Ipojuca 2021

26/02


2021

Um autor em três Repúblicas

Por Antonio Lavareda*

A qualidade da obra de José Sarney é atestada entre outras medalhas pelo seu ingresso nas Academias de Letras do Maranhão e do Brasil e pela receptividade às múltiplas edições dos seus livros aqui e no exterior que o distinguem como festejado autor literário. Do mesmo modo, sua trajetória destacada em três fases do percurso da nação faz dele um tipo raro de ator político que em grande medida foi também “autor”, várias vezes decisivo, do roteiro dos acontecimentos desses tempos, ajudando a escrever páginas marcantes da história do país.

Quando examinadas as explicações sobre o fenômeno da fragilização da democracia representativa ou democracia liberal, em torno do qual irrompeu nos últimos anos uma avalanche de livros e artigos, verifica-se um amplo leque de diagnósticos. Eles apontam   causas que vão da frustração causada pelo crescimento das desigualdades acentuadas pelo chamado capitalismo tecnológico, passam pelo efeito disruptivo das crises econômicas e chegam até o generalizado acesso às plataformas que revolucionaram a comunicação entre os indivíduos permitindo-lhes inédita capacidade de mobilização e protesto contra as instituições. Não esquecendo o fantasma da inteligência artificial ameaçando substituir a consciência coletiva por algoritmos autonomizados.

Se há desencontros quanto à etiologia, praticamente não os há quanto à identificação dos sintomas: polarização social e ideológica, partidos e parlamentos rejeitados, solidariedade social sabotada, erosão dos ideais democráticos. Tudo isso deixando o terreno fértil, em meio ao déficit de razoabilidade do debate público, para o triunfo dos populismos. Porém, muito embora essa literatura já seja volumosa, ela praticamente não ressalta, com a ênfase devida, que a fragilização paulatina da democracia se faz acompanhar pelo desvanecer de uma certa   elite política preexistente, uma outra importante causa e também efeito desse processo.

Quando rareiam os líderes comprometidos ética e culturalmente com a democracia, caracterizados pelo exercício da prudência e da tolerância nos limites da razão, provados pela experiência de carreiras exitosas cuja principal chave terá sido a persuasão dialogal, percebe-se a olho nu a alteração qualitativa do cenário. Com acentuado empobrecimento cognitivo a política vai desaprendendo a capacidade de escutar os contrários. E sobressaem novas lideranças do tipo carismático populista que terminam por se mostrar ultrassensíveis aos limites das esferas constitucionais. Para elas, o manejo das crises pode ser sempre uma dança à borda do precipício.

José Sarney simboliza aquela parcela diferenciada da elite política brasileira que na República se mostrou capaz de protagonizar os acontecimentos, movendo-se em meio às suas circunstâncias, tendo os ideais democráticos como bússola. E em se tratando da nossa realidade, não foi nada fácil.

Como os melhores analistas descreveram, a República no Brasil estava fadada a acontecer pela inviabilidade do terceiro reinado e pelo esgotamento do poder moderador que pairava sobre um parlamentarismo que funcionava sem opinião pública organizada. Uma vez instituída, em todas as suas fases as crises seriam uma constante. Derivadas quer da heterogeneidade dos interesses em um país continental, quer dos elevados níveis de desigualdade em uma sociedade de baixa renda média, quer do modelo presidencialista que adotamos acompanhado de extensa fragmentação parlamentar. Desenvolvendo uma tipologia que esgota o glossário da matéria. Crises de participação, de representação, econômicas, sociais, éticas, de confiança nas instituições, por conflito dos poderes do Estado. Algumas vezes se superpondo na tempestade perfeita da “crise geral”.

