Lavareda

31/12


2011

Feliz 2012

Toda separação é triste. Ela guarda memória de tempos felizes e nela mora a saudade. Diz o poetinha Vinicius que a saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar. O retrato na parede de Drumondd foi o símbolo da sua mais profunda saudade, a saudade de Itabira.

Para ele, aquele retrato atormentava como uma ferida aberta, porque fazia lembrar uma felicidade que teve e não tinha mais. Há quem diga que o retrato é uma sepultura.

Não acho que chegue a tanto, mas a saudade não deseja ir para a frente. Ela deseja voltar. A passagem do ano novo é uma volta ao meu passado.

É tempo de recordação, de celebração. Afastado há mais de 30 anos de Afogados da Ingazeira, a minha Pasárgada ou mesmo a minha Itabira drumoniana, nunca abri mão uma única vez, nem mesmo quando morava em Brasília, de estar ao lado dos meus pais para se despedir do ano velho e brindar o ano novo.

A celebração de mais um ano que se vai é a celebração de um desfazer, um tempo que deixou de ser, não mais existe. Fósforo que foi riscado. Nunca mais acenderá.

Hoje, último dia do ano, temos uma razão muito maior para festejar: 62 anos de casamento dos meus pais. Gastão, meu pai, caminhando para os 90 anos, e Margarida, minha mãe, 82 anos.

Aprenda a gostar, mas gostar mesmo, das coisas que deve fazer e das pessoas que o cercam. Em pouco tempo descobrirá que a vida é muito boa. No calor e no mormaço do sertão reunimos em torno da ceia dos 62 anos de união dos meus pais os nove filhos.

É um momento raro, lindo, uma tradição cumprida fielmente por todos os herdeiros. Este ano, só Fatima, que mora no Recife, não veio.

O tempo pode ser medido com a batida de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração. A vida não é uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem de ser tocada até o fim. A vida é cada momento de beleza vivido e amado.

Pelo imenso amor que tenho aos meus pais não sinto inveja de quem me liga para dizer que está na Europa, nos Estados Unidos ou numa praia maravilhosa esperando o pipocar de fogos da chegada do ano novo.

Enquanto meus pais estiveram na missão terrestre estarei aqui no Pajeú, ano a ano. E feliz! Porque me faz lembrar T. S. Elliot, que dizia: “Ao final de nossas longas andanças, chegamos finalmente ao lugar de onde partimos. E o vemos então pela primeira vez.

Para isso caminhamos a vida inteira: para chegar ao lugar de onde partimos. E, quando chegamos, é surpresa . É como se nunca o tivéssemos visto. Agora, ao final de nossas andanças, nossos olhos são outros, olhos de velhice, de saudade”.

Não haveria borboletas se a vida não passasse por longas e silenciosas metamorfoses. Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas, porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno.

Não esqueço, por exemplo, que festa de fim ano para mim, garoto, era vender bola de sopro na rua, em frente a miudeza do meu pai. Tomar raspa-raspa para matar o calor e apreciar os mais diversos quitutes nas bancas das feiras livres de Afogados da Ingazeira trazidos pela matutada.

Naquela época, diferentemente de hoje, quando observamos uma explosão urbana, 80% da população do município morava na zona rural, nos sítios e povoados.

Na minha agenda do coração lembro que a cidade começava a ser invadida pela matutada a partir das 16 horas. Chegavam a cavalo, em carro de boi, de bicicleta, em paus de arara e até a pé. Eram nossos fregueses.

Seus filhos faziam a nossa felidade, pois forçavam os pais a comprar as nossas bolas de sopro. De tanto soprar as bolinhas para vendê-las cheias, ficava de lábios inchados.

À meia-noite, meus pais serviam a ceia do ano novo e também em comemoração a mais um ano de vida conjugal. O que mais me chamava atenção não era a mesa recheada de tanta comida típica da época, com sabor inconfundivel, mas o peru, que ocupava o maior espaço, exposto com papo e tudo.

Enquanto esperava o meu prato ficava remoendo a dramática cena do seu abate pelo meu pai, horas antes, no quintal da minha casa. O sacrifício se dava pelo pescoço, através de uma facada certeira e fatal.

