Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes

17/05


2021

Rio Grande do Norte vira grife em melão

Na estação Rio Grande do Norte, terceiro Estado escolhido na peregrinação deste repórter ao Nordeste há 28 anos, para escrever o livro O Nordeste que deu certo, o destaque de hoje está na vocação de Mossoró para produção de melão. Das suas terras saem grande parte da fruta que abastece o mercado nacional e chega também ao exterior.

Embora tenha perdido a Maisa, projeto que fez grande sucesso entre os anos 80 e 90, Mossoró continua na liderança na produção de melão. A cidade ganhou o título de Capital Nacional do Semiárido e é um dos orgulhos do Nordeste, um oásis em plena caatinga. Confira o texto original do livro e no final a atualização dos dados econômicos 28 anos depois.

Os bons frutos do melão

Capítulo 10

O maior projeto agrícola do País em frutas tropicais está no Nordeste, em plena caatinga, no município de Mossoró. Só na produção de melão (o carro-chefe), a previsão é de uma colheita de 57 mil toneladas, 40% da produção nacional. A produtividade chega a superar índices internacionais, como os obtidos na Califórnia, nos Estados Unidos.

Com uma área de 30 mil hectares, o projeto responde pelo nome de Maisa (Mossoró Agro-Industrial S.A) e pertence a um grupo privado, formado pelos empresários Geraldo Cabral Rola, José Nilson de Sá e Múcio Gurgel de Sá. Em meio à seca, a empresa fatura US$ 50 milhões por ano, na produção de melão, melancia, manga, maracujá, caju, uva e acerola; e, em experimentação, abacaxi, amendoim, figo e tâmara.

Com tecnologia de primeiro mundo, produz 3,5 mil toneladas de suco por ano, dos quais 40% vão para os mercados norte-americano e europeu. Exporta ainda cerca de 80% da castanha de caju beneficiada em sua fábrica, uma das mais modernas da América Latina. No processo de beneficiamento, o óleo extraído é vendido para utilização na produção de vernizes e na fabricação de discos de freio e embreagens na indústria automobilística. “A amêndoa vai para os mercados americano e europeu, além do mercado interno”, diz Geraldo Cabral Rola, presidente do Grupo.

Segundo ele, a performance comercial da Maisa nos últimos anos demonstra o acerto de suas iniciativas. “Estamos firmes na liderança nacional da produção de melão e detemos importantes parcelas no mercado de manga, caju, acerola e outras frutas”, afirma, acrescentando que sua marca possui grande expressão nos mercados do exterior e em grandes distribuidores da Inglaterra, Holanda, França, Itália e Espanha. 

“Nossos frutos são conhecidos e aprovados no Brasil e no mundo por sua alta qualidade e sabor”, revela, orgulhoso, o empresário, que contou com o apoio do BNB e do Banco do Brasil para financiar uma parte do projeto. De bancos holandeses, ele conseguiu um empréstimo de US$ 10 milhões, para ampliar as atividades agrícolas com um outro projeto em Jaguaruana (CE), onde metade da área de cinco mil hectares será dividida em lotes de 8 a 12 hectares, para cultivo por pequenos agricultores.

No Ceará, o projeto vai usar água do rio Jaguaribe para a irrigação por meio de uma adutora, estando a primeira colheita de melão prevista para o próximo ano. Geraldo Rola define a nova experiência como um caso de reforma agrária em estilo capitalista. O Governo do Ceará, segundo ele, entra com US$ 16 milhões em obras de infraestrutura e o Banco do Nordeste financia cerca de US$ 14 milhões aos pequenos proprietários.

O parque industrial da Maisa, em Mossoró, compreende, além de uma fábrica de beneficiamento de castanha de caju e acerola, uma unidade produtora de sucos concentrados e outra para produção de tubos de polietileno utilizados para a irrigação. “Os processos de produção, em todas as unidades industriais, são submetidos a rígidos padrões de higiene e ao mais rigoroso controle de qualidade”, diz Rola.

Milagre da irrigação

A sensação é de estar chegando a uma cidade típica da região Sudeste. O verde, espalhado de canto a canto, lembra também as regiões produtoras da Flórida. Mas, na realidade, estamos entrando e pisando na área mais seca do Nordeste, onde um sistema de irrigação composto por 13 poços cavados à profundidade de até 700 metros, opera verdadeiros milagres. 

Quem chega desapercebido pensa que está numa cidade porque, na realidade, Maisa é quase isso. Ali moram quatro mil pessoas, população maior do que a de 57 municípios do Rio Grande do Norte. São 600 casas com água encanada, luz elétrica e rede de esgoto.

Existe, ainda, hospital, escola de 1º grau, creche e serviço de assistência social. Em 91, foram investidos US$ 500 mil em obras na vila, incluindo captação e tratamento de água de esgoto e reforma geral de todas as casas, além da compra de duas antenas parabólicas. Até mesmo um posto policial já existe. A vila é administrada por um prefeito biônico, escolhido pela direção da empresa entre os quatro mil funcionários.

