Jaboatão

18/04


2021

Sapato alto derrotou Magalhães na visão de Liba

Invasão ao JC, greve da PM em frente ao Palácio, a "banana" em Boa Viagem, cada episódio marcante na eleição pode ter levado Roberto Magalhães à derrota frente a João Paulo em 2000. Mas de todos, o que pesou mais foi o sapato alto da aliança governista, segundo a visão do único vereador ouvido por este blogueiro para o livro A derrota não anunciada, que vem sendo reproduzido neste espaço nos últimos dias.

Refiro-me ao então vereador Liberato Costa Júnior, o Velho Liba (MDB), como era conhecido o mais longínquo em número de mandatos na Casa, dez ao todo, ou seja, 40 anos de ação no parlamento municipal. Mas, forçado a escolher dentre os fatos que mais pesaram para o insucesso eleitoral do candidato que apoiou, Liba citou a "banana" que Magalhães deu em direção aos militantes de Carlos Wilson, então candidato do PPS, que interditaram a Avenida Boa Viagem para impedir uma carreata de Magalhães.

"O gesto mostrou um desabafo desnecessário, que poderia ter sido contido. Mas, isso vai muito do temperamento da pessoa. Há políticos que são assim, temperamentais, outros são mais serenos. É a tal história que é secular: o político tem que engolir sapo", disse no depoimento exclusivo para o livro. Confira!

Capítulo 22

“Roberto não soube engolir sapo”

Aos 85 anos, o vereador Liberato Costa Júnior, o decano da Câmara do Recife, se transforma num garoto quando começa a falar de política. É a sua praia preferida, uma paixão que corre nas suas veias desde garoto.

Constituinte Estadual em 1967, Liberato conquistou seu primeiro mandato popular em 1955. De lá para cá, nunca mais perdeu uma eleição. Emplacou nove mandatos de vereador do Recife, um de deputado estadual e está se preparando para arrebatar o décimo de vereador, com o mesmo vigor de antes.

Para inserir neste livro uma opinião abalizada do político que está mais próximo do povo – o Vereador – julguei que não havia uma personalidade com mais legitimidade do que Liberato. Foi a ele que recorri numa manhã de uma segunda-feira modorrenta do final de novembro de 2003, no seu gabinete. Lá, o encontrei atendendo o povo, com humildade e simplicidade, marcas da sua personalidade.

O “Velho Liba”, como é tratado carinhosamente pelos colegas do Legislativo, traçou um quadro fiel do que ocorreu em 2000 com uma lucidez de raposa política e a sabedoria da velha escola pessedista de Tancredo Neves. Resumiu, numa só frase a razão do atropelo de Roberto Magalhães diante de um processo eleitoral em que até o maior leigo em política julgaria como vitorioso. “Faltou ao doutor Roberto paciência para exercitar a arte de engolir sapo em política”, constatou.

Para ele, não se deve jogar pedras apenas em Roberto Magalhães. Todo o comando da campanha, com exceção do governador, no seu entender, agiu com sapato alto, subestimou a capacidade de reação dos adversários, principalmente o do PT, o candidato João Paulo, que se apresentava com uma identificação de causar inveja com o povo, o eleitor simples.

O que levou a aliança jarbista a sucumbir em 2000?

      Foi um somatório de erros, tantos erros e intervenções que afunilaram para a derrota eleitoral. Em primeiro lugar, houve muita euforia. A euforia derrota, A euforia é o sapato alto. E todos da aliança estavam de sapato alto.

Do candidato ao governador?

      O governador, não. Jarbas fez a parte dele e muito bem feita. O sapato alto contaminou toda a equipe, as lideranças.

Não foram mais os erros do doutor Roberto?

      Eu vou chegar lá. Quando me refiro à aliança, quero dizer a equipe que participou diretamente da campanha. A aliança é muito ampla, mas teve a equipe que participou da campanha. Pelo menos a direção da campanha no Recife, na minha modesta opinião, era mais e tanto quanto elitista do que popular. E o Recife requeria, enfrentando um candidato pé no chão, uma campanha popular. Muito junto ao povo, mas muito mesmo. Isso aí eu aponto como uma filigrana de imperfeição. Sucessivos erros do meu amigo Roberto Magalhães, a começar por aquele fato da Imprensa.

O senhor está se referindo à invasão da redação do JC?

      Sim. Foi um episódio marcante, que desgastou muito o candidato. Mas, ocorreram outros fatos lamentáveis. Faltou uma aproximação mais estreita com a área popular e isso só poderia ter sido feito através dos vereadores. Estão aí os vereadores ainda vivos e muitos ainda ativos que podem confirmar o que estou dizendo. Não houve, nem no primeiro nem no segundo turno. No segundo turno então, a coordenação e a equipe que comandaram a eleição não se espelharam nos exemplos do primeiro turno.

Como assim?

