10/06


2021

Cadê os pombinhos?

Frequentes nas redes sociais desde quando assumiram o romance publicamente, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a deputada federal Tábata Amaral (sem partido) não têm sido vistos circulando de mãos dadas no Recife nem tampouco em Brasília. A última postagem trocando juras de amor pelas redes sociais, tanto no Instagram dela quanto no dele, foi feita em 14 de fevereiro passado, na página dela.

No Instagram dele, a última postagem se deu em 4 de abril. De lá para cá, nada. O que está acontecendo com os pombinhos na antevéspera do dia dos namorados, data em que se celebra o amor? Será que o Recife está sem primeira-dama?


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Pousada da Paixão

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20/06


2021

TRE julgará recurso de prefeito e vice de Arcoverde

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) vai analisar, na próxima quarta-feira (23), um recurso eleitoral interposto pelo prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel (MDB), o vice Israel Rubis (PP) e a ex-prefeita Madalena Britto (PSB) contra a segunda cassação de mandato determinada pela 57ª Zona Eleitoral. Existe a possibilidade de que a chapa vencedora do pleito municipal em 2020 seja novamente afastada. Neste caso, o presidente da Câmara de Vereadores, Siqueirinha (PSB), voltaria a ocupar interinamente o posto de prefeito.

O prefeito e o vice são alvos de uma ação de investigação judicial eleitoral (nº 0600494-55.2020.6.17.0057) por abuso do poder político. O juiz eleitoral Drauternani Pantaleão havia determinado a cassação dos diplomas de Wellington Maciel e Israel Rubis, em 10 de dezembro de 2020. Algumas irregularidades teriam sido constatadas em uma carreata realizada da coligação União por Arcoverde, em 1º de novembro.


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Petrolina abril 2021

20/06


2021

Manifestantes fazem ato pró-Bolsonaro no Grande Recife

Manifestantes pró-Bolsonaro saíram em uma motociata para defender o presidente da República e sua gestão. O ato aconteceu hoje, na Avenida Beira Mar, no bairro de Piedade, Jaboatão dos Guararapes. As informações são jornalista Anna Tenório, da Folha de Pernambuco.

A concentração teve início às 10h da manhã deste domingo e não faz parte do evento oficial, convocado há algumas semanas pelo grupo "Aliança por Pernambuco" e cancelado após a recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O ato saiu às 11h.

Mesmo com a chuva, os manifestantes mantiveram o cronograma. Saindo de Piedade, os manifestantes percorreram a Avenida Agamenon Magalhães em direção ao Centro de Convenções, onde está previsto o ponto de encerramento da motociata. Em alguns momentos, um carro de som tocou o Hino Nacional Brasileiro. Entre as bandeiras do movimento está a defesa da gestão do presidente Bolsonaro e a defesa do voto impresso.

Assim como houve na manifestação contrária ao presidente da República, acontecida neste sábado (19) no Recife, agentes de Conciliação do Estado também acompanham o ato político para garantir a segurança dos presentes. A mesa permanente de diálogo criada pelo Governo de Pernambuco conta com representantes das Secretarias de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Justiça e Direitos Humanos, Defesa Social, Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas, Casa Civil e Ministério Público.

A deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) marcou presença na manifestação. Durante o percurso, a parlamentar, que fez transmissão ao vivo do ato, empenhou palavras de ordem de "Brasil acima de tudo e Deus acima de todos". "Passando agora na padaria Boa Viagem, esse local que é simbólico, esse local aqui onde se marca praticamente todos os movimentos. Olha aí crianças e idosos na rua", disse Clarissa, que fez o trajeto em um quadriciclo. 

Em outro momento, a deputada leu comentários de apoiadores. "O presidente não pôde estar aqui, mas ainda assim a gente está com muita determinação e garra gritando pela nossa liberdade, pedindo a Deus pela nossa Nação. A gente já sabia que a probabilidade era muito grande. Mas na presença ou na ausência a gente tá aqui apoiando. um dia ele vai tá aqui", relatou.

O pastor Júnior Tércio (Podemos) foi um dos políticos que participou do ato em defesa do presidente. "Estamos aqui em Olinda. Olha que coisa linda esse movimento", narrou o vereador. 

O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) também foi ao ato e participou do percurso de moto. Em sua transmissão nas redes sociais, o parlamentar reforçou a quantidade de motocicletas que aderiram ao movimento. "Esse é o brasil que a gente quer, o povo está indo pra rua, povo de bem, pedindo liberdade, e pedindo disciplina, pedindo pelo desenvolvimento do nosso país. É isso que a gente precisa", disse.

Caruaru

Além da Região Metropolitana do Recife, os manifestantes também pretendem se reunir em Caruaru, na tarde de hoje. A manifestação não deve ser no formato de "motociata" e está prevista para começar às 14h. A concentração está marcada para acontecer na Rua Nossa Senhora das Dores. 