“Nós trabalhamos com a firme sensação de que estamos mesmo numa cidade, pois aqui não falta nada”, diz Roberto Papa, gerente tecnológico do projeto, um paulista de 32 anos, formado em agronomia pela Universidade de Botucatu (SP). Há dois anos, ele leva uma rotina dura para tocar o projeto. Mora numa casa de três quartos, sala, cozinha, varanda e garagem, num padrão superior aos demais funcionários que pagam uma taxa simbólica de aluguel e a conta de luz.

A vida no projeto Maisa é dura, mas a estrutura permite que os quatro mil funcionários tenham um padrão bem diferenciado da região. Os que não têm casa na vila, por exemplo, são transportados de ônibus, gratuitamente. Uma frota de nove ônibus atende duas vezes por dia os que moram na cidade de Mossoró, que fica a 50 quilômetros. 

Maria Lúcia de Melo, 29 anos, trabalha na colheita de acerola há dois anos e é uma das que andam duas vezes ao dia de ônibus para cumprir sua rotina. Ela transmite sinais de felicidade. “Aqui, a gente tem assistência médica, segurança e outras vantagens que não vê lá fora”, ressalta. 

Roberto Papa explica que o grupo empresarial que controla a Maisa teve uma preocupação muito grande com o lado social do projeto. “Quanto mais condições de trabalho a empresa dá, mais colhe lucros”, ressalta ele, acrescentando que essa tem sido uma filosofia universal infalível. Ele próprio conta que sempre sonhou em trabalhar na Maisa e desde que entrou fica a cada dia mais fascinado. “Agora mesmo estou me preparando para um estágio de nove meses na Holanda”, conta, adiantando ser esta a segunda vez que vai ao exterior patrocinado pela empresa com o objetivo apenas de conhecer novas tecnologias.

“Isso nos estimula e dá uma compensação”, revela Papa, que não pensa mais em cidades grandes. “São Paulo é uma ilusão. Aqui, estou bem e satisfeito”, afirma, acrescentando que já tem planos para casar com uma moça de Mossoró. A exemplo de Papa, há mais três cariocas e um paulista trabalhando no projeto, que tem 18 agrônomos no total, sendo a maioria da própria região. “Esta é uma filosofia da empresa: aproveitar a mão-de-obra local”, diz o gerente de tecnologia.

Andar em torno dos 30 mil hectares de terras irrigadas da Maisa não é uma façanha para qualquer um. É preciso ter muita disposição e conhecer as características da região. Para se ter uma ideia, o projeto tem nada menos do que 500 km de estradas internas.

Para administrar tudo isso, foram precisos 5.500 kw de instalações elétricas, que produzem equipamentos e materiais para seus projetos, além de proporcionar uma moderna rede de comunicação. “A Maisa trouxe e adaptou às nossas condições tecnologia de outros países. Assim, desenvolveu o setor agrícola e industrial, criou milhares e empregos, e contribuiu para a diminuição do êxodo rural na região”, diz Roberto Papa, adiantando que três fatores foram determinantes: as excelentes condições climáticas, os investimentos em pesquisas e a capacidade de trabalho do seu pessoal.

Papa destaca o moderno sistema de seleção e embalagem dos produtos para garantir o padrão de higiene necessário ao exigente mercado internacional, e cita a “packing house”, com uma área de dois mil metros quadrados e capacidade para processar 10 toneladas por hora. Segundo ele, estão em construção mais outras cinco do mesmo modelo.

No centro técnico, altamente profissionalizado, estão sendo desenvolvidas novas tecnologias compatíveis com as mais avançadas do mundo do “agrobusiness”. A ideia que temos é que estamos, a cada ano, nos preparando para novos desafios do mercado e da competição internacional”, teoriza o agrônomo.

Água debaixo do chão 

Em fins de 1970, a Maisa instalou-se em Mossoró com a ideia apenas de produzir caju, mas a grande seca ocorrida entre 1980 e 1983 quase leva a empresa à falência. “Descobrimos que a única saída para a nossa sobrevivência seria a diversificação da produção e que o melão era a melhor alternativa”, conta o diretor de exportações da empresa, Marcelo Gadelha. Com isso, a empresa, após pesquisar tecnologia em regiões semiáridas e Israel e Califórnia (EUA), descobriu que os solos de Mossoró poderiam obter uma produtividade superior às das áreas pesquisadas. Para Gadelha, “o nosso único mérito foi adaptar as formas de irrigação desenvolvidas naqueles países à realidade de Mossoró”. 

O sistema de irrigação do projeto tem tecnologia de primeiro mundo. Sua base é o gotejamento da água através de pequenos furos em canos de PVC. A água é bombeada a partir de dez reservatórios. Os canos ficam no chão, perto das raízes das plantas, para manter a terra sempre molhada. “Trata-se de um processo simples, que poderia ser adotado em larga escala no combate à seca”, observa Gadelha.

Em 93, mesmo tendo chovido apenas 20% da média anual, a empresa manteve os quatro plantios previstos. “Estamos tão otimistas que investimos US$ 8 milhões em tecnologias, inclusive com a construção de três novos poços, que duplicação nossa capacidade de produção no próximo ano”, afirma.

