FMO

18/01


2020

Coluna deste sabadão na Folha

Danilo não une nem Pernambuco

Se o deputado Danilo Cabral não consegue nem o apoio fechado da bancada do PSB, formada por cinco parlanentares, como se atreve a bater chapa com Alexandre Molon (RJ) pela liderança do partido na Câmara?

Falando, ontem, no Frente a Frente, o deputado Gonzaga Patriota, o decano da bancada, disse que seu voto é de Molon por já ter assumido compromisso pela sua indicação. Não quis duvidar da disposição de Danilo em enfrentar Molon, mas afirmou que não seria salutar uma disputa neste momento.

Segundo apurei, a escolha do deputado carioca se deu de forma consensual e já havia sido objeto de acordo logo após a eleição, também sem disputa, do próprio Tadeu.

Se tudo se deu assim, as razões de Danilo botar a cara são de natureza essencialmente pessoal, podendo correr o risco de sofrer uma derrota acachapante. Já curtido pelo tempo, Danilo tende a desistir, porque sabe que é uma aventura.

ARRUMANDO A CASA - Se houver reforma no secretariado, existe indicativos de que Felipe Carreras assuma Infraestrutura no lugar de Fernandha Batista, esta deslocada para presidência da Compesa, enquanto Rodrigo Novaes, de Turismo, ficaria onde está para atender ao secretário especial Antônio Figueira. Se isso ocorrer, Milton Coelho, primeiro suplente, assumiria mandato federal.

SE A MODA PEGA... - Em Pombos, o Ministério Público exige que o prefeito Manoel Marcos Ferreira (PSB) preste contas da destinação dos R$ 1, 121 milhão que entraram nos cofres do municípios decorrentes da cessão onerosa do pré-sal. O pedido foi feito pelo promotor de justiça José da Costa Soares. “Qualquer omissão se configura ato de improbidade administrativa”, alerta o promotor.

CONVITE – O Podemos, do deputado federal Ricardo Teobaldo, ronda a delegada Patrícia Domingos para que se filie à legenda com o propósito de concorrer a Prefeitura do Recife. Responsável pelos processos que levaram 49 politicos ao xadrez, por atos de corrupção, Patrícia não sabe ainda se entra na disputa nem muito menos avançou na direção da sigla que faça a sua cabeça.

TERNURADO – Dez dias após incentivar a candidatura de Raul Henry à Prefeitura do Recife, numa entrevista à Folha, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB) recebeu, ontem, no Debate, seu escritório político, a visita do prefeito Geraldo Júlio (PSB), que costura, por 24 horas, a unidade da Frente Popular em apoio a João Campos.

ANIMADO – Com data de posse na presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco para o próximo dia 3, o desembargador Fernando Cerqueira fez questão de entregar, ontem, em mãos, o convite ao novo presidente do Tribunal de Contas, Dirceu Rodolfo. Bom camarada, Cerqueira está com tesão de noivo.

VOLTA E OBRAS – A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), já voltou ao batente depois de uma semana refrescando a cuca no Exterior com a família. Candidata à reeleição, seu grande desafio é cumprir o calendário de inauguração das obras em fase de conclusão até junho, prazo permitido por lei.

Perguntar não ofende: Quando Geraldo Júlio vai deixar de entregar creches e inaugurar uma obra estruturadora no Recife?


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Comentários

Fernandes

Desaprovação a Bolsonaro sobe a 64%, diz Ipsos. Como disse o general Heleno, é um despreparado.

Fernandes

E qual a diferença entre um secretario que parafraseia Goebbels e um deputado que homenageia Brilhante Ustra no impeachment da Dilma

Fernandes

AO SOM DE WAGNER, ROBERTO ALVIM, MINISTRO DA CULTURA, ESCANCARA DE VEZ TODO NAZISMO EXISTENTE DENTRO DO GOVERNO DE BOLSONARO!

Fernandes

Gerente do Whatsapp admite que eleição brasileira foi fraudada por envio massivo de mensagens. Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do aplicativo WhatsApp.

Fernandes

Tá liberado chamar o governo Bolsonaro de nazista.


Governo de PE - Redução nos Homicídios

18/01


2020

Trecho da Rua Dom Bosco passa a ter sentido duplo

Centro do Recife

Mudança ocorre por causa da obra na Avenida Conde da Boa Vista, de acordo com a prefeitura.