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20/06


2021

Até hoje, 3ª via de centro nunca deu certo no Brasil

Os resultados das 8 eleições presidenciais de 1989 para cá mostram que a ideia de uma 3ª via tem muito de wishful thinking –quando se confunde desejo com probabilidade real – e quase nada de conexão com a realidade do país. Nunca houve uma 3ª via para valer no Brasil, no sentido do que alguns partidos buscam hoje, com um candidato de centro e fora da polarização esquerda-direita.

Poder360 compilou os resultados de todas essas eleições desde 1989 com dados do TSE e da página Políticos do Brasil. O resultado desse levantamento mostra um histórico desfavorável para que se tenha um 3º candidato competitivo representando forças do chamado centro político. A experiência recente indica ser improvável que surja um nome viável para tirar as vagas de Lula ou de Bolsonaro do 2º turno.

A eleição de 1989 foi a única com um 3º candidato competitivo desde a redemocratização. Mas aquele foi um pleito solteiro, só para presidente. Situação diferente da atual, quando candidatos a presidente, deputado federal, deputado estadual, senador e governador fazem campanha ao mesmo tempo e são votados no mesmo dia.

Em 1989, que teve a 1ª eleição direta para presidente depois da ditadura militar (1964-1985), houve uma clara polarização entre centro-direita, representada por Fernando Collor (PRN, à época) e esquerda, dividida em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Leonel Brizola (PDT). A 3ª via daquela disputa teria sido o tucano Mario Covas (1930-2001), mas ele fracassou e ficou mais atrás, em 4º lugar, sem nunca ter tido chances reais de vencer.

Brizola ficou em 3º, e fora do 2º turno, mas apenas 0,7 ponto percentual atrás de Lula. Seria incorreto dizer que o pedetista era a 3ª via em 1989. Brizola e Lula disputavam a mesma faixa do eleitorado de esquerda, que ficou dividido.

Não deixa de ser notável, entretanto, que a eleição de 1989 tenha sido a única das 8 disputas diretas pós-ditadura em que a diferença entre o 2º e o 3º candidatos ficou abaixo de 5 pontos percentuais. 

A matéria completa está disponível no Poder360.


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20/06


2021

André Ferreira reforça parceria em Canhotinho e Quipapá

O deputado federal André Ferreira (PSC) e os prefeitos de Canhotinho, Sandra Paes, e de Quipapá, Alvinho Porto (ambos do DEM), se reuniram na última sexta (19), em Canhotinho, para definir o planejamento da parceria, iniciada em 2018, para o restante do ano. Ficou definido o repasse de verbas para a saúde e infraestrutura, por meio de emendas, além de máquinas que serão utilizadas em obras e, também, na zona rural. 

No encontro, o parlamentar informou à prefeita Sandra Paes que, além de verbas para saúde, muito necessárias no atual momento de pandemia do coronavírus, destinou emenda para obras no município, como calçamento de ruas e a revitalização da entrada da cidade. Também anunciou que Canhotinho receberá três retroescavadeiras nos próximos dias.

“Tenho uma parceria antiga com o município de Canhotinho. Primeiro com o então prefeito Felipe Porto e, agora, com Sandra Paes, que é uma gestora muito capaz e vai avançar ainda mais na administração da cidade. Como fiz com outros gestores, venho visitando as cidades para ouvir as demandas de cada um. Canhotinho receberá verbas para a manutenção da saúde e, também, destinei emenda para infraestrutura. E vamos continuar trabalhando para que esta cidade se desenvolva cada vez mais.”, afirmou André Ferreira.

Já Quipapá receberá emenda para saúde e outra para que seja investido em obras na cidade, como o calçamento de ruas, uma demanda antiga em todo o município. “Alvinho Porto é jovem, dinâmico e vai mudar a cara de Quipapá, que sofreu muito nas últimas gestões com a falta de apoio em Brasília. Agora, a realidade é outra”, acrescentou o parlamentar.

A prefeita Sandra Paes agradeceu o apoio do deputado, principalmente num momento em que a cidade se prepara para viver uma nova era, com o início das atividades da fábrica da Masterboi no município. “Estamos conduzindo Canhotinho para um futuro próspero. Por isso, essa parceria com o deputado André Ferreira é muito importante”, afirmou a gestora.


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Ipojuca 2021

20/06


2021

OAB Pernambuco cobra reabertura do Judiciário

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB/PE), Bruno Baptista, se pronunciou durante a semana sobre a situação do Judiciário no Estado. Ele cobrou a reabertura ao TJPE e destacou que a decisão de manter fóruns fechados está causando muito prejuízo à sociedade.

"A reabertura do Judiciário, respeitando todos os protocolos sanitários, é uma medida urgente e necessária. Desde o dia 16 de dezembro/20 até hoje 17 de junho/21, os processos físicos do TJPE só tiveram seus prazos em curso durante 18 dias. DEZOITO DIAS!", disse por meio das redes sociais da OAB/PE.