No projeto, a Maisa opera 13 poços, com profundidade média de 700 metros, num regime de 20 horas de bombeamento por dia. Também utiliza o sistema para captar água do rio Jaguaribe, numa vazão média de 600 metros cúbicos por hora. A capacidade de armazenamento nos 10 reservatórios é de aproximadamente 8,8 milhões de litros e a vazão média de cada um dos poços que operam em Mossoró é de 190 mil litros/hora.

“Desde o início de nossas atividades no sertão do Rio Grande do Norte, acreditamos que o Nordeste poderia ser um polo de crescimento. Por isso, buscamos alternativas econômicas que se adaptassem à realidade de um mercado em transformação”, diz Geraldo Rola, para completar: “Hoje estamos com poder de competitividade no mercado internacional”.

Reforma agrária

Se não bastasse a condição de maior projeto agrícola em produção comercial no País, o grupo Maisa ainda está apostando no sucesso do Projeto Canaã, no Estado do Ceará. “Queremos contribuir para erradicar definitivamente a miséria quase absoluta da região”, diz Geraldo Rola, referindo-se à área de Jaguaruana (CE), onde pretende doar 2.400 hectares a 240 irrigantes. 

Sob orientação técnica e comercial, eles irão cultivar com segurança produtos destinados às agroindústrias da região e aos mercados interno e externo. Os outros 2.600 hectares serão destinados à produção própria da empresa, totalizando uma área de 5.000 hectares irrigados. 

“Podemos definir esse projeto como sendo uma reforma agrária privada”, diz Rola, estimulado com os investimentos de US$ 10 milhões no projeto, feitos a partir de um empréstimo que fez junto a bancos holandeses e a contrapartida do governo do Ceará – de US$ 16 milhões – em obras de infraestrutura. Os projetos de pequena irrigação dos colonos são financiados pelo BNB.

O melão hoje representa a maior fatia dos lucros da empresa. Classificados como os melhores no mercado internacional, os melões que saem do projeto em Mossoró permitem um faturamento de US$ 50 milhões. Pela ordem, o projeto de Mossoró contribui com 38 mil toneladas das 57 mil previstas para atual safra, seguido de longe pela Jaisa (CE), com 15 mil toneladas. A Faisa, em Fortaleza (também pertencente ao grupo) produzirá apenas 4.800 toneladas de frutas.

Em frutas tropicais, em segundo lugar vem a acerola, com 2.560 toneladas. Com mais vitamina C que a laranja, a acerola ocupa uma área de 250 hectares e começou a ser cultivada em escala comercial graças a um acordo com um grupo japonês. Sua polpa já é exportada para a Europa, assim como o próprio suco (a empresa possui uma unidade produtora de sucos concentrados dentro do seu parque industrial).

Quanto à uva, cuja excelente qualidade foi conquistada graças à importação de “know-how” chileno e israelense, ocupa apenas 65 hectares, que deverão produzir nesta safra cerca de 1,5 milhão de toneladas. No projeto, há ainda maracujá, manga, cajueiro e castanha.

Com relação à exportação de sucos, a Maisa prevê repassar 820 toneladas de sucos de abacaxi para a Europa, 688 mil de acerola e 221 mil de maracujá, tendo ainda reserva para abastecer o mercado interno e a América Central. Entre julho de 91 e julho de 92, 100 mil caixas de castanha de caju foram produzidas, sendo 78.830 para o mercado externo. A previsão para a atual safra é de uma produção de 130 mil caixas, destinando 100 mil para o exterior. 

A Maisa detém liderança nacional de melão e importantes parcelas do mercado de manga, caju e acerola. O que mais impressiona de todo o seu parque industrial é a sua fábrica de beneficiamento de castanha de caju, a maior da América Latina. Lá, existe um verdadeiro formigueiro humano trabalhando 24 horas por dia. 

Outra inovação que chama a atenção é a “packing house”, instalada para acelerar o processo de embalagem para exportação de melão, com uma área de 2.000 m2. Por ali, são processadas 10 toneladas de melão por hora. O sistema de seleção e embalagem é tão moderno que existe uma orientação para não ser filmado. É que os diretores da Maisa temem que ele venha a ser copiado por outras empresas.

28 ANOS DEPOIS

- Mossoró cresceu e hoje tem mais de 300 mil habitantes. É o segundo município mais populoso do Rio Grande do Norte, só perdendo para Natal (869,9 mil habitantes).

- O município continua líder em produção de petróleo em terra no Brasil. Hoje, saem do município 47 mil barris/dia extraídos de mais de 3.500 poços no chamado Campo de Petróleo Canto do Amaro. Em 1993, eram 35 mil barris/dia retirados de 704 poços.

- A produção de petróleo no Rio Grande do Norte, em terra e mar, está em pouco mais de 70 mil barris/dia. O Estado já chegou a produzir 100 mil barris/dia. 

- O Rio Grande do Norte produz mais de 340 toneladas/dia de Gás de Cozinha (GLP). Em 1993, a produção era de 310 toneladas/dia. 

- Mossoró é responsável por 90% da produção de sal de todo o Brasil. A produção média de sal no município fica entre 5,5 e 6 milhões de toneladas/ano. Em 1993, eram 3,4 milhões de toneladas/ano.

