06/03


2021

Covid, vacina e governança

Por Arnaldo Santos*

Ao final do ano passado, escudada sob estudos que já comprovavam a aparição de novas cepas do Sars-Covi-2, e demostravam sua capacidade de mutabilidade com as novas variações, a comunidade científica brasileira emitiu alerta à população, chamando atenção e fazendo um apelo para a necessidade de que fossem evitadas as comemorações de final de ano, para que não houvesse aglomerações, como sendo a maneira mais segura de contenção da transmissibilidade do vírus, para não colapsar as estruturas de saúde.

Pela incivilidade e ausência de um mínimo de consciência coletiva, o que se viu foi uma proliferação de centenas de festas clandestinas, como se o vírus não mais estivesse em circulação ou tivesse ido passar o final de ano fora do Brasil. No período do carnaval, esse inadmissível e incivil comportamento somente se agravou, mesmo sob os apelos que continuaram sendo feitos pelos infectologistas, epidemiologistas, secretários de saúde - e governadores – estes por meio dos decretos de restrições, igualmente desrespeitados.

Agora a fatura chegou; e o valor que está sendo cobrado é a vida de milhares de brasileiros, somado às filas nas emergências dos hospitais à espera de um leito de UTI, que já não existem em disponibilidade para atender ao número de infectados, antecipando o fato de que muito mais vidas serão perdidas, enquanto o presidente segue sua trajetória como irresponsável disseminador do vírus da morte, ao promover aglomerações por onde passa.

Infelizmente, durante esta semana, batemos os recordes mais macabros da história da pandemia até aqui. Na terça feira, foram 1.724 mortos e na quarta (3.3.2021) 1.840, números que continuaram aumentando, segundo os epidemiologistas com quem conversamos.

 São perguntas que se impõem: - quantos mortos vamos ter que contar e chorar? Quantos caminhões-frigoríficos os governos estaduais ainda terão que adquirir para armazenar, em câmeras frias, os milhares de cadáveres ao lado dos hospitais, para que, finalmente, a população se conscientize da imperiosa necessidade de cumprir as medidas restritivas de isolamento social, que são, somente elas, as de que dispomos para salvar nossas vidas, enquanto não temos vacinas para todos?

O colapso no sistema de saúde público e privado, originado pela pandemia, mormente nessa onda, a segunda, somado aos impactos econômicos e sociais, denunciam e situam no centro do debate a incapacidade e a negligência do governo brasileiro para o enfrentamento da covid-19.

Os dados disponíveis, ainda que sujeitos a falhas pela demora dos resultados dos testes, apontam que já são quase 120 milhões de infectados, pouco mais de 65 milhões recuperados, e mais de 2,5 milhões de mortos em todo o mundo, sendo que, desses, mais de 260 mil óbitos ocorreram em nosso País, e o quantitativo continua crescendo.

Essa tragédia não deve ser vista apenas pela frieza dos números, mas, também e principalmente, pelo que significam em termos de vidas perdidas, e a orfandade das famílias que perderam seus entes queridos, muitos deles infectados pelos próprios parentes que não atenderam ao chamamento que vem sendo feito, o que está exigir com máxima urgência uma mudança de comportamento, guiado por uma ação de bom senso e de responsabilidade, de uma significativa parcela da sociedade, que precisa fazer a sua parte no cumprimento dos protocolos sanitários, ainda que o obtuso presidente oriente em sentido contrário.

Uma Outra ação ainda mais importante cabe ao próprio Governo Federal, que, ante o agravamento do problema, precisa assumir o papel que lhe cabe de estruturar uma governança da Covid, para, de modo objetivo, executar um planejamento nacional que possibilite coordenar e unificar as ações estaduais, em articulação com os governadores e prefeitos, no sentido de interromper o agravamento da pandemia, que, pelo número de mortos e infectados, e a desestruturação da economia, já é considerada a maior catástrofe que se abateu sobre o Brasil.

Nessa perspectiva, as ações de isolamento social, por exemplo, deveriam obedecer a uma determinação nacional unificada, e a um padrão mais rígido, e não somente de fins de semana, como vêm sendo adotado por estados e municípios, sem produzir os efeitos esperados.

