20/04


2021

Consumir álcool não altera efeito da vacina

O Globo

É preciso evitar o consumo de bebida alcoólica antes ou depois de tomar vacina contra a Covid? Não, mas a ideia de que é necessário cortar o álcool no período de imunização é um mito que tem se espalhado nesta campanha, constata a médica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A entidade, que inclusive ajuda nas decisões do Programa Nacional de Imunização (PNI) junto ao Ministério da Saúde, não tem qualquer recomendação neste sentido.

“Há muito tabu e muito despreparo dos profissionais da saúde que estão nas salas de vacinação”, avalia Levi. “Infelizmente o Brasil não deu conta de fazer um bom treinamento dos profissionais, e cada um fala o que quer”, conclui.

Para Levi esse boato é preocupante, porque pode desestimular a proteção de parte da população. Entre o 1,5 milhão de pessoas que não apareceram para tomar a segunda dose contra a Covid, número que o Ministério da Saúde divulgou nos últimos dias, podem estar alguns que foram impactados por essa desinformação quanto às bebidas alcoólicas, projeta a médica.

O mito se traduz tanto em receio de que a vacina não funcione quanto de que provoque uma reação indesejada, mas os fabricantes dos imunizantes usados no Brasil, CoronaVac (criado pela biofarmacêutica chinesa SinoVac) e Covishield (do laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford), não veem comprometimento do efeito nem o risco de eventos adversos ligados às bebidas. Nos estudos clínicos, os voluntários não precisaram ter nenhum cuidado quanto a isso.

Também não há nada a respeito nas bulas de ambos, afirma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por avaliar e liberar os produtos no país. A reportagem consultou ainda o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, a Fiocruz, responsável pela Covishield, e o Ministério da Saúde. Todos afirmam que não há por que se preocupar.

“Não há nenhuma evidência sobre a relação do álcool com o comprometimento da formação de anticorpos promovida pela vacina Covid-19”, diz a pasta, em nota enviada por sua assessoria de imprensa.

Em contraste com as informações oficiais dos fabricantes e das autoridades de saúde, não é incomum ver nas redes sociais publicações falando de orientações assim recebidas no momento da imunização. Um vídeo que viralizou nas últimas semanas mostra um senhor surpreso ao ouvir da profissional de saúde que terá de esperar 30 dias para tomar uma cerveja. “Égua, tira de volta isso”, brinca ele.

O portal de notícias Ver-o-Fato, de Belém, noticiou que a gravação foi feita em um posto de vacinação drive thru da cidade. A Prefeitura de Belém não confirma o local da filmagem, mas, em nota, explica que há sim uma orientação no município, só que mais curta. “O recomendado é de 24 a 48 horas ficar sem beber, mas por questão de efeito colateral”, escreve a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde. “Não tem nenhuma orientação para que as vacinadoras digam que tem que ficar um mês sem beber”, completa.

A abstinência também é recomendada, por exemplo, pela Prefeitura de Fortaleza. Segundo a gestão, o consumo de álcool deve ser evitado “por pelo menos 24 horas do período de aplicação de qualquer vacina ofertada pela rede pública”.

Para a SBIm nada disso faz sentido. Uma resposta menor do sistema imunológico só deve ser uma questão entre as pessoas que fazem consumo pesado de álcool, especialmente aquelas que já têm uma doença hepática. Elas, ainda assim, não têm nenhuma contraindicação para tomar a vacina, ressalta Levi. Pelo contrário, quem abusa do álcool tende a ser mais suscetível a infecções e, por isso, deve buscar a proteção assim que possível.


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Ipojuca 2021

20/04


2021

Cassação da chapa para vereadores cada dia mais real

Por Diana Câmara*

As Eleições 2020 foram marcadas, dentre outras coisas, por ter sido a primeira eleição sem coligação proporcional. Isto exigiu um verdadeiro malabarismo de alguns partidos políticos para conseguirem fechar uma chapa competitiva e eleger os seus vereadores.

Apesar da cota de gênero ser algo “antigo”, as siglas estavam acostumadas a, na hora de montar a chapa, “arranjar” as mulheres filiadas que iriam participar para compor a cota. Muitas vezes essas mulheres não queriam sair como candidatas ou não recebiam as condições mínimas para serem de fato. Outras vezes, não menos corriqueiro, eram lançadas de forma fraudulenta para serem usadas como laranjas e até para lavar dinheiro do fundo especial de financiamento de campanha ou partidário, do percentual que é obrigatoriamente destinado às mulheres.

