Jaboatão

03/05


2021

Editorial analisa renascimento da aliança entre PT e PSB

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre a volta do PT a ocupar cargos nas gestões do PSB na Prefeitura do Recife e no Governo do Estado, ensaiando assim uma possível aliança para 2022. Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

Confira os últimos posts



11/05


2021

A Copa Airlines só volta em dezembro

Da coluna de João Alberto

Depois de reativou seus voos da Cidade do Panamá para Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, a Copa Airlines anunciou que a volta ao Recife só deve acontecer em dezembro. A empresa teve, durante muitos anos, voos que permitiam conexão imediata para várias cidades dos Estados Unidos e América Latina. As mais usadas pelos pernambucanos foram Nova York, Miami e Las Vegas. De todos os voos internacionais que tinham, Pernambuco tem apenas alguns da TAP para Lisboa. Portugal continua sem permitir a entrada de brasileiros


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Ipojuca 2021

11/05


2021

Câmara do Recife homenageia 15 anos do blog

Foi aprovado, há pouco, em discussão única e por unanimidade, pelo plenário da Câmara de Vereadores do Recife, voto de aplausos pela passagem dos 15 anos de fundação deste blog, completados em abril passado, proposto pela vereadora Michele Collins (PP). Por ocasião dos dez anos do blog, a Câmara fez uma sessão solene com plenário e galeria lotados.

Mas os tempos de pandemia, de sessões virtuais para evitar aglomerações, não permitem uma homenagem mais ampla, com discursos e todos os protocolos regimentais. Fica, entretanto, registrado o nosso agradecimento a todos os vereadores da Casa, especialmente a Michele, que me pegou de surpresa com a iniciativa.


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Petrolina abril 2021

11/05


2021

NE que deu certo: São Francisco virou uma Canaã

Continuando na reprodução do livro O Nordeste que deu certo, de 1993, de minha autoria e ainda nas terras santas do São Francisco, que parecem uma promessa ao povo nordestino como à Canaã ao povo hebreu, um dos trechos mais importantes: a produção da dupla de frutas – uva e manga – responsável pela verdadeira revolução no perfil econômico da região, hoje moeda de ouro no mercado internacional. Confira o que foi visto pela lente deste repórter naqueles tempos de uma grande promessa e como está o cenário de hoje com o levantamento atualizado quase três décadas depois da produção do livro.

Uvas tipo exportação

Capítulo 5

A primeira safra de uva de 1993 – são duas por ano, uma a cada semestre – colhida no polo de irrigação Petrolina-Juazeiro, movimentou US$ 20 milhões no mercado internacional. A uva que sai hoje do São Francisco é uma das melhores do mundo, atinge uma produtividade recorde e é responsável pela geração do maior número de empregos na região. Só a manga é capaz de concorrer com ela.

Segundo a Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), a produção de uva atingiu, em 1993, a espetacular cifra de 50 mil toneladas, das quais 10 mil foram para o comércio exterior e o restante para abastecer o mercado interno, inclusive as vinícolas sediadas na região, já também com marcas consolidadas nos Estados Unidos e Europa.

A área de produção de uva no Vale do São Francisco está estimada em cerca de quatro mil hectares. Como a região tem sol o ano inteiro, água em abundância e um solo adaptado com a mais alta tecnologia do mundo, já controlada pela informática, a produtividade é recorde: 17,5 toneladas por hectare. Em nenhum país do mundo, segundo a Codevasf, é possível encontrar condições semelhantes.

Produto nobre, referência no mercado exterior, a uva do Vale do São Francisco, embora produzida a custos altíssimos – um hectare chega a ficar por US$ 17 mil – já fez muitos novos ricos ao longo dos últimos 15 anos em Petrolina e Juazeiro. Só na fazenda Maniçoba, pertencente a um grupo de São Paulo, a estimativa é de se obter lucros da ordem de US$ 600 mil, na produção de 100 mil caixas por safra, com 80 hectares irrigados.

