Jaboatão

19/04


2021

Com Mané da China, ator tirou Magalhães do sério

Humor em campanha política não é algo novo. Trata-se de um recurso inteligente e ferino. Quando usado de forma adequada, com figurino que cai na graça do povo, muitas vezes o personagem ganha mais notabilidade do que o próprio candidato. Foi o que se deu no Recife na campanha de 2000 com o Mané da China, personificado e eternizado na política de Pernambuco pelo ator Walmir Chagas na campanha do então candidato do PPS, Carlos Wilson, para tirar do sério o prefeito e candidato à reeleição Roberto Magalhães, derrotado por João Paulo.

Concebido pelos marqueteiros Marcelo Teixeira e José Nivaldo Júnior, da Makplan, Mané da China arrancou grandes gargalhadas durante a propaganda eleitoral. Reportava-se a um recifense que saia à cata das obras fictícias de Roberto Magalhães ironizando ser algo só encontrado na China.

"Usamos uma linguagem muito futebolística. José Nivaldo gosta de futebol, eu também gosto.  Então, a gente falava muito pela linguagem do futebol. Seria o quê? A gente estava armando uma estratégia, um time de futebol que vai lutar contra os outros times. No caso, qual era o nosso alvo, adversário? Roberto Magalhães. A gente não queria derrubar o PT, nem mais ninguém. Nosso alvo era Roberto Magalhães", diz o ator Walmir Chagas nesta longa entrevista inédita para o livro A derrota não anunciada, objeto de reprodução neste blog nos últimos dias. A obra, de 2004, de autoria deste escriba, retrata os bastidores da eleição histórica que marcou a derrocada da aliança União por Pernambuco e a chegada do PT ao poder. Reviva!

“Puxei votos para mim mesmo”

Capítulo 23

Por trás do personagem alegre e debochado do “Mané da China”, que introduziu o humor político na campanha do Recife, existe uma figura triste e “séria”, que só se transforma em risos quando está no palco. O ator Walmir Chagas, 43 anos, revela que tem uma alma triste. “As pessoas confundem muito o artista. Quando me veem, acham que sou alegre e vibrante, mas sou uma pessoa triste, inconformada com a situação”, diz.

Um tremendo contraste, para quem vive fazendo a alegria da criançada com o “Véio Mangaba” e fez o povo chorar de rir no guia eleitoral, com o “Mané da China”, personagem inventado pelo publicitário José Nivaldo Júnior, com a única finalidade de fazer o deboche político em cima da administração de Roberto Magalhães. “Quando entendi a ideia, logo senti que era a minha cara, que ia dar certo”, relembra Chagas.

“Mané da China” era um ‘Mané’ mesmo, literalmente, que havia chegado da China, depois de quatro anos, ao final do Governo Roberto Magalhães. Foi trabalhado como uma figura abestalhada, que só acreditava nas coisas depois que via. Essas coisas eram as promessas do então Prefeito, que as viu na televisão, quatro anos antes, e queria, com a sua volta ao Recife, conhecer as obras que imaginava reais.

Interpretado por Walmir Chagas, o personagem caiu na graça popular, principalmente das crianças e dos jovens. Trouxe irreverência política ao debate até então morno da sucessão de Magalhães, que se irritou bastante com a exploração da chacota, criando, assim, uma ojeriza a quem se apresentou como o pai da idéia e dela queria tirar dividendos políticos – o então senador Carlos Wilson, que disputou as eleições pelo PPS, numa coligação com o PSB e PTB.

O “Mané”, entretanto, cresceu mais do que Wilson ao longo da campanha. Adquiriu luz própria. Sem sua presença no palanque, exigida pelas comunidades visitadas pelo candidato, não havia graça. “Fui a praticamente todos os eventos de campanha, porque a primeira coisa que o povo cobrava ao candidato era a presença do Mane”, lembra Chagas, adiantando que o personagem, embora não tenha rendido votos a Carlos Wilson, serviu, pelo menos, para uma coisa: lhe render fama.

“Fiquei famoso. Meus votos vieram com a fama”, diz. Só que, passados quatro anos depois de viver o personagem político que mais lhe deu popularidade, Walmir Chagas não quer saber mais de engajamento em campanhas. “Estou decepcionado com a classe política. Mais do que isso, sou um artista, que, quando se envolve com política, acaba pagando um preço alto, pela vinculação, pela marca”, justifica.

Walmir Chagas não gosta de ser chamado de multiartista, mas o é. Além de ator, canta, toca, compõe e faz poesia. Tem alma e cara de palhaço, daqueles que são a cara do riso. Walmir, aliás, começou como palhaço de circo e, hoje, é um talentoso ator, um intérprete fantástico, uma figura humana adorável. Uma conversa com ele é um mergulho na descontração e na alegria, embora, muitas vezes, deixe transparecer que é uma pessoa triste. A conversa com o “Mané da China”, imprescindível para rechear este livro com humor, aconteceu num restaurante da cidade. Walmir tomou cerveja, sua bebida preferida, comeu bode, seu prato predileto, e abriu o coração, revelando os bastidores do seu personagem na campanha.

            Como surgiu essa ideia do “Mané da China”?

                        A essência da ideia é do publicitário José Nivaldo Júnior. Ele queria um personagem que se adaptasse plenamente a minha cara, ao meu jeito debochado. Quando me levaram o esboço do projeto acharam, entretanto, que eu não iria topar e chegaram a pensar em Totoca.

            Como assim, a sua cara?

                        Não, a coisa de fazer bem. Era o meu perfil para fazer um trabalho legal. Esse trabalho tem vários estágios, é feito um foguete que vai para a lua. Vai grandão, parte depois em pedaços até chegar na lua bem pequenininho. Então, esse trabalho de criação partiu, a princípio, talvez, a espinha dorsal mesmo, da cabeça de José Nivaldo. A partir daí, foi entregue ao produtor Alexandre Alencar.

            O senhor fez algumas exigências ou aceitou um prato feito?

                        Quando, finalmente, encarnou em mim, eu disse: “Só quero fazer se for assim, assado. Dei a alma, porque se fosse com outro ato, talvez o “Mané Chinês” fosse outra coisa. E, logicamente, seria.

            O senhor treinou bastante para se adaptar ao personagem?

                        Não, não. Foi uma coisa muito rápida, espontânea e natural. Eu pegava os textos ... Porque eu nunca faço as coisas assim ... Eu nunca gosto de fazer o que me dizem para fazer. Eu digo: “Olhe, você quer que eu faça isso?”. “Quero”. “Mas, você aceita que eu só faça ;;; Que eu diga como eu quero fazer?” “Aceito”. Então é um bate-bola.

            O senhor fez as primeiras aparições antes da campanha, em comerciais no horário da propaganda política. Não foi assim?

                        Exatamente. As inserções eram surpresas. Não tem umas coisas assim, não é? Ninguém sabia. A assinatura era tão pequena que as pessoas pensavam que era o PT que estava por trás. No final aparecia o então PTB bem pequenininho, assinando o comercial. Então, ninguém se tocou que era o PTB, as pessoas achavam que era o PT. O PT já começou a ganhar daí. Ganhar ponto a partir daí. Muita gente achava que o “Mané da China” era uma coisa do PT, e não era, era PTB, que era Carlos Wilson. Entendeu? Quando veio a eleição mesmo, depois das inserções, aí botou para lascar mesmo. Aí mexeu com as estruturas, não foi?

            E como foi a repercussão?

                        Foi grande.

            Caiu logo na graça do povo?

                        Eu dava tanto autógrafo que ... O povo adorava. Muita gente chegava para mim e dizia: está ótimo aquele personagem.

            Na campanha, o senhor fez mais sucesso que o próprio candidato?

Olhe ... Eu não quis admitir isso não, até por questão de ética, mas fiz ... Hoje, que não tem mais eleição, que já passou tudo, ele está lá na Infraero (risos), posso dizer. Fiz muito mais.