- A rede hoteleira de Mossoró não para de crescer. De 1993 até 2005, chegou a 1.050 leitos. Hoje, já conta com mais de dois mil leitos.

- Destaque para o parque aquático de águas termais do Thermas Hotel e Resort. São 12 piscinas interligadas e bombeadas a partir de uma central. As águas atingem uma temperatura de até 58 graus centígrados e são distribuídas para as piscinas, perdendo o calor gradativamente. 

- Mossoró continua sendo destaque na produção de melão. A maior fazenda do Estado, com 22 mil hectares, cultiva 7 mil hectares de melão e produz 220 mil toneladas da fruta por ano. Sessenta por cento da produção vai para a exportação, principalmente para Inglaterra, Holanda, Espanha e Oriente Médio. O melão é cultivado em 12 propriedades da região de Mossoró. Em 1993, eram produzidas no município 57 mil toneladas de melão.

- A Maisa faliu em 2003, mergulhada em grave crise após o Plano Real. Naquele mesmo ano, suas terras, invadidas pelo MST, foram objeto de desapropriação para fins de reforma agrária. O Grupo Maisa (Mossoró Agroindustrial S/A) marcou época em Mossoró durante os anos 80/90. A Maisa ficou famosa no Brasil e no exterior a partir da comercialização do melão, um dos seus carros-chefes. A empresa chegou a ter sete mil empregados diretos, dos quais seis mil na lavoura, tornando-se uma das maiores empregadoras privadas do Estado. Em 1993, o faturamento da Maisa chegou a US$ 50 milhões.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Petrolina abril 2021

Confira os últimos posts



13/06


2021

Em pré-campanha, Duque recebe apoio de prefeito

Serra FM

Pessimismo é uma palavra que foi riscada do dicionário do ex-prefeito de Serra Talhada Luciano Duque (PT) quando o assunto é a conquista de uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nas eleições do ano que vem.

Somando apoios a cada dia, o ex-prefeito petista vem abrindo seu leque da Região Metropolitana do Recife (RMR) ao Sertão do São Francisco e anunciou mais um apoio importante na região.

“O prefeito de São José do Belmonte, Romonilson Mariano, gestor competente que faz um grande trabalho, fechou apoio a minha pré-candidatura, bem como o ex-prefeito, Marcelo Pereira. Estou muito satisfeito e honrado com estes apoios”, declarou Duque, durante entrevista ao comunicador Francys Maya.

Ainda durante a entrevista, Luciano Duque ratificou que pretende priorizar a pauta municipalista na Alepe, caso seja eleito deputado, e brincou parafraseando o ex-vereador Pessival Gomes. “Serei o trator do Sertão, pode ter certeza”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Ipojuca 2021

13/06


2021

Gonzaga entrega tratores para agricultores de Trindade

Agricultores familiares do município de Trindade foram beneficiados com dois tratores na última sexta-feira (11). Os veículos e os implementos agrícolas foram adquiridos com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), que esteve no município para entregá-los às duas associações responsáveis.

O primeiro equipamento beneficiou a Associação dos Moradores do Sítio Alegre, que possui 80 associados, presidida por José Alves Delmondes, conhecido como Zeca de Messias. O ato de entrega do trator com grade e arado, contou com a presença dos suplentes de vereadores Lamarth Piancó e Jailson. 

Já a segunda máquina, com implementos agrícolas, grade e arado, foi entregue a Associação dos moradores da Mangueira, que possui 130 associados e tem como presidente o professor Jailson Franco de Lima, conhecido como Jailson da Mangueira. 

Gonzaga Patriota destacou que as associações poderão melhorar as atividades rurais dando mais eficiência ao processo produtivo. “Com o recebimento dos tratores e dos implementos agrícolas, as associações poderão melhorar as atividades rurais dando mais eficiência ao processo produtivo e aumentando a produtividade de vários segmentos. Além disso, os equipamentos vão ajudar muito os pequenos agricultores no preparo da terra, para que possam produzir e levar comida até a mesa da população”, disse o socialista. 

Ainda na sexta-feira (11), o parlamentar também esteve em Lagoa Grande, Santa Cruz da Venerada, Ouricuri, Bodocó, Araripina e Santa Filomena.

MARCO MACIEL – Gonzaga lamentou o falecimento do ex-vice-presidente Marco Maciel: “O Brasil perde um grande homem público, uma referência do diálogo com todas as forças da sociedade. À família e aos amigos, meus sentimentos neste momento de profunda dor.”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Caruaru

13/06


2021

Coutinho quer baratear habilitação para cinquentinha

O deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) apresentou o Projeto de Lei 1163/21, que determina que o candidato à obtenção de autorização para conduzir ciclomotor será dispensado de participar de cursos e provas teóricas e de prática de direção. Para esta autorização, será apenas exigido um requerimento por parte do futuro condutor.

Com isso, os pilotos de ciclomotores, popularmente chamadas de cinquentinhas, poderão reduzir os custos ao iniciarem os preparativos para conquistarem a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC). “Antes, não existia essa necessidade para os ciclomotores. É uma resolução recente que decidiu que tivesse. Na verdade, a gente quer baratear o custo da habilitação para esse tipo de moto”, comentou Coutinho.