Ao procurarmos resumir de forma sequencial as etapas da nossa história vale lembrar, de início, que diferentemente dos franceses não temos o hábito de incorporar às narrativas a numeração das nossas fases Republicanas. Poucos se dão conta de vivermos hoje o sexto capítulo da série que foi iniciada com a deposição daquele que para alguns foi o mais Republicano dos imperadores, inaugurando a Primeira República. Com interstícios autoritários, eleições “a bico de pena”, política de governadores, restrições à participação e revoltas sucessivas. Não obstante, ela foi longeva, sobrevivendo 41 anos. Ao seu final, chamada de “Velha”, foi posta abaixo pela Revolução de 30 que levou o país à 2ª República. Esse período, fruto de uma ruptura que pôs de cabeça para baixo a arquitetura político-institucional das décadas anteriores e coexistindo com um mundo em ebulição assistiu a uma guerra civil (Revolução Constitucionalista) e viu a polarização ideológica ganhar fôlego com os comunistas (1935) e integralistas (1937) recorrendo às armas.

Assim, estava pronto o enredo para o golpe que fundou o Estado Novo, a Terceira República.  O novo regime ancorado em repressão e propaganda, voltado para a construção de uma identidade nacional, conduziu o país com mãos de ferro e apoio popular durante os anos críticos da segunda grande guerra. Ele duraria até o final de 1945, quando, na sequência dos ventos de liberalização ao fim do conflito mundial, foi deposto o Ditador, realizadas eleições e teve início a Quarta República. Nela teríamos de fato nossa primeira democracia de massas, com participação extensa de um amplo leque social. Um período naturalmente efervescente, conturbado, pontilhado por crises no qual dois dos quatro presidentes eleitos não concluíram seus mandatos e que seria encerrado com o golpe de 1964 que iniciou o regime militar, a Quinta República. Durante a mesma, afora a resistência, primeiro armada e depois política da oposição, sob o manto da aparência de calmaria imposto pela censura, os conflitos internos também eram frequentes e o regime se exauriu quando o último general presidente perdeu as rédeas da economia e da política. A redemocratização do país em 1985 assinalou o início da Nova República, a Sexta República brasileira que com a constituição de 1988, se prolonga até os dias atuais. Em meio à vigência de um amplo regime de liberdades, com os poderes e as instituições funcionando em sua inteireza, as crises têm se sucedido e quando foram potencializadas dois dos cinco presidentes eleitos tiveram seus mandatos interrompidos por processos de impeachment. Ou seja, seis etapas de avanços, conquistas, retrocessos e reconquistas.

A vida de José Sarney está entrelaçada a diversos momentos dessa história. Em seis décadas e meia foi deputado federal, governador, senador, presidente da República e presidente do Senado por quatro vezes. Sobrepujando em poder e influência qualquer outro personagem do seu tempo. O jovem político que chega ao governo e revoluciona o estado; o presidente do partido oficial que abandona a legenda e muda o rumo da sucessão; e o presidente imprevisto que redemocratiza o país. São os capítulos selecionados aqui para brevíssima recuperação, como momentos especiais dessa longa jornada.

Nas biografias as datas costumam ser marcos significativos. E logo despontam as coincidências. Sarney nasceu no ano (1930) em que a Primeira República veio a pique na revolução comandada pelo governador gaúcho que se tornaria o maior líder popular da época. E ingressou na política no ano em que o mesmo se suicidou (1954), pondo fim a um mandato conquistado dessa vez nas urnas com votação consagradora. Em plena Quarta República, deixando o PSD pelo qual disputara a primeira eleição para se filiar à UDN, o jovem político se aproximaria do grupo denominado Banda de Música do partido e representaria na Vice-Presidência nacional da legenda. Esse time reunia um punhado de políticos de nível intelectual elevado e grande capacidade de comunicação que se esforçava para trazer um componente social ao partido. E que na segunda metade dos anos 60 fazia acirrada oposição ao governo. Tarefa desafiadora, pois o Presidente adversário entusiasmava o país executando o seu Plano de Metas, sintetizado na construção de Brasília.