            E por que as pessoas que aprovavam o “Mané” não votavam no candidato?

                        Eu não sei ... Tem vários fatores. Eu não tenho uma opinião formada. Eu acho que, por exemplo, quem gostava de Carlos Wilson, já, independente, e gostava de mim, aí é que fechava o voto mesmo. Quem gostava de mim, mas não gostava de Carlos Wilson, alguns, até por desencanto, ou por falta de opção dos outros, não queriam votar em João Paulo, ou não queriam votar no próprio prefeito da época, que era Roberto Magalhães. Aí, o que é que acontece? A gente ganhou esse voto. Mas não houve, realmente, aquela coisa de o “Mané da China”, de uma forma grande, puxar votos mesmo para Carlos Wilson, não. Talvez eu tenha puxado votos para mim mesmo, quando eu for candidato. Eu não sei quando, mas ... (risos).

            Mas cumpriu o papel, que foi o de irritar Roberto Magalhães, não foi?

                        Foi. A proposta era essa, o objetivo era esse. Usamos uma linguagem muito futebolística. José Nivaldo gosta de futebol, eu também gosto.  Então, a gente falava muito pela linguagem do futebol. Seria o quê? A gente estava armando uma estratégia, um time de futebol que vai lutar contra os outros times. No caso, qual era o nosso alvo, adversário? Roberto Magalhães. A gente não queria derrubar o PT, nem mais ninguém. Nosso alvo era Roberto Magalhães.

            E como é que chegava até vocês o retorno da irritação de Roberto Magalhães?

                        Chegou ao ponto da gente ter uma precaução muito grande. O pessoal do guia pediu para a gente andar com uma figura ao lado.

            Seguranças?

                        É. Não que tenha havido alguma ameaça, não. Eu não tinha esse problema. Mas para evitar, porque pode ser que alguém lhe ataque na rua. Um louco que goste muito dele, que quer ... Fazer alguma coisa. Um xiita desses doentes, sabe? E ataque você na porta do edifício, feito mataram John Lennon (risos).

            E o senhor teve medo?

                        Não. Eu sempre fui muito ... Até porque o povo sempre foi meu aliado. Eu sou do povo. Eu não tenho essa diferença, essa coisa. Apesar de ser artista, e ser conhecido, mas eu nunca tive essa coisa. Tomo cachaça numa barraquinha no subúrbio, com uma sandália havaiana no pé. Eu nunca tive esse problema. Mesmo se eu crescer, virar um Michael Jackson da vida, vai ser terrível para mim, porque eu gosto mesmo é de tomar uma cachaça no meu bairro.

            Teve algum tipo de hostilidade ao longo da campanha contra o senhor?

                        Pouquíssimas, coisas isoladas, nada a ver com Roberto Magalhães, nem com alguém de Roberto Magalhães. Até porque, você pode atentar por uma coisa inteligente mesmo, que Roberto Magalhães era o maior interessado pela minha segurança. Porque, se qualquer coisa acontecesse comigo, alguém me desse uma pisa na rua? Olha ... Foi Roberto Magalhães quem mandou. Então, a culpa cairia sobre ele. Eu soube até ... Pode ter sido até fofoca, eu acredito até que seja, porque se fala muito ... Que foi contratado segurança do outro lado para cuidar de mim, sem eu saber que estava sendo cuidado.

            Em depoimento, Roberto Magalhães disse que se divertiu com a figura do “Mané” até nos comícios. O senhor acha que isso era um motivo de diversão para ele, ou era um motivo de irritação?

                        Se ele disse isso para você, isso é coisa de político. Ele está sendo político mesmo. Porque é de se admirar muito que ele se divertia, porque as informações que nos chegavam eram bem diferentes, de que ele ficava p. da vida.

            É pura falsidade, então?

                        Eu não sei se existe falsidade. Mas que ... não passava isso na época. Espero até ...

                        Acho que ele não deveria, e não tem motivos para não gostar de mim mesmo, entendeu? Ele não tem motivo para não gostar de mim. Agora, dizer que se divertia, eu acho que não. Por outro lado, ele tem essa postura, que tem que ter mesmo. Existe uma coisa na sociedade que diz que você, em nome da boa educação, e da paz, você tem que ser falso. A fim de matar o outro e ... “Não, eu adoro ele ...” Existem essas coisas mesmo, não é? E se ele dissesse a você, para um livro, que ele ficava p. da vida, isso seria ruim para ele.

            Os aliados dele me disseram que ele ficava muito irritado. Foi um personagem que caiu no gosto popular.

                        Pois é ... Agora, o maior inimigo dele foi ele próprio, Ele e a esposa dele, com os depoimentos anticomunistas. Qual era o papel da gente? Era fazer isso mesmo. Logicamente, que a gente primava para não cair na questão pessoal mesmo, mas ele, mesmo assim, pela questão profissional, levava para a coisa pessoal. Por exemplo, eu fiz uma música, um jingle que a gente cantou que dizia assim ... Eu não sei como é a música mais, agora não me lembro mais. Mas dizia que ele chegava num jornal com o revólver e agredia um jornalista.

            Era uma sátira à invasão do JC?

                        Exatamente, aquela famosa invasão. E agredia não sei o que ... E chamava ele de cawboy. Isso tudo brincando, só que ele se irritava profundamente com isso. Isso chegava para a gente, que ele batia na mesa, etc. Agora, eu não tenho nada contra ele.

            Pelo contrário, o senhor já fez campanha para ele.

                        Já fiz campanha para ele. Inclusive ...

            Em 96, não foi?

                        Exatamente, em 96.

            Com o “Velho Mangaba”.

                        O Velho Mangaba. Porque é o seguinte: eu comecei essa história de política com Jarbas Vasconcelos, quando foi candidato a prefeito do Recife. Ali, com o pessoal, inclusive de Jarbas e tal, fui apoiar ele, e, profissionalmente, ganhei muito bem, inclusive. O que é que acontece? Jarbas, no momento que ele bem quis, mudou de lado. E é um direito dele, como é um direito de qualquer um. Só que, eu não aceitei, por exemplo, na época, Jarbas, como muita gente não aceitou, ele ter mudado de lado. Não é aquela questão dele brigar com Arraes, não. Não é uma questão pessoal deles dois. Mas ele vem naquela história, e, de repente ... Tudo bem, ele tem o direito de mudar. Agora, não me obrigue a mudar.

            O senhor, embora seja um artista, só se mete em política se afinar com determinado político?

                        Eu não sou militante. Eu sou esquerdista de coração. Eu não tenho partido. De convicção. É feito assim ,,, “Você acredita em Jesus?” Acredito, mas não tenho religião. “Você é católico?” Não, eu acredito em Jesus.

            Independente de cachê, estando trabalhando para candidatos do seu perfil, tudo bem. É assim?

                        Só com uma proposta muito boa, financeira, da esquerda, porque, de graça, eu não trabalho para nenhum. Aí  que acontece? É aquela coisa, eu vou trabalhar no que gosto, ganhando muito bem. Fazendo o que gosto, e ganhando muito bem. Sabe como é?

            Deu para ganhar uma boa grana com o “Mané”?

                        Não. Eu acho que ganhei o suficiente. Em termos de números, não preciso dizer a você quanto? Mas, em termos de números, o suficiente legal para um ator local, legal. Agora, muito pouco, para o que você recebe depois. Ou seja, cortado de muita coisa ... Porque quando você toma o partido de uma história ... Basta para você ter uma idéia ... Na campanha de Jarbas, pedi meio milhão de reais, R$ 500 mil. Para governador. Aí me chamaram de louco.

            Isso em 98?

                        Foi. Aí Lavareda me chamou de louco, mandou dizer que eu era louco. Eu disse é ...