      Nós tínhamos que buscar, a qualquer custo, o contato com a periferia, com a baixa renda, com aquilo que nós chamamos povo. Por quê? Porque a equipe continuou no segundo turno ignorando os vereadores que tinham sido eleitos e os que tinham perdido a eleição, mas que poderiam vir para o contingente com a perspectiva de poder. Então, tinha que procurar tudo isso. Deixou-se de procurar a convivência, o diálogo e se buscar um diálogo com um partido que perdeu a eleição, o PDT. Nós teríamos que procurar o Vicente André Gomes e o PDT. Não houve o menor interesse. Que eu saiba não. Não chegou ao meu conhecimento esse interesse em procurar um entendimento político, tão comum, tão útil, tão necessário – principalmente com um partido que tinha disputado a majoritária e que tinha tido cerca de 30 mil votos. Só Vicente (no reduto de Casa Amarela), sem o partido, tiraria qualquer diferença de cinco mil votos. Eu escarrei sangue na campanha, mesmo já estando eleito, mas eu tinha um compromisso com doutor Roberto, com o governador Jarbas Vasconcelos, principalmente, que me chamou e pediu todo o meu empenho.

Doutor Roberto reclama que o partido do senhor, o PMDB, cruzou os braços na campanha. O senhor concorda?

      Não houve cruzamento de braços. Eu, pelo menos, que sou vice-presidente do partido, me engajei duramente, O fato – e eu disse isso a Dorany – é o seguinte: time que está ganhando não se mexe. Veio com Raul vitorioso, deveria ter continuado com ele. Não quero descer ao detalhe da figura humana do vice, que substituiu Raul, o hoje senador Sérgio Guerra. Eu não entro nesse detalhe. Mas Raul tinha muito mais penetração. Já vinha há três anos substituindo o prefeito, participando de tudo. Um aliado leal, competente, modesto, mais sóbrio. E com uma penetração muito grande, sobretudo nos meios intelectuais. Então, se o time está ganhando, pra que mexer no time? Foi um erro lamentável.

Mas, para entrar na aliança, o PSDB exigiu a vice, não foi?

      Isso pode ter ocorrido, de fato. O PSDB fez essa exigência, mas ele não coligou na proporcional. Ficaram independentes na proporcional e isso gerou problemas com os demais candidatos a vereador da aliança.

Isso atrapalhou muito?

      Atrapalhou. Os vereadores não tiveram o mesmo interesse. É natural que não tenham tido.

A postura egoísta do PSDB atrapalhou a reeleição de vereadores do PMDB?

      Vários não foram eleitos e não apenas do PMDB.

Pode citar algum?

      Rafael de Menezes, um vereador importante. Fred Oliveira, outro veterano. A juventude perdeu o entusiasmo quando não viu mais Raul Henry na chapa como vice. Ele era jovem e representava a juventude. Raul estava atuando, convivendo com o Recife e tinha um sentimento muito grande da vida da cidade, da juventude e dos intelectuais.

O senhor sabe que ele procurou o doutor Roberto e disse que não gostaria de ser vice porque queria passar uma temporada na Europa?

      Nunca ouvi falar nisso. Ainda não absorvi aquela derrota, ainda não absorvi. Por quê? Houve uma diferença de 100 mil votos, do primeiro para o segundo turno. Aí, a euforia contaminou novamente a todos. Nos meus cálculos eleitorais, coloco a euforia como uma peça negativa, profundamente negativa. O sujeito deve ter suas convicções, mas não deve transformá-las num festival de vitória antes do fato consumado. Eu entendo assim. Agora fala-se também e pode ter contribuído com um pequeno contingente, a greve da Polícia.

O doutor Roberto diz que perdeu a eleição na greve da Polícia...

      Não, não acho. Não quero contrariar a interpretação dele, porque cada um de nós dá a nossa interpretação. Eu acho que está correto ele incluir a polícia como um fato inusitado, mas eu acho que foi uma contribuição, um filigrana também. No começo eu lhe disse que era um somatório de imperfeições e erros, não foi? Mas a euforia foi para mim o ponto vulnerável. O já ganhou é terrível. Roberto deu uma prova de que, realmente, é uma figura extremamente querida no Recife, haja vista a votação espetacular, ultrapassou os 100 mil votos na cidade do Recife, para deputado federal. E já tinha sido o campeão de votos nas eleições anteriores. E como perder uma eleição daquela? Foi o já ganhou.

O senhor acha que teve influência o episódio da banana, em Boa Viagem?

      Sensibilizou muito a opinião pública, porque houve um flagrante. Uma fotógrafa da Folha de Pernambuco conseguiu fazer a foto e estampar na primeira página. A Folha é um jornal que tem muita penetração popular, vendo muito na periferia, sobretudo na de baixa renda. Isso trouxe um impacto muito grande.

Como o senhor avalia o episódio?

      O gesto mostrou um desabafo desnecessário, que poderia ter sido contido. Mas, isso vai muito do temperamento da pessoa. Há políticos que são assim, temperamentais, outros são mais serenos. É a tal história que é secular: o político tem que engolir sapo.

É aquela famosa história de que Roberto Magalhães é pavio curto, não é?

      É. Ele tem essa pecha. Mas, foi um somatório. Ainda tem outras coisas que poderiam ser comentadas, que afunilaram para essa derrota que eu não absorvo. Repito: eu não absorvo.

Como vice, Sérgio Guerra somou ou atrapalhou?

