FMO janeiro 2020

14/10


2021

O Dia Fake do Nordestino

Por Antonio Magalhães*

Na sexta-feira, 8 de outubro, escrevi na coluna Mercado do jornal O PODER, associado a este blog, um comentário sobre o “Dia Fake do Nordestino”. Crítica a uma comemoração induzida pela Câmara Municipal de São Paulo a partir de 2009 para homenagear os nordestinos e seus descendentes que vivem por lá. E o foco foi a cultura nordestina e suas manifestações. Nenhuma palavra sobre a real contribuição de nossa gente à metrópole gigante do Brasil.

O tema “Dia do Nordestino” para paulista ver encheram as redes sociais de toda a região. Nenhuma avaliação crítica, apenas frases de orgulho por ter nascido aqui. Quando na verdade, para nós, todos os dias são dos nordestinos, ricos em cultura, matérias primas, com grande disposição para o trabalho. Juntos poderíamos fazer uma região melhor do que exportar mão de obra para São Paulo.

Se durante muitos anos exportamos pessoas pouco qualificadas profissionalmente, agora seguem para a capital paulistas homens e mulheres com currículos admiráveis. A região perde muito com isso e os paulistas ganham. E mesmo diante dessa nova onda migratória “gourmet”, eles continuam insistindo nessa farsa do dia folclorizado para nossos parentes e amigos que vivem lá.

Duas repercussões de qualidade me impressionaram pela percepção do que foi escrito em O PODER. A primeira delas foi de Solange Guimarães Valadares de Sousa, mestre em História da Educação pela UFPE e cidadã de Goiana, na Zona da Mata de Pernambuco. Transcrevo abaixo suas palavras, embora já tenham sido divulgadas sábado, 9, por este blog:

“Parabenizo o Sr. Antônio Magalhaes, editor do Jornal O PODER, pelas excelentes matérias que tem publicado com as quais tenho me identificado.

Concordo com seu ponto de vista sobre o Decreto da Câmara Municipal de São Paulo que criou o DIA DO NORDESTINO realçando os nordestinos apenas como produtores culturais mas  que não destaca a maior contribuição desses valentes à economia de São Paulo.

Ele chamou de DIA FAKE DO NORDESTINO  pela ingratidão do paulista aos trabalhadores que construíram  São Paulo. Sem desmerecer  aqueles que nos enriquecem no mundo cultural ressalta que o outro lado existe, chama atenção de quê :

- pelo censo de 2015, mais de 5,6 milhões de pessoas são do Nordeste ou 12% da população paulista;

- estes chegaram à capital em busca de trabalho na área da construção civil;

- são trabalhadores do pesado que levantaram São Paulo do chão.

Não somos somente produtores culturais mas, também, trabalhadores do pesado esta verdade precisa ser explicitada.

Ele ainda nos informa que, hoje, este perfil mudou. Pelos dados do  IBGE, do início do ano, para 2021, Sul e Nordeste devem puxar a retomada da economia e devem crescer 4% cada.

E agora ?

Que bom saber que o Nordeste está oferecendo mais oportunidade de trabalho. Esta semana tive contato com uma pessoa, em Goiana, que disse ter voltado para Pernambuco por falta de emprego em São Paulo depois de residir lá por 14 anos em serviços domésticos.

Conclusão, o Dia do Nordestino não foi criado por nós, mas uma criação dos paulistas que, segundo ele, “querendo ser bonzinhos”.

Bonzinhos por quê ou pra quê, pergunto eu?

Busquemos a resposta”.

FALA UM PAULISTA

Outra repercussão qualificada veio do jornalista Mauro Bastos, nascido e criado na Mooca, bairro de origem operária em São Paulo, que morou no Recife e conhece bem o que é o Nordeste:

“Concordo com o que você disse sobre a bobagem do Dia do Nordestino. Os nordestinos começaram a chegar em São Paulo, majoritariamente, após a Segunda Guerra e encontraram uma cidade de europeus. Italianos, em sua maioria, espanhóis, lituanos, ucranianos, portugueses, alemães. Uma cidade que cumpriu a meta de branqueamento da raça, meta da elite do país.

Os nordestinos venderam sua mão de obra mais barata para sobreviver. Essa foi a base do preconceito. O mesmo aconteceu no século 19 em Curitiba, quando alemães e italianos, viram sua mão de obra barateada com a chegada dos poloneses. Daí “polaco” virar palavrão por lá.

