Jaboatão vai conquistar você

14/01


2022

Sempre gostei de pinga!

Falecida em julho de 2021, a jornalista Fabiana Queiroz, esposa do meu amigo e também jornalista Gabriel Garcia deixou um livro de crônicas incompleto. Amante da vida e das palavras, a moça do sorriso largo não concluiu seu livro, mas apostava que as histórias sobrevivem enquanto alguém tiver interesse em lê-las. Ainda bem que o seu marido tem absoluto apreço pelos textos da mulher. Abaixo, um dos textos primorosos de Fabiana enviado por Gabriel. Confiram!

“Não, essa história não é sobre mim, mas preciso de passar pela pinga, ou pela minha queridíssima fornecedora da melhor pinga dos goyases para que entendam de onde tirei tudo o que venho apresentar para vocês nessas crônicas adaptadas!

Por cerca de seis meses, viveria em Goiás Velho para levantar mais informações e entrar no ambiente da cidade que foi objeto de minha tese de mestrado.

Voltando à pinga, um dia, ao conversar com seu Nenzim do bar, soube que as cachaças que ele servia eram produzidas ali mesmo na região, num alambique bem artesanal que havia cerca de 15 quilômetros ao norte da cidade. A representante comercial por assim dizer morava na cidade, numa casinha bem modesta de fachada branca com portas azuis claras, passando a ponte da batata, seguindo a rua torta e ascendente que levava à paróquia.

Era Dona Menão, uma viúva como tantas outras, cuja personalidade havia sido reduzida e desidratada por décadas de um casamento prático com o Seu Menão, falecido há plácidos 8 anos. Ela havia sido dele por tantos anos que nem conseguia mais fazer valer seu próprio nome, nem na vizinhança nem na cidade. Mas era uma senhorinha muito simpática que aproveitava a visita dos clientes para longas conversas sobre a Goiás de outros tempos. Sempre contava as coisas com uma leveza tão crível que a gente pensava que tinha sido tudo tão bom como ela fazia parecer.

No começo, eu comprei três garrafinhas pequenas com diferentes sabores para provar. Foi uma aquisição lenta. Por mais de 50 minutos houve relatos adoráveis naquela voz macia, que falava um português meio truncado, mas com gosto de interior, de roça. Cada sabor tinha uma história, cada fruta vinha de um lugar mais para dentro da Serra Dourada. Tinham em comum o segredo daquelas bebidas tão únicas: todas eram curtidas ali mesmo, no quintal de Dona Menão, e ela fazia tudo sozinha!

Visitas familiares baixaram meu estoque daquelas atrevidas bebidinhas. Voltei à meia-porta da ladeirinha com meu irmão para mais daquele sabor para mim e para que levassem de volta à Brasília para presentear alguns amigos apreciadores. Os cabelinhos brancos se viam de longe, naquele fim de tarde quente. Fomos recebidos com festa. O volume das vendas entusiasmou Dona Menão, mas houve pouca conversa. Era hora de preparar a janta e ela não podia se demorar.

Quando fiquei sozinha com as minhas novas garrafinhas na casa novamente vazia, ajeitei-as calmamente sobre a mesa da cozinha para beber delas só daí a alguns dias. Meu paladar estava um tanto alterado pelas cervejas e comilanças da véspera e não queria desperdiçar aqueles sabores.

Eram 7 no total. Jaboticaba, tamarindo, buriti, cagaita, cajuzinho-do-cerrado, pitomba e pequi. Aqui as menciono na ordem decrescente de minha preferência. Jaboticaba era adocicada, licorosa, tinha um tom arroxeado bem bonito se colocada contra o sol. Foi a que acabou primeiro. Pequi já não gostei. Cheiro e gosto fortes demais. Só o amarelo do líquido era atrativo. Pena que as garrafas eram tão bagunçadas, cada uma de um formato diferente. Por rolha, um pedaço de sabugo de milho. Não serviam para decoração.