      Não quero dizer que ele foi um peso pesado. Acho que foi um deslocamento desnecessário para substituir um que vinha convivendo, vivendo, trabalhando, executando e com penetração no segmento jovem, por um que chega para começar tudo de novo.

Sérgio Guerra também não tinha cara do Recife?

      Não. Não tem. Não é uma figura política que seja ligada ao Recife. Ele não é urbano. Raul é uma figura urbana.

O senhor acredita que havia um projeto de 20 anos da aliança jarbista e que, reeleito, Magalhães seria candidato a governador e Sérgio Guerra assumiria a Prefeitura?

      Não. Isso é especulação.

Por que, então, Sérgio Guerra teria deixado de ser deputado federal para ser vice?

      Olhe, isso são meandros que não penetrei. Não chegaram ao meu conhecimento. Se esse entendimento ocorreu é muito lamentável.

Há pouco isso se confirmou, porque Jarbas não queria disputar a reeleição...

      Sim. A Imprensa explorou que Jarbas não queria mais continuar. Houve isso. Pode ter ocorrido esse fato, mas eu não participei disso, embora seja vice-presidente do partido. Esses entendimentos não passaram por mim. Apenas me inteirei dos comentários pela Imprensa. Mas uma coisa formal, concreta, um fato que tenha sido marcante, não tenho conhecimento.

Há muitas lamentações no PMDB com a saída de Raul da chapa, mas ninguém lutou por ele. Como avalia?

      Eu lutei dentro do partido para manter o meu ponto de vista. Eu mantive a minha posição pela manutenção de Raul. Eu sabia que Raul estava muito mais acoplado, mais adaptado, mais próximo do povo. Sérgio Guerra vinha sem nenhum vínculo com a população do Recife. Era um corpo estranho nas eleições municipais. Raul era um componente da vida do Recife. Era completamente diferente. Subestimaram muito também a campanha do PT. Subestimaram muito. Tanto subestimaram que ele teve 100 mil votos.

Como o senhor avalia a influência dos debates na televisão no resultado da eleição?

      João Paulo tinha postura agressiva, porque tinha que partir para a agressão, usando até expressões antiparlamentares. Chegou muitas vezes a chamar doutor Roberto de mentiroso. A direção da campanha dele armou um sistema agressivo para ver se ele crescia no seio da opinião pública. Doutor Roberto teve uma postura polida na televisão, no rádio, uma postura ética. Mesmo algumas vezes agredido pelo candidato João Paulo, ele procurou evitar, alimentar esse diálogo áspero, agressivo, antidemocrático. João Paulo usou muito a agressão. Não sei se a coordenação de sua campanha entendeu que isso poderia somar. Eu politicamente acho que o diálogo na disputa eleitoral não deve partir para o pessoal, nem para ataques agressivos. Temos que procurar convencer a população com fatos comprovados, apresentando exemplos. Eu entendo assim.

Magalhães perdeu aderência na classe média?

      No segundo turno, sim. A classe média teve uma importância muito grande, que eu não esperava. Eu esperava que a classe média tivesse 70% do nosso lado. No segundo turno foi invertido.

Por quê?

      Esses fatos negativos que ocorreram durante a campanha contribuíram. Refiro-me aos erros da coordenação, inclusive o de não valorizar o papel dos vereadores. Em segundo turno, qualquer que seja o segundo turno, figura central de segundo turno é aquele que convive com o eleitor. No Estado, o deputado no Município, o vereador. E mesmo o vereador que tenha perdido. Não tenho laboratório de pesquisa, mas a pesquisa que eu faço, que tem dado certo, sou bem conceituado nisso, me levava a entender que 70% da classe média vinha para o candidato Roberto Magalhães. Para mim, isso foi invertido.

O senhor não acha também que foi um erro no primeiro turno achar que o adversário de Roberto Magalhães seria Carlos Wilson e não João Paulo?

      Não. Ninguém achava que era Carlos Wilson, não. Porque Carlos Wilson atuava na mesma linha política nossa, de centro-direita. Agora, o João Paulo não, era esquerda, pé no chão. Carlos Wilson conviveu com nossa linha política, com nossas áreas. A penetração dele era na elite, na classe média.

Mas, se não fosse a denúncia do calote, ele teria chegado ao segundo turno, não?

      Não, porque ele disputava o mesmo segmento eleitoral de doutor Roberto. No segundo turno, ele teve um papel fundamental: levou esse eleitorado de centro-direita para João Paulo. Além disso, no primeiro turno, ele criou a figura do “Mané da China”, que caiu na graça da população.

Mexia com doutor Roberto? Tirava ele do sério?

      É possível que tenha tirado. Era feita nessa direção, de atingir esse objetivo. Era uma coisa jocosa, entendeu? O povo gosta disso. A massa gosta. A política, vou repetir, é questão de engolir o sapo. Tem que engolir o sapo. Você não pode cair no desespero, porque inclusive cai no descrédito. Porque não tem a serenidade. Engolir o sapo significa manter-se na serenidade.

Por que esse episódio pode até servir para 2004?

