Jaboatão

11/04


2021

Guerra diz que somou como vice e culpa Magalhães

Na sequência das entrevistas inéditas para o livro "A derrota não anunciada", de autoria deste escriba, reproduzido 21 anos após a histórica eleição de 2000 no Recife, o então senador Sérgio Guerra (PSDB) se defende de ter sido um dos responsáveis pela derrota de Roberto Magalhães (PFL). Nos bastidores, diziam que a troca da vice, substituíndo Raul Henry por ele, teria desagradado a gregos e troianos e servido de argumento para a militância do PMDB fazer corpo mole na campanha.

Guerra diz que sua presença na vice foi consequência natural das negociações para a entrada do PSDB na aliança e que Henry já havia comunicado a Roberto Magalhães que não queria mais compor a chapa. O senador fala dos bastidores também que levaram, um ano depois, Magalhães a se afastar da aliança jarbista pelo fato do filho André não ter sido escolhido secretário na equipe de Jarbas governador. Afirma que somou, ajudou a mobilizar mais estrutura para a campanha e que Magalhães perdeu por uma série de erros cometidos na campanha do primeiro turno. "Não nos preparamos para uma eventual eleição de dois turnos", avaliou. Para ele, o adversário que deixava Magalhães com os nervos à flor da pele não era João Paulo, para quem perdeu no segundo turno, mas Carlos Wilson. Confira! 

"Os que me culpam são invejosos”

Capítulo 15

Nem o próprio governador Jarbas Vasconcelos (MDB) acreditou que o hoje senador Sérgio Guerra – na época, um dos mais influentes parlamentares da bancada no Congresso – aceitasse compor a chapa de Roberto Magalhães como vice. Mas, no fundo, passava pela cabeça de Guerra que, reeleito prefeito, dois anos depois, Magalhães seria um candidato natural a governador e ele, eventualmente, assumiria a Prefeitura por dois anos, podendo ir à reeleição e garantir mais quatro anos de mandato. 

Coube ao senador a missão de desmontar, junto com o então presidente do PSDB, Luiz Piauhylino, a pré-candidatura de João Braga dentro da legenda tucana, o que poderia atrapalhar os planos de Magalhães logo no primeiro turno. Esse desmonte gerou consequências dentro da aliança, principalmente para o PMDB, que teve que abrir mão da vice, ocupada por Raul Henry.

A entrada de Guerra na chapa gerou uma grande ciumeira. Segmentos do PSDB, como o liderado pelo deputado Armando Monteiro Neto, hoje presidente da CNI – e na época ainda integrante da aliança - tiveram que engolir a seco.  O próprio Magalhães confessou que, com a saída de Henry, perdeu a euforia da militância do PMDB.

Dois anos depois, Roberto Magalhães e Sérgio Guerra, eleito senador da República, entraram em rota de colisão e hoje estão em palanques diferentes. A origem das divergências se deu quando Jarbas montou o secretariado para iniciar seu segundo mandato sem a presença de Carlos André, filho de Magalhães. Na briga, o PSDB ficou sem representante na Câmara, já que o deputado Luiz Piauhylino também saiu do partido e ingressou no PTB, em solidariedade a Magalhães. Colhi o depoimento de Sérgio Guerra em seu apartamento em Brasília, numa agitada quarta-feira, depois de um almoço regado a feijão verde, arroz, legumes e costeleta de porco.

Como o senhor avalia a derrota de Roberto Magalhães?

A campanha Roberto Magalhães estava estruturada sob uma base sólida. Seus principais fundamentos eram a força eleitoral do candidato, o apoio político estratégico do governador Jarbas e uma boa imagem administrativa.  Seus opositores, num primeiro momento, pareciam frágeis. Havia a expectativa de que Carlos Wilson pudesse somar setores diversos e se apresentar como candidato viável. Não havia expectativa de que João Paulo pudesse ser o primeiro adversário de Roberto Magalhães. Num primeiro momento, Carlos Wilson centrou sua campanha num discurso administrativo e num combate à personalidade do candidato Roberto.  Procurou passar a impressão de ser um candidato temperamental e autoritário. Não logrou êxito. Sua campanha não teve a consistência que ele esperava. Mas o fundamento do seu ataque à campanha de Roberto Magalhães manteve-se depois. Não através dele, mas do candidato do PT, uma pessoa de origem humilde, de vocabulário simples e com características de líder ´popular. Um candidato que foi favorecido imensamente pelos ventos do PT e pela tendência do recifense, dos pernambucanos e dos brasileiros de ficar naquele momento histórico do lado de algo que representasse a mudança. Foi esse o quadro que se foi desenhando e que ao longo da campanha permitiu que, apesar da força política e eleitoral de Roberto Magalhães e do grupo que o apoiava, esse grupo e essa força fossem derrotados.