Voltei no final do meu primeiro mês na cidade para comprar mais pinga com jabuticaba, agora numa garrafa grande, para durar mais tempo. Encontrei Dona Menão mais disposta e dessa vez falamos até a noitinha. Ela até perdeu a hora da janta. Dei corda para suas histórias e não pude pensar em oradora mais orgulhosa e animada. Só quando falava do marido que os olhos baixavam da linha do horizonte, mas foram poucas vezes que o mencionou.

Contou de Cora Coralina. Disse que tinham sido um pouco amigas, mas que depois que ela se perdeu e a cidade inteira lhe virou as costas, quando ela se amasiou com aquele cavalheiro e mudou para longe para escapar da maledicência, perderam contato. Quando a poeta voltou para a cidade décadas depois, ainda carregava a pecha de leviana e Dona Menão, por ordem do marido, manteve-se à distância. Por não cortar completamente os laços com aquela mulher que ela admirava pela coragem e ousadia, vez que outra conseguia um portador que lhe fizesse chegar a Cora uma de suas garrafas mais saborosas, a qual fazia acompanhar de um curto bilhete com o seu nome em garatujas. Era tudo que podia escrever e sabia que a destinatária gostava muito de palavras.

Prometi que voltaria para prosear mais daí uns dias, mesmo que não precisasse de mais bebida. Era só para ouvir dela as anedotas de uma vida tão longa quanto trivial. Como podia haver tanta coisa para contar nunca cheguei a entender. Mas era delicioso passar algum tempo imersa num passado marinado pela distância, amolecido e açucarado. Diziam que ela contava 93 anos, mas nunca achei momento para confirmar a informação.

As visitas passaram a ser mais frequentes, voltava lá quase toda semana, quase sempre às quintas, que era o dia mais sossegado na casa. Levava bolo, biscoitos de pacote (como ela mesma falava!), pequenas guloseimas que ela comia com parcimônia entre uma historinha e outra. Ela perguntava como iam meus estudos com curiosidade. Expliquei que trabalhava em um documento muito antigo, de muito antes dela nascer, da época em que ainda havia ouro pelas redondezas. Tinha que entender o que estava escrito e adaptar para a linguagem dos nossos dias. Recebi um olhar brilhante de quem teve uma grande ideia. Fez menção de se levantar, mas desistiu. Logo engatou na história do Mascate João Damasceno, de quem havia comprado umas panelas muito pesadas havia mais de trinta anos, mas que ainda serviam como se fossem novas.

Um pouco frustrada pelos parcos avanços da tese, aceitei o fato de que teria de prolongar minha estada por pelo menos mais seis meses na antiga capital goiana. Reduzi minhas incursões às cachoeiras, ao bar de seu Nenzim e à casa de Dona Menão para me dedicar de forma quase exclusiva, um tanto alucinada ao documento que me levara à pequena cidade.

Numa tarde de quarta, já à beira da insanidade, decidi dar uma volta. Ia rumo à casa da minha amiga nonagenária quando divisei, de longe, a porta toda fechada e a janela apenas entreaberta. Nunca me havia deparado com aquela configuração na faixada. Bati e veio me receber a vizinha carrancuda, Dona Mariana. Contou-me com tristeza que a amiga estava adoentada e que havia dormido, pelo que me pediu que voltasse no dia seguinte.

Fiquei com o coração apertado e custei dormir aquela noite. Depois do meu café da manhã e antes de o sol estar muito alto no céu, cruzei ansiosa a ponte da batata. Senti uma espécie de alívio quando vi a meia porta aberta e a janela fechada. A cara de Dona Mariana se projetava com um olhar mais animado. Quando me viu já disse logo que Dona Menão estava melhor e que queria me ver se eu aparecesse.

No quarto quente, com pouca luz, a senhorinha descansava sua velhice e lutava sem muita disposição para melhorar e seguir nesse mundo dos vivos. Demostrou alegria ao me ver com um sorriso tímido e pediu que me aproximasse. Disse que não ia fazer rodeios e que tinha poucas esperanças de chegar à época das chuvas, período favorito do ano, quando o cheiro de vida e terra molhada tomava conta da cidade e a possibilidade de que o rio transbordasse trazia sempre alguma estranha expectativa.

