Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes

08/05


2021

Impulso da irrigação criou a Califórnia brasileira

Na sequência da reedição do meu livro O Nordeste que deu certo, lançado em 1993, o capítulo de hoje mostra o resultado milagroso do encontro das águas do Velho Chico, entre Petrolina e Juazeiro, com uma terra antes inóspita e improdutiva, transformada no maior polo de frutas irrigadas do País. Conhecida como a Califórnia brasileira, esse pedaço de chão euclidiano virou sinônimo de prosperidade e futuro. Apostar nele é colher manga, uva e outras frutas que se convertem numa moeda mais nobre que dólar, uma moeda de ouro no mercado internacional.

Petrolina e Juazeiro, cidades irmãs, vão mostrando com o tempo que a irrigação é a grande alternativa econômica, geradora de emprego e renda, capaz de reduzir as desigualdades sociais numa velocidade que atenua a fome e faz escrever uma página oposta à famigerada indústria da seca, que enriqueceu poucos e viciou o cidadão, como cantou Luiz Gonzaga. Ao final do texto original, o leitor confere dados das mudanças que ocorreram de lá para cá, 28 anos que separam a semente que vi brotar com os frutos de hoje.

O milagre da irrigação 

Capítulo 2

No momento em que a histórica “indústria da seca” volta ao debate nacional, Petrolina comemora uma década e meia produzindo riquezas e mostrando para o resto do País como é possível vencer na terra inóspita do semiárido nordestino. De 1978 para cá, a cidade sofreu uma transformação tão acelerada que hoje não se pode discutir o desenvolvimento de Pernambuco sem fixar os olhos nas terras irrigadas pelas milagrosas águas do rio São Francisco.

Ao descobrirem a vocação do Vale do São Francisco como produtor e exportador de frutas, Petrolina tinha apenas 50 mil habitantes, que sofriam os mesmos problemas da legião de famintos espalhados pelo sertão pernambucano. Em 15 anos, muita coisa mudou. A população beira os 200 mil habitantes, 500 mil pessoas vivem em torno dos projetos de irrigação e já foram gerados 200 mil empregos diretos. A cidade tem o maior comércio do interior e a área irrigada, que começou timidamente com três mil hectares, já alcançou a espetacular cifra dos 100 mil hectares, o que eleva o polo Petrolina- Juazeiro, à condição de “Califórnia Brasileira”.
 
Petrolina teve o maior crescimento demográfico do Nordeste. Impulsionada pela família Coelho, dividida hoje em quatro grupos distintos, a cidade convive também com a mesma problemática social nordestina, mas suas conquistas são maiores do que tudo isso. “Há muito mais motivos para se comemorar”, reconhece o prefeito Fernando Bezerra Coelho (PMDB), que toca a administração perseguindo metas como a construção de um shopping center e de um centro de convenções. 

Nos 15 anos em que Petrolina tira da terra a riqueza de um Nordeste desconhecido e pouco explorado, se a fartura atraiu também miseráveis que sobrevivem em favelas típicas dos grandes centros urbanos, atraiu em maior escala gente de toda parte do mundo. Gente que se apaixonou pelo desafio de conquistar uma terra que, como disse Pero Vaz de Caminha, “em se plantando tudo dá”. E a terra deu. Tanto que os ricos da cidade têm no dólar a moeda referência em função dos negócios fechados no dia a dia para o mercado internacional.

Em 1992, somente com a exportação de uva, um dos produtos nobres da região, houve um faturamento de US$ 4 milhões. Graças à irrigação, o Vale do São Francisco produz pelo menos duas safras dos seus produtos, que oferecem alta rentabilidade na Europa e nos Estados Unidos, como uva, manga, acerola e melão.

A irrigação trouxe emprego, desenvolvimento e fé no futuro para os petrolinenses. A cidade ganhou uma mistura de raças. Atraídos pela bonança, húngaros, americanos, franceses, italianos e principalmente japoneses se fixaram nos projeto de irrigação e hoje, casados com brasileiros, não querem mais sair da região. Assim, a cidade ganhou um perfil urbano diferente das irmãs nordestinas. 

Como centro exportador de frutas, Petrolina passou à condição de cidade mais importante do interior do Estado, ultrapassou Caruaru, tem hoje uma das rendas per capita mais altas do Nordeste e em torno da irrigação 4,2 mil empresas de comércio se estabeleceram, 21 agências bancárias se instalaram no município e um distrito industrial abriga 25 mil unidades empregando centenas de pessoas.

Não fossem os atuais preços impraticáveis do mercado internacional para a polpa de frutas, o Distrito Industrial talvez estivesse numa posição privilegiada. A experiência não deu certo e há dois anos duas grandes empresas de produção de tomate, que comercializaram a polpa para países da Europa, estão praticamente com suas atividades paradas. A ETTI Nordeste Indústria S/A, com capacidade para processar 48 toneladas de tomate por hora, e que já chegou a exportar 80 milhões de toneladas/ano, é a que mais empregou na região.

Mas, como diz o prefeito Fernando Bezerra Coelho, Petrolina tem muito mais motivos para comemorar do que lamentar. A cidade se prepara para sediar o primeiro shopping, sem prazo ainda definido. O mais novo empreendimento é uma emissora de televisão – a TV Grande Rio - do grupo liderado pelo deputado Osvaldo Coelho (PFL), que retransmite a programação da TV Globo.