O senhor também trabalhou com esse cenário na época?

Num primeiro momento, como acabei de afirmar, a noção de todos era a de que a eleição poderia se dar entre Roberto Magalhães e Carlos Wilson. João Paulo, dizia-se, apenas tratava de disputar uma eleição para ganhar conforto em eleições parlamentares. Todos nós, de uma ou outra maneira, trabalhamos, num primeiro momento, com esse cenário: de uma eleição entre Roberto Magalhães e Carlos Wilson Campos.

Ao longo da campanha, essa constatação foi se confirmando, no momento em que ele não ia aos debates, não é isso?

O fato de Roberto Magalhães não ter comparecido aos debates ainda no primeiro turno – foram três ou quatro – foi sem dúvida um erro. Fomos avisados – doutor Roberto de uma maneira especial – que o não comparecimento aos debates permitiria que por um bom período de tempo quatro ou cinco candidatos fizessem sucessivas acusações, denúncias e críticas ao candidato Roberto Magalhães. Ora, minutos de televisão - e não eram poucos – de combate incessante a um único candidato não poderiam favorecê-lo. Tenderiam a prejudicá-lo. Não tínhamos muita folga estatística que nos garantisse o direito de não participar dos debates. Houve a informação clara de que o não comparecimento de Roberto Magalhães nas discussões da televisão poderia remeter a eleição a um segundo turno. E que num segundo turno os resultados eram imprevisíveis.

Mas ele, com uma certa razão, dizia que seria trucidado, porque teria que enfrentar cinco candidatos.

Roberto Magalhães tinha razão quando previa que todos os candidatos se somariam contra ele. É preciso não esquecer que vários desses candidatos não eram verdadeiramente candidatos. Eram laranjas dos candidatos reais da então oposição. Ele estava certo nisso. Roberto Magalhães temia, por outro lado, uma radicalização de uma maneira especial com o candidato Carlos Wilson. E que essa radicalização o prejudicasse nas discussões. Ele tinha uma lógica que presidia sua opinião. Um confronto direto com Carlos Wilson podia perturbar a sua paciência, não permitindo o desenvolvimento de uma lógica tranquila na discussão. Mas foi um erro não ter comparecido aos debates, porque eu tenho uma convicção de que os próprios argumentos da nossa campanha eram muito mais fortes do que os argumentos das campanhas dos adversários.

O senhor chegou a defender a participação dele em debates?

Defendi todo o tempo. Sempre achei que haveria grandes chances de em debates nós nos saímos bem.

Para o senhor, ele se comportava de uma maneira arrogante? Nos bastidores, internamente?

Roberto Magalhães é uma personalidade especial. É um homem afirmativo. Em várias situações ele era harmonioso. Em outras, nem tanto. 

As campanhas, hoje, são fruto de um bom marketing. Seus marqueteiros não viam isso?

O marketing da campanha foi acertado. Mas quem acertou mais do que o nosso marketing foi a campanha do adversário. Que atuou de forma agressiva sobre o nosso candidato. Esse ataque produziu alguma instabilidade, demonstrada em episódios como, por exemplo, o da vaia da avenida Boa Viagem. Na medida em que os adversários conseguiram perturbar o nosso candidato, eles foram bem sucedidos na estratégia de dar alguma consistência à sua crítica e valorizar o aspecto da humildade e da conciliação que estavam espelhados – e legitimamente espelhados – na campanha de João Paulo.

Mas, ele se queixa de Lavareda, achando que ficou alijado das decisões do guia...

Respeito, mas tenho outra opinião.

Por quê?

Porque acho que Lavareda fez, durante todo o tempo, uma campanha que tinha três sinais. O primeiro sinal era afirmação administrativa de Roberto Magalhães, confirmando-o como um bom gestor público. O segundo sinal era sua identidade e sua união com Jarbas Vasconcelos e com a aliança que o apoiava. O terceiro sinal era a noção de que Roberto Magalhães era um homem tranquilo, capaz de enfrentar de forma absolutamente segura desafios que se apresentassem. Nosso candidato muitas vezes deixou-se levar pelas provocações dos adversários. E nisso errou.