O início dos anos 60 encontra José Sarney chefiando no seu estado a campanha vitoriosa daquele que foi o primeiro grande líder popular apoiado pela UDN e em cujo governo seria vice-líder da sua bancada na Câmara. Contudo, aquele mandato e todas as esperanças nele depositadas ruíram com a renúncia do Presidente em poucos meses. Com a posse do vice-presidente, do PTB, Sarney novamente se alinhou à oposição. Em 1963, aguçada a crise política, esteve ao lado dos que trabalharam para encontrar uma saída constitucional. Mas sobreveio o golpe militar de 1964 e com ele as cassações sumárias de muitos parlamentares contra as quais ele se pronunciaria. Resolveu concentrar-se no Maranhão. Nas eleições diretas para os governos estaduais do ano seguinte, vislumbrando uma oportunidade na divisão do bloco adversário em duas candidaturas, ele oferece seu nome. Faz uma campanha intensiva visitando todos os rincões do estado e obtém uma vitória esmagadora. Embora não houvesse à época o segundo turno, bastando uma maioria simples, a campanha aguerrida lhe proporcionou uma votação superior à soma dos votos dos dois adversários.

Entrava em cena pela primeira vez o Sarney administrador. E, segundo os registros do CPDOC da FGV, o estado se tornou palco de uma autêntica revolução modernizadora, denominada pela mídia como “milagre maranhense”. Foi instalada a Universidade Federal do Maranhão, lançadas as bases da Universidade Estadual e criada uma TV Educativa. As matrículas escolares cresceram de 100 mil para 450 mil e o número de ginásios estaduais foi de um para 54. A saúde ganhou um Hospital Geral na capital e muitos postos médicos no interior. A pavimentação das estradas pulou de zero para quinhentos quilômetros. A oferta de energia aumentou trinta vezes incluindo a construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança. Era o futuro econômico chegando e que seria acelerado com a abertura do Porto de Itaqui. No total, o orçamento do estado aumentou em quatro anos 2.000%.

A volta ao cenário nacional teve início com a eleição dele ao Senado, em 1970, pela ARENA, que no bipartidarismo, extintos os antigos partidos, dava sustentação parlamentar ao governo militar. Mais uma vez sua votação foi consagradora alcançando mais que o dobro dos votos dados aos adversários.

Recolhido ao Senado, atravessando os anos de chumbo, o senador Sarney se dedicou a preparar a instituição para o desafio dos novos tempos e das novas tecnologias. Ajudou a criar o Instituto de Pesquisa e Assessoria do Congresso e a promover a informatização da Casa através da criação do centro de dados que seria o futuro PRODASEN. Quando o regime acenou com a abertura ele afirmou que o “desenvolvimento econômico é incompatível com o subdesenvolvimento político” e manifestou seu otimismo quanto à redemocratização. Em dezembro de 1978 ao lhe caber relatar a Emenda Constitucional nº 11, que removeria todos os atos institucionais e complementares, sublinhou que a revogação do AI-5 era apenas um primeiro passo para a normalização política do país. Em dezembro de 1979, reeleito Senador, ele assume a presidência nacional do Partido Democrático Social, PDS, sucedâneo da ARENA após o fim do bipartidarismo. Anos depois, nessa posição, ele seria uma peça vital no episódio que viabilizou a superação do regime militar.

A abertura avançara no início dos anos 80 com a volta das   eleições diretas para os governos estaduais em 1982. A partir delas, enquanto a oposição concentrava seus esforços na proposta de eleição direta para a sucessão presidencial marcada para 1985, emenda que seria derrotada na Câmara em 1984, o PDS que tinha maioria no colégio eleitoral era tomado pela campanha agressiva de um ex-governador de São Paulo, já à época visto com fortes suspeitas éticas, inclusive pelos próprios correligionários. Para escapar a essa imposição e viabilizar alternativas, Sarney sugere a realização de prévias no partido. O general Presidente concorda inicialmente com a ideia para depois, pressionado pelos aliados do candidato ostensivo, recuar da iniciativa. Foi a gota d’agua. Sarney abandona o partido em 11 de junho de 1984. Uma saída rumorosa, de grande repercussão, que praticamente selou o destino da sucessão. Com outros dissidentes ele criou a Frente Liberal. O governador de Minas Gerais, candidato do PMDB à presidência, compôs com ele como vice da chapa da Aliança Democrática. Com isso inverteu-se a correlação de forças no colégio eleitoral. Em 15 de janeiro de 1985 uma larga maioria de 480 votos contra 180 consagrava a vitória daquela chapa e decretava o encerramento do ciclo militar.

