26/01


2021

Live debaterá rumo dos Eventos e do Turismo em PE

A Associação Brasileira de Empresas de Eventos – Estadual Pernambuco promove, amanhã, às 19h, uma live com Fátima Facuri, presidente nacional da ABEOC. Será uma oportunidade para os produtores de eventos do Estado conversarem com a especialista sobre como a classe fica diante da pandemia que assola o país e as restrições de eventos em vários Estados. A mediação da live será feita pelas cerimonialistas Tatiana Marques e Gisela Latache. O bate papo será no Instagram da ABEOC-PE, o @ abeocpe.


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Cabo 2021

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26/02


2021

Um autor em três Repúblicas

Por Antonio Lavareda*

A qualidade da obra de José Sarney é atestada entre outras medalhas pelo seu ingresso nas Academias de Letras do Maranhão e do Brasil e pela receptividade às múltiplas edições dos seus livros aqui e no exterior que o distinguem como festejado autor literário. Do mesmo modo, sua trajetória destacada em três fases do percurso da nação faz dele um tipo raro de ator político que em grande medida foi também “autor”, várias vezes decisivo, do roteiro dos acontecimentos desses tempos, ajudando a escrever páginas marcantes da história do país.

Quando examinadas as explicações sobre o fenômeno da fragilização da democracia representativa ou democracia liberal, em torno do qual irrompeu nos últimos anos uma avalanche de livros e artigos, verifica-se um amplo leque de diagnósticos. Eles apontam   causas que vão da frustração causada pelo crescimento das desigualdades acentuadas pelo chamado capitalismo tecnológico, passam pelo efeito disruptivo das crises econômicas e chegam até o generalizado acesso às plataformas que revolucionaram a comunicação entre os indivíduos permitindo-lhes inédita capacidade de mobilização e protesto contra as instituições. Não esquecendo o fantasma da inteligência artificial ameaçando substituir a consciência coletiva por algoritmos autonomizados.

Se há desencontros quanto à etiologia, praticamente não os há quanto à identificação dos sintomas: polarização social e ideológica, partidos e parlamentos rejeitados, solidariedade social sabotada, erosão dos ideais democráticos. Tudo isso deixando o terreno fértil, em meio ao déficit de razoabilidade do debate público, para o triunfo dos populismos. Porém, muito embora essa literatura já seja volumosa, ela praticamente não ressalta, com a ênfase devida, que a fragilização paulatina da democracia se faz acompanhar pelo desvanecer de uma certa   elite política preexistente, uma outra importante causa e também efeito desse processo.

Quando rareiam os líderes comprometidos ética e culturalmente com a democracia, caracterizados pelo exercício da prudência e da tolerância nos limites da razão, provados pela experiência de carreiras exitosas cuja principal chave terá sido a persuasão dialogal, percebe-se a olho nu a alteração qualitativa do cenário. Com acentuado empobrecimento cognitivo a política vai desaprendendo a capacidade de escutar os contrários. E sobressaem novas lideranças do tipo carismático populista que terminam por se mostrar ultrassensíveis aos limites das esferas constitucionais. Para elas, o manejo das crises pode ser sempre uma dança à borda do precipício.

José Sarney simboliza aquela parcela diferenciada da elite política brasileira que na República se mostrou capaz de protagonizar os acontecimentos, movendo-se em meio às suas circunstâncias, tendo os ideais democráticos como bússola. E em se tratando da nossa realidade, não foi nada fácil.

Como os melhores analistas descreveram, a República no Brasil estava fadada a acontecer pela inviabilidade do terceiro reinado e pelo esgotamento do poder moderador que pairava sobre um parlamentarismo que funcionava sem opinião pública organizada. Uma vez instituída, em todas as suas fases as crises seriam uma constante. Derivadas quer da heterogeneidade dos interesses em um país continental, quer dos elevados níveis de desigualdade em uma sociedade de baixa renda média, quer do modelo presidencialista que adotamos acompanhado de extensa fragmentação parlamentar. Desenvolvendo uma tipologia que esgota o glossário da matéria. Crises de participação, de representação, econômicas, sociais, éticas, de confiança nas instituições, por conflito dos poderes do Estado. Algumas vezes se superpondo na tempestade perfeita da “crise geral”.