      Já está servindo. O cuidado é grande. O Recife, na minha opinião, vem sofrendo um desgaste muito grande sobre todos os aspectos. É uma administração modulada a longo prazo. Uma administração de reuniões sucessivas sem uma necessidade objetiva. Com isso, a cidade sofre. É lenta a administração; O declínio da atual administração é grande por aí afora. A equipe não tem o preparo à altura da cidade do Recife. Entende? Foi uma equipe pinçada. A quem fez mais, a quem está mais próximo do poder, a quem está mais próximo do PT. Entende? A linha é essa.

Há quem diga que, na verdade, João Paulo nunca esperava vencer a eleição...

      É verdade. Ele entrou como um suicida. Ele nunca imaginou ganhar. Foi um equívoco da população do Recife.

O senhor acha que a população se arrependeu?

      Está profundamente arrependida. Tanto é que o declínio do prefeito é grande. A prova de que foi um equívoco é o declínio dele. Promessa que não pode cumprir. Faraônicas! Quarenta mil casas? Isso não existe! Paralela da Caxangá? Isso também não existe. Negar que hoje se locupletam da taxa tapa buraco, que tanto combateram na campanha? A rede de saúde está sucateada. As escolas necessitam de muitos reparos físicos. E o que fez da pedagogia da linha do ensino municipal? Tem falhas incorrigíveis. Então, a administração é um desastre! Bairros importantíssimos foram abandonados, as praças estão na mesma situação. Os canais – existem mais ou menos 100 quilômetros de canais – estão abarrotados, obstruídos. Estamos com um verão longo. Senão, teria sido um desastre. Há, também, uma propaganda enganosa. Tenho dúvidas, muitas dúvidas, não estou convencido de que esse anúncio que a Prefeitura fez, recentemente, de não sei quantos milhões para arrecifes da linha de Boa Viagem, na defesa do litoral, são mesmo para Recife. Devem ser para Jaboatão e Paulista, que garantiram recursos orçamentários para obras de proteção do avanço do mar.

O senhor foi bem tratado na campanha?

      Como é bem tratado? Considerado?

Recebeu apoio da majoritária?

      Não, minha estrutura foi insignificante. Eu nem sei se havia recursos para atender os vereadores. Isso depende muito de recursos. O que deve ser feito, no segundo turno, era ter conseguido, de qualquer forma, recursos para selar um entendimento com o PDT, com o Vicente André Gomes, os vereadores eleitos e os suplentes. Aí, a coisa andava, a eleição teria sido diferente. Eu não tive nenhuma estrutura do comitê oferecida pelo comitê central da campanha.

O senhor chegou a propor uma reunião com o PDT e os vereadores?

      Defendi abertamente, insistentemente. Eu e outros vereadores, vários vereadores, como Fred, Rafael, Romildo, Heráclito e Antônio Luiz Neto. A gente só falava nisso: que a composição tinha que ser com todos. E cadê o chamamento, que não vinha? Acredito que alguns desses tenham abordado esse tema lá no comitê, mas continuou uma euforia sem limites, um sapato alto terrível. Quando se começou a observar mais de perto, a oito dias do pleito, houve quem sentisse que a coisa tinha mudado. Mas, mesmo assim, ainda acreditava francamente na vitória. A essa altura, ainda tinha como fazer composição com o PDT. E, que eu saiba, não foi tentada com o devido zelo e carinho, com um interesse maior, mas superficialmente.

Qual é a ligação que o senhor faz dessa derrota e do abalo que provocou na Aliança?

      Essa derrota realmente teve reflexo nessa divisão recente. Porque se doutor Roberto estivesse na Prefeitura, nós estávamos mais sólidos. Aliás, na minha modesta opinião. Agora, como Recife é a cidade capitânia que comanda a opinião pública, o prefeito tem uma importância muito grande, porque a administração dele aparece. A administração dele leva a convencer que o administrador público tem interesse em servir a sua comunidade.

Algum fato importante que o senhor lembra da campanha?     

Os fatos importantes eu já falei. A questão temperamental e os episódios que citei. O desinteresse pelo colegiado representativo do Recife. Não se pode pensar uma eleição municipal sem se vincular profundamente com os representantes do povo. É a diária com o povo. É o que a gente chama de assistencialismo, mas não é. Porque o povo não tem de quem se aproximar para pedir nada. Não tem como chegar em um escritório de advogado e pedir para ele lhe ajudar numa causa. Não tem a quem pedir o sepultamento de um membro da família. A figura humana que ele tem que procurar é o vereador, o deputado. Por isso que se diz que isso é assistencialismo e eu não confundo isso com a necessidade premente do povo. Uma presença de um filho numa escola. Às vezes, um aviamento de uma receita porque um ente está doente. Tem que procurar o vereador mesmo. Se isso é assistencialismo, eu discordo. Eu vejo nisso a necessidade premente do povo.   

