23/06


2021

Coluna da quarta-feira

Ducha fria na CPI  

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), jogou, ontem, uma ducha fria na CPI da Covid no Senado, que está sendo tocada na outra casa. “Não vai trazer efeito algum”, previu, diante dos rumos que as investigações estão tomando, servindo muito mais para palanque político.  Responsável por pautar pedidos de impeachment, o deputado alagoano afirma que não há “circunstâncias” para abertura de um processo contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Neste momento, a CPI é um erro. A guerra está no meio. Como é que você vai apurar crime de guerra no meio da guerra? Como vai dizer qual é o certo?”, disse Lira em entrevista ao jornal O Globo. “A CPI polarizou politicamente e não vai trazer efeito algum, a não ser que pegue alguma coisa”, acrescentou. Lira acha que a demora para o governo assinar o contrato com a Pfizer não resolveria o problema da pandemia.

Segundo ele, do momento da proposta da farmacêutica até a assinatura do contrato pelo governo, o Brasil poderia ter recebido três milhões de doses a mais da vacina contra a covid-19. “É muita dose. Ajudaria muita gente. Mas resolveria o problema da pandemia?” Lira também diz que a situação é diferente de outros países com populações menores. “Três milhões de doses no Brasil não vacinam Alagoas”.

O presidente da Câmara disse também que um impeachment precisa de circunstâncias específicas. “Falta um conjunto de coisas. Enquanto a economia tiver em crescimento… Veja bem, não estou faltando com respeito a nenhuma vítima. 499 mil [mortos], 501 mil, são todas significativas como uma vida. Pelo amor de Deus! O que estou dizendo é que o impeachment não é feito só disso”.

Lira também afirmou que, no momento, Bolsonaro tem votos na Câmara para segurar processos abertos contra ele. Segundo o congressista, pautar o impeachment agora seria um teste com “122 votos que querem contra 347 que não querem”.

Vez das reformas – O presidente da Câmara diz que o foco no momento é votar as reformas administrativa e tributária e as privatizações. Também disse que tem compromisso, desde sua eleição, com seis frentes, entre elas a das mulheres, ruralistas e anticorrupção. “E hoje essas matérias estão vindo.” Lira defendeu ainda a reforma administrativa, que está sendo discutida em uma comissão especial da Câmara. Segundo ele, o texto não irá acabar com o funcionalismo. “Não vai mexer em um centímetro de direito adquirido, tenho dito isso. Não vamos permitir nada da promulgação para trás. Agora, da promulgação para a frente, é nossa obrigação fazer um Estado mais ágil, mais moderno”.

Prisão do presidente – O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), 48 anos, recebeu a 1ª dose da vacina contra a covid-19 na última segunda-feira, em Macapá. Na fila da vacinação, o vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid foi abordado por um bolsonarista e os dois protagonizaram uma discussão acalorada. O eleitor, que tinha o rosto de Jair Bolsonaro (sem partido) estampado em sua máscara de proteção, questionou o senador sobre a “CPI da palhaçada” em Brasília. Em resposta, Randolfe disse que a comissão prenderá o presidente.

Reforma no Recife – Os vereadores do Recife aprovaram, ontem, em segunda votação, a reforma da Previdência municipal proposta pelo prefeito João Campos (PSB). Ao todo, 19 mil servidores serão afetados pelas regras, que aumentam a idade mínima para aposentadoria e a alíquota previdenciária, além de alterar o cálculo para concessão do benefício. A primeira votação ocorreu segunda-feira passada na sessão mais longa da história do Legislativo recifense. A reforma foi enviada pela prefeitura no dia 7 de junho, em caráter de urgência, e é composta por cinco projetos, sendo três do Executivo, um de lei complementar e um de emenda à Lei Orgânica.

Até um diplomata – A Operação Suborno, desencadeada, ontem, em Pernambuco e outros quatro Estados, resultou na prisão de 18 suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e na apreensão de mais de R$ 500 mil em dinheiro, dez carros, armas, relógios, joias, segundo a Polícia Civil. Entre os presos, estava um ex-diplomata, que não teve o nome divulgado. Também foram apreendidos dólares e euros, em quantia ainda não contabilizada, bloqueados R$ 44 milhões do grupo criminoso e sequestrados imóveis, incluindo entre eles um posto de combustível que a polícia acredita que era utilizado para lavagem de dinheiro, segundo o delgado Ivaldo Pereira, titular das investigações.

Reação da jornalista – Os apoiadores de Bolsonaro estão circulando uma foto antiga da jornalista Laurene Santos, da TV Globo, atacada pelo presidente, em que aparece sem máscara ao lado de outros dois repórteres, tudo antes da pandemia. Mesmo assim, a imagem é compartilhada como se tivesse sido tirada no momento atual, como se a jornalista estivesse sendo hipócrita. Ela pegou o print de uma conversa de WhatsApp com o clique e alertou os seguidores do Instagram. “Atenção: Esta foto está sendo compartilhada nas redes sociais com uma informação falsa. O registro foi feito antes da pandemia, na cidade de Aparecida. Aproveito para reiterar meu respeito às inúmeras manifestações de apoio”, escreveu ela na legenda.

CURTAS

DISCO DE ALCEU – A moça bonita da praia de Boa Viagem encontra a mensageira dos anjos no novo disco do cantor Alceu Valença. "Sem Pensar no Amanhã" é o primeiro dos três álbuns acústicos gravados pelo artista pernambucano, todos com lançamento previstos para este ano. A obra combina releituras de clássicos de sua carreira com canções inéditas em um "roteiro cinematográfico", como define o próprio músico.

