Nordeste, longe de serem um inimigo, são mesmo um aliado importante, desde que se pratiquem, como naquela porção do Rio Grande do Norte, técnicas avançadas de irrigação e métodos modernos de tratamento do solo.

Só a sensibilidade do repórter poderia descobrir para o País, e especialmente para nós, nordestinos, a revolução pecuária que se passa em Gravatá, o progresso industrial de Campina Grande e a explosão da economia informal que agita a próspera Caruaru, pedaços do Nordeste que avançam, vencendo desafios.

Pólos têxteis, petroquímicos, calçadistas, de confecções e de pesca, de minérios e de frutas tropicais asseguram a dinâmica dos portos nordestinos, desde a Bahia até o Maranhão.

O turismo, em plena eflorescência, atrai centenas de milhares de visitantes nacionais e estrangeiros, gerando empregos e produzindo novas riquezas. Até a música regional – o axé dos baianos, o forró dos cearenses e o xaxado dos paraibanos – virou fonte causadora dessa arrancada nordestina para libertar-se da mancha de mendicância em que a Região tem rastejado há séculos.

Commodities e manufaturados, investimentos de múltiplas procedências, intercâmbio comercial intenso são características deste “Nordeste que deu certo”, visto e muito bem documentado pela pena de Magno Martins – um sertanejo de Afogados da Ingazeira (PE), que há 14 anos está dedicado ao jornalismo, já tendo emprestado seu talento a alguns dos mais importantes órgãos da imprensa nacional.

Este livro é uma reportagem sincera e bem elaborada sobre o esforço que está sendo empreendido no Nordeste visando a reduzir a distância que nos separa das áreas mais desenvolvidas do País. Observador atento e analista criterioso, Magno Martins consegue, nestas páginas, registrar, efetivamente, este momento decisivo para o destino do Nordeste, quando se alargam os horizontes ao seu povo generoso e trabalhador.

Ciro Ferreira Gomes

Governador do Estado do Ceará


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Wildes Jackson Lopes

Magno, é possível que esse seu estalo seja profético.A experiência, perseverança e conhecimento desse político genial, e pelo que vimos, ou pelo que estamos vendo nesse nosso Brasil, o povo brasileiro já poderia conferir a Ciro Gomes a oportunidade de presidir esse país para que possa colocar em prática, a serviço do nosso país, esse acervo que ele construiu através de suas atuações na administração pública, nos três níveis de governo, em sua longa trajetória, e por essa inteligência privilegiada.


Serra Talhada 2021

05/05


2021

Grupo João Santos é alvo de operação da PF

Uma operação foi desencadeada pela Polícia Federal, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Receita Federal, para investigar crimes tributários e financeiros, hoje. Um dos alvos, segundo a procuradoria, é o grupo João Santos, dono da empresa Cimento Nassau, um dos maiores grupos empresariais do Nordeste, com atuação em âmbito nacional. As informações são do Portal G1.

Um escritório da Cimento Nassau, localizado no Bairro do Recife, na região central da capital pernambucana, foi alvo de mandado de busca e apreensão. De acordo com a PF, mais de 240 policiais cumprem medidas judiciais em cinco estados: Pernambuco, São Paulo, Amazonas, Pará e Distrito Federal.

Foram, ao todo, 53 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Penal da Justiça Federal no Recife. O grupo, segundo a procuradoria, tem uma dívida tributária de R$ 8,6 bilhões e trabalhista de R$ 55 milhões.

"Essa empresa possui débitos no Norte, Nordeste e Sudeste. A Procuradoria iniciou um trabalho devido ao passivo tributário. A dívida inicia na Receita e é encaminhada para a procuradoria, quando o contribuinte não quita essa dívida", explicou o procurador-regional da Fazenda Nacional em Pernambuco, Alexandre Freire.

As investigações, por parte da procuradoria, iniciaram em 2018. Segundo Freire, ao entrar em contato com a Polícia Federal, a procuradoria soube que havia um inquérito em andamento que tinha o alvo o mesmo grupo empresarial.