Consoante essas medidas, os aeroportos e portos, bem como o transporte terrestre interestadual, deveriam obedecer a um controle unificado do Governo Federal, que também poderia incentivar e coordenar a formação de consórcios entre estados e municípios para aquisição de vacinas, medicamentos e EPIs, com grande redução de custos pelos ganhos de escala nessas compras, como sugere o professor doutor Flavio Ataliba, secretário executivo do Planejamento e Gestão do Governo do Ceará.

É de saber global o fato de que a pandemia trouxe para o centro do debate, em escala planetária, dois dos mais graves problemas, que em maior ou menor grau, atingem todas as nações - as crises sanitárias e econômicas, com agudo influxo político e social, nomeadamente nos países em desenvolvimento como o Brasil, onde o problema é amiudemente discutido de modo maniqueísta, como se saúde e economia fossem antagônicas e excludentes.

Todos são conhecedores, também, da realidade corrente do coronavírus, que expôs, de modo dramático, as dimensões da saúde coletiva e do desenvolvimento econômico-social como inexoravelmente vinculadas, sendo ao mesmo tempo um erro e uma falta de visão o antagonismo que o presidente da Republica tenta artificializar entre economia e saúde, somado ao seu comportamento de negação a todas as recomendações da comunidade científica em relação ao cumprimento dos protocolos sanitários, o que concorre para aprofundar ainda mais os rebatimentos da pandemia sobre a parcela mais pobre da população.

Na segunda onda, uma governança unificada para a Covid se faz ainda mais impositiva, e o desafio que se infunde ao governo é o de que o modelo a ser assumido articule todas as variáveis subjacentes à desestruturação da economia e do sistema de saúde, como consequências da aparição das novas cepas do vírus e a velocidade com a qual se dissemina.

É notória, divisada por toda a população nacional, a realidade de que os governadores, assim como os prefeitos, em todo o País, cobram insistentemente do Governo Federal uma governança centralizada da Covid, especialmente para a fase da segunda onda, quando a campanha de vacinação é a principal política que o governo, por intermédio do Ministério da Saúde, é capaz de oferecer às unidades subnacionais.

É surpreendente que, também nessa área, se observa uma ação pouco eficiente, em especial, na aquisição de vacinas já disponíveis em todo o mundo, não obstante a ANVISA se haver mostrado diligente em aprovar tanto os registros provisórios para esse período emergencial, e até o registro definitivo para a vacina da Pfizer, único laboratório que tem condições de atender uma maior quantidade de doses, para imunizar a população, mas que o governo somente essa semana resolveu anunciar a contratação desse imunizante.

Ante o negacionismo e as posições erráticas do presidente, recorremos mais uma vez aos Titãs, para perguntar aos cidadãos: será que “[…] o acaso vai ‘nos’ proteger, enquanto ‘andarmos’ distraídos” – dizemos - sem cumprir com as medidas restritivas, como determinam os protocolos sanitários?

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas. Comentários e críticas para: [email protected].


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Ipojuca 2021 IPTU

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22/04


2021

Olinda realiza campanha para arrecadação de alimentos

As pessoas que fazem parte do grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19 podem aderir à campanha Olinda Solidária, doando alimentos não perecíveis e produtos de higiene para famílias em vulnerabilidade social. A Prefeitura montou sete pontos de arrecadação em diversos locais. O público em geral também pode colaborar com as doações.

Os materiais podem ser entregues no Estádio Grito da República e na Vila Olímpica, no bairro de Rio Doce; Escola Municipal CAIC Profª Norma Coelho, em Peixinhos; Shopping Patteo, em Casa Caiada; Escola Municipal Princesa Isabel, em Jardim Brasil II; Escola Municipal Coronel José Domingos, que fica em Ouro Preto; e na Biblioteca Pública Municipal de Olinda, localizada na Avenida Liberdade, 100, Carmo.

O trabalho de arrecadação funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Nos pontos de vacinação não é obrigatória fazer a doação para receber a dose da vacina contra o Novo Coronavírus, mas é uma excelente oportunidade de ser solidário.

As empresas da iniciativa privada e as entidades que desejarem doar volumes de alimentos ou de cestas básicas prontas deverão entrar em contato através do número (81) 9.9204-2209.


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Petrolina abril 2021

22/04


2021

João Alfredo: Zé Martins destaca 100 dias de gestão

Em uma live realizada no canal da Prefeitura de João Alfredo no YouTube, ontem, o prefeito Zé Martins (PSB) fez um balanço dos 100 primeiros dias de sua gestão. O vice-prefeito Cabôco e secretários também participaram do encontro, transmitido do auditório da Escola Municipal Governador Miguel Arraes de Alencar, e apresentaram ações desenvolvidas no período.