O ciclomotor é o veículo de duas ou três rodas cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a 50 km/h. Hoje, para obter a ACC, é preciso ter pelo menos 18 anos e ser aprovado em exames psicológico, de aptidão física e mental e de prática de direção, além de conhecer as leis de trânsito. “Com a exigência da ACC, nas atuais condições, muitos pilotos adquiriram motocicletas e hoje não podem utilizá-las. Na verdade, nossa intenção é fazer com que essas pessoas continuem a ter a condição deste transporte que é muito útil”, completou o deputado.

De acordo com o parlamentar, em cidades do interior nordestino, esse tipo de transporte é de suma importância para a mobilidade da população com baixa escolarização e difícil condição econômica. “Isso vai a dois sentidos: baratear o custo e dar condição ao analfabeto funcional para que ele tenha acesso a esse tipo de veículo”, completa.

A proposta em análise na Câmara dos Deputados altera o Código de Trânsito Brasileiro. O texto prevê ainda que órgãos estaduais autorizarão a prática de direção de ciclomotores em dias, horários e locais definidos. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O deputado Augusto Coutinho reforça que o projeto está aberto a discussões de órgãos reguladores, como Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e a sociedade em geral.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


13/06


2021

Radialista detona governador por situação da Saúde

O radialista Edson Silva fez duras críticas ao governador Paulo Câmara (PSB), na última terça-feira (8). A motivação do comunicador é a situação da Upae (Unidade Pernambucana de Atenção Especializada) Palmares, que, pelo estado de abandono, não pode receber pacientes (assista).

O desabafo de Edson Silva ocorreu durante apresentação de seu programa na Rádio Cidade 87,9 FM, de Palmares, na Mata Sul pernambucana. O comunicador chega a chamar o governador de "irresponsável" e profere alguns palavrões.

Edson Silva cita o caso de uma pessoa diagnosticada com o novo coronavírus em Tamandaré, cidade do Litoral Sul do Estado, que teve de ser internada no Recife por falta de leitos na região.

O próprio radialista já esteve acometido com a Covid-19 e lembrou que foi internado no Hospital Regional de Palmares, onde, segundo ele, 100% dos leitos estão ocupados. "Passei duas madrugadas numa cadeira de plástico de bar", relatou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Mesquita

A culpa é de Bolsonaro que protelou a compra da vacina, por isso todo esse problema.


CABO

13/06


2021

Não sei nem como contar

A vida nos prega peças muito difíceis de compreender. Antes da pandemia, estive em Fortaleza e Salvador cumprindo uma pauta sobre mobilidade urbana. Na capital baiana, fui ciceroneado pelo meu amigo Edson Barbosa, o Edinho, famoso publicitário, responsável, dentre outras façanhas pelo marketing do ex-governador Eduardo Campos. Num almoço, ele me apresentou o delegado aposentado Valdir Barbosa, uma figura. Muito mais para intelectual refinado do que para a difícil profissão que abraçou.

Na verdade, um poeta. Vivia fazendo tertúlias de amor à esposa e à vida. Quando a ele fui apresentado por Edinho, informou que tinha um grande amigo em Pernambuco, o prefeito de Vertentes, Romero Leal, também delegado aposentado. Valdir acabou virando um grande amigo online.

Estava na minha lista de transmissão dos links do blog e vez por outra me mandava poesias, verdadeiras declarações de amor à esposa, por quem era apaixonado os quatro pneus, como se diz no meu Pajeú.

Hoje pela manhã, recebo um telefonema de Romero Leal, extremamente abatido, inconsolável, informando que Valdir havia cometido suicídio. Ninguém conhece ninguém. Acho que o próprio ser humano não conhece a si próprio.

Valdir era alegre, divertido, contador de causos, atento às questões nacionais. Comentava quase sempre as postagens do meu blog e vivia me convidando para passar um fim de semana em sua casa, junto com Romero e esposa, em Salvador. Romero, aliás, não está acreditando na hipótese de suicídio, embora desconfie.

A desconfiança se dá pelo último poema em vida que Valdir fez, com o título Confuso. "Meus refletires deixam-me obtuso. Não sei se sigo ou fico aonde estou. Antes era o certo, agora estou confuso", escreveu.

Tem um autor desconhecido que deixou uma frase que pode até não explicar o estado de espírito de Valdir, mas serve de reflexão:  "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Bandeirantes 2021

13/06


2021

Final do livro: o NE na visão dos investidores

O livro O Nordeste que deu certo, de minha autoria, de 1993, que postamos aqui ao longo dos últimos dias, capítulo por capítulo, destacando experiências bem sucedidas nos nove Estados da Região, foi uma tentativa de quebrar preconceitos. Mais do que isso, de abrir um paradigma longe do velho e surrado argumento de que o Nordeste, visto lá fora apenas pelo viés da seca e da miséria, é um enfardo para o País, sorvedouro do dinheiro público.