O que pode se configurar do que ocorreu com as eleições de 2000? O que eu disse retrata e expressa o que vivi. Só quem pode traduzir com fidelidade o episódio é quem viveu o episódio. Quem está de fora, opina, admite, analisa, interpreta, mas não vive o episódio. Eu vivi o episódio. Por isso, que eu cheguei a estas conclusões.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

Confira os últimos posts



10/05


2021

Ciro Gomes se compara a Joe Biden em vídeo

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) publicou vídeo nas redes sociais, hoje, no qual compara seu plano de governo ao do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, eleito após derrotar o republicano Donald Trump, em 2020. Nas últimas semanas, o político começou a publicar vídeos em tom de campanha eleitoral de olho nas eleições presidenciais de 2022.

A peça indica que o plano de Biden e o plano de Ciro “têm muitas semelhanças” quando se trata de impostos: “cobrar mais dos muito ricos e menos dos mais pobres e da classe média”.

“Biden quer aumentar impostos sobre os lucros das grandes empresas, os ganhos de capital e os dividendos dos mais ricos”, diz sobre o plano Joe Biden.

Ao falar sobre o projeto nacional de Ciro, afirma: “Ciro quer diminuir a carga para os pobres e a classe média. Aumentar impostos sobre grandes heranças e grandes fortunas. E cobrar sobre lucros e dividendos”.

Joe Biden derrotou em 2020 o republicano Donald Trump, que tinha no Brasil o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deve buscar a reeleição em 2022.


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Ipojuca 2021

10/05


2021

Entrega de vacinas pode atrasar por falta de insumos

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse, hoje, que o Brasil deverá sentir em junho os impactos do atraso na liberação do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) vindo da China. O insumo é ingrediente essencial para fabricação das vacinas contra a covid-19. A expectativa do instituto é que 4.000 litros do insumo sejam enviados até a quinta-feira e cheguem uma semana depois. As informações são do Portal Poder360.

De acordo com Dimas Covas, o Ministério da Saúde receberá 2,1 milhões de doses da CoronaVac divididas em duas entregas até a sexta-feira. No entanto, depois desses imunizantes, o Instituto Butantan ficará sem vacinas contra a covid-19 por causa da falta do IFA.

“Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz. A informação que tenho é de que ela também não teve seu IFA liberado”, informou Covas durante a cerimônia de entrega de 2 milhões de doses da CoronaVac ao ministério.

O diretor do instituto e o governador João Doria (PSDB) atribuíram a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de integrantes do governo federal, que fizeram declarações contra a China.

“Cada vez que manifestações são feitas aqui de forma desagradável em relação à China, isso cria dificuldades claramente à autorização do governo chinês para o embarque desses insumos para o Brasil”, afirmou Doria.

O país asiático é fornecedor de insumos para a produção da CoronaVac, do Instituto Butantan, e da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz.


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Petrolina abril 2021

10/05


2021

Fraude em exames da Covid-19

A edição do jornal digital O Poder Brasil de hoje, que já está circulando para os seus assinantes, traz uma denúncia bombástica: pessoas que estão com Covid-19 tentam subornar funcionários públicos ou de laboratórios privados para conseguir o nada consta. Com isso, pretendem frequentar, mesmo doentes, ambientes controlados ou até fazer viagens internacionais.

Além disso, como a criatividade para o mal não tem limites, já foi descoberta uma fórmula que, usando meios caseiros, os doentes conseguem mascarar a doença por algum tempo e enganam a coleta do material.

Trata-se de um assunto indignante e da maior gravidade. Mais informações no www.jornalopoder.com.br


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10/05


2021

Representações pedem para apurar orçamento secreto

Três representações protocoladas hoje pedem ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal que investiguem se o governo criou um "orçamento secreto" em troca de apoio parlamentar, segundo apontou o jornal "O Estado de S. Paulo".

De acordo com reportagem do jornal publicada ontem, o governo federal teria montado um orçamento paralelo de R$ 3 bilhões por meio do qual deputados e senadores aliados indicavam obras públicas e compra de equipamentos em suas bases eleitorais. Parte dos recursos teria sido destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas com valores superfaturados, segundo o jornal.

O Ministério do Desenvolvimento Regional contesta a reportagem e afirma que não há irregularidades. Das três representações, duas são dirigidas ao TCU e uma ao Ministério Público Federal. Ao TCU, recorreram o subprocurador-geral da República Lucas Furtado e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A bancada do PSOL na Câmara fez representação à Procuradoria-Geral da República.

Os deputados e senadores têm direito às chamadas emendas individuais, limitadas a R$ 16,3 milhões por parlamentar – metade vai obrigatoriamente para a saúde. O chamado "orçamento secreto" permitiria que indicassem obras em valores superiores, executadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal subordinada à pasta.

Na representação que protocolou no TCU, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pede a adoção "das medidas necessárias a apurar a notícia de que o Presidente Jair Bolsonaro criou orçamento secreto em troca de apoio parlamentar, promovendo a análise, de maneira urgente e aprofundada, do esquema denunciado pela reportagem do site Estadão, de modo a identificar as fragilidades da metodologia de distribuição de recursos a parlamentares e determinar as alterações necessárias ao procedimento denunciado”.

Segundo Furtado, a verba do orçamento paralelo seria aplicada "à margem de todo o regramento constitucional, legal e regulamentar, em ofensa ao princípio da isonomia que orienta a distribuição de recursos orçamentários entre os parlamentares no regime das emendas individuais e sem a transparência que requer o uso de recursos públicos".