Ao procurarmos resumir de forma sequencial as etapas da nossa história vale lembrar, de início, que diferentemente dos franceses não temos o hábito de incorporar às narrativas a numeração das nossas fases Republicanas. Poucos se dão conta de vivermos hoje o sexto capítulo da série que foi iniciada com a deposição daquele que para alguns foi o mais Republicano dos imperadores, inaugurando a Primeira República. Com interstícios autoritários, eleições “a bico de pena”, política de governadores, restrições à participação e revoltas sucessivas. Não obstante, ela foi longeva, sobrevivendo 41 anos. Ao seu final, chamada de “Velha”, foi posta abaixo pela Revolução de 30 que levou o país à 2ª República. Esse período, fruto de uma ruptura que pôs de cabeça para baixo a arquitetura político-institucional das décadas anteriores e coexistindo com um mundo em ebulição assistiu a uma guerra civil (Revolução Constitucionalista) e viu a polarização ideológica ganhar fôlego com os comunistas (1935) e integralistas (1937) recorrendo às armas.

Assim, estava pronto o enredo para o golpe que fundou o Estado Novo, a Terceira República.  O novo regime ancorado em repressão e propaganda, voltado para a construção de uma identidade nacional, conduziu o país com mãos de ferro e apoio popular durante os anos críticos da segunda grande guerra. Ele duraria até o final de 1945, quando, na sequência dos ventos de liberalização ao fim do conflito mundial, foi deposto o Ditador, realizadas eleições e teve início a Quarta República. Nela teríamos de fato nossa primeira democracia de massas, com participação extensa de um amplo leque social. Um período naturalmente efervescente, conturbado, pontilhado por crises no qual dois dos quatro presidentes eleitos não concluíram seus mandatos e que seria encerrado com o golpe de 1964 que iniciou o regime militar, a Quinta República. Durante a mesma, afora a resistência, primeiro armada e depois política da oposição, sob o manto da aparência de calmaria imposto pela censura, os conflitos internos também eram frequentes e o regime se exauriu quando o último general presidente perdeu as rédeas da economia e da política. A redemocratização do país em 1985 assinalou o início da Nova República, a Sexta República brasileira que com a constituição de 1988, se prolonga até os dias atuais. Em meio à vigência de um amplo regime de liberdades, com os poderes e as instituições funcionando em sua inteireza, as crises têm se sucedido e quando foram potencializadas dois dos cinco presidentes eleitos tiveram seus mandatos interrompidos por processos de impeachment. Ou seja, seis etapas de avanços, conquistas, retrocessos e reconquistas.

A vida de José Sarney está entrelaçada a diversos momentos dessa história. Em seis décadas e meia foi deputado federal, governador, senador, presidente da República e presidente do Senado por quatro vezes. Sobrepujando em poder e influência qualquer outro personagem do seu tempo. O jovem político que chega ao governo e revoluciona o estado; o presidente do partido oficial que abandona a legenda e muda o rumo da sucessão; e o presidente imprevisto que redemocratiza o país. São os capítulos selecionados aqui para brevíssima recuperação, como momentos especiais dessa longa jornada.

Nas biografias as datas costumam ser marcos significativos. E logo despontam as coincidências. Sarney nasceu no ano (1930) em que a Primeira República veio a pique na revolução comandada pelo governador gaúcho que se tornaria o maior líder popular da época. E ingressou na política no ano em que o mesmo se suicidou (1954), pondo fim a um mandato conquistado dessa vez nas urnas com votação consagradora. Em plena Quarta República, deixando o PSD pelo qual disputara a primeira eleição para se filiar à UDN, o jovem político se aproximaria do grupo denominado Banda de Música do partido e representaria na Vice-Presidência nacional da legenda. Esse time reunia um punhado de políticos de nível intelectual elevado e grande capacidade de comunicação que se esforçava para trazer um componente social ao partido. E que na segunda metade dos anos 60 fazia acirrada oposição ao governo. Tarefa desafiadora, pois o Presidente adversário entusiasmava o país executando o seu Plano de Metas, sintetizado na construção de Brasília.

O início dos anos 60 encontra José Sarney chefiando no seu estado a campanha vitoriosa daquele que foi o primeiro grande líder popular apoiado pela UDN e em cujo governo seria vice-líder da sua bancada na Câmara. Contudo, aquele mandato e todas as esperanças nele depositadas ruíram com a renúncia do Presidente em poucos meses. Com a posse do vice-presidente, do PTB, Sarney novamente se alinhou à oposição. Em 1963, aguçada a crise política, esteve ao lado dos que trabalharam para encontrar uma saída constitucional. Mas sobreveio o golpe militar de 1964 e com ele as cassações sumárias de muitos parlamentares contra as quais ele se pronunciaria. Resolveu concentrar-se no Maranhão. Nas eleições diretas para os governos estaduais do ano seguinte, vislumbrando uma oportunidade na divisão do bloco adversário em duas candidaturas, ele oferece seu nome. Faz uma campanha intensiva visitando todos os rincões do estado e obtém uma vitória esmagadora. Embora não houvesse à época o segundo turno, bastando uma maioria simples, a campanha aguerrida lhe proporcionou uma votação superior à soma dos votos dos dois adversários.