No banquinho à esquerda da cama, que servia de criado mudo improvisado, apontou para uma espécie de pasta rústica, em couro engraxado. Falou que não tinha muito na vida, mas que queria deixar de herança para a amiga da cidade um dos seus tesouros mais preciosos, mas que pouca gente saberia dar valor. Peguei o vulto e quando ia abrir, ela pediu que não o fizesse, que levasse como estava e guardasse num canto seguro e que só visse o conteúdo depois que ela já não pudesse nem fabricar e nem beber as deliciosas cachaças. Que jeito leve de se despedir ela arranjou!

Conversamos um pouco ainda, mas ela parecia exausta. Antes de sair, ainda olhei com toda a ternura que pude para aquele rosto singelo, emoldurado pelos cabelinhos ralos e brancos, e mandei um beijinho de longe, tentando imitar o gesto que ela tantas vezes havia feito para mim quando começava a descer a ladeira depois de nossas agradáveis tardes.

Soube logo cedo, pelo caixa da padaria, que Dona Menão havia falecido na madrugada e que o enterro seria às quatro da tarde. Havia bastante gente naquele funeral simples. Eram vizinhos, clientes, amigos e as senhoras da igreja, que nunca perdiam a chance de ver o Padre Hipólito falar, fosse qual fosse a ocasião. O caixão era simples e as flores, em sua maioria, colhidas e não compradas como quando o defunto era rico. Choro houve pouco. A senhora era muito querida, mas já estava bem velha e a doença ajudou a preparar as pessoas para a despedida.

Levei ainda umas semanas para ver o que havia na pasta de couro que Dona Menão me havia presenteado com tanta ponta e orgulho. Terminei de escrever o texto para o mestrado e já me preparava para deixar a cidade quando, num fim de tarde, perto da hora em que costumava ir ver minha amiga, sentei-me no alpendre, com a derradeira garrafa de pinga com jabuticaba e um copinho na mesa em frente e a bolsa no colo.

Ao abrir o fecho, um cheiro de papel velho subiu forte e espesso. Eu realmente gostava daquele odor. Puxei uma pilha de folhas em formatos vários e diversos tons de amarelo e marrom. Eram recortes de jornal com fotos, cartas, bilhetes e documentos de família que a velhinha havia colecionado durante anos, na vã esperança de um dia poder lê-los com seus próprios olhos e habilidades. Numa revisão rápida percebi 1950, 1962, 1970. Eleições, certidão, crônica. Letras e números fervilhavam em minha cabeça.

Filhos eu não teria, por opção. Árvores já havia plantado umas quantas. Daqueles pedaços de história nasceria o tão sonhado livro. Das funduras daquele Goiás, guardado numa gaveta improvável, o tesouro de Dona Menão se tornaria o volume Crônicas Adaptadas em que ainda estou trabalhando e cujo delicioso conteúdo espero poder compartilhar com todos os que como eu sabem apreciar uma boa chachaça, um bom fim de tarde e algumas histórias que o tempo amarela, mas que sobreviverão enquanto alguém teimar em relê-las!”


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Caruaru - Jan 2022

Confira os últimos posts



16/01


2022

PSDB realiza encontro em Gravatá amanhã

O PSDB Pernambuco promove em Gravatá, amanhã (17), o seu primeiro encontro do ano. Em pauta, o fortalecimento do partido no Agreste e resultados de gestões tucanas na região, entre outros assuntos. O debate, no Centro de Desportivo Gravataense (CDG), a partir das 18h, promete seguir os protocolos de saúde que o momento exige e será coordenado pela presidente do PSDB em Pernambuco e prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, e pelo ex-prefeito de Gravatá e anfitrião do evento, Joaquim Neto.

“Esse encontro é mais um importante passo do nosso partido dentro do processo de preparação para as eleições deste ano, que está sendo consolidado com diálogo com lideranças, os nossos pré-candidatos e a população de todas as regiões do estado”, destacou a presidente do PSDB Pernambuco, Raquel Lyra. “Gravatá inicia os debates deste ano discutindo o papel do nosso partido na construção de uma nova agenda para o Agreste e para Pernambuco”, complementou Joaquim Neto.