Ele diz, ainda, que os fatos denotam, em tese, "inadequada execução orçamentária, motivada supostamente por interesses políticos", podendo "caracterizar eventual crime de responsabilidade, por atentar contra a lei orçamentária".

Líder da minoria na Câmara, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) enviou uma representação à presidente do TCU, ministra Ana Arraes.

No texto, o deputado pede que a Corte instaure uma auditoria para apurar todas as circunstâncias denunciadas pela reportagem e eventuais responsabilidades.

Na representação, Freixo lembra que os 513 deputados e 81 senadores têm direito a indicar, no máximo, R$ 8 milhões em emendas por ano, além dos R$ 8 milhões que vão necessariamente para a saúde.

"No entanto, os parlamentares que apoiaram os candidatos do governo nas eleições para as presidências das casas do Congresso Nacional conseguiram expandir o poder de direcionar gastos do orçamento”, argumenta.

Ele afirma, ainda, que as possíveis ilegalidades apontadas pela reportagem de "O Estado de S. Paulo" não se deram "apenas no âmbito do desvio de finalidade na utilização de verbas públicas. Há também superfaturamento na compra de produtos agrícolas”.

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados ingressou com representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Pinto.

Os deputados do PSOL argumentam que a reportagem revela um “esquema que atropela leis orçamentárias, regras legais e a Constituição Federal". "Para além disso, tem o objetivo de dificultar o controle do Tribunal de Contas da União (TCU) e da própria sociedade. Contrariando princípios administrativos consagrados, os acordos para direcionar o dinheiro não são públicos e não têm transparência”, diz a representação.


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ALEPE

10/05


2021

FBC: Bolsonaro vai lançar programa social robusto

Desgastado pelo mau desempenho do Brasil na pandemia e pelo início dos trabalhos da CPI da Covid, o presidente Jair Bolsonaro apostará em medidas na área social e na recuperação da economia para melhorar a imagem da sua gestão. As informações são do Blog do Valdo Cruz.

Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), Bolsonaro vai lançar um "programa social muito robusto em julho, para começar a valer em agosto". A data coincide com o fim dos pagamentos do novo auxílio emergencial.

Bezerra disse que o programa será uma nova versão do Bolsa Família, com a inclusão de mais lares e um novo valor para o benefício. A proposta está sendo elaborada pelo ministro da Cidadania, João Roma, e vai contar com recursos do orçamento do Bolsa Família, mais de R$ 35 bilhões.

Atualmente, esse montante não está sendo usado, porque as famílias do programa estão recebendo o auxílio emergencial, bancado com recursos fora do teto de gastos.

"É natural que neste momento o presidente sofra um pouco de desgaste, mas mesmo assim ele mantém um apoio importante junto à população. E, depois desse início da CPI, o presidente vai se recuperar. Ele vai lançar um programa social robusto em julho, e a economia vai melhorar no segundo semestre, puxada num primeiro momento pelo aumento das nossas exportações e depois pelo avanço da vacinação", afirmou o senador.

Em relação à CPI da Covid, ele disse o governo cometeu alguns erros durante o combate à pandemia, mas afirma que os acertos foram maiores e, segundo o senador, isso "ficará claro com outros depoimentos na comissão, destacando as medidas adotadas para socorrer os vulneráveis, trabalhadores, empresas, estados e municípios".

Além disso, Bezerra diz que, na avaliação do governo, não há base jurídica para responsabilizar o presidente "por defender que as pessoas não fossem impedidas de trabalhar".

O líder do governo no Senado disse que o Brasil está sendo favorecido neste momento por um novo boom das commodities, o que está se refletindo nas exportações brasileiras.

"O saldo positivo da balança comercial, que era previsto em US$ 40 bilhões, pode fechar o ano em US$ 80 bilhões. O vento na economia começa a ficar a favor do país", afirmou Fernando Bezerra. Ele faz uma previsão otimista para o crescimento da economia neste ano, acima de 3%.


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Bandeirantes 2021

10/05


2021

Na CPI, Humberto pede nova convocação de ministro

Titular da CPI da Covid, o senador Humberto Costa (PT-PE) protocolou, na tarde de hoje, um novo pedido de convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Para o parlamentar, o ministro deixou muitas perguntas sem respostas e, mais do que isso, esquivou-se de prestar contas ao Senado sobre atos que estavam prontos e só foram divulgados após o fim do seu depoimento.

No documento entregue à comissão, Humberto diz que Queiroga "foi lacônico em muitos aspectos, inclusive e sobretudo porque alegou estar há poucos dias na condição de ministro da Saúde". "Isso, por si só, já foi um gesto desrespeitoso. Ele deveria ter estudado os temas para vir ao depoimento minimamente munido. Sua fala também foi contraditória em diversos aspectos. Mesmo médico e tendo presidido a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que condenou o uso da cloroquina, da azitromicina, da ivermectina e da hidroxicloroquina contra a covid, ele fez de tudo para não confrontar Bolsonaro. E mais: até hoje, não revogou portaria do Ministério que prescreve o uso de medicação para esse fim", afirmou o senador, que é ex-ministro da Saúde.

