Ipojuca 2021

07/04


2021

João Campos entrega primeira creche do seu governo

A primeira creche da gestão do prefeito do Recife, João Campos (PSB), foi entregue hoje. As mães e pais de crianças de 0 a 3 anos do bairro do Jordão vão poder trabalhar mais tranquilos sabendo que os filhos estarão na nova Creche Municipal Cristo Rei. O prefeito fez a entrega simbólica da creche que recebeu investimentos na ordem de R$ 630 mil reais e tem capacidade para atender 70 crianças.

"Nós estamos inaugurando hoje a primeira creche da nossa gestão, a creche Cristo Rei que fica no Jordão. Vocês sabem que é uma prioridade nossa a ampliação da rede de creches da cidade. E agora a gente dá um pontapé importante, nos primeiros cem dias já, inauguramos a primeira e poderemos fazer a expansão dia após dia. Isso daqui é muito mais do que um símbolo, é uma ação que mostra o nosso compromisso com a educação do Recife, com as crianças, com a primeira infância. Então eu fico muito feliz de poder vir aqui e fazer essa inauguração e saber que muitas outras virão”, comemorou o prefeito do Recife.

A nova Creche Municipal Cristo Rei irá atender estudantes dos grupos I, II e III. A estrutura da unidade de ensino conta com diretoria, secretaria, depósito, despensa, lavanderia, cozinha e quatro salas de aula. "Sem dúvida hoje é um dia muito especial, a gente está inaugurando a nova creche Cristo Rei aqui no bairro do Jordão. Era um pleito antigo desta comunidade, especialmente aqui no Jordão Alto, de ter uma nova creche para servir a esta população. É também a nossa primeira creche inaugurada no ano de 2021 e a primeira creche inaugurada pela gestão do prefeito João Campos que tem um compromisso muito forte não apenas com a ampliação das vagas de creche, mas com o fortalecimento da educação infantil e da educação na nossa cidade”, declarou o secretário de Educação do Recife Fred Amâncio.

O padre Edicarlos Alves, pároco da Paróquia do Cristo Redentor, localizada no Jordão, fez uma benção para a nova creche. Segundo o líder religioso, um dos articuladores para que o novo equipamento público se tornasse realidade, o ato marcou não apenas a conclusão das obras da unidade de educação, mas também uma nova fase na vida dos moradores do Jordão. A nova Creche Municipal Cristo Rei está localizada na Rua Sertânia, nº 200, no Jordão Alto.


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Petrolina abril 2021

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16/04


2021

Vicente diz que até Brizola fez complô contra

A histórica eleição de 2000 no Recife, objeto do meu livro A derrota não anunciada, que vem sendo postado nos últimos dias neste blog como contribuição à história, contou com outros candidatos, além de Roberto Magalhães e João Paulo, que polarizaram.

Contrariando José Queiroz, mandachuva do PDT, o então deputado federal Vicente André Gomes, já falecido, entrou na briga. E brigou muito, principalmente dentro do seu partido envolto num ninho de cobra que envolveu até o presidente nacional, o ex-governador do Rio, Leonel Brizola.

Brizola, no seu entender, também fez o jogo de Queiroz, ao pedir para ele apoiar Roberto Magalhães, no segundo turno. “Brizola me ligou para elogiar doutor Roberto. Ele disse: “Doutor Roberto tem essas coisas, mas a gente dá um banho nele no Rio Jordão”, relembra o ex-parlamentar, acrescentando que, na mesma ocasião, ratificou para Brizola o seu compromisso com João Paulo.

Vicente acusou Queiroz de ter abandonado sua campanha no Recife por assumir um acordo com Roberto Magalhães e Sérgio Guerra. Dois anos antes, em 98, Wolney Queiroz, filho de Zé, não se elegeu federal. Ficou na primeira suplência. Se Roberto fosse reeleito com Guerra, que era federal, na vice, Wolney assumiria. "Zé fechou o acordo e se escondeu em Caruaru, nos abandonando", diz Vicente. Eis sua entrevista.

 “Queiroz fez acordo com Sérgio Guerra”

Capítulo 20

Ex-deputado federal, o candidato do PDT, Vicente André Gomes, adotou como símbolo da campanha na televisão a exibição do seu braço cotó, uma deficiência física de nascença. Sempre ao final de cada fala, batia fortemente a mão direita no cotoco da esquerda. “Foi proposital, para criar uma identificação”, revela André, que venceu todos os preconceitos, tendo se formado em Medicina depois de uma verdadeira batalha para ser aceito como aluno deficiente.

Político com atuação dirigida apenas a um reduto eleitoral do Recife – o popular bairro de Casa Amarela – Vicente André Gomes teve um papel importante na campanha, talvez até decisivo para a vitória de João Paulo, no segundo turno, pela capacidade de transferência de voto. Praticamente todos os eleitores que votaram nele, no primeiro turno, derramaram os votos, em segundo turno, no candidato do PT. “Diante de uma vitória tão apertada (menos de 1%), nosso apoio pode ter sido decisivo”, admite.

A campanha do pedetista, entretanto, foi marcada por uma batalha interna travada dentro do seu partido, com o grupo majoritário, liderado pelo deputado José Queiroz, a quem acusa de ter feito um acordo tácito com o então candidato a vice de Roberto Magalhães, deputado Sérgio Guerra, para que seu filho, Wolney Queiroz, assumisse o seu mandato em Brasília.

Primeiro suplente da coligação que elegeu Sérgio Guerra, Wolney Queiroz ganharia dois anos de mandato sem nenhum esforço, no momento em que Guerra assumisse o cargo de vice-prefeito, no Recife. “José Queiroz fez esse acordo e sumiu do Recife. Sua participação na minha campanha foi zero, nula, porque ele não tinha interesse na vitória de ninguém do bloco da esquerda. Estava pensando apenas no plano doméstico”, acusa Vicente.

