Caruaru - Jan 2022

25/11


2021

Geraldo quer gastar R$ 1 milhão para contar árvores

EXCLUSIVO

Mais uma licitação polêmica na gestão de Geraldo Júlio (PSB) na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Agora, o ex-prefeito vai contratar uma ONG para o que está sendo chamado, segundo fonte no próprio Poder Executivo, de "contar as árvores de SUAPE". Geraldo vai gastar R$ 1.167.000,00 (um milhão e cento e sessenta e sete mil reais) para "estimar a biomassa e quantificar o estoque de carbono nas áreas da zona de preservação ecológica de SUAPE". A ONG contratada para a tarefa milionária tem sede na Iputinga, no Recife.

O que espantou os servidores do próprio Poder Executivo é que este gasto da gestão de Geraldo será feito desconsiderando o desemprego de 21,6% do Estado de Pernambuco, recorde nacional histórico anunciado em setembro. O IBGE revelou em setembro que o Estado bateu um recorde histórico nacional proporcional com 21,6% de desemprego em Pernambuco. Geraldo é o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado e sua função seria gerar empregos, mas, pelo visto, só está dando atenção às licitações da sua pasta.

Várias outras licitações polêmicas têm sido realizadas pela gestão de Geraldo a "toque de caixa". No início da gestão de Geraldo, SUAPE tentou comprar R$ 15 milhões em móveis de luxo para os escritórios do órgão público. A licitação dos "móveis de luxo" só foi cancelada após a ampla repercussão da denúncia do Blog nas redes sociais. Neste mês de novembro, a gestão de Geraldo anunciou querer cercar o Porto de Suape com uma cerca de arame farpado. O que causou surpresa nos servidores do próprio Poder Executivo, sob reserva de fonte, foram os números superlativos da nova licitação. Serão 171 quilômetros da cerca com arame farpado e estacas de madeira, maior que a extensão do famoso Muro de Berlim, na Guerra Fria. A gestão de Geraldo fez exigência que todas as estacas sejam individualmente pintadas de branco. O custo de mais esta extravagância da gestão de Geraldo no Estado ficará na “bagatela” de R$ 8 milhões.


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ALEPE - Ações Sociais - Janeiro 2022

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28/01


2022

PF vê indícios de crime e aponta atuação direta de Bolsonaro

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido elementos "da atuação direta, voluntária e consciente" do presidente Jair Bolsonaro no vazamento de dados sigilosos de um inquérito sobre ameaças às urnas eletrônicas.

A PF também informou que há indícios de crime na conduta de Bolsonaro, do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid – ajudante de ordens do presidente – e do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). Os três participaram da transmissão em rede social em que foram divulgados os detalhes sigilosos da investigação.

A análise consta em um relatório enviado ao Supremo em novembro pela delegada Denisse Ribeiro. O documento se tornou público nesta sexta (28), depois que o ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu retirar o sigilo do inquérito.

No relatório, Denisse afirma que não pediu o indiciamento de Bolsonaro e do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) porque há divergência, no STF, sobre a possibilidade de a Polícia Federal indiciar um político com foro privilegiado.

"Da mesma forma, a materialidade está configurada por meio da realização da própria live e dos links de disponibilização do material, situação que também não foi negada pelas pessoas ouvidas", afirma o documento.

Como o ajudante de ordens Mauro Cid não tem foro privilegiado, a delegada Denisse Ribeiro determinou que ele seja indiciado pela divulgação de documento sigiloso – "considerando que, na condição de funcionário público, revelou conteúdo de inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências".

Segundo a PF, o ajudante de ordens auxiliou o presidente na "live" e "promoveu a divulgação do conteúdo da investigação na rede mundial dos computadores, utilizando seu irmão para disponibilizar um link de acesso que foi publicado na conta pessoal de Jair Messias Bolsonaro. Tais ações permitiram que a cópia integral do inquérito fosse divulgada por diversas mídias".

Além de retirar o sigilo do inquérito, Moraes também decidiu, ontem, que Bolsonaro deve depor presencialmente à Polícia Federal sobre esse tema. O presidente, no entanto, não compareceu ao depoimento marcado para a tarde de hoje.


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

28/01


2022

João Alfredo adia o início de aulas presenciais

O crescente aumento de casos de Covid-19 e Influenza, inclusive com óbitos, levou o prefeito de João Alfredo, Zé Martins, a publicar, hoje, o Decreto Municipal nº 09/2022, determinando mais medidas restritivas na cidade do Agreste Setentrional. Desta vez, a medida inclui a suspensão de aulas presenciais em todas as escolas no âmbito municipal, sejam elas públicas ou privadas, até o dia 31 de março do corrente ano. Sendo assim, o semestre letivo deve começar de forma remota, com aulas pela internet.

Tanto as escolas municipais quanto as particulares já haviam preparado suas sedes para receber o alunado no início do próximo mês inaugurando o ano letivo de 2022, principalmente depois que a grande maioria dos educandos recebeu a vacina contra o novo coronavírus. Mas o comprovado avanço da variante Ômicron somado à Influenza tem preocupado o prefeito Zé Martins, os pais e professores, levando a municipalidade a adiar o início das aulas presenciais, cujo prazo poderá ser prorrogado ou antecipado, dependendo dos dados acerca da quantidade de pessoas contaminadas bem como do andamento da vacinação.

O reinício das aulas presenciais será definido em comum acordo com as instâncias de Saúde, Secretaria Municipal de Educação e escolas privadas. Vale lembrar que os alunos não serão prejudicados, tendo em vista que as aulas continuam de forma remota, visando garantir os 200 dias letivos e 800 horas-aula no ano. O prefeito Zé Martins frisa que todas as medidas tomadas até o momento são baseadas no protocolo de segurança da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Procuramos agir com muita responsabilidade, pois o que está em jogo é a saúde da população. De nada adianta forçarmos a barra agora e daqui a algumas semanas ver o agravamento dos casos e as unidades de saúde entrando em colapso e termos que parar tudo, prejudicando ainda mais a nossa já combalida economia”, pontuou o gestor.

De acordo com outro artigo do Decreto nº 09/2022, fica proibida a entrada em prédios públicos ou estabelecimentos privados, de pessoas que não apresentem os comprovantes do esquema vacinal completo e, conforme o caso, acrescido de resultados negativos dos testes para a Covid-19.


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Petrolina Dezembro 2021

28/01


2022

Câmara do Recife retoma atividades na terça-feira

Com a presença do prefeito João Campos (PSB), a Câmara Municipal do Recife retoma os trabalhos legislativos na próxima terça-feira, às 10h, em reunião solene que marca a Instalação da 2ª Sessão Legislativa da 18ª Legislatura. A solenidade ocorrerá no plenário, de forma híbrida (presencial e remota). De acordo com o presidente da Casa, vereador Romerinho Jatobá (PSB), a expectativa para este ano é que seja ainda mais produtivo que 2021, quando a Câmara atingiu números recordes em apresentação de matérias legislativas e participação popular.

Na reunião solene, quatro autoridades poderão fazer discursos: o presidente da Câmara, o líder do Governo e o líder da Oposição na Casa, além do prefeito da cidade. Conforme está previsto no artigo 54, inciso 7º, da Lei Orgânica, o chefe do Executivo deve “remeter mensagem e plano de governo à Câmara Municipal, por ocasião de abertura da Sessão Legislativa, expondo a situação do Município”.

O presidente Romerinho Jatobá está otimista com os trabalhos que serão realizados neste ano de 2022. “Nós esperamos um ano de muita produtividade, em que possamos pensar de fato na retomada econômica da nossa cidade. Também deveremos discutir projetos que, efetivamente, gerem emprego e renda para que o Recife volte a crescer”, afirmou.

Plenário – Este ano marcará a volta das reuniões Ordinárias e Extraordinárias ao plenário da Câmara Municipal do Recife, de forma híbrida, todas as segundas e terças-feiras, às 10h. O plenário sediará também as reuniões solenes. As audiências e reuniões públicas poderão ocorrer, presencialmente ou por via remota, no espaço do plenarinho. Já na sala das Comissões, ocorrerão as reuniões das comissões permanentes e especiais. Todas as atividades serão transmitidas, ao vivo, pelo site institucional e pelas redes sociais da Casa.

Romerinho Jatobá destacou que os desafios de modernizar a Câmara e aproximá-la mais da sociedade, mesmo durante a pandemia, são superados com muito trabalho e com o uso da tecnologia.  Para se ter uma ideia, a participação popular acompanhando as atividades da Casa, foi quatro vezes maior em 2021, do que a anotada em 2020, pelo canal do Youtube.

“O ano de 2021 foi um ano desafiador para todos nós que fazemos a Câmara Municipal e foi o ano em que nós mais produzimos. Produzimos em matérias legislativas, produzimos nos debates e nas discussões da Casa, e 2022 não ficará abaixo”, disse o presidente.


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28/01


2022

Ouça o Sextou com Cristina Amaral em homenagem a Nelson Gonçalves

Se o leitor não conseguiu acompanhar a entrevista da cantora Cristina Amaral ao quadro “Sextou” do programa Frente a Frente, em homenagem a Nelson Gonçalves, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique no link disponível e confira. Está incrível!


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Arcoverde janeiro 2022 - 2

28/01


2022

Anvisa libera venda de autotestes de Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, hoje, que vai liberar a venda de autotestes de Covid-19 no Brasil. A decisão não tem efeito imediato: cada empresa interessada em comercializar sua versão do produto precisa pedir o registro junto à agência, que vai analisar cada solicitação. A Anvisa informou que espera ter os primeiros produtos aprovados em fevereiro. As informações são do portal G1.

Resumo da decisão em 5 pontos:

  • Anvisa liberou a venda de autotestes, mas empresas precisam pedir registro antes da comercialização em farmácias ou estabelecimentos da área de saúde;
  • Resultado positivo não será considerado como caso confirmado de Covid-19;
  • Empresas podem - voluntariamente - criar sistemas com QRCode para registro dos resultados;
  • Autoteste servirá como triagem: Ministério disse à Anvisa que vai orientar busca por atendimento médico para quem testou positivo;
  • Resultado do autoteste não servirá para apresentação para viagens ou atestado médico.

A medida vale apenas para os testes de antígenos (feito a partir do swab que coleta o material no fundo da boca e do nariz e busca sinais de anticorpos gerados após a infecção), e não se aplica ao teste RT-PCR (mais preciso, mais demorado e que detecta a presença do material genético do coronavírus).

De acordo com os diretores da Anvisa, ficou definido que o Ministério da Saúde vai incluir orientações sobre o uso dos autotestes em uma atualização do "Plano Nacional de Expansão de Testagem para Covid-19" (PNE Teste).

Além disso, sem impor como condição, a Anvisa espera que as empresas desenvolvam estratégias para que – voluntariamente – os compradores dos autotestes informem os resultados por meio de sistema na internet.

A Anvisa aceitou a argumentação do Ministério da Saúde de que é preciso diferenciar o "registro do resultado de um autoteste" e a "notificação de um caso de Covid-19".

"A partir do resultado positivo, procure uma unidade de atendimento de saúde (ou tele atendimento) para que um profissional de saúde realize a confirmação do diagnóstico, notificação e orientações pertinentes", afirmou a relatora Cristiane Rose Jourdan Gomes, citando o ministério da Saúde.


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Serra Talhada 2021

28/01


2022

Santos Cruz diz que Bolsonaro sempre foi um covarde

Revista IstoÉ

Um dos primeiros a deixar o governo Bolsonaro, o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, prepara-se para entrar de vez na política. Depois de se filiar ao Podemos, mesmo partido do ex-juiz Sergio Moro, o general estuda uma forma de impedir que Lula ou Bolsonaro vençam as eleições de outubro. Uma das alternativas seria a eventual candidatura ao Senado, algo que ele ainda não definiu. Em entrevista à ISTOÉ, o militar disse que seu maior propósito é romper “com o fanatismo que adoece o Brasil e sempre termina em violência”. Ao longo de quase uma hora de conversa em seu apartamento em Brasília, ele atacou as atitudes tomadas por Bolsonaro, em especial quando expôs os nomes dos funcionários da Anvisa, responsáveis pela liberação da vacinação de crianças contra a Covid. “Expor os servidores foi criminoso. Isso é de uma covardia infinita. E Bolsonaro sempre foi covarde”, disparou o ex-ministro, que também chamou o capitão de traidor. “Muita gente que votou em Bolsonaro acreditava no discurso dele. Mas ele é um traidor de carteirinha. Seu governo destruiu a direita e o conservadorismo”.

Qual será o clima das eleições presidenciais deste ano?

Estamos vivendo em um País doente, onde a corrupção está enraizada e há muita gente viciada em dinheiro público. Outro problema é o fanatismo, que já existiu em boa dose na época do PT. Agora, com o governo Bolsonaro, ele virou uma plataforma de governo, fruto de uma ambição pessoal do presidente.

O que Bolsonaro inseriu de novo nesse aspecto?

Um componente muito forte foi a milícia digital. É muito ativa. Uma verdadeira gangue virtual, composta também por pessoas extremistas, que gostam desse tipo de populismo barato que Bolsonaro faz. Gente que aceita o presidente passeando por aí usando dinheiro público. Ou que aceita barbaridades como essa a que assistimos, expondo os funcionários da Anvisa.

O que achou desse episódio na Anvisa?

Uma barbaridade e uma canalhice total. Órgãos técnicos como a Anvisa existem exatamente para fazer com que a sociedade não fique à mercê apenas de decisões políticas. Expor os servidores é uma coisa criminosa. Ao mesmo tempo, Bolsonaro também incentiva ações contrárias a esses servidores. Isso é de uma covardia infinita. Porque o covarde nunca vai junto. Ele estimula sempre alguém a fazer. Vide o que aconteceu na greve dos caminhoneiros. Bolsonaro incentivou a paralisação. E tem gente detida até hoje.

Bolsonaro se acovardou?

Bolsonaro sempre foi covarde. É uma característica dele. Um momento em que isso ficou perceptível foi no Sete de Setembro, quando o presidente fez um chamamento popular, uma bravata absurda na Avenida Paulista. Pouco tempo depois, chamou outra pessoa para escrever meia página para se desculpar. O episódio com a Anvisa também revelou essa parte do perfil dele. Se Bolsonaro não concordava com um parecer técnico, tinha que dizer que discordava, assinar embaixo e se responsabilizar pela decisão. E não fazer o que fez.

Quem tem mais culpa pela crise econômica: Bolsonaro ou a pandemia?

A pandemia afetou todos os países. Mas, aqui no Brasil, não houve liderança nesse processo. Quando há um problema sério assim, a autoridade máxima tinha que assumir as responsabilidades. Tinha que se unir aos governadores para cruzar esse período, apesar das divergências políticas. Um líder faria isso. Mas não. Faltou coragem a Bolsonaro para assumir essa responsabilidade. Faltou capacidade de coordenação. A partir daí, veio uma série de outros absurdos, como a propaganda que Bolsonaro fez de medicamentos ineficazes contra a Covid, como a cloroquina. Isso tudo espanta o investidor, que não quer conviver em um ambiente de insegurança. Isso faltou e ainda está faltando.

Como o País tem enfrentado a crise econômica?

A parte do auxílio aos mais pobres tinha que ser feita. Todos os países fizeram. Só que precisaria ter sido feita com mais critério. As medidas econômicas nesse governo não são bem discutidas, porque Bolsonaro não apresenta nenhum plano de redução dos gastos públicos. Quer aumentar os gastos com auxílio emergencial? Então o governo não pode simplesmente perdoar dívidas de R$ 2 bilhões das igrejas evangélicas, não pode enfiar R$ 16 bilhões em emendas de relator.

Qual a sua opinião sobre o orçamento secreto?

É compra de apoio político, um mensalão de última geração.

Não se trata da tal corrupção que Bolsonaro prometia combater?

Muita gente que votou em Bolsonaro, como eu, acreditava no discurso dele. Bolsonaro é um traidor de carteirinha. Traiu o eleitor, traiu o País inteiro. Quando você é eleito, você é presidente de todo mundo, e não só dos seus eleitores. Bolsonaro não cumpre o que fala, a começar pelo mais simples, como é o caso da reeleição. Ele dizia ser contra.

Como o senhor explica a impopularidade do governo?

As pessoas estão se conscientizando do despreparo de Bolsonaro para a função, marcado pelo populismo e pela vigarice política, que promete uma coisa e depois não sustenta aquilo que prometeu. Outro fator é que Bolsonaro só está fazendo o que sabe: campanha política. Nenhum país aguenta ficar quatro anos desse jeito. Existe um cansaço da população. Mesmo com os problemas financeiros em razão da Covid, você vê farta distribuição de dinheiro para as emendas parlamentares. A pandemia afetou a economia, mas não afetou os R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral. Não afetou os R$ 36 bilhões de emendas parlamentares. Como é que a pandemia está castigando os mais pobres e para o Congresso continua tudo ótimo?

Bolsonaro se filiou ao PL, que é do Centrão, grupo fisiológico que ele prometeu combater. Seria mais uma contradição?

Isso também se enquadra na traição. Não sou eu quem vai julgar o presidente do PL. Todos os partidos têm pessoas bem intencionadas e pessoas com as quais se discorda. Mas o Centrão tinha sido taxado como criminoso. Tanto que rendeu até musiquinha do general Heleno. Você não pode dizer que não vai ter toma lá dá cá, que a política de conchavos é criminosa, e depois fazer o contrário do que falou. Afinal, que nova política é essa? Bolsonaro abraçou aqueles que criticava de maneira contundente. Isso é traição pura ao eleitorado, aos que acreditaram na sua conversa fiada de fazer política de uma nova maneira.

Como general, o que o senhor acha de Bolsonaro enaltecer sua origem militar?

Bolsonaro não tem nenhuma característica militar. Tanto que foi uma medida acertada na vida dele sair da caserna, porque não tinha característica para estar lá. De equilíbrio, de educação ou de planejamento.

Bolsonaro prejudica a imagem das Forças Armadas?

Sem dúvida. Bolsonaro tenta se apropriar da imagem das Forças Armadas. Ele não tem nenhuma noção de valorização institucional. O Brasil está passando por um período muito ruim nesse aspecto. Em todas as áreas em que o presidente teve maior atuação, as instituições foram desmoralizadas. Na PF, por exemplo, onde houve várias trocas de delegados e de superintendentes, foi muito negativo. Tirou a estabilidade da corporação. O Ministério da Saúde foi estraçalhado. A Anvisa está sofrendo um desgaste bárbaro. As Forças Armadas entram nesse pacote de desrespeito institucional. Convidar militares para o governo não é um problema. O número excessivo deles é dá a percepção de que as Forças Armadas estão institucionalmente engajadas com Bolsonaro. E não estão. Transmitir essa imagem é proposital.

A ideia é tentar usar os militares para intimidar?

Exatamente. Esse governo tem três fases distintas. A primeira foi marcada pela influência muito forte dos extremistas nos primeiros oito meses de governo. Na segunda fase, Bolsonaro tentou abertamente usar as Forças Armadas como ferramenta de pressão política. Não deu certo, porque os militares têm uma cultura muito forte e não vão admitir esse tipo de populismo. E, quando não tinha mais nada, Bolsonaro abraçou o Centrão, que é a terceira fase do governo. Aí vieram as manobras orçamentárias. Só assim ele vem conseguindo sobreviver.

O presidente envergonha as Forças Armadas?

Não vejo que um aventureiro qualquer como Bolsonaro tenha capacidade de quebrar a cultura das Forças Armadas. Elas não têm que se envergonhar de nada. Quem tem que ficar envergonhado é quem tenta desgastá-las. A população pode ter absoluta certeza de que as Forças Armadas não serão usadas no Brasil para golpe nenhum.

Os militares que ocupam cargos no governo vestiram demais a camisa do governo?

Essas pessoas não representam as Forças Armadas. Nem eu quando estava no governo representei. O pessoal da reserva não representa as Forças Armadas. O Heleno não está lá exercendo a função de general, mas a de um ministro qualquer. A expectativa da sociedade é que, por ele ser um general, ele deveria se comportar como tal. E não como um político, como está fazendo. Não foi o Exército que mandou ele para o governo. Foi um convite pessoal do presidente.

Como o senhor classifica o governo Bolsonaro?

É o governo que destruiu a direita e o conservadorismo. O PT destruiu a esquerda. Agora, é a vez de Bolsonaro fazer o mesmo com o outro polo do espectro político. Essa turma que está no Poder não tem nada de direita. O que temos é um show de ignorância. Conservadorismo de quê? Só se for de privilégios. Estão destruindo tudo em nome de interesses particulares.

O senhor já definiu sua candidatura ao Senado?

Ainda não decidi. Meu objetivo é que nosso próximo presidente não seja Lula, nem Bolsonaro. Hoje, meu interesse político é de que nenhum dos dois vença. Lula já teve a oportunidade dele. Não é o caso de voltar. E acho que Bolsonaro, em três anos, conseguiu mostrar que não está preparado para o cargo. É isso o que me motivou a entrar para a política. Algumas outras coisas influenciaram também. Como quando vi o fanatismo tomando conta da sociedade. O fanatismo sempre termina em violência. Passei cinco anos vivendo em ambientes assim, na África e na América Central. Vi muita gente morrer por briga causada por isso.


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Comentários

Rafael C.Soares Quintas

Esse Santos Cruz é um idiota, revoltado por que não tem apoio dos militares nem de Bolsonaro, se candidata Santos Cruz a Presidência kkkkkkkkk


SESC - Férias de Janeiro

28/01


2022

Daqui a pouco tem Sextou com Cristina Amaral

Imperdível o Sextou de daqui a pouco. Traz a história e os grandes sucessos do cantor Nelson Gonçalves, uma lenda da MPB, só atrás de Roberto Carlos em venda de discos. Convidada, a cantora pernambucana Cristina Amaral, que está lançando um CD Nelson Gonçalves, uma saudade, fala da trajetória do cantor romântico, canta e rememora episódios marcantes do intérprete de mais de 200 canções, entre elas A volta do boêmio.

Se você deseja ouvir pela internet, clique no botão Rádio acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.


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Bandeirantes novembro 2021

28/01


2022

Reforma de escolas em Serrita será feita a preço de ouro

O pequeno município de Serrita, no Sertão Central de Pernambuco, administrado pelo prefeito Aleudo Benedito, está fazendo uma reforma nas escolas do município a peso de ouro. As informações são do blog do Silva Lima.

O prefeito sugeriu gastar com a reforma de 16 escolas, sendo cinco na Zona Urbana e onze na Zona Rural do município, a quantia de R$ 3.260.083,73 (três milhões duzentos e sessenta mil oitenta e três reais e setenta e três centavos). Contudo, a empresa ganhadora da licitação, a L3 Empreendimentos Ltda., ofereceu e irá receber pelos serviços prestados o valor de R$ 2.270.625,61. Já a empresa João Construção e Serviços irá receber R$ 870.895,89. Valores menores do que a Prefeitura tinha reservado e anunciado que iria investir nas escolas.

A escola localizada no Sítio Ipueira, de acordo com o censo escolar de 2020, tinha apenas 14 alunos matriculados. No entanto, ela irá receber um investimento de mais de R$ 351 mil reais, caso se mantenha esse mesmo número de alunos em 2022, cada aluno irá custar um pouco mais de R$ 25 mil reais pela reforma da escola.

É necessário que os órgãos fiscalizadores, Câmara de Vereadores, Conselho da Educação, Ministério Público e Tribunal de Contas, entre outros, fiquem atentos a esses gastos que, em apenas um ano, foram maiores do que em relação aos anos de 2009 e 2020.


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Pousada da Paixão

28/01


2022

Brejo anuncia decreto com novas restrições

O prefeito de Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora, preocupado com o aumento significativo dos casos de Covid-19 e síndromes gripais no município assinou, hoje, um decreto com novas restrições que visam diminuir os casos. O principal intuito é conter os avanços das doenças na cidade.

O decreto estabelece a proibição de eventos públicos e privados no período de 28 de janeiro até 15 de fevereiro, em decorrência do elevado número de contaminação da população, internamentos e procura por leitos, além do desabastecimento de medicamentos essenciais, que já não são encontrados com normalidade nos fornecedores do município.

No âmbito municipal, o decreto traz algumas obrigatoriedades, são elas: uso obrigatório de máscaras de proteção nas vias, órgãos e espaços públicos, distanciamento social mínimo de dois metros, a permanência de pessoas em espaços públicos abertos de uso coletivo, como parques, praças e outros, fica condicionada à estrita obediência aos protocolos sanitários, toque de recolher que proíbe a manutenção de pessoas em espaços e vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, no horário entre 2h e 5h. Obrigatoriedade de apresentação do cartão de vacinação para ter acesso aos serviços públicos municipais.

A medida ainda deixa claro que a vigilância sanitária deverá realizar de forma constante e ostensiva a fiscalização no âmbito do município, visando coibir a inobservância das medidas impostas, inclusive com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Guarda Municipal.


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28/01


2022

Eleição centralizada, com Lula pendular

Por Márcio de Freitas*

O centro da eleição de 2022, até agora, é Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente acumula hoje capital de intenções de voto que indica um potencial, inclusive, para vencer a disputa no primeiro turno. Em votos válidos, ele está próximo de 50% mais um. Entretanto, falta muito tempo para o eleitor confirmar o voto em outubro. E isso pode mudar.