Se o dono fatura alto, quem vive em torno da atividade e se envolve nela de corpo e alma colhe também seus dividendos. É o caso do engenheiro agrônomo José Carlos Valente, 32 anos, desde 91 administrando a fazenda Maniçoba. Valente percebe US$ 2 mil por mês para controlar toda parte administrativa e produtiva do projeto, enquanto sua mulher, trabalhando em outra exportadora, fatura mais US$ 1 mil.

Valente veio de São Paulo e é daqueles que passam a sensação de que, realmente, descobriu o paraíso e dali não quer sair para lugar nenhum. “Estou satisfeito, tive uma adaptação muito rápida à região e acho que está aqui o futuro do Nordeste”, diz ele. Na fazenda trabalham, diretamente na produção de uva, cerca de 400 pessoas.

Leni de Jesus Silva, 21 anos, ganha um salário mínimo para fazer a limpeza da uva usando apenas uma tesoura como ferramenta. “Passo o dia inteiro no parreiral e gosto da vida que levo aqui. O meu patrão é muito bom”, afirma Leni, uma baiana residente em Juazeiro e que costuma trabalhar na colheita de uva em projetos para grande exportação: “Os japoneses são os que mais trabalham na região. Eu gosto de trabalhar também para eles”.

Os sinais exteriores de riqueza dos que vieram para Petrolina conquistar o mercado, no entanto, estão longe das fazendas ou dos projetos de irrigação. Às margens do legendário rio São Francisco é possível ver a olho nu alguns desses sinais, como mansões hollywoodianas ou verdadeiros palacetes, tudo erguido com os lucros do comércio de frutas para o exterior, que a cada dia cresce mais.

Controle de qualidade

Para que a uva da caatinga faça mais sucesso na Europa, nove grandes empresas de exportação do polo Petrolina-Juazeiro criaram um “pool”, a Brazilian Grapes, a grande descoberta dos próprios empresários da região, para evitar uma briga no mercado internacional.

Antes da Brazilian Grapes, a concorrência nos países importadores estava sendo prejudicial e isso vinha afetando a imagem que Petrolina conquistou como produtora de uva de excelente qualidade. “Havia uma competição desnecessária. Quando uma empresa vendia uma uva sem o padrão de qualidade da região, as consequências não eram apenas para aquele determinado empresariado, mas para todos, porque era o nome da região que estava sendo prejudicado”, sintetiza o agrônomo Ricardo Pauletti, 25 anos, gerente de coordenação administrativa do “pool”.

“Agora, completa ele, cabe à Brazilian Grapes a coordenação, seleção e controle da política de exportação. Nós fizemos um rigoroso controle que impediu o embarque de frutas podres ou amassadas”. Sob a nova marca, 650 mil caixas de uva Itália seguiram para a Europa entre setembro e dezembro de 92.

Em 93, houve um crescimento de 66% em relação à quantidade exportada em 92, o que dobrou o faturamento da Brazilian Grapes. Pela primeira vez o Brasil exporta frutas através de um “pool”, com padrão único de qualidade. Petrolina, segundo Ricardo, corria risco de perder mercado no exterior se cada empresa continuasse a atuar em faixa própria. “Sem esse padrão, os exportadores brasileiros desembarcavam na Europa uvas boas e ruins. Quando o europeu comia uma uva ruim de uma marca brasileira, a tendência era rejeitar indistintamente todas as uvas brasileiras”, conta Ricardo.

A Brazilian Grapes, composta pela Cotia, La Brunier, Olimpia, Curaçã, Garibaldina, Milano, Frutinor, Frutivale e Maniçoba – todas sediadas no polo Petrolina-Juazeiro -, faz uma seleção cuidadosa das uvas antes de embarcá-las nos navios atracados no porto de Suape.

Para atender ao padrão do projeto, a fruta não pode apresentar resíduos de agrotóxicos, os cachos devem ser uniformes (uvas com 22 milímetros de diâmetro, em média) e as uvas não podem estar podres ou machucadas. Com a formação do “pool”, houve uma redução de 30% nos custos de exportação, causada pela racionalização e barateamento do frete e das embalagens.