Brizola, no seu entender, também fez o jogo de Queiroz, ao pedir para ele apoiar Roberto Magalhães, no segundo turno. “Brizola me ligou para elogiar doutor Roberto. Ele disse: “doutor Roberto tem essas coisas, mas a gente dá um banho nele no Rio Jordão”, relembra o ex-parlamentar, acrescentando que, na mesma ocasião, ratificou para Brizola o seu compromisso com João Paulo.

Se Vicente brigou com Queiroz para ser candidato no primeiro turno, no segundo não foi diferente. O presidente do PDT, que só se engajou na campanha do Recife em segundo turno, chegou a mandar para Brizola recortes de jornais que mostravam um Vicente hesitante entre marchar com João Paulo ou dar uma guinada à direita, apoiando Roberto Magalhães.

A briga não acabou na campanha. Recentemente, o grupo de Vicente tentou tirar o controle absoluto de Queiroz do PDT, com denúncias de que usava o partido para atender interesses pessoais e domésticos. O confronto acabou na dissolução da executiva estadual, mas Queiroz deu a volta por cima e reassumiu o partido, obrigando Vicente a se filiar ao PCdoB.

Seu depoimento foi dado durante um almoço do Paço Alfândega. Ali, durante mais de duas horas, Vicente voltou a jogar pedras em Queiroz e revelou bastidores inéditos da sua campanha.

            O que levou o senhor a disputar a Prefeitura do Recife diante de um cenário tão difícil para representar a chamada “zebra”?

                        Fui candidato porque, historicamente, tenho uma expressiva representatividade eleitoral em Casa Amarela. Ali, quando disputei a eleição pata vereador, pelo PMDB, fui o segundo mais votado do Recife. Depois fui para o PDT, sempre fui o vereador mais votado do Recife, pela história de trabalho e a relação com Casa Amarela.

            È aquela velha estratégia, de marcar presença, não é isso?

                        Não. Nunca houve essa intenção. Pelo contrário, o referencial da disputa nossa foi essa, voltada para Casa Amarela. Agora, nós fizemos parte de um jogo político, que representa o que tem de ruim na ação política. Fui escolhido candidato a prefeito pelo PDT, porque existia uma candidatura dentro do partido, uma candidatura legítima, que representava, também, a história do partido, que era a candidatura de Anatólio Julião, mas que não contava com a simpatia do presidente do partido, José Queiroz, que agiu com maquiavelismo para derrotá-lo.

            Como assim?

                        Anatólio Julião se colocava como candidato a prefeito do Recife, mas eu tinha a maioria do partido nas mãos. E José Queiroz sabia disso. Por quê? Porque nós temos um trabalho de base partidária e éramos, naquele momento, a única força política que poderia, legitimamente, disputar e vencer o então adversário de José Queiroz, que era Anatólio Julião. E por que Anatólio Julião era adversário político dele? É importante que se diga isso, porque, mais uma vez, José Queiroz utilizou Anatólio Julião de uma forma cruel. Queiroz quis ser candidato a senador, em 1998, mas foi rifado pelo PSB, que preferiu apoiar a candidatura de Humberto Costa. Desesperado, Queiroz correu para o partido e tentou construir uma candidatura própria a governador, usando, novamente, Anatólio Julião.

            Anatólio seria candidato a governador e Queiroz ao Senado?

                        Para se vingar do PSB, que preferiu apoiar a candidatura de Humberto Costa, Queiroz inventou a candidatura a governador de Anatólio, com a promessa de que seria candidato ao Senado, mas deixou Anatólio com o pincel na mão, retirando sua pré-candidatura. Nesse episódio, Anatólio criou um ódio terrível de Queiroz e, para não ter que apoiar Anatólio, em 2000, Queiroz teve que engolir a minha candidatura, porque, na prática, era uma forma dele derrotar Anatólio, novamente.

            Queiroz impôs alguma condição para apoiar o senhor?

                        Impôs a candidatura de Alberto Salazar como vice na minha chapa. Foi uma jogada maquiavélica dele, para impedir o crescimento da minha candidatura, porque era um técnico sem experiência política, sem votos, sem densidade eleitoral no Recife. No contexto, era apenas uma pessoa da confiança de Queiroz e esse foi o critério adotado por ele.

            O senhor queria colocar quem como vice?

                        A gente estava querendo Newton Carneiro, porque não tínhamos um nome do próprio partido. A gente queria discutir nomes e aí ele veio com uma exposição de motivos para emplacar Alberto Salazar. Por quê? Na realidade, ele queria travar a campanha, e isso é importante que você aborde, porque ninguém sabe disso. Ele queria travar a candidatura, porque ele temia, naquele momento, que a candidatura do PDT trouxesse a vitória, e trouxe, para João Paulo. Então, ele queria esvaziar a candidatura, queria enxovalhar toda a candidatura. Tanto é que ele não participou da campanha.

            Quer dizer que José Queiroz estava fazendo o jogo do candidato Roberto Magalhães?

                        De Roberto Magalhães, porque o primeiro suplente de deputado federal era Wolney Queiroz, seu filho, que poderia assumir o mandato em Brasília, caso Sérgio Guerra fosse eleito vice na chapa de Magalhães. Ele fez uma composição com Sérgio Guerra e se afastou do Recife. Não participou de nenhum ato da nossa campanha. Seu sonho mesmo era ver o filho deputado, no lugar de Guerra. Então, qual a razão que tinha de se envolver no Recife. No fundo, ele não trabalhou somente contra minha candidatura, mas contra a eleição de João Paulo.

            Ele se mandou para Caruaru, não foi?

                        Exatamente. Ele compôs com Sérgio Guerra na vice. Sérgio Guerra foi para vice.