É cenário difícil, pois Lula não encerrou o pleito na primeira fase nem quando concorreu à reeleição em 2006. Os demais candidatos orbitam em torno dele, ou buscam criar estratégias para não serem expulsos do sistema eleitoral pelo esvaziamento diante da falta de perspectiva de ocupar o espaço do centro. Quem melhor se posiciona na disputa é o presidente Jair Bolsonaro.

Lula escolheu Geraldo Alckmin para simbolizar o movimento em direção ao centro. O marido de dona Lu Alckmin é político moderado, previsível e tradicional. Enquanto faz esse caminho, o petista deixa seus radicais morderem a direita: falam na revogação da reforma trabalhista e da Previdência. Acerta a ferradura e, em seguida, o cravo.

O ex-presidente se aproxima do centro, mas não do Centrão, que hoje está com o presidente Jair Bolsonaro. Em 2018, essa representação de um grupo de legendas do Congresso Nacional foi alvo de ataques da campanha bolsonarista. Hoje, estão atrelados às benesses do governo. E mesmo com todas as negativas públicas de possíveis mudanças futuras no posicionamento político, é com o futuro governo e suas verbas que estará esse grupo. Seja qual for o governo.

Esse cálculo Lula já faz há muito tempo. Conhece as entranhas do Centrão, até as profundezas de seus bolsos sem fundos. E sabe que, de emenda em emenda, é que se constrói maioria no Congresso Nacional. Hoje, ele não tem nada a oferecer a esse grupo guloso para retirá-lo da órbita do governo Bolsonaro. O custo seria imenso, o resultado pífio. Mas quando a eleição se afunilar na urna, com clareza de um eventual resultado, o Centrão também acompanhará o desejo da maioria. Se as pesquisas se confirmarem, Lula sabe que o Centrão está com ele. Se Bolsonaro ganhar, baterão continência.

Por isso, o petista faz movimentos em direção a um centro com quem já conviveu, brigou e se afastou desde a redemocratização do Brasil. Em 1989, Lula recebeu o apoio de Mário Covas, o então candidato do PSDB, na disputa de um segundo turno contra Fernando Collor. Depois enfrentou Fernando Henrique Cardoso, perdendo duas seguidas e verteu ódio nos ataques. Venceu as disputas seguintes na versão Lula de "pelúcia", até surgir Jair Bolsonaro.

No ano passado, depois de muitos tapas eleitorais, Lula se reencontrou com FHC e trocam “soquinhos” de cumprimento em tempos de covid-19, esqueceram o que escreveram e falaram, sem herança maldita, tentando olhar pra frente. A imagem do armistício: Lula dividiu o centro da fotografia com o tucano.

Os tucanos vivem uma crise de identidade sem fim. Se desnortearam depois de 2014. Em 2018, o presidente Bolsonaro deixou o PSDB fora do segundo turno e conseguiu a façanha de vencer o petista Fernando Haddad. Ele não tinha máquina partidária, nem tempo de tv, nem estrutura formal de campanha – coisas que agora acumula. Mas surfou na onda da Lava Jato, no combate à corrupção e na prisão de Lula.

Ainda assim, Haddad foi ao segundo turno e obteve 44,8% dos votos fazendo discurso para manter aglutinada a base petista. Em 2022, Lula será o nome nas urnas eletrônicas. Tem os petistas e simpatizantes presos ao seu discurso emocional, calcado no centralismo da busca por soluções para problemas sociais, pobreza e fome.

O Lula que fala nos podcasts não é o mesmo que, em privado, tem prometido a empresários e banqueiros o mesmo crescimento e desenvolvimento dos anos em que esteve na Presidência. Pendular, faz acenos à esquerda que o segue há décadas, mas se volta aos conservadores econômicos que já ganharam bilhões em seus tempos presidenciais. E busca recuperar o centro de poder que perdeu após deixar o governo em 2010. Bolsonaro e os demais seguem os movimentos de Lula. Até agora, é um jogo de imitação: seguindo o líder.

No centro do palco, Lula é hoje favorito e alvo. E consegue até deixar o presidente da República com direito à reeleição, tradicionalmente o grande protagonista da eleição, fora do centro e em segundo lugar nas pesquisas. Fato é que o figurino radical continua sendo o favorito de Bolsonaro, confortável na polarização ideológica.

*Analista político da FSB Comunicação


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