Em São Paulo deu-se o mesmo, todo nordestino virou baiano. Mas, depois de décadas, essas divisões foram atenuadas. Meus dois filhos são casados com filhos de nordestinos: cearense e baiano. Sendo que o mais novo é neto de italianos. O processo de miscigenação é uma riqueza do país, mas não é pacífico e nem igualitário. Mas é inevitável.

Todo tipo de regionalismo, que não seja para preservar as manifestações culturais, é perigoso e ocioso. O sul do Brasil é exemplo disso. Como disse Darcy Ribeiro, alemães, italianos, trazidos e isolados criam culturas transplantadas. É o caso da Argentina, mistura majoritária de espanhol com italiano. Os nordestinos em São Paulo penaram com esse embate, também.

Hoje, seus filhos estão integrados. Mas é bom não esquecer que se eles sofrem em São Paulo, é porque aqui existe alguma saída, alguma esperança. Algo que nunca tiveram nas mãos das elites nordestinas com seus usineiros,  coronéis e jagunços. Viva o povo nordestino!”

É isso.

*Jornalista


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Jaboatão - Família Acolhedora

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29/11


2021

O bom da vida: ser e não parecer

Dos nove filhos, provavelmente eu seja o que mais próximo esteve dos momentos literários do meu pai Gastão Cerquinha, 99 anos. Escreveu três livros à mão sobre Afogados da Ingazeira e seus personagens, com uma caligrafia impecável. Redigia num caderno escolar sempre à noite, livre da rotina do comércio, dos Correios e Telégrafos e também da política.

Morei em Afogados da Ingazeira até os 17 anos. Numa outra fase, dos 19 aos 22 anos, estive muito presente na cidade e região já na condição de "foca" (jornalista em início de carreira), correspondente do Diário de Pernambuco. Perdi as contas de ver meu pai escrevendo no mesão que adentra para o quintal da nossa casa, ponto de reunião da família durante as refeições. Vez por outra, me chamava para ler em voz alta textos dele que resultaram em três livros.

Livros que ajudei a editar na Cepe e na Bagaço, editoras do Recife. Na capa do primeiro, Retratos de uma vida, espécie de auto-biografia, o que mais pediu para destacar foi uma frase na capa que tem tudo a ver com a sua filosofia de vida, seu modo de viver: "O bom da vida: ser e não parecer, regar os sonhos, viver para servir". Meu pai viveu e vive para servir. Construiu uma legião de amigos. O ser e não parecer revela seu grande tesouro: a humildade, o dom de ajudar o próximo.

Revisei alguns textos dele – a maioria ficou por conta das minhas irmãs Zeza, Fátima, Ana e Denise. Textos claros e fortes, recheados com um tom telúrico e poético. Seus livros são uma viagem ao passado de uma cidade que não tinha energia, água saia de pote, a TV era o rádio, o jornal as fofocas dos vizinhos. A lua iluminava a sua gente, os vaga-lumes abriam estradas nos campos desertos do Pajeú das Flores. 

Na política, no comércio, nos Correios e na literatura, por onde passou, papai deu lição de cidadania. Um lorde no tratamento, no vestir-se, na relação com a freguesia e com eleitores. Filho que atendesse com grosseria um freguês em sua loja de miudezas levava, no mínimo, um puxão de orelhas. Por isso, ganhou muito dinheiro no comércio, surrupiado no famigerado Plano Collor, que confiscou tudo que havia na poupança.

Pena que seus livros, especialmente os dois últimos, que tratam da história de gente que ajudou no alicerce e no desenvolvimento de Afogados da Ingazeira, não sejam, hoje, leitura obrigatória nas escolas do município. Deveriam estar em todas as bibliotecas, mas a Prefeitura nunca fez o menor esforço para isso. Filho da terra não obra milagres", costumava dizer minha mãe, com muita propriedade, diga-se de passagem.

Embora seja um trabalho laborioso, e não raramente sofrido, o ofício da escrita nem sempre é recompensado com dinheiro, fama ou poder. Mesmo assim, através das palavras, alguns escritores, como o meu pai, conseguem vencer a própria morte, se eternizando em suas obras. Clarice Lispector disse que o resultado fatal dela viver era o ato de escrever. 

João Cabral de Melo Neto disse que escrever é estar no extremo de si mesmo. Papai é um literário. Literatura é uma vocação bela e fraca. O escritor tem amor, mas não tem poder", disse tudo o grande Rubem Alves. Quem escreve é dotado de uma maneira singular de ver o mundo, que precisa exprimir através das letras. Ser escritor, para o meu pai, foi um meio de dar a conhecer a sua imaginação, de apresentar outras realidades possíveis ao leitor.