Os números de Petrolina falam por si só. Na área de comunicação, há também duas emissoras de rádio, uma AM e outra FM, sucursais dos dois jornais do Estado e, em termos de infraestrutura para receber os visitantes, uma rede hoteleira do melhor padrão.

Há 10 anos, tão logo a irrigação impulsionou o desenvolvimento do município, a família Coelho usou do seu prestígio para construir um aeroporto de categoria internacional, que deve ser ampliado nos próximos seis meses para receber avião cargueiro, exclusivo para exportação de frutas.

Um dos maiores municípios do Estado em área territorial, com 6.035 km2, Petrolina tem 62% da sua população na área urbana, 65% das residências são servidas por esgotos, configurando, assim, um dado inédito no Nordeste.

Se não bastasse, Petrolina sedia ainda o Centro de Pesquisas do Semiárido, o CPTSA, o mais avançado da América Latina em termos de pesquisas de sequeiro. Nos 20 anos de funcionamento da Embrapa, a quem o CPTSA está ligado, algumas tecnologias geradas se destacam, como os sistemas de irrigação localizada, de baixo custo e fácil instalação; identificação de fruteiras adaptadas e manejo adequado de uva, banana, manga, figo, citro e tâmara; obtenção de melão eldorado 300, tolerante à virose; introdução de aspargo e manejo de outras culturas como cebola e melancia.

Conhecer Petrolina é descobrir uma infinidade de temas ainda inexplorados, porque a região, na verdade, é um oásis que pode chegar a 500 mil hectares de terras irrigadas até o ano 2000. “Cheguei aqui há 20 anos e não pretendo sair nunca mais. Aqui, é a melhor cidade do mundo”, diz o empresário Joseênio Brandão, hoje um dos mais prósperos de Petrolina, atuando em diversas áreas – indústria de fertilizantes, uma exportadora de manga e um hotel.

Juazeiro

É impossível percorrer Petrolina sem que se perceba a interligação profunda da cidade com Juazeiro, sua vizinha ilustre, na divisa com a Bahia. Juazeiro tem praticamente a mesma população de Petrolina, recebe as bênçãos do rio São Francisco, mas politicamente está a reboque dos Coelho. “Juazeiro cresce pegando carona na influência de Petrolina”, diz o empresário José Marques da Silva, há 20 anos na região. 

Mas a cidade também contribuiu para a expansão da economia do polo, tanto quanto Petrolina: do contrário, a Agrovale, maior usina de álcool do Sertão nordestino, não teria fincado ali suas raízes e expandido os negócios. A Agrovale pertence ao grupo de Gustavo Colaço e produz álcool e açúcar em uma área plantada de 9 mil hectares. Seu complexo industrial é o maior gerador de empregos na região. Hoje, apesar dos tempos bicudos, trabalham na usina cerca de cinco mil pessoas. 

Em abril de 1993, uma missão húngara, formada por cinco técnicos, desembarcou no Aeroporto de Petrolina para iniciar um programa de cooperação técnico-científico entre os governos da Hungria e do Brasil, no valor de US$ 50 milhões. Todos os projetos serão desenvolvidos na área do São Francisco e Petrolina será, mais uma vez, um dos municípios beneficiados.

A chegada de missões estrangeiras virou rotina há muito tempo em Petrolina. Pelo menos três a quatro delegações estrangeiras visitam a cidade a cada mês, para anunciar investimentos que abrangem 100 mil hectares do polo do São Francisco. São investimentos que geram empregos, fazem circular dinheiro e fortalecem a economia. Mais do que isso, ampliam e consolidam a vocação agrícola explorada a partir da experiência pioneira do Projeto Bebedouro.

Se hoje o polo Petrolina-Juazeiro geral 200 mil empregos diretos, no futuro este número poderá triplicar porque todos os dias surgem propostas de novos investimentos, não apenas os chamados oficiais, mas sobretudo da iniciativa privada. “Investir em Petrolina é ter a garantia de lucro certo em pouco tempo”, garante o agrônomo Hildo Diniz da Silva, 40 anos, superintendente regional da Codevasf. Pelas suas mãos passam diariamente as mais impressionantes tentativas de investimentos na região, como a de dois empresários mexicanos que queriam cinco mil hectares contínuos de aluvião para instalar um projeto de banana tipo-exportação. “Isso simplesmente é impossível porque não há tanta terra junta”, explica Hildo, que ficou responsável por procurar outra alternativa para o grupo mexicano.

Há, assim, uma corrida desenfreada em direção ao controle das terras irrigáveis. Segundo a Codevasf, também em abril deste ano esteve em Petrolina uma missão do Japão para viabilizar uma área de 300 mil hectares, destinada ao plantio de capim Buffel e difundir tecnologia de bovinocultura. O projeto deve começar a funcionar nos primeiros meses de 94. Quem também esteve em Petrolina em 1993 foi uma comitiva do grupo Sadia, interessado na compra de dois mil hectares, mil para plantar uva e manga, tudo para exportação. A Sadia quer ainda produzir aspargo.    

Considerado o maior projeto da região, o Nilo Coelho está começando a sua expansão, com perspectivas de criar milhares de empregos. O projeto, já com recursos garantidos pelo BNB e Banco Mundial, compreende 40 mil hectares, sendo 20 mil na área de sequeiro e 20 mil na de irrigação.

Outro que atrairá recursos a curto espaço de tempo é o Bebedouro. Segundo Hildo Diniz, US$ 28 milhões serão liberados brevemente pelo Fundo Nakasone para repasse a colonos já assentados. A grande novidade em termos de investimentos, na área produzida pelos colonos, é a decisão do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) de financiar pela primeira vez a produção de manga. O BNB, segundo a Codevasf, vai liberar US$ 500 milhões para 1.450 colonos do Projeto Bebedouro, o que duplicará a área de produção de quatro mil para oito mil hectares, num espaço de apenas três anos. 

