Ipojuca 2021 IPTU

07/04


2021

Prefeituras sem jornalistas à frente da Comunicação

No Dia do Jornalista, assusta a quantidade de secretários municipais de Comunicação em Pernambuco sem a formação necessária. Na Região Metropolitana do Recife, em cidades como Paulista e São Lourenço da Mata, os profissionais não têm o diploma de graduação em Jornalismo.

No caso de São Lourenço, consta que o atual secretário, Bruno Galvão, possui apenas ensino médio. Em Paulista, o titular da pasta de Comunicação, Jota Júnior, também não tem formação jornalística. O vencimento no cargo chega a R$ 8,5 mil.

Já o titular da Secom de Igarassu, Alex Moriá, atuou como apresentador na Rádio Recife FM, mas não consta diploma jornalístico. Seu salário é de R$ 11.147,00, de acordo com o portal da transparência. Nas redes sociais, ele se define como educador financeiro.

No Cabo de Santo Agostinho, por sua vez, o secretário executivo de Comunicação e Imprensa, Erick Timoteo, é formado em Administração Pública. Em Paudalho, na Mata Norte, o coordenador executivo de Comunicação, Isak de Castro, estudou História e também não possui formação jornalística.

Sinjope questiona situação

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope) se pronunciou, hoje, acerca de denúncias que tem recebido sobre a contratação de pessoas não registradas como jornalistas para a pasta de comunicação de prefeituras de Pernambuco. "A formação acadêmica garante um mínimo nível de qualidade profissional e é defendida pelo Sinjope e Fenaj. Sem a exigência de diploma, o jornalismo praticado no Estado de Pernambuco será bastante prejudicado e acabará perdendo o seu crédito", declarou.


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Petrolina abril 2021

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15/04


2021

Se Magalhães insistisse, Henry seria o vice

Num intervalo de 11 anos, no qual foi secretário de Jarbas Vasconcelos e vice-prefeito de Roberto Magalhães, o hoje deputado federal Raul Henry (MDB) se dedicou exclusivamente ao Recife, cidade que sonha ainda um dia governar, conforme declarou em depoimento exclusivo para o livro A derrota não anunciada, de minha autoria, que vem sendo postado neste blog nos últimos dias como contribuição à memória da eleição de 2000 no Recife, uma das mais simbólicas da história da cidade.

"Certamente, seria um mandato muito gratificante de exercer, porque Recife é uma cidade viável, um encanto de cidade. Eu passei 11 anos na Prefeitura do Recife. Fui secretário nas duas administrações de Jarbas e vice-prefeito. Depois que a gente sai, percebe a importância daquele espaço. A experiência de administrar o Recife, para quem faz a atividade pública, é muito gratificante. Então, eu diria que disputar um dia a Prefeitura do Recife, poder ser prefeito, é um sonho sim", confessou numa longa entrevista.

Henry negou, categoricamente, que tenha sido rifado para concorrer à vice na reeleição de Magalhães, mas deixou passar um sentimento: se tivesse havido, por parte de Roberto Magalhães e da aliança o reconhecimento de que sua presença na chapa seria mais importante do que a de Sérgio Guerra, por quem foi trocado para o PSDB ser contemplado, teria aceito continuar na chapa.

Fora da disputa, o que, segundo Magalhães, amorteceu a militância do MDB, Henry assumiu a Prefeitura por 90 dias diante da licença requerida pelo prefeito. Nesse curto período, teve o dissabor de administrar o caos: desabou uma chuva que inundou a cidade e matou quatro pessoas. Confira a entrevista.

“Não fui rifado. Pedi para sair”

Capítulo 19

Para boa parte dos políticos que torciam e trabalhavam pela reeleição de Roberto Magalhães, Raul Henry nunca deveria ter sido trocado por Sérgio Guerra na montagem da chapa como candidato a vice. Ele tinha o que faltava a Guerra: identidade com o Recife. O que adquiriu, diga-se de passagem, trabalhando pelo próprio Recife, nas duas gestões de Jarbas e depois como vice de Magalhães.

Henry foi atropelado pelo PSDB. Para ter o apoio dos tucanos, que tinham uma alternativa própria de candidatura – o então deputado João Braga – Magalhães teve que sacrificar Henry. Hoje, já na condição de deputado estadual mais votado nas eleições de 2002, Henry não dá “o braço a torcer”.

Diz que a iniciativa de sair da chapa foi sua. Sob o pretexto de que queria viver uma experiência nova na Europa, Henry teve com Magalhães uma longa conversa, faltando um ano para o pleito de 2000, na qual comunicou que gostaria de dar um intervalo na vida pública, para se dedicar aos estudos. De fato, a conversa existiu e foi confirmada por vários atores envolvidos na campanha, entre eles Roberto Magalhães e o próprio Henry.

Mas, não se tratava de fato consumado. Henry talvez esperasse um gesto, de que sua presença na chapa era fundamental, mas isso nunca ocorreu. Até porque, conforme ele revela neste depoimento, seu grande sonho ainda é governar o Recife.

