Lavareda

27/05


2010

Itamar declara apoio a José Serra

 O ex-presidente da República Itamar Franco declarou nesta quinta apoio ao pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra. No entanto, Itamar criticou os elogios de José Serra ao presidente Lula. Para ele, “se não quer falar mal do presidente, fica quieto”. Itamar é cotado para ser candidato ao Senado junto com o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves. De acordo com o site Claúdio Humberto, na opinião de Itamar, a presença de Aécio é fundamental para a eleição de Antonio Anastasia ao governo mineiro.


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Raimundo Eleno dos Santos

Itamar é franco. Disse a verdade.


ALEPE

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24/11


2020

Brasil e Amapá ao deus-dará

Por José Nêumanne*

Em 3 de novembro, choveu forte no Amapá, e um incêndio na transmissora privada de eletricidade para a rede paralisou o fornecimento do Estado em cujo território corre o rio Oiapoque, no extremo norte do mapa do Brasil. No sábado 21, 17 dias depois, o presidente Jair Bolsonaro deu o ar de sua desgraça, inaugurou um gerador a Diesel, prometeu não cobrar a conta da luz que não foi entregue e pediu votos para José Samuel, irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, escolhido para o posto na Mesa em eleição fraudulenta com 81 eleitores e 82 votos. Pobre Amapá nas trevas, miniatura do Brasil, em cujo mapa no  extremo oposto fica o rio Chuí, durante o maior apagão de gestão da História.

Enquanto no Estado sem força, o povo sofre sem água nem urna e não se decidiu quem é o responsável pelo inferno de calor, treva e seca. E não faltam suspeitos. O primeiro deles é a privatização. A responsável pela transmissão de energia no estado do Amapá, desde 2008, é a Linhas de Macapá Transmissora de Energia, que até o ano passado pertencia à empresa espanhola Isolux, que venceu o leilão de privatização da Linhas de Macapá Transmissão de Energia em 2008, mas a transferiu no ano passado à Gemini Energia. A transmissão passou a depender de concessões de transmissão de empresas privadas, que não prestam o melhor serviço do mundo. O Valor Econômico informou que documentos do Ministério de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema (ONS) atestam que a subestação atingida opera há mais de dois anos no limite de sua capacidade.

Da discussão em torno da privatização, quimera do liberal Paulo Guedes, que mantém o emprego, mas abandonou as convicções, a responsabilidade pelo caos é transferida para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É ocioso lembrar que as agências que, em teoria, fiscalizam as empresas para as quais foram repassadas subsidiárias das antigas estatais, sempre foram dirigidas por paus-mandados dos governantes federais de plantão. O caso mais angustiante, mas não o único, é o da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dirigida pelo contra-almirante Antônio Barra Torres, negacionista e bajulador do presidente Bolsonaro. André Peppitone foi nomeado para a presidência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto de 2018 pelo ex-presidente Michel Temer. O diretor do ONS,  Luiz Eduardo Barata Ferreira, é petista, foi nomeado por Dilma Rousseff e reconduzido por Temer. Peppitone e Barata foram afastados dos cargos pelo juiz federal João Bosco Costa Soares Batista como óbvios culpados. E as diretorias foram mantidas por decisão do 1.ª Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF 1).

A mera leitura do parágrafo anterior permitirá ao leitor ter uma ideia do saco de gatos que mantém o povo de Macapá no inferno de Dante Alighieri na vida real. Aneel e ONS mantêm relações estreitas com o Ministério das Minas e Energia. O ministro é o contra-almirante Bento Albuquerque que, ao contrário de seu chefe imediato, o capitão Jair Messias, viajou para o Estado em pane duas vezes antes da terceira, agora em companhia do próprio no sábado passado. Dois dias antes, respondeu, meio irritado, a um repórter que ele já tinha cumprido seu dever ao mandar publicar no Diário Oficial instruções para a retomada da normalidade. Em seguida, outra chuva provocou mais um apagão. Que lambança, hein?