Bruno Baptista também lembrou reajustes de auxílios e gratificações de magistrados durante a pandemia, além de uma licitação de R$ 4,1 milhões aberta recentemente para a aquisição de 50 novos veículos para o Tribunal de Justiça de Pernambuco em um período de crise econômica e com trabalho remoto no setor Judiciário.

Ainda de acordo com Baptista, a OAB Pernambuco "recorreu ao Conselho Nacional de Justiça para que a digitalização dos processos físicos seja feita o quanto antes, bem como melhorias no Processo Judicial Eletrônico (PJe) e no atendimento à advocacia".


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Caruaru Campanha São João 2

20/06


2021

Vitória vacina 2,3 mil pessoas em mutirão da Coronavac

Em um mutirão realizado em Vitória de Santo Antão, 2,3 mil pessoas que ainda não tinham recebido a segunda dose da Coronavac foram imunizadas ontem. A ação, organizada pela Secretaria de Saúde e Bem-Estar do município, ocorreu depois de o Governo de Pernambuco ter distribuído as doses da vacina para várias cidades do Estado que tiveram a vacinação com a Coronavac suspensa devido à falta de insumos para produção da vacina do Butantan. 

Para Vitória, foram destinadas 3.190 doses e todas as pessoas que procuram a vacinação conseguiram ser atendidas. O secretário de Saúde e Bem-Estar, Eudes Lorena, atribui o sucesso do mutirão a organização estrutural e humana: “Queremos agradecer a todos que colaboram com esse momento, desde a população que compareceu para se vacinar a toda equipe, composta por mais de 100 pessoas e que esteve a todo o momento empenhada para atender a todos.”

Para o mutirão no município, foram estruturados três polos de vacinação, sendo eles o Colégio Pedro Ribeiro, na Matriz, a Escola Comercial, no Maués, e o Colégio Caic, em Água Branca.  

Quem não pôde comparecer nesse sábado ainda poderá se vacinar. A vacinação com a Coronavac estará sendo realizada no Colégio 03 de Agosto, no Livramento, ou no Pátio de Eventos Otoni Rodrigues, no Centro. Já os acamados serão vacinados pelas próprias unidades de saúde.


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CABO

20/06


2021

De bigu com a modernidade

Picapes: entenda as razões de tanto sucesso

O segundo carro mais vendido no Brasil em maio passado foi a caminhonete Fiat Strada, com 9.918 unidades (o primeiro foi um hatch, o Argo, com 10,9 mil). A picape compacta respondeu por 77% das vendas do segmento. A médio-compacta Fiat Toro é sempre top-five no ranking. No geral, o comércio de picapes teve um avanço de 158% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em suma: 17% dos veículos vendidos no mês passado foram picapes.

Se você achava que picape é só um carro para fazendeiro, para transportar cargas, mude seu conceito: elas continuam robustas, capazes de enfrentar lama e ‘costelas-de-vaca’, mas ficam cada vez mais confortáveis e, principalmente, valorizadas. Um estudo da startup Mobiauto com 56 modelos/versões 2020 de picapes vendidas no Brasil mostra que 55 delas valem mais hoje do que em janeiro do ano passado.

E a valorização tem uma média impressionante, de 18,2%. Mas da metade, por exemplo, são versões (14) da Toyota Hilux. A Ford Ranger XLS 2.2 turbodiesel 4×4, automática de cabine dupla, valorizou incríveis 32,8%. Em janeiro de 2020, era comprada por R$ 125,3 mil; agora, a mesma versão vale hoje R$ 166,4 mil.

A Ranger XLS é líder de vendas do segmento intermediário e vem equipada com motor capaz de gerar 160cv de potência, com torque de 39,25 kgfm. Entre outros atributos, tração 4x4 com reduzida e capacidade de imersão de 80cm.

“Além da clientela ser fiel, tanto no campo como nas cidades, elas ainda têm muita durabilidade, principalmente as equipadas com motores a diesel. Por isso, você as usa por quase um ano e meio e elas passam a valer mais do que antes”, analisa o especialista automotivo Sant Clair Castro Jr., CEO da Mobiauto.

E os exemplos vão além da Toyota e da Ford - e incluem a Volkswagen (Amarok); Chevrolet (S10); Mitsubishi (L200); Nissan (Frontier); e Fiat (Toro). Esta última, por sinal, perdeu valor, mas por um motivo relevante: a chegada da versão reestilizada, há poucas semanas, travou a cotação das anteriores no mercado. “É praxe evitar a compra de um modelo em seu último ano de ‘carroceria antiga’”, lembra Castro Jr.

A participação das picapes nas vendas gerais, comparando-se com os SUVs, os queridinhos dos consumidores urbanos, mostra uma evolução semelhante. Há dois anos, os utilitários-esportivos eram donos de 22,6% do mercado de veículos - e já chegam a 30,7%; as caminhonetes, naquele  mesmo período, tinham 12,8% e pularam agora para 17,7%, segundo a própria Mobiauto.