PLANO SAFRA – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou, ontem, o Plano Safra 2021/2022. O Governo destinará R$ 251,22 bilhões ao programa e escolheu o slogan “Cada vez mais verde” para o novo ciclo. Participaram de evento no Palácio do Planalto o presidente Jair Bolsonaro, a ministra Tereza Cristina (Agricultura), os ministros Paulo Guedes (Economia), Ricardo Salles (Meio Ambiente), outros integrantes do governo e congressistas.  Foram investidos R$ 14,9 bilhões a mais em relação ao plano anterior.

Perguntar não ofende: Quando a CPI da Pandemia vai chamar Geraldo Covidão para depor?


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Jaboatão Habitacional Suassuna

22/06


2021

Congresso decreta luto oficial pelas 500 mil mortes

O Congresso Nacional decretou, hoje, luto oficial de 3 dias em homenagem às 500 mil mortes de covid-19 do país. O Brasil chegou, no sábado, à marca de mortos. O Ministério da Saúde confirmou às 17h28 mais 2.301 óbitos em 24 horas, totalizando 500.800 vítimas desde o início da pandemia. As informações são do portal Poder360.

“Em ato conjunto do Senado Federal e da Câmara dos Deputados decretamos luto oficial por 3 dias em razão dessa triste marca que alcançou o Brasil de 500 mil mortos e nesse instante peço licença aos senhores senadores e senhoras senadoras para que possamos propor um minuto de silêncio em homenagem às 500 mil vítimas brasileiras do coronavírus”, afirmou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), durante sessão deliberativa da Casa.

Os senadores também aprovaram um voto de pesar por conta do número de mortes da pandemia no país. A 1ª morte pela doença no país foi registrada em 17 de março de 2020. A marca do meio milhão de mortes pela covid foi alcançada 51 dias depois de o país ter chegado às 400 mil mortes.

O número põe o Brasil em 2º lugar no ranking de números absolutos de vítimas, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dois são os únicos países que ultrapassaram a marca de 500 mil mortes. Em relação ao tamanho da população, o Brasil é o 8º no ranking mundial, com 2.347 mortes por milhão de habitantes.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, lamentou as mais de 500 mil mortes pela covid-19 no país e afirmou trabalhar “incansavelmente” para acelerar o ritmo de vacinação no país. O presidente Jair Bolsonaro não se pronunciou. Dos 22 ministros do governo de Bolsonaro, apenas 3 lamentaram a marca. O levantamento foi feito considerando os posicionamentos ou a ausência deles até às 9h deste domingo.


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Pousada da Paixão

22/06


2021

Desembargador rejeita nova operação da PF no Recife

O desembargador federal Roberto Machado negou pedido do Ministério Público Federal em Pernambuco, em decisão do último dia 25 de maio, para a realização de nova operação de busca e apreensão decorrente da Operação Casa de Papel, que investiga irregularidades na compra de materiais hospitalares pela Prefeitura do Recife na gestão do ex-prefeito Geraldo Julio durante a pandemia. De acordo com a decisão, a negativa se justifica porque há procedimentos judiciais em curso no sentido de concluir a mudança de âmbito da Operação Casa de Papel, que passou da responsabilidade da primeira instância (13ª Vara) para a segunda instância do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

O processo passou do primeiro para o segundo grau da Justiça Federal a pedido do atual chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos do governo de Pernambuco, Renato Xavier Thiebaut, um dos alvos da Operação Articulata, ocorrida em dezembro de 2020, justamente um desdobramento da Operação Casa de Papel. Em nove de fevereiro deste ano, o juiz da 13ª. Vara Federal em Pernambuco, Cesar Arthur Cavalcanti de Carvalho, declinou da competência. Inicialmente o processo foi sorteado para o gabinete do desembargador Paulo Machado Cordeiro, mas doze dias depois passou a ser tratado no Pleno do TRF-5, tendo sido redistribuído para o desembargador Roberto Machado. Agora, as decisões a respeito das investigações atinentes às operações Casa de Papel e Articulata estão vinculadas e sob responsabilidade do desembargador.

De acordo com informações públicas inseridas no Processo Judicial Eletrônico, o pedido de busca e apreensão por ora negado (número 089940-08.2020.4.05.8300) se relaciona a processo que trata de corrupção ativa, crimes de lavagem ou ocultação de bens e constituição de organização criminosa. Aparecem como acusados nomes como Luciano Cyreno Ferraz, primo do ex-secretário de governo da Gestão Geraldo Julio, João Guilherme Ferraz, o empresário de gráficas Sebastião Figueiroa, seus filhos Suellen Figueiroa e Davidson Figueiroa, e o empresário Filipe Bezerra Figueiredo, empresário da área de alimentação e academias do Recife, também investigado pela Operação Antídoto da Polícia Federal no Recife. Ele seria o dono da empresa Saúde Brasil, companhia de pequeno porte, com apenas dois funcionários, que negociou mais de R$ 25,8 milhões com a Secretaria de Saúde do Recife em 2020.

Ainda segundo a decisão do desembargador Roberto Machado, estão sob sua responsabilidade nesse mesmo processo pedidos de quebra de sigilo de dados e/ou telefônicos, de prisão temporária e de prisão preventiva.


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