Projetos novos não faltam em Petrolina. O Governo húngaro, por exemplo, está investindo US$ 585 milhões na implantação de uma estação modelo para produção intensiva de leite no projeto Nilo Coelho. Querem os húngaros demonstrar a viabilidade técnico-econômica da produção de leite com 40 vacas da raça holandesa, importadas da Hungria, com capacidade de produção de seis a sete mil litros de leite-ano, alimentadas com forrageiras produzidas nos projetos públicos de irrigação.

Os húngaros preveem, ainda, a implantação de um centro de produção industrial de mudas, com capacidade para produzir 600 mil mudas/ano, e um outro centro de produção de mudas em bandejas com capacidade de 100 milhões de mudas/ano.

Numa época recessiva, é difícil uma cidade atrair tantos investimentos públicos e privados como Petrolina. Segundo o superintendente da Codevasf, Petrolina poderá ganhar brevemente o primeiro distrito de exportação de frutas, na área do projeto Nilo Coelho. Lá já estão reservados 60 hectares para a construção da sede pelo Diper.

28 ANOS DEPOIS

Nestes primeiros 15 anos de existência, o shopping de Petrolina traduziu investimentos em grandes fontes de receita e geração de renda. Com um fluxo de 23 mil pessoas por dia, o centro de compras conseguiu mais do que duplicar o faturamento nos últimos dois anos – saindo de R$ 80 milhões em 2008, para quase R$ 175 milhões em 2010. Atualmente o River gera 4 mil empregos diretos e indiretos. Mas Paulo Modesto prevê tempos ainda mais pujantes.

Mais de R$ 3,4 bilhões é a estimativa do valor total obtido pelos agricultores com a venda da produção agrícola – e cerca de 281 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Em torno de 4,3 milhões de toneladas de itens agrícolas, sobretudo frutas, foram produzidos nos projetos públicos de irrigação, segundo a Codevasf.

A área cultivada em 2020 foi de 99 mil hectares, favorecendo 12 mil famílias, a maioria produtores familiares, que representam 10,8 mil. O carro-chefe da produção agrícola continuou sendo uva, manga e banana.  O polo de irrigação mais desenvolvido do Vale está situado em torno das cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE). 

Os primeiros estudos para a implantação de projetos de irrigação foram efetuados na década de 1960, sendo que a SUDENE iniciou a instalação dos pioneiros Bebedouro e Mandacaru, com assentamento dos primeiros irrigantes em 1968. O Bebedouro foi posteriormente ampliado pela SUVALE e Codevasf e novos projetos foram implantados.

Ali encontram-se os perímetros Curaçá, Maniçoba, Tourão, Mandacaru, Senador Nilo Coelho e Bebedouro, com um total de 44.145 ha em operação, além dos projetos de Pedra Branca, Glória, Rodelas, Manga de Baixo, Apolônio Sales, Brígida, Icó-Mandantes e Caraíbas, do complexo Itaparica. Encontram-se em fase de implantação os projetos Salitre (1ª Etapa) e Pontal, com área total de 39.167 hectares, sendo que já estão implantados 8.680 hectares. 

Petrolina é o 6º maior PIB de Pernambuco e tem o 6º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o 10º maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Estado. O diferencial de Petrolina está na fruticultura irrigada e na exportação. Com o processo irrigado, há safras o ano todo. Com a exportação, vendas são em dólar, moeda em alta. 

De acordo com dados do Instituto Trata Brasil (dados de 2018) Petrolina atende 71% da sua população com esgotamento sanitário, apenas considerando o atendimento urbano atende 96%, deste 67% do que é coletado é tratado, e atende 100% da população com água. Petrolina foi reconhecida como a maior rede hoteleira da região turística do sertão do São Francisco, contando com 2.115 leitos, distribuídos em 24 hotéis; diversos restaurantes, bares, centros comerciais, hospitais, Universidades e cursos de Turismo em níveis técnico e superior, segundo um estudo de competitividade realizado pelo Ministério do Turismo, Fundação Getúlio Vargas e o Sebrae Nacional.

Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Petrolina é o 174° maior do Brasil e o 6° maior de Pernambuco. Ainda de acordo com as Contas Regionais de 2012, o valor bruto do seu PIB era de R$ 3 786 065 bilhões, sendo R$ 377 478 milhões impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preço de mercado. Em 2012, o valor do Produto Interno Bruto per capita foi de R$ 12 399,02 mil.

No ano de 2010, 69,0 % da população com idade igual ou superior a 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação foi de 10,17 %. Em 2011, no Cadastro Central de Empresas constava que havia cerca de 5 924 unidades locais e 5 645 empresas atuantes, somando também o número de estabelecimentos comerciais. Um total de 58 918 pessoas foram designadas como pessoal ocupado e 52 081 pessoas foram contados como pessoal ocupado assalariado. 

Petrolina é, hoje, o terceiro maior PIB agropecuário, o segundo maior centro vinícola e o maior exportador de frutas do País. A apreciação dos vinhos e frutas do Vale do São Francisco se dá à sua temperatura elevada quase o ano todo, que expõe as frutas ao estresse contínuo e, assim, atribuindo gostos diferentes. Na lista dos melhores vinhos do Brasil – escolhidos em criteriosa avaliação de especialistas de várias partes do mundo, durante concurso internacional realizado em Petrolina, em setembro de 2009 – o Vale do São Francisco marcou presença, tendo alguns vinhos premiados. 