Agora, uma equipe única faz o controle de qualidade, cuida da higiene, embalamento, refrigeração e transporte de uvas. Pelos cálculos de Ricardo, este ano a Brazilian Grapes deve exportar 600 mil caixas de uvas ou três mil toneladas, gerando uma receita de US$ 3,4 milhões. Embora não se tenha ainda a previsão da participação de cada exportador, o volume deve representar lucro acima de US$ 1,2 milhão.

Mais frutas

Os mais entusiasmados dizem que a economia de Petrolina é movida à base de uva e manga. Na verdade, a associação das duas frutas responde por 90% do que se produz e se fatura na região. Enquanto a acerola, o mamão, a goiaba, a banana e o limão ocupam, juntos, 2,6 mil hectares, a uva e a manga chegam aos 10 mil hectares.

A uva gera mais empregos do que a manga, mas esta leva nítida vantagem econômica. Enquanto as exportadoras de uva faturaram US$ 30 milhões, as de manga chegaram a US$ 40 milhões em 92. O Brasil exportou US$ 103 milhões de uva, manga e melão, dos quais o polo Petrolina-Juazeiro teve uma participação de US$ 32,5 milhões.

A produção de manga atingiu em 93 uma área de três mil hectares, o que representou 25 mil toneladas colhidas, correspondendo a uma produtividade média de 9,40 toneladas/hectares. A colheita, a lavagem e a embalagem da manga representam um processo que poderia estar gerando muito mais emprego na região se não fossem as supermáquinas com tecnologia avançada de Primeiro Mundo, que substituem a mão-de-obra.

As exportadoras pagam US$ 1 por quilo de manga ao produtor e repassam ao mercado exterior por US$ 3. As mangas da região são preferidas pelos importadores por conter alta porcentagem de açúcar (16%) e cor avermelhada. Pela primeira vez os Estados Unidos recebem a manga produzida no Brasil. O mercado majoritário era a Europa.

É que, graças à eliminação da mosca-da-fruta, as exigências foram cumpridas. Até fevereiro último, quando foi encerrada a primeira safra do ano, foram exportadas 300 mil caixas de quatro quilos pela Fruit Sort Agrícola e Exportação, com sede em Petrolina. Somadas às 250 mil caixas vendidas para a Europa, a empresa faturou acima de US$ 5 milhões.

A Fruit Sort, empresa do grupo Curaçã, investiu US$ 300 mil na importação e instalação de uma máquina que faz o tratamento hidrotérmico das mangas antes de serem embarcadas, programa inédito no Nordeste. Processo acompanhado por um agrônomo do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos”, as mangas tomam um banho de água quente, a 46.1ºC durante 90 minutos. O banho, segundo o gerente de produção da empresa, Voltaire Medina, é suficiente para matar 100% das larvas e ovos da mosca-da-fruta, sem danificar a manga.

Com a implantação de um centro de produção industrial de mudas, pela Codevasf, através de recursos repassados pelo governo húngaro, Petrolina poderá exportar 600 mil mudas de manga/ano. O centro já tem um projeto que visa à reprodução econômica da fruta em larga escala de material reprodutor vegetativo de elevado valor genético, através da aplicação dos métodos mais modernos de micropropagação.

Na fazenda Maniçoba, a 42 quilômetros do centro de Petrolina, já se começou a colher, em caráter experimental, uma nova variedade de uva: a preta, importada da Europa, que brevemente entrará em escala comercial. Até o momento os resultados estão sendo considerados bastante positivos.

Hoje, o agrônomo José Carlos Valente, superintendente da fazenda, cuida com carinho do desenvolvimento da espécie em 10 plantas num só experimento. A uva preta, segundo ele, diferencia da Itália por ser bem mais doce e comprida, com cachos bem mais pesados. “Ela já faz sucesso na Itália, Espanha, França e Alemanha. Ainda é cedo para se fazer uma avaliação de quando estaremos comercializando para o mercado internacional, mas é praticamente garantido que há viabilidade da sua adaptação às terras e ao nosso clima”, afirma Valente.

A uva preta ainda passa por um processo de correção e acerto tecnológico. “Não conseguimos ainda o tamanho ideal desejado para o mercado exterior”, explica Valente, acrescentando que a uva Itália, a mais tradicional e comercial do Vale do São Francisco, está saindo dos chaparrais com 100 gramas a mais nos cachos do que a nova variedade.