                        Ele queria que Sérgio Guerra fosse o vice, e o Wolney Queiroz assumiria o mandato. Então, ele travou a minha campanha, não veio gravar o guia eleitoral, não participou de nada. Ou seja, me colocou num emaranhado, me tirou como presidente do partido, travou todas as ações políticas nossas.

            O senhor acha que teve acordo financeiro também?

                        Não posso dizer que houve isso, porque não tenho provas, mas que ele se entendeu com Sérgio Guerra eu não tenho a menor dúvida.

            Mas o senhor teve notícias, na época, de que teve alguma coisa desse tipo?

                        Não. Eu vou lhe ser muito sincero, a minha dignidade não permite acusá-lo dessa forma. Agora, eu preciso dizer que a genética tem se posicionado dentro do PDT, como uma posição política permanente do José Queiroz. Então, o José Queiroz fez isso porque ele queria casar os interesses. Eu era derrotado, passava a ser um camarada que, eleitoralmente, era um desastre, não ganhava. Foi quando nós tivemos Casa Amarela agora nas eleições. Nós entendemos que não tínhamos chances de disputar a eleição no Recife.

            Mas, vocês tinham o interesse de somar para João Paulo, não era isso?

                        Exatamente, porque a gente acertou que todos os partidos teriam candidato próprio no primeiro turno e no segundo se juntariam. Foi uma estratégia que deu certo, para provocar o segundo turno. Criamos, na época um pacto de governo. Que seriam forças de esquerda para apoiar quem ganhasse, quem se saísse melhor, fosse Carlos Wilson ou João Paulo. Fizemos essa ‘arrumação’ política, que era legítima, para apoiarmos no segundo turno. No resultado final, você verá que a minha soma de votos com a de Carlos Wilson foi fundamental para forçar o segundo turno e eleger João Paulo.

            Mas, no segundo turno, o senhor vacilou entre apoiar João Paulo e Magalhães.

                        Não, a foi a maior injustiça que fizeram com a minha pessoa.

            Mas está nos jornais da época.

                        Eu vou lhe contar como foi o fato. Quando o resultado foi proclamado, no primeiro turno, com uma diferença de cinco mil votos, o que aconteceu? Recebi um telefonema de Raul Henry, perguntando se eu o recebia em meu escritório. Eu disse a ele que o recebia, porque, antes de político, ele era meu amigo. Nós militamos juntos, no MDB, temos uma posição política com história e que não havia nenhum problema recebê-lo. Só que, no dia em que Raul Henry veio, foi exatamente no mesmo dia em que João Paulo veio com Luciano Siqueira. O que acontece? Quando Luciano Siqueira e João Paulo chegaram em meu escritório, a Imprensa veio toda. E por uma questão de elegância, seria extremamente desagradável não receber João Paulo, também. Então, eu recebi Henry e em seguida informei que estava recebendo João Paulo e que daria o nosso apoio a ele, até porque não tinha nem o que discutir. Mas, como recebi Raul Henry naquele mesmo dia, a Imprensa colocou da forma que achou conveniente. Como se eu, na verdade, estivesse leiloando o apoio. O que foi que eu fiz?

            Raul não chegou a fazer nenhuma proposta?

                        Nenhuma proposta, nenhuma proposta. Foi um recebimento cordial, elegante, de um comportamento fino, ético. Na verdade, o nosso compromisso era com a esquerda e Raul Henry entendeu a nossa posição.

            Em depoimento, José Queiroz disse que o senhor foi a reboque do apoio do PDT, que o PDT chegou primeiro no apoio a João Paulo.

                        OIhe, José Queiroz não pode dizer que nós viemos a reboque, porque ele não participou da campanha. Ele veio participar da campanha exatamente no segundo turno, exigindo, fazendo exigências. Se você perguntar a Luciano Siqueira e a João Paulo, eles confirmam que eu telefonei para eles e disse: “Vamos selar já esse compromisso, porque não dá mais para a gente discutir. Porque a Imprensa está colocando uma versão que é muito ruim para mim”. Estão colocando ... Telefonei para Luciano, e marcamos, então, um encontro no Sindicato dos Jornalistas. Aí, nós fomos falar com Julião, com todo mundo, para ter uma unidade política e José Queiroz não quis conversa. Pelo contrário, fez reuniões paralelas, para traduzir o que a Imprensa disse, para poder tirar a fatia política. E observe que nessa posição política nós, sem barganhar cargos, não fizemos questão de nada. Nós participamos, apenas, do Governo, indo para o Geraldão. Eu fiquei no Geraldão, depois saí, porque meu objetivo era exatamente consolidar um governo que ajudei a criar. Eu ajudei a criar, José Queiroz não tem absolutamente nada, não tem caminhada, não tem uma gravação, não foi para programa nenhum. Agora, infelizmente, ele jogou com alguns dados e alguns resultados de matérias da Imprensa, porque não tinha votos no Recife.

            Mas ele foi lembrado pelo PDT para disputar a Prefeitura, transferindo o seu título de Caruaru para o Recife.

                        Quem lançou ele candidato, fui eu. Eu defendi a candidatura dele a prefeito do Recife. Mas muito antes, mas, quando chegou no prazo da troca de domicílio eleitoral, ele não fez a transferência. Hoje, eu sei qual foi a regra, o que levou ele a não transferir. Foi o acordo tácito que tinha com Sérgio Guerra, para seu filho assumir o mandato, em Brasília. Nós fizemos um documento, na época, redigido a quatro mãos, em defesa de um pacto de segundo turno. Chegamos a falar com João Braga, e era exatamente isso aqui, a gente tirou ele da internet. Era um pacto de unidade de esquerda, de apoiar o candidato da esquerda que chegasse ao segundo turno. José Queiroz ficou fora disso, porque ele não participou da campanha. Ele não discutiu nada. Ficou em Caruaru.