Cerca de 50 procuradores da Fazenda Nacional trabalham na ação, além de 53 equipes da Polícia Federal e várias equipes de auditores fiscais da Receita Federal.


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05/05


2021

Coluna da quarta-feira

A montanha pariu um rato

O depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ontem, abrindo os trabalhos da CPI da Pandemia, não acrescentou absolutamente nada de novo como contribuição à investigação. O que ele disse, o Brasil está careca de saber, sobretudo o Congresso. Entre os principais pontos da oitiva, disse ter ocorrido um "aconselhamento paralelo" ao presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia quando ele (Mandetta) esteve no cargo.

Falou na adoção da cloroquina para tratamento do novo coronavírus "ao arrepio" do Ministério da Saúde e questionou a participação do vereador Carlos Bolsonaro (RJ), filho do presidente, em reuniões ministeriais, o que, segundo ele, gera dúvidas sobre a influência do herdeiro nas ações do Governo.

Destacou que fez um alerta sobre o Brasil poder chegar a 180 mil mortes até o final de 2020 – número que acabou sendo superado. Em síntese, sua linha de raciocínio foi no sentido de mostrar que o presidente divergiu das orientações científicas, no isolamento e na cloroquina. Durante depoimento, o ex-ministro disse que viu uma minuta de documento da Presidência da República para que a cloroquina tivesse na bula a indicação para Covid-19.

Segundo Mandetta, o próprio diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discordou dessa medida. Falar é fácil sem provas. Qual a prova que o ex-ministro apresentou aos integrantes da CPI de tudo que falou, inclusive sobre a mexida na bula da cloroquina? Nada, absolutamente nada. Divagou. Seu depoimento, esperado como uma bomba na CPI, em nada abrirá um clarão para se chegar à investigação que a comissão se propõe, que Bolsonaro é um genocida.

Tanta coisa, tanto perigo para ser apenas uma montanha que pariu um rato, expressão utilizada para designar alguma coisa que após muita expectativa, ameaça, ocorre apenas algo insignificante. Aplica-se perfeitamente à fala do ex-ministro, um “gênio” apenas no foco das câmaras da TV-Globo, que o trata como uma “celebridade”.

Roteiro em livro – O frágil depoimento de Mandetta, sem novidades, teve como roteiro um livro, do jornalista Wálter Nunes, sobre a pandemia, fruto de revelações do ex-ministro. Foi traçado também com base em relatos que ele manteve escrevendo diariamente sobre a situação do trabalho no Ministério da Saúde quando atuava no combate ao novo coronavírus e a difícil relação com o presidente Jair Bolsonaro, em 2020. Quem já leu o livro sabe, por exemplo, que Mandetta contou sobre episódios e reuniões em que Bolsonaro ignorou a gravidade da situação da covid-19 e fez questão de ignorar a orientação sobre isolamento social que estava sendo seguida em todo o mundo.

A carta – No seu depoimento, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta trouxe apenas uma novidade. Informou ter enviado uma carta para o presidente Jair Bolsonaro com algumas recomendações que poderiam ajudar a conter o avanço da pandemia no Brasil. Mandetta disse que alertou Bolsonaro "sistematicamente", aconselhando que a presidência revisse seu posicionamento para acompanhar as orientações do Ministério da Saúde. A carta foi enviada em 28 de março de 2020, dias após a pandemia ser decretada.

Governadores – Mandetta citou, também, episódio de diálogo com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para exemplificar harmonia na relação entre poderes na pandemia. Ele disse ter ligado e conversado com Camilo sobre índices da pandemia na Capital para ajudar a embasar decisão posterior sobre flexibilizar o lockdown. Com isso, o ex-ministro quis mostrar que seu diálogo com os governadores era bom, em contraponto ao presidente, que bateu de frente com vários chefes de Estado, principalmente João Dória, de São Paulo.