Outra novidade é o pimentão tipo exportação. Na mesma fazenda Maniçoba, onde se produz praticamente todas as frutas bem-sucedidas no Vale do São Francisco, a previsão era de um faturamento em torno de US$ 500 mil em 93, numa pequena área irrigada.

“Nós produzimos, também, tomate para exportar numa área de 40 hectares”, diz José Carlos Valente, um paulistano que veio para a região e rapidamente se adaptou. “Não pretendo mais sair daqui para lugar nenhum do mundo. Isso é um paraíso”, exagera ele, entusiasmado com o impulso tomado pela região.

Vinhos campeões

Quando Petrolina começou a fazer as primeiras experiências com a uva da região para produção de vinhos, o Rio Grande do Sul não imaginava que florescia no Vale do São Francisco seu mais forte concorrente no mercado exterior.

As vinícolas que mais se notabilizaram foram a Milano, em Santa Maria da Boa Vista, e a Cactus, em Casa Nova, já na Bahia. Os vinhos finos da Milano fazem sucesso em toda a Europa e Estados Unidos. O Cabernet Sauvignon, da linha C’a Botticelli, por exemplo, ganhou o prêmio nacional numa disputa promovida pela revista Playboy, como um dos melhores vinhos tradicionais brasileiros.

Mas o reconhecimento da qualidade das vinícolas do São Francisco não se resume a isso. Em 90, os vinhos Sauvignon Blanc e Chemin Blanc (branco e seco) ganharam destaque no ranking nacional numa mostra realizada em São Bento, no Rio Grande do Sul.

As indústrias que produzem vinho também geram riqueza na região. Somente a vinícola Vale do Cactus, por exemplo, está produzindo 800 mil litros de vinho. Seu proprietário é o empresário japonês Mamoru Yamamoto.

28 ANOS DEPOIS:

- Em 1990, a população de Petrolina era de 200 mil habitantes. Hoje, a cidade tem 331,9 mil habitantes (IBGE – 2015).

- O polo Petrolina-Juazeiro tem hoje mais de 120 mil hectares irrigados, e com vários projetos de ampliação em andamento em todo o Vale do São Francisco, que podem elevar esse número para 200 mil. Em 1990, eram aproximadamente 100 mil hectares irrigados.

- A meta de construção de um shopping na cidade, na época do prefeito Fernando Coelho, virou realidade em outubro de 1995. A cidade ganhou o River Shopping, gerando empregos e renda e beneficiando toda a região do Vale do São Francisco.

- A exportação de uva atingiu, nos últimos anos, o faturamento de US$ 110,5 milhões/ano. Em 1992, o faturamento era de US$ 4 milhões/ano.

- Hoje, uva e manga ocupam uma área de 35,4 mil hectares no Vale do São Francisco. Em 1993, as duas principais frutas da região ocupavam 10 mil hectares.

- O Polo de Fruticultura de Petrolina e Juazeiro é responsável pela geração de mais de um milhão de empregos diretos e indiretos. Em 1993, eram 200 mil empregos.

- A Agrovale – Usina de Álcool do Sertão do São Francisco -, localizada em Juazeiro (BA) e pioneira na região, continua a pleno vapor. Explora uma área de mais de 16 mil hectares. Em 1993, a Agrovale atuava em 9 mil hectares.

- O Projeto Nilo Coelho, que abriu as portas da agricultura irrigada para o Polo Petrolina-Juazeiro, através de estudos feitos pela Codevasf, hoje atende pelo nome de DINC (Distrito de Irrigação Nilo Coelho). É uma instituição privada sem fins lucrativos e administrada pelos próprios produtores da região. Nos anos 90, a área irrigada já vinha em constante crescimento, com expectativa de se aproximar dos 20 mil hectares. Hoje, a área irrigada ocupada passa dos 24 mil hectares.

- O Projeto Bebedouro, que iniciava a captação de recursos em 1993, hoje ocupa uma área de 1,8 mil hectares (de uma área irrigável de 2,4 mil hectares). Há predominância da fruticultura, com destaque para a manga, seguida da uva.