Colhi o depoimento de Henry em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, numa das viagens de rotina para acompanhar minha mulher, Aline, que é vereadora naquele município. Sob a sombra de um frondoso cajueiro, depois de um café bem sertanejo, regado a cuscuz, bolo de mandioca, tapioca e carne de sol, ele contou os bastidores da campanha e deixou passar a impressão de que teria sido candidato a vice, novamente, desde que isso fosse objeto de uma manifestação da aliança.

            Qual a avaliação que o senhor fez da derrota?

                        Eu acho que havia um sentimento latente da população brasileira em geral, que se confirmou dois anos depois, na eleição de Lula, que era pela mudança. A vitória do PT foi uma coisa que aconteceu em várias capitais do País. Acho que era o início dessa grande virada, digamos assim, da política brasileira.

            Mas o fato de o Recife ter um candidato que todo mundo considerava certo, eleito, imbatível, que saiu nas pesquisas disparado, parecia fora desse contexto, não?

                        Recife foi uma surpresa, sim, mas o desejo de mudança que se observou no resto do País também contaminou o eleitor pernambucano. A administração de Roberto Magalhães se manteve com um nível de aprovação até o final da campanha, mesmo ele derrotado, João Paulo representava o novo, um perfil humano admirável, uma pessoa que veio de baixo. Assim como Lula, uma história de vida muito bonita, muito carismática no trato. Acho que ele conseguiu catalisar esse sentimento que existia latente na população. Agora, que foi surpresa, foi. Ninguém esperava.

            Quando é que o senhor começou a perceber que o quadro não era favorável como se imaginava?

                        Na reta final do primeiro turno, a gente percebia o crescimento do PT e, no início do segundo turno, a percepção era mais clara de que, naquele momento, João Paulo era, de fato, um candidato com possibilidades muito fortes de captar esse sentimento da população pelo novo, pela mudança. Tanto que ele já largou, no segundo turno, com 17 pontos à frente do nosso candidato.

            Que peso teve, na opinião do senhor, o episódio da “banana” em Boa Viagem?

                        Aquele episódio teve uma repercussão negativa, inevitavelmente. Mas acho que foi um episódio pontual. O sentimento de mudança era muito maior. E, no momento em que as pessoas acreditaram que era possível ganhar com João Paulo, ele aglutinou na figura dele o voto da mudança.

            O senhor estava na carreata, assistiu a cena?

                        Houve uma provocação dos nossos adversários. Eu estava, inclusive, na caminhonete que conduzia Roberto e Jarbas. Não cheguei a presenciar a cena. Lembro apenas que houve um grande tumulto, que acabou naquilo tudo que os jornais publicaram.

            Houve uma concentração na casa de Jarbas, antes da carreata, com “comes e bebes”?

                        Houve a concentração, mas sem “comes e bebes”.

            Então, não procede a notícia de que Roberto Magalhães havia bebido uísque antes da caminhada?

                        Eu ouvi essa conversa também. Se ele bebeu, já foi durante a carreata. Na casa de Jarbas, não. Na verdade, eu não cheguei na casa de Jarbas. Já peguei a carreata no Centro de Convenções. Nessas carreatas sempre têm uma cerveja. Eu, pessoalmente, não vi.

            Como ele não costuma beber, isso não pode ter mexido com o emocional dele?

                        Acho doutor Roberto uma pessoa muito verdadeira, assim na expressão dos sentimentos dele. Ele não é uma pessoa de conter emoções. Não sei se uma dose de uísque teria feito diferença não. Ele não é uma pessoa que, em qualquer circunstância, seria capaz de conter uma emoção. De sentir uma emoção e conter. Ele sabe disso. Essa talvez seja a característica mais conhecida dele.

            O que você acha que pesou mais para a derrota: Boa Viagem ou a greve da polícia?

                        Eu não sei o peso específico de cada episódio. Eu acho difícil aferir isso.

            Ele acha que foi a greve da polícia.

                        É uma avaliação dele, que respeito. Acho que o Governo tinha que ter aquela posição firme naquela greve. Perder o controle da autoridade sobre a Polícia Militar, naquele momento, prejudicaria o restante do mandato do governador. Acho que o governador acertou no tom da negociação com a PM. Agora, se teve alguma repercussão eleitoral? É muito provável, mas difícil de avaliar com mais precisão. Volto a afirmar: esses episódios foram pontuais, se comparados com o clima de mudança que contaminou a população.

            Mas esse clima não se observava no Recife ...

                        No primeiro momento, não, mas, depois, sim. O eleitor é muito pragmático. Ele quer alguém que mude para melhor a vida dele. Acho que o PT, naquele momento, captou bem isso. Todos os analistas falavam da onda vermelha. Lembro de Jarbas falando da onda vermelha, em 2000, e dizendo que o movimento poderia se transformar num processo tão irreversível, capaz de lhe derrotar, em 2002. Lembro bem dessa análise.

            O senhor foi rifado da vice para acomodar o PSDB?

