Lavareda

29/10


2020

Decisão do TRE só beneficia João Campos

A resolução do Tribunal Regional Eleitoral suspendendo todo e qualquer ato de campanha no Estado, sob a alegação da volta da pandemia do coronavírus com mais intensidade, só traz benefícios a quem está na liderança das pesquisas.

O que se ouve nos bastidores, diante do impacto da medida, é que foi tomada para evitar o crescimento dos candidatos da oposição no Recife.

Polêmica à parte, a medida, na verdade, coincide com a estagnação do candidato do PSB, João Campos, constatada em pesquisa do Ibope divulgada, há pouco, na TV Globo.


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Comentários

Rafael C.Soares Quintas

Em 2018 pelo Ibope Dilma tava eleita senadora por MG, Bolsonaro perdia no 2.turno para qualquer candidato que disputasse com ele, ainda vamos acreditar no Ibope?

Carlos

Os candidatos da oposição precisam recorrer imediatamente ao TSE, isso é um GOLPE, um ato de desespero da turma do PSB. Essa decisão não tem o menor cabemento, já que o próprio governo do Estado anunciou hoje a entrada, na próxima semana, na última fase de reabertura das atividades econômicas. ABSURDO! Querem ganhar no tapetão.


ALEPE

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28/11


2020

Marcos Freire já venceu o medo e o ódio

Esta imagem, numa das pontes sobre o Cão sem plumas, como João Cabral de Melo Neto batizou, poeticamente, o Rio Capibaribe, expressa, contextualmente e filosoficamente, o transcurso de uma das campanhas mais desonestas, agressivas e imorais da história do Recife.

O amor vai vencer o ódio, prega Marília Arraes, adversária do odiento João Campos, do PSB dos ataques eivados de mentiras, de viés terrorista, para assombrar eleitores adormecidos políticamente. Marcos Freire, num tempo muito distante, já contagiou corações e mentes com o slogan "Sem ódio e sem medo". 

Foi no longínquo ano de 1974. Candidato ao Senado no enfrentamento a João Cleofas, apoiado pelo regime militar, Marcos Freire, legenda da histórica e saudosa esquerda, bateu nas urnas quem o agredia com as mesmas mentiras que agridem Marília hoje. Ganhou por uma diferença de mais de 120 mil votos. Embalado pelo seu sem medo e sem ódio, Pernambuco deu cartão vermelho ao candidato oficial do regime ao Senado.

Os tempos, hoje, são outros, mas o medo da mudança, a sede de poder de um PSB que tanto mal faz a Pernambuco e a sua gente, reedita com a mesma cor o terror que Marcos Freire venceu com a ajuda do povo, por encarnar o mesmo sentimento que se observa nas ruas do Recife tão abandonado e de uma gente ferida. O Recife de João Cabral de Melo não é o Recife do ódio, é o Recife da ternura e do amor. Um Recife que sonha, não um Recife que agride.

Feito Marcos Freire, Marília pode escrever uma nova página na história da irredenta Recife. Pode, com a força do voto popular, mostrar que o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença e que não adianta odiar, pois o ódio é uma mistura de decepção e amor. Raiva, ódio, violência, tudo isso é só medo."


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O Jornal do Poder

28/11


2020

Paulista: PF investiga barganha na gestão de Carreiro

Na reta final, a disputa pela Prefeitura de Paulista, no Grande Recife, ganha novos elementos com a confirmação de que a operação da Polícia Federal realizada ontem na Secretaria Municipal de Educação se deu graças a uma suspeita de barganha eleitoral envolvendo o vice-prefeito Jorge Carreiro (PV) enquanto esteve provisoriamente administrando a cidade. O blog teve acesso a um documento que mostra que o Ministério Público instaurou, na última terça-feira (24), um procedimento preparatório eleitoral para apurar suposta prática de captação ilícita de sufrágio, abuso de poder e conduta vedada de contratação de servidores.

A denúncia partiu do atual secretário de Educação, Carlos Júnior, que disse ter encontrado uma lista de nomeações em mais de 120 cargos com indicações políticas que teriam sido feitas por vereadores e pelo candidato a prefeito Yves Ribeiro (MDB), aliado de Carreiro, para que votassem no emedebista no primeiro turno. A lista e as portarias que envolvem a prática do crime eleitoral foram entregues ao MPE. 