Na minha santa ingenuidade não sabia que cada momento de beleza vivido e amado, naquela época ao lado dos meus pais e irmãos, por mais efêmero que possa ter sido, seria uma experiência completa destinada à eternidade.

Só hoje, com o gel do tempo branqueando os meus cabelos, posso entender que um único momento de beleza e amor já justifica a vida inteira. Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será.

A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que perdeu. Meus bolsos estão cheios!

Feliz 2012


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Comentários

antonio carlos da silva

Que texto ARRETADO...Valeu MAGNO! que 2012 seja repleto de muita SAÚDE,PAZ,HARMONIA e REALIZAÇÕES sob todos os aspectos e que DEUS proteja a todos nós!!! aql abr fraternal(ANTONIO SALADA).

janio arruda da silva

Magno, parabéns, uma história linda, com pessoas bonitas, vivida numa terra maravilhosa. Abençoado 2012.

milton tenorio

Ôxente! Será que Adalberto está na Time Square? O anarquista filosofico se rendeu ao capitalismo selvagem? rsrsrs...Bom 2012 a todos...

LUCIANA ALVES

Como somos imortais, hoje, abraçei os da minha família que estão nesse plano, e vibrei pelos familiares, especialmente meu pai, que estão no mundo espiritual. Aos que aqui estão: que 2012 vá ao encontro dos seus sonhos. Muita paz.

BARTOLOMEU BUENO JOSE DE ALBUQUERQUE LINS

Caro Magno, você vasculha o passado como quem está garimpando ouro ou diamante. Mostra-nos com prazer tudo que encontra e nos oferta as boas lembranças da vida. O interior nos proporcionava essa vida rica. Feliz ano novo!

adalberto ribeiro

Valeu, Mister MM! Beleza pura, belezura. Voce é um bom filho, e o bom filho DEus ajuda.

milton tenorio

...Hoje beijei os meus também....É único..

LAURO SOUSA

Êita Magno. Maravilha de texto. Feliz ano novo. Parabéns aos seus. Já não posso abraçar meus pais, transfiro o abraço aos seus....

milton tenorio

Valeu Magno! Muita saúde pra vc e familia...Manda um abraço especial ao Sr. Gastão..Diga a ele que espero o novo livro...Abraço e obrigado por tudo...

Cleto Cordeiro

Parabéns Magno, um belo texto. Feliz 2012!


ALEPE

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28/11


2020

Diretores da Compesa fazem campanha para João durante expediente

Assessores e diretores da Companhia Pernambucana de Saneamento, órgão subordinado ao Governo do Estado, foram flagrados fazendo campanha durante o horário de expediente para o candidato a prefeito do Recife João Campos (PSB). O blog obteve imagens que mostram a participação da diretora de Desenvolvimento e Sustentabilidade, Camilla Godoy, do diretor de Negócios e Eficiência, Flávio Coutinho, e do diretor de Técnica e de Engenharia da Compesa, Flávio Figueiredo.

Este é um novo caso de uso da máquina pública a favor do prefeiturável socialista, apoiado pelo governador Paulo Câmara, seu correligionário.


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O Jornal do Poder

28/11


2020

A história da escória: do maneco ao xaveco

Por Weiller Diniz*

A conjugação de uma economia desmoronando, denúncias de corrupção, inflação e desemprego foi decisiva para desestabilizar dois presidentes da República desde o início dos anos 1950. Nos dois casos anteriores, e no atual, as denúncias de corrupção sempre tiveram a digital de parentes diretos. Na queda de Fernando Collor de Mello o irmão, Pedro, abriu uma guerra fratricida acusando o então presidente muito além de 3 vezes. Ele foi o autor das denúncias contra PC Farias que expeliram Collor do Planalto. Anos antes, em 1951, quando Getúlio Vargas voltava ao poder, o filho emporcalhou o Palácio do Catete, então sede do governo. Manuel Vargas, Maneco como era conhecido o quarto filho do ex-presidente, estava no epicentro de traficâncias determinantes para o colapso do governo, o suicídio do pai e uma guinada trágica na história brasileira.