Zé Martins destacou algumas realizações do começo de governo, entre elas: um Centro de Triagem contra a Covid-19, uma Casa de Apoio de João Alfredo no Recife, a aquisição de retroescavadeiras, ambulância e recuperação de 40 km de vias. “A marca do nosso governo é o diálogo, tratar bem as pessoas e isso será permanente. Tenho comentado que tenho o firme propósito de resgatar a autoestima do joão-alfredense", afirmou.

O prefeito também agradeceu a deputados federais por canalizar emendas para os municípios, citando-os nominalmente e falou sobre a situação em que encontrou o município e apontou dificuldades. “Quem acompanhou, viu a gravidade que a Prefeitura foi encontrada, não só de maneira organizacional, mas principalmente na situação financeira”, comentou. 


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ALEPE

22/04


2021

Pernambuco mantém medidas restritivas até 9 de maio

O governador Paulo Câmara anunciou, em pronunciamento divulgado hoje, que os números das últimas três semanas indicam uma estabilização de casos, internações e óbitos devido ao novo coronavírus em Pernambuco, mas com percentuais ainda em um patamar alto. Por conta disso, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no Estado decidiu, em reunião realizada ontem, estender as atuais restrições contidas no Plano de Convivência até o dia 9 de maio, com alguns ajustes que passarão a vigorar a partir da próxima segunda-feira (26).

“Vamos autorizar o comércio de praia, de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h, mantendo a proibição nos finais de semana. O funcionamento das atividades de maneira geral será estendido, nos finais de semana, até às 18h, para quem iniciar às 10h. Os estabelecimentos que abrirem às 9h só poderão funcionar até às 17h”, detalhou Paulo Câmara.

Ainda de acordo com o governador, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 continuará analisando diariamente os números da pandemia para avaliar a necessidade de novos ajustes para o período a partir de 10 de maio. “Seguimos contando com a compreensão de toda a população pernambucana. É nosso dever manter as atitudes preventivas. Evite aglomerações, higienize as mãos e sempre use máscara”, finalizou.


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22/04


2021

Todos aos pés de “Seu Gastão”

Caro Magno,

Não é só você, com mais direitos por ser filho, que ficará aos pés de Seu Gastão.

Seu Gastão continua em obra, sim senhor, e essa obra tem e terá legado para sempre lembrado, pois não é obra falsa que não se sustenta, é obra humana da maior qualidade.

Não é só você, ou vocês, os filhos, os amigos também estão nesse ajoelhar, feito quando nós rezávamos aí na bela Catedral da amada Afogados da Ingazeira. Imensos patrimônios, muito grana, não raras vezes pouco significam para a felicidade das famílias.

Pois, Seu Gastão e Dona Margarida construíram e fundaram obra abraçados a Jesus, a Maria e a José.

O resultado disso são todos vocês e a ramagem nova representada pelos netos e bisnetos.

Não sei calcular o peso dos genros e das noras, aí só Deus sabe.

Américo Lopes


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Bandeirantes 2021

22/04


2021

TRE cassa mandato de vereador em Salgueiro

O vereador do município de Salgueiro Emmanuel Sampaio (DEM) teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) após uma série de acusações constatadas contra ele. Emmanuel foi investigado por abuso de poder econômico e corrupção eleitoral no pleito municipal de 2020, conforme provas colhidas pela Polícia Federal (PF). As informações são da Folha de Pernambuco.

Pela primeira vez em sua história, a Câmara de Salgueiro tem um vereador cassado por irregularidades eleitorais. O suplente de Emmanuel, Auremar Barros, já está pronto para assumir a vaga. Em nota, o vereador informou que os seus advogados já interpuseram recurso e tem plena convicção de que a "injusta condenação" será revertida no Tribunal Regional Eleitoral, e a verdade em breve será restabelecida.


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Serra Talhada 2021

22/04


2021

PE tem aumento de 58% no número de mortos por policiais

Do G1/PE

O número de pessoas mortas pela polícia aumentou 58% em Pernambuco, entre os anos de 2019 e 2020. A variação é a segunda maior do Brasil, que, no mesmo período, teve 5.660 casos, queda de 3% nesse tipo de morte violenta. Somente Mato Grosso fica à frente de Pernambuco no aumento do número de mortos pela polícia, já que registrou 83% de crescimento.