                        Em nenhuma hipótese. Tomei a iniciativa de colocar o meu lugar à disposição, para reforçar a aliança. Levei minha posição a Jarbas e ao doutor Roberto. Percebi que era importante trazer o PSDB, naquele momento, porque o PMDB já tinha o governador, o PFL, o vice-governador e um senador, além do prefeito, e não se poderia trazer um partido da estrutura, com a importância e o peso do PSDB, sem oferecer um espaço na chapa. Não fui rifado, portanto, porque a iniciativa foi minha. Meu gesto foi largo, de desprendimento.

            Quer dizer que o senhor soube do desfecho no programa de Geraldo Freire?

                        Eu tive conhecimento, sim, a partir da entrevista.

            Isso não foi chato?

                        Não se conversava muito sobre isso. Eu queria investir um pouco mais na minha formação pessoal. Tinha recebido um convite para estudar fora do País, propriamente da Aliança Francesa Internacional, para estudar Administração Cultural. Quando começaram as articulações para a composição da chapa tomei a iniciativa de colocar o meu lugar à disposição. Isso é verdade.

            Mas, se a aliança tivesse insistido, o senhor não teria desistido dessa idéia?

                        Esta é uma pergunta difícil de responder, porque, no momento em que você percebe uma postura e sente qual é o seu dever naquela conjuntura, isso se sobrepõe. No fundo, eu vou fazer aqui uma revelação: muitas vezes se criam expectativas de que você é necessário em uma determinada circunstância e, percebe, no curso do tempo, que, de fato, não é. Isso traz, até um certo ponto, uma frustração, mas é um sentimento humano, absolutamente natural. Isso está presente na vida e, naturalmente, está presente na política também. A política é uma representação muito fiel da vida.

            O senhor acha que, com a sua saída da chapa, o PMDB  cruzou os braços na campanha, conforme o próprio Magalhães se queixa em depoimento prestado para este livro?

                        Não, acho não. O PMDB, em Pernambuco, tem uma liderança muito forte, que é a expressão maior do partido, o governador Jarbas Vasconcelos, que se envolveu de corpo e alma na campanha.

            Mas, doutor Roberto não se queixa de Jarbas, mas do PMDB ...

                        É difícil fazer essa avaliação. Eu sempre tive no Recife uma relação muito próxima com o movimento cultural, com a juventude, uma relação muito próxima com essa área da educação. Sempre fiz muita campanha em colégios. É uma coisa que eu acho muito edificante, debater com os estudantes, se expondo ao debate. Acho, inclusive, que é um papel que a gente tem que cumprir, procurar conscientizar as pessoas no termo político. Eu sempre fiz campanha assim. Sempre provoquei as escolas para me darem essa possibilidade. E, sobretudo, com a presença de um adversário, para que você possa se confrontar. Talvez isso tivesse um certo apelo, dentro da militância, sobretudo da militância jovem, e esses setores culturais têm  também um poder de grande multiplicação de opinião. Mas houve engajamento, sim. Artistas de renome, como João Câmara, que tem uma ligação comigo muito forte, participaram da campanha, foram ao comitê e tal. É difícil, para mim, avaliar se faltou esse empenho da militância, pelo fato de eu não fazer mais parte da chapa.

            O fato de o senhor ter sido vice-prefeito não criou uma expectativa de projeto para uma candidatura a prefeito?

                        A gente vai amadurecendo nessas coisas e o próprio processo de vida ensina. Você passa a perceber coisas de uma forma diferente, decanta certas opiniões sobre as coisas. Eu hoje, principalmente depois desse ano em que enfrentei, para superar as seqüelas do desastre do avião na campanha, tenho muito tempo para pensar, pensar o que é que é mais gratificante para mim, o que dá mais sentido à minha vida. Percebo que, na política, você tem uma gratificação muito especial, que é poder promover a transformação da sociedade, o bem estar coletivo. Mesmo com uma série de perdas que se tem, a gratificação de você poder transformar a sua comunidade, é muito grande. Hoje, eu percebo isso com muito mais clareza. Eu tinha, como eu disse para você, desejo muito forte de investir um pouco mais na minha formação acadêmica. Porque eu fiz um curso superior muito prejudicado pelo trabalho. Eu tentei fazer um curso de engenharia, fiz três anos. Depois fui fazer Economia, mas sempre trabalhando. Queria um tempo para investir na minha formação, para poder me dedicar exclusivamente a isso.

            Isso ainda é um sonho?

                        A Prefeitura do Recife foi uma experiência muito marcante em minha vida.

            Ser prefeito do Recife é um sonho?

                        Olhe, deixa ver se consigo responder essa pergunta com mais exatidão. Eu digo para você o seguinte: certamente, seria um mandato muito gratificante de exercer, porque Recife é uma cidade viável, um encanto de cidade. Eu passei 11 anos na Prefeitura do Recife. Fui secretário nas duas administrações de Jarbas e vice-prefeito. Depois que a gente sai, a gente percebe a importância daquele espaço ali. A experiência de administrar o Recife, para quem faz a atividade pública, é muito gratificante. Então, eu diria que disputar um dia a Prefeitura do Recife, poder ser prefeito, é um sonho sim.

            Eu queria insistir nisso, porque acho que o senhor foi prejudicado ao perder a vaga de vice. Os jornais da época também avaliaram que o senhor foi rifado ...