Entrava em cena pela primeira vez o Sarney administrador. E, segundo os registros do CPDOC da FGV, o estado se tornou palco de uma autêntica revolução modernizadora, denominada pela mídia como “milagre maranhense”. Foi instalada a Universidade Federal do Maranhão, lançadas as bases da Universidade Estadual e criada uma TV Educativa. As matrículas escolares cresceram de 100 mil para 450 mil e o número de ginásios estaduais foi de um para 54. A saúde ganhou um Hospital Geral na capital e muitos postos médicos no interior. A pavimentação das estradas pulou de zero para quinhentos quilômetros. A oferta de energia aumentou trinta vezes incluindo a construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança. Era o futuro econômico chegando e que seria acelerado com a abertura do Porto de Itaqui. No total, o orçamento do estado aumentou em quatro anos 2.000%.

A volta ao cenário nacional teve início com a eleição dele ao Senado, em 1970, pela ARENA, que no bipartidarismo, extintos os antigos partidos, dava sustentação parlamentar ao governo militar. Mais uma vez sua votação foi consagradora alcançando mais que o dobro dos votos dados aos adversários.

Recolhido ao Senado, atravessando os anos de chumbo, o senador Sarney se dedicou a preparar a instituição para o desafio dos novos tempos e das novas tecnologias. Ajudou a criar o Instituto de Pesquisa e Assessoria do Congresso e a promover a informatização da Casa através da criação do centro de dados que seria o futuro PRODASEN. Quando o regime acenou com a abertura ele afirmou que o “desenvolvimento econômico é incompatível com o subdesenvolvimento político” e manifestou seu otimismo quanto à redemocratização. Em dezembro de 1978 ao lhe caber relatar a Emenda Constitucional nº 11, que removeria todos os atos institucionais e complementares, sublinhou que a revogação do AI-5 era apenas um primeiro passo para a normalização política do país. Em dezembro de 1979, reeleito Senador, ele assume a presidência nacional do Partido Democrático Social, PDS, sucedâneo da ARENA após o fim do bipartidarismo. Anos depois, nessa posição, ele seria uma peça vital no episódio que viabilizou a superação do regime militar.

A abertura avançara no início dos anos 80 com a volta das   eleições diretas para os governos estaduais em 1982. A partir delas, enquanto a oposição concentrava seus esforços na proposta de eleição direta para a sucessão presidencial marcada para 1985, emenda que seria derrotada na Câmara em 1984, o PDS que tinha maioria no colégio eleitoral era tomado pela campanha agressiva de um ex-governador de São Paulo, já à época visto com fortes suspeitas éticas, inclusive pelos próprios correligionários. Para escapar a essa imposição e viabilizar alternativas, Sarney sugere a realização de prévias no partido. O general Presidente concorda inicialmente com a ideia para depois, pressionado pelos aliados do candidato ostensivo, recuar da iniciativa. Foi a gota d’agua. Sarney abandona o partido em 11 de junho de 1984. Uma saída rumorosa, de grande repercussão, que praticamente selou o destino da sucessão. Com outros dissidentes ele criou a Frente Liberal. O governador de Minas Gerais, candidato do PMDB à presidência, compôs com ele como vice da chapa da Aliança Democrática. Com isso inverteu-se a correlação de forças no colégio eleitoral. Em 15 de janeiro de 1985 uma larga maioria de 480 votos contra 180 consagrava a vitória daquela chapa e decretava o encerramento do ciclo militar.

