Lavareda

29/10


2020

Álvaro reage e chama ex-prefeito de Lajedo de ladrão

Por Houldine Nascimento, da equipe do blog

O deputado estadual Álvaro Porto (PTB) reagiu com veemência, ontem, a uma declaração dada pelo ex-prefeito de Lajedo Antônio João Dourado (PSB), que tenta retornar à administração do município do Agreste Meridional pernambucano. Por meio de um vídeo, o parlamentar se pronunciou sobre menções negativas que o ex-gestor lajedense chegou a fazer sobre ele na última terça-feira (27).

"Canhotinho tem homens de bem, igual a Lajedo. Canhotinho teria bandidos se a família Dourado morasse aqui. Isso que tenho em minhas mãos é a ficha corrida do ex-prefeito de Lajedo Antônio João, e quem tem ficha corrida é bandido, é ladrão. Por onde você passa, deixa rastro. Foi secretário no Cabo e lá fraudou licitações. Você está sendo processado por roubo e roubou a população de Lajedo", disparou Porto.

Nascido em Canhotinho, cidade vizinha a Lajedo, o deputado petebista prosseguiu com fortes declarações sobre Antônio João Dourado. "Seu desespero é grande porque você vai mais uma vez perder a eleição para Adelmo. O povo de Lajedo não aguenta mais esses Dourado. Por último, fabricaram um deputado de proveta", disse, em referência ao deputado estadual Marcantônio Dourado Filho (PP), sobrinho de Antônio.

"A única coisa boa que você trouxe para Lajedo, que você diz que é uma coisa boa, é um presídio. É lá que você vai morar", continuou. Antônio João Dourado administrou Lajedo por três mandatos. Em uma live no Facebook, criticou o grupo político alinhado a Álvaro Porto na cidade, hoje representado pelo prefeito Rossine Blesmany e pelo candidato à Prefeitura Adelmo Duarte (ambos do PSD).

"A incompetência que está implantada aqui é a mesma coisa que o deputado Álvaro Porto fez em Canhotinho. É a mesma escola. É uma família que está dominando Canhotinho há muitos anos e vence lá as eleições. E por que vence? Tira os homens de bem e bota os bandidos dentro da cidade. Canhotinho ficou para trás e talvez seja a pior cidade do Agreste Meridional. E querem fazer de Lajedo a mesma coisa", declarou Antônio João. Canhotinho tem como prefeito Felipe Porto (PSD), sobrinho de Álvaro, que também já geriu o município.

A reportagem procurou o candidato do PSB à Prefeitura de Lajedo para que comentasse o vídeo gravado por Álvaro Porto. "Eu não vou entrar nessa de bater boca com ele. Essa agressividade e esse ódio simplesmente confirmam tudo o que eu falo. Isso não é modo de um deputado se dirigir à população, mas ele está acostumado. O povo de Lajedo está cansado e não vou partir para baixaria. Tenho projetos para a cidade", disse Antônio.


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ALEPE

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28/11


2020

Prefeito de Paulista coopta garis em troca de votos

EXCLUSIVO 

O blog está de posse de uma gravação do prefeito de Paulista pressionando os garis terceirizados a votarem em Francisco Padilha (PSB), seu candidato à sucessão. Na conversa,  aparentemente para uma grande plateia, Júnior Matuto diz que se o seu candidato perder, todos estarão desempregados.

Matuto pede o empenho de todos para garantir o voto da família, dos vizinhos, dos amigos usando o argumento de que precisa desse votos para garantir o emprego e o sustento da família. Em um trecho, o prefeito chega a dizer ao ver um celular: "Baixa esse telefone senão a turma passa o cerol em mim. Eu não posso ser afastado mais não", falou em referência aos afastamentos que sofreu no cargo por denúncias de corrupção em sua gestão.

DINHEIRO A RODO

O blog também recebeu um vídeo com um suposto cabo eleitoral de Padilha com maços de dinheiro oferecendo em troca de votos. "Daqui até domingo quem quer dinheiro para votar no 40? 15 Já era", diz ele.

O vídeo, no entanto, não identifica o autor da proposta e por isso não será publicado.


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O Jornal do Poder

28/11


2020

Desculpas pelo atraso

Por Cristovam Buarque*

No dia seguinte ao pleito de 15 de novembro, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, pediu desculpas pelo atraso de algumas horas na divulgação dos resultados eleitorais. Surpreende que ninguém antes tenha pedido desculpas pelo atraso educacional de cem anos. Nem temos a quem responsabilizar: não há TSE da educação nacional.

Presidentes e ministros cuidam de universidades e escolas técnicas, enquanto a educação de base é responsabilidade de quase 6 mil prefeitos e alguns governadores. A população com renda não culpa o governo, porque utiliza escolas particulares; os pobres acostumaram-se a ver a escola como restaurante para os filhos receberem merenda. O eleitor não dá à educação a mesma atenção que ao resultado rápido da eleição.