Só que estes cenários de oba-oba e faz de conta estão com os dias contados em decorrência da seriedade com que alguns juízes eleitorais, bem como o Judiciário Eleitoral como um todo, vêm encarando as denúncias de candidatura fraudulenta de mulheres e, como sanção, derrubando a chapa inteira, fazendo com que vereadores eleitos percam seus mandatos em virtude da cassação do DRAP.

Para alguns, num primeiro olhar, pode parecer injusto um vereador eleito perder o mandato por um “erro” do partido em lançar uma candidata mulher que na verdade não era postulante. Contudo, se for feita uma análise mais profunda do contexto e levar em consideração que: 1) o mandato do vereador pertence ao partido; 2) para que um vereador se eleja é necessário que o partido tenha alcançado coeficiente eleitoral, do qual, muitas vezes, ele se aproveita; 3) o partido político investe recursos financeiros de origem pública nas eleições; 4) a chapa é una e de responsabilidade exclusiva de um único partido político, não tendo mais coligações e responsabilidade mitigada; então, chega-se à conclusão de que não é injusto, por uma transgressão do partido político, os seus filiados, candidatos ou mandatários, pagarem  pelos erros cometidos pela legendas e seus dirigentes.

Sendo assim, fica de alerta: é mais um motivo para os futuros candidatos prestarem bastante atenção na composição da chapa proporcional e “exigir” que o partido político pelo qual irá disputar o pleito leve a sério a questão da cota de gênero e até mesmo que ajudem a agremiação partidária a formar quadros reais e competitivos de cada gênero. Pois, a cada dia mais, é necessário que os partidos e os políticos entendam que tem que levar a sério esta regra e que não cabe mais faz de conta.

*Advogada especialista em Direito Eleitoral e em Direito Público. Pós-graduanda em LLM de Direito Municipal. Membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Nacional. Ex-Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE. Ex-Presidente da Comissão de Direito Municipal da OAB/PE. Ex-Presidente do IDEPPE - Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco. Membro fundadora da ABRADEP - Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político.


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Petrolina abril 2021

20/04


2021

Anderson trata recuperação econômica com lideranças

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, reuniu-se com o ex-prefeito de Surubim, Flávio Nóbrega, e com o ex-vice-prefeito, Guilherme Nóbrega, no Complexo Administrativo, e trataram, entre outros assuntos, sobre a recuperação econômica de quem foi afetado pela pandemia da Covid-19. Anderson relatou que tomou iniciativas para amenizar a situação de empresas e profissionais autônomos, entre as quais, a prorrogação das parcelas do IPTU, ISS, Contribuição de Limpeza Pública e CIM, que venceriam neste mês de abril, para o final do ano.

“A região onde se encontra Surubim tem uma grande importância para a economia do estado, por ser um polo de confecções, e é necessário um olhar diferenciado para essa situação. Tanto Flávio quanto Guilherme têm experiências administrativas e sabem que os setores da economia precisam de mais apoio para que possam se recuperar no tempo mais curto possível”, disse Anderson Ferreira.

Flávio Nóbrega ressaltou que faltam incentivos e mais investimentos na região do Agreste, em particular para o setor das confecções. “O polo do jeans está distribuído em cidades como Surubim, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, e vem enfrentando dificuldades por causa da pandemia. É necessário mais apoio para que o setor retome o ritmo de produção”, assinalou o ex-prefeito.

Guilherme Nóbrega ressaltou a importância de incluir os jovens entre as prioridades, com a qualificação de mão de obra, a exemplo do programa Jaboatão Aprendiz, implantado pela gestão de Anderson Ferreira. “Nossos jovens precisam estar capacitados para o momento que a economia voltar à normalidade. Na nossa região, há campo de trabalho para absorver, principalmente, aqueles que buscam o primeiro emprego”, ressaltou.


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ALEPE

20/04


2021

JCPM revela a razão de não disputar sucessão de Jarbas

Ao encerrar, hoje, a reprodução do livro A derrota não anunciada, de autoria deste escriba, o empresário João Carlos Paes Mendonça rompe o silêncio em relação ao convite que recebeu do governador Jarbas Vasconcelos (MDB) para sucedê-lo em 2002. “Eu nunca esperava que esse assunto viesse a público. Por mim, iria para o túmulo”, afirmou JCPM nesta entrevista exclusiva que não entrou no livro.