Escrever, para ele, é sinônimo de inovar, de intervir na vida pública e social, de quebrar paradigmas. Acho que papai está inserido entre aqueles escritores que acreditam que para escrever é necessário conhecer o sofrimento de perto, ter passado vários tipos de obstáculos e estar disposto a mostrar a sua dor.


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ALEPE - Ações Sociais

29/11


2021

Ziriguidum! A mundiça vai cair na gandaia

Janeiro passa ligeiro. Em fevereiro, ziriguidum! O secretário de Pandemia, médico André Longo, recomenda vacina, máscara, álcool gel e canja de galinha, comenta o bicho-grilo em sua cantoria nas montanhas da Jaqueira. “Mas, a mundiça já caiu na gandaia nas noites recifenses e nas noites olindenses”.

“Em Pernambuco o parrudo André Longo terá que enfrentar: o lobby econômico e o fator cultural, fator este que está nas artérias e nas veias. Esta é uma missão inglória, ainda que seja meritória. No Rio de Janeiro, em sintonia com a República dos Bicheiros e outros bichos, o Governo Multinacional da Ambev já convocou a mundiça, com vacina ou sem vaselina, para consumir cerveja e se esbaldar na gandaia”.

“Carnaval, aglomeração inevitável, é chamariz para viroses. Lá vem ele, o micróbio do olho vermelho. A doença chama-se conjuntivite na vista. Conjuntivite na vista é pleonasmo, dirá o Doutor Alvacir Fox. O micróbio do pleonasmo adora multidões. Médico e poeta, o Doutor Fox é criatura dotada de elevados teores humanísticos e intelectuais. Acadêmico da APL, o Doutor Fox é nome de relevo na Medicina e nas letras poéticas”.

“Fala, poetão Ascenso Ferreira: “Carnavá, meu carnavá/ tua alegria me consome ... / chegô o tempo das muiê larga os home!/ Chegou lá nada .../ Chegou foi o tempo delas pegarem os homens,/ porque chegou o carnaval do Recife/ o carnaval mulato do Recife/ o carnaval melhor do mundo!” Ascenso vivia nos tempos da inocência”.    

“Tradição cultural?! “Meteram uma peixeira no bucho da Colombina, que a pobre, coitada, a canela esticou”. Hoje quem manda é a Ambev, e priu! O artigo do jornalista Adalberto Ribeiro está completo no menu Opinião.


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

28/11


2021

Tony celebra contrato com empresa para recuperar PE-145

O deputado estadual Tony Gel (MDB) está comemorando a contratação da empresa que fará a requalificação total da PE-145, trecho que vai da BR-104, nas proximidades da Vila de Cachoeira Seca, na zona rural de Caruaru, até a Vila de Fazenda Nova, no município do Brejo da Madre de Deus. O parlamentar foi informado pelo Governo de Pernambuco que a empresa vencedora para a realização dos serviços já foi definida e que, em breve, os serviços deverão ser autorizados pelo governador Paulo Câmara (PSB). 

Gel afirma que a reconstrução da PE-145 é uma luta antiga sua e vai beneficiar milhares de pessoas que diariamente utilizam a rodovia. Principalmente os moradores das Vilas de Itaúna, Dois Riachos, Carneirinho, Riacho Doce, Cachoeira Seca e Fazenda Nova. A obra custará R$ 36.515.051,19. 


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28/11


2021

Agenda TGI traz previsões da economia para 2022

Da coluna de João Alberto

Um dos eventos mais esperados do setor econômico, com previsões para o próximo ano, a Agenda TGI acontece amanhã, às 19h, de forma virtual, com palestras de Francisco Cunha e Fábio Menezes. Evento vai marcar o lançamento do iTGI Diagnóstico de Competitividade das Empresas.


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Petrolina outubro 2021

28/11


2021

Arcoverde inicia arrecadações para Bazar Solidário

A Prefeitura de Arcoverde, com apoio da Associação Comercial e Empresarial – ACA, vai promover, nos dias 8 e 9 de dezembro, o Bazar Solidário da Primeira-dama. A iniciativa irá reverter a renda total com a arrecadação de roupas, bijuterias, calçados e acessórios para a compra de absorventes e kits de higiene para mulheres em situação de vulnerabilidade.