                        Não. Naquele momento, como já disse na resposta anterior, essas coisas foram decantadas na minha cabeça. A gente vai amadurecendo, forma opiniões definitivas. Eu, quando tomei a iniciativa de colocar meu cargo à disposição, tive uma atitude muito honesta. Até porque, se eu não tivesse tomado essa posição, acho que nem o doutor Roberto nem Jarbas me procurariam para discutir isso. Foi uma percepção minha, de que me cabia aquilo naquele momento. E eu fiz. Não me arrependo.

            O senhor ficou muito decepcionado? Não esperava que o doutor Roberto dissesse que, em nenhuma hipótese, abriria mão da sua participação na chapa?

                        Não, não, em nenhum momento. Tanto que a minha amizade com doutor Roberto é muito sincera e consolidada. Gosto muito dele, da família dele. Tenho uma relação de muito respeito, de muita admiração. Freqüento a casa dele, converso com ele, muitas vezes sou convidado para dar opinião sobre determinadas coisas. Tenho, enfim, uma relação com ele muito fraterna. Compreendi a posição dele e a posição de Jarbas naquele momento, que era de ampliar a aliança, de construir uma aliança mais forte, com maiores possibilidades de vitória. A iniciativa de colocar o meu cargo à disposição foi minha e de mais ninguém. Essa responsabilidade foi minha. Eu não seria uma pessoa de bom caráter se transferisse essa responsabilidade.

            A versão de que o senhor foi rifado é uma invenção da imprensa?

                        Sim, certamente. Os jornalistas, principalmente os que analisam a política, são muito ácidos, imaginam cenários como se fossem  verdadeiros, quando não passam de ilusão. De maneira nenhuma fui rifado. Ninguém pediu para sair, ninguém me procurou para tomar a iniciativa. Ninguém, absolutamente ninguém. Eu percebi que havia o desejo de ampliação da aliança, que seria uma eleição, como todas as eleições do Recife, muito difícil. Lavareda também participou dessas avaliações. Lavareda também é meu amigo pessoal. Eu acho que, naquele momento, era a minha obrigação. Eu tinha que fazer aquilo. Era um gesto que me cabia em função do conjunto. E não me arrependo. Acho que foi uma atitude correta da minha parte.

            Que papel o senhor exerceu na campanha?

                        Eu fiquei como prefeito em exercício, porque doutor Roberto se licenciou para evitar qualquer tipo de acusação de uso da máquina. Fiquei no cargo durante três meses – de julho a setembro. Tive uma participação na campanha, porque era procurado. Mas, naquele momento, todos diziam que o meu maior papel era não deixar que as coisas desandassem na Prefeitura. E, felizmente, foi tudo bem, apesar de ter sido um momento muito difícil. Na hora da minha posse, Recife teve a maior chuva dos últimos 50 anos. Foram 400 milímetros em três dias. Morreram cinco pessoas. A chuva começou naquela noite, de madrugada. Marco Maciel chegou com uma hora de atraso, porque a cidade inteira estava inundada. Eu próprio me atrasei. Foi um temporal enorme. Ao final da cerimônia, os jornalistas me falaram da ocorrência de quatro mortes. Acionei a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para uma ação emergencial. A Defesa Civil do Recife é preparada, mas naquele momento tinha que usar todos os recursos, para evitar uma tragédia maior. Foi um período muito difícil, um drama que se prolongou por mais de 15 dias, com famílias desabrigadas e centenas de casas destruídas.

            Como o senhor avalia a performance de Magalhães nos debates. Não acha que ele passava arrogância?

                        A minha avaliação é um pouco diferente. Para mim, doutor Roberto recuperou a vantagem que tinha perdido no primeiro turno justamente pela sua boa perfomance nos debates. Ele começou o segundo turno com 17 pontos atrás e recuperou grande parte dessa diferença até a reta final, tendo perdido a eleição por menos de um ponto percentual. Quando ele fazia um balanço da administração se apresentava como uma pessoa absolutamente preparada para governar a cidade e com isso ele recuperou um pouco dessa confiança da população na administração dele. Então, ele tirou grande parte dessa diferença nos debates. Agora, acho que teve uma frase dele que foi mal compreendida, quando disse, à Rede Globo, na virada para o segundo turno, que quem não gostasse dele daquele jeito não precisava votar nele. Trata-se de uma frase que tem origem na absoluta honestidade de propósito dele, mas que foi explorada como de uma pessoa arrogante. Foi uma frase honesta, verdadeira, e ele tem esse perfil, mas foi interpretada como arrogância.

            O senhor também estava no almoço do Palácio no dia que Magalhães invadiu a redação do JC. O senhor percebeu algo diferente em sua fisionomia?

                        Jarbas fez um almoço no Palácio naquele dia e eu estava lá, sim. Ele chegou de óculos escuros, estava calado. Senti que havia alguma coisa diferente.

            Ele não falou que iria ao JC?