Maneco, embora pouco mencionado como um dos principais responsáveis pela crise que levou o pai ao suicídio em 1954, teve um papel crucial no desfecho trágico do dia 24 de agosto daquele ano. A expressão “mar de lama”, cunhada por Vargas e massificada pela UDN e Carlos Lacerda para trucidar Getúlio, é originada dos negócios escusos de Maneco com Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Vargas, motorista e mentor do atentado da rua Tonelero, que feriu Lacerda, vitimou o Major Rubens Tolentino Vaz e mudou a história do Brasil. Os estampidos em frente ao número 180 da Tonelero, em Copacabana, dispararam a contagem regressiva para o ocaso da Era Getúlio Vargas.

O segundo governo do “pai dos pobres” estava paralisado em uma crise política sem fim. A economia estagnada, inflação em disparada, queda do poder aquisitivo e denúncias diárias de corrupção espancavam Vargas. O cerco se fechou após a morte do Major, investigada em um inquérito da Aeronáutica. A conhecida República do Galeão tornou o governo insustentável. O aprofundamento das apurações revelou que Gregório Fortunato enriquecera ilicitamente na penumbra do governo e adquiriu fazendas de Manuel Antônio Vargas – o Maneco – sem renda que lastreasse o negócio sujo. Para agravar a situação, Fortunato fizera um empréstimo em um banco público com o aval de João Goulart. Fortunato era visto, na época, como símbolo da corrupção. As trapaças de Maneco serviram para quitar dívidas pessoais e abreviar o governo Vargas, que, encurralado pelas velhacarias do filho, optou por sair da vida para entrar na história.

Pedro Collor de Mello foi outro parente responsável pela queda do irmão da presidência, só que na condição de acusador. Ele foi autor de uma caudalosa denúncia de corrupção contra o então presidente da República. Por conta dela, Fernando Collor foi cassado por corrupção no desfecho do processo de impeachment instaurado pelo Legislativo. Collor tentou tardiamente renunciar para preservar os direitos políticos, mas não colou. Pedro fuzilou o tesoureiro da campanha, Paulo Cesar Farias, o PC Farias, acusando-o de usar a amizade com Collor para enriquecer. Também entregou um dossiê e apontou falcatruas que envolviam o irmão e PC Farias, outro Gregório Fortunato da história nacional, menos truculento, mas igualmente voraz. Collor caiu por pouco. Uma Fiat Elba, a partir da denúncia de outro motorista, Eriberto França, uma espécie de faz tudo da ex-secretária de Collor, Ana Acioli. PC Farias, assassinado em 1996, se eternizou na memória brasileira, exatamente como Gregório Fortunato, como um ícone da corrupção. PC Farias saiu da vida para a escória da história.

O mesmo ambiente de trapaças ameaça o senador Flávio Bolsonaro, o filho encrencado chamado de zero um, o Maneco repaginado. O senador foi eviscerado pelas investigações do Ministério Público e denunciado por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele é apontado pelo MP como líder de um esquema de corrupção que consistia em receber de volta boa parte dos salários de 23 ex-assessores entre os anos de 2007 e 2018, período em que foi deputado estadual. Também há suspeitas de uso eleitoral do dinheiro e investigações sobre uso da máquina pública para blindar Flávio Bolsonaro.

O ex-PM Fabricio Queiroz, espécie de capanga e também motorista do clã – o Gregório Fortunato dos Bolsonaros – foi apontado como operador da quadrilha. Foi denunciado, junto com outros 15 ex-assessores, pelos mesmos crimes que o ex-chefe. As investigações, que começaram em meados de 2018 após Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas nas contas de Queiroz, concluíram que R$ 6 milhões de dinheiro público, subtraídos do pagamento de funcionários que, em sua maioria fantasmas, viraram patrimônio privado de Flávio Bolsonaro. As conclusões são do MP.

Do total movimentado, pouco mais de R$ 2 milhões vieram de centenas de transferências bancárias e depósitos em espécie feitos por assessores com quem o ex-policial tinha relações. Segundo as investigações, o dinheiro era repassado para Flávio Bolsonaro através de outros depósitos ou pagamento de despesas pessoais. Muitos em dinheiro vivo. Foram mais de 100 boletos de escola e planos de saúde honrados em espécie, além de um depósito de R$ 25 mil, ainda sem explicação, na conta bancária da esposa de Flávio Bolsonaro.