O livro desmistifica o Nordeste, mostra que a Região cresceu na década de 90 mais do que o Japão, bateu o próprio Brasil, atraiu investimentos geradores de emprego e renda, shoppings modernos e gigantes, como o do Recife, o maior da América do Sul. Atraiu um parque tecnológico invejável, virou uma nova fronteira agrícola, produzindo frutas irrigadas e soja. É, hoje, o maior produtor de manga e uva do País, que chegam aos mercados do Exterior fazendo muito sucesso.

O Nordeste tem destaque, ainda, na produção de petróleo, sal-gema, minerais em geral, gesso, sal e virou a coqueluche do gás natural a partir de Sergipe, com forte influência da Bahia ao Maranhão. No capítulo final, abaixo, colhi o depoimento de empresários, políticos, economistas e investidores. Veja o que eles disseram há 28 anos:

O Nordeste pelos nordestinos

Capítulo final 
       
Paulo Souto, vice-governador da Bahia e ex-superintendente da Sudene

“Os sulistas tentam fazer uma campanha contra o Nordeste sob todos os prismas, para denegrir a imagem da Região. Existe movimento mais atrasado e antipatriótico do que o separatismo pregado pelos gaúchos? Os investimentos aqui tiveram retorno, enquanto no Sul há experiências fracassadas, como os US$ 10 bilhões perdidos com programas nucleares ou ainda a bolada desperdiçada na Ferrovia do Aço. Vale lembrar a diferença de que os investimentos no Nordeste geraram riqueza e milhares de empregos, além de terem viabilizado 1.500 empresas, que hoje são responsáveis por mais de 80% do ICMS e IPI recolhidos no Nordeste”.

 João Alves de Melo, presidente do Banco do Nordeste (BNB):

“O balanço de todas as entradas e saídas de recursos no Nordeste mostra que a Região tem sido sempre superavitária, desmentindo a falácia de um Nordeste eterno sorvedouro de recursos da União. Os recursos já aportados via FNE (Fundo Constitucional de Investimentos) no Nordeste, da ordem de US$ 1,2 bilhão, possibilitaram a geração de 405 mil empregos diretos e indiretos. Infelizmente, os problemas da Região são, não raro, abordados de forma apressada e tendenciosa, levando a interpretações equivocadas, seja apontando uma suposta inviabilidade econômica da Região, seja defendendo um assistencialismo que não se coaduna com o esforço sério no sentido de promover as transformações estruturais da economia”.

Cássio Cunha Lima, superintendente da Sudene:

“Tentam fazer uma campanha distorcida contra o Nordeste e principalmente para atingir a Sudene. Os recursos do Governo Federal não foram mal aplicados. Não concordo com essa opinião porque 80% dos impostos arrecadados na Região são de empresas que receberam incentivos via Finor. O que nós não tivemos, na verdade, foi um bom desempenho no campo social, mas isso é fruto do modelo concentrador de renda do País, e o Nordeste não fica à margem disso. Temos a economia que mais cresceu nos últimos anos. Investir no Nordeste é lucro certo. A Região oferece vantagens incomparáveis, tem um potencial de trabalho impressionante e múltiplas vocações”.

Joaquim Francisco, governador de Pernambuco:

“O Nordeste não é um saco sem fundo. O dinheiro empregado na Região, a título de subsídio, teve retorno e hoje corresponde a mais de 50% dos impostos recolhidos. Existe uma distorção enorme quando se proclama que somos um sorvedouro dos recursos da União. Em 30 anos, a Sudene recebeu apenas US$ 8 bilhões, para 10 estados. Só o metrô de Brasília custou US$ 2 bilhões, e o de São Paulo, US$ 12 bilhões. O Nordeste é uma Região de grande potencial. Em Pernambuco, por exemplo, temos 100 mil hectares irrigados no Vale do São Francisco, que geram 200 mil empregos diretos e indiretos. Recife é o segundo polo médico do País e somos o segundo polo de avicultura da Região”.

Francisco Alves, dono do Grupo Fribasa, com sede na Bahia, que tem um faturamento anual de US$ 100 milhões:

“O Nordeste pode ter um grande futuro. Basta deixar o pessimismo de lado e trabalhar de verdade, governo e empresariado. Ao contrário do que alguns setores defendem, o BNB e a Sudene têm feito um grande esforço na tentativa de minimizar as diferenças entre o Nordeste e as regiões Sul e Sudeste. Infelizmente, estas entidades não recebem a contrapartida necessária do Governo Federal. Um exemplo disso é a atual situação do Finor, cujas verbas não foram repassadas a mais de 700 empresas beneficiárias do fundo. Há 20 anos, quando decidimos investir no cerrado baiano, poucas pessoas acreditaram que algum negócio pudesse dar certo naquela região, quase um deserto”.

Fernando Santos, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento e vice-presidente do Grupo João Santos, que atua em todo o País nas áreas de cimento (12% da produção nacional), agropecuária, comunicação, fabricação de papel e transporte aéreo e que, em 92, faturou só em Pernambuco US$ 100 milhões:

“Apesar das limitações impostas pelos fatores climáticos, o Nordeste tem seguras perspectivas de desenvolvimento, não apenas pela infraestrutura, capaz de alavancar o crescimento agrícola das novas fronteiras do São Francisco, desenvolver o turismo no litoral ou viabilizar o potencial econômico da Região, mas também pelo vigor criativo do seu empresariado e a histórica vocação de serviços”. 