Políticas de incentivo aplicadas nas últimas décadas tornaram a região um celeiro de frutas tropicais, que são exportadas para as principais regiões do país e também para a América do Norte, Europa e a Ásia (particularmente o Japão). Segundo o IBGE, em 2012 o setor da indústria foi o segundo maior produtor de riqueza para o município. Cerca de R$ 701 495 milhões do seu Produto Interno Bruto era correspondente a tudo gerado pelo setor secundário.

Devido à alta produtividade na agricultura, impulsionada pela irrigação, parte das indústrias presente no município são do setor alimentício. Um dos subsetores da indústria que mais cresce é o da agroindústria de alimentos, há várias agroindústrias implantadas entre pequenas, médias e grandes, destacando-se a agroindústria alimentar de sucos, polpas e doces. 

Em Petrolina a indústria têxtil também marca presença, tendo seu polo fortalecido com a construção da Petroquímica Suape, no litoral sul pernambucano, que traiu para o município, em 2010, a fábrica do Grupo Covalan, que investiu cerca de R$ 150 milhões na construção da segunda unidade da São Francisco Têxtil na cidade.

O Distrito Industrial de Petrolina é uma das locomotivas de desenvolvimento na região do São Francisco. O condomínio que forma o complexo é composto por uma área de 500 hectares, dos quais 57 hectares de área já haviam sido arrematados em 2013. No total, 51 empresas formam o local, que recebeu desde 2007 mais de R$ 3,2 milhões com gastos de manutenção, conservação e recuperação do anel viário de acesso.

Conforme as Contas Regionais, divulgadas pelo IBGE, o setor terciário é o maior produtor de riqueza do município, correspondendo a aproximadamente 60% da economia, equivalendo a um valor bruto de R$ 2 271,056 bilhões. Segundo o Atlas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, 7,90 % do pessoal ocupado trabalhava na construção civil, 0,94 % nos setores de utilidade pública, 18,74 % no comércio e 37,07 % no setor de prestação de serviços.

O comércio de Petrolina é muito diversificado e descentralizado, tendo a região central da cidade como o principal polo comercial da cidade, concentrando lojas de redes nacionais e internacionais, como as Casas Bahia, Cacau Show, Subway, Lojas Americanas, Lojas Insinuante, Eletro Shopping, Farmácia Pague Menos, Magazine Luiza, entre outras. Nas avenidas que circundam o perímetro urbano, é perceptível a presença do comércio de materiais de construção, peças e serviços automotivos. 

Os bairros petrolinenses dispõem de estruturas complexas de comércio. Petrolina é considerada uma cidade-tronco, seu comércio abastece município vizinhos, o que faz da cidade um centro atacadista de alimentos, medicamentos e vestuário. Na área de Comunicação, a cidade saiu de duas emissoras de rádio para seis e também entrou na blogosfera, tendo hoje mais de dez blogs, além da TV Grande Rio, da família do ex-deputado federal Osvaldo Coelho, já falecido. 

Uma grande coincidência é que, hoje, Petrolina é administrada por Miguel Coelho (MDB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que era o prefeito há 28 anos, quando o livro foi publicado.


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

É isso. E o esquerdista caviar João Paulo diz que o agronegócio empobrece as famílias e o Estado. Ridículo.


Petrolina abril 2021

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13/06


2021

Em pré-campanha, Duque recebe apoio de prefeito

Serra FM

Pessimismo é uma palavra que foi riscada do dicionário do ex-prefeito de Serra Talhada Luciano Duque (PT) quando o assunto é a conquista de uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nas eleições do ano que vem.

Somando apoios a cada dia, o ex-prefeito petista vem abrindo seu leque da Região Metropolitana do Recife (RMR) ao Sertão do São Francisco e anunciou mais um apoio importante na região.

“O prefeito de São José do Belmonte, Romonilson Mariano, gestor competente que faz um grande trabalho, fechou apoio a minha pré-candidatura, bem como o ex-prefeito, Marcelo Pereira. Estou muito satisfeito e honrado com estes apoios”, declarou Duque, durante entrevista ao comunicador Francys Maya.

Ainda durante a entrevista, Luciano Duque ratificou que pretende priorizar a pauta municipalista na Alepe, caso seja eleito deputado, e brincou parafraseando o ex-vereador Pessival Gomes. “Serei o trator do Sertão, pode ter certeza”.


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Ipojuca 2021

13/06


2021

Gonzaga entrega tratores para agricultores de Trindade

Agricultores familiares do município de Trindade foram beneficiados com dois tratores na última sexta-feira (11). Os veículos e os implementos agrícolas foram adquiridos com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), que esteve no município para entregá-los às duas associações responsáveis.

O primeiro equipamento beneficiou a Associação dos Moradores do Sítio Alegre, que possui 80 associados, presidida por José Alves Delmondes, conhecido como Zeca de Messias. O ato de entrega do trator com grade e arado, contou com a presença dos suplentes de vereadores Lamarth Piancó e Jailson. 

Já a segunda máquina, com implementos agrícolas, grade e arado, foi entregue a Associação dos moradores da Mangueira, que possui 130 associados e tem como presidente o professor Jailson Franco de Lima, conhecido como Jailson da Mangueira. 