A ocultação do dinheiro se deu em transações imobiliárias, muitas com dinheiro em espécie, oriundo de pagamentos na loja de chocolates da qual Flávio Bolsonaro era sócio. O Senador e a esposa receberam 146 depósitos, no total de R$ 295 mil, utilizados para pagar parcelas de um apartamento. O inquérito reforçou ainda mais o elo de Queiroz e da família Bolsonaro com Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano que comandava no Escritório do Crime, envolvido na execução da vereadora Marielle Franco. Adriano virou arquivo morto em uma operação policial em fevereiro de 2020 no interior da Bahia. A ex-mulher e mãe de Adriano, também foram empregadas no gabinete de Flávio. A dupla repassou para Queiroz R$ 200 mil. As pizzarias da família teriam repassado ainda outros R$ 200 mil.

A ciranda criminosa arrastou Queiroz para o centro dos holofotes da corrupção, a exemplo de Fortunato, há 66 anos. Após uma cirurgia, paga em dinheiro, para a retirada de um câncer no hospital Albert Einstein, em São Paulo, o homem-chave da investigação evaporou, apesar de agendar depoimentos ao MP do Rio aos quais não comparecia. No período da submersão, o ex-policial seguiu agindo para embaçar as investigações e, por essa razão, foi preso. Ele estava homiziado na casa do advogado Frederick Wassef, advogado de Flávio e do presidente da República, chamado de “anjo”. Gregório Fortunato também era conhecido pelo apelido de “anjo negro” de Vargas.

No baculejo foi rastreada uma dinheirama de Queiroz para Michelle Bolsonaro. Foram 27 depósitos em cheque que totalizam R$ 89 mil. Questionado, o capitão Bolsonaro, adepto da selvageria, ameaçou dar “porrada” em um repórter, mas não explicou a generosidade do ex-assessor até hoje. No rastro do dinheiro, escrituras de cartório foram publicadas por diversos órgãos de imprensa. O vereador Carlos Bolsonaro, o filho zero dois do presidente, pagou R$ 150 mil em dinheiro vivo por um apartamento. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho zero três, usou R$ 150 mil em grana para pagar parte de dois apartamentos. A aquisição de bens com dinheiro em espécie gera suspeitas de lavagem de dinheiro.

Na era conflagrada de Carlos Lacerda, notório pela retórica agressiva e inflamada, a compra das fazendas gerou o fulminante bordão do “mar de lama” que emporcalhava os subterrâneos do Catete, Getúlio Vargas, sua família e Gregório Fortunato. Os valores de aquisição das fazendas por Gregório Fortunato, corrigidos, equivalem hoje a R$ 3,8 milhões. Getúlio se matou 19 dias após o atentado, inaugurando uma triste maldição familiar. Fortunato foi preso, admitiu ser mandante do ataque a Lacerda, isentou Vargas e purgou 8 anos de cadeia até ser assassinado, em 1962, na penitenciária. A suspeita foi queima de arquivo, como Adriano da Nóbrega e PC Farias. Queiroz, o Fortunato dos Bolsonaros, parece ignorar a história ao sustentar a inverossímil inocência do ex-chefe, deixando sem explicação os depósitos nas contas de Michelle Bolsonaro e da esposa do próprio Flávio e a centena de boletos que pagou.

Os cerca de R$ 6 milhões movimentados por Flávio Bolsonaro, sua mulher, Queiroz, Michelle Bolsonaro, os saques em espécie, imóveis adquiridos com grana viva, atualmente são eufemizados pela indulgente ‘rachadinha’. A testemunha Luiza Sousa Paes, uma das ex-fantasmas, confirmou que devolvia 90% do salário e até a restituição do imposto de renda. É dela a expressão “deu ruim” que sintetiza a indigência moral do que se passou ali. Do Maneco ao xaveco navegamos na nossa melancólica trajetória da história à escória.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Os divergentes.


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Abreu no Zap

28/11


2020

Polícia barra carreatas pró-Padilha em Paulista

Em Paulista, a Polícia impediu, hoje, carreatas em prol do candidato a prefeito Francisco Padilha (PSB). O blog obteve alguns vídeos que mostram a ação policial, que contou com a presença de fiscais do Tribunal Regional Eleitoral, conforme relatado por uma fonte.

Ainda de acordo com informações repassadas ao blog, houve apreensão de veículos em Maranguape 2. Ontem, na mesma localidade, um outro ato de campanha a favor do prefeiturável socialista causou aglomerações e terminou com a chegada da Polícia Militar. Na ocasião, Padilha estava presente, conforme atestam vídeos obtidos por nossa equipe.


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28/11


2020

Frente Popular lança manifesto em defesa de João

A coligação Frente Popular publicou uma carta aberta, hoje, em defesa do candidato do PSB a prefeito do Recife, João Campos. O manifesto reforça que o postulante da legenda apresentou projetos para a cidade e que obteve mais de 100 vitórias na Justiça Eleitoral. O documento também afirma que o prefeiturável foi alvo de fake news e parabeniza João.


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Banco de Alimentos

28/11


2020

Marília encerra campanha confiante

No último dia de campanha deste segundo turno, a candidata a prefeita do Recife pelo PT, Marília Arraes, não parou um só momento. Com uma agenda intensa durante o dia todo, ela esteve, durante a tarde e a noite, em localidades diversas: Afogados, Vila São Miguel, San Martin, Córrego do Zé Grande, Alto José Bonifácio, Córrego do Tiro, Morro da Conceição e Alto José do Pinho.

Duas minicarreatas fecharam a campanha da petista. "Hoje foi um dia emocionante. Um dia que a gente só comprovou que os recifenses querem mudança, querem o nosso partido de volta", declarou.

Nas carreatas da tarde, Marília esteve acompanhada do prefeito reeleito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, e da vereadora Aline Mariano. "Amanhã será um dia muito importante na história da cidade. Estamos muito confiantes e, tenho certeza, que os recifenses também estão", disse a petista.


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28/11


2020

João vai à Zona Norte no último dia de campanha

O candidato a prefeito do Recife pelo PSB, João Campos, fez visitas a vários bairros da Zona Norte da cidade hoje. No ato de campanha, entregou material com propostas para moradores de Nova Descoberta, Guabiraba, Cajueiro, Chão de Estrelas, Campina do Barreto, Arruda, Campo Grande e outras localidades. Na tarde de hoje, o prefeiturável socialista visitou outros bairros da Zona Sul.

“Chegamos hoje ao último dia de campanha eleitoral com a certeza que fizemos o bom debate pela cidade. Apresentamos propostas, conversamos com as pessoas e percorremos cada lugar do Recife com responsabilidade nas palavras. Em momento algum iludimos ou brincamos com a esperança das pessoas”, afirmou João.

O postulante do PSB disse que “cada uma dessas propostas veio com o detalhe, com o caminho que faremos para tirá-las do papel. O recifense é um povo bonito, aguerrido e, principalmente de luta, e foi isso o que mais vi nessa caminhada”. João Campos estava acompanhado de vereadores, artistas e lideranças comunitárias, além da candidata a vice, Isabella de Roldão (PDT).


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28/11


2020

Suspeito de ataque hacker ao TSE é preso em Portugal

Do UOL

Uma operação coordenada pela Polícia Federal em parceria com a polícia portuguesa prendeu hoje um suspeito de envolvimento no ataque hacker ao sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que divulgou dados do tribunal no dia do primeiro turno da eleições municipais. A prisão ocorreu em Portugal.

Três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares também estão sendo cumpridos em Minas Gerais e São Paulo. Em Portugal, além da prisão do suspeito, um mandado de busca e apreensão está em execução.

Segundo a PF, "o inquérito policial aponta que um grupo de hackers brasileiros e portugueses, liderados por um cidadão português, foi responsável pelos ataques criminosos aos sistemas do TSE" no primeiro turno das Eleições de 2020, realizado no dia 15 de novembro.

Ainda segundo a corporação, os crimes apurados no inquérito policial são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa, ambos previstos no Código Penal, além de outros previstos no Código Eleitoral e na Lei das Eleições (9.504/97).

Realizada na véspera do segundo turno das eleições municipais, que será realizado amanhã, a operação foi chamada de "Exploit", em referência a uma parte de software, um pedaço de dados ou uma sequência de comandos que tomam vantagem de um defeito a fim de causar um comportamento acidental ou imprevisto no software ou hardware de um computador ou em algum dispositivo eletrônico.

A operação ocorre com a cooperação da Polícia Judiciária Portuguesa - Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica. Os mandados no Brasil foram expedidos pelo Juízo da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal.

A matéria na íntegra está disponível no UOL.


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28/11


2020

Marília obtém nova vitória judicial contra fake news

A candidata do PT à Prefeitura do Recife, Marília Arraes, obteve mais uma vitória, hoje, na Justiça Eleitoral, que concedeu à postulante direito de resposta contra afirmações feitas pela propaganda do adversário João Campos (PSB). A decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral, José Júnior Florentino Dos Santos Mendonça, obrigou que o prefeiturável socialista retirasse do ar a propaganda irregular em que acusa Marília de ter contratado funcionários fantasmas em seu gabinete quando foi vereadora pelo Recife.

Assim, a Justiça proíbe a reapresentação das peças, sob pena de multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento, e também concede à Marília imediato direito de resposta. Para o magistrado, o teor do conteúdo visava à desinformação, além de ofender a honra da candidata. "Reputo, neste ponto, que a matéria é ofensiva a honorabilidade da candidata e incorpora desinformação subliminarmente manipulada para macular a imagem pública da mesma e influenciar no pleito eleitoral", sentenciou.


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28/11


2020

Se der empate, Marília assume

Se as pesquisas dando empate no Recife na disputa entre João e Marília se confirmarem no voto extraído das urnas, por lei quem assume é a candidata do PT por ser mais velha do que o adversário. É o que diz a Constituição. Datafolha, Ibope, Ipespe e Big Data deram empate. 

A observação se dá diante de tantas indagações que têm chegado ao blog. Há quem ache que seria realizada uma nova eleição, mas isso está fora de cogitação. João tem 27 anos, é mais novo 9 anos em relação à Marília, que teria o direito prescrito na Carta Magna de suceder Geraldo Júlio a partir de 1º de janeiro.


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Comentários

Rafael C.Soares Quintas

No 1.turno votei em Mendonça Filho, nesse 2.turno ia votar nulo, mas pensei direitinho vou votar em João Campos 40, no PT jamais, partido do maior presidente corrupto da história da República do Brasil, o Lulaladrão, essa mentirosa da Marília tá prometendo coisas que ela não tem condições de cumprir, palafitas zero, internet nas creches e escolas municipais, corrimão e lâmpadas led nas escadarias dos morros, empréstimo para o povo sem juros etc, vai enganar a pqp.

Wellington Antunes

Cadê os bozolóides que não comentam? Participem, o blog é democratico.

Wellington Antunes

Um empate não é impossível, mas é dificílimo dentro do universo de eleitores do Recife que é muito grande. As pesquisas quando apontam esse empate de 50% para cada candidato apenas demonstra que um voto a mais ou um voto a menos pode fazer a diferença.



28/11


2020

Ibope: João 50% x 50% Marília

Do G1 PE

Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (28) aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos para a prefeitura do Recife, no 2º turno das Eleições 2020:

  • João Campos (PSB): 50%
  • Marília Arraes (PT): 50%

Em relação aos levantamentos anteriores do Ibope, divulgados em 18 de novembro e em 25 de novembro:

  • João Campos (PSB): tinha 47%, subiu para 51% e, agora, tem 50%
  • Marília Arraes (PT): tinha 53%, desceu para 49% e, agora, tem 50%

O percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos.

Votos totais

Nos votos totais, que incluem os eleitores indecisos e os que pretendem votar em branco ou nulo, os resultados foram os seguintes:

  • João Campos (PSB): 42%
  • Marília Arraes (PT): 42%
  • Branco/nulo: 14%
  • Não sabe: 2%

Em relação aos levantamentos anteriores do Ibope, divulgados em 18 de novembro e em 25 de novembro:

  • João Campos (PSB): tinha 39%, subiu para 43% e, agora, tem 42%
  • Marília Arraes (PT): tinha 45%, desceu para 41% e, agora, tem 42%
  • Branco/nulo: tinha 15%, se manteve em 15% e desceu 14%
  • Não sabe: tinha 1%, subiu para 2% e se manteve em 2%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 1.204 eleitores do Recife
  • Quando a pesquisa foi feita: entre 27 e 28 de novembro
  • Registro no TRE: PE-02002/2020
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e "Jornal do Commercio"
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.


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