                        Ele disse, em algum momento, que iria ao Jornal do Commercio. Diante disso, fiquei muito preocupado com o estado de espírito dele, me ofereci para fazer campanha, mas ele não aceitou. Nesse intervalo, liguei para Paulo Oliveira, que acompanha ele há muitos anos, e para o filho dele, para comunicar que estava preocupado com o estado de espírito dele, que estava muito tenso, muito indignado. Achava que ele devia chegar junto naquele momento, mas, a esta altura, ele já tinha ido ao jornal.

            O que sentia?

                        Um sentimento de indignação. Que a imprensa tinha envolvido a esposa dele, que ele estava sendo injustiçado. Que havia uma certa exploração do episódio, querendo levá-lo ao ridículo.

            Você concordava com isso, ou achava que era um pouco de “emocionalismo”?

                        Muitas vezes, a leitura de um fato depende da interpretação que você dá, de como você se encontra diante daquela conjuntura. Ninguém está isento de ter, de colocar um pouco de emoção na interpretação dos fatos políticos.

            O senhor ou alguém, durante o almoço, percebeu que ele estava armado?

                        Não. Em momento nenhum.

            Ele chegou sozinho? Quem estava no almoço?

                        No Palácio, ele chegou sozinho. Foi um almoço com um ministro de estado. Eu não lembro com quem foi. Se a memória não me falha, foi para o ministro da Cultura, Francisco Weffort. Almoçamos para comemorar um convênio que sido assinado entre a União, o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife.

            O projeto da aliança, com a chegada do PSDB na vice, passava pela candidatura de Magalhães a governador, dois anos depois, ficando Sérgio Guerra prefeito?

                        Eu nunca ouvi isso explicitamente de ninguém. Eu nunca participei de nenhuma conversa em que isso fosse mencionado.

            O senhor não acha natural, já que Jarbas é contra o princípio da reeleição e não queria sair candidato novamente a governador e sim a senador?

                        Acho que era possível. Jarbas me revelou algumas vezes, que não queria disputar a reeleição para governador. Então, o fato é possível por esta variável. Mas eu nunca participei de nenhuma reunião nesse sentido. Pelo estilo de Jarbas, custo muito a crer que isso fosse tratado dessa forma. Mas acho que é plausível dessa forma, porque ele sempre me revelou de que não gostaria de participar de uma reeleição para governador.

            A gente percebeu que ele foi para a reeleição forçado ...

                        Acho que isso não tem nenhum mistério. Ele foi porque, naquele momento, não tinha uma liderança que pudesse aglutinar todas as forças da aliança, como ele aglutinava, com possibilidade de vitória que ele tinha.

            O senhor estava no dia em que Jarbas tirou a gravata para simbolizar sua entrada na campanha de Magalhães. Como foi?

                        Estava. Aquilo foi na reta final do primeiro turno. Foi uma reunião para a militância, embaixo da lona que tinha no pátio do comitê e ele quis simbolizar com um gesto que ia arregaçar as mangas, que ia trabalhar um expediente e o outro dedicaria à campanha de Roberto Magalhães.

            O governador também foi um derrotado?

                        Sim, ele saiu derrotado porque perdeu a eleição nos três principais colégios eleitorais do Estado – Recife, Jaboatão e Olinda. E reconheceu isso, na primeira entrevista que deu, após o resultado final. Isso também é uma característica de Jarbas. Ele é muito afirmativo. Acho que ele saiu derrotado. Ele tinha vencido a eleição em 98 em Pernambuco como produto do novo. De repente, surgiu um fato mais novo, com o PT, que ganhou a eleição em 2000 em algumas capitais e, dois anos depois, elegeu Lula.

            Como o humor do “Mané da China” irritava Magalhães?

                        Eu disse que doutor Roberto tem essa característica: ele não se violenta para disfarçar uma emoção. É muito verdadeiro nisso. Ele, realmente, se irritava com o personagem. Ele sempre foi uma pessoa que quando se sente ultrajado, agredido, reage, se manifesta. É da personalidade dele.

            Como o senhor avalia o fato de o “Mané da China” ter capitalizado votos para João Paulo e não para o seu criador, o candidato do PPS, Carlos Wilson?

                        A candidatura de João Paulo aglutinava mais, catalisava o sentimento de mudança. E o “Mané da China” se colocava na irreverência de quem faz muito mais tentar destruir a candidatura do outro, do que construir uma candidatura. João Paulo tentava passar uma imagem construtiva para a população, enquanto Carlos Wilson tentava minar a candidatura de Magalhães no deboche. Então, nesse aspecto, eu acho que houve uma combinação. O “Mané da China” cumpria esse papel, mesmo estando no guia de Carlos Wilson, e João Paulo trazia para ele as expectativas de vitória do candidato da mudança.

            O que, no seu entender, contribuiu mais para João Paulo crescer e acabar vitorioso?

                        Acho que houve uma soma de fatores. Ele é uma pessoa humana muito interessante e soube captar bem isso. João Paulo é visto pela população como alguém humilde, de personalidade humilde, preocupado com os mais pobres, alguém que se identifica com esses setores menos favorecidos da população. Então, isso é um aspecto positivo no perfil dele.

            Como o senhor avalia a gestão dele?