Ele subestimou João Paulo?

De uma forma ou de outra, todos o subestimamos. Eu próprio. Mas o que nós devíamos ter feito, mais do que fizemos, era uma campanha que reproduzisse nosso candidato num ambiente de maior harmonia, solidariedade, tranquilidade. Isso, de uma ou outra forma, nos faltou.

Ele acha que o episódio de Boa Viagem não teve muita importância no contexto da derrota, mas sim a greve da PM.

O episódio de Boa Viagem teve importância na medida em que dava consistência a acusações feitas a Roberto Magalhães no plano da sua emoção. Aquele ato confirmou esse tipo de denúncia do ponto de vista público. Por isso não foi favorável.

Para o senhor, então, entre a arrogância, o episódio de Boa Viagem e a greve da Polícia, o que pesou mais na derrota?

Quando se perde uma eleição por poucos votos, muitos fatores podem ser alegados. E todos são, de uma ou outra forma, verdadeiros. É claro que a greve da polícia não ajudou. Como não ajudou o episódio de Boa Viagem. Como não colaborou o fato de não termos nos preparados para um resultado negativo no primeiro turno. Como não fomos capazes de demonstrar ao povo inteiro que o nosso candidato era um homem pacífico e construtivo. Vários fatos influíram numa derrota milimétrica. Que poderíamos ter evitado. 

Que tipos de fatos?

Nós não nos preparamos para o fato de que poderíamos não ganhar no primeiro turno.Tanto que não soubemos o que dizer na hora em que constatamos que a nossa vitória não foi suficiente para decidir a eleição ali. É bom recordar que em várias capitais brasileiras candidatos que lograram votações insuficientes no primeiro turno para ganhar a eleição deles foram capazes de ganhar no segundo turno. Não foi assim no nosso caso. Quando deixamos de ganhar no primeiro turno, passamos a impressão de que tínhamos perdido a eleição. Esse cenário foi tão drástico que logo a seguir tivemos uma queda enorme de participação nas pesquisas e João Paulo teve um crescimento exagerado também, porque não nos preparamos essa transição do primeiro para o segundo turno. Na medida em que não ganhamos no primeiro, todos ficaram com a impressão de que tínhamos perdido a eleição.

Magalhães disse que, 48 horas após o primeiro turno, João Paulo estava com 17 pontos na frente e só aí percebeu que havia chegado o momento de entrar na briga para valer.

Não deveríamos ter ficado suscetíveis às provocações dos adversários, porque tínhamos um candidato com mais base popular e eleitoral e tínhamos uma força maior. Era o caso de ouvir as forças e fazer uma campanha tranquila.

Ele diz, inclusive, que, na escolha de Raul Henry para vice, o PMDB faltou a ele. O PMDB fez o corpo mole e não participou da campanha. Com exceção do Governador, que ele elogia bastante.   

A minha opinião, é que, senão todos, muitos dos aliados do governador participaram fortemente, fizeram a sua campanha. Poderia lembrar o esforço de Cadoca, que coordenou a campanha no segundo turno. Ou de João Negromonte, que eu vi fazendo campanha para ele em todo lugar.

Ele alega que, na eleição de 96, o PMDB realmente vestiu a camisa, tirou o corpo fora em 2000 e que secretários não votaram nele.

É possível que alguns secretários de Jarbas não tenham votado em Roberto (O voto é secreto e pessoal). Mas as reuniões a que eu assisti, várias delas, da campanha de Roberto Magalhães, sempre tiveram o comparecimento de dezenas e dezenas de quadros da administração pública, de lideranças do PMDB que estavam no governo e se envolveram na campanha. Acho que houve energia e empenho na campanha.

A retirada de Raul Henry da vice foi pelo fato dele (Raul) ter alegado que queria passar uma temporada nos Estados Unidos?

Raul não foi vice porque disse que não queria ser. Se ele tivesse confirmado desde o começo a sua intenção de disputar a vice, seguramente teria sido o candidato de Roberto Magalhães, que sempre desejou isso.

A versão oficial é que Raul não quis ser. Procede ou ele foi rifado?