Empresário João Carlos Paes Mendonça, dono de um império, a rede de supermercados Bompreço, que, em 92, obteve um faturamento de US$ 600 milhões:

“Acho que os empresários que investem na Região têm um retorno menor. Mas o Bompreço fixou-se no Nordeste por opção, por ser um grupo da terra e por acreditar na capacidade e competência do seu povo. O povo nordestino pode mudar qualquer imagem negativa que se faça da Região. Basta unir esforços e dar exemplos através do trabalho. O Bompreço foi a empresa que apresentou maior aumento de vendas no Brasil e isso nos deixa satisfeitos, porque mostra que estamos fazendo cada vez melhor aquela parte da função social. Experiências bem sucedidas como a minha demonstram que, com verdade, abnegação e muito trabalho se pode transformar os investimentos feitos em resultados positivos”.

Sávio Vieira, presidente da Associação das Empresas do Nordeste, com negócios agropecuários na Bahia, que representam um faturamento de US$ 15 milhões/ano:

“Toda e qualquer coisa negativa que ocorre no Nordeste é superdimensionada, como se os nordestinos tivessem o monopólio dos erros brasileiros e o Sul fosse só maravilha. Fica a imagem de que o Nordeste é ruim porque não prestam nem sua terra nem sua gente. Os investimentos no Nordeste deram e continuam dando bons resultados. Basta olhar o polo petroquímico da Bahia, o polo têxtil do Ceará ou a pujança do Vale do São Francisco. Em toda a sua existência, a Sudene investiu US$ 8 bilhões em empresas nordestinas. O que é um montante sem significação ao se comparar com os investimentos desastrados realizados no Sul e Sudeste, a exemplo dos mais de US$ 10 bilhões na experiência fracassada do programa nuclear”.

Gustavo Maia Gomes, economista e coordenador do estudo sobre a economia do Nordeste que aponta o crescimento da Região em níveis maiores que o do Japão em 20 anos:

“O Nordeste também cresceu em termos sociais. A pobreza se reduziu, a renda real dos mais pobres se elevou e todos os indicadores sociais relevantes melhoraram. Este crescimento está associado aos programas oficiais de apoio ao investimento. Isso não equivale dizer que não houve desperdício e ineficiência. Muito mais poderia ter sido feito, particularmente nos anos mais recentes, quando entidades de desenvolvimento regional foram contaminadas pela nomeação de dirigentes medíocres, escolhidos por critérios da mais mesquinha conveniência política”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Serra Talhada 2021

13/06


2021

Alessandro Vieira: CPI tem provas para acusar Bolsonaro

O senador sergipano Alessandro Vieira (Cidadania) votou em Jair Bolsonaro para presidente nas eleições. Se arrependeu e hoje é crítico ao trabalho dele. "Ficaria satisfeito se o brasileiro saísse desse processo entendendo a importância de avaliar melhor o voto, porque, assim, jamais contrataria um cara com o perfil do Bolsonaro para levantar um muro na sua casa, pintar uma parede, porque é claramente ineficiente, despreparado, equivocado”, avalia.

Em entrevista à revista Política Democrática online de junho, editada pela Fundação Astrojildo Pereira, em Brasília, ele justifica a escolha de 2018: “Jamais votaria no projeto do PT, um projeto de todo contrário à minha história, na forma de pensar, de aparelhamento do Estado e destruição do aparato de repressão a crimes graves de colarinho branco. Só que Bolsonaro foi uma decepção completa de A a Z”, critica Alessandro Vieira.

Ativo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado, Alessandro Vieira reforça que o colegiado já tem elementos contundentes relacionados à culpa do Bolsonaro (sem partido) pelo fracasso ao enfrentamento à pandemia. “Já temos vários indicativos que apontam para uma responsabilidade direta do presidente da República, no rastro de teorias conspiratórias, da negação da vacina, da defesa de remédios sem nenhum tipo de validação científica”, afirma o senador.

A nova edição da revista pode ser acessada, gratuitamente, no portal da entidade. Delegado da Polícia Civil e senador em primeiro mandato, Alessandro Vieira tem se destacado pela forma contundente como participa dos interrogatórios conduzidos pela comissão.

O parlamentar avalia que a CPI poderá oferecer condições para apresentação de relatório com provas contundentes de como o Brasil chegou ao quadro de pandemia descontrolada. Para o senador do Cidadania-SE, episódios como o vivido atualmente no país com a CPI permitem que se abra uma janela de esperança, de oportunidade para as pessoas enxergarem diferenças de conduta em relação às pessoas que elas elegeram.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Anuncie Aqui - Blog do Magno

13/06


2021

Lula, Doria e Tite

Por Adriano Oliveira*

Existe equívoco quanto à polarização no Brasil. Aliás, não existe polarização. Foram várias pessoas que a condenaram equivocadamente. O raciocínio era simplista. De um lado, o presidente da República. Do outro, o ex-presidente Lula. Não estava presente terceiro candidato competitivo. Conclusão: o Brasil convivia com a polarização extremada.