E vale lembrar: não são carros baratos. As de cabine dupla, por exemplo, começam acima dos R$ 80 mil (como a VW Saveiro Robust CD ou Fiat Strada Endurance). A desatualizada Renault Oroch tem preço já acima dos R$ 92 mil - e vem com lista de equipamentos bem espartana. A popular Chevrolet S10, versão CD Advantage 2.5 bicombustível, só vai para a garagem de quem pode desembolsar a partir dos R$ 157 mil. 

O que rola por aí

Fiat Toro - Chegou há poucas semanas e, mesmo com menos mudanças no design do que o previsto, teve até fila de espera. De novidade, e das boas, o novo motor 1.3 turbo flex, com torque de 27kgfm e até wi-fi nativo para até 8 celulares.

Chevrolet - Fará uma picape baseada no Tracker para substituir a Montana, com estreia no comecinho do ano que vem. A marca também confirmou investimentos para a produção no Brasil na nova S-10

Volkswagen Tarok - Com base na mesma plataforma do Polo e do T-Cross. Chega também no ano que vem - e tem também como alvo a Toro.

Nissan Frontier - Passará por uma reestilização e deve vir importada da Argentina já no segundo semestre.

Multas com desconto de 40% - A lei que modificou recentemente o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) tornou obrigatória a adesão dos órgãos de trânsito ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE). O aplicativo é de graça e permite que o motorista receba notificações na tela do celular e pagá-las com 40% de desconto. Detrans de 9 estados ainda não o adotaram - um deles, o de Pernambuco (no Nordeste, também não se preparam Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Dezessete já permitem o desconto - desde que o usuário reconheça a infração e abdique de questioná-la depois. Desenvolvido pelo Serpro, SNE está disponível desde 2016. Ah, só por curiosidade: sabem quanto o Detran/PE arrecadou no ano passado? R$ 32,2 milhões. Em 2021, já pôs nos cofres R$ 12,7 milhões. 

Carga pesada - A Volkswagen Caminhões e Ônibus, que acaba de completar 40 anos, começou a produzir em série o caminhão elétrico e-Delivery, único 100% concebido, desenvolvido, testado e aprovado em território brasileiro. É a primeira do país com montagem em larga escala de veículos com tecnologia zero emissões. Por enquanto, o primeiro modelo, um e-Delivery 11 toneladas 4x2, vai compor a frota da própria montadora.

Motocicletas - Os fabricantes de motos populares estão enfrentando um problema bom e ruim, ao mesmo tempo: apesar de terem elevado a produção mensal de modelos populares, como CG 160, a espera do cliente para receber sua compra pode passar dos 45 dias. Os mototaxistas e os prestadores de serviço para aplicativos de entrega são os maiores consumidores desse segmento. 

Tapa no visual - A Stellantis, nova dona Peugeot, acaba de revelar mais um spoiler sobre o novo visual do 3008. O modelo trará atualizações que vão desde os faróis, lanternas, grade e até mesmo na posição do emblema da marca. Quem também vai mudar é o Renault Captur: as versões da linha 2022, por exemplo, terão novo motor 1.3 turbo. E irá receber uma reestilização visual leve e que focará nos faróis em LED. O já cansado Kwid, da mesma marca, igualmente mudará. A Hyundai também já trabalha em modificações no design no Creta. O SUV talvez venha com motor 1.0 turbo. A Citroën vai tentar “ressuscitar” o C3 com projeto indiano. 

Legislação - A Câmara dos Deputados aprovou esta semana uma MP que aumenta o limite do valor dos veículos novos comprados com isenção de IPI por clientes PCD (pessoas com deficiência). A MP dobra o teto para a isenção originalmente proposto pela Presidência da República - que era de R$ 70 mil e agora foi elevado para R$ 140 mil. “A limitação foi uma injustiça contra a pessoa com deficiência. O teto fixado praticamente eliminava a possibilidade de PCDs comprarem um veículo dentro das características mínimas necessárias para atender suas necessidades", avalia Rodrigo Rosso, presidente da Abridef, a associação que reúne as indústrias e comércios de tecnologia assistiva. 

Preço da gasolina - Maceió e Teresina foram as capitais que mais apresentaram alta no preço deste combustível: hoje, ambas têm valores, por litro, na casa dos R$ 6. Os dados são da Vale Card, o cartão de abastecimento aceito em 25 mil postos credenciados em todo o país. Na Bahia, o preço subiu 2,28% na primeira quinzena de junho. Em Pernambuco, 2,30%; no Rio Grande do Norte, 2,96%. Deus acima de todos e os preços da gasolina acima de tudo: em um ano, o custo do produto para o consumidor final subiu mais de 44% no país. Ah, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, a partir do IPCA, foi de 8,06%.

O tal do preto -  A Mitsubishi acaba de apresentar duas edições limitadas para Outlander e Outlander Sport - que, na verdade, é o ASX repaginado. Não há modificações no conjunto de motor e câmbio, mas no acabamento interno e externo, sim. O Outlander Sport Black Edition terá apenas 100 unidades. O chamado preto brilhante, agora moda em tudo quanto é modelo de todas as marcas, vai preponderar: teto, retrovisores, aerofólio traseiro, grade dianteira, saídas de ar laterais, detalhes dos para-choques e até nas rodas.