                        Então eu sou louco, mas só faço daí para mais. Agora, dessa vez, o “Mané da China” foi muito menos.

            Engraçado é que eles trazem gente de fora para o guia eleitoral a preço de ouro.

                        Exatamente. Aí, o que é que acontece? Jarbas, vai para o outro lado, de inimigos dele, históricos, como era o pessoal de Roberto Magalhães, pessoal que vem todo das direitas, desde a Arena, até o PDS, PFL ... São inimigos dele históricos. Aí o que é que acontece? Porque ele aceitou, ele queria que todo mundo fosse. De certa forma, eu disse que não iria fazer campanha, nem iria votar em Roberto Magalhães. Eu disse isso no gabinete de Jarbas, lá na Prefeitura do Recife. Eu disse: “Jarbas, mas isso é uma questão pessoal minha. Já que é uma democracia, eu posso dizer a você se vou votar ou não.”

            E a reação dele?

                        Ele ficou meio assim ... Aí, Raulzinho (Raul Henry, atual secretário de Planejamento do Governo Jarbas) e Lula Queiroga chegaram para mim depois e disseram em tom de apelo:

                        “Mas, Walmir, o prefeito ficou meio triste com você. Apoie ele”. Eu falei: “Eu apoio ele, eu não apoio quem ele quer apoiar. Eu disse a ele já. Eu não vou votar em Roberto Magalhães”.

            Por qual razão?

                        É, agora isso não é nada pessoal com ele não. Não tenho nada contra ele, pessoalmente. Que as pessoas, inclusive costumam falar ...

            A questão, enfim, é ideológica?

                        Ideológica. Eu sempre tive a questão ideológica. Ele nunca me fez mal pessoalmente, nunca falou palavra comigo. Eu só fiz a campanha dele em 96 porque Jarbas me pediu, me implorou. Foi para atender Jarbas que fiz o Velho Mangaba.

            Na política, o “Mané” foi o personagem mais popular que o senhor já interpretou?

                        Foi, sem dúvida, foi. Esse personagem mexeu mesmo com as estruturas. Ele mexeu com as estruturas externas e internas. As minhas estruturas também. Foi muito bom pessoalmente, para mim, como ator. O pessoal reconhecia a minha capacidade de fazer alguma história, de criar, de montar uma história. Quem estuda candomblé sabe que o pessoal tem um preconceito muito grande com o orixá chamado Exu. Porque todo mundo só fala em Iemanjá, Oxum ... Que são orixás evoluídos. Mas todo mundo quando se refere a Exu, só se refere a ele de forma preconceituosa, como se ele fosse o satanás, como se fosse o cão. E não é, muito pelo contrário.

            Não entendi ...

                        É. Aí, de repente, eu vou fazer outro personagem, para outro cara, e não sei ... Eu sou mau ou eu sou bom? Não, eu tanto posso ser mau quanto posso ser bom. O ator tem essa capacidade de trabalhar para um e para outro. Essa questão do mal e do bem é relativa. Esquerda e direita é relativo também. Esquerda e direita de lá para cá ou de cá para lá (risos). Se você veio daqui para lá ... Então, tudo é muito relativo. Eu vejo a coisa da política e a questão da arte, inclusive se não for bem concebida, fica uma coisa esquisita.

            O maior encanto do “Mané” ficou por conta das crianças?

                        Olhe, não só esse personagem, mas tudo que eu faço, como o Velho Mangaba ...

            Não, eu estou me referindo ao “Mané da China”, na eleição ...

                        Crianças e velhinhos, principalmente. As pessoas mais velhas. Até porque são as duas faixas etárias.

            O senhor acha que as crianças, apaixonadas pelo “Mané”, exerceram algum tipo de influência no voto dos pais?

                        Muito, muito. Chegou ao ponto de alguém me dizer que filhos de alguns candidatos chegaram a dizer: “Papai, vote em Carlos Wilson”. Dizia ao próprio candidato: “Olha o ‘Mané da China’ dizendo aí”.

            O eleitor gosta do deboche, mas gosta de votar em candidatos sérios. Como avalia?

                        O eleitor gosta do deboche, gosta do humor, mas na hora de votar gosta de um pouco de seriedade. O deboche, no senso geral da palavra, eu entendo, para mim, como uma coisa muito séria. Eu acho que palhaço, antes de tudo, é muito sério. O verdadeiro palhaço, ele está dizendo as coisas verdadeiras. Ele mostra o ridículo da condição humana, o verdadeiro palhaço. Você pode ver, o palhaço que não é sério: são pessoas que vivem de paletó, querendo ser ... Esses são os palhaços do mal. Agora, os palhaços mesmo são sérios. Os verdadeiros palhaços são sérios. Pinta a cara, rebola, mas isso mostrando a condição do ridículo da própria vida dele, e de todos nós. Ele assume a condição humana do ridículo. E já o cara de pau que fica todo paletozado, dizendo que é sério, esse é terrível, esse é que é o verdadeiro palhaço, no mau sentido.

            O “Mané da China” era uma figura alienada?

                        Acho que a gente tem que levantar isso aí por três pontos. Primeiro ponto: ficção, só no sentido de que essa figura é uma figura de ficção, ou seja, um homem do Recife chamado “Mané” viajou para a China, na época que Roberto Magalhães estava fazendo a campanha dele – ainda mão era prefeito, estava querendo ser prefeito – então ele viajou para a China. No entanto, alienou-se do processo. Não ficou sabendo o que estava acontecendo, mas viu que o cara disse que ia fazer isso, ia fazer aquilo ... Quatro anos depois, esse “Mané da China”, que nada mais é do que “Mané do Recife” que vai para a China ... É um personagem brasileiro que foi morar na China. Então ele chega: Eita, vamos ver as obras do prefeito, que coisa mais bonita ... E o outro que ficou, que era o recifense, que era o personagem de Aramis Trindade, o cara que ficou e viu que nada daquilo aconteceu. Isso é ficção no sentido de que não teve ninguém que fez isso. Isso é ficção.

            Por que não teve espaço para o “Mané da China” no segundo turno, no programa do PT?

            Porque ficou sem sentido. Não tinha sentido. O “Mané da China” ... De certa forma, quiseram botar a camisa dele vermelha, na época ele apoiou, mas não entrou de uma forma ... Inclusive nem ia ser legal ...

            O senhor ficou de fora do programa?

                        Fiquei. Eu apoiei ele, João Paulo, pessoalmente. Eu fiz uma coisa pessoal, inclusive participei até da – mas ele já tinha sido eleito – entrega da chave. O Velho Mangaba entregou uma chave enorme, da cidade, a ele. Mas isso foi uma coisa ... Agora a parte que não é ficção, a parte verdadeira, é a seguinte: todos os nossos quadros que a gente apresentava na televisão, eram tirados de reportagens de jornal, ou seja, você não tem como dizer que era mentira aquilo.

            Como vocês usaram na TV o episódio da “banana” em Boa Viagem?

                        Eu acho que eu dei uma “banana” para Aramis e Aramis deu uma “banana” para mim. Um deu uma “banana” para o outro, aí o pessoal se abria (risos)  ... Coisa até que nem é hábito meu, eu não tenho esse hábito de dar “bananas” para ninguém, mas, por conta disso, eu fiquei dando “bananas” para todo mundo. Eu brigava assim de brincadeira, e ficava dando “bananas” para o outro, e Aramis dizia assim: “Que nada, ‘Mané’, olha aqui para você ...” (risos).

            Como ator, o senhor esperava ter um melhor aproveitamento no governo que ajudou a eleger, no caso João Paulo?

