Lavareda

18/10


2020

Escândalo envolvendo vice de delegada atinge Raquel

As investigações do MP e do Tribunal de Contas de Pernambuco envolvendo o candidato a vice na chapa da delegada Patrícia Domingos (Podemos), no Recife, atingem em cheio também a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB). As suspeitas de malversação do dinheiro gasto no São João de Caruaru por Leo Salazar (à esquerda), o vice da delegada, já ocorreram na gestão da tucana. 

O Tribunal de Contas de Pernambuco está debruçado numa auditoria especial sobre os gastos do São João de Caruaru de 2018, segundo ano de Raquel. O processo nº 1821219-0 tem o conselheiro Carlos Neves como relator e analisa “irregularidades detectadas” nos recursos utilizados. Naquele ano, o produtor cultural Leonardo Santos Salazar (Cidadania) era o presidente do Comitê Gestor do São João. Ele é um dos alvos no processo.

Salazar era responsável por acompanhar e fiscalizar os contratos. Maria Alves da Silva, então presidente da Fundação de Cultura e Turismo do município, e Angelo Dimitre Bezerra da Silva, que era coordenador de controle interno do Comitê, são citados. Além de acumular a função de presidente do Comitê Gestor, Leonardo Salazar era vice-presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, cargo que deixou em janeiro deste ano, último da tucana, que disputa a reeleição.

O Ministério Público também detectou indícios de irregularidades em contratos milionários celebrados com prestadores de serviço no São João de Caruaru em 2018 e instaurou pelo menos dois inquéritos em 09 de maio de 2019. Uma das empresas contratadas foi a Talentos Promecc Atacado e Produção de Eventos Ltda, responsável pela ornamentação e buffet para camarins, entre outros serviços, ao custo de R$ 2.238 milhões. A GJB Locações e Serviços Ltda foi outra prestadora, que se encarregou da limpeza, conservação e higienização dos eventos juninos, com valor total de R$ 76.999,46.

Nos dois casos, o promotor de Justiça Marcus Alexandre Tieppo Rodrigues aponta “possibilidade de superfaturamento” e atesta que Leonardo Salazar estava designado “para acompanhamento e fiscalização” dos contratos. Além disso, considera “eventual conduta omissiva da administração pública quanto ao poder-dever de fiscalizar o adimplemento pela contratada”.

O produtor cultural Leonardo Salazar foi procurado pelo blog para que se pronunciasse sobre o caso. Sua assessoria limitou-se a encaminhar uma certidão negativa de contas julgadas irregulares pelo TCE-PE, emitida em 16 de outubro no nome do candidato a vice-prefeito do Recife, mas isso é irrelevante.


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ALEPE

Confira os últimos posts



27/11


2020

PF cumpre mandado na Secretaria de Educação de Paulista

A Polícia Federal cumpre, neste momento, um mandado de busca e apreensão na Secretaria de Educação de Paulista. O pedido partiu da Justiça Eleitoral. De acordo com informações confirmadas ao blog pela Assessoria da PF, agentes acompanharam um oficial de justiça na ação, resultando na apreensão de um computador, que passará por perícia técnica. Caso seja comprovada alguma irregularidade, um inquérito policial será instaurado para apurar os fatos.


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O Jornal do Poder

27/11


2020

Chapa de João pode ser cassada

EXCLUSIVO

A gravidade da candidata a vice Isabella de Roldão (PDT) ter omitido parte de seu patrimônio da declaração oficial da Justiça Eleitoral é muito maior do que o informado em nota da campanha de João Campos (PSB), apontam advogados eleitorais, sob reserva de fonte. A campanha de João Campos, em nota, tentou minimizar a questão como um "lapso" do contador.

Aberta em 2010, a empresa tinha um capital social declarado inicialmente de 200 mil reais, mas dez anos depois não está em registro público o patrimônio atual da empresa, apontam os advogados. E o primeiro turno já passou, sem a população ter acesso público a estas informações do patrimônio de Isabella, dizem estes especialistas.

O Ministério Público Eleitoral considera a prática crime. A informação consta no site oficial da Procuradoria da República no Amazonas. Em 2017, processou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), pela prática.

Quando formalizou o pedido de registro de candidatura em Manaus, em agosto de 2016, Arthur declarou possuir um patrimônio pessoal de R$ 160.784,29, constituído por um imóvel no valor de R$ 36 mil e aplicações bancárias. Pouco mais de dois meses depois, foi publicada notícia jornalística indicando que há dois apartamentos de luxo na Ponta Negra, que somam o valor de R$ 1,6 milhão, em nome do prefeito.