O termo extremo qualificou a polarização Lula versus Bolsonaro. Outro erro. A ausência de evidências condenava a qualificação. A era Lula teve parceria com o Centrão, nomeação do primeiro colocado da lista tríplice enviada pelo Ministério Público Federal, um grande empresário na vice-presidência da República, Henrique Meirelles no Banco Central. Como afirmar que Lula é extremo? As críticas corriqueiras do ex-presidente Lula à imprensa são suficientes para classificá-lo como extremo?

Chega a Covid-19 ao Brasil. O competente João Doria enxerga condições de fabricar vacinas. O Butantan larga na frente. Nas redes sociais, o governador de São Paulo passa a ser classificado como “calcinha apertada”, oportunista. João Dória sofre desconstrução por parte do bolsonarismo radical por fazer louvável e óbvia opção de salvar vidas.

Tite é técnico moderno. Futebol alegre. Tite nunca teve forte rejeição da torcida brasileira. Ao contrário. Porém, o atual treinador da seleção não foi firme na defesa da Copa América no Brasil. Por consequência, os bolsonaristas radicais passaram a atacá-lo. Tite não é candidato à presidente da República, mas virou inimigo do bolsonarismo radical.

Lula, João Doria e Tite são exemplos de que a polarização não existe no Brasil. Lembro também de Sérgio Moro, Mandetta, general Santos Cruz. Qualquer indivíduo que discordar das atitudes do presidente Bolsonaro será imediatamente desqualificado. Para o bolsonarismo radical não existe adversário. Mas inimigo a ser combatido e eliminado. Portanto, o único extremo presente é o bolsonarismo radical.

A polarização numa disputa eleitoral de dois turnos é natural. Ela sempre existirá no Brasil. O que é incomum em nosso país contemporâneo é a polarização tóxica. De um lado, o sujeito democrático, autônomo e livre para expressar as suas ideias. Do outro, o sujeito que descontrói imagens, carreiras. O fabricante de inimigos. O bolsonarismo radical atrelado ao militarismo do governo colocam em risco a democracia brasileira. Não podemos falar em eleição presidencial vindoura sem considerar as ameaças do bolsonarismo radical para o pleito.

*Doutor em Ciência Política e professor do Departamento de Ciência Política da UFPE


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Mesquita

GENTE OS MOTOQUEIROS SÃO POLICIAIS (EXERCITO,POL.MILITAR MILICIANOS), PAGOS R$ 2.000,OO POR CABEÇA, SEGUNDO UM MOTOQUEIRO DA REGIÃO.


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

13/06


2021

Grupo faz ato simbólico contra Copa América em Brasília

Um grupo de manifestantes fez um ato em Brasília, hoje, contra o presidente Jair Bolsonaro e a realização da Copa América no Brasil. Segundo os organizadores, cerca de 40 pessoas participaram. As informações são do Poder360.

O protesto começou com a entrega de panfletos na Rodoviária de Brasília. Em seguida, os manifestantes foram para a frente do estádio Mané Garrincha e fizeram a encenação de um tribunal que julgou a Conmebol e a condução do combate à covid feita por Bolsonaro. Ao fim, a corte fictícia "decidiu" pelo impeachment do presidente.

O ato simbólico foi organizado pelos movimentos Bem Viver, Afronte, Unidade Popular, Brigadas Populares, Juntos, e pelo PCB. Segundo Thiago Ávila, do Bem Viver, o protesto foi um “esquenta” para as manifestações contra Bolsonaro, marcadas para o dia 19 deste mês.

“Foi um evento simbólico. Estamos centrando nossas forças de mobilização para o grande ato do dia 19. Agora é colocar toda a energia para protestar contra Bolsonaro”, afirmou ao Poder360.

COPA AMÉRICA

A abertura da Copa América será neste domingo, às 18h, com o jogo Brasil e Venezuela. A partida será no Mané Garrincha. Bolsonaro recebeu críticas por ter aceitado que o Brasil sediasse o evento. A seleção brasileira chegou a cogitar não jogar.

Pesquisa do PoderData realizada na última semana mostrou que a maioria da população é contra a Copa América. De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros são contra o Brasil sediar o torneio de futebol, enquanto 35% são a favor e 10% não sabem como responder.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


13/06


2021

Antonio Souza vistoria área de construção da Cab Motors

O sócio-fundador da Cab Motors, Antonio Souza, esteve em Campina Grande (PB), na área onde será erguida uma fábrica da empresa. O empresário demonstrou entusiasmo com o projeto. 

"Imagine um projeto em que sonham juntos uma cidade, um estado, uma região e um país! Temos a honra de sonharmos e lutarmos juntos para esse que é uma realização para todo o nosso Brasil! Estamos despertando os olhares e desejo de outras nações mas, temos um país inteiro para conquistar e servir! Assim será a Cab Motors Campina Grande", disse.

"Vamos sustentar com suprimentos, peças e insumos nossas montadoras em todas em todas as regiões do Brasil, gerando empregos, renda e desenvolvimento a nível nacional", prosseguiu.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
Publicidade

TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores