03/09


2006

Vereador tucano ensina como enganar eleitor

 A reportagem, de autoria do jornal Estado de Minas, também foi publicada neste domingo pelo Correio Braziliense. Leiam a íntegra:

''Selecione 0,25% do eleitorado de sua cidade e mande cartas em nome de um dos seus adversários, de preferência o mais “desequilibrado emocionalmente”, dizendo que todos os dias ele atende a população em sua casa, distribuindo cestas básicas, remédios, material de construção e até ajuda a pagar algumas “pequenas contas”. Não escreva nada à mão e use luvas desde a compra dos envelopes até a postagem das cartas. De preferência envie as correspondências de uma outra cidade, onde seu adversário tenha qualquer tipo de ligação. O objetivo é humilhar o eleitorado do candidato rival para conseguir derrotá-lo com mais facilidade.

Essa é uma das dicas do livro Estratégias dinâmicas para ganhar eleições, um manual para conquistar votos e se manter no poder, escrito por Divino Rezende de Morais (PSDB), um vereador de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele assina a “obra” com o pseudônimo de Planjon R. Morales, tradução, segundo ele, de “divino” em grego. A tática, apesar de ser uma apologia aos crimes de falsidade ideológica e calúnia e difamação, parece ter funcionado com o vereador, que exerce seu quarto mandato consecutivo. Para facilitar o trabalho do seu leitor, Planjon dá inclusive o modelo da carta a ser enviada.

A capa do livro, uma versão tupiniquim de As 48 Leis do poder, um best seller de auto-ajuda na área empresarial, sucesso de vendas no mundo inteiro, ilustra bem seu conteúdo. Nela, só aparecem moedas e cédulas de vários países. Não é para menos. Afinal, segundo Planjon, “nosso país foi colonizado basicamente por condenados e meretrizes e desde o início o ‘é dando que se recebe’ é levado a sério”. O livro também prega, sem nenhum constrangimento, a compra de votos, prática proibida pela legislação eleitoral e que pode inclusive acarretar na perda de mandato antes mesmo de a sentença tramitar na última instância.

Mas é preciso cuidados com os eleitores pedintes, alerta o autor, que dá conselhos sobre como o político ou candidato deve fazer para se desvencilhar deles. Um deles é não andar com dinheiro no bolso. O outro é fazer visita aos doentes internados em hospitais da rede pública, mas não demorar muito no leito para não precisar “pagar a conta da farmácia”. Entre outras pérolas do manual — na sua segunda edição — estão conselhos como “tenha sempre um laranja, aquele agente intermediário, que efetua, por ordem, suas transações perigosas, ficando oculta sua identidade” ou “tenha sempre uma conta bancária fora de sua cidade e mantenha seu nome no SPC/Serasa, para evitar ser fiador ou avalista de alguém”.

Investigado
O autor do livro, pelo visto, segue à risca seus conselhos. Ele é um dos investigados pela Procuradoria de Combate a Crimes Praticados por Agentes Municipais por irregularidades e fraudes em contratos firmados entre a prefeitura de Vespasiano com empresas de marketing e eventos. A suspeita é de que Divino, juntamente com o vereador José Winston (PP), irmão do prefeito Ademar José da Silva (PSDB), sejam os verdadeiros donos de uma das empresas — a Interativa Promoções, Eventos e Marketing Ltda., registrada em nome de laranjas. O diretor administrativo da empresa é o filho de Divino, Gilberto Rezende. Entre as verbas que teriam sido desviadas estão recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).



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Comentários

Esta cartilha estão querendo aplicar aqui em Pernambuco com a gestão Mendonça e Evandro, pois começaram com débitos no BNB e por aí vai. Cuidado pernambucanos não se deixem enganar. É Lula lá e Eduardo cá.

Raimundo Eleno dos Santos

Fazer o bem é muito complicado. Fazer o mal é simples, nem precisa de manual. É certamente algo muito interessante.Ao seu tempo, Nicolau Maquiavel em "O Príncipe", dava lições de maldade aos políticos, que nem precisava.Esse vereador é a versão tupiniquim do Italiano.