                        Sim. Muita gente acha que eu deveria pegar cargo e tal ... Não, eu acho que não é por aí. Eu também não queria nem pegar cargos e nem ser ... Passar na frente de ninguém. Mas, logicamente, por você ter ajudado e ter um trabalho, independente disso, de ter ajudado ou não o governo que está aí, da Prefeitura, você ter um passado e uma coisa tão forte com o Recife, você deveria ser muito mais ... Até porque eu sou aliado. E mesmo se eu não fosse aliado ... Até porque o que eu tenho na bagagem deveria ser maior que tudo isso. Também há um pouco de injustiça, de insensibilidade.

            Quando fez o “Velho Mangaba” para Roberto Magalhães, em 96, após a eleição ganhou algum cargo na Prefeitura?

                        De Roberto Magalhães? Ganhei. Eu fui assessor do presidente da Fundação de Cultura, na época. Quando comecei a trabalhar na campanha contra ele, no guia de Carlos Wilson, me botaram para fora (risos).

            Mas isso já era esperado, não?

                        Eu acho normal. Do outro lado, seria a mesma coisa também. Eu acho isso tudo terrível, acho que não tem nada a ver. Que democracia é essa?

            Mas, como se tem um cargo de confiança no Governo e aceita trabalhar para a oposição. O senhor é quem deveria ter pedido para sair, não?

                        Só que eu não tinha cargo de confiança, dentro do que eu acreditava dele. Era pelo que queria fazer pela minha cidade. E nada mais justo que eu ter um espaço numa Prefeitura. Na minha cabeça, isso não era um cargo que pertencia a ele.

            João Paulo valoriza os artistas da terra?

                        Ele valoriza. Só que, entre querer valorizar e a prática mais efetiva, vai uma distância muito grande. A máquina ainda é muito incompetente. A forma ainda é muito incompetente. Ainda tem aquela coisa que a gente luta muito, que é o preconceito. Melhor é sempre o de fora. Mesmo você sendo pernambucano, mas estando em Brasília ou no Rio, se torna melhor. Preconceito. Aquela coisa provinciana ao extremo, coisa que eu luto. O meu maior carma de luta é esse. É ter ainda que enfrentar isso. E a gente achava que num governo mais popular, mais socialista, mais ao povo, como se diz, a coisa iria ser diferente. Mas, não. É tudo muito parecido.

            Mas, trata-se de um governo popular?

                        Se é um governo popular? É um governo popular. Só que é um governo popular submisso às coisas que sempre foi. Que até o governo que não era popular também era submisso.

            È um governo popular, mas não inovador?

                        Não, não é inovador. Em algumas coisas, sim. Eu acho que a gente não pode ser injusto. Eu acho que avançou. Eu estou falando, agora, de uma forma geral. Acho que avançou muito na saúde, sem dúvida. Eu acho que na questão do cuidado com a cidade mudou muito. Eu acho que mudou para melhor. Tem muitos pontos assim, fundamentais. Isso é minha opinião particular, na minha observação. Muitos pontos sociais melhoraram muito. Agora, na questão cultural ainda está muito atrasado.

            O senhor gosta de política?

                        Sou uma pessoa que respira política. Sou um ser político ao extremo. Gosto muito de política.

            Mas, não pretende fazer novos personagens em campanha, não é isso?

                        Eu acho que estraga a minha saúde espiritual. Não é legal. Não merecem não. Eles não merecem não. Não merecem pessoas como eu.

            O senhor se considera um revolucionário?

                        Sou, de certa forma. Eu acho que o artista que não for revolucionário não é legal.

                        Artista é bom ser revolucionário no sentido de “reevoluir”, ou seja, evoluir de novo. “Revolução”! A palavra no sentido primário, é essa.

            Quando Jarbas pediu para o senhor apoiar Roberto Magalhães houve um não de sua parte. Com relação a Cadoca, a reação seria a mesma?

                        Na época, apoiaria, mas o Cadoca que conheci mudou muito. Cadoca vem da esquerda, passou por uma coisa meio centro, agora está meio “endireitado”. Eu acho que isso não quer dizer também na questão pessoal não, porque eu me dou super bem com pessoas de direita. Isso é relativo. Agora, ideologicamente, eu não trabalharia não.

            Quando faz o povo rir geralmente é uma pessoa alegre?

                        Nem sempre.

            O senhor é uma pessoa alegre?

                        Eu sou feliz. Mas sou muito tristonho, até porque eu penso muito. E eu fico muito triste com a situação dos artistas, do povo. Com a ignorância que rola na cabeça e a mente dos donos do poder, os nossos donos, os donos do nosso caminho, que são o governador, prefeito, o policial, sei lá ... Os donos da gente ... O artista, ele faz rir, mas o artista que pensa muito fica muito triste. Eu sou muito triste com a nossa situação. A situação da ignorância, e principalmente os que acham que não são ignorantes, esses sãos os maiores ignorantes.

            As pessoas acham o senhor uma figura alegre, divertida, debochada, não é engraçado essa contradição com a vida real?

                        Muita gente confunde a personalidade do artista, inclusive os próprios políticos. Políticos no sentido de carreira. Acham que o palhaço não diz coisa com coisa, que o comediante diz “tal coisa” fútil e evasiva. Frívola, fútil e evasiva (risos). Mas muito pelo contrário, eu sou uma pessoa completamente diferente, que gosta da seriedade. Seriedade não significa sisudez. Agora, sou uma pessoa triste, porque não me conformo com essa situação de desigualdade no País. Choro, não aceito essa situação.

            E esse seu amor pelo Recife, de onde vem?

                        Meu amor pelo Recife vem da minha família mesmo, do meu bairro, o bairro de São José. Aprendemos a amar a família primeiro, depois amar a vizinhança, depois amar a rua, depois amar o bairro. É uma coisa do micro para o macro e do macro para o micro. Então, eu aprendi isso sem muita teoria, na prática. É aquele grupo reacionário que existia. Eu aprendi em casa a amar a família, a valorizar. A valorizar o núcleo familiar, mas de uma forma irreverente. Alegria! Viva uma grande figura da igreja católica que se chamava São Francisco de Assis, que revolucionou a igreja católica, porque na época dele, ele cantava com o violão. Os padres diziam: “O que é isso? Cantar não pode”. Pode! Deus deve ser uma figura muito alegre, muito para cima, não pode ser carrancudo nisso não.

            Eu queria que as pessoas conhecessem você melhor nesse depoimento. Quem é Walmir Chagas?

                        Olha, eu sou ator, sou palhaço, sou músico, sou ex-bailarino, mas ainda dou minhas cacetadas, sou ex-bailarino do Balé Popular do Recife, sou pesquisador da cultura popular, já fui professor de arte em algumas escolas do Recife, trabalho com pesquisas, trabalho com publicidade, crio jingles, já dirigi propaganda, faço um bocado de coisas. Eu não gosto dessa palavra não, “multiartista”, porque parece uma coisa meio ... Produzo discos,.sou produtor fonográfico, tenho coluna em jornal. Não sou jornalista, mas tem o jornal “O Flabelo”, que é um jornal – que já está no quinto número – que fala sobre os blocos do Recife, resgata essa coisa, divulga os lançamentos.

            Walmir, mas você tem um carro-chefe na sua vida, que é o Pastoril do “Véio Mangaba”, é isso? Quantos anos já tem essa tradição?

                        Pastoril do Véio Mangaba. Olhe, o meu, que é o Grupo Contemporâneo, que remonta essa história do pastoril, que é o folclore, inspirado nos velhos antigos como o Velho Faceta, Velho Barroso, Cebola e outros mais. Eu tenho isso há quase 10 anos já, o “Véio Mangaba”.

            O que representa o “Véio Mangaba”?

                        A figura do palhaço é universal. Você vai para o cinema, você vai ver Carlitos, que é o palhaço de Chaplin. É uma espécie de palhaço. É o Clown. Você vai para qualquer cultura, do Oriente, do Ocidente, de cima, de baixo, de qualquer lugar, você vai encontrar os tipos de palhaço, culturalmente, com a linguagem daquela cultura. O “Véio Mangaba” é um palhaço do folclore num estilo. Não é um palhaço de circo, ele é feito o Mateus do Bumba-meu-boi. É tipo um palhaço, o Mateus. Mateus e Catirina.