Será acrescentada na segunda edição atualizada, com lançamento previsto tão logo a pandemia permita. O empresário só recebeu o autor após o lançamento da obra porque estava afastado do Brasil, praticamente morando em Portugal. Confira a entrevista abaixo.

“Não brinquem com João Paulo”

Dezessete dias após o lançamento do livro “A Derrota Não Anunciada”, em que o governador Jarbas Vasconcelos revela que convidou o empresário João Carlos Paes Mendonça para ser o candidato da aliança de 2002, o empresário rompe o silêncio e revela nesta entrevista exclusiva ao colunista desta Folha, que não aceitou o desafio por não ter vocação para fazer política partidária.

Paes Mendonça disse que o convite foi uma homenagem especial que recebeu do governador e confessou que ficou surpreso com a revelação dele, três anos depois. “Eu nunca esperava que esse assunto viesse a público. Por mim, iria para o túmulo”, desabafa.

Nesta entrevista, concedida na última segunda-feira, no seu escritório, em Boa Viagem, o empresário fala também de outros assuntos, como a venda do Bompreço, o Governo Lula e a falta de investimentos no Nordeste. E faz até, bem-humorado, um prognóstico das eleições no Recife: “Ninguém está com o passaporte carimbado para o segundo turno”, prevê.

O livro, que traz revelações sobre os bastidores das eleições de 2000 no Recife, será lançado hoje, em Brasília, na revistaria Mídia, no Lago Sul.

Por que o senhor recusou o convite de Jarbas para ser candidato a governador em 2002?

Eu não aceitei porque não tenho vocação para política partidária. Não achava que seria interessante até pelo meu estilo. Havia saído de uma empreitada muito grande, à frente de uma empresa de dimensão gigantesca para o Nordeste. Diante disso, achei que não seria bom ser candidato. Fiquei, entretanto, muito honrado, orgulhoso, pelo fato do convite ter partido de um governador que estava, à época, numa situação privilegiada, com uma liderança incontestável. O convite dele, naturalmente, seria ratificado pelos seus companheiros de aliança. Mas, preferi ficar nos meus negócios.

Mas, por que então o senhor ainda pediu 15 dias para avaliar. Havia alguma chance de aceitar?

Eu disse a ele, no mesmo dia, que não aceitaria. Mas, ele me pediu para avaliar com mais calma, dando um prazo de 15 dias. Levei o assunto para minha família já com a decisão pessoal tomada, de não aceitar o honroso convite do governador.

Por que? O senhor não tem ou nunca teve projeto político?

Não tenho. Se tivesse teria aproveitado aquela belíssima oportunidade. No mesmo ano, logo depois, o governador de Sergipe, Albano Franco, também me convidou para sair candidato a governador ou a senador no meu Estado natal. Apesar de toda honra, disse a ele que não fazia parte do meu projeto de vida.

No caso de Pernambuco, o convite surgiu justamente no ano em que o senhor estava se desfazendo do Bompreço. Isso teve alguma influência pelas dificuldades enfrentadas naquele momento?

Não, pelo contrário. Eu estava num estado de espírito excepcional. Havia concluído uma negociação extraordinária, a consolidação de todo um trabalho iniciado em 1935 e que vinha desenvolvendo num ritmo acelerado de grandes emoções e de grandes decisões nos últimos anos. Em 1996, concluímos uma abertura de capital com sucesso absoluto com lançamento de ações na Europa e nos Estados Unidos. Depois, no final do ano, fizemos a parceria de 50% a 50% com o grupo Royal Ahold e, finalmente, no segundo trimestre do ano de 2000, vendemos o restante dos 50%, o que representou um desejo meu, porque entendia que havia concluído uma grande missão na área de varejo. Para continuar uma empresa desse porte, a partir daquele momento, não era mais o que me agradava. Eu estava num estado de graça. Fiz tudo o que queria. Eu estava aberto, descontraído, o governador talvez não soubesse dos meus planos, dos meus novos negócios.

O senhor ficou surpreso com o convite?

Eu sou muito pragmático. Não tomei susto, mas fiquei surpreendido. Não esperava que o governador me chamasse, até porque, da aliança, ele não era a pessoa mais ligada a mim.

Essa posição é inflexível ou o senhor pode rever, futuramente?

Não virá mais convite algum. Isso foi aquele negócio: o cavalo quando passa selado, você tem que montar. Se eu quisesse, era aquele o momento, porque era uma oportunidade de razoável tranquilidade. O governador estava muito forte.

A aliança apoiaria o senhor sem restrições?