Na sexta-feira, 20, o presidente Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio (TJ/RJ), desembargador Bernardo Garcez. Este fugiu da imprensa escondendo-se atrás de uma pilastra, onde, imaginou, não seria visto. Como lembrou O Antagonista, Garcez integra o órgão especial que julgará denúncia do MP/RJ contra o senador sonso Flávio Bolsonaro, primogênito do capitão.

No sábado, 21, após ter acompanhado o fiasco de candidatos por ele apoiados, de forma criminosa, em lives gravadas em próprios públicos, o chefe do governo foi a Macapá a convite do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Este perdeu, em 2014, a eleição para o governo do Amapá e conquistou, em 2018, vaga para o Senado, cuja presidência ocupou em fevereiro de 2019 em eleição fraudada, na qual de um total de 81 senadores 82 “votaram”.

Na viagem-relâmpago dos dois presidentes de Poderes, Bolsonaro e Alcolumbre, foi inaugurado, pasme a Nação, um gerador a óleo Diesel, que não encerrou o calvário do rodízio de eletricidade. Pois a providência que o contra-almirante Bento, também protagonista do ridículo atroz, mandou publicar dela não deu cabo. O povo do Amapá, que garantiu a sobrevida de José Sarney na política, quando o ex-presidente foi enxotado do Estado em que reinava, o Maranhão natal, na certa não terá muito a se orgulhar do fato de ter fornecido a tragédia pronta para definir o país inteiro. Como faz com  fúria contra a imunização da covid-19, o chefe do Executivo fez propaganda do irmão do comparsa do Centrão, que preside o Legislativo, sem a menor cerimônia. E este não se fez de rogado ao produzir a pérola que não é besta de jogar aos porcos: “o maior prejudicado com o apagão é meu irmão”. Outra rima que não é solução. Essa versão nortista das irmãs Cajazeiras da telenovela O Bem Amado, de Dias Gomes, inspira Bolsonaro a usar sem medo de ser feliz a retórica de Odorico Paraguaçu, de Sucupira.

Em homeagem à “banana, menina, tem vitamina, engorda e faz crescer”, esta não é a republiqueta de bananas, mas, sim, o principado das trevas, sob um príncipe que dispensa o cérebro para governar com o fígado azedo. O coitado do Amapá continua ao deus-dará, produzindo mais uma mísera rima, que não é solução de nada. E o Brasil todo idem ibidem.

*Jornalista, poeta e escritor


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O Jornal do Poder

24/11


2020

Jogada fora a chance do nocaute

Marília Arraes, candidata do PT à prefeita do Recife, perdeu uma excelente oportunidade de nocautear o adversário João Campos (PSB), quando lhe caiu no colo a temática corrupção como pergunta ao adversário no debate da TV Jornal, encerrado há pouco.

Recife é campeã em recebimento de transferências de recursos federais da Covid-19. Bolsonaro aportou aqui R$ 3 bilhões. Essa dinheirama ninguém sabe onde foi parar, mas os escândalos apareceram aos montes, num balaio que envergonha a sociedade recifense.

Deveria ela ter perguntado ao candidato-mirim sobre o cipoal de desvios em compra de material médico supostamente a ser usado no enfrentamento da pandemia, que está dando muito trabalho à PF e ao Ministério Público. O Recife, do prefeito Geraldo Júlio, que o imberbe esconde de vergonha, foi para as páginas policiais do País inteiro. Está sob investigação, depois de seis operações da Polícia Federal, uma penca de contratos cabeludos. Só para a compra dos famosos respiradores de porcos foram R$ 11 milhões destinados a uma empresa fantasma, com capital de giro de apenas R$ 50 mil.

João falar que é limpo e honesto, sendo apoiado por gente que desvia dinheiro federal para salvar a vida de quem agoniza num leito de hospital, só tem uma definição: cara de pau. Cobrar, por outro lado, de Marília explicações de uma ação arquivada e requentada pelo MP diante do mar de lama que emporcalha a cidade, é querer subestimar a inteligência dos recifenses.