            O senhor não apoiou João Paulo no primeiro turno porque os partidos de esquerda se dividiram justamente para provocar o segundo turno.

                        A minha estratégia era, não só minha, mas de todos os partidos da oposição, de se dividir para provocar o segundo turno. Havia uma pressão muito grande para que a gente retirasse a candidatura, que a gente não fosse candidato. Mas, isso não de pessoas ligadas aos partidos de esquerda, mas interessadas na eleição de Roberto Magalhães logo no primeiro turno.

            O senhor não apoiaria Roberto Magalhães em hipótese alguma?

                        Eu quero dizer a você o seguinte: recebi, no segundo turno, um telefonema do nosso presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, que disse: “Olhe, Vicente, Roberto é um homem sério, é um homem que, biologicamente, tem essas coisas. Mas a gente dá um banho nele no Rio Jordão. Pense nisso, para ver se a gente pode ficar do seu lado”. Mas, na verdade, nós tínhamos de defender o interesse da esquerda, da luta que travamos de 20 anos de combate à ditadura.

            Brizola tem ligações no Estado com José Queiroz. Será que ele não agiu a pedido de Queiroz, que, como o senhor disse, tinha interesse que o filho assumisse o mandato na Câmara no lugar de Sérgio Guerra?

                        É possível, mas eu disse a ele o seguinte: “Olhe, governador, eu quero dizer ao senhor que a linha aqui é apoiar o João Paulo!. E aí ele argumentou: “Não, mas você sabe que se trata de um rapaz que não tem muita experiência, a gente pode fazer uma participação”. Mas, a gente tinha uma posição política previamente definida e não me curvei às pressões do doutor Brizola.

            No primeiro turno o senhor teve o apoio de Brizola? Inclusive financeiro? 

                        Tive, mas só para propaganda.

            Quanto foi que ele deu?

                        Não, propaganda. Só propaganda. Ele mandou imprimir umas propagandas e mandou para mim.

            É verdade que, no primeiro turno, o senhor procurou também o apoio financeiro de Garotinho?

                        Veja bem, Garotinho era do PDT. Nós fomos a São Paulo para pedir ajuda. Ajuda financeira. E o Garotinho nos recebeu muito bem, mas não definiu. Não tinha recursos para, naquele momento, na altura da campanha, que a gente fosse buscar ajuda, porque ele não tinha.

            O senhor lembra quem foi o contato?

                        Claro. Ele mesmo. Eu fui conversar com Garotinho mesmo. Fui eu e Júlio Ferreira.

                        Nós tivemos lá e conversamos diretamente com Garotinho. Eu sou do PDT Jovem, eu acompanhei o PDT na sua base.

            Mesmo sabendo das divergências com Brizola, o senhor pediu dinheiro a Garotinho?

                        Mas as divergências de Garotinho com Brizola não impediam que a relação política existisse entre nós, até porque o próprio Garotinho telefonava para o Brizola. E nós fomos procurá-lo, porque o partido não tinha estrutura, e ele era meu amigo. Então eu fui lá buscar uma ajuda, e o que eu consegui, também dele, foi propaganda. Trouxemos a propaganda no avião.

            Eu tenho informações de que o senhor recebeu ajuda financeira.

                        Ajuda financeira nós não recebemos. Fizemos a campanha com todas as dificuldades financeiras.

            Quem pagou o seu guia?

                        Quem pagou o guia? O guia foi produzido no fundo do quintal lá de casa, um guia doméstico, com uma câmera doméstica. Foi feito assim.

            Quanto custou sua campanha?

                        A campanha custou R$ 80 mil. O pior é que ninguém acredita numa história dessa, mas a campanha custou 80 mil. Oitenta e uns quebrados. Real, verdadeiramente, de amigo. O Alberto Salazar não conseguiu, absolutamente, nada para a campanha, nenhuma ajuda, embora fosse ligado ao Clube de Engenharia. A gente achava que, com ele na chapa, o setor empresarial nos ajudaria. Nós não conseguimos absolutamente nada, como se houvesse um programa para travar os recursos e as ajudas financeiras.

            O senhor acha que pode ter dado a vitória de João Paulo, já que seu reduto, em Casa Amarela, votou fechado no candidato do PT?

                        Eu não tenho dúvida nenhuma que todas as forças ajudaram João Paulo no segundo turno: agora, como a minha base eleitoral é Casa Amarela, e foi, exatamente, na quinta, sexta e nona zonas que João Paulo mais teve votos, nós tivemos uma participação decisiva. Eu acho que nós tivemos uma contribuição importante.

            Foi o senhor que garantiu a eleição?

                        A diferença foi de apenas cinco mil votos. Você acha que eu não tinha condições de dar três mil votos em Casa Amarela, numa campanha daquela, polarizada, discutida, daquela maneira que a campanha foi? Nós temos a convicção. Nós não iremos assumir nunca essa posição de que a vitória foi só nossa. Agora nós entendemos que a contribuição que nós demos ao companheiro João Paulo é histórica. Ninguém pode questionar. Eu acho que nem o presidente José Queiroz, hoje, questiona.

            Vicente, então em nenhum momento você vetou a candidatura do João Monteiro, nome lembrado antes por José Queiroz?

                        Não, em momento nenhum. Fui, inclusive, ao seu escritório, para dar apoio a ele, numa articulação de José Queiroz. Em momento algum, alcancei qual era o objetivo dele. Na verdade, João Monteiro não alcançou o que estava por trás desse interesse de Queiroz. Ele queria expor João Monteiro, puxar o seu tapete, porque ele tinha um projeto familiar. Aliás, é o que ele tem feito, ao longo do tempo, quando usa o partido, os programas do partido, em benefício próprio, do filho. E foram todas essas razões ... Eu não saí do PDT para ir para a direita não. Eu saí do PDT para ir para o Partido Comunista. Como é que a gente poderia criar um rumo diferente, do que ele nos acusa? A nossa linha sempre foi ao lado da esquerda, ao lado daquilo que a gente acredita.