Acho que sim. A gente tinha essa esperança. A gente começou a refletir, a partir das colocações dele, de que havia muita chance de uma unidade. A comunidade, tenho a impressão, gostaria de ver gente nova dentro do processo.

A impressão que os políticos tinham, assim como os formadores de opinião, era que o senhor alimentava desejo de um dia ingressar na política. Daí a surpresa de muita gente com a sua recusa.

As pessoas não conseguem penetrar no âmago das outras. Eu, realmente, sou participativo. Defendo os interesses de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, dando preferência aos nossos investimentos no Nordeste, mesmo, muitas vezes, com dificuldades maiores do que nos outros grandes centros. Mas, é aqui que nós nascemos, é aqui que nós vivemos e que queremos dias melhores para a nossa gente.

O senhor estava filiado a algum partido na época?

Meu domicílio é daqui, já foi para Sergipe, já voltou. Mas, na época já estava de novo aqui. Quanto ao partido, não havia problema, pois se filiar é coisa fácil e simples. Basta apenas assinar uma ficha.

Vocês chegaram a discutir qual o partido ingressaria?

Não discutimos mais nada além do convite que ele me fez e recusei.

A família do senhor se posicionou contra?

Como cheguei já decidido, a minha família não interferiu. Mas, tenho certeza de que a minha mulher também não gostaria que eu me candidatasse.

Mas, o senhor chegou a consultá-la?

Comuniquei a ela o convite e, consequentemente, já dizendo para ela minha posição.

Essa posição também vale para Sergipe?

Vale totalmente. Eu não faço política em Sergipe. Três meses antes das eleições não visito Sergipe, porque tenho uma relação muito grande, de ordem pessoal, com Albano Franco. Mas, não se trata de um relacionamento político. Eu não me integro, não participo de campanha dele.

O senhor teme que alguém possa entender essa recusa à política como uma omissão?

Não, as pessoas sabem como é difícil dirigir um Estado. A iniciativa privada não é um Governo do Estado. São implicações que se tem até para demitir. As pessoas me conhecem. É lógico que se eu pudesse ajudar o Nordeste, Pernambuco, ajudaria com muito prazer. Mas, acho que não teria as mesmas condições. O mundo privado é totalmente diferente do político. Eu tenho certeza que as pessoas que tomaram conhecimento do convite do governador entenderam a minha posição.

Se dependesse do senhor, esse convite iria para o túmulo?

Nunca pensei em revelar. Era um assunto que havia tratado com o governador e também não esperava que ele viesse a revelar. Era algo, sinceramente, que iria para o túmulo. A revelação do governador me surpreendeu muito. Não entendi o motivo de fazer essa revelação a você, no seu livro.

O senhor está se sentindo traído?

Absolutamente. Não tivemos nenhum acordo nesse sentido. O acordo era mais meu do que dele.

Acha que ficou exposto?

Ao contrário. Acho que ele me prestigiou. Recebi o convite como mais uma homenagem do governador. Eu é que não teria o direito de revelar, porque um convite desta magnitude, partindo do governador, a gente não tem noção das implicações para ele. Só ele pode avaliar o momento, a hora e como levar ao conhecimento público. Ele é uma pessoa inteligente, sagaz, extremamente equilibrado e sabe das coisas. Fez, exatamente, no momento em que deveria comunicar.

Como o senhor avalia a gestão Jarbas?

No seu primeiro mandato, ele fez muita coisa, principalmente estradas. Deu ainda um grande passo para consolidação de Suape e, com ajuda do Governo Federal, está concluindo as obras do novo aeroporto. Fez em síntese, um governo bom. No segundo mandato, está enfrentando mais dificuldades, está sendo mais difícil, porque já não tem mais os recursos da Celpe. Com o Brasil sem crescer, o Estado paga um preço caro, tendo em vista que os principais produtos que poderiam gerar crescimento, o Estado não participa deles, como o agrobusiness e exportações. Nós temos uma exportação ridícula, de apenas U$ 400 milhões por ano. Isso é ridículo, incapaz de gerar crescimento.

E o Governo João Paulo?

A expectativa era muito ruim. Ele, entretanto, não faz uma administração brilhante, mas, é no mínimo, razoável. O PT não tinha conhecimento da máquina – e isso pesa muito. Por outro lado, não há recursos e sem dinheiro não se faz nada. João Paulo teve duas atitudes muito fortes. A retirada dos kombeiros é um ponto muito alto da sua gestão, assim como a inversão do trânsito, que melhorou não tanto quanto se esperava. O prefeito peca quando não aproveita o projeto da Linha Verde. Ele poderia ter colocado o nome Projeto Mangue, como batizou, e ter feito a linha verde, porque este é um projeto definitivo para a zona sul do Recife e a integração com outras áreas, como Jaboatão, o Paiva, chegando até o litoral sul do Estado. Ia se constituir numa grande via de acesso metropolitano.