Lideranças de toda a região já confirmaram presença no evento que será restrito para 300 convidados. Todos os participantes devem comprovar esquema vacinal completo (duas doses ou dose única para quem tem até 54 anos e o reforço para quem tem a partir de 55).


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

16/01


2022

Ministros do STF esperam mais ação de Aras contra Bolsonaro

Veja

Ministros do STF próximos a Augusto Aras dizem que ele vai abrir inquéritos contra Jair Bolsonaro na volta do recesso. O chefe da PGR tornou-se alvo de críticas frequentes por abrir investigações preliminares com o presidente e raramente avançar para apurações mais sólidas.

Os ministros do Supremo ouvidos pelo Radar acreditam na abertura de inquéritos, mas só. Denunciar o presidente por crimes, no entanto, é algo bem distante dos planos de Aras, dizem.


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Petrolina Dezembro 2021

16/01


2022

Bahia: bombeiros fiscalizam limite de público nos eventos

A edição do Diário Oficial do Estado (DOE) da última sexta-feira (14) traz o decreto determinando que o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia observe a aplicação de penalidades a estabelecimentos que descumprirem o limite máximo de público nos eventos realizados no estado. As punições são: advertência escrita; multa; embargo temporário ou definitivo de obras e estruturas; interdição total ou parcial de obras, eventos, estabelecimentos, máquina ou equipamento e cassação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – AVCB.

Na última segunda-feira (10), após reunião com a secretária de Saúde, Tereza Paim, o governador Rui Costa decidiu reduzir de 5 mil para até 3 mil o número máximo de em eventos em todo o território baiano, incluindo estádios de futebol. O decreto foi publicado na terça-feira (11) e vale até o dia 25 de janeiro.

Além do número máximo de 3 mil pessoas, os eventos devem obedecer a regra de lotação máxima de 50% da capacidade de cada local. Estão mantidas no decreto as obrigatoriedades da comprovação de vacinação contra a Covid-19 e do uso de máscara pelo público participantes dos eventos. Essa exigência se estende a bares e restaurantes, que exigir dos clientes o comprovante de vacinação.

As informações são do portal Bahia Pra Você.


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16/01


2022

Meu fotógrafo mirim

João Pedro, meu ponta de rama, de apenas 8 anos, fez, há pouco, do meu celular, este clique do pôr-do-sol em Serrambi. Ele adora fotografar, fazer vídeos e dar uma de repórter. Dos quatro filhos, será ele meu sucessor no Jornalismo?


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Arcoverde janeiro 2022

16/01


2022

Anderson vai ao encerramento da Festa de Santo Amaro

Uma das mais tradicionais festas do calendário religioso católico do Brasil, a 424ª edição da Festa do Glorioso Santo Amaro, no Jaboatão dos Guararapes, teve seu encerramento, na noite de ontem (15), após 10 dias de celebrações eucarísticas e manifestações religiosas. A última missa foi celebrada pelo arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, ao término da procissão que percorreu ruas e avenidas da região central da cidade para levar o andor com a imagem do padroeiro do município.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, as celebrações eucarísticas precisaram se adaptar para seguir os protocolos sanitários em vigor, com limitação do público presente, exigência do uso de máscara e respeito ao distanciamento social. As missas foram transmitidas ao vivo, por meio do canal da Paróquia de Santo Amaro no YouTube. A realização da Festa do Glorioso Santo Amaro conta com o apoio da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, por meio da Secretaria Executiva de Turismo e Cultura.

O prefeito Anderson Ferreira (PL) participou da missa de encerramento. O gestor aproveitou a ocasião para registrar votos por um ano melhor e ressaltou a amizade com o padre Damião Silva. “Estivemos presentes em mais uma grande e importante festividade ao lado da comunidade católica do nosso município, em Jaboatão Centro. Um evento que ressaltou a importância da fraternidade e da união entre as pessoas, e de um momento muito especial ao lado do nosso amigo padre Damião Silva, que tão bem nos acolheu quando iniciamos esse trabalho de transformação social em nosso município”, disse Anderson.