Ninguém rifou Raul. Havia o consenso de que ele era um bom candidato e tinha sido um bom vice. Mas havia um problema: uma candidatura pelo PSDB de um candidato que tinha votos e capacidade de campanha. Ele que remeteria de forma compulsória a eleição para o segundo turno. Então, houve um esforço para agregar o PSDB ao palanque de Roberto Magalhães, retirar esse candidato e dar mais consistência à aliança que o apoiava.

Existe uma versão de que o senhor aceitou ser vice, porque Magalhães eleito, dois anos depois, seria indicado candidato a governador e Jarbas ao Senado. Houve acordo nessa direção?

É provável que Roberto Magalhães, tendo sido reeleito na época, fosse o candidato natural à sucessão de Jarbas, já que Jarbas, como todo mundo sabe, não desejava disputar a sua reeleição. Sendo assim, era também provável que eu pudesse assumir a Prefeitura do Recife. Mas não houve nenhum acordo nesse sentido nem essa versão nunca foi colocada dessa forma por ninguém.

Por que o próprio governador não acreditava que o senhor aceitaria ser vice, deixando de ser deputado influente em Brasília para ser vice aqui?

Eu aceitei ser vice de Roberto Magalhães porque julguei que podia colaborar com o governo dele. Os problemas do Recife só podem ser resolvidos com ampla mobilização de recursos. E eu ia fazer isso.  O Recife não se equaciona com menos de R$ 150 milhões por ano de investimentos. Eu aceitei ser vice também porque era preciso de maneira definitiva incorporar o PSDB na aliança. E essa incorporação deu resultados.Tanto que dois anos depois me elegi senador. Eu aceitei também porque desejava participar de uma eleição majoritária.  A opinião do meu amigo Antônio Lavareda contribuiu muito para que eu aceitasse essa indicação...

Qual foi o argumento que ele usou?

O argumento de que era uma forma de eu me lançar no plano majoritário e também de incorporar de forma definitiva o PSDB na aliança.

Quer dizer, mesmo derrotado naquela chapa, o senhor acha que construiu sua candidatura para o Senado a partir dali?

Sem dúvida. Nossa candidatura para o Senado se consolidou naquela campanha majoritária da qual participamos, insiderindo o PSDB para que, dois anos depois, a aliança tivesse o seguinte contorno:  Jarbas, PMDB, governador: Marco Maciel, PFL, senador: Sérgio Guerra, PSDB, senador: Mendonça Filho, PFL, vice-governador.

E aqueles que atribuem a derrota de Roberto Magalhães à sua presença na vice?

São invejosos.  

E aonde é que o senhor somou na condição de vice?  

Somei agregando o PSDB.  Somei evitando que a eleição fosse compulsoriamente para o segundo turno. Somei ajudando na mobilização de recursos para a campanha.  Fiz o esforço que me foi permitido fazer. E não produzi nenhuma forma de dificuldade à campanha. Ao contrário.

E a sua presença na campanha?

O problema é que campanhas de prefeito normalmente não divulgam candidatos a vice. Eu apareci na televisão uma ou duas vezes. Eu me lembro que nos outdoors da campanha meu nome era quase invisível. Então, não era por aí que eu podia contribuir na campanha. Eu poderia contribuir na campanha na forma que eu contribuí: com a incorporação do PSDB, colaborando na mobilização de recursos de campanha e dando o máximo do meu esforço para que tudo pudesse se desenvolver de forma correta.    

O personagem Mané Chinês criou algum tipo de problema na campanha? Tirou Magalhães do sério em algum momento? Ele disse que não, que até se divertia...   

Mané Chinês teve um papel, mas era um personagem que no final confundiu a campanha de Carlos Wilson.  As virtudes do candidato ou seus eventuais defeitos eram menos relevantes do que a aparição pitoresca do chamado Mané Chinês.

O senhor acha que Roberto Magalhães foi vítima de uma grande armação na campanha, a começar pelo episódio de Brennand?

Não acredito em conspiração. Não acredito em teorias conspiratórias.

Qual foi o maior prejuízo dessa derrota da Aliança?

A História nos dá lições.  Os fatos devem ser instrutivos, de forma mais que possível informativos, para que novos padrões se definam e a evolução continue a se dar. A derrota no Recife foi instrutiva para a aliança. Tomamos consciência de que a nossa união, dois anos depois, era mais do que necessária. É claro que era melhor ter ganho, que a vitória de 2000 tivesse sido nossa. Mas o fato de não termos ganho nos ensinou bastante. E, sob a liderança de Jarbas, termos amadurecidos e vamos continuar assim.