A Nova República começou com a posse, sob estupefação geral, do antes vice-presidente, por conta da grave doença que levaria ao falecimento do presidente eleito. Centenas de artigos, livros e teses acadêmicas se debruçaram sobre o governo Sarney. Na dimensão econômica, ao longo do tempo as cobranças dos críticos pelo insucesso dos Planos da época têm cedido espaço para a valorização daqueles esforços, sem os quais não haveria o aprendizado necessário que poucos anos depois ajudaria a reflexão dos autores do bem-sucedido Plano Real. E hoje despertam admiração as taxas de crescimento econômico (PIB anual médio de 4,4%), bem como o baixo índice de desemprego do período (2,7%). Em algumas outras áreas a leitura positiva beira a unanimidade. É o caso das relações exteriores, onde o Presidente rompeu a postura tímida e enviesada dos governos militares. A distensão com a Argentina possibilitaria depois o Mercosul. E o estreitamento das relações com chefes de estado europeus e latino-americanos colocaria o Brasil noutro patamar no concerto internacional. Contudo, obviamente, o grande destaque que a historiografia confere ao seu mandato é a redemocratização do país.

Chegando ao poder, como já foi dito, sob o olhar desconfiado da maioria da nação, Sarney percebeu que era visto, não obstante o gesto ousado de rompimento com o regime, como uma espécie de remanescente civil do governo militar. A formação intelectual e a sagacidade política levaram-no a compreender que ou o governo se legitimava rapidamente ou a transição democrática poderia fracassar. Portanto, só havia um caminho efetivo: a remoção do entulho legal restritivo das liberdades e a convocação de uma Constituinte. E ele avançou nessa direção com celeridade. Não havia tempo a perder. Comprimido pelo longo ciclo autoritário da Quinta República o país fermentava, parecendo às vezes prestes a explodir. Excitadas pela oportunidade aberta na reorganização institucional as corporações se atiravam sôfregas à disputa pelos frutos do poder. Novas e antigas identidades sociais aumentavam sua organização e capacidade de pressão.

Greves se multiplicavam. Elas seriam 12 mil até o fim do governo, como contabilizou o ministro do Trabalho. Esperança e insatisfação, ambas superlativas, se contrapunham e se fundiam a cada momento, emprestando àqueles anos a aparência de uma marcha desvairada em direção ao imprevisível.

Para iniciar a descompressão, menos de dois meses após a posse que ocorrera em 15 de março de 1985, foram sancionadas medidas que definiam eleições para o final daquele ano em 201 municípios – as capitais dos estados, as estâncias minerais e os municípios que eram ainda considerados de “segurança nacional“; concediam franquia eleitoral aos analfabetos; reconheciam a liberdade de criação dos partidos; legalizavam os partidos comunistas que tinham atuação clandestina; extinguiam a sublegenda e a obrigatoriedade da fidelidade partidária; instituíam a representação política para o Distrito Federal; e restabeleciam as eleições diretas para presidente, em dois turnos. A opinião pública constatava que o compromisso com a redemocratização anunciado no discurso de posse era para valer.

No final de junho, o Presidente encaminhou ao Congresso proposta de convocação da Assembleia Nacional Constituinte. Ela seria composta pelos deputados federais a serem eleitos em novembro do ano seguinte e pelos senadores eleitos e em exercício. Era o passo mais importante para a redemocratização, ainda limitada pela permanência da Carta imposta pelos militares em 1969. Mais adiante, embora tivesse herdado um mandato original de seis anos, Sarney abriu mão de um deles para enfrentar a pressão dos que pretendiam diminuí-lo para quatro anos. Não foi a única ameaça. A implantação do parlamentarismo chegou a ser aprovada na Comissão de Sistematização da Constituinte, tendo sido derrotada em plenário.

Embora tivesse declarado previamente sua disposição de se manter distante da elaboração da nova Carta Magna, Sarney se veria forçado a atuar muitas vezes nos bastidores para preservar o seu mandato e ajudar a manter nos trilhos o regime que dava os primeiros passos. Vieram assim reformas ministeriais, dissolução de alianças, rearranjos na base do governo e delicadas negociações com os militares. Um trabalho político cotidiano de minudência artesanal. Tudo isso em meio à tensão permanente daqueles primeiros anos, quando crise após crise ecoavam denúncias bombásticas e uma CPI contra o governo terminou arquivada. Tempos difíceis. Mas nem mesmo os adversários, entre as muitas críticas desferidas, lhe negaram os atributos da paciência e da civilidade, temperando o exercício da autoridade. Deixando sempre alguma fresta aberta para um diálogo futuro.

Em 1988 o país ganhou uma nova Constituição. E no ano seguinte elege diretamente o novo Presidente. Terminara o mandato inaugural. Aquele, a quem o último general no poder se negara a entregar a faixa presidencial, a estendeu para um outro civil, que aliás passara boa parte de sua campanha atacando-o abaixo da linha da cintura. Há trinta anos o Brasil não vivia um momento como esse. A tarefa da redemocratização comandada pelo maranhense José Sarney estava concluída.