Como avalia a derrota do doutor Roberto?

Ele perdeu por ele mesmo, da maneira como se comportou. Se ele tivesse tido tranquilidade, a vitória era líquida e certa. Eu disse a João Paulo que nunca acreditei na derrota do doutor Roberto. Para mim, ele estava eleito no primeiro turno, com uma vantagem muito grande. Mas, faltando poucos dias para o pleito, ele começou a perder a eleição pelos erros que cometia. Quanto à sua administração, ele tinha capacidade de fazer melhor do que fez. O que nós estamos precisando é de mais ousadia e criatividade dos gestores públicos.

Qual o prognóstico que o senhor faz da eleição no Recife?

Esta vai ser uma eleição duríssima. São três correntes fortíssimas, com decisão no segundo turno que dependerá das alianças. Não sei se vai haver essas transferências todas de voto que andam falando. O governador é forte, mas ele não é candidato. Transferir votos não é fácil. Doutor Roberto Magalhães também tem muita força eleitoral no Recife, mas vamos ver se ele transfere para Joaquim. Para o segundo turno, não há ninguém com o passaporte carimbado. Vai ser uma eleição imprevisível. João Paulo é um político sagaz, muito mais sagaz do que a gente possa imaginar. Não conhecia João Paulo, mas fiquei impressionado com a sagacidade política dele. Ele tem toda a sabedoria política. Não brinquem com João Paulo. Ele é muito bom. Joaquim, todo mundo sabe, é uma raposa. Cadoca sempre foi um político bem votado, tem nome na cidade e o apoio do governador, que é muito importante. Portanto, fica difícil fazer um prognóstico sobre as eleições no Recife.

Para o senhor, o fechamento da Sudene foi um equívoco?

Acho que sim. Nós poderíamos ter reformulado a Sudene. Mas, a verdade é que ela estava num estado tão ruim, que talvez não existisse mesmo salvação. Também não reimplantar um órgão com o nome Sudene, que é emblemático, para acompanhar as políticas de desenvolvimento regional, acho um tremendo equívoco. Precisamos de um instrumento para ajudar a reduzir as disparidades regionais. Não é possível viver com essas desigualdades entre regiões, principalmente na questão de renda e no campo social. Temos que encontrar um caminho para reduzir esse caminho entre o Brasil rico e o Nordeste pobre.

Falta um projeto para o Nordeste?

Eu não conheço projetos para o Nordeste no Governo Lula. A transposição do São Francisco, que ele tem defendido, é um projeto de longo prazo, caro e de duvidosos benefícios reais para o Nordeste.

O senhor está decepcionado com Lula?

Não diria decepcionado, porque do ponto de vista da macroeconomia do País, onde havia uma grande incerteza, ele está se saindo muito bem. O Palloci é uma surpresa agradabilíssima. O problema, entretanto, é que o Governo não consegue encontrar o eixo do desenvolvimento. E quando isso vier a acontecer, o Nordeste provavelmente estará fora, porque foram priorizados o agrobusiness e as exportações. Para o Nordeste crescer, ele precisa ficar numa faixa de 50% a mais da média nacional, no mínimo entre 10 a 15 anos. Se o Brasil crescer a uma média de 4% ao ano, o Nordeste tem que atingir 8%. Só assim conseguiremos, um dia, reduzir as disparidades. Se for no mesmo patamar, de 4%, jamais chegaremos a dar a grande largada que precisamos.

Por que a nossa autoestima é tão baixa?

Acho que a culpa é de todos nós. Talvez estejamos cometendo alguns equívocos. Não há razão nenhuma de nossa autoestima andar tão baixa, porque temos um Estado bom e um povo trabalhador. O que talvez falte é mais um pouco de unidade entre os políticos, os governantes e os próprios empresários. Todos precisam de uma maior união. Nós não somos associativos. Pernambuco tem muitas dificuldades nesse campo. No Ceará, a gente percebe que os empresários são mais associativos. Eles trabalham muito em defesa um do outro, coisa que não acontece aqui. No Ceará existe mais organização entre os empresários. Mas, de quem é a culpa? A culpa é nossa e não do Governo.