“A Festa do Glorioso Santo Amaro é um momento de grandiosidade não apenas para os católicos, mas para todos que comungam do sentimento de união e de fé entre as pessoas. O prefeito Anderson Ferreira sempre se pôs à disposição para ajudar por meio da prefeitura e esse apoio tem sido fundamental para que a gente consiga fazer uma festa melhor a cada ano”, destacou o padre Damião Silva. “Santo Amaro nos deixa a lição da fraternidade, da união entre os povos no enfrentamento às dificuldades. É realmente uma grande bênção poder realizar essa festa ano após ano”, acrescentou dom Fernando Saburido.


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Serra Talhada 2021

16/01


2022

Washington Olivetto: “Rádio continua vanguarda”

O Globo

O rádio passa por uma profunda transformação diante do avanço do áudio digital. Apesar das mudanças sofridas, ele preserva um conjunto de características que o torna capaz de absorver e explorar uma série de inovações, na avaliação de especialistas que compuseram a mesa de discussão “30 anos da CBN: das ondas ao podcast, o futuro do áudio”, no Palco do Conhecimento, na Rio Innovation Week.

Para Washington Olivetto, publicitário e fundador da W/GGK, da W/Brasil e da WMcCann, tanto o rádio quanto o podcast - que se popularizou nos últimos anos - possuem capacidade singular de lidar com a instantaneidade e a imaginação do público se comparado aos demais meios de comunicação:

"O rádio continua vanguarda por ter duas características imbatíveis: a instantaneidade e a capacidade de mexer com a imaginação das pessoas. Esse tipo de imaginação o rádio sempre vai ter e o podcast também. E isso bem produzido tem tudo para ser cada vez mais sucesso, seja para os anunciantes que apostaram nisso, seja para as agências que precisam de prestígio para trabalho criativo."

Márcia Menezes, head de Jornalismo Digital da Globo, destaca que o formato do áudio traz “uma temperatura do que está acontecendo” e mistura, no jornalismo, a informação com a “emoção e a verdade”.

Isso permite, avalia, que o mercado teste programas em áudio com formatos de curta e longa duração, a depender do consumo. A revolução trazida pelos podcasts, inclusive, expõe o potencial do áudio digital no mercado brasileiro:

"A voz traz o componente do humano, da verdade. Fizemos uma pesquisa em 2020 no Brasil que mostra que os novos formatos de áudio entram muito nas áreas urbanas, especialmente Sudeste e capitais do Nordeste. Ele captura - seja jornalismo ou entretenimento - várias gerações, especialmente entre os jovens a partir de 15 e 16 fala muito com a população brasileira, com a classe C."

Na avaliação de Marcelo Kischinhevsky, professor e pesquisador de Rádio da UFRJ, o rádio se adaptou melhor ao ecossistema digital do que a televisão aberta no país, que “demorou a entender o novo contexto de concorrência''.

Ele avalia que o rádio está cada vez mais inserido na lógica multiplataforma ao passo em que está presente no smartphone, nas mídias sociais, na TV por assinatura e até nos smart speakers (assistentes de voz). Uma das próximas tendências para os próximos anos, diz, será o formato de “rádio híbrido”:

"A BMW, por exemplo, fechou um acordo para ter equipado nos veículos de fábrica o rádio híbrido, que inclui o rádio digital via internet e o analógico. Você clica no painel do seu carro e ele busca nos dois formatos o melhor sinal e coloca pra tocar pra você. Além disso, tem outras coisas sendo estudadas no rádio híbrido que envolve a escuta não linear, em que o usuário pode ter acesso a listas de músicas que vão tocar na rádio e pular o que não quer ouvir ou ouvir fora daquela ordem, podendo voltar ao fluxo normal à qualquer momento. São algumas das novidades a nível internacional."