                        Acho que, no momento, há uma avaliação que não é positiva da administração dele. Isso também está refletido nas pesquisas. A campanha eleitoral se dá num clima de muita emoção. Depois, as pessoas querem ver resultados. O eleitor é pragmático, quer ver a pessoa fazendo bem feito aquilo para o qual foi eleita.

            A avaliação das pesquisas bate com seu sentimento?

                        Acho que essa percepção da população tem uma razão de ser. Ela não acontece por acaso. Agora, acho que ele teve algumas iniciativas de muita coragem. A organização do transporte coletivo do Recife era uma necessidade e ele teve essa coragem de assumir a tarefa, em parceria com o Governo do Estado. Acho que ele dá uma prova de muita maturidade política ao trabalhar em parceria com o governador, sendo adversário. Acho que ele tem aspectos positivos.


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ALEPE

15/04


2021

Clodoaldo entra com ação judicial contra governo Bolsonaro

O mau uso de dinheiro público no combate à pandemia causada pelo novo coronavírus motivou a ação popular contra o Governo Federal. A ação foi levada à Justiça Federal pelo médico e deputado estadual Clodoaldo Magalhães (PSB). A ação do parlamentar aponta que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, da Secretaria de Comunicação - Secom, e do próprio presidente da República, utilizou dinheiro público para adotar medidas desastradas que “confundem e desinformam a população brasileira no que se refere à prevenção da Covid-19”.

O processo de número 0807343-32.2021.4.05.8300 corre na 3ª Vara Federal do Recife. De acordo com a ação, o dinheiro do contribuinte foi usado indevidamente para divulgação de um suposto “tratamento precoce” para a Covid-19, que envolveria o uso de medicamentos como hidroxicloroquina, antimaláricos, ivermectina, azitromicina, além de suplementos vitamínicos. Ocorre que a utilização desses medicamentos como forma de prevenção à doença não é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e pelos mais respeitosos órgãos que agregam cientistas, médicos e profissionais de saúde, que, inclusive, apontam possíveis riscos à saúde do paciente.

Na ação judicial, Clodoaldo apresentou provas concretas da utilização indevida de verbas públicas pelo Governo Federal. Um dos exemplos do mau uso do dinheiro público foi o desenvolvimento e o lançamento, por parte do Ministério da Saúde, do aplicativo chamado “TrateCOV”, que tinha a finalidade de sugerir a adoção de um “tratamento precoce” contra o coronavírus, com a prescrição de remédios ineficazes para pacientes com sintomas da COVID-19.

O aplicativo “TrateCOV” foi motivo de críticas, inclusive por parte do Conselho Federal de Medicina (CFM), que chegou a emitir nota afirmando que o app assegurava a validação de drogas que não eram reconhecidas internacionalmente e induzia à automedicação e à interferência na autonomia dos médicos. As críticas repercutiram e forçaram o governo a retirar o aplicativo do ar. Além do desperdício de dinheiro público para essa finalidade, de acordo com o processo, o Governo Federal também usou recursos públicos em campanha com Influenciadores Digitais para propagar o “tratamento precoce” ou “atendimento precoce” para Covid-19.

Em 31 de março de 2021, o portal de notícias Agência Pública divulgou matéria intitulada: Influenciadores Digitais receberam R$ 23 mil do governo Bolsonaro para propagandear o “atendimento precoce”. O fato foi comprovado por meio de um pedido de informação, o qual constava que o Governo Federal, de fato, havia contratado influenciadores, inclusive a ex-bbb Flávia Viana, para propagar o “tratamento precoce”. A própria influencer, mais tarde, chegou a se desculpar com seus seguidores por ter recebido o valor mencionado e chegou a dizer que iria doar o dinheiro recebido e que não acreditava no “tratamento precoce”.

Para o deputado Clodoaldo Magalhães o Governo Federal está na contramão da ciência e busca difundir, às custas do contribuinte, a suposta existência de um atalho fantasioso para a cura da Covid-19. Na ação judicial, o Deputado pede uma medida liminar para impedir o Governo Federal de utilizar verbas públicas para divulgar, incentivar ou estimular o “tratamento precoce” com o uso de remédios ineficazes como forma de combate à COVID-19.


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Bandeirantes 2021

15/04


2021

Um grito em favor dos restaurantes

Brasília, que teve um lockdown muito mais amplo em tempo e radical nas medidas, reabriu os restaurantes permitindo o funcionamento até às 22 horas. Pernambuco, entretanto, continua maltratando, gerando prejuízo e desemprego a quem vive da gastronomia.

Impôs o toque de recolher às 20 horas, medida absurda e irracional. Afinal, quem vai a um restaurante jantar entre 18 e 20 horas? Ninguém em absoluto. Reza a tradição, e a cultura confirma, que o hábito do jantar fora de casa começa de 21 horas e se estende em média até meia noite.

Em função disso, os bons, refinados e demandados restaurantes do Recife passaram a ficar entregues às moscas no horário noturno. Muitos já quebraram, outros resistem demitindo, sem saber se conseguirão sobreviver.