Todos os presidentes e políticos, desde 1889, especialmente depois de 1985, devem pedir desculpas pelo atraso e pela desigualdade educacional no Brasil.

Fui ministro por 12 meses e devo pedir desculpas por não ter construído força política para me manter no cargo pelo tempo necessário para implementar as ferramentas que defendo, e iniciei, como a Escola Ideal, embrião de um sistema nacional de educação de base. Como governador, implantei a Bolsa Escola e diversos programas na educação de base no Distrito Federal. Como senador, criei duas dezenas de leis, como a do Piso Salarial Nacional dos Professores, a obrigatoriedade de vaga desde os 4 até os 17 anos de idade. Mas nada disso mudou a realidade. Como candidato a presidente só consegui 2,5% dos votos.

Reitero as desculpas por não ter convencido a opinião pública de que educação é o vetor do progresso e a estratégia para isso passa pela nacionalização do sistema municipal. A educação não será de máxima qualidade, nem será igual nas 200 mil escolas do Brasil, enquanto a responsabilidade pela educação das crianças brasileiras não for do governo federal.

Para isso cinco passos são necessários: 1) transformação do MEC em ministério com a responsabilidade exclusiva de cuidar da educação de base; 2) criação de uma carreira nacional do magistério, todos os professores com muito boa formação, avaliados permanentemente, com dedicação exclusiva e, para isso, muito bem remunerados; 3) prédios escolares com a máxima qualidade e instalações culturais e esportivas; 4) escolas com os mais modernos equipamentos da pedagogia, que permitam saltar das tradicionais aulas teatrais para as aulas cinematográficas com recursos da teleinformática, adotando métodos que desenvolvam a criatividade; 5) todas as escolas em horário integral.

Raríssimas cidades são capazes de financiar a execução dessa estratégia. Ela requer processo de nacionalização da educação de base ao longo de alguns anos, com adesão voluntária de cidades que queiram substituir seus frágeis sistemas educacionais por um robusto sistema nacional.

O custo para ter essa “escola ideal” é de R$ 15 mil/ano por aluno. Valor que permitiria financiar todos os gastos e investimentos e pagar salário de R$ 15 mil ao professor por mês, em salas com 30 alunos. Esse salário faria do magistério uma profissão atraente, permitindo que o selecionado aceitasse ir para a cidade que lhe fosse determinada, com dedicação exclusiva à sua escola e submetido a avaliações periódicas. Num ritmo de 300 cidades por ano, o novo sistema chegaria a todo Brasil em 20 anos. Se o PIB crescesse a um ritmo médio de 2% ao ano, o sistema nacional custaria cerca de 7% do PIB, para atender 50 milhões de alunos.

Considerando que o número de alunos deverá ser menor e que as novas técnicas permitirão diminuir o custo por aluno, a dificuldade dessa estratégia é política: convencer os ricos de que a escola com qualidade apenas para seus filhos amarra o progresso do País e limita o bem-estar e o futuro de todos; e os pobres, de que seus filhos têm direito a uma escola que ofereça muito mais do que merenda e seja tão boa quanto as melhores do país. Convencer também os políticos de que terão de enfrentar eleitores mais conscientes; e mostrar aos sindicatos que os interesses dos professores devem ser associados aos interesses das crianças, da educação e do futuro do país.

Não será fácil atrair a população para a ideia de que as escolas brasileiras poderão ser tão boas quanto as de países com educação de qualidade. E que crianças pobres devem ter escolas com a mesma qualidade das dos ricos.

No final do século 19 tivemos dificuldade para convencer que era possível o Brasil ser um país industrial e para isso era preciso abolir a escravidão. Agora o desafio é convencer que sem escola com a máxima qualidade para todos não completaremos a Abolição, nem avançaremos para o progresso com eficiência econômica, justiça social e sustentabilidade ecológica no mundo global da civilização que caracteriza o século 21. Antes não tínhamos futuro com a escravidão, agora não teremos futuro sem escola com máxima e igual qualidade para todos. E que nenhum cérebro seja deixado para trás. Enquanto isso não for feito, precisamos pedir desculpas pelo atraso a que condenamos o Brasil.

*Ex-ministro, ex-senador e ex-governador do DF. Pofessor Emérito da Universidade de Brasília.


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Abreu no Zap

28/11


2020

Chefe de gabinete da PCR é flagrado cobrando votos à aliada

O blog teve acesso a uma conversa vazada entre Rodrigo Farias, chefe de gabinete do prefeito do Recife, e uma ex-candidata a vereadora do Solidariedade, partido que compõe a coligação Frente Popular, do prefeiturável João Campos (PSB). O áudio traz um diálogo de quase três minutos e meio entre o assessor da Prefeitura e Charmainne Almeida (SD), em uma cobrança ostensiva por votos para João. Ouça no player.