Rua Dom Bosco fica no Centro do Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Por G1 PE

A partir deste sábado (18), condutores que trafegam pela Rua Dom Bosco, no Centro do Recife, devem ficar atentos a uma mudança na circulação de veículos. A via passa a ter sentido duplo no trecho entre a Rua Henrique Dias e a Rua do Paissandu. Para viabilizar a mudança, o trecho da Rua Dom Bosco terá o estacionamento ordenado.

Segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), a mudança ocorre para viabilizar a restrição de circulação que acontecerá após a conclusão da obra na Avenida Conde da Boa Vista.

Com a mudança, os motoristas que saem da Rua Henrique Dias poderão acessar a Rua Dom Bosco em direção ao bairro da Ilha do Leite. Os condutores oriundos da Rua do Paissandu não poderão girar à direita para acessar a Rua Dom Bosco, apenas o movimento à esquerda continua permitido.

Dessa forma, os motoristas que saem da via local da Avenida Agamenon Magalhães para acessar a Rua Dom Bosco em direção ao bairro da Ilha do Leite deverão utilizar a Rua Henrique Dias.

No trecho afetado pela mudança, placas de sinalização e faixas de pedestres serão restauradas para regulamentar a mudança de circulação nas vias e o disciplinamento do estacionamento na área. Agentes da CTTU ficam no local durante os primeiros dias, para auxiliar condutores e pedestres.


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acolher

18/01


2020

Regina Duarte é convidada para a secretaria de Cultura

Foto: Instagram/reprodução

Estadão Conteúdo

A atriz Regina Duarte foi convidada para assumir a secretaria de Cultura do governo federal após a demissão de Roberto Alvim, demitido nesta sexta-feira depois de divulgar vídeo com discurso com referências nazistas. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, ela ainda não respondeu.

Duarte já havia sido convidada para integrar o governo no início do ano passado, mas recusou. A atriz é uma das mais famosas apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro e já elogiou a política do governo no setor. Procurada nesta sexta-feira, 17, Duarte não retornou os contatos até a publicação da notícia.

Em novembro, ela havia criticado a nomeação de Alvim. Nas redes sociais ela elogiou a decisão de Bolsonaro em mudar a pasta de ministério (da Cidadania para o Turismo), mas também disse não ‘aprovar’ totalmente a escolha do ex-diretor da Funarte para o cargo.

“Não posso dizer que aprovo esta nomeação. Quem me conhece sabe que se eu pudesse opinar, teria sugerido outro perfil de pessoa para ocupar cargo de tal responsabilidade. Alguém com mais experiência em gestão pública e mais “agregadora” da classe artística”, escreveu na época.

Em outubro de 2018, Duarte manifestou publicamente seu apoio a Jair Bolsonaro. “Ele tem uma alma democrática”, disse Regina na ocasião, interpretando as declarações consideradas homofóbicas e racistas do então candidato como frutos de um homem com um “humor brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”.

Nesta sexta-feira, 17, Bolsonaro demitiu o secretário de Cultura, Roberto Alvim, após a referência ao nazismo em vídeo divulgado nas redes sociais. Ao anunciar o Prêmio Nacional das Artes, Alvim cita textualmente trechos de um discurso do ideólogo nazista Joseph Goebbels. Após a demissão de Roberto Alvim, o vídeo foi excluído das redes sociais.


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Prefeitura de Serra Talhada

18/01


2020

Manifestações antissemitas crescem no mundo

Símbolos nazistas e manifestações antissemitas crescem no mundo. EUA e Europa são palcos de atos de violência e de vandalismo; pesquisa aponta existência de 334 células nazistas no Brasil.

O ex-secretário de Cultura, Roberto Alvim: demissão depois de uso de trechos de textos do nazista Goebbels

Da Veja - Por Denise Chrispim Marin 

Ao parafrasear texto de Joseph Goebbels, o execrável ministro da propaganda de Adolf Hitler, em um vídeo de lançamento do Plano Nacional das Artes, Roberto Alvim exprimiu uma afinidade com o ideário nazista que não deixou outra solução ao governo de Jair Bolsonaro senão demiti-lo do cargo de secretário da Cultura. Sua iniciativa, infelizmente, não está isolada. Na Europa e nos Estados Unidos, discursos de ódio e atos de antissemitismos acompanhados pelos símbolos do nazismo têm aparecido cada vez mais nas ruas, quase sempre com demonstrações de violência, e alarmando governos e entidades de direitos humanos.