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Comentários

Fernandes

Na primeira pesquisa de intenções de voto para o segundo turno da disputa pela Prefeitura do Recife, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) em parceria com a Folha de Pernambuco, Marília Arraes (PT) aparece com 54% dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) e João Campos (PSB), com 46%. A margem de erro máximo estimada do estudo é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com a utilização de um intervalo de confiança de 95,45%. Na levantamento estimulado, Marília Arraes registra 44% das citações e o postulante do PSB soma 38% das menções. Assim, o desempenho de Marília Arraes pode variar de 40,5% a 47,5%, enquanto Campos pode acumular de 34,5% até 41,5% das intenções de voto. Os eleitores que afirmaram votar branco, nenhum ou ainda anular o voto são 14%. Já os que não sabem ou não responderam são 4%.

Fernandes

Pesquisa Folha/Ipespe para Prefeitura do Recife: Marília tem 54% dos votos válidos e João, 46%

Fernandes

Agora é Marília bozoloide.

joao carlos da silva

Tem razão Magno, ela é apoiada simplesmente pelo maior bandido dovm Brasil, o marginal dos 09 dedos kkkkk


Abreu no Zap

24/11


2020

Morre pai de Zezé Di Camargo e Luciano

Pai de Zezé di Camargo e Luciano, Francisco José de Camargo, de 83 anos, morreu na noite de ontem, após 14 dias internado em um hospital particular em Goiânia. A informação foi confirmada pela assessoria da dupla na manhã de hoje.

Por meio de nota, o Hospital Órion, onde Francisco estava internado, informou que o paciente morreu às 23h05 por causa de uma parada cardiorrespiratória e uma "instabilidade hemodinâmica".

O velório começou às 10h, no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. O sepultamento está marcado para as 17h. Porém, as cerimônias serão restritas à família para evitar a disseminação do coronavírus.

Também de acordo com a assessoria, Zezé já está na capital goiana. Luciano, que mora em São Paulo, testou positivo para Covid-19 e está em isolamento em casa. Por isso, não irá ao velório.


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24/11


2020

Vertentes: Romero venceu as eleições contra as fakes news

Romero Leal (PSDB), prefeito eleito pela quarta vez no município de Vertentes, venceu as eleições do último 15 de novembro, enfrentando seus adversários políticos e as Fake News. O prefeito eleito revelou que, no decorrer da campanha, houve uma intensa oposição com tentativas de atingir sua reputação. “Nunca até hoje ninguém provou nenhum ato ilícito contra minha pessoa”. revelou ao Blog do Alberes Xavier.

O gestor admitiu que sua vitória se deu graças a maioria das pessoas que decidiram pelo andamento político administrativo e pela continuidade das políticas públicas. “Estamos estimulados, tranquilos e com a certeza do dever cumprido”, disse.

Com as ferramentas da dignidade, do trabalho e com ação, o gestor afirmou que está tranquilo e preparado para manter o ritmo de trabalho na cidade. “Haveremos nos próximos quatro anos mostrar para o povo para que viemos”, reafirmou. Romero destacou que as ações interrompidas devido ao surto do coronavírus serão retomadas na sua próxima gestão. “Vamos em busca de recursos para fazer muito mais pela cidade”.


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Banco de Alimentos

24/11


2020

Debate com farpas e acusações

No início do debate da TV Jornal, que acontece neste momento entre João Campos e Marília Arraes, candidatos a prefeito do Recife na eleição de segundo turno, a temática da agressão foi dominante. Logo de largada, Marília fez um protesto e acusou o adversário como responsável pelas baixarias que vem sendo feitas a ela na propaganda eleitoral no rádio e na TV.

João retrucou. Disse que em nenhum momento partiu para ataques e que o seu guia estava se reportando a matérias veiculadas pela mídia. Chegou a ressaltar que foi o PT que atacou o seu pai e chamou Arraes de Pinochet de Pernambuco.

Os candidatos trocam farpas o tempo inteiro, mesmo quando o tema é técnico e de problemas do Recife. João tenta carimbar Marília como parlamentar que cometeu ilegalidades em seu mandato, como contratos de funcionários fantasmas.