- A Companhia Têxtil do Vale, da família Coelho, exportava 230 toneladas/mês de fios de algodão para os Estados Unidos. Hoje está desativada e serve de depósito para a São Francisco Têxtil, do Grupo Covolan, que atua na cidade desde 1998. A São Francisco produz mais de 1.500 toneladas/mês de fios.

- A Grande Rio Indústria Têxtil Ltda., fundada em 1992, atuava ainda em caráter experimental em 1993. Hoje, emprega 93 pessoas e possui 7 estabelecimentos, entre filiais, sucursais, agências e outros.

- Em 1993, destacava-se na cidade a Escola Técnica de Petrolina, que formava profissionais para o Polo Têxtil, além de oferecer estagiários. Hoje, a cidade tem várias escolas técnicas e profissionalizantes, entre elas: CEFET unidade Petrolina, Escola Agrotécnica Federal Dom Avelar, Senac, Senai e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (Campus Petrolina).

- Os vinhos produzidos no Vale do São Francisco, que já ganhavam notabilidade em 1993, fazem cada vez mais sucesso hoje. Mais de 15% dos vinhos brasileiros têm o Vale como procedência. Os maiores produtores de vinho da região são da Europa, sobretudo de Portugal. Eles trouxeram novas tecnologias e fizeram parcerias com pequenos proprietários locais. Os vinhos mais famosos do Vale do São Francisco são: vinho tinto Botticelli, Espumante Rio Sol Brut Rosé, Miolo Terra Nova Moscatel, Vinho Tinto Paralelo 8 Premium, Vinho Tinto Rio Sol Winemakers e Vinho Tinto Testardi Miolo.

A Fazenda Ouro Verde, em Santana do Sobrado (Casa Nova – Bahia), iniciativa do empresário paulista Mamoru Yamamoto (um dos pioneiros na produção de vinho no Vale do São Francisco), está agora nas mãos do Grupo Miolo, que produz cerca de 2,3 milhões de litros de vinho/ano. Em 1993, a vinícola de Yamamoto produzia 800 mil litros de vinho/ano.


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11/05


2021

Sem recursos, UFRJ pode fechar em julho

Na última semana, a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) enviou um artigo ao jornal O Globo informando o atual cenário de dificuldade financeira da instituição, consequência da sequência de cortes orçamentários feitos pelo Governo Federal. O documento foi escrito pela reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, e pelo vice-reitor Carlos Frederico Leão Rocha.

Com isso, uma das principais instituições de ensino público do país corre o risco de fechar a portas até julho deste ano por incapacidade de realizar o pagamento das despesas que a mantém. De acordo com a UFRJ, no último dia 29, o governo ainda bloqueou R$ 41,1 milhões do orçamento.

O corte de verbas na UFRJ, assim como em outras instituições federais, tem sido recorrente nos últimos anos, dificultando além da manutenção físicas das universidades e o desenvolvimento da pesquisa científica. Na UFRJ, desde 2012 a redução orçamentária do governo fez com que a UFRJ perdesse R$ 474 milhões do seu orçamento em caixa.

Veja os números do orçamento discricionário da UFRJ nos últimos anos:

  • 2012 – R$ 773 milhões
  • 2013 – R$ 735 milhões
  • 2014 – R$ 611 milhões
  • 2015 – R$ 606 milhões
  • 2016 – R$ 541 milhões
  • 2017 – R$ 487 milhões
  • 2018 – R$ 430 milhões
  • 2019 – R$ 389 milhões
  • 2020 – R$ 306 milhões
  • 2021 – R$ 299 milhões

No entanto, os R$ 299 milhões não estão garantidos à UFRJ. A reitoria informou que somente R$ 146,9 milhões foram liberados e, do valor, R$ 65,2 milhões já foram utilizados, ficando apenas R$ 81,7 milhões para a instituição. Os outros R$ 152,2 milhões ainda aguardam aprovação do Congresso Nacional, que não tem data para apreciação.

Como houve o bloqueio dos R$ 41,1 milhões, se a suplementação orçamentária for aprovada, a UERJ só receberá R$ 111,1 milhões, fechando um orçamento de R$ 258 milhões, um valor inferior ao recebido em 2008, quando a instituição tinha 20 mil alunos a menos do que tem hoje.