A Nova República começou com a posse, sob estupefação geral, do antes vice-presidente, por conta da grave doença que levaria ao falecimento do presidente eleito. Centenas de artigos, livros e teses acadêmicas se debruçaram sobre o governo Sarney. Na dimensão econômica, ao longo do tempo as cobranças dos críticos pelo insucesso dos Planos da época têm cedido espaço para a valorização daqueles esforços, sem os quais não haveria o aprendizado necessário que poucos anos depois ajudaria a reflexão dos autores do bem-sucedido Plano Real. E hoje despertam admiração as taxas de crescimento econômico (PIB anual médio de 4,4%), bem como o baixo índice de desemprego do período (2,7%). Em algumas outras áreas a leitura positiva beira a unanimidade. É o caso das relações exteriores, onde o Presidente rompeu a postura tímida e enviesada dos governos militares. A distensão com a Argentina possibilitaria depois o Mercosul. E o estreitamento das relações com chefes de estado europeus e latino-americanos colocaria o Brasil noutro patamar no concerto internacional. Contudo, obviamente, o grande destaque que a historiografia confere ao seu mandato é a redemocratização do país.

Chegando ao poder, como já foi dito, sob o olhar desconfiado da maioria da nação, Sarney percebeu que era visto, não obstante o gesto ousado de rompimento com o regime, como uma espécie de remanescente civil do governo militar. A formação intelectual e a sagacidade política levaram-no a compreender que ou o governo se legitimava rapidamente ou a transição democrática poderia fracassar. Portanto, só havia um caminho efetivo: a remoção do entulho legal restritivo das liberdades e a convocação de uma Constituinte. E ele avançou nessa direção com celeridade. Não havia tempo a perder. Comprimido pelo longo ciclo autoritário da Quinta República o país fermentava, parecendo às vezes prestes a explodir. Excitadas pela oportunidade aberta na reorganização institucional as corporações se atiravam sôfregas à disputa pelos frutos do poder. Novas e antigas identidades sociais aumentavam sua organização e capacidade de pressão.

Greves se multiplicavam. Elas seriam 12 mil até o fim do governo, como contabilizou o ministro do Trabalho. Esperança e insatisfação, ambas superlativas, se contrapunham e se fundiam a cada momento, emprestando àqueles anos a aparência de uma marcha desvairada em direção ao imprevisível.

Para iniciar a descompressão, menos de dois meses após a posse que ocorrera em 15 de março de 1985, foram sancionadas medidas que definiam eleições para o final daquele ano em 201 municípios – as capitais dos estados, as estâncias minerais e os municípios que eram ainda considerados de “segurança nacional“; concediam franquia eleitoral aos analfabetos; reconheciam a liberdade de criação dos partidos; legalizavam os partidos comunistas que tinham atuação clandestina; extinguiam a sublegenda e a obrigatoriedade da fidelidade partidária; instituíam a representação política para o Distrito Federal; e restabeleciam as eleições diretas para presidente, em dois turnos. A opinião pública constatava que o compromisso com a redemocratização anunciado no discurso de posse era para valer.

No final de junho, o Presidente encaminhou ao Congresso proposta de convocação da Assembleia Nacional Constituinte. Ela seria composta pelos deputados federais a serem eleitos em novembro do ano seguinte e pelos senadores eleitos e em exercício. Era o passo mais importante para a redemocratização, ainda limitada pela permanência da Carta imposta pelos militares em 1969. Mais adiante, embora tivesse herdado um mandato original de seis anos, Sarney abriu mão de um deles para enfrentar a pressão dos que pretendiam diminuí-lo para quatro anos. Não foi a única ameaça. A implantação do parlamentarismo chegou a ser aprovada na Comissão de Sistematização da Constituinte, tendo sido derrotada em plenário.