Humberto criticou ainda Queiroga por não ter trazido ao conhecimento da CPI o fato de que sua pasta, dois dias antes, tinha editado uma portaria dispondo sobre procedimentos de cobrança administrativa e de instauração de tomada de contas especial em relação a recursos do Ministério da Saúde, aumentando a pressão sobre estados e municípios. A medida se insere no esforço do Planalto de mudar o foco das investigações da comissão para tirá-lo de Bolsonaro e jogá-lo sobre governadores e prefeitos. A decisão só foi conhecida por reportagem da imprensa.

"Essa portaria mostra que há uma ação coordenada no governo federal para minar nossos esforços e evitar a apuração das mais de 420 mil mortes a que chegamos até agora. Não vamos nos desviar. Não vamos perder a nossa rota. A cada dia, temos mais e mais elementos que confirmam a ação deliberada do governo em favor da expansão do vírus, enquanto empurrava remédios ineficazes na população. Isso está claro como causa direta desta que é a maior tragédia sanitária que vivemos na nossa história", disse Humberto.


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Serra Talhada 2021

10/05


2021

Raquel abre sinecura para filho de Roberto Freire

Leitores atentos ao Portal da Transparência da Prefeitura de Caruaru enviaram, hoje, ao blog, a informação de que João Baltar Freire, filho do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, está lotado no gabinete da prefeita Raquel Lyra (PSDB) como consultor técnico. O cargo comissionado ocupado por ele tem um salário de R$ 9 mil por mês e carga horária de 8h semanais. Isso mesmo, uma verdadeira sinecura.

A admissão não é ilegal, mas está sendo considerada imoral pelo valor recebido e a carga horaria “trabalhada”, sobretudo pelo fato de Raquel se apresentar como vestal, discriminar políticos de sua terra e tratar vereadores da sua base a pão e água.


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10/05


2021

Deputado anuncia investimentos para Taquaritinga

No dia em que celebra aniversário, o município de Taquaritinga do Norte recebeu mais um presente. Ao lado do prefeito Ivanildo Mestre (Lero), do deputado estadual Diogo Moraes, do vice Gena, vereadores e secretários municipais, o deputado federal Ricardo Teobaldo anunciou recursos para o município na ordem de R$ 4 milhões de reais para as áreas de saúde e educação. A agenda de hoje também contemplou uma série de inaugurações, algumas delas com recursos provenientes de emendas parlamentares do deputado Ricardo Teobaldo.

Para ele, a chegada de novos recursos vai ajudar ainda mais a administração do prefeito Lero. "Fico muito contente de estar aqui em Taquaritinga para celebrar esse aniversário de emancipação e anunciar recursos. Estamos destinando cerca de R$ 4 milhões de reais para o município. Nosso gabinete está à disposição do povo de Taquaritinga", frisou Ricardo.

Foram destinados R$ 1.242.000,00 para aquisição de 5 ônibus escolares; cerca de R$ 1,8 milhão para construção de uma escola com seis salas e quadra no povoado de Vila do Socorro e mais R$ 700 mil para investimentos em saúde, sendo R$400 mil para alta e média complexidade e R$300 mil para atenção básica.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

10/05


2021

Vitória: Fiscalizações voltam a dispersar aglomerações

Mais uma ação da Vigilância Sanitária foi realizada, neste final de semana, em Vitória de Santo Antão, com o intuito de verificar o funcionamento dos estabelecimentos comerciais em relação às medidas sanitárias de distanciamento social e o atendimento destes locais em conformidade com as normas vigentes de combate à Covid-19.

As fiscalizações em caráter educativo vêm ocorrendo todos os finais de semana e devem perdurar por todo o período pandêmico. Mais uma vez, proprietários dos pontos comerciais foram orientados e reeducados sobre o uso de máscaras, utilização de álcool a 70% e o distanciamento entre os clientes.

Apesar das ações terem sido intensificadas, algumas pessoas ainda seguem contrariando a gravidade da doença, não utilizando máscaras e promovendo aglomerações, principalmente em bares e praças. “A Vigilância segue fazendo o seu papel, orientando as pessoas, visitando os estabelecimentos, conversando com os proprietários e solicitando o uso da máscara. Mesmo assim, infelizmente, muita gente não acredita no perigo trazido pela Covid-19 e saem para aglomerar, colocando a própria vida em risco”, pontuou Nathália Álvares, coordenadora da Vigilância Sanitária.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem, Vitória de Santo Antão registrou 4.206 casos confirmados da doença, com 231 casos que evoluíram para óbito. Alheios a esses dados e mesmo com todas as ações educativas que vem sendo desenvolvidas desde o final de janeiro, jovens voltaram a se concentrar na praça da Matriz.

Após vídeos circularem pelas redes sociais mostrando essas novas aglomerações no final de semana passado, as incursões voltaram a contar com a presença da Polícia Militar, que acompanhou a ação junto com a Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros. A força de segurança precisou promover, pacificamente, a dispersão dessas pessoas que formavam os pontos de aglomerações.