“É uma situação muito temerária para o nosso funcionamento. Nós temos poucos meses de fôlego, cerca de dois ou três, com base no orçamento livre. E mesmo com o orçamento condicionado vindo a ser aprovado, diante desse bloqueio a gente tem orçamento, no máximo, até o mês de agosto ou setembro. É uma situação muito crítica”, afirmou o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ, Eduardo Raupp.


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ALEPE

11/05


2021

Braço direito de Geraldo ganha habeas corpus

O TRF do Recife concedeu, parcialmente, pedido de habeas corpus para Felipe Soares Bittencourt, conhecido em 2020 como "homem-forte" de Geraldo Júlio (PSB) nas compras da covid-19 da Prefeitura do Recife. Ele ocupava um cargo comissionado de diretor da Secretaria de Saúde do Recife e foi afastado do cargo pela Polícia Federal, em medida cautelar da Operação Bal Masqué da Polícia Federal. 

A medida permite que Felipe Soares Bittencourt ocupe cargo em comissão em outras prefeituras, que não o Recife, bem como no Governo do Estado. As demais medidas cautelares contra Felipe, contudo, seguem mantidas por trinta dias. 

Resta saber se o padrinho de Felipe, o atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, vai bancar agora um cargo em comissão para seu afilhado. E se o governador Paulo Câmara (PSB) assinaria este controverso ato de nomeação. 

Na Operação Bal Masqué, a Polícia Federal identificou "fatores de risco quanto à execução dos valores contratados, indicando tratar-se aparentemente de empresa de fachada". Dentre as irregularidades estavam, segundo a Polícia: "Valor licitado aproximadamente 53 vezes maior que seu capital social; inexistência de empregados declarados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) desde dezembro/2011; bem como ausência de movimentação declarada pela empresa entre os exercícios de 2013 e 2018".  

Diante dos indicativos de que a empresa não disporia de capacidade técnica para honrar com o fornecimento do material, a Polícia Federal realizou diligências que confirmou, segundo o inquérito, a "ocorrência de pagamentos por itens não entregues, estimando-se um prejuízo ao erário de R$ 7 milhões".


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Bandeirantes 2021

11/05


2021

Anvisa manda suspender uso da vacina da AstraZeneca em grávidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para mulheres gestantes. A orientação está em Nota Técnica emitida pela agência.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra a covid-19 em uso no país.

“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa.

A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a Pfizer.


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Serra Talhada 2021

11/05


2021

CPI: Médica apontada como peça-chave do “Ministério Paralelo”

O depoimento do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, previsto para hoje, dará elementos para os senadores da CPI da Covid confirmarem a existência do "Ministério Paralelo da Saúde "do governo Jair Bolsonaro e ainda apontará o nome da médica Nise Yamaguchi como uma das cabeças do gabinete que agia à revelia do então ministro Luiz Henrique Mandetta. As informações são do Blog do Octavio Guedes.

Na reunião em que Barra Torres participou com Mandetta, foi Yamaguchi, que não desempenhava qualquer função pública, quem levantou a discussão de mudança na bula da cloroquina para incluir o combate à Covid-19.

Para surpresa de todos, foi apresentado um texto pronto para a publicação, propondo a alteração. O papel só não tinha brasão, mas era uma minuta de decreto pronto e acabado, indicando que o ministério paralelo produzia documentos que não passavam nem pelo Ministério da Saúde e nem pela Anvisa.

Barra Torres, se perguntado pelos senadores, contará que ficou perplexo com a ideia. Nise Yamaguchi é médica oncologista e imunologista. Ela é defensora do uso da hidroxicloroquina no tratamento para a Covid-19, medicamento sem eficácia comprovada para tratar a doença, e chegou a ser cotada para o cargo de ministra da Saúde, após o pedido de demissão de Nelson Teich.

O "Ministério da Saúde Paralelo" defendia uso da cloroquina e contaminação em massa para acelerar a chamada imunidade de rebanho. E só para lembrar: o Brasil já passa dos 423 mil mortos .