Embora tivesse declarado previamente sua disposição de se manter distante da elaboração da nova Carta Magna, Sarney se veria forçado a atuar muitas vezes nos bastidores para preservar o seu mandato e ajudar a manter nos trilhos o regime que dava os primeiros passos. Vieram assim reformas ministeriais, dissolução de alianças, rearranjos na base do governo e delicadas negociações com os militares. Um trabalho político cotidiano de minudência artesanal. Tudo isso em meio à tensão permanente daqueles primeiros anos, quando crise após crise ecoavam denúncias bombásticas e uma CPI contra o governo terminou arquivada. Tempos difíceis. Mas nem mesmo os adversários, entre as muitas críticas desferidas, lhe negaram os atributos da paciência e da civilidade, temperando o exercício da autoridade. Deixando sempre alguma fresta aberta para um diálogo futuro.

Em 1988 o país ganhou uma nova Constituição. E no ano seguinte elege diretamente o novo Presidente. Terminara o mandato inaugural. Aquele, a quem o último general no poder se negara a entregar a faixa presidencial, a estendeu para um outro civil, que aliás passara boa parte de sua campanha atacando-o abaixo da linha da cintura. Há trinta anos o Brasil não vivia um momento como esse. A tarefa da redemocratização comandada pelo maranhense José Sarney estava concluída.

*Cientista político e sociólogo

(Texto publicado pela Academia de Letras do Maranhão no livro José Sarney: O Homem e a Palavra que reúne depoimentos de algumas personalidades convidadas para escrever sobre o ex-presidente na ocasião do seu 90º aniversário).


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Petrolina abril 2021

Confira os últimos posts



15/04


2021

População de Gravatá será contemplada com UTI

O município de Gravatá, no Agreste pernambucano, disponibilizará para a sua população, de forma inédita, dez leitos próprios de UTI - Unidade de Terapia Intensiva. A instalação dos novos espaços, voltados para o atendimento que exige nível alto de atenção, já foi iniciada. A previsão é de que o local receba os primeiros pacientes nesta segunda quinzena de abril.   

Esta iniciativa, tratada como prioridade pela gestão do prefeito Padre Joselito (PSB), é fruto da parceria firmada entre o município e o Governo do Estado. A UTI, que funcionará no Hospital Doutor Paulo da Veiga Pessoa, atende a uma antiga demanda dos cerca de 85 mil gravatenses, que, atualmente, precisam se deslocar para outras cidades, em busca de tratamento apropriado. 

 Há pouco mais de três meses à frente do Poder Executivo Municipal, Padre Joselito destacou a importância da ação. “A população fez um pedido de socorro para que a cidade tivesse uma estrutura hospitalar mais equipada, que atendesse às suas necessidades, principalmente, as mais urgentes, sendo assim, não medimos esforços para tirar o projeto do papel. Agilizar o atendimento significa salvar vidas”, explicou o prefeito. 

Sobre o uso da UTI, o secretário municipal de Saúde, José Edson, esclareceu: “Investir em saúde é prioridade para a Prefeitura de Gravatá. Significa investir na qualidade de vida das pessoas, desta forma, os leitos funcionarão de forma definitiva, mesmo quando a situação da pandemia for controlada. A nossa missão sempre será trabalhar em prol de quem mais necessita.”


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ALEPE

15/04


2021

Miguel e Gonzaga entregam tratores em Petrolina

Os agricultores da comunidade do Caroá e do Assentamento Josias e Samuel ganharam um apoio significativo para o aumento da produção. Hoje, o prefeito Miguel Coelho e o deputado federal Gonzaga Patriota entregaram dois tratores para auxiliar os produtores rurais dessas duas regiões. Os equipamentos custaram R$ 207 mil oriundos de emenda parlamentar federal.

A entrega foi realizada numa solenidade com poucos convidados: dois moradores das comunidades beneficiadas, secretários municipais e vereadores. O prefeito fez questão de agradecer ao deputado federal, que, apesar de ser filiado a um partido de oposição, o PSB, mantém parcerias com a gestão de Miguel Coelho. "Gonzaga, todos os anos, tem colocado emenda para a Prefeitura, mesmo com o seu partido tendo divergências conosco. Essa é a política que soma, que acreditamos, que trabalha pela população, sem brigas políticas, sem interesses pessoais ou partidários", elogiou. 