Gonzaga Patriota destacou que as associações poderão melhorar as atividades rurais dando mais eficiência ao processo produtivo. “Com o recebimento dos tratores e dos implementos agrícolas, as associações poderão melhorar as atividades rurais dando mais eficiência ao processo produtivo e aumentando a produtividade de vários segmentos. Além disso, os equipamentos vão ajudar muito os pequenos agricultores no preparo da terra, para que possam produzir e levar comida até a mesa da população”, disse o socialista. 

Ainda na sexta-feira (11), o parlamentar também esteve em Lagoa Grande, Santa Cruz da Venerada, Ouricuri, Bodocó, Araripina e Santa Filomena.

MARCO MACIEL – Gonzaga lamentou o falecimento do ex-vice-presidente Marco Maciel: “O Brasil perde um grande homem público, uma referência do diálogo com todas as forças da sociedade. À família e aos amigos, meus sentimentos neste momento de profunda dor.”


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Caruaru

13/06


2021

Coutinho quer baratear habilitação para cinquentinha

O deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade-PE) apresentou o Projeto de Lei 1163/21, que determina que o candidato à obtenção de autorização para conduzir ciclomotor será dispensado de participar de cursos e provas teóricas e de prática de direção. Para esta autorização, será apenas exigido um requerimento por parte do futuro condutor.

Com isso, os pilotos de ciclomotores, popularmente chamadas de cinquentinhas, poderão reduzir os custos ao iniciarem os preparativos para conquistarem a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC). “Antes, não existia essa necessidade para os ciclomotores. É uma resolução recente que decidiu que tivesse. Na verdade, a gente quer baratear o custo da habilitação para esse tipo de moto”, comentou Coutinho.

O ciclomotor é o veículo de duas ou três rodas cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a 50 km/h. Hoje, para obter a ACC, é preciso ter pelo menos 18 anos e ser aprovado em exames psicológico, de aptidão física e mental e de prática de direção, além de conhecer as leis de trânsito. “Com a exigência da ACC, nas atuais condições, muitos pilotos adquiriram motocicletas e hoje não podem utilizá-las. Na verdade, nossa intenção é fazer com que essas pessoas continuem a ter a condição deste transporte que é muito útil”, completou o deputado.

De acordo com o parlamentar, em cidades do interior nordestino, esse tipo de transporte é de suma importância para a mobilidade da população com baixa escolarização e difícil condição econômica. “Isso vai a dois sentidos: baratear o custo e dar condição ao analfabeto funcional para que ele tenha acesso a esse tipo de veículo”, completa.

A proposta em análise na Câmara dos Deputados altera o Código de Trânsito Brasileiro. O texto prevê ainda que órgãos estaduais autorizarão a prática de direção de ciclomotores em dias, horários e locais definidos. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O deputado Augusto Coutinho reforça que o projeto está aberto a discussões de órgãos reguladores, como Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e a sociedade em geral.


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13/06


2021

Radialista detona governador por situação da Saúde

O radialista Edson Silva fez duras críticas ao governador Paulo Câmara (PSB), na última terça-feira (8). A motivação do comunicador é a situação da Upae (Unidade Pernambucana de Atenção Especializada) Palmares, que, pelo estado de abandono, não pode receber pacientes (assista).

O desabafo de Edson Silva ocorreu durante apresentação de seu programa na Rádio Cidade 87,9 FM, de Palmares, na Mata Sul pernambucana. O comunicador chega a chamar o governador de "irresponsável" e profere alguns palavrões.

Edson Silva cita o caso de uma pessoa diagnosticada com o novo coronavírus em Tamandaré, cidade do Litoral Sul do Estado, que teve de ser internada no Recife por falta de leitos na região.

O próprio radialista já esteve acometido com a Covid-19 e lembrou que foi internado no Hospital Regional de Palmares, onde, segundo ele, 100% dos leitos estão ocupados. "Passei duas madrugadas numa cadeira de plástico de bar", relatou.


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Comentários

Mesquita

A culpa é de Bolsonaro que protelou a compra da vacina, por isso todo esse problema.


CABO

13/06


2021

Não sei nem como contar

A vida nos prega peças muito difíceis de compreender. Antes da pandemia, estive em Fortaleza e Salvador cumprindo uma pauta sobre mobilidade urbana. Na capital baiana, fui ciceroneado pelo meu amigo Edson Barbosa, o Edinho, famoso publicitário, responsável, dentre outras façanhas pelo marketing do ex-governador Eduardo Campos. Num almoço, ele me apresentou o delegado aposentado Valdir Barbosa, uma figura. Muito mais para intelectual refinado do que para a difícil profissão que abraçou.

Na verdade, um poeta. Vivia fazendo tertúlias de amor à esposa e à vida. Quando a ele fui apresentado por Edinho, informou que tinha um grande amigo em Pernambuco, o prefeito de Vertentes, Romero Leal, também delegado aposentado. Valdir acabou virando um grande amigo online.

Estava na minha lista de transmissão dos links do blog e vez por outra me mandava poesias, verdadeiras declarações de amor à esposa, por quem era apaixonado os quatro pneus, como se diz no meu Pajeú.

Hoje pela manhã, recebo um telefonema de Romero Leal, extremamente abatido, inconsolável, informando que Valdir havia cometido suicídio. Ninguém conhece ninguém. Acho que o próprio ser humano não conhece a si próprio.

Valdir era alegre, divertido, contador de causos, atento às questões nacionais. Comentava quase sempre as postagens do meu blog e vivia me convidando para passar um fim de semana em sua casa, junto com Romero e esposa, em Salvador. Romero, aliás, não está acreditando na hipótese de suicídio, embora desconfie.