Cabo 2021

Confira os últimos posts



01/03


2021

Candidato da oposição denúncia casuísmo na UVP

Escolhido candidato das oposições para a eleição da UVP – União dos Vereadores de Pernambuco, depois de vários candidatos chegarem ao um consenso em torno do seu nome, Zé Raimundo (PP), vereador de Serra Talhada, denunciou, hoje, que a eleição da entidade, da forma que foi convocada, está com fortes indícios de casuísmo, visando beneficiar  a chapa governista, impondo graves riscos à saúde dos vereadores(as) e da população.

De acordo com a convocação publicada, a eleição foi marcada para dia 12/04, em um Hotel na praia de Gaibu, município do Cabo de Santo Agostinho, cujas reservas de hospedagens para a data da eleição foram todas estranhamente e antecipadamente bloqueadas pela chapa governista.

O tempo da eleição é curto, das 7:00 às 13:00, fato que ocasionará aglomerações, devido a obrigatoriedade do voto presencial. “Neste exíguo tempo, a aglomeração será grande, com sérios riscos, devido as condições de agravamento da pandemia da COVID-19 e o grande número de vereadores com direito a voto. Na verdade, o que eles querem é favorecer a chapa governista, facilitando a participação de apenas os vereadores que estão hospedados no hotel e beneficiados com hospedagem gratuita. É casuísmo  que tenham bloqueado todo o hotel antes mesmo de publicarem o edital da eleição” declarou Zé Raimundo.

“A UVP precisa de novos tempos, de transparência, pois atualmente não presta contas de suas finanças de nenhuma forma, precisamos recuperar sua respeitabilidade, e não será com um processo eleitoral temerário que vai recuperar seu respeito”, afirmou também o vereador João chaves do município de São Caetano, candidato a vice na chapa de Zé Raimundo.


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01/03


2021

Partidos Políticos e Integridade: a ética não tem partido

Por Mariana Teles*

Governança, Compliance e Integridade são conceitos que embora se diferenciem na forma como se desenvolvem, encontram-se no mérito do que propõem: a ética. No primeiro instante relacionados à atividade empresarial, todos invadiram a gestão pública modificando desde à legislação até a própria dinâmica organizacional, conferindo de uma só vez, mais eficiência, transparência e controle social. As práticas de governança, as medidas de conformidade e os programas de integridade são mecanismos de estratégia, liderança e controle que buscam internalizar altos padrões de conduta e conferir às relações mais confiabilidade, capacidade de resposta dos serviços e internalizar a ética como pressuposto de qualquer comportamento.

Os partidos políticos, “ferramentas” indispensáveis ao exercício da democracia são ao mesmo tempo causa e consequência da crise de representatividade que o Brasil atravessa nas últimas décadas. Disciplinados com natureza jurídica de direito privado nos termos dos art. 17, §  2º da CF e art. 1º da Lei dos Partidos Políticos são responsáveis não só pela arregimentação de pessoas em torno de um mesmo projeto  (já que dizer ideologia é ironizar com a quantidade de partidos registrados no TSE), bem como o uso de recursos públicos e sua organização estatutária. Possuem forma e organização de “empresa”, mas dialogam e atuam junto com o que há de mais caro no direito público: a democracia.

Não obstante, em 2019 o instituto DATAFOLHA aferiu em pesquisa o grau de confiabilidade dos brasileiros nas agremiações partidárias. Dentre 10 instituições, três relacionadas ao universo da representação política lideram empatadas como as menos confiáveis do país. Sete em cada dez (68%) declararam não ter confiança nos partidos políticos, 67% declararam não ter confiança no Congresso Nacional (o índice mais alto da série histórica), e 64%, na Presidência da República.

É urgente entender que a crise de representatividade oriunda dos escândalos de corrupção na gestão pública não começa dentro do exercício dos mandatos. Tem raízes profundas e nasce muito antes. Cresce e se afirma na atividade partidária, no desvio de recursos dos fundos partidário e eleitoral, na captação ilícita de verbas e de sufrágio, e naturalmente quando chegam ao poder operacionalizam a engrenagem pública para retroalimentar os esquemas, invadindo estatais, comprometendo ministérios e afastando definitivamente o cidadão brasileiro da saudável e necessária participação na vida democrática do pais.