Na ocasião, o Ministério Público pediu a condenação de Arthur Virgílio por "omitir, em documento público, declaração que dele devia constar, para fins eleitorais, crime previsto no artigo 350 da Lei 4.737/65".

A pena prevista na legislação era de reclusão até cinco anos e pagamento de multa. Segundo informam os advogados eleitorais, como a chapa é indivisível, toda a chapa pode ser cassada. É o atual entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.


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Comentários

Fernandes

Esse Lima deve morrer de inveja de Magno Martins.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkkkkkkk. Você esqueceu de dizer que o Arthur Virgílio nunca foi cassado. Depois fica dizendo que o PSB solta notícias falsas contra a Marília. O desespero está passando dos limites. Magno, além de censor, juiz, desembargador, ministro do TSE e do STF quer ser ditador. Como dizia FHC: assim não dá, assim não pode.


Abreu no Zap

27/11


2020

Boulos é diagnosticado com Covid

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), foi diagnosticado com Covid-19 hoje. Segundo nota da campanha, ele não apresenta qualquer sintoma da doença e vai seguir em quarentena pelo período necessário.

Boulos participaria do debate da Globo na noite desta sexta ao lado do seu oponente no segundo turno, Bruno Covas (PSDB).

Pelas regras acordadas e assinadas pelos dois candidatos, o encontro só poderia ocorrer de forma presencial e, por isso, a emissora cancelou o debate.

As campanhas dos dois candidatos assinaram documento, protocolado no TRE, que trazia a seguinte regra: "O debate eleitoral só será realizado de forma presencial, não se admitindo, em nenhuma circunstância, o uso de meios virtuais para realizá-lo."

A Globo divulgou nota na tarde desta sexta:

"Seguindo as regras acordadas com os partidos, que preveem o cancelamento do debate em caso de problemas de saúde de um dos participantes, a TV Globo cancelou o evento entre candidatos à Prefeitura de São Paulo, que seria realizado hoje à noite, após Guilherme Boulos (PSOL) ter comunicado que testou positivo para COVID-19. Com isso, a TV Globo reexibirá para São Paulo o 'Globo Repórter' com a viagem de Glória Maria a Macau, na China. No Rio de Janeiro e em Recife, os debates entre os candidatos que chegaram ao segundo turno nas respectivas cidades estão mantidos", diz a emissora.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

As chapas de esquerda estão se dando mal. Boulos não pode nem votar nele. Que Deus o proteja e que fique bom logo.



27/11


2020

Vice de João omitiu patrimônio na Justiça Eleitoral

A candidatura de João Campos (PSB) em Recife pode enfrentar problemas na Justiça Eleitoral. A vice do candidato, Isabella de Roldão (PDT), omitiu na declaração de bens à Justiça Eleitoral parte de seu patrimônio. As informações são do blog do Lauro Jardim

Isabella é sócia do marido, Fábio Fiorenzano, na empresa Centro de Referência Tecnológica de Engenharia de Água e Solo, segundo o site da Receita Federal e a Junta Comercial de Pernambuco. Mas a empresa, aberta em 2010 com capital social de R$ 200 mil, não consta da declaração de bens entregue ao TRE/PE.

Amiga da família Campos-Arraes desde a infância, Isabella foi vereadora do Recife e secretária de Habitação de Geraldo Júlio (PSB), o atual prefeito. O pai de Isabella, Roldão Joaquim, foi candidato a vice de Eduardo Campos, pai de João Campos, quando perderam a disputa da Prefeitura do Recife em 1992.

Isabella informou que a empresa estava inativa em 2019, não havendo qualquer movimentação nos últimos cinco anos. E que "ao detectar o lapso da contabilidade de não incluir as cotas pertencentes" irá retificar a sua declaração.

De acordo com o site da Receita, a última atualização sobre a situação cadastrar da empresa aconteceu em 14 de outubro do ano passado, e desde então, ela consta como "ativa".


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Depois Magno diz que o PSB fica soltando fake contra Marília. É, o desespero subiu no telhado. Calma, 29 já é depois de amanhã quando veremos quem ganhou. Tenho certeza que o recifense não deixara o PT governar nosso município novamente. Basta as gestões nefastas de João Paulo de João da Costa.

RINALDO REMIGIO MENDES

Infelizmente o culpado sempre é o contador. Nunca assumem seus próprios erros.