O telefone 190 da Polícia Militar e o número (81) 3526-8900, do 21º Batalhão, podem ser utilizados pelos vitorienses para denunciar aglomerações e qualquer tipo de evento ou festas que estão proibidos até 24 de maio com a prorrogação do decreto do Governo do Estado com medidas restritivas de circulação.


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10/05


2021

Caos em Camaragibe

Reeleita com a promessa de organizar e melhorar a saúde de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, a prefeita Doutora Nadegi (Republicanos), que por ironia do destino é médica, virou uma unanimidade, a de responsável por jogar a saúde, literalmente, na UTI. Pelas redes sociais, com mensagens que respingam também neste blog, o bombardeio em cima do seu desgoverno virou uma rotina, algo que vem corroendo sua imagem.

Além da pandemia da Covid-19, presente naturalmente em todos os municípios, Camaragibe não consegue, por incompetência dela e descaso da sua equipe, mudar a curva em ascensão de casos e mortes provocados pela doença. Há superlotação de hospitais, e, para complicar, surto de dengue e chikungunya, doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. A situação é dramática, não há atendimento médico sequer para os casos mais graves da enfermidade.

Moradora do bairro Céu Azul, a técnica de enfermagem Cláudia Correia enviou uma mensagem à redação do blog relatando o sofrimento que passou para ser atendida nas unidades de saúde da cidade, sem sucesso.

Acometida pela chikungunya desde o último sábado, com febre alta e muitas dores pelo corpo, ela procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde Expansão Timbi, hoje, próximo à sua casa, mas foi informada que não havia médico disponível para atendê-la. Mesmo com muitas dores, sem conseguir se locomover e sem atendimento do Samu para esses casos no município, Cláudia se dirigiu ao Hospital Municipal Dr. Aristeu Chaves, no centro da cidade, onde disseram que “se o caso não for acidente, tiro, ou Covid-19, o hospital não aceitaria o paciente”.

“Preciso ser atendida por um médico e não posso contar com isso na minha cidade, preciso de um atestado, pois não estou em condições de trabalhar, mas não encontro atendimento em Camaragibe. No ano passado, eu tive a Covid-19 e procurei atendimento no Cemec ouvi de uma médica que “se eu não estivesse morrendo, ela não poderia me atender”, eu estava morrendo. Eu posso estar morrendo agora, mas vou morrer em cima da minha cama porque não tem médico que me atenda em Camaragibe, desabafou Cláudia.

Nas redes sociais, as denúncias são insistentes e preocupantes. Na página do Instagram do Camaragibe Agora, um perfil com notícias sobre a cidade, moradores se queixam da falta de atendimento em outros postos no município. Em uma postagem sobre o atendimento restrito nas UPAS da Caxangá, Torrões e São Lourenço, os internautas reclamam que as unidades de saúde de Camaragibe só aceitam pacientes com Covid-19.

Além dos problemas na Saúde, a Prefeitura também está sendo acusada de não combater as endemias, segundo outros comentários na postagem do Camaragibe Agora. Os agentes que visitam as casas distribuindo veneno que mata a larva do Aedes aegypti não estão circulando pela cidade, o que fez aumentar os casos das doenças no município. Com a palavra, a desastrosa prefeita de Camaragibe.


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10/05


2021

João anuncia vacinação para novo grupo no Recife

A partir das 18h de hoje, as pessoas com deficiência, com mais de 18 anos, beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) já poderão agendar a vacina contra a covid-19 por meio do aplicativo ou site do Conecta Recife. A imunização desse público começará amanhã. O prefeito João Campos (PSB) fez o anúncio na manhã desta segunda na Prefeitura da Cidade do Recife.

“A gente começa a semana com um novo anúncio de vacinação. A partir de hoje, às 18h, estará disponível no Conecta Recife, o agendamento para as pessoas com deficiência que são beneficiárias do BPC - Benefício de Prestação Continuada.  Então você que conhece alguém que faz parte desse grupo, ajuda a essa pessoa a fazer o agendamento, que ela já pode se vacinar a partir de amanhã. Lembrando que qualquer unidade de saúde da nossa cidade tem pessoas que podem ajudar a fazer a inscrição no Conecta Recife e o agendamento. Contamos com a solidariedade de todos e todas para poder ver as pessoas com deficiência sendo vacinadas na nossa cidade”, declarou João.

Esse novo público deve anexar uma cópia do cartão do benefício, ou documento que comprove a curatela, e comprovante de residência no momento do agendamento no Conecta Recife. É importante também levar todos os documentos ao local onde será imunizado, no dia e hora agendados previamente para a vacinação.

O app Conecta Recife está disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. O endereço do site é www.conectarecife.recife.pe.gov.br. No Recife, 348.300 pessoas já foram vacinadas. Dessas, 183.349 já receberam inclusive a segunda dose. O total de doses aplicadas é 531.649.


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Comentários

joao carlos da silva

Esse idiota fica toda semana fazendo politicagem criando grupos de vacinações, enquanto muitos como eu, passamos do prazo para tomar a segunda doze da coronavac e não tem a vacina, simplesmente, porque ele não guardou a segunda dose. Fica brincando com a vida dos outros.