Novo Sportage - O mais popular SUV da Kia deve mesmo chegar ao Brasil no final todo renovado, com luzes diurnas em C, barra iluminada na traseira e outros detalhes. É um design bem ousado. No geral, vem cheio de tecnologias. Por dentro, uma central multimídia em formato curvado que se estende até o painel de instrumentos digital.

*Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.


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Bandeirantes Junho 2021

19/06


2021

Bahia vai investir 70 mi de dólares em infraestrutura turística

A Tarde

O Governo da Bahia está buscando, cada vez mais, intensificar o turismo no Litoral Norte. Para isso, prevê um alto investimento em ações de acessibilidade e infraestrutura. O objetivo é conseguir aproveitar mais o potencial turístico da região, aumentando a atividade econômica. Em entrevista ao Isso é Bahia da rádio A Tarde FM, o secretário de Turismo da Bahia, Mauricio Bacelar detalhou as ações.

"Serão 70 milhões de dólares investidos pelo Governo da Bahia com recursos de operações de crédito do banco Pan-americano para qualificar com infraestrutura, investimento na área de cultura, sócio-ambiental, urbanização no entorno da Baía de Todos os Santos. Isso vai incrementar o turismo naútico e gerar renda", disse em entrevista ao programa na manhã desta quinta-feira, 17.

A região tem sido explorada pela iniciativa privada, que segue com participação na exploração turística da área. "A iniciativa privada vai investir nos próximos 12 anos. Esses investimentos serão implementados até o ano de 2033. Novo empreendimentos já serão inaugurados este ano".

Para melhorar a acessibilidade à região, o governo pretende construir um aeroporto em Conde. De acordo com o Maurício Bacelar, técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) já visitaram a cidade e identificaram duas áreas aptas a receber o equipamento.

"Temos investimentos em municípios da região. Da parte pública, existe um estudo aprovado pela ANAC sobre o investimento em um aeroporto na cidade de Conde para atender a demanda que será criada por esses investimentos", revelou o secretário de turismo.

Além do aeroporto em Conde, há negociações para a implantação de vôos regionais para cidades em áreas turísticas da Bahia. "Para a Chapada Diamantina nós queremos colocar vôos regionais. Teremos através da companhia Subaé os vôos de Salvador para Mucugê. Queremos estimular vôos para Paulo Afonso e Teixeira de Freitas. Temos conversado com as companhias aéreas já que isso estimula a atividade turística e econômica da região", disse Bacelar.

As ações fazem parte do próximo Prodetur, 'Programa de Desenvolvimento do Turismo - Nacional Bahia', que volta as atenções para a região do Litoral Norte da Bahia, onde visa atrair investimentos de mais de R$ 1 bilhão de reais.


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Serra Talhada 2021

19/06


2021

O fim do monopólio do combustível

André Lachini, da IstoÉ

Uma mudança na regulamentação da distribuição dos combustíveis poderá permitir que o consumidor abasteça seu carro pagando menos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) discute uma mudança que afeta a chamada “fidelidade de marca”, norma que vincula desde 2008 postos de combustíveis a marcas. A venda, no entanto, deve ser flexibilizada no segundo semestre se a ANP atender a uma reivindicação: o posto bandeirado poderá ter duas bombas livres para oferecer combustíveis de outra distribuidora, com outro preço. Atualmente, 55% dos 43 mil postos de combustíveis do País estão atrelados por contratos rígidos a uma das três bandeiras: BR Distribuidora (Petrobras), Shell (Raízen) e Ipiranga (Ultrapar). Só podem vender combustíveis comprados na distribuidora à qual são filiados por contrato. A medida poderá levar a uma queda de até 10% no preço final do combustível ao consumidor. Os donos dos postos também pedem à ANP que libere a venda direta do etanol. Com esta modalidade, o posto poderia comprar o álcool combustível diretamente da usina, eliminando o distribuidor.

Segundo fontes do mercado, uma redução de até 10% no preço pode se viabilizar porque os postos terão competitividade similar aos concorrentes que hoje não seguem essa regra e conseguem esse desconto em média na bomba – simplesmente porque conseguem cotar o combustível com mais de um fornecedor. O mercado brasileiro de distribuição hoje está distorcido e o modelo dá um poder desproporcional à distribuidora em relação ao dono do posto, que fica obrigado a comprar o combustível de uma única companhia por anos, ainda que seja a mais cara. Como consequência, ele repassa esse custo aos seus clientes. Segundo as normas atuais, a ANP fiscaliza e pune o dono do posto de uma bandeira de marca que compre combustível de outra distribuidora.

Um dos resultados do modelo é a concentração do mercado, com um oligopólio onde as três petroleiras controlam 55% da distribuição. A ANP publica a cada semana um levantamento da média dos preços praticados em várias cidades do Brasil. Na última semana de maio, na capital paulista, postos independentes – também chamados de “bandeira branca” – cobravam R$ 4,99 o litro da gasolina. Já nos postos de bandeira de uma das três marcas, o litro da gasolina era vendido entre R$ 5,99 e R$ 6,19.