            Você toca o quê? E canta?

                        Eu sou formado pelo Conservatório Pernambucano de Música e fui estagiário da Orquestra Sinfônica alguns anos, na década de 80. Eu sou percussionista. Profissional.

            Toca bateria e outros instrumentos.

                        Bateria e percussão, todo tipo de percussão. Inclusive Tímpano, eu estudei também.

            E canta, também?

                        Canto e sou compositor, também.

            De que tipo de música?

                        Tenho muito carnaval, sempre com alguns parceiros, samba e outros estilos mais na linha MPB.

            O que diferencia o “Mané da China” do “Véio Mangaba”?

                        O “Véio Mangaba”, psicologicamente é completamente diferente do “Mané”. Ele só tem uma coisa em comum com o “Mané”: a pureza. São pessoas puras. Tanto o “Mané da China” quando o “Véio Mangaba” são pessoas puras, só que o “Véio Mangaba” é ranzinza. Ele é um velho já ... Que ninguém consegue enganar, ninguém consegue dizer como é que ele deve se portar e ele vai. Não, o “Véio Mangaba” é uma figura recifense, antiga, já conceitual. Ele já tem um conceito na cabeça dele, formado. “Mané da China” não, “Mané da China” é um bestinha. O que disser para ele, ele acredita. É Um abestalhado.

            É um abestalhado que deu resultado.

                        O personagem, o personagem. Justamente. Deu resultado no sentido estético do que representava. Só que quem pegava no pé do prefeito Roberto Magalhães, na época, não era o “Mané da China”. Era alguém que representava um novo idiota que ia na conversa do cara, entendeu?

            O senhor estava na carreata no dia da “banana” dada pelo doutor Roberto?

                        Olhe, estava. Em Boa Viagem. Estava com Carlos Wilson.

            Lembra como aconteceu?

                        Fecharam o caminhão de Carlos Wilson na avenida Boa Viagem para um comício relâmpago e aí veio a comitiva do doutor Roberto muito enfurecida, querendo tirar a gente à força. Foi tudo muito tenso, embora engraçado, porque política às vezes é cômico, tem essas coisas. Mas, engraçado, que só vi a “banana” no dia seguinte, no jornal. Eu acho que o maior inimigo do doutor Roberto foi ele próprio. Ele se irritava profundamente não só comigo, mas com outras coisas. Eu acho que ele não tem nada contra mim, pessoalmente. Mas eu até entendo ele. Entendo muito e até respeito muito. Porque, na posição dele, eu não sei o que faria, talvez até me irritasse como ele também. O ser humano a gente tem que respeitar, porque não é fácil o ‘cabra’ ser esfoliado.

            Teve algum momento especial no guia eleitoral que ficou inesquecível para o “Mané”?

                        A gravação que nós fizemos em frente à Prefeitura do Recife. Era um menino que vinha passando e, de repente, ele se deparou com uma corda e a mala, na parede da Prefeitura. Quando olhou para cima, viu que estava subindo a corda. Aí ele perguntava: “O que está fazendo aí em cima?” “Não, é que eu vim falar com o prefeito. E ele não me deixou entrar pela escada. Eu vou escalar aqui a Prefeitura”. Isso foi uma repercussão tão grande ... Foi muito legal. Parecia Batman subindo pela ... Batman não sobe, não é?

            Durante a campanha o senhor se vestia mesmo do “Mané da China” a participava dos atos da rua?

                        Sim. Teve uma época ... No começo que queria ficar só no estúdio, só para gravar e ir para casa. Botar minha roupa de Walmir mesmo, e ir para casa. Mas a coisa pegou tanto, que o candidato Carlos Wilson e o pessoal da agência pediu para eu participar mais, porque o povo me queria na rua. Quando Carlos Wilson ia sozinho, o pessoal ficava: “cadê Mané? Cadê Mané?”. “Mané! Mané!” E tinha que levar a figura que o povo queria que levasse. Então, eu fiz isso pelo ... No começo eu não gostava muito não, eu andava muito, e não sei que ... Eu não tinha muita paciência não. Quando eu penso em me candidatar um dia eu fico ... “Hiii rapaz, será que ...”

            O senhor pensa mesmo em sair candidato?

                        Não. Não tenho projeto não, agora muita gente já quis que eu entrasse para vereador, para deputado. Mas eu acho que agora não é o momento não. Eu posso até fazer isso, mas daqui quando eu tiver cinqüenta e tantos anos ...

            O senhor achava que Carlos Wilson emplacava o segundo turno?

                        Eu achava que ele iria ser prefeito.

            Como o senhor recebeu aquela denúncia do calote?

                        Com muita tristeza, fiquei muito abatido, porque a campanha estava indo muito bem, Carlos Wilson iria para o segundo turno e ganharia. Foi um divisor de águas, para mostrar se minha popularidade era por conta de Carlos Wilson. Não. Minha popularidade era independente. Logicamente, que perdeu um certo brilho por conta do que o Mané ia falar do candidato dele dando calote? Mas aí o Mané tinha uma luz própria. Mas não foi legal, não é? Inclusive foi um erro, na minha opinião, de Carlos Wilson com ele próprio. Do mesmo jeito que Roberto Magalhães lutou contra ele próprio agindo dessa forma que ele agiu, Carlos Wilson, fazendo isso, foi contra ele próprio.

Por quê?

Por conta dessa coisa de não se entender com esse povo que ele estava devendo, entendeu? E, no entanto, esse povo que ele estava devendo, que foi o pessoal da antiga P&R, que agora é Virtual, foi usado pelos oponentes. Eles souberam disso e... “Não, então, vamos derrubar o cara”. Mas aí quem ganhou foi... Quem levou a história foi...

Teve algum momento da campanha em que o senhor se emocionou e chorou?

Não. Sou muito emotivo, mas nada de... Choro muito, mas choro muito por carnaval, por alguém que morreu, por... Não choro por essas coisas não.

O que te rendeu de positivo nesse personagem “Mané da China”?

Rendeu fama e, de certa forma, capacidade de empreendimento artístico. As pessoas sabem que eu sou capaz de fazer aquilo, que eu tenho o poder de... As pessoas começaram a entender isso. E mais do que nunca, poder político, no sentido de que a arte não é uma... A arte pela arte, a arte  babaca. É uma arte engajada em alguma coisa. Dizer aquelas verdades. As pessoas respeitaram mais a arte. Saber que Walmir, aquele palhacinho... Tome cuidado com aquele palhacinho, que ele pode derrubar você. Respeitar mais os palhaços. Saber que palhaço não é um idiota que você dá um pirulito e ele sai... Ou toma o pirulito dele e ele chora. Não. Se bulir com um palhaço ele pode demolir um gigante. Acho que é  muito importante isso, a coisa do artista, do palhaço ser respeitado como poderoso nesse sentido. Não, o ‘cabra’ é pequenininho, mas ele tem poder. Me respeite. Respeito é bom e a gente gosta. Nós, artistas, queremos muito respeito.

Walmir, 43 anos já é avô?

Já sou avô e casado pela segunda vez. Do meu primeiro casamento tenho três filhos. Maíra, que é a mãe do meu neto. Ela canta no Nação Pernambuco e canta comigo no show do Véio Mangaba – que é mãe do Miguel. Tem Tainá, que é bailarina, dança no Nação Pernambuco e dança comigo, às vezes, no Véio Mangaba também. Tem Tendi, que tem 15 anos, que é ator. E atualmente estou casado com Maria Luciana, minha companheira atual.

Qual a origem desse sangue artístico na família?