No áudio, Rodrigo Farias, que comanda o gabinete do prefeito Geraldo Julio, chega a dizer que "deu a militância e uma ajudinha" à candidata, com a promessa de que ela voltaria ao emprego. Ele também afirma que coordena a campanha do prefeiturável socialista e chega a cobrar a devolução de repasses feitos à ex-candidata a vereadora. "Então devolva", diz em dado momento.

"Eu fiz compromisso e compromisso se faz para cumprir. Você acertou comigo, sua conversa foi comigo. O coordenador da zonal sou eu. O coordenador da campanha sou eu", prossegue Farias, que chega a falar que vai enviar "uma pessoa" à casa da aliada.

Charmainne Almeida responde: "Vem que eu chamo a polícia. A pessoa passou o tempo todo trabalhando. Vocês estão achando que podem fazer o que quiser e ficar por isso mesmo?". Na conversa, ela chega a mencionar uma terceira pessoa, chamada apenas de "Vítor".

Mais adiante, Rodrigo reitera que Charmainne firmou um compromisso com ele: "Você sentou comigo na mesa".

"Deixa eu te dizer uma coisa: eu vou ganhar uma eleição e tu não 'vai' pisar mais na Prefeitura", conclui a fala e desliga o telefone.


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28/11


2020

O balaio da política

Por Marcelo Tognozzi*

No fim dos anos 1930 dois políticos trabalhavam diuturnamente para pavimentar o caminho até a Presidência da República. O paulista Armando de Sales Oliveira fora interventor em São Paulo, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas. Engenheiro formado pela tradicional escola Politécnica era um homem refinado, filho de senador e membro nato da oligarquia paulista certificado pelas cotas de sócio do jornal O Estado de S. Paulo, fundado e comandado pela família Mesquita. Sales apoiara a Revolução de 1930 contra o então presidente Washington Luís e seu candidato paulista Júlio Prestes, na esperança de que a força da nova economia e da nova elite industrial paulista se impusesse mais cedo ou mais tarde.

A 2.800 quilômetros de São Paulo, outro político refinado também apoiou a Revolução como governador da Paraíba eleito pela Aliança Liberal, o partido de Getúlio. Era José Américo de Almeida, que mais tarde seria ministro da Viação e embaixador. Diferentemente de Armando, homem da matemática e da engenharia, Zé Américo era poeta e escritor, autor do clássico A Bagaceira. Cada um ao seu estilo, Armando era pragmático, desenvolvimentista, pioneiro da geração de energia elétrica, autoritário e acreditava em progresso e dinheiro. Metia o dedo na tomada com gosto.

Zé Américo era o oposto: matreiro, sutil, capaz de conversar horas a fio sem sair lugar. Aquele tipo que conseguia tirar as meias sem tirar os sapatos. Mas não menos autoritário: comandou a repressão aos revoltosos de Princesa como secretário de Segurança do governador João Pessoa. Era uma espécie de coronel de fino trato, envernizado, perfumado e elegante. Em 1934 tentou seduzir o então tenente Ernesto Geisel, secretário de Fazenda da Paraíba, acenando com uma cadeira de deputado, mas o gaúcho, reto e direto, disse que preferia a farda. A bordo dela Geisel desembarcou na Presidência da República 40 anos depois.

Em 1936, Armando Sales saíra da condição de interventor para a de governador eleito. Zé Américo dava expediente como ministro do Tribunal de Contas da União. Estavam agora a 400 quilômetros de distância um do outro, mas o paraibano julgava ter certa vantagem porque trabalhava na Praça da República, a 3 quilômetros do Palácio do Catete, onde Getúlio despachava.

Ambos comemoraram o Réveillon de 1937 em grande estilo. Tinham uma campanha pela frente, com a eleição marcada para janeiro do ano seguinte. Sales deixara o governo de São Paulo para mergulhar de cabeça no seu projeto de candidato de oposição ao governo. Zé Américo conseguiu articular apoio entre os principais membros do governo, embora Getúlio nunca o tenha chamado de “meu candidato”. O champanhe do Réveillon virou vinagre em novembro, 3 meses antes do pleito, quando Getúlio anunciou o Estado Novo, um golpe que endureceu o regime e mandou para o cemitério as candidaturas de Armando e Zé Américo.

Sales recebera um sinal de Getúlio quando foi até o presidente informar da sua candidatura irreversível e ouviu dele que o Brasil vivia um clima de guerra e as eleições poderiam ser inoportunas naquele momento. Ofereceu a Sales o Ministério da Fazendo ou o Banco do Brasil, que o paulista recusou polidamente.

O golpe de Getúlio tinha até Constituição pronta, escrita e revisada por Francisco Campos, o famoso Chico Ciência que 30 anos mais tarde também deixaria suas digitais na Constituição de 1967 formatada pelos militares. Getúlio não queria Zé Américo e nem muito menos Armando. Para ele faltava ao paulista um certo jogo de cintura, que sobrava no paraibano. E ainda havia a ameaça de um golpe integralista, que Getúlio registra em detalhes em seu diário numa anotação de 1º de dezembro de 1937.