O parlamentar sertanejo, por sua vez, destacou a capacidade de Petrolina de enfrentar a pandemia e os efeitos econômicos, mantendo a produção alta e baixa mortalidade pelo coronavírus. "Miguel, por onde eu tenho andado, tenho me assustado. Em Brasília, em Pernambuco. Não é só problema de morrer pessoas, é também a quebradeira. Mesmo a pandemia tendo atacado por aqui, a gente vê as pessoas falarem em comprar, vender. Praticamente a gente não vê em Petrolina o que se vê no resto do país: a doença e a crise econômica", reconheceu Gonzaga Patriota.


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Bandeirantes 2021

15/04


2021

Empresa deixa SP por ausência de incentivos fiscais

Do R7

Uma importante empresa de tecnologia vai deixar o estado de São Paulo por falta de incentivos e aumento de impostos. O setor já alertou o governador João Doria sobre os riscos de demissões e a queda nos investimentos. Em São Paulo estão 191 das 511 empresas existentes no país, juntas elas representam 75% do faturamento nacional e empregam 80 mil trabalhadores.


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15/04


2021

Deputado comemora liberação do comércio de praia

O deputado estadual Romero Sales Filho (PTB) agradeceu ao Governo do estado pela inclusão do comércio de praia entre as atividades liberadas, após o dia 26 de abril, previstas no Plano Estadual de Convivência com a Covid-19. Na Reunião Plenária de hoje, o parlamentar, que já havia defendido a medida em discursos anteriores, destacou a atuação da Prefeitura de Ipojuca nessa articulação.

O petebista registrou que 25 mil pessoas dependem do turismo, de forma direta ou indireta, na cidade. Sales Filho elogiou a gestão local pela criação do Novo Benefício Eventual Municipal (BEM), destinado a trabalhadores informais desse setor, com valor inicial de R$ 500. “É preciso dar condições para que as pessoas fiquem em casa. Agora, o medo da fome deixará de bater à porta dessas pessoas”, disse.

Ao comentar o pronunciamento feito pelo colega, a deputada Laura Gomes (PSB) afirmou que o governador Paulo Câmara possui “o sentimento de entender os anseios da população”.


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Serra Talhada 2021

15/04


2021

Kajuru deixa Cidadania e se filia ao Podemos

O senador Jorge Kajuru divulgou, hoje, sua filiação ao Podemos. O parlamentar, que representa o estado de Goiás, saiu do Cidadania depois que o partido pediu para que ele deixasse a legenda.

A ficha de filiação foi assinada em ato com a participação do deputado goiano José Nelto, que é líder do Podemos na Câmara. A chegada à sigla ocorre após uma polêmica em que Kajuru se envolveu ao divulgar o áudio de uma conversa telefônica com o presidente Jair Bolsonaro e pelo teor da gravação.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

15/04


2021

PE entra em convênio para baratear remédio

O Estado de Pernambuco foi autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a entrar no convênio que permite a isenção de ICMS do Zolgensma, usado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) e conhecido como o remédio mais caro do mundo. O medicamento custa aproximadamente R$ 12 milhões, o ICMS corresponde a 17% desse valor. A decisão veio após solicitação (Ofício 133/20) do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), representante da causa na Câmara dos Deputados.

“Essa é uma importante notícia que deve ser celebrada. O preço desse medicamento é fora da realidade das famílias brasileiras. Continuamos nosso trabalho para que esse remédio seja fornecido pelo SUS para que as pessoas que precisam tenham acesso a ele de graça e sem precisar acionar a Justiça. A AME é uma doença rara, mas o tratamento correto aumenta as chances de uma vida normal e produtiva”, afirma Eduardo da Fonte

Para a isenção começar a valer, basta a conclusão do trâmite burocrático do governo estadual que autoriza o desconto.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

15/04


2021

O eclesiástico e o vulcão de arrogância

Há quem diga que a escolha do candidato à sucessão de Paulo Câmara no PSB se dará entre o estável, preparado e confiável Zé Neto e o problemático Geraldo Júlio, que inferniza o núcleo do Governo e o partido com o seu bocão que só expele larvas de arrogância, achando que o mundo gira em torno dele.