É verdade a versão de que o senhor se desfez do Bompreço porque a empresa não vinha bem?

Em absoluto. O Bompreço é uma joia no Brasil. O grupo holandês que o adquiriu, infelizmente, não foi muito bem aqui, por problemas internos de administração. Hoje, temos a satisfação, depois do que ocorreu com o grupo Royal Ahold, de sabermos que quem comprou a rede Bompreço foi o Walmart, a maior empresa do mundo de venda em todos os setores. Isso é uma demonstração da qualidade da rede de lojas do Bompreço. Isso, para nós, deve ser objeto de orgulho pernambucano.


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20/04


2021

Campanha Fundaj Solidária é lançada nesta quinta-feira

A Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com a Central Única das Favelas Pernambuco (CUFA-PE), está lançando a campanha Fundaj Solidária. O projeto arrecadará donativos como alimentos não perecíveis, água, itens de higiene pessoal, roupas, colchões e cobertores para famílias que estão em situação de vulnerabilidade social agravada pela pandemia do coronavírus. O lançamento da Fundaj Solidária será nesta quinta-feira (22), às 14h30, no Campus Casa Forte, com o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos, e a presidente da CUFA Pernambuco, Altamiza Melo. O evento será restrito, como medida de segurança devido à pandemia do coronavírus.                    

A CUFA ficará responsável por distribuir os donativos para as cidades do Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes, para as pessoas com maiores índices de vulnerabilidade. Ao todo são 24 mil famílias cadastradas pela organização. "Essa campanha reafirma o compromisso da Fundaj com as questões sociais. As coordenações de Serviços Gerais e de Comunicação Social estão envolvidas na arrecadação e contamos com a população para ajudar os pernambucanos", destaca Antônio Campos, presidente da Fundação Joaquim Nabuco.

Grupos de cultura popular, artistas e profissionais da área técnica de casas de festas e eventos no estado receberão 30% dos itens arrecadados. Esses são grupos com papel fundamental para as ações e projetos da Fundaj e tiveram suas atividades paralisadas em virtude da pandemia. “Pernambuco tem uma das culturas mais vivas, pulsantes e diversas no país, que foi muito afetada pela chegada da Covid-19. Não se pode falar de preservação e perpetuação da cultura sem interligar com as favelas, pois lá é onde se resiste e reside a maioria dos brinquedos e brincantes”, explica Altamiza Melo, presidente da CUFA Pernambuco.

CUFA

A Central Única das Favelas nasceu há 20 anos e atua por todo o Brasil assistindo famílias das favelas e promovendo projetos alinhados aos interesses das classes populares. Em Pernambuco, a organização já é uma realidade em 300 comunidades, atendendo a 24 mil famílias espalhadas na Região Metropolitana do Recife. De acordo com uma pesquisa do DataFavela (parceria da CUFA com o Instituto Locomotiva), quase sete em cada dez pessoas que vivem em comunidades no Brasil tiveram piora em sua alimentação em 2021, como efeito colateral da pandemia.

Confira os endereços para fazer sua doação:

Engenho Massangana

PE 60 - Km 10, 54500-000, Cabo de Santo Agostinho

 

Fundação Joaquim Nabuco Derby

Rua Henrique Dias - 609, Derby, 52010-100, Recife

 

Fundação Joaquim Nabuco Casa Forte

Avenida Dezessete de Agosto - 2187, Casa Forte, 52061-540, Recife

 

Fundação Joaquim Nabuco Apipucos

Rua Dois Irmãos - 92, Apipucos, 55071-440, Recife


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Bandeirantes 2021

20/04


2021

Anvisa autoriza uso de coquetel contra Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, hoje, o uso emergencial de um medicamento contra a Covid-19. Trata-se de um coquetel que contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remédios experimentais desenvolvidos pela farmacêutica Roche. É o segundo medicamento aprovado pela agência. O primeiro foi o remdesivir.

O que é o Regn-CoV2 e como ele será administrado:

  • Os medicamentos devem ser administrados juntos por infusão intravenosa;
  • O coquetel é composto por dois anticorpos monoclonais (casirivimabe e imdevimabe) que bloqueiam a entrada do vírus na célula;
  • O tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio;
  • Ele não é recomendado para pacientes graves;
  • Ele não é indicado para prevenção da Covid-19;
  • O coquetel já foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos, Canadá e Suíça. Também teve recomendação de uso pela agência europeia de medicamentos (EMA);
  • Ele não substitui as vacinas contra a Covid-19.

A aplicação é intravenosa e o medicamento é indicado para o começo da doença. O uso é restrito a hospitais e a venda é proibida ao comércio.

"Esses produtos são o que a gente chama de anticorpos monoclonais. A ideia dessa proposta é neutralizar o vírus para que ele não se propague nas células infectadas e assim controlar a doença", explica o gerente geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes.

Segundo a Anvisa, o tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção por SARS-CoV-2 confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para Covid-19 grave.

O medicamento não é recomendado para pacientes graves. "Anticorpos monoclonais como casirivimabe e imdevimabe podem estar associados a piora nos desfechos clínicos quando administrados em pacientes hospitalizados com Covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica", alerta a Anvisa. O pedido de uso emergencial foi feito no dia 1º de abril.


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Serra Talhada 2021

20/04


2021

Amigos do rei e artistas aplaudem homenagem

Estou ancho da vida, como diz o jornalista José Adalberto Ribeiro. Recebi centenas de mensagens de parabéns pelo especial de ontem no Frente a Frente em homenagem aos 80 anos do rei Roberto Carlos.

A cantora Wanderléa se emocionou. E me mandou uma mensagem, há pouco, chorando. "Obrigada, Magno foi uma linda homenagem". O cantor Silvio Brito mandou a seguinte mensagem: "Espetacular, Magno. Parabéns. Helô Pinheiro, a garota de Ipanema, amiga do rei, escreveu: "Que coisa linda, Magno. Nosso rei merece".

Se você não ouviu o programa, clique no link e ouça agora.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

20/04


2021

Repercute lançamento de Zé Neto

O deputado federal Sebastião Oliveira (Avante), herdeiro político do ex-deputado federal Inocêncio Oliveira (PL), é considerado uma grande liderança numa vasta área do Sertão pernambucano. Tratado como Sebá, pelos amigos da capital, Sebastião foi secretário de Paulo Câmara e conhece como poucos os bastidores da política pernambucana.

Neste último fim de semana, em depoimento exclusivo ao blog do Magno Martins, ele revolucionou a modorrenta sucessão pernambucana. Lançou o discreto e eficiente Zé Neto à sucessão de Paulo Câmara.

Nesta entrevista exclusiva ao jornal O Poder, o deputado detalha os porquês do seu ousado gesto.

O PODER – Qual a sua visão do quadro nacional neste grave momento de pandemia?

Sebastião Oliveira – O Brasil atravessa graves crises: A sanitária repercute profundamente na nossa economia. A institucional e a política são de extrema virulência. Os Poderes nunca estiveram tão desarmônicos. Cito o Judiciário, que legisla, e ninguém se entende. Vejo um cenário de muitas incertezas.

O seu partido é da base de Paulo Câmara, no plano local, e da base de Bolsonaro a nível nacional. Como essa contradição será resolvida em 2022?

O partido discute a candidatura própria nas eleições de 2022: o deputado federal André Janones (Avante/MG)

No último fim de semana, o senhor lançou a pré-candidatura de Zé Neto a governador, pela aliança que apoia Paulo Câmara. Foi uma iniciativa individual, partidária ou reflete uma articulação em curso?

Posicionei-me como porta-voz voz do meu partido, de aliados, de prefeitos, de ex-prefeitos, de vereadores, de deputados estaduais e de diversas lideranças políticas. Não sei se há uma articulação em curso, pois não dialoguei com ninguém do Palácio do Campos das Princesas sobre esse tema.

Quais as qualidades que o senhor vê em Zé Neto para encabeçar de forma viável uma campanha para o Governo?

Zé Neto é detentor de várias qualidades. Assumiu a espinhosa missão de ser o interlocutor político do Governo do Estado com a Assembleia Legislativa, prefeitos, lideranças políticas e secretarias estaduais. O desempenho dele tem sido espetacular e bastante elogiado. É praticamente uma unanimidade no meio político. Preparado, competente, atencioso e suave. Sabe dizer não com ternura. Cumpre o prometido e circula bem, além das fronteiras do PSB e da Frente Popular.

É sabido no mundo político que deputados e prefeitos da base do governo não têm simpatia pela candidatura de Geraldo Júlio. O senhor tem ouvido essas queixas? Levou isso em consideração para optar por Zé Neto?

Considero que Geraldo Júlio foi um bom prefeito. Possui vários predicados. Porém, não conhece os prefeitos, ex-prefeitos e lideranças políticas de Pernambuco. Está à frente da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico há quatro meses, e não observo nenhum movimento em direção aos municípios pernambucanos. Onde estão as obras? Não existe diálogo com os prefeitos e com as lideranças políticas estaduais.