Sinceramente, para quem vai a um restaurante jantar, qual a diferença de permanecer em seu ambiente até à meia noite em relação às 20 horas, levando-se em conta que todos estão funcionando sob o cumprimento rigoroso de todos os protocolos do Governo, obrigando o uso de álcool gel, máscaras e distanciamento de mesas?

Bares, compreendo, muitas vezes não obedecem aos protocolos e acabam sendo um risco para a disseminação do vírus, mas os restaurantes não. O Governo, portanto, não pode ou não deve tomar uma medida igual se, racionalmente, se propuser a ajudar a economia, preservar e gerar mais empregos.


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15/04


2021

Moradores sofrem com alagamentos em Serra Talhada

A forte chuva que caiu em Serra Talhada, no início da noite de ontem e que se estendeu pela madrugada e manhã de hoje, trouxe o clima ameno e a esperança de dias melhores aos sertanejos. Porém, devido ao grande volume de chuvas que o município recebeu, várias ruas ficaram alagadas. A ausência de infraestrutura das vias acabou atingindo muitas casas, em diferentes bairros.

Leitores registraram e enviaram ao portal Farol de Notícias vários pontos de alagamento no município. No bairro AABB, um carro teve que ser rebocado. No Centro, casas foram inundadas e moradores perderam móveis e eletrodomésticos. O bairro do Ipsep também foi um dos mais afetados. Em algumas vias, o asfalto e até o calçamento cederam.


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Serra Talhada 2021

15/04


2021

Associação Comercial opta por chapa única na eleição

De forma unânime, a mais antiga entidade associativa do setor empresarial de Pernambuco, a Associação Comercial de Pernambuco (ACP), realiza, hoje, assembleia geral para decidir a nova gestão dos anos de 2021 e 2022. A eleição conta com chapa única liderada pelo atual presidente interino Tiago Alencar Carneiro e conta com os nomes de Victor Tavares de Melo, Isaias Carneiro, Antônio Fabrício Guedes, Halim Nagem, Jaime Monteiro, Álvaro Dantas, Darlan Sampaio e Martín Figueiredo, assumindo os oito cargos de vice-presidentes. A votação acontece no formato de drive-thru das 13h às 16h.

De acordo com Tiago Carneiro, presidente interino da ACP, o futuro será grandioso para entidade pernambucana. “A escolha da diretoria para o próximo biênio teve como requisito a inovação e a juventude. Nesse próximo biênio vamos investir ainda mais em tecnologia, com o lançamento de um banco digital da ACP, além de outras soluções tecnológicas e um programa de transformação digital para empresas, com tecnologia de ponta e preferencialmente local. Outro ponto que vamos dar ainda mais atenção, é para a manutenção e restauro do Palácio do Comércio, cartão postal da cidade do Recife e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional”, pontuou.

A Associação Comercial de Pernambuco é a mais antiga entidade associativa do setor empresarial de Pernambuco, tendo sido fundada em 1839. Desde seus primeiros anos de vida, a ACP tem como princípios atuar de forma associativa e com interação, e incentivar a mobilização e a participação articulada da classe empresarial pernambucana.


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15/04


2021

Raquel Lyra se reúne com ministros em Brasília

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), segue com novos encontros em Brasília. A chefe do Executivo municipal cumpriu agenda, ontem, com representantes dos ministérios do Desenvolvimento Regional, da Saúde e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A primeira reunião do dia foi com o secretário nacional de Mobilidade, Tiago Pontes Queiroz, e com o secretário nacional de Segurança Hídrica, Sérgio Costa, do Ministério do Desenvolvimento Regional. O encontro teve como objetivo buscar recursos para obras no município.

A Educação foi outro ponto tratado ao longo do dia. Raquel se reuniu com o diretor de Gestão, Articulação e Projetos Educacionais do FNDE, Gabriel Vilar. "Trouxemos pautas importantes para discutir, a fim de levar para o município ainda mais avanços, principalmente para os estudantes da rede municipal, como a construção de novas creches", pontuou a prefeita.

Raquel também visitou o Ministério da Saúde, onde conversou com o ministro Marcelo Queiroga sobre o enfrentamento à pandemia, vacinação e recursos para a maternidade municipal. Participaram do encontro as deputadas federais Rose Modesto, Mariana Carvalho e Tabata do Amaral, bem como o deputado federal Felipe Rigoni.


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15/04


2021

Big Data para presidente

Por Antonio Magalhães*

Big Data sabe mais sobre os brasileiros do que qualquer outro candidato. Não tem Bolsonaro, Lula, nem os postulantes periféricos, Ciro, Moro, Dória, que entendam de todos os assuntos mais do que ele. Pelo conhecimento acumulado nos algoritmos, o Big pode entender a necessidade de cada um e apontar soluções para todos os problemas.

A questão é que Big Data não é gente. É sim uma área do ciberespaço que acumula grande volume de dados remotamente a partir do uso que cada pessoa faz da Internet. Diante dos impedimentos legais impostos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra esta inusitada candidatura, só resta ao Big Data o papel coadjuvante de ser usado para eleger os postulantes de pele e osso. E olhe lá!