O senhor chegou a ter algum atrito sério com Magalhães durante a campanha?

Não. Nunca tive atrito sério com o doutor Roberto Magalhães. Nem antes, nem durante, nem depois da campanha. Nada tenho de pessoal contra ele.

O senhor assumiu esse compromisso de fazer o filho dele secretário?

Não. Eu não nomeio secretários.

Mas o senhor acenou para ele com essa possibilidade, na condição do principal líder do PSDB?

Eu sempre afirmei que Jarbas Vasconcelos encontraria com Roberto Magalhães uma saída adequada para esse assunto.

Então, foi o governador que não quis?

O governador e o governo estabeleceram critérios para a organização do governo e, nesses critérios, Carlos André Magalhães não pôde ser enquadrado.

O senhor acha que ele foi injusto com o senhor?

Até o presente momento, tudo o que Roberto Magalhães afirmou publicamente é que teria deixado o partido por ter comigo divergência.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

Confira os últimos posts



11/05


2021

Cai chefe da Polícia Federal em Pernambuco

EXCLUSIVO

Soube, há pouco, que o presidente Bolsonaro decidiu afastar das suas funções a superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Carla Patrícia Cintra, e nomear em seu lugar Daniel Granjeiro. Há muito, estava nos planos a degola de Carla, mas só agora, depois de ser convencido pelo Coronel Meira, da linha de frente do bolsonarismo no Estado, o presidente agiu.


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Ipojuca 2021

11/05


2021

Editorial analisa gastos da Secretaria de Geraldo no Governo

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre a licitação aberta pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, comandada pelo ex-prefeito do Recife Geraldo Júlio (PSB), para contratação de mais de R$ 15 milhões com mobiliário em geral para SUAPE. Vale a pena conferir!


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Petrolina abril 2021

11/05


2021

Paulo anuncia mudanças no secretariado

O governador Paulo Câmara anunciou, hoje, mudanças nos comandos da equipe do Governo de Pernambuco. Os novos nomes estarão à frente da Secretaria da Mulher e do Instituto de Recursos Humanos (IRH), órgão vinculado à Secretaria de Administração. A delegada Ana Elisa Fernandes Sobreira Gadelha é a nova secretária da Mulher. Enquanto o advogado Ruy do Rego Barros Rocha assume diretoria na autarquia integrante da administração indireta do Estado.

“Desejamos muito sucesso para aqueles que estão recebendo esse novo desafio. Acreditamos na capacidade desses profissionais que vão desempenhar um papel importante para a população e para os servidores do Estado, nesses novos postos de trabalho. Aproveito para agradecer à dra. Silvia Cordeiro pela excelente gestão na Secretaria da Mulher. Ela passa, agora, a integrar a equipe da Assessoria Especial”, afirmou o governador.

Ana Elisa Fernandes, que substitui a médica Silvia Cordeiro, atuou no Departamento da Mulher da Polícia Civil de Pernambuco. Já Ruy do Rego Barros Rocha era diretor do Departamento de Finanças da Câmara Municipal do Recife e já esteve no comando do Consórcio Grande Recife e da diretoria de Assistência à Saúde do Servidor (DAS/Sassepe), no IRH. O Instituto estava sendo comandado cumulativamente pela secretária de Administração Marília Lins.


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11/05


2021

Maia: Paulo tem todos os predicados para ser presidente

Folha de Pernambuco

O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) voltou defender, hoje, o nome do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), para a presidência da República. Na avaliação do parlamentar, um governador do Nordeste pode vir a facilitar a construção de uma terceira via. O carioca chegou a afirmar que endossaria a sua candidatura.

"A minha tese é que nós deveríamos ter um governador do Nordeste encabeçando uma chapa e unificando todo mundo, com um vice do nosso campo (centro-direita) (...). Paulo Câmara tem todos os predicados para ser candidato a presidente, se o PSB não desorganizar esse jogo eu acho que é uma alternativa, porque ele dialoga bem com todo mundo. (...) Se ele colocar o seu nome, eu serei um dos entusiastas para tentar construir um apoio junto com ele. Gosto e admiro", disse Maia.

Sobre esta terceira via para 2022, Maia disse que "Todo mundo tem que ter a compreensão de que todos esses (candidatos) estejam unidos com a convergência de uma agenda que consiga construir consensos. Depois, uma regra pra escolher um candidato. Se tiver três, quatro candidaturas de centro, é sinal que o centro já deve estar desgastado, e será difícil amenizar a polarização Lula x Bolsonaro".