Meu pai era um artista amador. Ele era engenheiro mecânico, e aposentou-se pela White Martins, na época, e, quando eu nasci, ele já era aposentado, e ele era mecânico, sempre tocou o clarinetezinho dele, mas amadoristicamente. Tive um irmão, do primeiro casamento de papai ... Dois irmãos. O mais velho era desaparecido político, Waldemir Chagas. Era engenheiro, jornalista e escultor. Amigo de Abelardo da Hora. E o outro, filho de papai também, foi jogador do Santa Cruz. Faleceu já. Morreu em 79. Foi jogador do Santa Cruz na década de 50. E do lado de mamãe, eu tive um irmão. Mamãe quando conheceu papai tinha dois filhos. Ela tinha vindo do interior de Canhotinho. E meu avô, pai de papai, era espanhol. Minha avó gostava de tocar uma rabequinha ;;; Mas tudo muito amador. E quem me levou muito para essa história da arte foi meu irmão. Meu irmão, filho da minha mãe, Luiz. Ele vivia andando pelo mundo, em circo, vivia a vida inteira assim. De vez em quando, aparecia lá em casa e me levava para os cantos. Papai dizia: “Cuidado. Você tem a vida perdida e quer perder a vida do menino também, não é?” Ele dizia: “Não, não, eu trago ele de volta”. Nas minhas férias eu ia muito para o interior, para os circos.

Já surgiu alguma oportunidade de sair do País para mostrar seu talento lá fora?

Já. Já tive oportunidade. Já viajei muito para o exterior. Na década de 80. Eu já visitei vários países. Já fiz excursões... A última grande viagem que eu fiz foi para a França. Conheço perto de umas 50 cidades na França. Bati a França inteira. Gosto muito do sul da França. O sul da França é belíssimo, mas adoro o Recife.

O que eu quis dizer foi o seguinte: ficar no eixo Rio-São Paulo, isso nunca lhe atraiu?

Não, não. Eu nunca quis não. Eu sempre quis batalhar pelas minhas coisas aqui. É uma luta muito inglória assim... Inglória, não é? Mas eu prefiro lutar pela minha terra mesmo.

Mas houve alguma oportunidade nesse sentido?

Eu já fui chamado, inclusive, para ver se me engajava em programas de humor na Globo e tal. Mas ficou aquela coisa, assim... Eu nem tomei uma atitude, nem tomaram, nem fui, aí ficou aquela coisa... Esfriou.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

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10/05


2021

Representações pedem para apurar orçamento secreto

Três representações protocoladas hoje pedem ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal que investiguem se o governo criou um "orçamento secreto" em troca de apoio parlamentar, segundo apontou o jornal "O Estado de S. Paulo".

De acordo com reportagem do jornal publicada ontem, o governo federal teria montado um orçamento paralelo de R$ 3 bilhões por meio do qual deputados e senadores aliados indicavam obras públicas e compra de equipamentos em suas bases eleitorais. Parte dos recursos teria sido destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas com valores superfaturados, segundo o jornal.

O Ministério do Desenvolvimento Regional contesta a reportagem e afirma que não há irregularidades. Das três representações, duas são dirigidas ao TCU e uma ao Ministério Público Federal. Ao TCU, recorreram o subprocurador-geral da República Lucas Furtado e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A bancada do PSOL na Câmara fez representação à Procuradoria-Geral da República.

Os deputados e senadores têm direito às chamadas emendas individuais, limitadas a R$ 16,3 milhões por parlamentar – metade vai obrigatoriamente para a saúde. O chamado "orçamento secreto" permitiria que indicassem obras em valores superiores, executadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal subordinada à pasta.

Na representação que protocolou no TCU, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pede a adoção "das medidas necessárias a apurar a notícia de que o Presidente Jair Bolsonaro criou orçamento secreto em troca de apoio parlamentar, promovendo a análise, de maneira urgente e aprofundada, do esquema denunciado pela reportagem do site Estadão, de modo a identificar as fragilidades da metodologia de distribuição de recursos a parlamentares e determinar as alterações necessárias ao procedimento denunciado”.

Segundo Furtado, a verba do orçamento paralelo seria aplicada "à margem de todo o regramento constitucional, legal e regulamentar, em ofensa ao princípio da isonomia que orienta a distribuição de recursos orçamentários entre os parlamentares no regime das emendas individuais e sem a transparência que requer o uso de recursos públicos".

Ele diz, ainda, que os fatos denotam, em tese, "inadequada execução orçamentária, motivada supostamente por interesses políticos", podendo "caracterizar eventual crime de responsabilidade, por atentar contra a lei orçamentária".

Líder da minoria na Câmara, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) enviou uma representação à presidente do TCU, ministra Ana Arraes.

No texto, o deputado pede que a Corte instaure uma auditoria para apurar todas as circunstâncias denunciadas pela reportagem e eventuais responsabilidades.

Na representação, Freixo lembra que os 513 deputados e 81 senadores têm direito a indicar, no máximo, R$ 8 milhões em emendas por ano, além dos R$ 8 milhões que vão necessariamente para a saúde.

"No entanto, os parlamentares que apoiaram os candidatos do governo nas eleições para as presidências das casas do Congresso Nacional conseguiram expandir o poder de direcionar gastos do orçamento”, argumenta.

Ele afirma, ainda, que as possíveis ilegalidades apontadas pela reportagem de "O Estado de S. Paulo" não se deram "apenas no âmbito do desvio de finalidade na utilização de verbas públicas. Há também superfaturamento na compra de produtos agrícolas”.

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados ingressou com representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Pinto.

Os deputados do PSOL argumentam que a reportagem revela um “esquema que atropela leis orçamentárias, regras legais e a Constituição Federal". "Para além disso, tem o objetivo de dificultar o controle do Tribunal de Contas da União (TCU) e da própria sociedade. Contrariando princípios administrativos consagrados, os acordos para direcionar o dinheiro não são públicos e não têm transparência”, diz a representação.


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Ipojuca 2021

10/05


2021

FBC: Bolsonaro vai lançar programa social robusto

Desgastado pelo mau desempenho do Brasil na pandemia e pelo início dos trabalhos da CPI da Covid, o presidente Jair Bolsonaro apostará em medidas na área social e na recuperação da economia para melhorar a imagem da sua gestão. As informações são do Blog do Valdo Cruz.

Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), Bolsonaro vai lançar um "programa social muito robusto em julho, para começar a valer em agosto". A data coincide com o fim dos pagamentos do novo auxílio emergencial.

Bezerra disse que o programa será uma nova versão do Bolsa Família, com a inclusão de mais lares e um novo valor para o benefício. A proposta está sendo elaborada pelo ministro da Cidadania, João Roma, e vai contar com recursos do orçamento do Bolsa Família, mais de R$ 35 bilhões.

Atualmente, esse montante não está sendo usado, porque as famílias do programa estão recebendo o auxílio emergencial, bancado com recursos fora do teto de gastos.

"É natural que neste momento o presidente sofra um pouco de desgaste, mas mesmo assim ele mantém um apoio importante junto à população. E, depois desse início da CPI, o presidente vai se recuperar. Ele vai lançar um programa social robusto em julho, e a economia vai melhorar no segundo semestre, puxada num primeiro momento pelo aumento das nossas exportações e depois pelo avanço da vacinação", afirmou o senador.

Em relação à CPI da Covid, ele disse o governo cometeu alguns erros durante o combate à pandemia, mas afirma que os acertos foram maiores e, segundo o senador, isso "ficará claro com outros depoimentos na comissão, destacando as medidas adotadas para socorrer os vulneráveis, trabalhadores, empresas, estados e municípios".

Além disso, Bezerra diz que, na avaliação do governo, não há base jurídica para responsabilizar o presidente "por defender que as pessoas não fossem impedidas de trabalhar".