Pernambuco também teve aumento expressivo no total de policiais assassinados na ativa: foram 40% a mais entre os dois períodos. Os dados sobre vitimização e letalidade policial, inéditos, fazem parte de um levantamento exclusivo feito pelo G1 dentro do Monitor da Violência, uma parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Foram solicitados os casos de “confrontos com civis ou lesões não naturais com intencionalidade” envolvendo policiais na ativa. Os pedidos foram feitos para as secretarias da Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal por meio da Lei de Acesso à Informação e das assessorias de imprensa. Apenas Goiás se recusou, mais uma vez, a passar as informações.

Em Pernambuco, foram registrados 73 casos de pessoas mortas por policiais na ativa, em 2019. Durante todo o ano de 2020, em meio às restrições de circulação impostas pela pandemia de Covid-19, o total saltou para 115. Foram 42 pessoas a mais.

No Brasil, houve 5.660 pessoas mortas pela polícia em 2020, ante 5.829 em 2019, uma queda de 3%. A taxa de letalidade policial, em Pernambuco, é de 1,2 a cada 100 mil habitantes. O índice é menor que o registrado no Brasil, que é de 2,7 a cada 100 mil pessoas. Os cinco piores são os do Amapá (12,8), Sergipe (8,5), Bahia (7,6), Rio de Janeiro (7,1) e Pará (5,5).

A coordenadora-executiva do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), Edna Jatobá, afirmou que o número de pessoas mortas por policiais, atualmente, é bem menor que os 37 casos registrados em 2015.

"O ano em que houve um descontrole da violência letal aqui no estado foi 2017, quando mais de 5 mil pessoas morreram, das quais 124 foram mortas por policiais. Em 2019, foram 74. Em 2020, o ano da pandemia, distanciamento social, diminuição da circulação de pessoas, houve aumento de 60%. Isso vem na contramão do que o país vem apresentando de redução", declarou.

Ela lembrou, ainda, que a maioria das mortes violentas é composta por pessoas negras.

"Precisamos de uma polícia qualificada e preparada, que faça uso consciente, progressivo e seletivo da força. Precisamos de controle social pelas polícias, vindos de órgãos do Poder Executivo, do Judiciário e vindos, também, do Ministério Público, que tem a atribuição de realizar o controle externo da atividade policial. Precisamos de uma polícia que assegure o bem mais precioso da sociedade, que é a vida de todas as pessoas", declarou.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou, por meio de nota, que o trabalho das forças de segurança é realizado "com qualificação técnica e excelência dos procedimentos" e "com uso de inteligência policial para redução das chances de confronto armado e a adoção de práticas voltadas aos direitos humanos e à proteção de todas as vidas".


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22/04


2021

Comida do ar servida em terra

Da coluna de João Alberto

Para tentar diminuir os prejuízos dos seus serviços de catering, onde são preparadas as comidas de bordo, diante da escassez de voos, empresas estão oferecendo delivery com refeições servidas nas primeiras classes dos voos. As duas primeiras a adotar a prática foram a British Airways e a Japan Air Lines. Nos dois casos, cada refeição fica em torno de R$ 800.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

22/04


2021

Operação mira golpe em oferta de vacina

Uma empresa que ofereceu doses da vacina de Oxford/AstraZeneca a pelo menos 20 prefeituras de todo o Brasil é alvo de uma operação, hoje. A Polícia Civil do RJ afirma se tratar de um golpe.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Pernambuco, expedidos pelo juiz Bruno Monteiro Ruliere, da 1ª Vara Criminal Especializada do RJ, na Operação Sine Die – sem data, em latim.

Segundo a Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do RJ, a Montserrat Consultoria, com sede no Recife (PE), dizia ter um lote de meio bilhão de doses do imunizante, a US$ 7,90 (R$ 44) cada uma – mas que jamais seriam entregues.

A delegacia ainda não sabe se algum município chegou a pagar à organização. A operação policial precisou ser antecipada para evitar que alguma negociação fosse concluída e que provas fossem destruídas.

Consulado alertou para fraude

“Nas reuniões com os prefeitos, eles se passavam por representantes da Ecosafe Solutions, na Pensilvânia (EUA). Eles alegavam que essa empresa americana recebeu 500 milhões de doses por ter financiado os estudos da vacina”, explicou o delegado Thales Nogueira.