Quando perguntado sobre seu voto em um possível segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente da Câmara afirmou que faria diferente de 2018. "No segundo turno, votei em Bolsonaro. Errei de acreditar que a política econômica do Paulo Guedes fosse aquilo que eu esperava... por tudo que o Brasil está passando e vivi por dentro na presidência da Câmara, é impossível que no segundo eu consiga votar em Bolsonaro contra Lula, contra Ciro, contra qualquer um que seja", afirmou.


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ALEPE

11/05


2021

ACP realiza leilão de arte virtual

O casarão histórico da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), localizado no Marco Zero, ganhará ainda mais preservação e destaque nas próximas gestões da entidade. Pensando nisso, a entidade realiza, na próxima quinta-feira, às 20h, o Leilão da ACP, onde parte da renda arrecadada será para os reparos no prédio do Palácio do Comércio, local da sede da ACP. A transmissão será feita simultaneamente através do WhatsApp e Youtube.

O leilão, especificamente voltado a arte, conta com obras de Francisco Brennand, Cícero Dias, João Câmara, Reynaldo Fonseca, Badida, Lula Cardoso Ayres, Murilo La Greca, Antônio Mendes, Wellington Virgolino, Daniel Dobbin, José Cláudio, Pedro Melo, Acidum Project, Roberto Ploeg, Mané Tatu, Daniel Samico, Célia Campello, Marcelo Peregrino, José Carlos Vianna, Nicola, entre outros grandes nomes.

“O Palácio representa muito para o Recife, sendo imóvel tombado pelo IPHAN. Estimamos que o leilão irá superar o valor de 200 mil reais arrecadados e a ACP tem uma participação na arrecadação. Na medida em que formos levantando os recursos, iremos fazer as intervenções mais urgentes, para dar um uso cultural ao espaço, com o retorno das visitações, eventos musicais, exposições de artes, dentre outras iniciativas que irão reforçar a campanha”, pontua o presidente da ACP, Tiago Carneiro.

O leilão da ACP conta com curadoria de Armando Garrido em parceria com Alexandre Barbosa, diretor de patrimônio da associação. A Associação Comercial de Pernambuco – ACP é a mais antiga entidade associativa do setor empresarial de Pernambuco, tendo sido fundada em 1839. Desde seus primeiros anos de vida, a ACP teve como princípio e como estratégia organizacional e de trabalho atuar de forma associativa e com a interação, a mobilização e a participação articulada da classe empresarial pernambucana.

Serviço:

Leilão da ACP Virtual

Quando? 13 de maio, quinta-feira às 20h

Onde? WhatsApp e Youtube

Link do grupo do Leilão: https://chat.whatsapp.com/GFhiUZONyj43pKeXzdg5aU


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Bandeirantes 2021

11/05


2021

Barra Torres expõe na CPI divergências com Bolsonaro

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, expôs, hoje, em depoimento à CPI da Covid, divergências com o presidente Jair Bolsonaro em relação a métodos de enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Barra Torres é o quarto depoente da comissão parlamentar de inquérito do Senado. Ele foi convocado a prestar esclarecimentos principalmente sobre a autorização de vacinas contra a Covid-19.

Durante a audiência, o chefe da Anvisa foi questionado sobre diversos comportamentos recentes do presidente da República – com quem disse ter "amizade" – relativos à pandemia, como aglomerações que provoca em eventos públicos e críticas à vacinação.

Barra Torres evitou envolver Bolsonaro nas respostas, mas evidenciou posição contrária às atitudes do presidente. Ele chegou a demonstrar arrependimento por ter aparecido ao lado do presidente em uma manifestação pró-governo no início da pandemia, em março de 2020.

Questionado se compartilha do posicionamento do presidente contrário às medidas de distanciamento social e à utilização de máscara, Barra Torres ressaltou a "amizade" que mantém com Bolsonaro, mas disse que a conduta do presidente difere da dele.

“As manifestações que faço têm sido todas no sentido do que a ciência determina. Na última 'live' de que participei com o presidente, inclusive, permaneci o tempo todo de máscara, o que causou até uma certa estranheza por parte de alguns integrantes da imprensa. Então, são formas diferentes, de pessoas diferentes”, afirmou.