            O senhor acreditou, em algum momento, que haveria segundo turno no Recife?

                        Eu sempre, desde o início, defendi a tese de que ira haver segundo turno. A tese eu até entendo, mas veja bem: na eleição anterior, em 1996, em que João Paulo disputou a Prefeitura do Recife e havia outros candidatos, como João Braga, Roberto Magalhães foi eleito com uma diferença apenas de 2%. Então, com base nisso, achava que não tinha como a gente não crescer eleitoralmente. E as pesquisas chegaram a dar, para o PDT, 6%. Eu tinha certeza que nós estávamos contribuindo para a realização do segundo turno. Depois do fechamento da campanha – com a falta de recursos, com o guia eleitoral sendo colocado sem, na verdade, a gente ter uma boa performance eleitoral, porque a gente não podia ter uma caminhada boa faltando recursos, faltava isso, faltava aquilo outro – a gente centralizou em Casa Amarela, como uma estratégia de consolidar. Não adiantava eu ir para o Jordão, não adiantava eu ir para canto nenhum, e consolidamos em Casa Amarela para poder contribuir com a realização do segundo turno. Se eu tivesse diluído no Recife, não teria tido 0,5% e isso seria mais uma eleição sem nenhuma referência. Nós usamos a estratégia “Casa Amarela, agora, vai ter prefeito”, usamos esse marketing exclusivo para Casa Amarela.

            É verdade que o senhor queria ser secretário de Saúde no lugar de Humberto Costa?

                        Não, não pedi para ser, mas é uma área que está mais ligada a mim. Eu sou médico. Eu faço política em cima da ajuda social e da saúde. Então, eu tinha um projeto. Eu lhe digo, com toda a sinceridade, que se João Paulo me convidasse para ser secretário de saúde, eu aceitaria, porque, de fato, era algo que estava dentro de um projeto – eu não digo um sonho – mas, um projeto executável, podendo ser executado por mim, sem, na verdade, inventar. Inventar sem criar nada de novo. Então, o projeto, na área de saúde, poderia contribuir efetivamente com o Recife. Eu acho que poderia ... Com a população carente do Recife. Se bem que eu acho que a Secretaria tem feito alguma coisa, como o programa Saúde da Família. O outro seria na área de esportes. Eu queria implantar, aqui, um trabalho social para portadores de deficiência, na faixa da terceira idade. Diante disso, aceitei a direção do Geraldão como uma contribuição, um gesto de contribuição à gestão de João Paulo.

Sua aposentadoria como deputado federal não é ilegal?

                        Não existe nenhuma ilegalidade. Aliás, eu sou o primeiro suplente de deputado estadual. Se assumir, recusarei o subsídio, porque já recebo como deputado aposentado, diferente de alguns políticos, como o vereador Clóvis Corrêa, que recebe como juiz aposentado. Eu não acho que fique eticamente bem disputar a eleição para deputado e receber para isso. Então, eu protocolei , na eleição de prefeito, um documento que, se fosse eleito, não receberia os proventos de prefeito. Aí, Roberto Magalhães veio me atacar. Eu respondi com documentos em cartório, dizendo que, quando eu me propus a ser candidato a prefeito do Recife, eu fui em cartório registrar a minha promessa. Que crime há nisso? Agora ele, apesar de aposentado, continuava a receber o subsídio de deputado federal. Ele já era aposentado como prefeito, governador. Doutor Roberto não sabe, mas eu tenho uma grave lesão no coração.

            Mas, por que, então, continua trabalhando e disputando cargos?

                        No momento, estou estável, mas continuo tendo dores. Outro dia peguei um avião e quando cheguei no Rio comecei a me sentir mal. Então, evito fazer esse tipo de coisa. Mas lembro que Teotônio Vilela, com um câncer na cabeça, era senador e nem por isso renunciou. Continuou andando, com aquele câncer. Quer dizer, na verdade, eu faço esse trabalho político-social, porque se eu não fizer isso, eu morro de inanição. Eu me sinto gratificado em fazer esse trabalho político, que não tem nenhum objetivo financeiro. Você não me vê com histórias de benefícios pessoais, não é nada disso. Fui para o Geraldão, nunca coloquei nenhum filho em cargo público, na minha história não pratiquei nepotismo. Fui deputado federal, nunca levei nenhum parente para colocar no meu gabinete, eu não tenho essa história na minha vida. Eu faço isso porque eu me realizo, e vou continuar fazendo até enquanto vida eu tiver. É um direito meu de ser candidato. E enquanto eu tiver o direito da cidadania preservado eu vou disputar.

            Qual episódio o senhor acha que foi mais decisivo para a derrota de Magalhães?

                        Eu acho que Roberto Magalhães foi muito infeliz em sucessivos comportamentos.