Na decisão que expediu os mandados, Ruliere destacou que a Oxford/Astrazeneca não realizou qualquer transação de venda de imunizantes para o mercado privado e entes municipais ou estaduais.

“Foi apurado que a pessoa jurídica citada [Ecosafe] não tem como finalidade social de venda de vacinas e, segundo informações do Consulado Americano, tem sido utilizada para diversas fraudes”, escreveu o magistrado.

De acordo com nota do laboratório AstraZeneca, todas as doses em produção estão destinadas a consórcios internacionais, como o Covax Facility, e contratos com países. Não há doses remanescentes para serem comercializadas.

A polícia afirmou ainda que, nos contratos apresentados pela Montserrat, as cidades deveriam realizar o pagamento antecipadamente via “swift” – um tipo de remessa internacional – ou carta de crédito irrevogável no momento da suposta postagem das doses em Londres.

Essas operações facilitam a remessa para o exterior e dificultam a repatriação dos valores.

Os agentes verificaram que a Ecosafe, além de ser recém-criada, utilizava como endereço um escritório de coworking – de espaços compartilhados – e ocultava os dados de registro de seu site.

A ação foi realizada com apoio da Polícia Civil de Pernambuco e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O setor de Inteligência da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) auxiliou nas investigações.


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22/04


2021

Prática da conspiração

Por Antonio Magalhães*

Está claríssimo que as articulações políticas mais esquisitas da elite da esquerda contra o governo Bolsonaro, com intuito de inviabilizar sua administração, são muito mais do que o mero exercício da liberdade de expressão. Embora esses oposicionistas continuem argumentando que se valem de um direito constitucional e que que não envolve qualquer violação das leis, na verdade, o desejo deles é de pôr fim a este governo antes da eleição de 2022. Ô, povo impaciente!

Simples assim. Porque do lado governista não há a intenção de calar a expressão da elite da esquerda. As denúncias de ataques à imprensa, disseminadas aqui e no Exterior, são desabafos-respostas de quem é massacrado diariamente no Congresso, no Judiciário e na imprensa. Mas nunca foi tomada uma medida concreta para cercear o jornalismo. No lado governista, só os casos pontuais de difamação, calúnia, são levados à Justiça. E se for contabilizá-los são muito poucos os casos judicializados diante da profusão de ataques.

E ultimamente os ataques ao presidente e a seus ministros se intensificaram na imprensa, no parlamento, na corte suprema e no mundo acadêmico das universidades públicas nacionais e internacionais. Cresceram os ataques depois do segundo ano de gestão presidencial. Há cada vez mais nervosismo no ar. Fazem surgir sempre uma suposta crise que começa de manhã e só finda na manhã seguinte, quando surge outra já engatilhada.

Os métodos noticiosos da imprensa têm direções distorcidas, já analisadas aqui em artigo anterior (“Golpes contra o Presidente” de 01.04.21) . A maioria dos veículos de comunicação segue ordeiramente a orientação da cartilha do chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels que sugeria concentrar as ações no inimigo único, transformar tudo que acontece no Governo Federal numa coisa torpe e fazer ressoar os boatos até ele se transformem em fatos.

Como a imprensa precisa de informações novas ou boatos renovados, a elite da esquerda tem a primazia de abastecer rádios, tvs, jornais e blogs com temas absurdos com ares de verdade, substância formadora das fake news ou meias verdades. Qualquer coisa que só coincida de raspão com a realidade.

No Parlamento, representantes da elite da esquerda são os tarefeiros para apresentar estapafúrdias ações na suprema corte para inviabilizar a administração federal. As excelências colaboram com o recebimento de tais iniciativas, levando algumas delas à frente, judicializando a governança nacional.

Agora cresceu o número de abaixo-assinados contra o Governo Federal. São os médicos contra o tratamento precoce da Covid, linha de frente da guerra da cloroquina. Empresários criticando a política econômica e gestão governamental nesses tempos de pandemia, embora a maior parte dos signatários não tenha tido qualquer atitude solidária durante este período.

No mundo acadêmico das universidade públicas, concentradora da maior parte da elite de esquerda, o assanhamento por abaixo-assinados é grande. A mais recente lista de doutores e prêmios Nobel contra o presidente Bolsonaro, organizada em Paris pela brasileira Glenda Andrade, ligada a Universitè 8, afirma que a ciência brasileira sofre com cortes orçamentários, perseguições e a instrumentalização de pesquisas para fins eleitorais. O grupo também critica a gestão do presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia de Covid e pede a responsabilização do governante.