A atitude contrasta com o posicionamento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que, em depoimento à comissão na semana passada, evitou discordar do presidente em diversos temas – por esse motivo, senadores defendem que o ministro seja novamente convocado a falar à CPI.

Barra Torres está na Anvisa por indicação de Bolsonaro. O mandato dele na agência vai até o final de 2024.

Questionado pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) sobre como reagiria diante da possibilidade de Bolsonaro ficar descontente com suas declarações à CPI, Barra Torres disse que não mudará de posição.

"Minha reação é continuar vivendo como sempre fiz. Não modifico absolutamente nada. Acho que as amizades existem para atravessar qualquer tipo de problema – se é que está havendo um tipo de problema. Da minha parte, não há o que ser mudado. Estamos trabalhando numa linha que parece ser adequada, e é nela que nós vamos continuar. Vou manter a minha conduta”, disse Barra Torres.


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Serra Talhada 2021

11/05


2021

João Alfredo: Prefeito e deputado discutem pavimentação

O deputado federal André Ferreira (PSC-PE) recebeu, hoje, em Brasília, a visita do prefeito de João Alfredo, Zé Martins; do seu vice, Cabôco de Véi de Dada; e o presidente da Câmara, Walque do Celular, que foram a Brasília para tratar da liberação da emenda individual de R$ 1 milhão para pavimentação no município. A verba foi um compromisso do deputado com o povo de João Alfredo.

De acordo com o prefeito Martins, essa verba vai ajudar muito o município, principalmente na zona rural, que carece de infraestrutura. Três povoados já têm projetos prontos e aguardavam apenas os recursos: Santa Cruz, Campo do Barbosa e Lagoa Funda. O serviço de pavimentação também alcança vários bairros do município, como Frei Damião, Vila da Caixa e Capal.

“Fiquei muito feliz e satisfeito com essa ação do deputado André Ferreira. Foi um compromisso assumido por ele e que foi cumprido. O povo de João Alfredo é que ganha com o resultado dessa parceria”, afirmou Zé Martins. “É uma grande ajuda para o nosso município. É com trabalho que João Alfredo crescerá cada vez mais”, destacou, por sua vez, o vice-prefeito Cabôco.

Presidente da Câmara, Walque do Celular avaliou que a pavimentação das ruas terá impacto não só na questão da urbanização da cidade, mas também terá ação direta na saúde. “As ruas pavimentadas deixarão a cidade mais bonita. Além disso, elas terão serviço de saneamento, que reflete na qualidade de vida da população”, afirmou o vereador.

O deputado André Ferreira agradeceu a parceria com o prefeito e acrescentou que cumpre o seu trabalho, de melhorar a vida das pessoas.

“Estive no mês passado em João Alfredo acompanhado do colega de Câmara Fernando Rodolfo e do vereador Fred Ferreira para ouvir as demandas da população da cidade e aproveitei para me comprometer em buscar recursos para a pavimentação de ruas. Agora é trabalhar para fazer as entregas ao povo”, ressaltou o deputado.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

11/05


2021

Gonzaga faz apelo em defesa do transporte de cargas

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) defendeu, ontem, o transporte rodoviário de cargas e cobrou mais ações governamentais em defesa do setor. Ele fez a cobrança durante o XX Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, do qual foi autor do Requerimento para realização do evento e presidiu a sessão, que durou cinco horas, na Comissão de Viação e Transportes. “Faço um apelo ao governo, dê uma olhada para o transporte de cargas no Brasil, que a nossa economia está exatamente nesse transporte”, disse.

Gonzaga contou que foi ferroviário por 11 anos e, nessa época, com o desenvolvimento econômico, as rodovias se espalharam pelo Brasil inteiro. Em consequência desse crescimento, as ferrovias perderam grande parte da sua utilidade. “É o transporte de cargas no Brasil que leva a nossa riqueza para os portos”, falou.

A organização desse modal, através de sindicatos, associações, federações e confederações, foi valorizada pelo parlamentar. No entanto, ele ressaltou que o setor ainda carece de muitos incentivos. “Se não fosse o transporte rodoviário o Brasil não tinha crescido”, afirmou.

O socialista lembrou que, em 2019, também na realização do mesmo seminário, deu um exemplo de que se houvesse uma paralisação de uma semana do transporte de cargas no Brasil, o país parava por um mês. Coincidentemente, em seguida houve uma paralisação de alguns dias por parte dos transportadores autônomos, o que gerou muitas dificuldades à sociedade. “Eles que levam o alimento, o petróleo e a riqueza brasileira, às suas casas. Eu me lembro que nessa greve dos transportadores, passei algumas horas numa fila em um posto de gasolina para colocar combustível no meu veículo”.