A Polícia Federal cumpriu, ontem, um mandado de busca e apreensão para dar prosseguimento às investigações, chegando a ficar com a posse do computador indicado pelo secretário, contendo os arquivos que indicam o uso da máquina e o abuso de poder.


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Abreu no Zap

28/11


2020

Prefeito de Paulista coopta garis em troca de votos

EXCLUSIVO 

O blog está de posse de uma gravação do prefeito de Paulista pressionando os garis terceirizados a votarem em Francisco Padilha (PSB), seu candidato à sucessão. Na conversa,  aparentemente para uma grande plateia, Júnior Matuto diz que se o seu candidato perder, todos estarão desempregados.

Matuto pede o empenho de todos para garantir o voto da família, dos vizinhos, dos amigos usando o argumento de que precisa desse votos para garantir o emprego e o sustento da família. Em um trecho, o prefeito chega a dizer ao ver um celular: "Baixa esse telefone senão a turma passa o cerol em mim. Eu não posso ser afastado mais não", falou em referência aos afastamentos que sofreu no cargo por denúncias de corrupção em sua gestão.

DINHEIRO A RODO

O blog também recebeu um vídeo com um suposto cabo eleitoral de Padilha com maços de dinheiro oferecendo em troca de votos. "Daqui até domingo quem quer dinheiro para votar no 40? 15 Já era", diz ele.

O vídeo, no entanto, não identifica o autor da proposta e por isso não será publicado.


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28/11


2020

Desculpas pelo atraso

Por Cristovam Buarque*

No dia seguinte ao pleito de 15 de novembro, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, pediu desculpas pelo atraso de algumas horas na divulgação dos resultados eleitorais. Surpreende que ninguém antes tenha pedido desculpas pelo atraso educacional de cem anos. Nem temos a quem responsabilizar: não há TSE da educação nacional.

Presidentes e ministros cuidam de universidades e escolas técnicas, enquanto a educação de base é responsabilidade de quase 6 mil prefeitos e alguns governadores. A população com renda não culpa o governo, porque utiliza escolas particulares; os pobres acostumaram-se a ver a escola como restaurante para os filhos receberem merenda. O eleitor não dá à educação a mesma atenção que ao resultado rápido da eleição.

Todos os presidentes e políticos, desde 1889, especialmente depois de 1985, devem pedir desculpas pelo atraso e pela desigualdade educacional no Brasil.

Fui ministro por 12 meses e devo pedir desculpas por não ter construído força política para me manter no cargo pelo tempo necessário para implementar as ferramentas que defendo, e iniciei, como a Escola Ideal, embrião de um sistema nacional de educação de base. Como governador, implantei a Bolsa Escola e diversos programas na educação de base no Distrito Federal. Como senador, criei duas dezenas de leis, como a do Piso Salarial Nacional dos Professores, a obrigatoriedade de vaga desde os 4 até os 17 anos de idade. Mas nada disso mudou a realidade. Como candidato a presidente só consegui 2,5% dos votos.

Reitero as desculpas por não ter convencido a opinião pública de que educação é o vetor do progresso e a estratégia para isso passa pela nacionalização do sistema municipal. A educação não será de máxima qualidade, nem será igual nas 200 mil escolas do Brasil, enquanto a responsabilidade pela educação das crianças brasileiras não for do governo federal.

Para isso cinco passos são necessários: 1) transformação do MEC em ministério com a responsabilidade exclusiva de cuidar da educação de base; 2) criação de uma carreira nacional do magistério, todos os professores com muito boa formação, avaliados permanentemente, com dedicação exclusiva e, para isso, muito bem remunerados; 3) prédios escolares com a máxima qualidade e instalações culturais e esportivas; 4) escolas com os mais modernos equipamentos da pedagogia, que permitam saltar das tradicionais aulas teatrais para as aulas cinematográficas com recursos da teleinformática, adotando métodos que desenvolvam a criatividade; 5) todas as escolas em horário integral.

Raríssimas cidades são capazes de financiar a execução dessa estratégia. Ela requer processo de nacionalização da educação de base ao longo de alguns anos, com adesão voluntária de cidades que queiram substituir seus frágeis sistemas educacionais por um robusto sistema nacional.

O custo para ter essa “escola ideal” é de R$ 15 mil/ano por aluno. Valor que permitiria financiar todos os gastos e investimentos e pagar salário de R$ 15 mil ao professor por mês, em salas com 30 alunos. Esse salário faria do magistério uma profissão atraente, permitindo que o selecionado aceitasse ir para a cidade que lhe fosse determinada, com dedicação exclusiva à sua escola e submetido a avaliações periódicas. Num ritmo de 300 cidades por ano, o novo sistema chegaria a todo Brasil em 20 anos. Se o PIB crescesse a um ritmo médio de 2% ao ano, o sistema nacional custaria cerca de 7% do PIB, para atender 50 milhões de alunos.

Considerando que o número de alunos deverá ser menor e que as novas técnicas permitirão diminuir o custo por aluno, a dificuldade dessa estratégia é política: convencer os ricos de que a escola com qualidade apenas para seus filhos amarra o progresso do País e limita o bem-estar e o futuro de todos; e os pobres, de que seus filhos têm direito a uma escola que ofereça muito mais do que merenda e seja tão boa quanto as melhores do país. Convencer também os políticos de que terão de enfrentar eleitores mais conscientes; e mostrar aos sindicatos que os interesses dos professores devem ser associados aos interesses das crianças, da educação e do futuro do país.

Não será fácil atrair a população para a ideia de que as escolas brasileiras poderão ser tão boas quanto as de países com educação de qualidade. E que crianças pobres devem ter escolas com a mesma qualidade das dos ricos.

No final do século 19 tivemos dificuldade para convencer que era possível o Brasil ser um país industrial e para isso era preciso abolir a escravidão. Agora o desafio é convencer que sem escola com a máxima qualidade para todos não completaremos a Abolição, nem avançaremos para o progresso com eficiência econômica, justiça social e sustentabilidade ecológica no mundo global da civilização que caracteriza o século 21. Antes não tínhamos futuro com a escravidão, agora não teremos futuro sem escola com máxima e igual qualidade para todos. E que nenhum cérebro seja deixado para trás. Enquanto isso não for feito, precisamos pedir desculpas pelo atraso a que condenamos o Brasil.

*Ex-ministro, ex-senador e ex-governador do DF. Pofessor Emérito da Universidade de Brasília.


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Banco de Alimentos

28/11


2020

Chefe de gabinete da PCR é flagrado cobrando votos à aliada

O blog teve acesso a uma conversa vazada entre Rodrigo Farias, chefe de gabinete do prefeito do Recife, e uma ex-candidata a vereadora do Solidariedade, partido que compõe a coligação Frente Popular, do prefeiturável João Campos (PSB). O áudio traz um diálogo de quase três minutos e meio entre o assessor da Prefeitura e Charmainne Almeida (SD), em uma cobrança ostensiva por votos para João. Ouça no player.

No áudio, Rodrigo Farias, que comanda o gabinete do prefeito Geraldo Julio, chega a dizer que "deu a militância e uma ajudinha" à candidata, com a promessa de que ela voltaria ao emprego. Ele também afirma que coordena a campanha do prefeiturável socialista e chega a cobrar a devolução de repasses feitos à ex-candidata a vereadora. "Então devolva", diz em dado momento.

"Eu fiz compromisso e compromisso se faz para cumprir. Você acertou comigo, sua conversa foi comigo. O coordenador da zonal sou eu. O coordenador da campanha sou eu", prossegue Farias, que chega a falar que vai enviar "uma pessoa" à casa da aliada.

Charmainne Almeida responde: "Vem que eu chamo a polícia. A pessoa passou o tempo todo trabalhando. Vocês estão achando que podem fazer o que quiser e ficar por isso mesmo?". Na conversa, ela chega a mencionar uma terceira pessoa, chamada apenas de "Vítor".

Mais adiante, Rodrigo reitera que Charmainne firmou um compromisso com ele: "Você sentou comigo na mesa".

"Deixa eu te dizer uma coisa: eu vou ganhar uma eleição e tu não 'vai' pisar mais na Prefeitura", conclui a fala e desliga o telefone.


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28/11


2020

O balaio da política

Por Marcelo Tognozzi*

No fim dos anos 1930 dois políticos trabalhavam diuturnamente para pavimentar o caminho até a Presidência da República. O paulista Armando de Sales Oliveira fora interventor em São Paulo, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas. Engenheiro formado pela tradicional escola Politécnica era um homem refinado, filho de senador e membro nato da oligarquia paulista certificado pelas cotas de sócio do jornal O Estado de S. Paulo, fundado e comandado pela família Mesquita. Sales apoiara a Revolução de 1930 contra o então presidente Washington Luís e seu candidato paulista Júlio Prestes, na esperança de que a força da nova economia e da nova elite industrial paulista se impusesse mais cedo ou mais tarde.

A 2.800 quilômetros de São Paulo, outro político refinado também apoiou a Revolução como governador da Paraíba eleito pela Aliança Liberal, o partido de Getúlio. Era José Américo de Almeida, que mais tarde seria ministro da Viação e embaixador. Diferentemente de Armando, homem da matemática e da engenharia, Zé Américo era poeta e escritor, autor do clássico A Bagaceira. Cada um ao seu estilo, Armando era pragmático, desenvolvimentista, pioneiro da geração de energia elétrica, autoritário e acreditava em progresso e dinheiro. Metia o dedo na tomada com gosto.

Zé Américo era o oposto: matreiro, sutil, capaz de conversar horas a fio sem sair lugar. Aquele tipo que conseguia tirar as meias sem tirar os sapatos. Mas não menos autoritário: comandou a repressão aos revoltosos de Princesa como secretário de Segurança do governador João Pessoa. Era uma espécie de coronel de fino trato, envernizado, perfumado e elegante. Em 1934 tentou seduzir o então tenente Ernesto Geisel, secretário de Fazenda da Paraíba, acenando com uma cadeira de deputado, mas o gaúcho, reto e direto, disse que preferia a farda. A bordo dela Geisel desembarcou na Presidência da República 40 anos depois.

Em 1936, Armando Sales saíra da condição de interventor para a de governador eleito. Zé Américo dava expediente como ministro do Tribunal de Contas da União. Estavam agora a 400 quilômetros de distância um do outro, mas o paraibano julgava ter certa vantagem porque trabalhava na Praça da República, a 3 quilômetros do Palácio do Catete, onde Getúlio despachava.

Ambos comemoraram o Réveillon de 1937 em grande estilo. Tinham uma campanha pela frente, com a eleição marcada para janeiro do ano seguinte. Sales deixara o governo de São Paulo para mergulhar de cabeça no seu projeto de candidato de oposição ao governo. Zé Américo conseguiu articular apoio entre os principais membros do governo, embora Getúlio nunca o tenha chamado de “meu candidato”. O champanhe do Réveillon virou vinagre em novembro, 3 meses antes do pleito, quando Getúlio anunciou o Estado Novo, um golpe que endureceu o regime e mandou para o cemitério as candidaturas de Armando e Zé Américo.

Sales recebera um sinal de Getúlio quando foi até o presidente informar da sua candidatura irreversível e ouviu dele que o Brasil vivia um clima de guerra e as eleições poderiam ser inoportunas naquele momento. Ofereceu a Sales o Ministério da Fazendo ou o Banco do Brasil, que o paulista recusou polidamente.

O golpe de Getúlio tinha até Constituição pronta, escrita e revisada por Francisco Campos, o famoso Chico Ciência que 30 anos mais tarde também deixaria suas digitais na Constituição de 1967 formatada pelos militares. Getúlio não queria Zé Américo e nem muito menos Armando. Para ele faltava ao paulista um certo jogo de cintura, que sobrava no paraibano. E ainda havia a ameaça de um golpe integralista, que Getúlio registra em detalhes em seu diário numa anotação de 1º de dezembro de 1937.

O Estado Novo veio depois de intensa propaganda anticomunista e uma fake news chamada Plano Cohen. Fechou o Congresso, acabou com os partidos políticos, censurou a imprensa e encheu as cadeias de adversários políticos. Zé Américo ficou no TCU até 1947, votou a ser ministro da Viação no segundo governo de Getúlio e morreu em 1980 aos 93 anos. Sales foi exilado, morou nos Estados Unidos e Argentina, voltou ao Brasil em abril de 1945, fundou a UDN e morreu em 17 de maio aos 57 anos.

De fato, 5 meses depois daquela anotação no diário, em 11 de maio de 1938, os integralistas tentaram invadir o Palácio Guanabara, residência oficial do presidente, com objetivo de matá-lo. O intenso tiroteio durou horas e terminou com um saldo de 8 mortos e Getúlio guardando seu parabélum na cintura e fumando um charuto enquanto se refazia da refrega.

O Brasil nunca foi para amadores. Getúlio inaugurou uma nova era dos profissionais com a Revolução de 1930. Não havia outra opção: era ele ou ele. A tentativa de renovação política feita por Armando Sales e Zé Américo tinha um perfil de centro, com Armando um pouco mais à direita e Américo mais à esquerda, sendo que no caso deste último muito mais por oportunismo que por convicção.

Nas últimas décadas nossos políticos resistiram o quanto puderam à renovação. Ela veio pela força em 1964, mas envelheceu e caducou em 20 anos, deixando que os adversários dos idos de 1950 voltassem ao protagonismo. O PT foi algo novo, mas Lula seguiu ao pé da letra a cartilha getulista e manteve as duas opções: ele ou ele.

O sistema moeu os inocentes, politizou o serviço público, a Justiça e as forças de segurança, a ponto de nos últimos anos juízes e procuradores ocuparem mais espaço na mídia falando de política que aqueles eleitos para isso. Tudo que um dia foi novo envelheceu rápido.

Bolsonaro, Lula, João Doria, Rodrigo Maia, ACM Neto, Gilberto Kassab, Guilherme Boulos, Davi Alcolumbre, Ratinho Junior, Fabio Faria, Flavio Dino e outros políticos chegaram lá pela legitimidade do voto. Os ministros do Supremo, delegados, procuradores da República, sindicalistas e tantos outros ganharam seu naco de poder pela influência, amizade e também, claro, pelo concurso público. Todos trabalham dioturnamente pela conquista e manutenção do seu lote de poder. Uns com mais competência, outros menos.

A diferença entre o Brasil de hoje e o de 90 anos atrás é que a política virou um balaio superpopuloso, com todo tipo de gatos, muitos deles gatinhos herdeiros. Temos um poder cada vez mais dividido, cada um cuidando de segurar seu espaço naquilo que vulgarmente chamamos instituições, mas que no fundo são ilhas onde cada um foca nos seus próprios interesses e a renovação virou pura demagogia. Aquela habilidade de tirar a meia sem tirar o sapato, já faz tempo entrou para o folclore do século passado.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Poder360.


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28/11


2020

Eleição em Brejinho na mira da Justiça

Por Cláudio Soares*

O resultado nas urnas foi possível saber, independente quem foi o vencedor, mas a Justiça Eleitoral deve realizar uma investigação sobre o uso de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico por parte do grupo que 'venceu' a eleição.

Não tenho dúvidas que a disputa agora, sobre as eleições na cidade de Brejinho, vai ser na Justiça.

1- Um ano antes das eleições, o candidato eleito e seu grupo já realizavam comícios, carreatas pelas ruas da cidade de Brejinho com carros de som e fogos de artifícios; 

2- Os crimes cometidos pela coligação do prefeito eleito estão registrados na Justiça Eleitoral local como a entrega de três ambulâncias para povoados com a nítida intenção de angariar votos. Nesta ação criminosa, o pré-candidato e seu grupo agitavam a cidade de Brejinho com carreatas, carros de som e comícios com fogos de artifícios, uma violação à legislação eleitoral diante de atitudes criminosas de abuso econômico; 

3- O grupo do candidato vencedor nas urnas, ainda esse ano, precisamente na semana santa, distribuiu uma carreta de cestas básicas no valor aproximado de 100 mil reais. Neste evento ocorreu de tudo, carreatas pelas ruas de Brejinho, discursos e fogos de artifícios.

Nestes eventos, ocorreram sempre aglomerações de pessoas violando as regras da vigilância sanitária e, o pior, os pré-candidatos gesticulando o número 10 que viria ser o número oficial  do candidato.

A Justiça já sabe de tudo isso mediante um farto conjunto de provas probatórios. O setor jurídico da campanha de José Vanderlei (PSB) prepara um conjunto de ações para nos próximos dias ingressar na justiça eleitoral (TRE) para pedir a impugnação da diplomação dos eleitos que abusaram economicamente e transgrediram as regras eleitorais.                                                                       

"Recurso Contra Diplomação (art. 262, I, do Código Eleitoral):

Cabe somente nos casos de inelegibilidade superveniente ou de natureza constitucional e de falta de condição de elegibilidade. Deve ser ajuizado no prazo de 3 (três) dias da diplomação no intuito de cassar o diploma do candidato."                                                 

A eleição em Brejinho foi escandalosa e esperamos que a Justiça Eleitoral não feche os olhos para as aberrações como a compra de votos com provas robustas e o abuso econômico violento que ocorreram naquela cidade. Os crimes eleitorais que anteciparam o processo eleitoral constam sobre a batuta da justiça eleitoral local na comarca de Itapetim, uma vez que Brejinho é termo de Justiça em instância na cidade vizinha.

Nos encontros, movidos à propaganda eleitoral antecipada, estava sempre presente o senhor Gilsomar Bento de Souza com gestos do número 10 de seu partido político Republicanos,  incentivando seus cabos eleitorais - e se dizendo candidato a prefeito. As filmagens e fotos são provas consistentes do abuso econômico e propaganda política eleitoral antecipada.   

É notório que nos quatro cantos de Brejinho: o que não faltaram foram os pré-candidatos republicanos solidários, numa vergonhosa política antecipada, algo até intrínseco a eles, mas que deve ser observado pela Justiça com rigor.

A solidariedade é sempre bem-vinda, contudo, se utilizar dela para fazer promoção pessoal ou até mesmo campanha antecipada não deve ser permitida ou admissível.

Além de moralmente reprovável, pelo Direito Eleitoral esse tipo de vantagem também é coibida através das condutas vedadas aos agentes políticos em tempo eleitoral, além de ser um indicativo de farta prova de abuso de poder econômico. 

O juiz Carlos Henrique Rossi, da 99ª Zona de Brejinho, e o Ministério Público já estão com todas as denúncias contra mais de 10 pessoas e agora aguardamos a punição contra as aberrações dos crimes eleitorais acontecidos naquela cidade.

*Advogado e jornalista.


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28/11


2020

A guerra pelo voto

Na véspera da eleição de segundo turno, Recife amanheceu, literalmente, de cabeça para baixo, revirada pelas correntes de militantes de ambos os lados, de João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). O confronto de vermelhos e amarelos ocorre nos sinais de todas as vias movimentadas da cidade. Chama atenção a falta de policiamento no caso dessa briga pelo voto descambar para a briga no campo físico.


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28/11


2020

Coronel Feitosa está com Covid-19

O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC), que concorreu à Prefeitura do Recife nesta eleição, foi diagnosticado com Covid-19 ontem. O parlamentar informa que está com sintomas leves e cumpre isolamento domiciliar.

Leia a nota na íntegra:

"Através desta nota, informo que testei positivo para a Covid-19. Comecei a sentir os primeiros sintomas e, imediatamente, procurei orientação médica. Busquei a ajuda da Dra. Cristiana Altino Almeida, coordenadora do Projeto Médicos pela Vida em Pernambuco, que reúne profissionais da saúde de diferentes áreas em busca de oferecer o tratamento precoce para a doença. Conheci a médica, ainda em março, que é especialista em medicina nuclear, após realizar uma live em minhas redes sociais para esclarecer porque e como se dava o tratamento feito à base da Hidroxicloroquina, Azitromicina, Vitamina D e Zinco.

Acometido por sintomas leves, iniciei de pronto o protocolo médico do tratamento. Estou em isolamento domiciliar e graças a Deus, a Dra. Cristiana e aos medicamentos estou muito bem. Como pessoa pública, me sinto na obrigação de comunicar aos pernambucanos o resultado do meu teste e o tratamento a que estou sendo submetido, diferente de outras autoridades do estado que silenciaram como se trataram."


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Comentários

Wellington Antunes

Sem problemas, não precisa se preocupar, é só uma gripezinha como diz o guru dele, o mito dr. bozo. Tem também a cloroquina, a salvação.



28/11


2020

Na véspera da eleição, Geraldo paga comissionados

O juiz da 149ª Zona Eleitoral de Recife acatou o pedido de medida liminar formulado pela coligação Recife Cidade da Gente na Ação Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que condena a chapa de João Campos por abuso de poder econômico e político, consubstanciado na intensa convocação de servidores públicos municipais, inclusive terceirizados, para participarem de reuniões em que a Coligação Frente Popular do Recife busca angariar votos ilicitamente.

A propósito, o blog foi informado que a Prefeitura do Recife antecipou para hoje, já estando na conta, o pagamento de todos os 3.513 servidores comissionados. Quanto à decisão do juiz, as provas dos autos evidenciam que servidores da Prefeitura do Recife estão sendo convocados por suas chefias para participarem da campanha. Assim, deferiu a liminar de urgência para determinar que os agentes públicos investigados se abstenham, imediatamente, de convocar servidores públicos municipais, inclusive terceirizados, para participarem de atos de campanha, sob pena de multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais).


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Comentários

Carlos

Tem que ser muito jumentóide e gostar de comer merda para apoiar o PT e a esquerda, uma organização criminosa que mais roubou dinheiro do povo na história do planeta Terra, quebrou a economia brasileira, defendem bandidos, dizem que são coitadinhos vítimas da sociedade, defendem legalização das drogas, ideologia de gênero, aborto, são contra a redução da maioridade penal, contra a iniciativa privada, que é quem gera empregos, defendem ditaduras comunistas e genocidas, contra ao direito de legítima defesa do cidadão, contra a família, contra a religião, enfim, só defendem o que não presta.

Wellington Antunes

O bozo é tão canalha que quer agora zerar o reajuste do piso do magistério. O bozo não tem dó e nem piedade dos mais pobres, pois também acabou com o reajuste que garantia um ganho real do salário minimo, que se valorizava a cada ano, e o percentual era baseado no crescimento PIB brasileiro, afora a reposição da inflação. O PIB, como sabemos, é a soma de toda a riqueza produzida no país, o ganho real do salário mínimo tomava esse parâmetro como índice de acordo com o aumento da riqueza nacional, era como se esta riqueza estivesse sendo distribuída entre os mais pobres desse país. A besta fera tb acabou com essa politica salarial do mínimo. As vezes me pergunto como ainda existem pobres, inclusive alguns que habitam esse blog, que defendem um sacana desse. Tem que ser muito jumentóide e gostar de comer merda.

Wellington Antunes

Derrubar o PT tem um custo que todos pagam, bom seria que só os bozolóides pagassem, mas sobra para todos, infelizmente. Em 2019 a extrema pobreza foi 44,4% superior a de 2014. Em 2015 o PIB era de UU$ 1,8 tri (oitavo do mundo), em 2020 é de US$ 1,4 tri (décimo segundo). Em 2020 perdemos R$ 250 bi da renda de consumo da classe média. E 75% do Pré-Sal é de estrangeiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Magno, estamos no final do mês. Você queria que a Prefeitura atrasasse o pagamento? Fazer disso uma bandeira não dá. É ridículo. Não tem o que bater coloca esses posts sem sentido. O desespero faz as pessoas perderem o raciocínio e o senso crítico. O PT não fará do Recife sua sede. A sede de uma Organização Criminosa comandada pelo maior ladrão de todos os tempos e padrinho político da Marília, o Lula ladrão.

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

O PSB perdendo a Eleição no Recife a casa vai cair pra muita gente, é bom a POLÍCIA FEDERAL arrumar mais espaço nas dependências dela aqui em Recife, pois não vai caber o ALTO ESCALÃO DA PREFEITURA NA SEDE DA PF NÃO.


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