Pelos signatários da lista francesa é pouco provável que a maioria tenha vindo pelo menos uma vez ao Brasil. As assinaturas são resultado do corporativismo acadêmico. Ninguém quer ficar mal com a elite da esquerda. Ser contrário ou mais reflexivo significa não ter ascensão na carreira acadêmica, ser impedido de pesquisar e outros castigos que podem levar à desistência de continuar na profissão.

Portanto, falar em teoria da conspiração da elite da esquerda, como se fosse algo imaginado e paranóico, é incorreto. No Brasil, existe, na verdade, a prática da conspiração posta em andamento por esse grupamento privilegiado da esquerda – que faz campanhas contra seu país em universidades e imprensa parisienses, na universidade americana de Harvard, na catalunha espanhola e outras grandes cidades do primeiro mundo. Para esses, tomar um bom vinho e falar mal da sua pátria é a melhor contribuição que podem dar. É isso.

*Jornalista


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Comentários

Joao

O discípulo do Alexandre Garcia, ou seja , os doutores cloroquina. Inviabilizar a administração do presidente? Kkkkk que administração. Denúncias da imprensa? Só verdades, por isso a revolta dos cloroquina. Golpes contra o presidente? Kkkkk. Empresários criticando o governo? Kkkkk e a última reunião do presidente na Fiesp. etc.......que artigo idiota. Apenas vitimiza esse coiso, que de vítima não tem nada. Continue assim logo poderá ganhar um cargo na Secretaria de Imprensa, caso o Carluxo deixe.

Rafael C.Soares Quintas

Parabéns Jornalista Antônio Magalhães, sempre um comentário esclarecedor e realista. Só não vê quem não quer o que a mídia brasileira, em especial a Globolixo, faz com o governo do presidente Bolsonaro



22/04


2021

Aos seus pés nos 99 anos

Papai Gastão, meu velho amado, amigo e conselheiro está completando 99 anos no próximo domingo. Morto de saudade, já estou em Afogados da Ingazeira desde ontem. Peguei carona no feriado de Tiradentes, arrumei as malas, botei Magno Martins Filho e João Pedro na comitiva e sai em disparada rumo ao Sertão do Pajeú, fonte de inspiração, pedaço de chão seco que beijo feito o Papa na chegada a um novo território espiritual.

Dos nove filhos, apenas seis estarão paparicando ele bem muito, como manda a Bíblia. Honra teu pai e tua mãe, ordena Deus soprando sabedoria lá do infinito celestial. Ouça o seu pai, que o gerou, admoesta.

Sou temente a Deus, assim me comporto. Também estarão de joelhos dobrados em adoração ao velho, contemplando a sua face enrugada, pegando na sua mão quente e beijando a sua face meus irmãos Tarso, o primogênito; Marcelo, que mora em Serra Talhada; Augusto, secretário de Cultura em Afogados; e Gastão Filho, topógrafo, também residente em Afogados.

Das filhas, infelizmente apenas Ana, a mais carinhosa, a mais dedicada, a mais presente, estará ao seu lado nos seus 99 anos. Na festa dos 90 anos, organizada por mim, os nove filhos se curvaram aos ensinamentos bíblicos. Num louvor coletivo, proporcionaram a ele uma festa inesquecível, com direito ao chamamento da sociedade afogadense para bebemorar ao som da Super Oara, do meu amigo Beto. Bebemos, comemos e dançamos até o raiar do dia.

Foi uma festa inesquecível. Que o digam meus convidados: Eduardo Monteiro, Américo Lopes, Luiz Piauhylino, Branca Goes, Júlio Lossio, o colunista João Alberto, Tonheca, este irmão de José Maria Sultanum, da pousada em Noronha e Carlos Laerte. Um pai vale mais do que uma centena de mestres-escola. Pense no filho que você quer para você! Ele só será bom se você for o melhor pai que uma criança pode ter.

Papai é o melhor pai do mundo, uma figura adorável e cativante. Louco de paixão pelos filhos. A ele, o meu carinho. Ao melhor pai do mundo, fico de joelhos. Com ele, aprendi a amar, porque fui muito amado. Com ele, aprendi que, além de educar bem, somos obrigada a dar exemplo de um bom filho.

Te amo muito, minha baraúna! Um amor sem limites, como cantou Roberto Carlos para sua Maria Rita.


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