Os mais trágico episódio deu-se na noite de 28 de dezembro na casa do rabino Chaim Rottenberg em Monsey, no estado de Nova York, durante a celebração do Hanukkah. Um homem ingressou nessa residência e esfaqueou cinco pessoas. Dias antes, um mercado de comida judaica em Jersey City, no vizinho estado de Nova Jersey, fora alvo de uma artilharia que vitimou três pessoas. Como não bastasse, a proliferação de suásticas e de discurso de ódio popular neste início de ano do Queens, na cidade de Nova York, está em investigação desde o último dia 14 por ordem do governador Andrew Cuomo. “Este gritante ato antissemita pretende incitar e espalhar o câncer do ódio, que tem permeado esta nação nos últimos anos”, afirmou.

Relatório do Centro para o Estudo do Ódio e Extremismo da Universidade do Estado da Califórnia apontou que os crimes de ódio antissemita em Nova York, Los Angeles e Chicago – as três maiores cidades do país – estão prestes a atingir o pico em 18 anos. O total desses crimes no ano passado em Nova York, onde está a maior comunidade judaica das Américas, aumentou cerca de 20% em comparação com 2018, segundo a polícia local.

Na Europa, que padeceu diretamente os terríveis males causados pelo nazismo, os casos se repetem com força equiparável aos dos Estados Unidos. Relatório do Comitê Nacional Consultivo de Direitos Humanos da França de maio de 2019 apontou aumento de mais de 74% nos atos de antissemitismo em 2018, comparado ao ano anterior – de 311 para 541 casos. Na Alemanha houve 1.646 ataques no mesmo ano, com 62 ataques físicos contra 37, em 2017, segundo o Observatório de Direitos Humanos (HRW), enquanto no Reino Unido foram registrados 1.652 incidentes em 2018.

Em 4 de dezembro passado, na cidade francesa de Westhoffen, mais de 107 lápides de um cemitério judeu foram pichadas com imagens de apologia ao nazismo. Os vândalos também grafaram inscrições do número “14” nas lápides, em referência ao slogan de 14 palavras do supremacista branco americano David Lane, que morreu em 2007 enquanto cumpria pena de 190 anos de cadeia por conspiração, falsificação e extorsão, dentre outros delitos. O bordão foi inspirado em um trecho do livro Mein Kampf, de Adolf Hitler. 

No mesmo dia, a 20 quilômetros dali, a prefeitura e a sinagoga de Schaffhouse-sur-Zorn foram vandalizadas por neonazistas. Essa cidade e a vizinha Westhoffen estão na região da Alsácia, na fronteira com a Alemanha, onde pelo menos outros dois incidentes semelhantes tinham ocorrido desde dezembro de 2018.

A percepção de aumento de atitudes antissemitas na Europa tem gerado temor na comunidade judaica. Mas os imigrantes vindos do Oriente Médio e da África, outras vítimas contumazes do discurso de ódio e da virulência de grupos neonazistas/supremacistas, nem sempre contam com a proteção do Estado. Ao contrário, têm sido alvos de medidas de governos, como o da Hungria, que restringem o acesso de deles.

O aumento da imigração desde 2015, quando milhares de refugiados sírios e de outros países árabes fugiram desesperadamente para a Europa, gerou resistências locais e alimentou o crescimento de partidos de extrema direita, como o alemão Alternativa para a Alemanha e o húngaro Fidesz, que levou o ultraconservador Viktor Orbán ao poder na Hungria.
No Brasil, há 334 células nazistas, segundo mapeamento realizado pela antropóloga Adriana Magalhães Dias, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Esse universo se divide em 17 movimentos, entre os quais os hitleristas, supremacistas/separatistas, negadores do Holocausto e seções locais da Ku Klux Klan. A maior concentração está em São Paulo, com 99 grupos, em Santa Catarina, com 69, no Paraná, 66, e Rio Grande do Sul, 47.

Desde 1997, a lei 9.459 ampliou o escopo dos crimes de racismo no país e também incluiu como delitos “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”. A legislação foi aplicada no caso do fazendeiro José Eugênio Adjuto, de Unaí (MG), que sentou-se em um bar com um símbolo nazista pregado na manga da camisa. Mas os números evidenciados na pesquisa da Unicamp e as manifestações de apoio ao pronunciamento de Roberto Alvim nas redes sociais indicam ser necessária a atenta e rápida aplicação da lei no país.


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