Potencial publicitário

Para Washington Olivetto, uma das frentes que ainda precisam ganhar corpo no Brasil é o investimento publicitário em áudio digital. Há vasto potencial de crescimento na área, diz ele: "Historicamente, o que fez o sucesso da publicidade brasileira foi a boa relação entre agências, veículos e anunciantes. Mais do que nunca, agora com o rádio, podcasts e a possibilidade de alguns assumirem características visuais, é fundamental que agências e anunciantes de veículos estejam unidos para a gente começar a fazer coisas cada vez de maior qualidade."


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SESC - Férias de Janeiro

16/01


2022

Os maiores pintores de Pernambuco (Final)

Da coluna de João Alberto

Romero Britto: Romero Francisco da Silva Britto nasceu no Recife, em 1963, de uma família muito humilde. Começou a pintar com oito anos e seus cadernos escolares estavam sempre repletos de pinturas. Estudou no Colégio Marista, com bolsa de estudos. Aos 14 anos, realizou sua primeira exposição e vendeu um quadro para a Organização dos Estados Americanos. Começou o curso de Direito na Unicap, mas no segundo ano trancou a matrícula e viajou para a Europa, onde ficou um ano hospedado na casa de amigos. Na volta, voltou a estudar, mas acabou desistindo de vez, descobrindo que a pintura era mais importante do que seu outro sonho: ser diplomata. Viajou para Miami, onde trabalhou como ajudante de jardineiro, caixa de loja e atendente de lanchonete. enquanto procurava uma galeria para expor sua obra, passou a mostrar seus quadros nas calçadas de Coconut Grove, bairro sofisticado de Miami.

Eles chamaram a atenção de Berenice Steiner, que o convidou para expor na sua galeria de arte. Foi o ponto de partida para uma carreira de enorme sucesso. Em 1989, foi convidado para fazer a campanha publicitária da Absolut Vodca que procurava um artista menos conhecido do que a bebida, uma vez que a empresa já tinha investido em artistas famosos como Andy Warhol, Kenny Schart, entre outros. O trabalho fez tanto sucesso que chamou a atenção da mídia mundial. E Ele foi contratado para fazer trabalhos para foi convidado para fazer a campanha publicitária da Absolut Vodca que procurava um artista menos conhecido do que a bebida, uma vez que a empresa já tinha investido em artistas famosos como Andy Warhol, Kenny Schart, entre outros. A obra de Romero Britto recebeu influência da Pop Art sendo representada por cores fortes e vibrantes, marcadas por linhas pretas que demarcam seus desenhos.

As formas geométricas de seus quadros refletem o estilo do movimento cubista, onde as figuras se misturam em um só plano. Em cinco anos, seus trabalhos começaram a a aprecer em galerias ao tredor do mundo, Retratou diversas personalidades, , Michael Jackson, Shakira, Elton John, Hillary Clinton, Obama e Michelle, a princesa Diana, Lula, Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro. Mantém uma galeria na Lincoln Road, uma das principais avenidadas de Miami Beach, onde estive com ela algumas vezes.  Sua arte está em quadros e esculturas e centenas de produtos licenciados com sua grife. Todas com a marca e o colorido do seu talento. Ele tem em São Paulo uma fundação, que arrecada fundos para diversas entidades filantrópicas. Romero Britto casou-se com a americana Cheryl Ann, com quem teve um filho, Brendan Brito, o que lhe garantiu a cidadania norte-americana. É hoje, o pintor pernambucano com maior mercado internacional.

José Patrício: Nasceu em 1960 no Recife. Frequentou a Escolinha de Arte do Recife e realizou sua primeira exposição em 1983, na Oficina Guianases. onde foi diretor artístico. Com bolsa da CNPq passou dois anos fazendo estágios em instituições de Paris. Seu trabalho se realiza na fronteira entre instalação e pintura, misturando esses gêneros. Sua prática parte do arranjo de objetos cotidianos, tais como dominós, dados e botões, a fim de criar padrões e imagens que podem ter caráter geométrico ou orgânico, ainda que não deixem de resguardar uma familiaridade enigmática com o cotidiano, tendo em vista a possibilidade de se reconhecer aqueles elementos nas composições. Realizou várias exposições no Brasil e exterior. Para assinalar os 45 anos de pintura lançou o livro Percursos de Criação, uma mescla de biografia, catálogo e diário pessoal.