Mas o que isso tem a ver com Compliance, Governança e Integridade? Todas essas ferramentas buscam em comum a internalização de posturas éticas em nossas relações, maior grau de controle e transparência e, sobretudo, a eficiência. Se já se consolidaram como indispensáveis na atuação privada e avançam a passos largos para cultura organizacional da administração pública, portanto, qual a lógica de se excluir os partidos políticos desse movimento civilizatório?

O PL 429/2017 busca justamente alterar a Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995) com a finalidade de exigir destes o cumprimento de normatizações relativas à programas de integridade. Pronto para deliberação do plenário desde dezembro de 2019, elege ainda como objetivo determinar que cada partido fique obrigado a prever o programa de integridade em seu respectivo estatuto, com a definição de um conjunto de mecanismos internos de controle, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades, bem como uma estratégia para aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, política e diretrizes. Tudo isso para que seja possível detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e outros ilícitos praticados ou atribuídos ao partido.

O combate à corrupção não pode nem deve começar pelos fins sem atingir os meios. Os partidos políticos estão invariavelmente no meio de todo esse percurso entre a corrupção e a impunidade, entre o período eleitoral e o exercício do mandato. Tem vida própria, e mais que vida, os partidos tem recursos próprios. Corrigir um déficit ético atemporal não é um movimento de fora para dentro, muito menos solucionado com a aprovação de mais uma legislação. É um fenômeno cultural e sistêmico, que precisa ocorrer também de forma pedagógica e preventiva, pois, na pior das hipóteses, se não salvar uma geração inteira, estará plantando sementes de uma nova cultura de pensamento político para as próximas.

A necessidade de aplicação de programas de compliance ou de integridade no âmbito das organizações privadas e públicas é um caminho sem volta, desde a vigência da lei anticorrupção (lei 12.846/13). Atingir as instâncias partidárias através da obrigatoriedade gerada em lei é um passo cultural importante na caminhada que almeja recuperar a essência perdida da representatividade. Se bem souberem os partidos e seus respectivos reis e rainhas, é chegada a hora de um reset interno, que deve atingir todos os outros pontos sensíveis (que não são poucos), mas de partida começar sobretudo pelo que mais importa recuperar no momento: a ética.

É hora de um movimento suprapartidário para salvar os partidos de suas próprias armadilhas, construídas pelos seus próprios líderes e alimentada por um sistema ordenado e cíclico que aluga a democracia e leiloa a representação. Numa soma que todo mundo perde, ou se mexe nas estruturas ou não se vencerá a crise de confiabilidade e reputação que não tem cores, nem extremos. É de direita, de esquerda, de centro e partilham das mesmas estratégias e vicissitudes. Investir em um sólido programa de integridade é mais do que uma alternativa para os partidos políticos, é a única saída para começar a recuperar a dignidade das siglas, o respeito às normas e aos cidadãos. O gestor corrupto do mandato não nasce depois da posse, quem é governo hoje é partido sempre, o bom exemplo de ética deve começar internamente, na direção dos partidos, e no respeito ao dinheiro público.

Em pouco tempo a exigência partirá da legislação e só assim os diretórios nacionais, estaduais e municipais partirão para cumprir a obrigatoriedade. Haverá programas de compliance voando a céu aberto, ou como se diz na minha terra, “de se puxar com o rodo”. É necessário, entretanto, que os dirigentes compreendam que estarão diante de uma oportunidade única dada pela lei para iniciarem uma verdadeira transformação cultural. Devem investir tempo, energia, recursos e articulação na construção de um sólido plano de integridade, uma verdadeira “arregimentação’’ dos seus filiados para internalizarem a cultura de conformidade e as boas práticas de conduta. Não existe solução fácil para problema difícil, nem é com “ctrl c” e “ctrl v” que se recupera a integridade de uma agremiação.  É chegado o tempo de passar a limpo a ‘’administração’’ dos partidos e finalmente devolver a sociedade o ideal de representatividade arrastado pelos vendavais da corrupção.

Compliance comunica antes de tudo os valores de determinada organização. Uma ousada reforma partidária precisa comunicar quais os valores que lhe formam e que fazem sentido para o Brasil real. Os valores que dialogam com os anseios da população e que rompem definitivamente com as velhas práticas. Não é mais uma questão de opção. É o caminho para reencontrar o exercício pleno da cidadania, o vigor da militância e construir uma nova era dos partidos políticos para o fortalecimento da combalida democracia brasileira.

*Advogada com atuação em Compliance Público. Coordenadora de Compliance da Escola Superior de Advocacia de Pernambuco. Membro da Comissão de Estudos sobre Compliance e Combate à Corrupção da OAB PE. Consultora de Compliance e Integridade da Assembleia Legislativa de Pernambuco.


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Banner Jaboatao 2021

01/03


2021

Semana começa com chuva forte e alagamentos

A segunda-feira (1º) começou com muita chuva e pontos de alagamento no Recife. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu alerta para a possibilidade da sequência de chuvas fortes em quase todo o Estado. As informações são do Portal FolhaPE

Segundo o monitoramento da Apac, choveu 49,20 mm nas 24 horas contadas até 8h10 na região do Porto do Recife.

Na região do bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, a precipitação foi de 46,54 mm no mesmo intervalo. Já na área do Alto do Mandú, na Zona Norte, a chuva foi de 35,14 mm.

Pontos de alagamento foram registrados em áreas como as avenidas Agamenon Magalhães, dr. José Rufino, Caxangá e Mascarenhas de Moraes e a rua Agamenon Magalhães Melo, no bairro do Rosarinho. 

Até o momento, não houve registro de ocorrências de destaque atendidas pela Defesa Civil do Recife.


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01/03


2021

Promotores vão ganhar auxílio saúde de R$ 2 mil

EXCLUSIVO

Em tempos de pandemia, com a economia sangrando e o desemprego em ritmo avassalador, o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Paulo Augusto, recentemente nomeado pelo governador Paulo Câmara, baixou uma resolução imoral, na qual concede um auxílio de saúde no valor de R$ 2 mil para todos os promotores, servidores do quadro na ativa e pensionistas.

Segundo o blog apurou, o benefício pode contemplar mais de duas mil pessoas por mês, levando-se em conta que só promotores são mais de 400, enquanto os servidores ativos passam de 1 mil. "Uma vergonha", relatou um servidor da casa. Segundo ele, Paulo Augusto age como se os promotores não tivessem, coitadinhos, um salário digno para pagar plano de saúde.

A resolução, que o blog teve acesso e publica com exclusividade, não precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa. A imoralidade, portanto, é de responsabilidade do próprio procurador geral.


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Comentários

Daniel Pena e Torres

Prezado Magno, bom dia. Gostaria de esclarecer, como servidor da casa que a informação \"concede um auxílio de saúde no valor de R$ 2 mil para todos os promotores, servidores do quadro na ativa e pensionistas\" está incorreta. Nenhum SERVIDOR receberá esse valor. Há duas tabelas para os servidores, em relação à faixa etária e ao limite a ser recebido, sendo obrigatória a comprovação de gastos com o plano de saúde. Como você pode ver nas duas tabelas ainda que o servidor tenha 59 anos (Anexo III) ele está sujeito ao limite do Anexo IV. E obviamente, como servidores, não chegamos ao valor da última linha do Anexo IV. Apenas para ressaltar os servidores já recebem um auxílio e a resolução do MPPE se adequa à Resolução do CNMP. Pode ser questionado qualquer fato em relação a isso, mas não pode se dizer, em nenhuma hipótese, que todos os servidores receberão o valor noticiado pelo blog. Certo de sua compreensão e grato pela atenção.


Petrolina 2021

01/03


2021

Nelson e Brecht, o feijão e o sonho

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O dramaturgo alemão Bertolt Brecht e o poeta russo Maiakovski, ambos gurus dos vermelhos e infravermelhos, e o teatrólogo cronista Nelson Rodrigues, guru da direita, são personagens do bicho-grilo Adalbertovsky em sua cantoria nas montanhas da Jaqueira. “Há homens que lutam um dia, e são bons;/ há outros que lutam um ano e são melhores;/ há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons;/ porém há os que lutam toda a vida;/ estes são imprescindíveis”. 

“Revolucionário nas artes, Brecht lutou contra a opressão nazista na Alemanha, década de 1930, e reinou acima das misérias da humanidade na primeira metade do século passado. Hoje reina como guru dos vermelhos e infravermelhos em todas as latitudes. Os poetas e artistas sonhavam com o “assalto aos céus” para implantar a utopia socialista”. Os tiranos, os genocidas e seus sequazes assaltaram o poder para implantar o terrorismo comunista".

“O poeta revolucionário Maiakovski matou-se de tristeza por sua bela amada Lilitchka e de desencanto diante das tragédias da revolução bolchevique. Brecht seguiu na estrada em busca da salvação dos “proletários do mundo, uni-vos!” O comunismo e o nazismo se equivalem em genocídios na história da humanidade". 

“Brecht foi um Nelson Rodrigues marxista que falava alemão. Ou ao contrário, o genial Nelson foi um Brecht que falava português. De pensamento político conservador, Nelson revolucionou o teatro brasileiro, modéstia à parte”. 

“A maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade”. Hoje este pensamento nelsonrodrigueano está sendo aplicado à Internet. Provérbio de Nelson: “O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas”. 

“Nelson também foi um desses homens imprescindíveis que batalhou a vida inteira contra a farsa do igualitarismo socialista. Viva Nelson! Nelson vive!". A crônica do bicho-grilo Adabertovsky está postada no Menu Opinião.


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Serra Talhada 2021

28/02


2021

A inglória luta jornalística contra a desinformação

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

Uma (das tantas) fake news passou a circular com força em grupos de WhatsApp e nas redes sociais nos últimos dias: diz respeito a um suposto comentário do prefeito de Teixeira de Freitas, no Sul da Bahia, contra o governador Rui Costa (PT). O vídeo de quase três minutos mostra um homem fazendo fortes declarações em protesto às medidas restritivas decretadas pelo Governo do Estado, preocupado com o nível de ocupação das UTIs e o avanço da Covid-19.

A mensagem que introduz as imagens é esta: "O Prefeito de Teixeira de Freitas-BA, (sic) manda um recado bem claro para o Governador RUI COSTA DO PT." O personagem do vídeo, na verdade, é o suplente de vereador Roger Galetos (Avante).

Como desfiz a mentira: uma vez que não estava ciente do panorama político da cidade, fui ao site do TSE para ver o resultado das últimas eleições. O prefeito eleito foi Marcelo Belitardo (DEM) e Roger está entre os candidatos a vereador. Ambos são muito diferentes quanto à fisionomia e integram siglas distintas. Em menos de cinco minutos, cheguei à verdade.

Para saber quem era o real prefeito, não precisaria ir muito longe: bastava simplesmente ir ao Google e digitar "prefeito de Teixeira de Freitas". Em questão de segundos, sites surgem apontando Belitardo como o verdadeiro gestor. Contudo, eu quis saber quem era a figura do vídeo, o impostor.

O papel jornalístico, no entanto, tem sido cada vez mais inglório: é impossível desfazer as dezenas (talvez centenas) de falsas informações que trafegam com muita velocidade em ambientes ocultos. O jornalista virou Dom Quixote, sempre a lutar contra moinhos de vento.

Uma vez compartilhada, a fake news faz estragos. Receber mensagens no WhatsApp e redes sociais tornou-se muito cômodo.


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28/02


2021

Conheça a cidade onde é feita a vacina Sputnik V

Por Fernando Castilho*

Zelenograd. No ocidente, certamente, poucas pessoas já ouviram falar dessa cidade distante a 37 quilômetros de Moscou. Ela é o menor distrito da região que gravita ao redor da capital soviética, mas ainda assim, uma das 100 maiores cidades da Rússia.

Mas Zelenograd virou uma referência para a pandemia do coronavírus, por abrigar a planta industrial da Binnopharm, onde é fabricada a Sputnik V, a primeira vacina colocada pronta no mercado.

Foi na planta da Binnopharm, em Zelenograd, que a Sputnik V começou a ser produzida, depois que o Instituto de Pesquisa Cientíca Gamaleya concluiu os estudos pré-clínicos da amostra experimental de uma das vacinas contra o coronavírus.

Ela produz o chamado Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) e, também, a vacina na formulação final que é aplicada na população. 

A fábrica da Binnopharm, em Zelenograd, faz parte do grupo farmacêutico russo Alium Sistema e é uma unidade de produção biofarmacêutica de ciclo vertical completo. 

Ele ocupa uma área de 32 mil m². Antes da Sputnik V, o principal produto da Binnopharm era a Regevac, uma vacina contra hepatite B desenvolvida pela empresa. 

A Sputnik V foi primeira vacina de coronavírus do mundo, mas foi recebida com desconfiança pelo mundo científico ocidental por não divulgar detalhes técnicos de seu desenvolvimento. Só este mês, depois do primeiro artigo científico publicado na revista internacional The Lancet, vieram mais informações sobre ela.

E, como a maioria dos produtos da indústria farmacêutica russa, sofre de preconceito sobre sua pesquisa e processos de produção, especialmente na Europa e Estados Unidos.

Entretanto, no Oriente Médio e países vizinhos à antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a nova indústria farmacêutica russa é quem domina o mercado, pelo dinamismo de Moscou e outras grandes cidades da Rússia, depois que empresas privadas passaram a ser financiadas pelo governo e pelo Fundo Russo de Investimentos Diretos (FRID). Essa megacorporação foi criada pelo Governo Putin para bancar financiamentos que vão de estradas a medicamentos.

O Grupo Alium Sistema - que é dono da Binnopharm, que fabrica a Sputnik V - é uma holding farmacêutica apoiada pelo fundo. Ele foi criado por meio da fusão da Binnopharm com a OBL Pharm, uma das farmacêuticas líderes russas constituída a partir do apoio do fundo russo.

O fundo, por sua vez, é parceiro dos Fundos de Investimento Russo-Chinês e uma série de outros veículos de investimentos do Oriente Médio e Leste Europeu. A área de produção de fármacos da Alium Sistema ocupa um quarto de todas as instalações de alta tecnologia da região de Moscou. 

Isso explica porque, assim que o Instituto Gamaleya fechou a pesquisa da Sputnik V, a Binnopharm, junto a sua fábrica pôde iniciar imediatamente a produção, fechando uma cadeia produtiva que vai da fábrica de vidros a seringas e embalagens.

E porque, enquanto isso acontecia, os diretores do FRID cuidavam de fechar os contratos de entrega em vários países, garantindo entrega rápida e sem as exigências contratuais das indústrias americanas como a Pfizer e a Moderna.

O problema da Sputnik V é que o mundo acadêmico ocidental não tem o volume de informações sobre sua pesquisa clínica como as demais vacinas, com dezenas de artigos publicados. A própria Anvisa, no Brasil, tem restrições e se queixa da falta de informações científicas em revistas internacionais. 

Um desses entraves é que quem se apresenta como o vendedor no Brasil é o representante do FRID. Foi ele quem fechou a parceria com a empresa brasileira União Química que já tem sua fábrica pronta para processar as vacinas russas assim que receber o IFA da unidade de Zelenograd.

Além disso, a Sputnik V está no centro de um debate no Congresso pela liberação, pela Anvisa, sem que seja analisada no Brasil ou ter a chancela de ao menos uma das grandes agências reguladoras internacionais, além da própria agência russa.

A Sputnik V, que é uma vacina russa baseada no vetor de adenovírus e foi registrada pelo Ministério da Saúde da Rússia em 11 de agosto de 2020, e se tornou a primeira vacina contra o novo coronavírus SARS-COV-2 no mercado.

Desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, os ensaios clínicos de Fase 1 e 2 foram concluídos em 1º de agosto e os ensaios clínicos pós-registro foram testados em mais de 40 mil pessoas.

*Jornalista. Titular da coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio.


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Jornao O Poder

28/02


2021

Quanto o Governo Federal repassou para o Nordeste

O Governo Federal destaca repasses feitos aos estados nordestinos em 2020, primeiro ano da pandemia. Os dados foram atualizados no último dia 15 de janeiro e têm como fonte o Portal da Transparência, Localiza SUS e Senado Federal.

São recursos diretos (saúde e outros) e indiretos (suspensão e renegociação de dívidas). Veja abaixo a quantia destinada:

Alagoas: R$ 18,09 bilhões. 
Auxílio: R$ 5,46 bilhões.

Bahia: R$ 67,2 bilhões.
Auxílio: R$ 25,35 bilhões.

Ceará: R$ 42,5 bilhões.
Auxílio: R$ 15,17 bilhões. 

Maranhão: R$ 36 bilhões.
Auxílio: R$ 11,8 bilhões.