Marília disse, a propósito do assunto, que a denúncia já foi arquivada pelo MP, mas de forma irresponsável requentada pelo adversário.


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Fernandes

Pesquisa Folha/Ipespe para Prefeitura do Recife: Marília tem 54% dos votos válidos e João, 46%



24/11


2020

Acompanhe aqui o debate do Recife ao vivo

Os candidatos à Prefeitura do Recife João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) participam de debate na TV Jornal, neste momento. Assista aqui.


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Fernandes

Pesquisa Folha/Ipespe para Prefeitura do Recife: Marília tem 54% dos votos válidos e João, 46%



24/11


2020

Túlio acusa PSB de promover fake news contra Marília

O deputado federal Túlio Gadelha (PDT) emitiu, há pouco, uma nota desmentindo a matéria que foi veiculada no site da Revista Veja em que ele aparece insinuando que Marília Arraes, candidata do PT à Prefeitura do Recife, praticava rachadinha em seu gabinete. Segundo Túlio, o áudio está descontextualizado e a divulgação dele é mais uma fake news do PSB. Confira a nota.


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Fernandes

Na primeira pesquisa de intenções de voto para o segundo turno da disputa pela Prefeitura do Recife, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) em parceria com a Folha de Pernambuco, Marília Arraes (PT) aparece com 54% dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) e João Campos (PSB), com 46%. A margem de erro máximo estimada do estudo é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com a utilização de um intervalo de confiança de 95,45%. Na levantamento estimulado, Marília Arraes registra 44% das citações e o postulante do PSB soma 38% das menções. Assim, o desempenho de Marília Arraes pode variar de 40,5% a 47,5%, enquanto Campos pode acumular de 34,5% até 41,5% das intenções de voto. Os eleitores que afirmaram votar branco, nenhum ou ainda anular o voto são 14%. Já os que não sabem ou não responderam são 4%.

Fernandes

Pesquisa Folha/Ipespe para Prefeitura do Recife: Marília tem 54% dos votos válidos e João, 46%

Fernandes

Estão desesperados. Agora é Marília.

joao carlos da silva

O gigolô tá doidinho. Entregou sua professora de rachadinha kkkk



24/11


2020

Frente a Frente especial do segundo turno

No próximo domingo, quando eleitores de 18 capitais e mais 39 cidades acima de 200 mil eleitores voltam às urnas, em eleição decisiva de segundo turno, volto a ancorar o programa especial da marcha das eleições transmitido pela Rede Nordeste de Rádio.

Desta vez, ao lado dos convidados José Nivaldo Júnior, Ângelo Castelo Branco e Roberto Santos estarei nos estúdios da Rede Nordeste de Rádio, mas a cabeça do sistema continua sendo a Hits 103,1 FM, no Grande Recife. No primeiro turno, nossa base foi a própria Hits. 

Meus convidados formam um time de craques na análise da política e dos seus bastidores. Escritor, jornalista e marqueteiro, José Nivaldo Júnior é, também, comentarista do Frente a Frente e meu sócio no jornal O Poder.

Ângelo Castelo Branco, jornalista tarimbado, ex-secretário de Imprensa do Governo de Pernambuco, é autor de vários livros sobre política, entre eles Marco Maciel, o Artífice do Entendimento, que conta bastidores do ex-vice presidente da República, de quem foi secretário e assessor no Ministério da Educação.

Roberto Santos, por sua vez, é cientista político e blogueiro em Jaboatão dos Guararapes. O especial da marcha das eleições começa às 17 horas e só encerra na contagem do último voto, com destaque para Recife e mais sete capitais do Nordeste, além de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

Se ligue nessa!


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24/11


2020

TV Jornal realiza debate às 11h20

A TV Jornal promove, hoje, às 11h20, mais um debate entre os candidatos à Prefeitura do Recife. João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) vão travar mais um duelo de ideias para a capital pernambucana sob a mediação do apresentador Leandro Oliveira e a participação de jornalistas do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Vale a pena conferir!