                        Um homem público, na verdade, não pode ter o comportamento que ele teve, de dar “bananas” para o público. Eu sei que isso, às vezes, vai do homem, e não do político, mas o homem público, quando faz isso fica muito exposto. Acho que isso contribuiu. E acho que a greve da polícia também. Faltou uma certa habilidade do governador de conduzir um processo eleitoral, mas Jarbas sempre foi muito autêntico, não é um homem de fazer para agradar. Naquele momento, ele tinha esse comportamento, esse litígio político com a polícia. E ele é um homem que toma posições, muitas vezes, independente de conseqüências que possam ter. Eu acho que aquilo também contribuiu para a derrota de Roberto Magalhães. Acho que foi um somatório. Roberto Magalhães podia não ir para os debates, mas não podia ser um camarada tão autoritário nas colocações dele, nos debates. Acho que tudo isso foi somando ao perfil dele. Mas eu quero dizer que eu tenho um carinho muito especial pelo doutor Roberto Magalhães. Uma certa vez eu, como médico, socorri ele no avião, durante um vôo para Brasília, quando ele se sentiu mal. Foi aí que eu me aproximei mais de Roberto. Roberto Magalhães é uma pessoa que, quando a gente conversa, quando a gente tem uma relação mais próxima dele, a gente tem uma impressão muito melhor, do que a imagem que ele traduz. Através dos meios de comunicação, ele traduz um sentimento muito ríspido. Agora mesmo eu vi um depoimento dele, no jornal, dado a você, dizendo que se seu candidato não for para o segundo turno, pega um avião e sai do Estado. Isso é coisa do perfil dele mesmo. E olha que o filho dele é candidato na chapa de Joaquim.

            Por que o senhor fazia questão de exibir a mão deficiente?

                        Deixe eu lhe contar o que foi aquilo. Eu toco violão, mesmo com um braço só. E bato palmas ‘assim’ (batendo com a mão perfeita no braço com defeito); eu não tenho outra mão para bater palmas. Então, num debate, na Rádio Jornal do Commercio, eu fiz ‘isso’. O cara me perguntou se eu tocava violão. “O que é que o senhor faz? O que é que o senhor gosta de fazer?” E ... “Eu gosto de muitas coisas, entre elas, gosto de uma seresta, de um violão...” aí o jornalista: “Você gosta de violão?” Isso no rádio ...

            Como é que você toca violão?

                        Vou explicar, da forma que disse ao radialista. Olhei para ele e disse: “Está pensando o quê? Que isso aqui não é uma mão, não? Isso aqui é uma mão”. E quando fiz ‘isso’, estava a platéia lotada, e todo mundo riu. E a pessoa que estava comigo disse: “Vamos colocar isso, vai ser uma marca sua”.

            As pessoas não levaram na gozação?

                        Pode ser , mas criei uma identificação. O grande objetivo da gente era criar uma marca. Quando eu fazia ‘isso’, passou a ser a referência minha. Ainda hoje eu chego e ... o cara bate no braço.

            Como o senhor perdeu o braço?

                        Eu nasci desse jeito. Fui o primeiro filho. O cordão umbilical passou e impediu a circulação. São coisas da minha vida que ... Eu passei no vestibular de Medicina em décimo lugar. E quando fui me matricular a faculdade não aceitou. Porque eu só tinha uma mão.

            Puro preconceito.

                        Não, porque achavam que eu não podia ser médico. Como é que eu ria operar?

                        Quando eu fui trabalhar, já formado, sabe o que disseram? “Como é que você vai entubar o doente?” Eu tive que provar, com uma agente especial, como fazia.

            E para dirigir?

                        Eu fui tirar a carteira de motorista todo cuidadoso, porque o Detran não permitia que eu dirigisse com uma mão só. E eu não sei fazer outra coisa. Eu opero, se for necessário, boto o bisturi ‘aqui’ e opero. Eu como, eu corto a carne ‘assim’ ... E não ia deixar de bater na mão porque o cara dizia que estava “dando uma banana”. Porque o pessoal de Roberto Magalhães começou a dizer que eu estava dando “banana”. Chegaram a fazer adesivos: “A banana do PDT”, para ver se eu pirava. Eles fizeram uns adesivos “banana do PDT”, para poder me identificar como se eu tivesse dando uma “banana”. Todo mundo sabia que ‘isso’ não era uma “banana”, mas uma identificação, que fazias as pessoas me identificarem. Quando eu tinha 13 anos – no Sítio da Trindade – levei uma porrada do guarda municipal, que foi atrás da gente porque o cara que tinha roubado o Sítio, os passarinhos, era um ‘cotó’. Quando eu estava jogando bola lá embaixo, disseram a ele: “Olha, o ‘cotó’, ele está lá embaixo jogando bola”. Era um outro ‘cotó’. Aí me pegaram e deram uma porrada em mim ... Me levaram preso. Me levaram para o juizado. Eu tinha 13 anos de idade. Então, esse defeito físico me identifica.


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ALEPE

16/04


2021

Verdejante: Justiça cassa prefeito, vice e vereador

Em decisão proferida hoje, o juiz da 75ª Zona Eleitoral de Pernambuco, Neider Moreira Reis Júnior, cassou os mandatos do prefeito de Verdejante, Haroldo Tavares (foto), PSB, do vice Dorinho (DEM) e do vereador João de Santinha (PSB). A sentença também torna-os inelegíveis por oito anos.

O magistrado julgou procedente uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) impetrada pela coligação “Mudança já”, liderada pelo candidato a prefeito Adailton Monteiro (PSDB), derrotado na última eleição. Entre as diversas irregularidades apontadas pelos autores da processo, estão:

Pagamento de R$ 50 mil e a doação de dois poços artesianos ao vereador João de Santinha em troca de apoio político, a promessa de poços para outros legisladores em troca de aprovação de projetos de lei de interesse do Executivo, contratação de pessoas condenadas na Justiça e que cumpriam prisão em regime fechado em 2012, bem como contratações vedadas em ano de eleição e propaganda eleitoral em perfis públicos e utilização de veículo da Prefeitura para deslocamentos pessoas e atos de campanha.

Esses argumentos foram suficientes para que o juiz Neider Moreira Júnior entendesse que houve abuso de poder. Os condenados ainda podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).


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Bandeirantes 2021

16/04


2021

Braga recusa convite para ser relator da CPI da Covid

Convidado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) para ser o relator da CPI da Covid, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) recusou o posto e defendeu que Renan Calheiros (MDB-AL) seja o relator.