“No Brasil, uma em cada quatro adolescentes não tem acesso a absorventes durante o período menstrual e quase 30% das mulheres jovens, já deixaram de ir às aulas por isso. Diante dessa realidade e com o advento da pandemia, esses números aumentaram. Sensível a essa situação, resolvi fazer o Bazar da Primeira-dama, contando com todas as mulheres de Arcoverde, onde iremos arrecadar e vender, roupas, sapatos e acessórios, com o objetivo de minimizar esse problema social”, explicou a primeira-dama de Arcoverde, Rejane Maciel.

Para as arrecadações do Bazar Solidário, as doações poderão ser feitas até a próxima sexta-feira (3), nos pontos das Secretarias Municipais de Assistência Social, de Educação e Esportes, de Saúde e da Casa da Mulher Arcoverdense.


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Sindicontas

28/11


2021

Empresário bolsonarista chama secretário Longo de Curto

Responsável pelo sucesso da motociata de Bolsonaro em Pernambuco, saindo de Santa Cruz do Capibaribe em direção a Caruaru, o empresário Robson Ferreira está indignado com a decisão do Governo do Estado de exigir passaporte sanitário das pessoas no acesso às repartições públicas. Num ataque direto ao secretário de Saúde, André Longo, ele ironiza: "Pela besteira que fez, ele não é Longo, é Curto". Assista!


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Comentários

Joao

Imbecil bolsonarista, se achando o rei da cocada, inflado por lambe-botas e blogs bozolóides!

gilson

O que passa na cabeça de um ser deste.

gilson

Deixem o gado não se vacinar, que arquem com as consequências.


Ipojuca - Novembro

28/11


2021

Após aceno de Doria, Moro combina encontro

O ex-ministro Sergio Moro ligou ontem à noite para o governador de São Paulo, Joao Doria, para parabenizá-lo pela vitória nas prévias do PSDB. Na conversa, ambos combinaram de se encontrar para discutir os cenários para 2022. As informações são de Caio Junqueira, analista político da CNN Brasil. 

“Gosto do Sergio Moro. E somos amigos. Importante estarmos juntos nesta Frente Democrática Liberal Social pelo Brasil”, disse Doria à CNN.

O encontro deve ocorrer após o retorno de Doria de uma viagem que fará aos Estados Unidos.


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Comentários

Joao

Dois oportunistas bolsonaristas, acham que pode se livrar disso rapidamente. O gado eleitor de vocês não é maioria, picaretas!


Caruaru - Feira da Sulanca

28/11


2021

Os maiores pintores de Pernambuco: parte 3

Da coluna de João Alberto

Vicente do Rêgo Monteiro: Nasceu no Recife em 1889 e desde cedo, demonstrou vocação para a pintura. Iniciou-se na arte sob a orientação de sua irmã, a também pintora Fédora do Rego Monteiro. Em 1911 mudou-se para Paris, onde estudou desenho, pintura e escultura na Académie Julian. Com a Primeira Guerra Mundial, voltou ao Brasil, em 1914,. Em 1918 realiza sua primeira exposição individual no Teatro Santa Isabel, no Recife. Em 1920, estuda a arte marajoara da coleção do Museu Nacional. No mesmo ano, expõe em São Paulo onde apresenta quadros que exploram motivos indígenas, que foi considerada pela crítica como futuristas. Nessa época, aproximou-se da corrente modernista de pintura de São Paulo, especialmente de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral. 

Em 1922, voltou a Paris deixando oito óleos e aquarelas para serem expostas na Semana de Arte Moderna de São Paulo. Viajou por diversos países da Europa, em companhia de Gilberto Freyre. Pintou várias telas com temas religiosos, sempre adaptando para uma linguagem moderna, os temas tradicionais da arte sacra. Como muitos artistas, mesmo fazendo quadros valliosos, não fez fortuna. No final da vida, cheio de dívidas, passou a morar num quitinete no Edifício Holiday, pago por Carlos Ranulpho, que se tornou seu marchand. Morreu em 1970, de um ataque cardíaco quando se preparava para viajar para o Rio. Deixou seu nome entre os maiores pintores brasileiros de todos os tempos.

Gil Vicente: Nascido no Recife em 1958, Gil Vicente Vasconcelos de Oliveira, filho de uma tradicional família pernambucana, iniciou seus estudos em 1972 na Escolinha de Artes do Recife e frequentou ateliês da UFPE. Em 1975 recebeu o primeiro prêmio do Salão de Novos do Museu de Arte Contemporânea de Olinda. Ganhou uma bolsa do Governo da França em 1980 e estudou dois anos em Paris. Na volta ao Recife, participou do Ateliê Coletivo, fazendo xilogravuras sob orientação de Gilvan Samico. Participou de várias exposições no país e exterior e teve o documentário “Gil Vicente- Ofício e Silêncio” lançado juntamente com sua exposição Figuras/Pinturas em 1996 na Galeria Futuro 25.