A desconfiança se dá pelo último poema em vida que Valdir fez, com o título Confuso. "Meus refletires deixam-me obtuso. Não sei se sigo ou fico aonde estou. Antes era o certo, agora estou confuso", escreveu.

Tem um autor desconhecido que deixou uma frase que pode até não explicar o estado de espírito de Valdir, mas serve de reflexão:  "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".


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Bandeirantes 2021

13/06


2021

Final do livro: o NE na visão dos investidores

O livro O Nordeste que deu certo, de minha autoria, de 1993, que postamos aqui ao longo dos últimos dias, capítulo por capítulo, destacando experiências bem sucedidas nos nove Estados da Região, foi uma tentativa de quebrar preconceitos. Mais do que isso, de abrir um paradigma longe do velho e surrado argumento de que o Nordeste, visto lá fora apenas pelo viés da seca e da miséria, é um enfardo para o País, sorvedouro do dinheiro público.

O livro desmistifica o Nordeste, mostra que a Região cresceu na década de 90 mais do que o Japão, bateu o próprio Brasil, atraiu investimentos geradores de emprego e renda, shoppings modernos e gigantes, como o do Recife, o maior da América do Sul. Atraiu um parque tecnológico invejável, virou uma nova fronteira agrícola, produzindo frutas irrigadas e soja. É, hoje, o maior produtor de manga e uva do País, que chegam aos mercados do Exterior fazendo muito sucesso.

O Nordeste tem destaque, ainda, na produção de petróleo, sal-gema, minerais em geral, gesso, sal e virou a coqueluche do gás natural a partir de Sergipe, com forte influência da Bahia ao Maranhão. No capítulo final, abaixo, colhi o depoimento de empresários, políticos, economistas e investidores. Veja o que eles disseram há 28 anos:

O Nordeste pelos nordestinos

Capítulo final 
       
Paulo Souto, vice-governador da Bahia e ex-superintendente da Sudene

“Os sulistas tentam fazer uma campanha contra o Nordeste sob todos os prismas, para denegrir a imagem da Região. Existe movimento mais atrasado e antipatriótico do que o separatismo pregado pelos gaúchos? Os investimentos aqui tiveram retorno, enquanto no Sul há experiências fracassadas, como os US$ 10 bilhões perdidos com programas nucleares ou ainda a bolada desperdiçada na Ferrovia do Aço. Vale lembrar a diferença de que os investimentos no Nordeste geraram riqueza e milhares de empregos, além de terem viabilizado 1.500 empresas, que hoje são responsáveis por mais de 80% do ICMS e IPI recolhidos no Nordeste”.

 João Alves de Melo, presidente do Banco do Nordeste (BNB):

“O balanço de todas as entradas e saídas de recursos no Nordeste mostra que a Região tem sido sempre superavitária, desmentindo a falácia de um Nordeste eterno sorvedouro de recursos da União. Os recursos já aportados via FNE (Fundo Constitucional de Investimentos) no Nordeste, da ordem de US$ 1,2 bilhão, possibilitaram a geração de 405 mil empregos diretos e indiretos. Infelizmente, os problemas da Região são, não raro, abordados de forma apressada e tendenciosa, levando a interpretações equivocadas, seja apontando uma suposta inviabilidade econômica da Região, seja defendendo um assistencialismo que não se coaduna com o esforço sério no sentido de promover as transformações estruturais da economia”.

Cássio Cunha Lima, superintendente da Sudene:

“Tentam fazer uma campanha distorcida contra o Nordeste e principalmente para atingir a Sudene. Os recursos do Governo Federal não foram mal aplicados. Não concordo com essa opinião porque 80% dos impostos arrecadados na Região são de empresas que receberam incentivos via Finor. O que nós não tivemos, na verdade, foi um bom desempenho no campo social, mas isso é fruto do modelo concentrador de renda do País, e o Nordeste não fica à margem disso. Temos a economia que mais cresceu nos últimos anos. Investir no Nordeste é lucro certo. A Região oferece vantagens incomparáveis, tem um potencial de trabalho impressionante e múltiplas vocações”.

Joaquim Francisco, governador de Pernambuco:

“O Nordeste não é um saco sem fundo. O dinheiro empregado na Região, a título de subsídio, teve retorno e hoje corresponde a mais de 50% dos impostos recolhidos. Existe uma distorção enorme quando se proclama que somos um sorvedouro dos recursos da União. Em 30 anos, a Sudene recebeu apenas US$ 8 bilhões, para 10 estados. Só o metrô de Brasília custou US$ 2 bilhões, e o de São Paulo, US$ 12 bilhões. O Nordeste é uma Região de grande potencial. Em Pernambuco, por exemplo, temos 100 mil hectares irrigados no Vale do São Francisco, que geram 200 mil empregos diretos e indiretos. Recife é o segundo polo médico do País e somos o segundo polo de avicultura da Região”.

Francisco Alves, dono do Grupo Fribasa, com sede na Bahia, que tem um faturamento anual de US$ 100 milhões:

“O Nordeste pode ter um grande futuro. Basta deixar o pessimismo de lado e trabalhar de verdade, governo e empresariado. Ao contrário do que alguns setores defendem, o BNB e a Sudene têm feito um grande esforço na tentativa de minimizar as diferenças entre o Nordeste e as regiões Sul e Sudeste. Infelizmente, estas entidades não recebem a contrapartida necessária do Governo Federal. Um exemplo disso é a atual situação do Finor, cujas verbas não foram repassadas a mais de 700 empresas beneficiárias do fundo. Há 20 anos, quando decidimos investir no cerrado baiano, poucas pessoas acreditaram que algum negócio pudesse dar certo naquela região, quase um deserto”.