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

11/05


2021

PF-PE deflagra 3ª Fase da Operação R$ 4 milhões

A Polícia Federal em Pernambuco dá cumprimento, hoje, a 1 mandado de prisão preventiva e 5 mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e sequestro de imóvel, todas as medidas cautelares foram expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco. 

Os mandados foram cumpridos, simultaneamente, nos municípios de Camaragibe e Moreno, e foram empregados, aproximadamente, 30 policiais federais. 

As investigações foram levadas a efeito por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários – DELEFAZ e se iniciaram em outubro, quando a Caixa Econômica Federal descobriu o golpe levado a efeito por um advogado que apresentou uma Procuração Pública lavrada no Cartório de Moreno, com base em um documento de identidade falsificado, e conseguiu levantar o precatório no valor de 4 milhões de reais, na Agência da Caixa, localizada no TRF da 5ª Região, no Recife. É que a verdadeira beneficiária do processo, apresentou-se à agência da Caixa para receber o referido precatório. 

A investigação identificou o líder desta ORCRIM, que foi preso hoje, e outros membros envolvidos. 

Os integrantes da ORCRIM são investigados pela prática dos crimes de Estelionato qualificado, associação criminosa, lavagem de dinheiro e constituir/integrar Organização Criminosa, tipificados nos artigos 171, º3º e 288 do CPB, artigo 1º da Lei 9.613/98 e art. 2º da lei 12.850/2013. Penas que se somadas, em caso de condenação, podem chegar a 30 anos de reclusão. 

O nome da operação faz referência à quantia sacada de forma fraudulenta no valor de 4 milhões de reais.

Com informações da assessoria de imprensa da Polícia Federal.


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10/05


2021

Ciro Gomes se compara a Joe Biden em vídeo

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) publicou vídeo nas redes sociais, hoje, no qual compara seu plano de governo ao do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, eleito após derrotar o republicano Donald Trump, em 2020. Nas últimas semanas, o político começou a publicar vídeos em tom de campanha eleitoral de olho nas eleições presidenciais de 2022.

A peça indica que o plano de Biden e o plano de Ciro “têm muitas semelhanças” quando se trata de impostos: “cobrar mais dos muito ricos e menos dos mais pobres e da classe média”.

“Biden quer aumentar impostos sobre os lucros das grandes empresas, os ganhos de capital e os dividendos dos mais ricos”, diz sobre o plano Joe Biden.

Ao falar sobre o projeto nacional de Ciro, afirma: “Ciro quer diminuir a carga para os pobres e a classe média. Aumentar impostos sobre grandes heranças e grandes fortunas. E cobrar sobre lucros e dividendos”.

Joe Biden derrotou em 2020 o republicano Donald Trump, que tinha no Brasil o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deve buscar a reeleição em 2022.


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10/05


2021

Entrega de vacinas pode atrasar por falta de insumos

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse, hoje, que o Brasil deverá sentir em junho os impactos do atraso na liberação do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) vindo da China. O insumo é ingrediente essencial para fabricação das vacinas contra a covid-19. A expectativa do instituto é que 4.000 litros do insumo sejam enviados até a quinta-feira e cheguem uma semana depois. As informações são do Portal Poder360.

De acordo com Dimas Covas, o Ministério da Saúde receberá 2,1 milhões de doses da CoronaVac divididas em duas entregas até a sexta-feira. No entanto, depois desses imunizantes, o Instituto Butantan ficará sem vacinas contra a covid-19 por causa da falta do IFA.

“Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz. A informação que tenho é de que ela também não teve seu IFA liberado”, informou Covas durante a cerimônia de entrega de 2 milhões de doses da CoronaVac ao ministério.

O diretor do instituto e o governador João Doria (PSDB) atribuíram a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de integrantes do governo federal, que fizeram declarações contra a China.

“Cada vez que manifestações são feitas aqui de forma desagradável em relação à China, isso cria dificuldades claramente à autorização do governo chinês para o embarque desses insumos para o Brasil”, afirmou Doria.

O país asiático é fornecedor de insumos para a produção da CoronaVac, do Instituto Butantan, e da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz.


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