Luciano Pinheiro: Nasceu no Recife, em 1946. Desenhista, gravador, pintor e arquiteto, transitou nessas linguagens artísticas abrindo fronteiras e diálogos entre elas. Participou de diversos agrupamentos de artistas plásticos destacando-se por sua atuação como sócio fundador e diretor artístico da Oficina Guaianases de Gravura  e no ateliê Coletivo de Olinda. Formou-se em arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1973, onde também faz o curso de especialização em Restauração de Monumentos e Conjuntos Urbanos, entre 1974 e 1976. Estudou em Paris, participou de mais de 20 exposições no Brasil e no exterior e há muitos anos mora numa casa no Sítio Histórico de Olinda.

Paulo Neves: Nascido em 1935 em Paudalho, Paulo José Neves de Oliveira começou a pintar como autodidata, no Recife, para onde veio cedo. Aconselhado por amigos, em 1957, decidiu ingressar na Escola de Belas Artes de Pernambuco, para fazer o curso de Cerâmica e Azulejos. Depois, estudou pintura e arte barroca no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. Também se destacou como pesquisador de arte, especialmente voltado para as telas da pintura holandesa dos séculos XVI e XVII e peças de cerâmica pintadas com esmaltes e cristais.

Sobre sua pintura, trago o depoimento de José de Souza Alencar, Alex, que foi cronista social, mas também crítico de arte: “Paulo Neves é um pintor pernambucano dos nossos dias. Tem mais de 20 anos de pesquisa do traço da figura humana, o seu grande tema. E ao conceber a figura, ele se distancia no tempo, preferindo a influência, como tanto outros artistas, mas nunca a imitação, dos detalhes, da riqueza de expressão do período renascentista, o mais rico, livre, criativo, renovador da arte universal”. O pintor faleceu em 1997, deixando uma robusta obra, depois de participar de um grande número de exposições no Brasil e exterior.


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Arcoverde novembro 2021

28/11


2021

Bolsonaro no PL deve provocar saída de deputados

Ao menos cinco deputados devem deixar o Partido Liberal após a filiação do presidente Jair Bolsonaro, que está marcada para a próxima terça-feira (30). Entre as razões apontadas estão alianças locais e diferenças ideológicas.

A lista inclui dois deputados do Norte e três do Nordeste. São eles: Cristiano Vale (PA), Marcelo Ramos (AM), Fabio Abreu (PI), Junior Mano (CE) e Sergio Toledo (AL). 

Ramos é vice-presidente da Câmara e faz oposição sistemática a Bolsonaro. Vale é aliado do governador Helder Barbalho (MDB-PA). Junior Mano mantém aliança com os irmãos Gomes (PDT), já Abreu foi secretário do governador Wellington Dias (PT-PI) e segue próximo ao gestor. Toledo, por sua vez, já esteve em partidos de esquerda antes de se filiar ao PL.


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Serra Talhada 2021

28/11


2021

PF e Ibama fazem operação em região de garimpo ilegal

A Polícia Federal, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a Força Nacional e a Marinha do Brasil realizaram operação para conter o avanço do garimpo ilegal na região da Amazônia. Segundo o ministro Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), foram destruídas 69 balsas.

A operação resultou ainda na prisão de um garimpeiro e na apreensão de ouro. As informações são do Poder360.

Na última semana, imagens de centenas de garimpeiros instalados no Rio Madeira, no Amazonas, expuseram um dos problemas centrais da região: o garimpo ilegal. A atividade implica em grandes impactos ambientais, como afirmou ao Poder360, Pedro Walfir, coordenador de pesquisa sobre mineração do MapBiomas.

“Conforme determinei, o Ministério da Justiça e Segurança Pública agiu imediatamente contra o crime”, escreveu o ministro em seu perfil no Twitter. Torres divulgou um vídeo com imagens de balsas incendiadas.

Em nota, o Ibama disse que a operação teve início na última quarta-feira (24), quando helicópteros do órgão “fizeram o reconhecimento do local, ajustando todos os pontos necessários para intervenção das forças de repressão do Estado, trazendo assim resultados efetivos no combate aos crimes ambientais naquela região”.

Em áudios vazados na semana passada, um homem identificado como um garimpeiro fala em reagir a abordagens de fiscalização no rio. “Vocês que têm muita balsa aí, montar um paredão aí”, disse ele.


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SESC - Férias de Janeiro