Fernando Santos, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento e vice-presidente do Grupo João Santos, que atua em todo o País nas áreas de cimento (12% da produção nacional), agropecuária, comunicação, fabricação de papel e transporte aéreo e que, em 92, faturou só em Pernambuco US$ 100 milhões:

“Apesar das limitações impostas pelos fatores climáticos, o Nordeste tem seguras perspectivas de desenvolvimento, não apenas pela infraestrutura, capaz de alavancar o crescimento agrícola das novas fronteiras do São Francisco, desenvolver o turismo no litoral ou viabilizar o potencial econômico da Região, mas também pelo vigor criativo do seu empresariado e a histórica vocação de serviços”. 

Empresário João Carlos Paes Mendonça, dono de um império, a rede de supermercados Bompreço, que, em 92, obteve um faturamento de US$ 600 milhões:

“Acho que os empresários que investem na Região têm um retorno menor. Mas o Bompreço fixou-se no Nordeste por opção, por ser um grupo da terra e por acreditar na capacidade e competência do seu povo. O povo nordestino pode mudar qualquer imagem negativa que se faça da Região. Basta unir esforços e dar exemplos através do trabalho. O Bompreço foi a empresa que apresentou maior aumento de vendas no Brasil e isso nos deixa satisfeitos, porque mostra que estamos fazendo cada vez melhor aquela parte da função social. Experiências bem sucedidas como a minha demonstram que, com verdade, abnegação e muito trabalho se pode transformar os investimentos feitos em resultados positivos”.

Sávio Vieira, presidente da Associação das Empresas do Nordeste, com negócios agropecuários na Bahia, que representam um faturamento de US$ 15 milhões/ano:

“Toda e qualquer coisa negativa que ocorre no Nordeste é superdimensionada, como se os nordestinos tivessem o monopólio dos erros brasileiros e o Sul fosse só maravilha. Fica a imagem de que o Nordeste é ruim porque não prestam nem sua terra nem sua gente. Os investimentos no Nordeste deram e continuam dando bons resultados. Basta olhar o polo petroquímico da Bahia, o polo têxtil do Ceará ou a pujança do Vale do São Francisco. Em toda a sua existência, a Sudene investiu US$ 8 bilhões em empresas nordestinas. O que é um montante sem significação ao se comparar com os investimentos desastrados realizados no Sul e Sudeste, a exemplo dos mais de US$ 10 bilhões na experiência fracassada do programa nuclear”.

Gustavo Maia Gomes, economista e coordenador do estudo sobre a economia do Nordeste que aponta o crescimento da Região em níveis maiores que o do Japão em 20 anos:

“O Nordeste também cresceu em termos sociais. A pobreza se reduziu, a renda real dos mais pobres se elevou e todos os indicadores sociais relevantes melhoraram. Este crescimento está associado aos programas oficiais de apoio ao investimento. Isso não equivale dizer que não houve desperdício e ineficiência. Muito mais poderia ter sido feito, particularmente nos anos mais recentes, quando entidades de desenvolvimento regional foram contaminadas pela nomeação de dirigentes medíocres, escolhidos por critérios da mais mesquinha conveniência política”.


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Serra Talhada 2021

13/06


2021

Alessandro Vieira: CPI tem provas para acusar Bolsonaro

O senador sergipano Alessandro Vieira (Cidadania) votou em Jair Bolsonaro para presidente nas eleições. Se arrependeu e hoje é crítico ao trabalho dele. "Ficaria satisfeito se o brasileiro saísse desse processo entendendo a importância de avaliar melhor o voto, porque, assim, jamais contrataria um cara com o perfil do Bolsonaro para levantar um muro na sua casa, pintar uma parede, porque é claramente ineficiente, despreparado, equivocado”, avalia.

Em entrevista à revista Política Democrática online de junho, editada pela Fundação Astrojildo Pereira, em Brasília, ele justifica a escolha de 2018: “Jamais votaria no projeto do PT, um projeto de todo contrário à minha história, na forma de pensar, de aparelhamento do Estado e destruição do aparato de repressão a crimes graves de colarinho branco. Só que Bolsonaro foi uma decepção completa de A a Z”, critica Alessandro Vieira.

Ativo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado, Alessandro Vieira reforça que o colegiado já tem elementos contundentes relacionados à culpa do Bolsonaro (sem partido) pelo fracasso ao enfrentamento à pandemia. “Já temos vários indicativos que apontam para uma responsabilidade direta do presidente da República, no rastro de teorias conspiratórias, da negação da vacina, da defesa de remédios sem nenhum tipo de validação científica”, afirma o senador.

A nova edição da revista pode ser acessada, gratuitamente, no portal da entidade. Delegado da Polícia Civil e senador em primeiro mandato, Alessandro Vieira tem se destacado pela forma contundente como participa dos interrogatórios conduzidos pela comissão.

O parlamentar avalia que a CPI poderá oferecer condições para apresentação de relatório com provas contundentes de como o Brasil chegou ao quadro de pandemia descontrolada. Para o senador do Cidadania-SE, episódios como o vivido atualmente no país com a CPI permitem que se abra uma janela de esperança, de oportunidade para as pessoas enxergarem diferenças de conduta em relação às pessoas que elas elegeram.