*Cientista político e sociólogo

(Texto publicado pela Academia de Letras do Maranhão no livro José Sarney: O Homem e a Palavra que reúne depoimentos de algumas personalidades convidadas para escrever sobre o ex-presidente na ocasião do seu 90º aniversário).


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26/02


2021

Morre mãe de Priscila Krause

A assessoria da deputada estadual Priscila Krause informou, há pouco, através de uma nota, o falecimento de Cléa Borges, mãe de Priscila, aos 72 anos, na manhã de hoje. Ela estava internada no Hospital Português, desde o dia três de fevereiro, em decorrência da Covid-19.

“A força, a liderança, o carisma e a presença forte de D. Cléa serão marcas perenes nos nossos corações. Uma mulher corajosa e firme, exemplar. Sempre discreta, mas muito ativa, foi por muitas campanhas a nossa líder nos comitês eleitorais de Priscila: sem ela a nossa história não seria assim”, diz a nota.

Cléa também foi 1ª dama do Estado, quando Gustavo Krause assumiu o Governo de Pernambuco por 10 meses quando Roberto Magalhães deixou o cargo para disputar o senado. Por conta das restrições sanitárias, as cerimônias serão fechadas à família.


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Banner Jaboatao 2021

26/02


2021

Curso atualiza médicos do Vale do São Francisco

Em algum momento na vida o médico, muito provavelmente, terá que socorrer alguém que esteja acidentado, seja no hospital ou fora dele. Pensando nessa possibilidade, a Unimed Vale do São Francisco realizou, entre os dias 22 e 23 de fevereiro, o curso ATLS - Advanced Trauma Life Support, (Suporte Avançado de Vida no Trauma), em parceria com o SESCOOP - PE.

O curso, desenvolvido pelo American College of Surgeons (ACS) e aplicado pelo Instituto Albert Eínstein reuniu um grupo de médicos que atendem emergências de traumas nas mais distintas especialidades em Petrolina - PE e Juazeiro - BA. Segundo o coordenador, Carlos Pires, o trauma é umas das principais causas de morbidade e morte em todo mundo e o ATLS busca uma padronização internacional onde toda equipe tenha o mesmo entendimento na assistência ao paciente traumatizado.

"Com uma carga horária de 20 horas, professores bem treinados, atualizados e certificados pelo Colégio Americano de Cirurgiões transmitem em aulas teóricas e práticas a realidade de uma emergência médica, com vários graus de dificuldade e com a necessidade de tomadas de decisões importantíssimas em curto espaço de tempo", ressalta.

O coordenador adianta ainda que, entre outras habilidades, o curso ensina o manejo adequado para o tratamento de vias aéreas, controle de sangramento e hemorragias além da drenagem do tórax, traumas neurológicos e de coluna.

De acordo com o médico angiologista e cirurgião vascular, Edinaldo Torres, a iniciativa também oportunizou aos participantes a ampliação dos conhecimentos em relação aos avanços dos estudos científicos e desenvolvimento de novos materiais e técnicas médicas.

"Para mim, como cirurgião com 35 anos de formado, a capacitação trouxe como novidades a introdução de alguns métodos menos invasivos para diagnósticos referentes ao trauma e novos conceitos científicos, como por exemplo, hemotransfusão precoce em paciente com grandes sangramentos, mas serviu também para corrigir alguns hábitos que adquirimos com o passar dos anos que necessitam ser corrigidos", pontuou.

O diretor presidente da Unimed Vale do São Francisco, Francisco Otaviano, também enfatizou a importância do evento, lembrando que o maior reflexo da iniciativa é o retorno em saúde para os beneficiários da cooperativa médica:  "A garantia de um atendimento padronizado onde os problemas mais importantes à manutenção da vida do paciente acidentado devem ser identificados e, somente após solucionados, a equipe passa para a etapa seguinte e assim sucessivamente até o equilíbrio orgânico do paciente e tratamento final", concluiu Francisco Otaviano.


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26/02


2021

Programa Arena Brasil Nordeste estreia segunda-feira

Está marcada para próxima segunda-feira, às 17h, a estreia do programa Arena Brasil Nordeste, nas plataformas digitais YouTube e Facebook e também na RadioWeb BrasilNordeste. O programa será ancorado pelo radialista e jornalista Marcelo Jorge, com a colaboração, em Brasília, do jornalista Sandro de Moura e da ex-secretária de Comunicação de Garanhuns e jornalista Jaqueline Menezes.

O programa terá também a participação deste blogueiro, levando, semanalmente, aos internautas, um resumo da política no estado e no país. Para acompanhar o programa 'Arena BrasilNordeste', o internauta pode se inscrever no canal BrasilNordeste Oficial no YouTube ou acessar o site www.radiobrasilnordeste.com às 17 horas.


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Petrolina 2021

26/02


2021

Coronavírus: em 1 ano, Brasil teve 1 caso a cada 3 segundos

O Brasil teve seu 1º caso de coronavírus (Sars-CoV-2) anunciado pelo Ministério da Saúde em 26 de fevereiro de 2020. Hoje, o país ultrapassa 1 ano do 1º diagnóstico da doença no país.

Nos 366 dias entre as datas (2020 foi ano bissexto), o Brasil registrou 1 caso a cada 3 segundos. Foram 1.200 diagnósticos por hora. Essas são as médias considerando os 10.390.461 casos de coronavírus registrados até as 18h de ontem, o último dado disponível.

Na noite de ontem, o Ministério da Saúde confirmou que o Brasil passou da marca de 250 mil mortes pela coronavírus. São 251.498 pessoas que perderam a vida nos 12 meses desde que a pandemia chegou ao Brasil.

Nesse período, o Brasil teve uma pessoa hospitalizada com a doença a cada 50 segundos. Foram 754 mil internações registradas pela doença até as 12h de 20 de fevereiro, último dado disponível. O número foi divulgado no último boletim epidemiológico do ministério. Clique aqui e confira a matéria do Poder 360 na íntegra.


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Serra Talhada 2021

26/02


2021

PE proíbe atividades não essenciais entre 22h e 5h

O Governo de Pernambuco anunciou, há pouco, novas medidas restritivas, válidas para todo o território. A partir da noite de amanhã, até o dia 10 de março, estará proibida qualquer atividade não essencial, entre as 22h e as 5h. A decisão, comunicada pelo governador Paulo Câmara em pronunciamento, tem o objetivo de conter o novo avanço da doença, que pressiona o sistema de saúde estadual, registrando atualmente uma taxa de ocupação de UTI acima dos 90%.

Na última quarta-feira (24.02), o governador já havia divulgado ações restritivas para 63 municípios do interior. Nas Gerências Regionais de Saúde (Geres) II, IV e IX, com sedes em Limoeiro, Caruaru e Ouricuri, as atividades econômicas e sociais estão proibidas, entre 20h e 5h. Nos próximos dois finais de semana, as atividades estarão proibidas entre 17h e 5h, nessas regionais.

“A polícia e os órgãos de fiscalização estarão nas ruas para observar o cumprimento desse novo decreto. Vamos monitorar os dados minuto a minuto neste fim de semana e, caso os índices permaneçam piorando, novas medidas restritivas podem ser anunciadas já no início da próxima semana”, advertiu Paulo Câmara.

Além dessas novas medidas, foi anunciada também a ampliação das equipes de logística, para diminuir ainda mais o prazo de entrega de vacinas assim que elas chegarem ao Recife. O governador informou também que vai avançar na oferta de vagas de UTI, com a entrada em operação, já neste fim de semana, de mais 30 leitos no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, no Recife.

Segundo Paulo Câmara, hoje o Estado conta com quase dois mil leitos dedicados aos pacientes infectados pelo vírus, sendo 998 de UTI, em 16 municípios. É a segunda maior rede de leitos de terapia intensiva do País. “Este é mais um momento decisivo na nossa luta contra a Covid. Já ficou claro que cada um precisa fazer a sua parte, usando máscara, higienizando as mãos e evitando aglomerações”, completou o governador.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

26/02


2021

Imunidade, cassação e orçamento atrasado

Regressei de Brasília para o Recife já era madrugada desta sexta-feira. Foi uma semana de muito trabalho. Aos poucos, apesar da crescente nova onda da pandemia, o Congresso está voltando à sua rotina com sessões presenciais, reunião do bloco de lideres e retomada das comissões temáticas da Casa.

No Conselho de Ética da Câmara as atenções se voltam para o julgamento do caso de quebra do decoro parlamentar dos deputados Daniel Silveira (PSL-RJ) e Flordelis (PSD-RJ), o primeiro por ataques de baixo nível ao Supremo e seus ministros e a parlamentar pela acusação de ter matado o marido. O relator do processo de Daniel é o deputado pernambucano Fernando Rodolfo (PL).

A temática mais polêmica, entretanto, é a PEC da imunidade parlamentar, que a mídia batizou de PEC da impunidade. Trata-se de um casuísmo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para imunizar ele e seus pares de violações éticas, inclusive para não permitir prisão, consequência do caso Daniel e um arranjo institucional questionável, com brechas jurídicas que podem afrontar o Supremo Tribunal Federal.

A matéria não foi votada ontem por não ser consensual, objeto de discussões jurídicas. Enquanto os deputados estão preocupados com o efeito cascata Daniel Silveira, a PEC da volta do auxílio emergencial vai ficando em segundo plano, embora o presidente Bolsonaro tenha antecipado na live de ontem que quer pagar o auxílio de R$ 250 já a partir de março. Só não definiu de onde vai sacar o dinheiro para atender 20 milhões de brasileiros.

A semana foi marcada, ainda, pelo fim do prazo de apresentação das emendas individuais e agora impositivas da cota dos nobres senadores e deputados. A proposta do orçamento da União era para ter sido votada pelo Congresso até dezembro do ano passado, como manda a Constituição, mas a pandemia atrapalhou. Bolsonaro só pode contar com dinheiro novo no final de março, prazo final para discussão e votação do orçamento.


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Jornao O Poder

26/02


2021

Brasil-Japão: O sonho dourado que deu certo

Por Carlos Augusto Carvalho de Vasconcelos*

A visita realizada ao ilustre amigo e diplomata Hiroaki Sano, Cônsul Geral do Japão recém-chegado a Pernambuco, foi, além de uma volta no tempo, um prazer indescritível, uma retrospectiva histórica, artística e cultural de ambos os países amigos, muitas emoções boas o tempo todo, o tempo parou.

As grandes civilizações antigas sempre foram importantes para a modernização do mundo atual, entre elas a do Japão. Por muito e muito tempo esse povo permaneceu isolado do mundo, num conjunto de ilhas/arquipélagos no oceano pacífico, composta por cadeias de montanhas e picos elevados como o imponente monte Fuji, um vulcão adormecido, enfrentando todas as condições adversas da natureza como terremotos, tufões, tsunamis e outros fatores, unificando assim esse povo tenaz e resiliente, tornando-os uma cultura rica e exemplar, desde o período dos clãs feudais, dos Xoguns e consequente nascimento dos guerreiros samurais, lendários por sua honra e fidelidade, depois a formação dos grandes impérios.

Talvez, se os mongóis de Kublai Khan tivessem conseguido invadir as ilhas, como tentaram por duas vezes e naufragaram nas tempestades, o destino do Japão seria outro hoje em dia. Em períodos de paz e isolamentos, ocorreram aperfeiçoamento dos rituais, inclusive o de tomar chá, das artes, lutas, danças, culinária, artesanatos de porcelanas finas e do teatro tiveram grande avanço, difundindo-as em terras distantes no ocidente até em dias atuais.

Enquanto o mundo passava pela revolução industrial, mais uma vez as ilhas passaram por um isolamento de 200 anos, até se renderem as propostas tentadoras americanas, inglesas, alemãs, entre outras de apoio e modernização, como disse certa vez o imperador “Se não podemos derrotá-los, vamos se unir e aprender”.

O Japão sofreu muito com as duas grandes guerras, porém teve sua modernização acelerada. A nação que mais recebeu imigrantes japoneses até hoje foi o Brasil e ainda mantém estreita relação política comercial e de amizade entre esses dois povos distintos. O consulado Japonês no Recife é um ponto estratégico, possui interesse na área da Ciência da Nutrição, em desenvolvimento tecnológico e de intercambio científico-cultural com escolas, centros e universidades japonesas (Saúde, Tecnologias e Engenharias). Eles também gostam de enviar jovens nordestinos para intercambio no Japão, já que o sudeste é bem favorecido, até pela maior população e maior número de descendentes, a seleção possui critérios e é nacional, todas as informações pelo site do consulado disponível nas mídias.

Acredito que o segredo da grande força japonesa esteja na forma simples de viver e enfrentar a vida e, em primeiro lugar, a família, com sua disciplina ímpar, exemplo para o mundo e moral irredutível, “Espíritos guerreiros Samurais”, bem como costumes harmônicos de estilo de vida e educacional. A influência oriental japonesa foi muito forte na minha vida até hoje, principalmente no período em que morei em Ribeirão Preto/SP, muita vivência e aprendizados, amigos inesquecíveis, alguns muitos ligados à natureza, ao cultivo de alimentos, sabedoria milenar.

Aqui no Recife também temos bons amigos descendentes japoneses. A receptividade, reciprocidade e o carinho de vocês são magníficos e, acima de tudo, verdade, sempre a verdade, bem diferente de outros locais que se dizem muito importantes por aí à fora. Aqui, Sr. Hiroaki Sano, você “está em casa”, é nosso amigo, nosso parceiro e meu irmão. Muito obrigado e sempre disponha.    

*Professor da Universidade Federal de Pernambuco e figura pública


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

26/02


2021

Exposição recorda resistência de canavieiros

As poucas informações sobre a greve de canavieiros da Zona da Mata de Pernambuco, em 1979, confirma que mesmo o passado é um território de disputa. Tida por muitos pesquisadores como uma das mais significativas ações do movimento sindical rural brasileiro, o evento aconteceu nos municípios de Paudalho e São Lourenço da Mata, durante a Ditadura Militar. Na próxima segunda-feira, essa história pode ser reconhecida na exposição Jogo da Memória, dos artistas Marcela Lins e Guilherme Benzaquen. A abertura será promovida virtualmente no canal da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no YouTube. Mas também poderá ser conferida fisicamente a partir do dia 9, das 10h às 16h, na Galeria Baobá. 

Resultado da 5ª edição do projeto Residências Artísticas, da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), da Fundaj, o resultado da investigação deveria ser apresentado no segundo semestre de 2020. Mas precisou ser adiado em meio à pandemia de Covid-19. Na montagem, o público poderá conferir diversos fragmentos em formato 12 x 12 cm de fotografias deste e de outros movimentos atrelados a canavieiros; depoimentos em vídeo dos grevistas; documentos extraídos do Serviço Nacional de Informações (SNI), que atestam um mapeamento do movimento feito pelos militares e um gaveteiro de telegramas fictícios. 

“A exposição pretende a reconstrução de uma memória de um acontecimento vitorioso e de esperança”, adianta Guilherme. “Ela aparece por ser um marco em um tempo onde não se fazia greve. Há uma série de relatos que apontam esta como a primeira grande greve rural brasileira, desde a instauração do Regime Militar”, destaca Marcela. Para tanto, ambos artistas se debruçaram sobre arquivos e memórias para provocar outras narrativas possíveis, ainda que de modo fragmentado. São imagens produzidas pela imprensa e extraídas de jornais da Biblioteca Nacional e do livro Greve nos Engenhos (1980), da socióloga Lygia Sigaud. 

Em um dos pavimentos, o visitante poderá conferir o Gaveteiro de Memórias. Nele, um móvel reúne 10 mil telegramas fictícios construídos a partir do relato de quatro grevistas que participaram ativamente do ato. Ao todo, os artistas destacaram 155 trechos e um telegrama em branco. “Para representar as lacunas”, justifica Benzaquen. “No jogo da memória, é preciso lembrar. Partimos dessa alegoria para pensar essa greve como algo que precisa ser lembrado”, explica Marcela Lins. A exposição segue aberta à visitação até 30 de abril, das terças às sextas-feiras, seguindo todos os protocolos sanitários. 

Serviço

Exposição Jogo da Memória, de Marcela Lins e Guilherme Benzaquen

Estreia: 8 de março, no canal oficial da Fundaj, no YouTube 

Visitação: 9 de março a 30 de abril

Horário: terças às sexta-feiras, das 10h às 16h

Local: Galeria Baobá (Av. Dezessete de Agosto, 2187 - Casa Forte, Recife)

Gratuito


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26/02


2021

Ibaneis decreta lockdown no DF a partir de segunda

O governador Ibaneis Rocha decidiu decretar lockdown no Distrito Federal, a partir de segunda-feira, devido à pandemia de Covid-19. “Vamos fechar tudo, exceto serviços essenciais, das 20h às 5h”, disse, na noite de ontem. Portanto, as demais atividades seguem autorizadas a funcionar fora do horário determinado.

“Estamos com 92% de UTIs ocupadas e vamos tomar as providências aos poucos, na medida do que for necessário. Por enquanto, essas são as providências urgentes”, afirmou o governador.

Os servidores que não forem de serviços essenciais ficarão em home office.


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