Decisão em julho

“Na audiência pública, vamos questionar o porquê do limite de até duas bombas por posto de bandeira de marca para combustível de qualquer distribuidora. A bomba onde o combustível será mais barato terá filas gigantescas. Queremos que a limitação seja por bicos de abastecimento, não por bombas”, diz Rodrigo Zingales, diretor-executivo da AbriLibre – Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Livres e Independentes. Cada bomba de combustível tem quatro bicos. Zingales diz que a AbriLibre pede à ANP que cada posto tenha 50% dos bicos liberados para vender combustíveis comprados de distribuidores independentes.

Os outros 50% venderiam combustível apenas da marca à qual o posto é obrigado por contrato. Segundo ele, a AbriLivre levará as sugestões à ANP até 7 de julho. A entidade deverá publicar a decisão 30 ou 40 dias após a audiência. “Está sendo proposta a flexibilização da tutela. Sem prejuízo da condição de revenda bandeirada, em contratos novos, haveria a possibilidade de instalação de bomba, ou conjunto de bombas, não exclusivas”, comentou a ANP em 13 de maio, quando a consulta pública foi aberta.

Até 2008, os postos de combustíveis tinham a liberdade para comprar gasolina, diesel e etanol de qualquer distribuidora. Na época, existiam pelo menos oito grandes distribuidoras de grandes marcas no Brasil. Algumas, como as americanas Esso (atual ExxonMobil) e Texaco e a italiana Agip, decidiram encerrar as operações no Brasil e seus postos ficaram sem bandeira – os chamados “bandeira branca” – ou foram absorvidos pelas três grandes: BR (Petrobras), Shell (Raízen) e Ipiranga (Ultrapar).

“Os contratos de exclusividade sempre existiram. O que ocorria antes de 2008 é que existiam oito grandes distribuidoras disputando os postos no Brasil. Aí houve a concentração de mercado, quando várias multinacionais foram embora. Os donos dos postos perderam condições de barganha com as distribuidoras”, argumenta Zingales.

Em 2008, o Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) pressionou a ANP para adotar a norma que proíbe o posto varejista de uma marca (bandeira) de vender o produto de outra. Com a norma, as três grandes conseguiram fidelizar 24 mil postos no País.

O faturamento das três empresas saltou de R$ 78 bilhões em 2008 para R$ 219 bilhões em 2018. Apenas com a greve dos caminhoneiros, no final do governo Temer, a flexibilização das normas voltou a ser discutida na ANP.

Foi nesse momento que as autoridades atentaram para o engessamento no setor e para os altos custos repassados para o comprador final. Há pressão pela mudança, que poderia aumentar a competitividade em uma área que tem repercussão em toda a cadeia produtiva. Para o consumidor, resta torcer para que a ANP flexibilize a venda dos combustíveis. Milhares de empresários e milhões de consumidores podem sair ganhando.


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19/06


2021

O mundo paralelo da estupidez e da delinquência

Por Weiller Diniz*

A obtusidade bolsonarista mergulhou o Brasil em um abismo sepulcral da realidade paralela. Há expedientes reincidentes na tentativa de falsear ou desconectar parte da sociedade da verdade: gastos maciços em propaganda irreais, redes orgânicas de disseminação de fake news, a reiteração da mentira com método de gerar entropias e a fabulação de mundos inexistentes com o propósito de maquinar um universo invisível e intangível. O messianismo, de índole fundamentalista, se apossou de uma mente obscurantista, retrógrada e de baixíssima capacidade cognitiva.

Entre pulverizar sua rudimentar formação militar e intelectual ou tentar compreender a complexidade do mundo e da governança do Estado, opta pelas escolhas simplistas do negacionismo, que não lhe exigem esforços mentais.

Na mais aterradora pandemia mundial, responsável por um morticínio superlativo no Brasil, a atual gestão baseou suas formulações de políticas públicas a partir de orientações do gabinete paralelo. Ele era constituído por médicos obscurantistas – sem investiduras públicas formais – ou conselheiros informais, desqualificados, que guiaram o governo na contramão das recomendações científicas. O chamado gabinete da escuridão estimulava aglomerações, advogava a fictícia imunidade de rebanho, prescrevia cloroquina e chegou ao limite de propor a fraude da bula do medicamento para recomendá-lo contra Covid-19. Todos os rastros mortais do grupo estão comprovados em declarações, documentos, vídeos e testemunhos.

Autodenominados de ‘médicos pela vida’, a falange criminosa bombardeava as vacinas contra o coronavírus em reuniões em Brasília. O resultado foi um boicote deliberado e prolongado do capitão na aquisição dos imunizantes. O Instituto Butantan, um dos mais respeitados no mundo, fez reiteradas ofertas de vacinas entre julho de 2020 e janeiro de 2021. O desprezo, desautorizações públicas e xenofobia do chefe de Estado contra a aquisição da Coronavac marcaram as negociações.