Pau em João Paulo – Presidente da Associação dos Fornecedores de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima bateu sem piedade, ontem, no deputado João Paulo (PCdoB), que carimbou o agronegócio como um lixo e de provocar fome e miséria. “Não podemos e nem aceitaremos ser acusados de setor tóxico que contribui para a fome e destruição ambiental. A entidade, que representa 7,1 mil agricultores deste ramo, sendo um dos principais segmentos do agro nacional, refuta a fala do deputado em todos os aspectos apontados e o orienta a conhecer melhor a realidade, iniciando pelo seu Estado, formado por 97% de agricultores familiares”, desabafou.

Bronca em Noronha – O deputado Waldemar Borges (PSB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, protocolou, ontem, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando uma investigação sobre os custos da obra de manutenção da BR-363, em Fernando de Noronha. O serviço é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Iniciada em 2017, a obra está sendo feita na rodovia da ilha, que tem 7,5 quilômetros de extensão. A manutenção, inicialmente orçada em R$ 9,9 milhões, teve prorrogação de prazo e valor reajustado para R$ 24,7 milhões.

CURTAS

MAL-ASSOMBRADAS – A ex-prefeita de Arcoverde, Madalena Brito (PSB), levou mais um tombo na batalha quase que inglória para reverter a decisão do Tribunal de Contas do Estado, que reprovou suas contas referentes ao exercício de 2016. Relator do processo, o conselheiro Carlos Porto considerou grave infração um déficit da ordem de R$ 25 milhões nas contas mal-assombradas da ex-gestora socialista. 

CAIU FORA – O jornalista Diogo Mainardi anunciou em nota pessoal postada no jornal on-line ‘O Antagonista’, do qual é sócio fundador e um dos editores, seu pedido de demissão do ‘Manhattan Connection’, programa pela TV-Cultura ancorado por Lucas Mendes. “Desde a quarta-feira da semana passada, quando xinguei o lulista Kakay, a TV Cultura estava pressionando os produtores do Manhattan Connection, a fim de que tomassem alguma medida contra mim”, escreveu.

Perguntar não ofende: Por que o ex-secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, quer barrar a chegada da documentação do escândalo dos porcos à CPI da pandemia?


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Comentários

Fernandes

Mandetta destrói governo Bolsonaro em CPI; trata-se de crimes dolosos.

Fernandes

Sem perder a ordem dos comentários. Ciro Gomes, sobre família Bolsonaro: “Se gritar pega ladrão, não fica um” Ciro Gomes voltou a chamar Jair Bolsonaro de ladrão . No Twitter, o pedetista compartilhou uma reportagem da Folha sobre as investigações que miram os quatro filhos do presidente, e escreveu: “‘Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão’. O chefe da quadrilha é o pai, Jair Bolsonaro!”

Fernandes

No pais de Bolsonaro permanecer vivo é um ato de protesto.

Fernandes

Que fique bem claro, Bozo é Ladrão. Genocida, e marcos de camaragibe é Fresco e queima o Boga.

Fernandes

Fátima Bernardes homenageia Paulo Gustavo e cobra Bolsonaro: Por que recusou 11 vezes compra de vacinas?


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04/05


2021

Ator Paulo Gustavo morre de Covid no RJ

O ator e humorista Paulo Gustavo morreu no Rio, hoje, aos 42 anos, de complicações da Covid-19.

O criador de Dona Hermínia – e de outros personagens inesquecíveis – estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul.

A piora no quadro de saúde do ator aconteceu na noite de domingo. Paulo Gustavo vinha apresentando melhoras significativas, chegou a ter redução de sedativos e bloqueadores e interagir com médicos e também com o marido, Thales Bretas. À noite, no entanto, sofreu uma embolia pulmonar.

Nesta terça, novo boletim disse que o ator estava com quadro irreversível, mas mantinha os sinais vitais. Às 21h12, no entanto, foi constatada a morte de Paulo Gustavo.


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