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24/11


2020

Um modelo de gestão em live

Hoje, no horário do Frente a Frente, de 18 às 19 horas, vou entrevistar, em live pelo Instagram, o prefeito reeleito de Curitiba, Rafael Greca (DEM). O democrata, cria na vida pública do ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner, que se notabilizou pela implantação de um modelo de gestão inovadora e revolucionária em mobilidade urbana, foi reeleito domingo passado para o terceiro mandato à frente da capital paranaense.

A grande transformação de Curitiba, fundada em 1693, começou há quatro décadas. Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, o padrinho político de Greca, chegou à Prefeitura em 1971. A estreia do novo Governo municipal foi polêmica e marcou um precedente: Lerner decidiu encerrar o tráfego na rua XV de Novembro, uma avenida recheada de negócios e carros. 

Os comerciantes negaram-se a fazer isso, preocupados com a perda de clientes, e organizaram um bloqueio à rua no sábado. Ao chegarem, encontraram dezenas de crianças desenhando no asfalto. Em tempo recorde (um fim de semana), Curitiba inaugurou a primeira via de pedestres do Brasil. Desde então, é tradição que as crianças desenhem no chão aos sábados.

O prefeito desenvolveu, com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), que existe até hoje, um modelo de transporte inovador. Na contramão de outras grandes cidades, decidiu ignorar o metrô, por considerá-lo caro e pouco eficiente. Decidiu que os ônibus usariam vias expressas exclusivas nas ruas principais da cidade. 

Em seguida, nos anos oitenta, afinou o sistema: criou estações em forma de tubo que estão na altura das portas dos ônibus, onde os passageiros compram seus bilhetes antes de entrar (um sistema nada comum no Brasil, onde se paga a passagem ao cobrador ou ao motorista). 

Os ônibus passavam a cada minuto. O chamado Transporte Rápido por Ônibus (BRT, na sigla em inglês) tornou-se rapidamente um ícone, especialmente em um país onde os habitantes das grandes megalópoles, São Paulo e Rio de Janeiro, sofrem diariamente com o transporte público, e onde não é raro que um trajeto da periferia ao centro dure duas ou três horas.

Atualmente, por volta de 300 cidades usam o modelo BRT criado em Curitiba. Aproximadamente 45% da população da cidade utiliza o transporte coletivo, segundo a Prefeitura, e a rede transporta por volta de 2,3 milhões de pessoas por dia, de acordo com o IPPUC, que usa como exemplo o metrô de Londres, com três milhões de passageiros diários.

Paradoxalmente, Curitiba tem a maior frota de veículos do país (aproximadamente 1,4 milhão). Tem a ver, dizem os especialistas, com o fato de ser a quinta maior econômica nacional, segundo dados de 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB per capita da cidade, atrativa para a indústria, gira em torno de 42.900 reais, contra os 28.800 da média do Brasil.

Greca, que sucedeu a Lerner, é engenheiro urbanista. Nos 300 anos de Curitiba, quando não havia reeleição, a cidade ganhou o Prêmio Mundial do Habitat das Nações Unidas pelo conjunto da sua obra. Curitiba é a única cidade a ter praticado a recomendação da Organização Mundial da Saúde de 50% da lotação dos ônibus na pandemia. Foi promovida uma higienização sem precedentes no Brasil e no mundo. O colapso da saúde não aconteceu.

Três hospitais foram erguidos em menos de dois meses. O Fundo de Emergência de Curitiba,  de R$ 600 milhões, não foi consumido e todas as despesas são pagas em dia. No transporte coletivo, o usuário paga apenas uma tarifa para determinados trajetos entre Curitiba e demais municípios da região, mesmo que precise trocar de linha. 

Desde outubro de 2019, a Prefeitura de Curitiba reduziu o preço da tarifa de ônibus para alguns horários e linhas do transporte coletivo. Enquanto o valor da tarifa comum é de R$ 4,50, estas linhas custam R$ 3,50. 

Em 2018, Greca lançou o Cohab Solar, desenvolvido pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). A proposta do programa é instalar placas fotovoltaicas em moradias sociais, a fim de diminuir a conta de luz paga pelo usuário por meio do consumo de energia solar.


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