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13/06


2021

Lula, Doria e Tite

Por Adriano Oliveira*

Existe equívoco quanto à polarização no Brasil. Aliás, não existe polarização. Foram várias pessoas que a condenaram equivocadamente. O raciocínio era simplista. De um lado, o presidente da República. Do outro, o ex-presidente Lula. Não estava presente terceiro candidato competitivo. Conclusão: o Brasil convivia com a polarização extremada.

O termo extremo qualificou a polarização Lula versus Bolsonaro. Outro erro. A ausência de evidências condenava a qualificação. A era Lula teve parceria com o Centrão, nomeação do primeiro colocado da lista tríplice enviada pelo Ministério Público Federal, um grande empresário na vice-presidência da República, Henrique Meirelles no Banco Central. Como afirmar que Lula é extremo? As críticas corriqueiras do ex-presidente Lula à imprensa são suficientes para classificá-lo como extremo?

Chega a Covid-19 ao Brasil. O competente João Doria enxerga condições de fabricar vacinas. O Butantan larga na frente. Nas redes sociais, o governador de São Paulo passa a ser classificado como “calcinha apertada”, oportunista. João Dória sofre desconstrução por parte do bolsonarismo radical por fazer louvável e óbvia opção de salvar vidas.

Tite é técnico moderno. Futebol alegre. Tite nunca teve forte rejeição da torcida brasileira. Ao contrário. Porém, o atual treinador da seleção não foi firme na defesa da Copa América no Brasil. Por consequência, os bolsonaristas radicais passaram a atacá-lo. Tite não é candidato à presidente da República, mas virou inimigo do bolsonarismo radical.

Lula, João Doria e Tite são exemplos de que a polarização não existe no Brasil. Lembro também de Sérgio Moro, Mandetta, general Santos Cruz. Qualquer indivíduo que discordar das atitudes do presidente Bolsonaro será imediatamente desqualificado. Para o bolsonarismo radical não existe adversário. Mas inimigo a ser combatido e eliminado. Portanto, o único extremo presente é o bolsonarismo radical.

A polarização numa disputa eleitoral de dois turnos é natural. Ela sempre existirá no Brasil. O que é incomum em nosso país contemporâneo é a polarização tóxica. De um lado, o sujeito democrático, autônomo e livre para expressar as suas ideias. Do outro, o sujeito que descontrói imagens, carreiras. O fabricante de inimigos. O bolsonarismo radical atrelado ao militarismo do governo colocam em risco a democracia brasileira. Não podemos falar em eleição presidencial vindoura sem considerar as ameaças do bolsonarismo radical para o pleito.

*Doutor em Ciência Política e professor do Departamento de Ciência Política da UFPE


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Comentários

Mesquita

GENTE OS MOTOQUEIROS SÃO POLICIAIS (EXERCITO,POL.MILITAR MILICIANOS), PAGOS R$ 2.000,OO POR CABEÇA, SEGUNDO UM MOTOQUEIRO DA REGIÃO.


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

13/06


2021

Grupo faz ato simbólico contra Copa América em Brasília

Um grupo de manifestantes fez um ato em Brasília, hoje, contra o presidente Jair Bolsonaro e a realização da Copa América no Brasil. Segundo os organizadores, cerca de 40 pessoas participaram. As informações são do Poder360.

O protesto começou com a entrega de panfletos na Rodoviária de Brasília. Em seguida, os manifestantes foram para a frente do estádio Mané Garrincha e fizeram a encenação de um tribunal que julgou a Conmebol e a condução do combate à covid feita por Bolsonaro. Ao fim, a corte fictícia "decidiu" pelo impeachment do presidente.

O ato simbólico foi organizado pelos movimentos Bem Viver, Afronte, Unidade Popular, Brigadas Populares, Juntos, e pelo PCB. Segundo Thiago Ávila, do Bem Viver, o protesto foi um “esquenta” para as manifestações contra Bolsonaro, marcadas para o dia 19 deste mês.

“Foi um evento simbólico. Estamos centrando nossas forças de mobilização para o grande ato do dia 19. Agora é colocar toda a energia para protestar contra Bolsonaro”, afirmou ao Poder360.

COPA AMÉRICA

A abertura da Copa América será neste domingo, às 18h, com o jogo Brasil e Venezuela. A partida será no Mané Garrincha. Bolsonaro recebeu críticas por ter aceitado que o Brasil sediasse o evento. A seleção brasileira chegou a cogitar não jogar.

Pesquisa do PoderData realizada na última semana mostrou que a maioria da população é contra a Copa América. De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros são contra o Brasil sediar o torneio de futebol, enquanto 35% são a favor e 10% não sabem como responder.


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13/06


2021

Antonio Souza vistoria área de construção da Cab Motors

O sócio-fundador da Cab Motors, Antonio Souza, esteve em Campina Grande (PB), na área onde será erguida uma fábrica da empresa. O empresário demonstrou entusiasmo com o projeto. 

"Imagine um projeto em que sonham juntos uma cidade, um estado, uma região e um país! Temos a honra de sonharmos e lutarmos juntos para esse que é uma realização para todo o nosso Brasil! Estamos despertando os olhares e desejo de outras nações mas, temos um país inteiro para conquistar e servir! Assim será a Cab Motors Campina Grande", disse.

"Vamos sustentar com suprimentos, peças e insumos nossas montadoras em todas em todas as regiões do Brasil, gerando empregos, renda e desenvolvimento a nível nacional", prosseguiu.


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