O Estado Novo veio depois de intensa propaganda anticomunista e uma fake news chamada Plano Cohen. Fechou o Congresso, acabou com os partidos políticos, censurou a imprensa e encheu as cadeias de adversários políticos. Zé Américo ficou no TCU até 1947, votou a ser ministro da Viação no segundo governo de Getúlio e morreu em 1980 aos 93 anos. Sales foi exilado, morou nos Estados Unidos e Argentina, voltou ao Brasil em abril de 1945, fundou a UDN e morreu em 17 de maio aos 57 anos.

De fato, 5 meses depois daquela anotação no diário, em 11 de maio de 1938, os integralistas tentaram invadir o Palácio Guanabara, residência oficial do presidente, com objetivo de matá-lo. O intenso tiroteio durou horas e terminou com um saldo de 8 mortos e Getúlio guardando seu parabélum na cintura e fumando um charuto enquanto se refazia da refrega.

O Brasil nunca foi para amadores. Getúlio inaugurou uma nova era dos profissionais com a Revolução de 1930. Não havia outra opção: era ele ou ele. A tentativa de renovação política feita por Armando Sales e Zé Américo tinha um perfil de centro, com Armando um pouco mais à direita e Américo mais à esquerda, sendo que no caso deste último muito mais por oportunismo que por convicção.

Nas últimas décadas nossos políticos resistiram o quanto puderam à renovação. Ela veio pela força em 1964, mas envelheceu e caducou em 20 anos, deixando que os adversários dos idos de 1950 voltassem ao protagonismo. O PT foi algo novo, mas Lula seguiu ao pé da letra a cartilha getulista e manteve as duas opções: ele ou ele.

O sistema moeu os inocentes, politizou o serviço público, a Justiça e as forças de segurança, a ponto de nos últimos anos juízes e procuradores ocuparem mais espaço na mídia falando de política que aqueles eleitos para isso. Tudo que um dia foi novo envelheceu rápido.

Bolsonaro, Lula, João Doria, Rodrigo Maia, ACM Neto, Gilberto Kassab, Guilherme Boulos, Davi Alcolumbre, Ratinho Junior, Fabio Faria, Flavio Dino e outros políticos chegaram lá pela legitimidade do voto. Os ministros do Supremo, delegados, procuradores da República, sindicalistas e tantos outros ganharam seu naco de poder pela influência, amizade e também, claro, pelo concurso público. Todos trabalham dioturnamente pela conquista e manutenção do seu lote de poder. Uns com mais competência, outros menos.

A diferença entre o Brasil de hoje e o de 90 anos atrás é que a política virou um balaio superpopuloso, com todo tipo de gatos, muitos deles gatinhos herdeiros. Temos um poder cada vez mais dividido, cada um cuidando de segurar seu espaço naquilo que vulgarmente chamamos instituições, mas que no fundo são ilhas onde cada um foca nos seus próprios interesses e a renovação virou pura demagogia. Aquela habilidade de tirar a meia sem tirar o sapato, já faz tempo entrou para o folclore do século passado.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Poder360.


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Banco de Alimentos

28/11


2020

Eleição em Brejinho na mira da Justiça

Por Cláudio Soares*

O resultado nas urnas foi possível saber, independente quem foi o vencedor, mas a Justiça Eleitoral deve realizar uma investigação sobre o uso de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico por parte do grupo que 'venceu' a eleição.

Não tenho dúvidas que a disputa agora, sobre as eleições na cidade de Brejinho, vai ser na Justiça.

1- Um ano antes das eleições, o candidato eleito e seu grupo já realizavam comícios, carreatas pelas ruas da cidade de Brejinho com carros de som e fogos de artifícios; 

2- Os crimes cometidos pela coligação do prefeito eleito estão registrados na Justiça Eleitoral local como a entrega de três ambulâncias para povoados com a nítida intenção de angariar votos. Nesta ação criminosa, o pré-candidato e seu grupo agitavam a cidade de Brejinho com carreatas, carros de som e comícios com fogos de artifícios, uma violação à legislação eleitoral diante de atitudes criminosas de abuso econômico; 

3- O grupo do candidato vencedor nas urnas, ainda esse ano, precisamente na semana santa, distribuiu uma carreta de cestas básicas no valor aproximado de 100 mil reais. Neste evento ocorreu de tudo, carreatas pelas ruas de Brejinho, discursos e fogos de artifícios.

Nestes eventos, ocorreram sempre aglomerações de pessoas violando as regras da vigilância sanitária e, o pior, os pré-candidatos gesticulando o número 10 que viria ser o número oficial  do candidato.

A Justiça já sabe de tudo isso mediante um farto conjunto de provas probatórios. O setor jurídico da campanha de José Vanderlei (PSB) prepara um conjunto de ações para nos próximos dias ingressar na justiça eleitoral (TRE) para pedir a impugnação da diplomação dos eleitos que abusaram economicamente e transgrediram as regras eleitorais.                                                                       

"Recurso Contra Diplomação (art. 262, I, do Código Eleitoral):

Cabe somente nos casos de inelegibilidade superveniente ou de natureza constitucional e de falta de condição de elegibilidade. Deve ser ajuizado no prazo de 3 (três) dias da diplomação no intuito de cassar o diploma do candidato."                                                 

A eleição em Brejinho foi escandalosa e esperamos que a Justiça Eleitoral não feche os olhos para as aberrações como a compra de votos com provas robustas e o abuso econômico violento que ocorreram naquela cidade. Os crimes eleitorais que anteciparam o processo eleitoral constam sobre a batuta da justiça eleitoral local na comarca de Itapetim, uma vez que Brejinho é termo de Justiça em instância na cidade vizinha.

Nos encontros, movidos à propaganda eleitoral antecipada, estava sempre presente o senhor Gilsomar Bento de Souza com gestos do número 10 de seu partido político Republicanos,  incentivando seus cabos eleitorais - e se dizendo candidato a prefeito. As filmagens e fotos são provas consistentes do abuso econômico e propaganda política eleitoral antecipada.   

É notório que nos quatro cantos de Brejinho: o que não faltaram foram os pré-candidatos republicanos solidários, numa vergonhosa política antecipada, algo até intrínseco a eles, mas que deve ser observado pela Justiça com rigor.

A solidariedade é sempre bem-vinda, contudo, se utilizar dela para fazer promoção pessoal ou até mesmo campanha antecipada não deve ser permitida ou admissível.

Além de moralmente reprovável, pelo Direito Eleitoral esse tipo de vantagem também é coibida através das condutas vedadas aos agentes políticos em tempo eleitoral, além de ser um indicativo de farta prova de abuso de poder econômico. 

O juiz Carlos Henrique Rossi, da 99ª Zona de Brejinho, e o Ministério Público já estão com todas as denúncias contra mais de 10 pessoas e agora aguardamos a punição contra as aberrações dos crimes eleitorais acontecidos naquela cidade.

*Advogado e jornalista.


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28/11


2020

A guerra pelo voto

Na véspera da eleição de segundo turno, Recife amanheceu, literalmente, de cabeça para baixo, revirada pelas correntes de militantes de ambos os lados, de João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). O confronto de vermelhos e amarelos ocorre nos sinais de todas as vias movimentadas da cidade. Chama atenção a falta de policiamento no caso dessa briga pelo voto descambar para a briga no campo físico.


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28/11


2020

Coronel Feitosa está com Covid-19

O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC), que concorreu à Prefeitura do Recife nesta eleição, foi diagnosticado com Covid-19 ontem. O parlamentar informa que está com sintomas leves e cumpre isolamento domiciliar.

Leia a nota na íntegra:

"Através desta nota, informo que testei positivo para a Covid-19. Comecei a sentir os primeiros sintomas e, imediatamente, procurei orientação médica. Busquei a ajuda da Dra. Cristiana Altino Almeida, coordenadora do Projeto Médicos pela Vida em Pernambuco, que reúne profissionais da saúde de diferentes áreas em busca de oferecer o tratamento precoce para a doença. Conheci a médica, ainda em março, que é especialista em medicina nuclear, após realizar uma live em minhas redes sociais para esclarecer porque e como se dava o tratamento feito à base da Hidroxicloroquina, Azitromicina, Vitamina D e Zinco.

Acometido por sintomas leves, iniciei de pronto o protocolo médico do tratamento. Estou em isolamento domiciliar e graças a Deus, a Dra. Cristiana e aos medicamentos estou muito bem. Como pessoa pública, me sinto na obrigação de comunicar aos pernambucanos o resultado do meu teste e o tratamento a que estou sendo submetido, diferente de outras autoridades do estado que silenciaram como se trataram."


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Comentários

Wellington Antunes

Sem problemas, não precisa se preocupar, é só uma gripezinha como diz o guru dele, o mito dr. bozo. Tem também a cloroquina, a salvação.



28/11


2020

Na véspera da eleição, Geraldo paga comissionados

O juiz da 149ª Zona Eleitoral de Recife acatou o pedido de medida liminar formulado pela coligação Recife Cidade da Gente na Ação Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que condena a chapa de João Campos por abuso de poder econômico e político, consubstanciado na intensa convocação de servidores públicos municipais, inclusive terceirizados, para participarem de reuniões em que a Coligação Frente Popular do Recife busca angariar votos ilicitamente.

A propósito, o blog foi informado que a Prefeitura do Recife antecipou para hoje, já estando na conta, o pagamento de todos os 3.513 servidores comissionados. Quanto à decisão do juiz, as provas dos autos evidenciam que servidores da Prefeitura do Recife estão sendo convocados por suas chefias para participarem da campanha. Assim, deferiu a liminar de urgência para determinar que os agentes públicos investigados se abstenham, imediatamente, de convocar servidores públicos municipais, inclusive terceirizados, para participarem de atos de campanha, sob pena de multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais).


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Comentários

Carlos

Tem que ser muito jumentóide e gostar de comer merda para apoiar o PT e a esquerda, uma organização criminosa que mais roubou dinheiro do povo na história do planeta Terra, quebrou a economia brasileira, defendem bandidos, dizem que são coitadinhos vítimas da sociedade, defendem legalização das drogas, ideologia de gênero, aborto, são contra a redução da maioridade penal, contra a iniciativa privada, que é quem gera empregos, defendem ditaduras comunistas e genocidas, contra ao direito de legítima defesa do cidadão, contra a família, contra a religião, enfim, só defendem o que não presta.

Wellington Antunes

O bozo é tão canalha que quer agora zerar o reajuste do piso do magistério. O bozo não tem dó e nem piedade dos mais pobres, pois também acabou com o reajuste que garantia um ganho real do salário minimo, que se valorizava a cada ano, e o percentual era baseado no crescimento PIB brasileiro, afora a reposição da inflação. O PIB, como sabemos, é a soma de toda a riqueza produzida no país, o ganho real do salário mínimo tomava esse parâmetro como índice de acordo com o aumento da riqueza nacional, era como se esta riqueza estivesse sendo distribuída entre os mais pobres desse país. A besta fera tb acabou com essa politica salarial do mínimo. As vezes me pergunto como ainda existem pobres, inclusive alguns que habitam esse blog, que defendem um sacana desse. Tem que ser muito jumentóide e gostar de comer merda.

Wellington Antunes

Derrubar o PT tem um custo que todos pagam, bom seria que só os bozolóides pagassem, mas sobra para todos, infelizmente. Em 2019 a extrema pobreza foi 44,4% superior a de 2014. Em 2015 o PIB era de UU$ 1,8 tri (oitavo do mundo), em 2020 é de US$ 1,4 tri (décimo segundo). Em 2020 perdemos R$ 250 bi da renda de consumo da classe média. E 75% do Pré-Sal é de estrangeiros.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Magno, estamos no final do mês. Você queria que a Prefeitura atrasasse o pagamento? Fazer disso uma bandeira não dá. É ridículo. Não tem o que bater coloca esses posts sem sentido. O desespero faz as pessoas perderem o raciocínio e o senso crítico. O PT não fará do Recife sua sede. A sede de uma Organização Criminosa comandada pelo maior ladrão de todos os tempos e padrinho político da Marília, o Lula ladrão.

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

O PSB perdendo a Eleição no Recife a casa vai cair pra muita gente, é bom a POLÍCIA FEDERAL arrumar mais espaço nas dependências dela aqui em Recife, pois não vai caber o ALTO ESCALÃO DA PREFEITURA NA SEDE DA PF NÃO.



28/11


2020

As eleições e o rio que corre pela minha aldeia

Por Arnaldo Santos*

Amanhã, em sete das nove aldeias do Nordeste, haverá segundo turno.  Em seis delas, predominam candidatos dos partidos de centro e centro- esquerda em disputa, o que revela clara rejeição do eleitor ao direitismo negacionista que viceja no Brasil, exceção feita a Fortaleza, onde um dos candidatos na disputa, apesar de ter escondido e negado por três vezes seu “mito”, e tutor político-ideológico, se filia ao que há de mais obscuro na direita brasileira. 

Registre-se o fato de que, embora os partidos de esquerda tenham se dividido no primeiro turno, o que há de ter sido determinante para que a ex-prefeita Luizianne Lins, candidata do PT, tenha ficado de fora da disputa no segundo turno (diferente do ocorrido no Recife, onde Marília Arraes, do PT, disputa com João Campos do PSB, com chances de vitória), agora a esquerda está unida em uma frente ampla, em apoio a José Sarto, do PDT, para enfrentar o candidato da direita bolsonarista, representada pelo capitão Wagner.  

Comum a essas aldeias, um caudaloso rio de problemas sociais e econômicos corre por todas elas, irrigando o solo sobre o qual se cultiva o histórico apartheid social, adubado com o agrotóxico da intolerância de uma sociedade embrutecida, preconceituosa e racista, (embora negado pelo vice- presidente da República, Hamilton Mourão), e pelo descaso de uma elite dirigente, em geral, culturalmente ignorante, politicamente analfabeta e corrupta, e socialmente insensível, que, à extensão tempo, deixou explodir a miséria e um grau de violência sem precedentes. 

Divisa-se um obscuro cenário, onde a vida do outro já não vale muito, os pretos e pobres são as maiores vítimas, como ocorreu com o João Alberto, assassinado na última semana, na frente da esposa, no estacionamento de um supermercado, por dois celerados seguranças brancos, com a cumplicidade dos que assistiam e filmavam aquelas cenas de barbaria, colidindo com o movimento mundial de proteção da vida, segundo o qual vidas negras importam. “Em verdade, em verdade vos digo”, importam muitíssimo!

Pela importância política do dia de amanhã, e do seu significado a começar em 01 de janeiro de 2021, neste artigo, a reflexão será sobre a realidade social e econômica de minha aldeia, Fortaleza, e acerca da complexidade dos problemas que aguardam aquele que será eleito nesse domingo, que, em maior ou menor grau, se assemelham ao desafio a ser enfrentado pelos que serão eleitos  nas  demais aldeias.

Fortaleza, como tantas outras capitais do Nordeste, é uma bela aldeia de quase 2,7 milhões de habitantes, (IBGE - 2020), banhada por verdes mares. Presenteia-nos com lindas praias, adornadas por jangadas com suas velas coloridas, e extensas dunas de areias brancas, e do que restou dos outrora vastos coqueirais, donde sopram ventos constantes que desalinham os negros, castanhos, loiros e ruivos cabelos das suas belas mulheres, tornando-as ainda mais lindas, exuberantes e sensuais!

Por esse panorama, “navegar é preciso”, para superar milhas e milhas de   águas turbulentas e tempestades de carências sociais, que afligem a população menos favorecida, sob o infortúnio da covid-19, que agravou a já combalida economia, aumentou o desemprego, causando a pauperização de parcela significativa da classe trabalhadora, gerando o mais caudaloso e revolto rio de problemas econômicos-sociais e urbanos da história recente de todas as aldeias brasileiras. 

Escudado no poeta Fernando Pessoa, que em um dos seus líricos poemas escreveu que, “[…] o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia”. Nesse ambiente de lirismo, como “poucos sabem qual é o rio da minha aldeia”, me permito advertir que o eleito amanhã terá que localizar e georreferenciar os pontos longitudinais, onde nasce o rio que corre pela minha aldeia,  “para onde ele vai”, e “porque ninguém nunca pensou no que há, para além do rio da minha aldeia”, ao ponto de deixar que ao longo do tempo os sedimentos de pobreza trazidos por suas águas fossem se acumulando a montante de sua foz, e fortalecendo as raízes das nossas desigualdades e misérias, até atingir o grau e a extensão que vivenciamos hoje, como veremos nos parágrafos subsequentes. 

Quando examinamos o rio da desigualdade medida pelo índice de Gini, com os dados do IBGE, referentes a 2019, portanto bem antes da pandemia, verificamos que, no Brasil, a taxa era de 0,543; na região Nordeste, esse índice era de 0,559; no Estado Ceará, a taxa era de 0,561; e, em Fortaleza, a desigualdade era de 0,574, sendo uma das mais agudas entre todas as aldeias -  o que evidencia o tamanho do problema a ser enfrentado por aquele que será eleito amanhã. 

Essas abissais desigualdades em minha aldeia, evidenciadas pelos índices apresentados pelo IBGE, demarcam a linha do tempo, revelando os indicadores sociais que o eleito encontrará depois das eleições, para que, daqui a quatro anos, possamos avaliar os avanços ou retrocessos no mapa da pobreza, permitindo-nos inferir a noção de que, com algumas poucas variações, esse também será o desafio a ser enfrentado pelos (as) chefes das demais aldeias que serão eleitos(as) amanhã, especialmente na região Nordeste. 

Em relação ao mapa da pobreza, segundo a linha de corte estabelecida pelo Banco Mundial, que é de 5,5 dólares per capita (PPC) dia, meu rio pessoano (via heterônimo Alberto Caeiro) é ainda mais largo, profundo e turbulento. Dados da PNAD, divulgados pelo IBGE, agora no início de novembro, também referentes a 2019, quando a maioria da população nem sabia o que era pandemia, informam que a pobreza em todo o Ceará já atingia 3,8 milhões de pessoas, 41,3% da população, e em Fortaleza eram 624.517 mil pessoas, algo em torno de 23,5% da sua população, à época, que viviam nessas incômodas circunstâncias.  

Adicionem-se a esses números do mapa da pobreza as pessoas que vivem na extrema pobreza, cujo valor per capita definido pelo Banco Mundial é de 1,9 dólar/dia. Em todo o Estado do Ceará, tínhamos 12,4% da população sobrevivendo nessa difícil realidade, o que correspondia a 1,13 milhão de pessoas na extrema pobreza antes da pandemia, e, em Fortaleza, esse percentual à época era de 3,8%, equivalente a 100.986 mil pessoas vivendo nessa subumana situação. Ante tão precária realidade, imagino quão grave é o problema que aguarda o eleito amanhã, no primeiro dia do próximo ano.

Nessa contextura de tão vulnerável realidade que evolui em minha aldeia, a reflexão que se impõe sobre os graves problemas econômicos e sociais que enfrentamos - e que deverão se agudizar na pós-pandemia - diz respeito ao desemprego, a exigir uma inadiável ação de geração de renda para a camada  da população, que considero o mais grave e urgente. 

Aqui o objetivo é cobrar daquele que será ungido nesse domingo, que, ao assumir em 01 de janeiro, mobilize a sociedade e o setor produtivo, das áreas do comércio, indústria e serviços, para a formulação de um amplo programa de geração de trabalho e renda, ancorado em um modelo de economia solidária, contemplando desde o financiamento dos pequenos negócios nos próprios territórios (um dos candidatos está apresentando essa proposta), até a contratação de mão de obra direto da comunidade por meio das associações comunitárias, para executar serviços de reforma dos equipamentos públicos (hospitais, escolas, postos de saúde etc.), e do seu mobiliário, potencializando a economia e o desenvolvimento locais.

Como somos uma urbe que vivencia o paradoxo entre os índices de extrema pobreza e a modernidade, evidenciada pela ciência produzida pelas nossas universidades, e pelos hubs aéreos, e cabos submarinos, estendidos aos vários continentes que a conectam ao mundo, transformando-a em uma aldeia global, na outra ponta, o eleito terá que aproveitar essa infraestrutura tecnológica, para modernizar sua economia, mediante criação de um estruturado programa na área da economia criativa, para promover, efetivamente, uma ação de inclusão digital, especialmente para a nossa juventude, apoiando e estimulando seu potencial criativo, para, assim, preparar nossa aldeia a fim de ter competitividade econômica em escala global, nesse setor. 

É de saber geral a noção de que quem se elege tem o dever político-administrativo e a responsabilidade social de governar, espacialmente, para toda a cidade, tendo como horizonte a melhoria das condições de vida dos seus cidadãos, especialmente para os mais pobres que compõem a maioria da sua população historicamente esquecida e aviltada em seus direitos. 

No contexto da multidimensionalidade da pobreza e das desigualdades, é imperioso que o eleito se ocupe da formulação de políticas públicas factíveis, considerando a magnitude desses problemas, e consoante as condições econômico-financeiras da Prefeitura, mormente nesse contexto de encolhimento da economia. Esta exprime queda brusca da arrecadação, porquanto uma política pública, para ser viável e ter efetividade, tem que responder a pelo menos quatro indagações: quais são as evidências que justificam sua estruturação, quanto custa, de onde vêm os recursos e quem vai pagar. 

Durante toda a campanha, com raras exceções, o que assistimos foi a um festival de promessas genéricas, e não propostas de governo, inclusive pelos dois postulantes a chefe da aldeia, no segundo turno, sem evidências de sua exequibilidade e sem qualquer fundamentação.

Com os olhos e as atenções dirigidos para os indicadores de pobreza,  para os altos índices de desemprego e informalidade, que, ao lado de tantos outros, formam o mais caudaloso, profundo e furioso rio que corre pela minha aldeia, o eleito amanhã tem o dever político-social e humano de por em execução  um amplo programa de inclusão e geração de renda para acudir esse contingente da população, pois, nessa perspectiva, não estamos falando de filantropia, (concessão de benefícios) e sim de economia. 

*Jornalista e doutor em Ciências Políticas. Comentários e críticas para: [email protected]


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28/11


2020

Jurídico de Marília tenta barrar caravanas do Interior

Partido sem militância no Recife, mas detentor do poder em vários municípios da Região Metropolitana e Interior, o PSB usou da estratégia de impressionar com maior volume de pessoas nas ruas de amarelo, para fazer também boca de urna para o candidato João Campos, que disputa amanhã, em eleição de segundo turno, a Prefeitura da capital contra Marília Arraes (PT). 

O blog apurou que, desde cedo, vários ônibus estão chegando do Interior ao Recife transportando militância paga para encher a cidade amanhã, dando a impressão de que Recife amarelou. A assessoria jurídica da coligação de Marília, no entanto, já tomou algumas providências para inibir mais um abuso de poder e uso da máquina.

Neste sentido, entrou com representação e pedido de tutela inibitória, junto à Justiça Eleitoral, para impedir o abuso, com a apreensão de todo e qualquer ônibus suspeito nas principais vias de acesso ao Recife. O blog já recebeu até vídeos, como este, comprovando a movimentação de ônibus no comitê de João.


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Realmente, tem de barrar as caravanas do MST. Movimento sem registro de Pessoa Jurídica, Movimento fantasma igual aos funcionários da Marília que está sendo cobrada pelo Ministério Público.

Sergio Murilo Pereira Araujo

João Mijão, pode fazer o que ele quiser, Amanhã vai dá Marília. O povo já cansou dessa gangue.