Ao contrário de Geraldo Covidão, que colocou o Recife nas páginas policiais, Zé Neto é de bem com a vida. Sabe exercitar a sabedoria do Eclesiastes, que há tempo para tudo, principalmente para plantar e semear.


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15/04


2021

Maraial: Queda de barreira interdita PE-125

A cidade de Maraial, na Mata Sul pernambucana, foi afetada por fortes chuvas hoje. Há o registro de estragos em áreas do município, como na PE-125, que ficou interditada no fim da tarde, conforme imagens enviadas ao Blog. A rodovia teve o tráfego interrompido devido a quedas de barreira no acesso.

De acordo com a Defesa Civil de Maraial, a pista foi desobstruída após 1h30, mas segue chovendo na cidade. Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a maior concentração de chuva nas últimas 24h ocorreu no Agreste e na Mata Sul.

No fim da tarde de hoje, a Apac emitiu novo alerta de precipitação para amanhã em áreas diversas do Estado: Mata Sul, Agreste, Sertão do Pajeú, Região Metropolitana do Recife e Sertão do Moxotó.


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15/04


2021

São Caetano inaugura Casa de Apoio para pacientes

A Prefeitura de São Caetano, junto à Secretaria de Saúde municipal inaugurou, ontem, uma Casa de Apoio no Recife. O espaço será destinado para todos os são-caetanenses que precisam vir à capital fazer tratamentos médicos. Os pacientes poderão repousar, fazer as refeições e até pernoitar, se for preciso.

A casa fica localizada na Ria Visconde de Goiana, no bairro Boa Vista, próximo ao IMIP. A localização foi estratégica devido a demanda de pacientes que precisam ir a este hospital. Além do transporte entre as cidades, também foi disponibilizado um carro para que os pacientes possam chegar mais rápido na casa, mediante suas respectivas liberações. “Assim, entendemos que estamos oferecendo todo conforto possível para o nosso povo”, afirmou a secretária de saúde, Nadja Kelly.

“Este era um sonho e um compromisso meu. Estamos entregando com menos de 120 dias de gestão e temos a certeza que estamos realizando o sonho da nossa gente. Não vamos parar por aqui, vamos trabalhar para fazer sempre o melhor para o povo de São Caetano”, completou o prefeito Josafá Almeida.


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15/04


2021

Nazaré aguarda decisão do TRE sobre eleições 2020

O juiz eleitoral de Nazaré da Mata cassou os diplomas de Nino e Pereira, eleitos para prefeito e vice, respectivamente, nas eleições de 2020. O magistrado aplicou também uma multa de 5 mil reais e a proibição de se candidatarem a cargos políticos por 8 anos.

O caso está no TRE aguardando recurso da chapa cassada, que uma vez confirmada pelo pleno do TRE, o prefeito será afastado e a cidade terá uma nova eleição, quem fica no lugar de Nino até o novo pleito é o presidente da Câmara de Vereadores, Nino Filho (PSDB), que por coincidência é o filho do atual gestor.

A condenação, segundo a sentença do juiz da 23 Vara Eleitoral, foi porque o então prefeito teria aproveitado a lei que aprovou o uso dos recursos para o combate a Covid-19 e embutiu estabilidade financeira para todo o funcionalismo (aumento salarial) e uma gratificação para todos os agentes de saúde no mês de julho, o que é totalmente proibido por lei em ano eleitoral,  assim teria potencial para interferir no resultado das eleições, já que cria uma expectativa positiva naqueles que serão beneficiados.

Além de não ser permitido o benefício financeiro 6 meses antes das eleições e até o final do mesmo ano, Nazaré da Mata tem hoje uma folha de pagamentos acima de 54%, o que seria mais um impedimento legal.


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