Provavelmente, não há convicção do seu próprio futuro político. Em contrapartida, Zé Neto atende diariamente e dialoga com todos que integram o cenário político do Estado. Essa conduta atenciosa tem sido elogiada por vários prefeitos e lideranças políticas. Todos acreditam se tratar de um grande nome para a sucessão do governador Paulo Câmara.

Algo mais que deseje acrescentar?

Tenho a convicção de que, nos momentos de crise, os grandes líderes se forjam. Não é hora de se esconder. É momento de diálogo e ação. Os pernambucanos querem saber o que cada um de nós estamos fazendo no combate à essa crise sanitária, sem precedentes.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

20/04


2021

Um grito em favor dos restaurantes

Brasília, que teve um lockdown muito mais amplo em tempo e radical nas medidas, reabriu os restaurantes permitindo o funcionamento até às 22 horas. Pernambuco, entretanto, continua maltratando, gerando prejuízo e desemprego a quem vive da gastronomia.

Impôs o toque de recolher às 20 horas, medida absurda e irracional. Afinal, quem vai a um restaurante jantar entre 18 e 20 horas? Ninguém em absoluto. Reza a tradição, e a cultura confirma, que o hábito do jantar fora de casa começa de 21 horas e se estende em média até meia noite.

Em função disso, os bons, refinados e demandados restaurantes do Recife passaram a ficar entregues às moscas no horário noturno. Muitos já quebraram, outros resistem demitindo, sem saber se conseguirão sobreviver.

Sinceramente, para quem vai a um restaurante jantar, qual a diferença de permanecer em seu ambiente até à meia noite em relação às 20 horas, levando-se em conta que todos estão funcionando sob o cumprimento rigoroso de todos os protocolos do Governo, obrigando o uso de álcool gel, máscaras e distanciamento de mesas?

Bares, compreendo, muitas vezes não obedecem aos protocolos e acabam sendo um risco para a disseminação do vírus, mas os restaurantes não. O Governo, portanto, não pode ou não deve tomar uma medida igual se, racionalmente, se propuser a ajudar a economia, preservar e gerar mais empregos.


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20/04


2021

Vitória abre mais um drive-thru de vacinação

A partir da próxima quinta-feira, mais um drive-thru de vacinação contra a Covid-19 começa a funcionar em Vitória de Santo Antão. O novo polo funcionará no Pátio de Eventos Otoni Rodrigues, no Centro da Cidade, de quinta a sábado, das 8h às 17h.

O novo drive-thru é uma parceria da Prefeitura com a rede de farmácias Drogasil, que ficará responsável por disponibilizar parte da infraestrutura instalada no local e funcionários da farmácia para organizar o fluxo e, assim, dar suporte ao atendimento ao público realizado pela secretaria de Saúde. Balconistas e farmacêuticos já entraram no grupo de profissionais vacinados.

De acordo com o presidente da rede de farmácia Drogasil, o grupo se sente honrado em colaborar com a prefeitura, com o intuito de acelerar e ajudar a organizar a imunização da população contra o COVID-19. “Esta parceria se insere no nosso propósito de cuidar de perto da saúde e do bem-estar das pessoas, em todos os momentos da vida. Não estamos medindo esforços para apoiar a cidade e o País em tudo o que estiver ao nosso alcance neste momento tão crítico da pandemia”, afirma Marcílio Pousada, presidente da RaiaDrogasil.

Pousada disse ainda que a rede de farmácias está à disposição das demais prefeituras dos mais de 400 municípios onde atuam, para contribuir gratuitamente para a vacinação contra a Covid-19, replicando a ação que já inicia exitosa em Vitória.

A parceira também foi comemorada pelo secretário de Saúde do município, Eudes Lorena, “Vacinar a população com o máximo de rapidez e segurança é nosso objetivo. Então, toda colaboração que venha nos ajudar nesse sentido é bem-vinda. Agradecemos à Drogasil por essa colaboração”, pontua.

Para receber a vacina, é preciso que a população faça o cadastro através do site www.vacina.prefeituradavitoria.pe.gov.br ou, no caso dos idosos que tiverem dificuldade com a internet, pelo número 9.8491-3633. O cadastro também pode ser realizado presencialmente no Colégio 03 de Agosto, na Praça Leão Coroado, no Livramento, ou no Vitória Park Shopping, na Avenida Henrique de Holanda.


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