Paraíba: R$ 21,2 bilhões.
Auxílio: R$ 6,57 bilhões.

Pernambuco: R$ 42,7 bilhões.
Auxílio: R$ 16,2 bilhões.

Piauí: R$ 19 bilhões.
Auxílio: R$ 5,68 bilhões.

Rio Grande do Norte: R$ 18,3 bilhões.
Auxílio: R$ 5,55 bilhões.

Sergipe: R$ 12,9 bilhões.
Auxílio: R$ 3,85 bilhões.


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Comentários

Wildes Jackson Lopes

Governo Federal não presta serviço de saúde ao cidadão. Tá na hora de um pacto federativo pra valer. Quem tão na linha decorrente são prefeitos e governadores, pra que esse dinheiro centralizado na união. O que se tem é tornar eficiente a fiscalização dos fastos públicos pra evitar a corrupção.


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

28/02


2021

Força-tarefa tem resultado positivo em Vitória

No primeiro final de semana da força-tarefa de combate às aglomerações em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul pernambucana, o saldo foi positivo. É o que afirma o grupo responsável pela fiscalização, que teve como alvo a Praça Dom Luís de Brito, conhecida como Praça da Matriz.

Após ter os bares e restaurantes fechados, a população naturalmente atendeu o pedido feito ao longo da semana pela Prefeitura e se dispersou: praça vazia antes mesmo das 23h. “Não há um toque de recolher estabelecido pelo município, mas a população foi conscientizada durante a semana e pelo visto entendeu a necessidade do isolamento”, comemorou o prefeito Paulo Roberto (MDB).

O novo decreto do Governo do Estado chegou quando 90% das UTIs já se encontravam ocupadas e determinou o encerramento de atividades não essenciais entre 22h e 5h. Com situação controlada na Matriz, os profissionais capitaneados pela Vigilância Sanitária seguiram para outros pontos da cidade.

Algumas boates que insistiam em funcionar foram fechadas. O grupo completo, formado também pela Polícia Militar, Bombeiros Militar e Civil, Guarda Municipal, Conselho Tutelar e Agtran, também foi até o bairro da Bela Vista, Alto José Leal e bairro da Mangueira, onde encontrou uma aglomeração. Gente reunida também em uma loja de conveniência na antiga BR-232.

De acordo com Nathalia Álvares, coordenadora da Vigilância Sanitária, os espaços foram fechados e as pessoas se dispersaram. “Considero que nossa força tarefa teve êxito e iremos dar continuidade para garantir que o decreto estadual seja cumprido em nosso município”, assegurou.


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28/02


2021

"Genocida", diz padre paraibano sobre Bolsonaro

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

O padre Adauto Tavares, da Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, em Guarabira, Paraíba, fez um desabafo contra o presidente Jair Bolsonaro na manhã de hoje. O comentário do pároco, bastante indignado, foi realizado durante uma missa e versou sobre a condução do Governo Federal no combate à pandemia causada pelo novo coronavírus.

Ele chegou a chamar Bolsonaro de "imoral", "irresponsável" e "genocida". “Nós estamos em uma pandemia, não estamos numa brincadeira. Já basta aquele desorientado do presidente da República, que não tem moral. É um imoral. A palavra é essa. O presidente da República do Brasil é um imoral. Um homem que não tem moral nenhuma. É um irresponsável", criticou. "Eu estou com vontade de dizer outra coisa, mas não vou porque é pecado dizer na missa", prosseguiu. 

"Podemos dizer (que é) um genocida, alguém que tem prazer em matar, em tirar a vida das pessoas. Até os aliados dele, como o primeiro-ministro de Israel, com um megafone na rua pedindo o povo para ficar em casa. E esse irresponsável sai no meio da rua, sem máscara, aglomerando, faltando com respeito às leis do Brasil. É um homem que não tem moral. Repito várias vezes: é sem moral. E quem vota nele também porque a gente precisa ter respeito pela vida dos outros. O Brasil está aí porque não tem planejamento", continuou o padre Adauto.

Assista ao trecho.


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Comentários

Wellington Antunes

Parabéns, Padre Adauto! Disse tudo. Só os fanaticos fundanentalistas seguidores do bozo insistem em não enxergar.