Como exemplo da sua atuação, recentemente os moradores Recife tiveram seus dados confiscados para que, sem sua permissão, fosse possível controlar a mobilidade urbana da população nos meses iniciais da pandemia, em 2020. O então prefeito Geraldo Julio contratou a empresa In Loco para monitorar 800 mil celulares da capital. Para saber por onde as pessoas andavam, se aglomeravam, o discurso já batido. Há quem diga que este controle ajudou na eleição do PSB no Recife. Como esses dados são guardados a sete chaves até agora não foi possível saber se é verdade ou não.

O serviço foi tão útil que continuou a ser usado na fase atual da infecção pelo vírus chinês. O desdobramento do controle veio com a vacinação contra a Covid. Todo o agendamento é feito virtualmente com identificação pessoal e número de celulares. Se na primeira fase só era arquivado os números de celulares, agora a Prefeitura do Recife e o PSB têm o histórico completo dos cidadãos, nome, endereço e email. O nosso Big Datinha.

A questão tem uma dimensão maior do que se imagina. A Câmara dos Deputados e técnicos de Tecnologia da Informação (TI) já discutem qual vai ser o papel do Big Data na eleição de 2022. Houve o ensaio em 2018 com disparos irregulares pelo WhatsApp para favorecer candidatos de todos os campos políticos. Agora esse grupo de trabalho procura um meio de regular o uso eleitoral desse banco de dados gigante.

Já está em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que protege o usuário contra a utilização abusiva e sem autorização de dados pessoais. Mas não toca diretamente na questão eleitoral, cheia de nuances próprias. Não há informações como deve proceder o Big Data nessa situação. Segundo o especialista em comunicação, Marcelo Vitorino, as empresas desse segmento estão completamente à margem de qualquer tipo de fiscalização.

Vitorino, que participou de um debate no site Infomoney, acha que a Justiça Eleitoral é muito lenta para julgar os crimes virtuais. Ele sugere a criação de uma turma especial para julgar com rapidez esses delitos durante uma campanha eleitoral na mesma velocidade em que ele está sendo propagado. Por incríveis juízes com muito gigabits de velocidade. Só acredito, vendo.

Para outro especialista, Francisco Brito Cruz, do InternetLab (SP), é grande a possibilidade de mau uso de dados pessoais, abusos gigantes. Seja político, com lista de eleitores e cidadãos repassadas do poder público a candidatos, de forma ilegal. Ou do poder econômico, quando empresas fornecem seus cadastros de forma ilegal para campanhas. “Esse poder precisa ser regulado”, alerta Cruz.

Mesmo não sendo candidato a presidente da República, sujeitando-se a ser mero coadjuvante, o Big Data vai brilhar nessa campanha de 2022. Nós, eleitores, temos que ficar atentos para que a Inteligência Artificial não submeta o povo brasileiro, atendendo a desejos obscuros no pior sentido de grupos de operadores. É isso.

*Integrante da Cooperativa de Jornalistas de Pernambuco


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14/04


2021

Voos da Itapemirim

Da coluna de João Alberto

Nesta semana, a Itapemirim Transportes Aéreos realiza voos de certificação junto à Anac, com seus aviões apenas com tripulantes nos aeroportos onde vai operar na primeira fase: Guarulhos, Belo Horizonte, Salvador, Rio e Janeiro e Porto Alegre. O Recife ficou de fora da primeira etapa dos voos da nova empresa aérea brasileira.


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14/04


2021

Fortes chuvas atingem Pesqueira

Fortes chuvas também atingiram Pesqueira, no Agreste Central de Pernambuco, na tarde de hoje. O Blog recebeu de um leitor imagens que mostram alagamento em uma área da cidade. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu novo alerta meteorológico para todas as regiões do Estado e a tendência é de que mais chuva caia amanhã.


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14/04


2021

Editorial analisa decisão do STF sobre caso Lula

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre a decisão do Plenário do STF sobre a anulação das condenações do ex-presidente Lula. Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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Comentários

ABAIXO FALSO MORALISMO

Magno Nelson Rubens

ABAIXO FALSO MORALISMO

Magno abrão

ABAIXO FALSO MORALISMO

Prêmio leão lobo

ABAIXO FALSO MORALISMO

Magno fofoca

Wellington Antunes

Magno, para de desinformar teus ouvintes através de tantas emissoras. O que o STF decidiu hoje foi levar a decisão da Segunda Turma para o plenário, dentre os milhares de Habeas Corpus que são julgados todos os anos pelas Turmas do STF, só o de Lula desconsiderou a decisão de uma Turma e resolveram levar ao plenário amanhã. O que vão julgar amanhã não tem nada de julgar ou não a inocência de Lula, o que vão julgar é se a competência coube ou nào a Vara de Curitiba quantos aos processos de que Lula é acusado (Tríplex e Atibaia). Caso o plenário confirme a decisão do Fachin na Segunda Turma o processo será encaminhado à Brasilia para ser julgado pela justiça de lá. Agora, o mais importante é a suspeição de moro (minúsculo mesmo) que tu andasse chamando de herói aqui nesse teu blog. Deixa de ser propagador de fake-news, Magno.