A mesma resistência nas relações com outro laboratório, a Pfizer. Entre as primeiras ofertas, de agosto do ano passado e março de 2021, foram 83 tentativas de interação da empresa ignoradas ou desprezadas pelas autoridades brasileiras. O número 1 da pasta, Eduardo Pazuello, declarou cinicamente que não era papel dele se reunir com representantes das empresas. O número 2 por lá arguiu até um vírus de computador que o impediu de abrir as propostas que salvariam vidas.

Na perseguição promovida pelo Estado paralelo, invisível ao controle público e à fiscalização institucional, a atual gestão inovou ao privatizar o dinheiro público. Inventou-se o orçamento paralelo para remunerar financeiramente a docilidade de aliados no Congresso Nacional. O governo criou uma contabilidade fora do radar do Tribunal de Contas da União de perto de R$ 3 bilhões, alheio ao teto de gastos, para comprar deputados. Uma espécie de ‘biscoito’ para controlar o apetite. Segundo as denúncias, os ofícios dos parlamentares eram encaminhados, principalmente ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Nos documentos os aliados indicavam à pasta onde gostariam e alocar os valores em montantes muito superiores aos 8 milhões que têm direito anualmente em emendas da vida real. Há entre eles uma casta privilegiada que comandou a farra da distribuição do dinheiro do contribuinte.

Fustigado pela CPI e amedrontado com o cerco se fechando, o capitão Bolsonaro, viciado em mentiras e propagador de mundos ficcionais, inventou um TCU paralelo também. Ele garantiu aos que focinham rotineiramente no cercadinho da estupidez no Alvorada haver um relatório do Tribunal de Contas da União revelando que 50% das mortes registradas por Covid-19 no Brasil foram por outras causas que não o vírus. “Não é meu. É do tal do TCU, questionando o número de óbitos no ano passado por covid. E ali, o relatório final, não é conclusivo, mas disse que em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid, segundo o TCU”, apontou fraudulentamente. Mais uma vez culpou a imprensa por incomodá-lo com a realidade, oposta aos seus delírios.

“Esse relatório saiu há alguns dias. Logicamente que a imprensa não vai divulgar. Já passei para três jornalistas com quem eu converso e devo divulgar hoje à tarde. E como é do TCU, ninguém queira me criticar por causa disso. Isso aí muita gente suspeitava. Muitos vídeos que vocês viram de WhatsApp, etc, de pessoas reclamando do que o que o ente querido não faleceu daquilo. Está muito bem fundamentado, todo mundo vai entender, só jornalista não vai entender”, escarneceu mantendo seu alvo predileto na luta contra a verdade, a imprensa, mãe de todos os fracassos bolsonaristas.

O TCU desmentiu instantaneamente a fraude presidencial e esclareceu inexistir informações que apontem que ’em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid’, conforme a fantasia irresponsável do capitão que se viu constrangido a se retratar: “Vou só explicar uma coisa aqui, a questão do equívoco, eu e o TCU, de ontem. O TCU está certo, eu errei quando falei tabela’, disse o presidente. “A tabela quem fez foi eu, não foi o TCU. O TCU não errou em falar que a tabela não é deles. A imprensa usa para falar que fui desmentido, o tempo todo é assim”. O mentor da farsa do estudo paralelo, Alexandre Figueiredo Marques foi afastado, responderá a um inquérito administrativo e foi convocado pela CPI.

Alexandre confessou que foi o pai dele o responsável por repassar o documento ‘paralelo’ a Bolsonaro. O dado está junto à confissão do servidor enviada à corregedoria do TCU. O pai do servidor foi presenteado com um cargo na Petrobras durante a atual gestão e já se reuniu ao menos três vezes com Bolsonaro. O nome dele é Ricardo Silva Marques, coronel do Exército, nomeado gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras em 2019. Alexandre Figueiredo também é amigo dos filhos de Bolsonaro e do presidente do BNDEs, Gustavo Montezano. Em 2019, o servidor tentou assumir uma diretoria no banco na área de ‘compliance’, mas teve os planos barrados pelo então presidente do TCU na época, José Mucio Monteiro.

O Exército Brasileiro é outra vítima do estupro do Estado paralelo. Ele o ridiculariza ao chamá-lo impropriamente de “meu Exército” porque despreza a separação do público e privado. O capitão humilhou o Alto Comando ao abortar a punição de Eduardo Pazuello por participar de um ato político no Rio de Janeiro. A baderna e a indisciplina ficaram liberadas. As mesmas que ocasionaram a expulsão de Bolsonaro do Exército. Pazuello é a nódoa mais vergonhosa do Exército Brasileiro. Além de incompetente, de insuflar a anarquia, Pazuello mentiu despudoramente quando depôs à CPI. Desmascarado pela verdade, maquinou expressões ininteligíveis como “posição de internet”. Teve os sigilos quebrados pela Comissão Parlamentar de Inquérito e anda assombrado com os desdobramentos da investigação. Ainda hoje esconde sua parvoíce no biombo do Estado e numa farda que não parece ostentar.