O líder do governo no Senado disse que o Brasil está sendo favorecido neste momento por um novo boom das commodities, o que está se refletindo nas exportações brasileiras.

"O saldo positivo da balança comercial, que era previsto em US$ 40 bilhões, pode fechar o ano em US$ 80 bilhões. O vento na economia começa a ficar a favor do país", afirmou Fernando Bezerra. Ele faz uma previsão otimista para o crescimento da economia neste ano, acima de 3%.


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Petrolina abril 2021

10/05


2021

Na CPI, Humberto pede nova convocação de ministro

Titular da CPI da Covid, o senador Humberto Costa (PT-PE) protocolou, na tarde de hoje, um novo pedido de convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Para o parlamentar, o ministro deixou muitas perguntas sem respostas e, mais do que isso, esquivou-se de prestar contas ao Senado sobre atos que estavam prontos e só foram divulgados após o fim do seu depoimento.

No documento entregue à comissão, Humberto diz que Queiroga "foi lacônico em muitos aspectos, inclusive e sobretudo porque alegou estar há poucos dias na condição de ministro da Saúde". "Isso, por si só, já foi um gesto desrespeitoso. Ele deveria ter estudado os temas para vir ao depoimento minimamente munido. Sua fala também foi contraditória em diversos aspectos. Mesmo médico e tendo presidido a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que condenou o uso da cloroquina, da azitromicina, da ivermectina e da hidroxicloroquina contra a covid, ele fez de tudo para não confrontar Bolsonaro. E mais: até hoje, não revogou portaria do Ministério que prescreve o uso de medicação para esse fim", afirmou o senador, que é ex-ministro da Saúde.

Humberto criticou ainda Queiroga por não ter trazido ao conhecimento da CPI o fato de que sua pasta, dois dias antes, tinha editado uma portaria dispondo sobre procedimentos de cobrança administrativa e de instauração de tomada de contas especial em relação a recursos do Ministério da Saúde, aumentando a pressão sobre estados e municípios. A medida se insere no esforço do Planalto de mudar o foco das investigações da comissão para tirá-lo de Bolsonaro e jogá-lo sobre governadores e prefeitos. A decisão só foi conhecida por reportagem da imprensa.

"Essa portaria mostra que há uma ação coordenada no governo federal para minar nossos esforços e evitar a apuração das mais de 420 mil mortes a que chegamos até agora. Não vamos nos desviar. Não vamos perder a nossa rota. A cada dia, temos mais e mais elementos que confirmam a ação deliberada do governo em favor da expansão do vírus, enquanto empurrava remédios ineficazes na população. Isso está claro como causa direta desta que é a maior tragédia sanitária que vivemos na nossa história", disse Humberto.


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10/05


2021

Raquel abre sinecura para filho de Roberto Freire

Leitores atentos ao Portal da Transparência da Prefeitura de Caruaru enviaram, hoje, ao blog, a informação de que João Baltar Freire, filho do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, está lotado no gabinete da prefeita Raquel Lyra (PSDB) como consultor técnico. O cargo comissionado ocupado por ele tem um salário de R$ 9 mil por mês e carga horária de 8h semanais. Isso mesmo, uma verdadeira sinecura.

A admissão não é ilegal, mas está sendo considerada imoral pelo valor recebido e a carga horaria “trabalhada”, sobretudo pelo fato de Raquel se apresentar como vestal, discriminar políticos de sua terra e tratar vereadores da sua base a pão e água.


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ALEPE

10/05


2021

Deputado anuncia investimentos para Taquaritinga

No dia em que celebra aniversário, o município de Taquaritinga do Norte recebeu mais um presente. Ao lado do prefeito Ivanildo Mestre (Lero), do deputado estadual Diogo Moraes, do vice Gena, vereadores e secretários municipais, o deputado federal Ricardo Teobaldo anunciou recursos para o município na ordem de R$ 4 milhões de reais para as áreas de saúde e educação. A agenda de hoje também contemplou uma série de inaugurações, algumas delas com recursos provenientes de emendas parlamentares do deputado Ricardo Teobaldo.

Para ele, a chegada de novos recursos vai ajudar ainda mais a administração do prefeito Lero. "Fico muito contente de estar aqui em Taquaritinga para celebrar esse aniversário de emancipação e anunciar recursos. Estamos destinando cerca de R$ 4 milhões de reais para o município. Nosso gabinete está à disposição do povo de Taquaritinga", frisou Ricardo.

Foram destinados R$ 1.242.000,00 para aquisição de 5 ônibus escolares; cerca de R$ 1,8 milhão para construção de uma escola com seis salas e quadra no povoado de Vila do Socorro e mais R$ 700 mil para investimentos em saúde, sendo R$400 mil para alta e média complexidade e R$300 mil para atenção básica.


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Bandeirantes 2021

10/05


2021

Vitória: Fiscalizações voltam a dispersar aglomerações

Mais uma ação da Vigilância Sanitária foi realizada, neste final de semana, em Vitória de Santo Antão, com o intuito de verificar o funcionamento dos estabelecimentos comerciais em relação às medidas sanitárias de distanciamento social e o atendimento destes locais em conformidade com as normas vigentes de combate à Covid-19.

As fiscalizações em caráter educativo vêm ocorrendo todos os finais de semana e devem perdurar por todo o período pandêmico. Mais uma vez, proprietários dos pontos comerciais foram orientados e reeducados sobre o uso de máscaras, utilização de álcool a 70% e o distanciamento entre os clientes.

Apesar das ações terem sido intensificadas, algumas pessoas ainda seguem contrariando a gravidade da doença, não utilizando máscaras e promovendo aglomerações, principalmente em bares e praças. “A Vigilância segue fazendo o seu papel, orientando as pessoas, visitando os estabelecimentos, conversando com os proprietários e solicitando o uso da máscara. Mesmo assim, infelizmente, muita gente não acredita no perigo trazido pela Covid-19 e saem para aglomerar, colocando a própria vida em risco”, pontuou Nathália Álvares, coordenadora da Vigilância Sanitária.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem, Vitória de Santo Antão registrou 4.206 casos confirmados da doença, com 231 casos que evoluíram para óbito. Alheios a esses dados e mesmo com todas as ações educativas que vem sendo desenvolvidas desde o final de janeiro, jovens voltaram a se concentrar na praça da Matriz.

Após vídeos circularem pelas redes sociais mostrando essas novas aglomerações no final de semana passado, as incursões voltaram a contar com a presença da Polícia Militar, que acompanhou a ação junto com a Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros. A força de segurança precisou promover, pacificamente, a dispersão dessas pessoas que formavam os pontos de aglomerações.

O telefone 190 da Polícia Militar e o número (81) 3526-8900, do 21º Batalhão, podem ser utilizados pelos vitorienses para denunciar aglomerações e qualquer tipo de evento ou festas que estão proibidos até 24 de maio com a prorrogação do decreto do Governo do Estado com medidas restritivas de circulação.


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Serra Talhada 2021

10/05


2021

Caos em Camaragibe

Reeleita com a promessa de organizar e melhorar a saúde de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, a prefeita Doutora Nadegi (Republicanos), que por ironia do destino é médica, virou uma unanimidade, a de responsável por jogar a saúde, literalmente, na UTI. Pelas redes sociais, com mensagens que respingam também neste blog, o bombardeio em cima do seu desgoverno virou uma rotina, algo que vem corroendo sua imagem.

Além da pandemia da Covid-19, presente naturalmente em todos os municípios, Camaragibe não consegue, por incompetência dela e descaso da sua equipe, mudar a curva em ascensão de casos e mortes provocados pela doença. Há superlotação de hospitais, e, para complicar, surto de dengue e chikungunya, doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. A situação é dramática, não há atendimento médico sequer para os casos mais graves da enfermidade.