Demazinho Gomes: Uma figura que brilhou muito na nossa sociedade, inclusive no período em que foi casado com a diva Helena Pessoa de Queiroz, aprendeu pintura, mostrando muito talento. Mostrado em várias exposições no Recife. Têm quadros em várias pinacotecas particulares do Recife, Rio me São Paulo. Está com uma coleção pronta e espera o fim da pandemia para expor

Romero Andrade Lima: Nasceu no Recife em 1957. Começou a pintar como autodidata, mas recebendo a orientação do seu tio e padrinho Ariano Suassuna. A partir de 1988, como contraponto à sua produção individual de artista plástico, passou a integrar-se a diversas realizações em grupo no teatro e vídeo Atualmente pinta e esculpe cotidianamente e expõe e vende seus trabalhos no Recife. Cria também roteiros e desenhos de cena do cinema que pretende realizar. Está sempre se inspirando nas obras de Ariano Suassuna e já realizou dezenas de exposições, de ilustrações de livros, de cenários de peças de teatro.

Satyro Marques: Nasceu em Alagoas e quando veio servir no Recife como dentista da Aeronáutica, quando se tornou amigo dos colunistas sociais, que apoiaram sua primeira exposição, na antiga Galeria Firenze, em 1972. Todas suas telas tinham como tema cavalos e longo se tornaram o maior sucesso, Depois, foi morar no Rio, onde fez uma carreira de sucesso.


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Bandeirantes novembro 2021

16/01


2022

Sudene vai oferecer apoio financeiro para startups

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste Sudene vai investir R$ 6 milhões para apoiar projetos de startups voltados à área de pesquisa, desenvolvimento e inovação e associados ao desenvolvimento regional. A ação inédita foi anunciada nesta quinta-feira (13) durante a assinatura de um acordo de cooperação com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). A ideia é que a Sudene apoie 11 startups em cada um dos estados da área de atuação da autarquia.

Os projetos serão escolhidos de forma adicional ao portfólio de iniciativas já inscritas no Programa Centelha II, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A Sudene irá participar financeiramente, na forma de subvenção econômica, diretamente nos projetos selecionados pelas entidades de amparo à pesquisa inscritas pela FINEP no Programa Centelha II.

Os recursos custodiados no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) serão repassados por meio de termo de outorga diretamente às empresas de pesquisa, desenvolvimento e inovação selecionadas. As startups interessadas em participar do processo devem consultar os editais abertos em cada um dos estados através das suas respectivas instituições de amparo à pesquisa e desenvolvimento.

A celebração da parceria com a Fapeal consolida a estratégia da Sudene de promover a competitividade das diferentes atividades produtivas regionais através do estímulo à inovação. A autarquia planeja criar um ecossistema mais consistente de geração de produtos e serviços que consigam disseminar a cultura empreendedora e melhorar as estruturas econômica e social da região.

Além de ressaltar o ineditismo da ação da Sudene, o superintendente da autarquia, general Araújo Lima, destacou o esforço da instituição em mobilizar parceiros para viabilizar projetos. “O projeto não é só da Sudene, mas de todos que estão aqui. Temos a capacidade de colocar na mesa interlocutores que, sem a nossa participação, talvez não se encontrassem”.

Fomentar a inovação é uma das premissas do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), proposto pela Sudene e que se encontra em tramitação na Câmara Federal através do projeto de lei 6163/2019. A proposta reúne um conjunto de programas e ações articulados pela Sudene em parceria com os governos estaduais e instituições de fomento ao desenvolvimento regional para estimular a atração de projetos, a diversidade das atividades produtivas e a melhoria dos indicadores sociais da área de atuação da autarquia.

Orçamento inédito

A liberação dos recursos próprios para custeio de projetos em pesquisa e desenvolvimento é uma conquista histórica da Sudene, ocorrida no ano passado. Os valores correspondem à parcela de um 1,5% do montante do produto de retorno das operações de financiamentos concedidos com recursos do FDNE. A Sudene conta com aproximadamente R$ 35 milhões em recursos.

Participações

Pela Sudene, participaram do encontro o superintendente, general Araújo Lima, os diretores Raimundo Gomes de Matos (planejamento e Articulação de Políticas) e Sérgio Wanderley Silva (fundos, incentivos e atração de investimentos), além do coordenador-geral de Estudos, pesquisas, tecnologia e inovação, Marcos Falcão.

A equipe recebeu os representantes da Fapeal, Fábio Guedes Gomes (presidente) e João Vicente Ribeiro Barroso da Costa Lima (diretor executivo de ciência e tecnologia), além de Roberto Germano, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e presidente regional do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); José Fernando Thomé Jucá, diretor-presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe); Rubens Freire, Secretário Executivo de Ciência e Tecnologia da Paraíba e Rafaelly Fortunato, analista de fomento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).


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Pousada da Paixão

16/01


2022

O vergonhoso acesso aos resorts de Porto

Se nas principais e mais cobiçadas praias do litoral sul de Pernambuco, visitadas por turistas do mundo inteiro, que lotam resorts, hotéis e pousadas, as estradas estão assim, imagine nos grotões!


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16/01


2022

Gilvandro assina ordem de serviço para projeto do novo hospital

A ordem de serviço da elaboração do projeto básico do futuro hospital municipal de Belo Jardim foi assinada, na última quarta-feira (12), pelo prefeito Gilvandro Estrela (DEM). O projeto do hospital que vai garantir 100 leitos deve ser entregue em um prazo de 120 dias. A nova unidade foi compromisso de campanha de Gilvandro Estrela será um importante passo para se consolidar como mais um polo médico no Agreste de Pernambuco.  

“Os belo-jardinenses merecem um novo hospital no porte que estamos planejando e que iremos executar. Agora, vamos em busca dos recursos para entregar este projeto à população o quanto antes”, disse o prefeito.

O projeto do novo hospital de Belo Jardim prevê uma unidade com 100 leitos, sendo 90 de internamento e 10 de UTI, e deve ser referência em ortopedia. A obra vai gerar cerca de 500 empregos em sua construção e quando estiver em funcionamento serão mais de 300 oportunidades diretas para os profissionais da área de saúde.

“O novo hospital será uma realidade e a população de Belo Jardim terá uma unidade referência, com profissionais capacitados e um tratamento humanizado. Esse projeto é mais uma prova da nossa liderança para garantir ainda mais recursos para a cidade, a saúde de Belo Jardim vai continuar avançando”, disse Mendonça Filho. 

Ao lado do prefeito Gilvandro Estrela, o ex-ministro destacou que o projeto do novo hospital municipal vai garantir que Belo Jardim atenda a necessidade do município e seja o pontapé para a instalação de um polo regional de saúde na Cidade.

Mendonça reforçou que o trabalho de articulação política em Brasília rendeu, além do andamento para a construção do Novo Hospital,  somente em 2020 e 2021, quatro respiradores pulmonares e R$ 1,5 milhão para a saúde de Belo Jardim, verba foi utilizada no custeio da Atenção Básica e da média e alta complexidade. 

A nova unidade de saúde terá estrutura moderna, totalmente plana para conter os gastos com energia. Segundo a secretária de Saúde de Belo Jardim, Aline Cordeiro,  o projeto será pensado também na parte do atendimento humanizado, com quartos com varandas que possam auxiliar no tratamento e recuperação dos pacientes.

“O único hospital de referência em nossa região para ortopedia é o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, e a demanda é muito grande, ficando vários pacientes na fila de espera para este tipo de atendimento. Então, nosso foco é transformar o nosso futuro hospital em referência nessa especialidade”, explicou a secretária de Saúde, Aline Cordeiro.


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