A exemplo dos nazistas que institucionalizaram organizações paramilitares, como a SS, SA e a Gestapo, a quadrilha em torno de Jair Bolsonaro ambiciona estruturar uma polícia paralela, legalizando a face mais abominável do submundo do crime carioca, as milícias que matam e extorquem. As vinculações com a delinquência do Rio de Janeiro são indesmentíveis e as digitais milicianas mancham alguns dos mandatos da família. Condecorações a Adriano da Nóbrega, emprego para familiares dele, a ciranda financeira com Fabrício Queiroz, os vizinhos envolvidos com a execução de Marielle Franco são as conexões visíveis. Jair e Flávio já defenderam publicamente a legalização das milícias.

A milícia carioca vende casas e apartamentos ilegais, despeja moradores que não pagam a taxa de segurança, revende os imóveis dos desalojados e constrói clandestinamente em vários municípios do rio de Janeiro. Opera em diversos locais como Guaratiba, Itaboraí, Magé e Rio das Pedras, onde 2 prédios desabaram. Adriano da Nóbrega, arquivo queimado na Bahia, era uma sumidade da milícia em Rio das Pedras e comandava o “escritório do crime. Foi homenageado na prisão por Flávio Bolsonaro com a medalha de Tiradentes da Alerj e elogiado por Jair Bolsonaro, como “brilhante oficial” quatro dias depois de condenado por homicídio.

Antes de morrer, o ex-ministro Gustavo Bebbiano, braço direito de Bolsonaro na campanha mencionou a “Abin paralela” e atribuiu sua concepção ao vereador Carlos Bolsonaro. Na reunião de 22/4/2020, o próprio capitão confessou ter um serviço paralelo de informações. “O meu particular funciona. Os ofi… que temos oficialmente, desinforma. E voltando ao … tema prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações”. A crise com Sérgio Moro pelo controle da PF as operações sistemáticas da Federal contra inimigos do governo aumentaram a suspeição sobre ações extraoficiais de perseguição política a adversários.

Mais recentemente a Abin, através de um decreto presidencial, queria ter acesso a dados sigilosos dos cidadãos para bisbilhotar. A ministra Carmen Lúcia do STF disse que arapongagem era crime. A Agência Brasileira de Inteligência, do amigo Alexandre Ramagem, tinha sido autorizada a fazer devassas. O decreto aumentava o número de cargos, permitia o treinamento/recrutamento de indicados políticos e escancarou o acesso injustificado de arapongas para xeretar informações sigilosas dos cidadãos. Entre eles dados fiscais, bancários, telefônicos, inquéritos policiais e também relatórios do COAF. Por 9 a1 o STF barrou a nova arapuca arbitrária. O recado de que arapongagem é crime acabou antecipando o julgamento de outro caso de polícias políticas paralelas e ilegais no Ministério da Justiça.

Pelo mesmo placar, 9 a 1, o STF também repreendeu o Ministério da Justiça, na gestão de André Mendonça, na produção de dossiês contra adversários, denominados de “antifascistas”. Inspirado nos repulsivos métodos do SNI, invadiu-se, clandestinamente, vidas privadas com expedientes da ditadura. O serviço secreto paralelo foi armado pela Secretaria de Operações Integradas do MJ e gerou um dossiê com 400 páginas de bisbilhotice. O titular do DOPs ilegal foi sacrificado, mas até hoje na se sabe quem encomendou a espreita criminosa. A ministra Carmen Lúcia fulminou a KGB: “A gravidade do quadro descrito, que – a se comprovar verdadeiro – escancara comportamento incompatível com os mais basilares princípios democráticos do Estado de Direito e que põem em risco a rigorosa e intransponível observância dos preceitos fundamentais da Constituição da República”.

Foras da lei, como mafiosos, contrabandistas, golpistas, traficantes e milícias, desprezam as regras do Estado e se homiziam em estruturas paraestatais. A insurreição cotidiana contra os órgãos oficiais e a obsessão em organizar mecanismos extraoficiais, clandestinos, invisíveis ao controle do Estado, expressa a índole ditatorial de Jair Bolsonaro e seu desdém pela democracia.

Desde 2020 ensaia sua noite dos cristais. Já fez ameaças explícitas em conspirações golpistas para fechar os outros poderes. Agora aposta na derrota eleitoral para ativar a quartelada. Assim como seu anacrônico preceptor Donald Trump acabará falando sozinho. O derretimento nas intenções de votos, perda de aderência nas redes sociais, o fiasco da gestão, a corrupção, a incompetência generalizada, o desemprego, a fome, a inflação e a CPI desgastarão Bolsonaro e o devolverão à uma amarga realidade, que hoje se esforça em adulterar.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Os divergentes.


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Comentários

Joao

Não apenas da estupidez e da delinquência, mas da ignorância, insensatez, burrice, idiotice, babaquice.......