Omar Aziz é um dos integrantes da comissão e, por acordo entre os partidos, deverá assumir a presidência da CPI. Diante disso, já se adiantou e convidou Eduardo Braga para a relatoria.

A presidência da CPI ficaria com o MDB, maior bancada da Casa, mas o partido optou por escolher o relator. Com isso, o PSD, segunda maior bancada, ficará com a presidência, e o indicado deverá ser Omar Aziz.

"Irei apoiar Renan [Calheiros]", disse Eduardo Braga ao repórter Nilson Klava, da GloboNews.

Atendendo a uma determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criou a CPI na terça.

Um dia depois, na quarta, o plenário do STF referendou a decisão de Barroso e, ontem, Pacheco leu os nomes dos integrantes, último passo antes da instalação.

A defesa do nome de Renan Calheiros para a relatoria, no entanto, é motivo de preocupação no Palácio do Planalto.

Omar Aziz já sinalizou que o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do pedido de criação da CPI, será o vice-presidente da comissão.

O grupo que representa seis senadores independentes e de oposição fará uma reunião virtual nesta sexta-feira à tarde para bater o martelo.

“Dizem que o governo continua a não querer (meu nome). Mas, eu acho que qualquer um dos seis serve. O Importante e mantermos esse núcleo para darmos a direção da CPI”, disse Renan ao blog do Camarotti.


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16/04


2021

Integrantes da base tentam emplacar José Neto em 2022

O blog noticiou, ontem, com exclusividade que o deputado federal Sebastião Oliveira (Avante) colocou nos holofotes o secretário estadual da Casa Civil, José Neto, como um nome viável para a disputa ao Governo de Pernambuco em 2022, preterindo o ex-prefeito Geraldo Julio, titular da pasta de Desenvolvimento Econômico. Após o movimento de Sebá, outros integrantes de partidos da base também passaram a defender Neto como sucessor de Paulo Câmara (PSB) no Palácio do Campo das Princesas.

Conforme apuração deste blog, Neto conta com o suporte de outros deputados, como Guilherme Uchoa Jr. (PSC) e Rogério Leão (PL). Segundo o Blog Cenário, o deputado estadual Romero Albuquerque e a vereadora Andreza Romero, ambos do PP, se uniram ao coro em prol de José Neto.

"Caso os rebeldes não sejam contidos a tempo, novas adesões podem ocorrer e a articulação para alavancar o projeto liderado por Geraldo pode já iniciar dividido. Habilidoso, José Neto é o responsável pela articulação política do governo e é respeitado por aliados e adversários do Palácio", acrescentou Américo Rodrigo. 


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Serra Talhada 2021

16/04


2021

Alepe aprova voto de aplauso ao Blog pelos 15 anos

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou, ontem, um voto de aplauso pelos 15 anos do Blog do Magno. O autor do requerimento é o deputado estadual Tony Gel (MDB). “O jornalista Magno Martins vem trazendo ao leitor, durante todo esse período, informação instantânea a respeito dos bastidores da política regional e nacional. É um dos blogs de política pioneiros no País, representando a vanguarda neste segmento, sem nunca perder a liderança em acessos”, justifica o parlamentar em um dos trechos do documento.

Tony Gel também ressalta o recorde de acessos do blog em 2020: “Magno sempre foi um batalhador, seguindo seus objetivos e conseguindo levar a notícia política em primeira mão. No ano passado (2020), mesmo em ano eleitoral atípico, por todas as tristes nuances trazidas pela pandemia do Covid19, o blog agregou três milhões de novos leitores, saindo de 12 para 15 milhões de seguidores, marca imbatível no Norte e Nordeste na especialização em política, segundo o Google Analytics, site que mede a visibilidade dos sites e blogs.”

Clique aqui para ler o voto de aplauso na íntegra.


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16/04


2021

Zé Raimundo condena realização de eleição da UVP

O vereador José Raimundo, candidato de oposição na eleição da UVP, ao saber da liberação da eleição da entidade, mesmo sem o estado ter no momento protocolos em vigência para eventos, declarou-se contra a realização do pleito. “Embora estranhemos a autorização da APEVISA para que a UVP realize a eleição em meio ao momento mais duro da pandemia, expondo cerca de 1300 vereadores a uma aglomeração desnecessária, descumprindo     integralmente o decreto 50.470/2021 do próprio Governador, que veda no Estado a realização de shows, festas, eventos sociais e corporativos de qualquer tipo com vigência até o próximo dia 26/04, estamos mobilizados e prontos para vencer as eleições”, disse.

Para Raimundo, o melhor seria realizar as eleições após o dia 26/04 para não descumprir o decreto governamental, com sessões de votação em vários locais do estado, a exemplo a OAB e CRC, diminuindo o risco de aglomeração e do deslocamento de mais de mil vereadores, alguns percorrendo longas distâncias, para um só local.

“Outra opção colocada é a realização de eleição virtual nos moldes da eleição recente da AMUPE e CNM, mas o atual presidente não quer que os vereadores votem na sua totalidade, por isto, divulgou a nova data a menos de 2 dias úteis da realização da eleição, tentando ganhar  o pleito no tapetão. A mudança que a UVP precisa não tem quem segure, o sentimento de mudança contagiou os vereadores, mesmo diante de propostas financeiras vergonhosas, a grande maioria quer mudanças, irão comparecer e vamos vencer as eleições”, assegurou Zé Raimundo, que é sertanejo de Serra Talhada e exerce o 6° mandato de vereador.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

16/04


2021

Presidente do CREF12 é denunciado por perseguição

O Conselho Regional de Educação Física (CREF12/PE), hoje sob o comando de Lúcio Beltrão, enfrenta momentos de turbulência. Segundo o grupo de conselheiros, o atual presidente, em plenária recente, ao ser solicitada a inserção de ponto de pauta contendo denúncias contra a atual gestão, negou a inclusão e exposição. Quando questionado pelos conselheiros, o presidente rebateu afirmando que quem manda no CREF12/PE era ele. 