O tema desta edição foi o Projeto de Lei n° 6093/19, que visa criar o DT-e (Documento Eletrônico de Transporte). O documento pretende substituir diversos papéis exigidos atualmente para o exercício da atividade transportadora de cargas. O projeto foi incluído na lista de prioridades do governo para o Congresso, neste ano. Para o evento, que é uma parceria com a Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística (NTC) e com a Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (FENATAC), foram convidados especialistas, juristas e parlamentares.


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11/05


2021

Recife oferece vacinas Pfizer para outros municípios

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), afirmou, no início da tarde de hoje, que vai oferecer ao Governo do Estado e municípios pernambucanos uma parcela das vacinas Pfizer do Recife para que grávidas e puérperas de outras cidades do estado possam ser imunizadas na capital, em troca por doses da AstraZeneca.

O gestor municipal fez a declaração após a notícia de que a Anvisa recomendou a suspensão imediata do uso AstraZeneca para gestantes. No Recife, desde o início da vacinação de grávidas e mulheres que tiveram filho há até 45 dias, a imunização tem sido realizada exclusivamente com a vacina Pfizer.

“Nós estamos ofertando para que os demais municípios de nosso estado, junto com o Governo do Estado, possam utilizar as vacinas Pfizer que o Recife tem. Elas podem ser substituídas por AstraZeneca, e assim esse lote de Pfizer pode ajudar as gestantes e as puérperas de todo o estado. Lembrando que nós vamos garantir a vacinação de todas as mulheres grávidas e as puérperas da nossa cidade, mas, como nem todos os municípios do estado recebem a vacina Pfizer, é fundamental ter solidariedade e empatia, e garantir que vidas sejam salvas em todo o estado de Pernambuco”, anunciou João Campos.


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11/05


2021

Palácio Joaquim Nabuco tem reforma aprovada

Os projetos para restauro do Palácio Joaquim Nabuco – antiga sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco, foram aprovados pela Prefeitura do Recife, FUNDARPE e IPHAN. Com isso, o primeiro secretário da Alepe, deputado Clodoaldo Magalhães, poderá iniciar a obra já no segundo semestre deste ano.

O prédio, na Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, aguardava o aval desses importantes órgãos, por tratar-se de um importante exemplar do patrimônio histórico pernambucano. Diversos esforços foram empreendidos para que o Projeto Arquitetônico pudesse finalmente sair do papel. 

O palácio guarda 60 milhões de documentos catalogados, além do mobiliário histórico e obras de arte. Entre o acervo protegido pela instituição, estão leis, petições, atas de reuniões, fotografias e outros documentos que revelam um pouco da história do legislativo pernambucano.

Tombado pelo patrimônio estadual, o imóvel abrigou a Alepe de 1º de março de 1875 a 1° de agosto de 2017, quando foi transformado em museu. Para o prédio histórico foram pensados projetos de Museologia, Luminotecnia, Paisagismo, Acessibilidade e propriamente de Arquitetura e Restauro para recuperar a história da Casa Joaquim Nabuco. 

Já foram também contratadas as empresas que entregarão os Projetos Executivos e Complementares de Engenharia, o que inclui os detalhamentos dos serviços a serem contratados e o cronograma físico financeiro para realização da obra, segundo a Superintendente Administrativa da Alepe, Juliana Figueiredo.

“Com o advento da restauração e reinauguração do Palácio Joaquim Nabuco, agora como Museu, acreditamos que a sociedade pernambucana será presenteada com um importante equipamento histórico, que traz em sua rica leitura a memória de acontecimentos cruciais na trajetória política, social e cultural do nosso estado e do nosso país”, sublinha o primeiro secretário, deputado Clodoaldo Magalhães.

A edificação por si só já é um grande ícone da arquitetura Neoclássica no país, compondo de forma harmônica a ambiência de um conjunto arquitetônico bastante representativo da influência da arquitetura européia no Brasil do século XIX.

“Disponibilizar essa importante edificação para a visitação e estudo é oferecer uma oportunidade inédita de contemplação da nossa história, sendo uma grande contribuição desta Casa Legislativa à sociedade pernambucana.”, afirma Clodoaldo Magalhães.


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