Moradora do bairro Céu Azul, a técnica de enfermagem Cláudia Correia enviou uma mensagem à redação do blog relatando o sofrimento que passou para ser atendida nas unidades de saúde da cidade, sem sucesso.

Acometida pela chikungunya desde o último sábado, com febre alta e muitas dores pelo corpo, ela procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde Expansão Timbi, hoje, próximo à sua casa, mas foi informada que não havia médico disponível para atendê-la. Mesmo com muitas dores, sem conseguir se locomover e sem atendimento do Samu para esses casos no município, Cláudia se dirigiu ao Hospital Municipal Dr. Aristeu Chaves, no centro da cidade, onde disseram que “se o caso não for acidente, tiro, ou Covid-19, o hospital não aceitaria o paciente”.

“Preciso ser atendida por um médico e não posso contar com isso na minha cidade, preciso de um atestado, pois não estou em condições de trabalhar, mas não encontro atendimento em Camaragibe. No ano passado, eu tive a Covid-19 e procurei atendimento no Cemec ouvi de uma médica que “se eu não estivesse morrendo, ela não poderia me atender”, eu estava morrendo. Eu posso estar morrendo agora, mas vou morrer em cima da minha cama porque não tem médico que me atenda em Camaragibe, desabafou Cláudia.

Nas redes sociais, as denúncias são insistentes e preocupantes. Na página do Instagram do Camaragibe Agora, um perfil com notícias sobre a cidade, moradores se queixam da falta de atendimento em outros postos no município. Em uma postagem sobre o atendimento restrito nas UPAS da Caxangá, Torrões e São Lourenço, os internautas reclamam que as unidades de saúde de Camaragibe só aceitam pacientes com Covid-19.

Além dos problemas na Saúde, a Prefeitura também está sendo acusada de não combater as endemias, segundo outros comentários na postagem do Camaragibe Agora. Os agentes que visitam as casas distribuindo veneno que mata a larva do Aedes aegypti não estão circulando pela cidade, o que fez aumentar os casos das doenças no município. Com a palavra, a desastrosa prefeita de Camaragibe.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

10/05


2021

João anuncia vacinação para novo grupo no Recife

A partir das 18h de hoje, as pessoas com deficiência, com mais de 18 anos, beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) já poderão agendar a vacina contra a covid-19 por meio do aplicativo ou site do Conecta Recife. A imunização desse público começará amanhã. O prefeito João Campos (PSB) fez o anúncio na manhã desta segunda na Prefeitura da Cidade do Recife.

“A gente começa a semana com um novo anúncio de vacinação. A partir de hoje, às 18h, estará disponível no Conecta Recife, o agendamento para as pessoas com deficiência que são beneficiárias do BPC - Benefício de Prestação Continuada.  Então você que conhece alguém que faz parte desse grupo, ajuda a essa pessoa a fazer o agendamento, que ela já pode se vacinar a partir de amanhã. Lembrando que qualquer unidade de saúde da nossa cidade tem pessoas que podem ajudar a fazer a inscrição no Conecta Recife e o agendamento. Contamos com a solidariedade de todos e todas para poder ver as pessoas com deficiência sendo vacinadas na nossa cidade”, declarou João.

Esse novo público deve anexar uma cópia do cartão do benefício, ou documento que comprove a curatela, e comprovante de residência no momento do agendamento no Conecta Recife. É importante também levar todos os documentos ao local onde será imunizado, no dia e hora agendados previamente para a vacinação.

O app Conecta Recife está disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. O endereço do site é www.conectarecife.recife.pe.gov.br. No Recife, 348.300 pessoas já foram vacinadas. Dessas, 183.349 já receberam inclusive a segunda dose. O total de doses aplicadas é 531.649.


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Comentários

joao carlos da silva

Esse idiota fica toda semana fazendo politicagem criando grupos de vacinações, enquanto muitos como eu, passamos do prazo para tomar a segunda doze da coronavac e não tem a vacina, simplesmente, porque ele não guardou a segunda dose. Fica brincando com a vida dos outros.



10/05


2021

Faculdade de Medicina chega a Garanhuns

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Garanhuns Izaías Régis enviou, há pouco, ao blog, a notícia de que a portaria com a autorização para funcionamento da FAMEG – Faculdade de Medicina de Garanhuns, enfim saiu.

“Neste fim de semana recebi uma mensagem do Dr. Nicolau, do Centro Universitário ITPAC, informando que a portaria saiu. Fico muito feliz com essa notícia, pois é uma luta que eu abracei desde o meu mandato de deputado estadual”, disse o ex-gestor. Confira o agradecimento dele no vídeo.


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10/05


2021

Ação do Itamaraty para compra de cloroquina na mira da CPI

A ação do Itamaraty para garantir insumos para fabricação de cloroquina durante a gestão do ex-ministro Ernesto Araújo, no ano passado, entrou na mira da CPI da Covid.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), suplente da CPI, vai apresentar um requerimento para a comissão se aprofundar no tema.

Hoje, o jornal "Folha de S. Paulo" revelou que o ex-chanceler mobilizou o ministério para adquirir junto a parceiros internacionais os insumos para o remédio.

A reportagem diz que teve acesso a telegramas diplomáticos que mostram o empenho de Araújo pela cloroquina, mesmo depois de a comunidade científica internacional ter afirmado que o remédio, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, não tem eficácia contra a Covid.

Ainda segundo a "Folha", a busca por vacinas não recebeu atenção semelhante do Itamaraty.

Ministério da Saúde tira do site indicação de cloroquina no tratamento precoce da Covid

Ministério da Saúde tira do site indicação de cloroquina no tratamento precoce da Covid

O requerimento a ser apresentado à CPI pretende comprovar o empenho do governo para a aquisição de cloroquina e o desinteresse para a compra de vacinas. Segundo, o senador Rogério Carvalho, isso aponta para a tese de que o governo Bolsonaro intencionalmente buscou o contágio para criar imunidade de rebanho como forma de lidar com a pandemia.

A imunidade de rebanho, segundo especialistas, ocorre quando cerca de 70% da população tem anticorpos. No caso do Brasil, até esta segunda-feira, pouco mais de 15 milhões de pessoas já haviam contraído a doença, o que não representa nem 10% da população. O número de mortos por Covid ultrapassa 422 mil.


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10/05


2021

Jaboatão cria programa de monitoramento aos atendimentos

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes cria Programa de Monitoramento dos Atendimentos a Vítimas de Violência, um sistema pioneiro no estado de Pernambuco, com o objetivo de registrar, monitorar e gerenciar os atendimentos às denúncias de supostas violações aos Direitos Humanos.

Os casos monitorados são referentes a violência contra idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQI+ e as violações motivadas por racismo e intolerância religiosa.  A criação do programa tomou por base os dados coletados entre os meses de janeiro e abril deste ano. Entre as principais denúncias, 87,2% foram contra idosos, 11,5% a pessoas com deficiência e 1,2% contra a população LGBTQI+.

Os atendimentos são realizados pelo Núcleo de Apoio a Vítimas de Violência (NAVV), da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, através de visitas domiciliares. O sistema permite cadastrar os atendimentos prestados às vítimas de violência e acompanhar os encaminhamentos efetuados junto à rede socioassistencial e de saúde do município e ao Ministério Público Federal (MPF).  As denúncias podem ser feitas através do Disque 100 do MPF, da Ouvidoria Municipal (0800 081 8899) ou outros órgãos da Rede de Proteção.

"Trata-se de uma importante ferramenta para nortear as políticas públicas visando à proteção de direitos humanos. Através do sistema, é possível quantificar as denúncias e atendimentos, diagnosticar os perfis de violações e as áreas que registram maiores índices em nosso município. Também é possível verificar qual o canal mais utilizado para as denúncias.  O nosso objetivo é garantir a segurança destas pessoas que são vítimas de preconceito", afirmou o prefeito Anderson Ferreira.


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