“Autoritário, antidemocrático, inflexivo e desrespeitoso, ignorou os demais conselheiros, descumpriu o estatuto, cometendo uma irregularidade atrás da outra, cortou o microfone dos conselheiros e, como a plenária também estava ocorrendo de forma on-line, desligou deliberadamente a chamada de vídeo na cara dos 12 conselheiros que estavam de forma virtual. De forma monocrática e ilegítima, deu como aprovado todos os pontos de pauta, sem apreciação nem votação, agindo mais uma vez de forma irregular e ilegal” declarou ao blog um dos membros do conselho.

“A ata do dia 17/03/2021, que consta no site do Cref12, não condiz com a realidade dos fatos, o que pode ser facilmente comprovado por qualquer um dos presentes, exceto por sua Diretoria, que é conivente com o gestor, e insiste que houve votação da Plenária”, afirmou.


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Comentários

gilson

Qual a razão de tanta baixaria em razão desta eleição?



16/04


2021

Meu sétimo livro, o segundo de crônicas

Aos que esperaram e me cobraram: A dor da pandemia, livro que reúne crônicas escritas neste intervalo de um ano da chamada era covid-19, será lançado na próxima segunda-feira, às 19h30, por meio de uma live.

Esta primeira edição fica disponível aos leitores apenas no modelo digital. O livro impresso será lançado bem mais na frente, queira Deus, já com a população brasileira 100% imunizada deste mal do século, que nos roubou do convívio diário parentes, amigos, gente famosa, gente anônima, gente rica, gente pobre, enfim, homens, mulheres e crianças de forma indiscriminada.

Sugeri – e meus convidados aceitaram – uma live para haver interação com o público. Participarão os jornalistas José Nêumanne, do Estadão, em São Paulo, prefaciador da obra; e Paulo André Leitão, editor e responsável pela iniciativa.

Uma live bem ampla. Ao seu fim, decretarei (sem ser na forma de lei ditatorial, mas editorial) o início oficial da venda do livro. O preço é simbólico, apenas R$ 10, para cobrir as despesas de edição. Os que se dispuserem a ajudar o escriba saberão na mesma live como utilizar a ferramenta para a compra pela Internet.


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16/04


2021

PE recebe mais 255 mil doses de vacinas contra a Covid-19

Um novo lote com 255.150 doses de vacinas contra a Covid-19 chegou a Pernambuco hoje, sendo 102.400 delas de CoronaVac/Butantan e 152.750 de Oxford/AstraZeneca.

A nova remessa vai ser utilizada para iniciar a imunização pessoas com idades entre 60 e 64 anos, como havia sido anunciado pelo governo, e também para aplicação da primeira dose em mais trabalhadores de segurança e salvamento e da segunda dose em pessoas a partir de 65 anos e trabalhadores da saúde.

As doses chegaram ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, na Zona Sul da capital pernambucana, durante a madrugada. Elas foram encaminhadas à sede do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE), onde passam por conferência antes de seguirem para as gerências regionais de saúde, que cuidam da distribuição aos municípios.

A expectativa do governo do estado é de que os imunizantes cheguem a todas as 12 gerências regionais ainda nesta sexta-feira. Cabe a cada município decidir como vai ser o calendário de imunização, de acordo com a população local. Alguns já iniciaram a vacinação de pessoas a partir de 60 anos.

Com esse novo quantitativo, a Secretaria Estadual contabilizou 2.276.080 doses de imunizantes contra a Covid-19 recebido, sendo 1.742.360 da Coronavac/Butantan e 533.720 da Astrazeneca/Fiocruz.

Na etapa atual da campanha, devem ser imunizados pessoas a partir dos 60 anos de idade, idosos e pessoas com deficiência abrigados em instituições, população indígena aldeada, povos e comunidades quilombolas tradicionais, trabalhadores de saúde e trabalhadores de forças de segurança e salvamento.


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15/04


2021

População de Gravatá será contemplada com UTI

O município de Gravatá, no Agreste pernambucano, disponibilizará para a sua população, de forma inédita, dez leitos próprios de UTI - Unidade de Terapia Intensiva. A instalação dos novos espaços, voltados para o atendimento que exige nível alto de atenção, já foi iniciada. A previsão é de que o local receba os primeiros pacientes nesta segunda quinzena de abril.   

Esta iniciativa, tratada como prioridade pela gestão do prefeito Padre Joselito (PSB), é fruto da parceria firmada entre o município e o Governo do Estado. A UTI, que funcionará no Hospital Doutor Paulo da Veiga Pessoa, atende a uma antiga demanda dos cerca de 85 mil gravatenses, que, atualmente, precisam se deslocar para outras cidades, em busca de tratamento apropriado. 

 Há pouco mais de três meses à frente do Poder Executivo Municipal, Padre Joselito destacou a importância da ação. “A população fez um pedido de socorro para que a cidade tivesse uma estrutura hospitalar mais equipada, que atendesse às suas necessidades, principalmente, as mais urgentes, sendo assim, não medimos esforços para tirar o projeto do papel. Agilizar o atendimento significa salvar vidas”, explicou o prefeito. 

Sobre o uso da UTI, o secretário municipal de Saúde, José Edson, esclareceu: “Investir em saúde é prioridade para a Prefeitura de Gravatá. Significa investir na qualidade de vida das pessoas, desta forma, os leitos funcionarão de forma definitiva, mesmo quando a situação da pandemia for controlada. A nossa missão sempre será trabalhar em prol de quem mais necessita.”


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