Banco de Alimentos

27/11


2020

Jorge Du Peixe protesta contra PSB por uso indevido de música

EXCLUSIVO

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O cantor e compositor pernambucano Jorge du Peixe, um dos integrantes da Nação Zumbi, protestou contra o uso sem autorização de uma das músicas da banda por parte da Juventude Socialista Brasileira de Pernambuco (JSB-PE), um dos grupos que compõem o PSB. A canção “Meu maracatu pesa uma tonelada” foi utilizada para uma ação de campanha em favor de João Campos (PSB), que disputa a Prefeitura do Recife.

De São Paulo, onde vive e trabalha, Jorge atendeu gentilmente à reportagem do blog para comentar o caso. “Eles retiraram, mas eu acho um absurdo. É de enorme irresponsabilidade fazer o uso indevido de uma obra sem comunicar aos autores no mínimo. Toda obra tem um dono e foi uma falta de respeito com a banda também. Independente de partido”, avaliou.

Jorge du Peixe também comentou brevemente a corrida eleitoral no Recife e declarou apoio à Marília Arraes (PT). “Estou na torcida pela primeira mulher na Prefeitura do Recife. É importante mudar um tanto”, prosseguiu. Já em São Paulo, seu domicílio eleitoral, o músico apoia Guilherme Boulos (PSOL).

Entenda

Por meio da conta oficial no Instagram, na noite de ontem, Du Peixe se manifestou contra a utilização feita pela JSB-PE. “JSB.PE usando a música ‘Meu maracatu pesa uma tonelada’ indevidamente. Não apoiamos João Fake News. Tomaremos as devidas providências! Escrotos!”. Após o posicionamento do artista, a JSB-PE removeu o conteúdo.


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27/11


2020

Ouvidoria da Alepe recebe prêmio por boas práticas

A Ouvidoria da Assembleia Legislativa de Pernambuco receberá, em dezembro, o troféu pela conquista do segundo lugar no 3º Concurso Nacional de Boas Práticas das Ouvidorias Públicas Brasileiras, promovido pela Controladoria Geral da União (CGU). Devido à pandemia do novo coronavírus, o troféu e certificado dos vencedores serão enviados pelos correios.

A Ouvidoria da Alepe concorreu com 69 projetos, de todo o país, e venceu na categoria “Fomento à Participação e ao Controle Social” com a plataforma “Master Legis”, um game de perguntas e respostas sobre o poder Legislativo e atribuições dos parlamentares.

Pela ferramenta, os participantes aprendem de maneira lúdica o funcionamento do Legislativo, como por exemplo, como surgem os projetos de lei e como reclamações dos cidadãos podem chegar à Ouvidoria da Casa.

“Como Ouvidor Geral da ALEPE, sei que premiações como estas são sempre importantes porque nos motivam a estar sempre em busca de novas ideias, entregando ao cidadão melhores ferramentas e maneiras para que ele exerça o controle social. Parabenizo todos os envolvidos na realização desse projeto em benefício da população”, destacou o ouvidor da Assembleia, deputado Adalto Santos.

Pioneiro no Brasil, o “Master Legis” já foi experimentado durante os encontros do “Alepe nos Municípios”, projeto que levou, em 2019, as sessões da Assembleia para as escolas públicas municipais do Estado, como forma de despertar o interesse dos alunos pelo Legislativo.

A ferramenta foi idealizada pelo ouvidor-executivo da Alepe, Douglas Moreno. “O Master Legis consolidou o pioneirismo e o sucesso desta iniciativa dentro do programa Alepe nos Municípios. Com este reconhecimento, a ALEPE se torna referência nacional no critério de participação popular, uma vez que demonstrou êxito no engajamento da população, sobretudo a juventude. Estamos no caminho certo.”, comemorou Douglas.

O concurso Boas Práticas das Ouvidorias Públicas Brasileiras reconhece e premia iniciativas que aprimorem o controle social e ampliem os espaços de participação popular. A CGU adota como critério para seleção dos vencedores a criatividade, inovação, custo-benefício, efetividade e facilidade de ser replicado.


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27/11


2020

IstoÉ repercute situação dos comissionados na campanha do Recife

A Revista IstoÉ repercutiu, hoje, em seu site, a pressão que os cargos comissionados da Prefeitura do Recife estão vivenciando neste período eleitoral. Segundo apuração feita pela Folha de São Paulo, os servidores da PCR estão sendo coagidos a trabalhar para campanha de João Campos (PSB) e ameaçados a trabalharem até mesmo fora do expediente. Clique aqui e confira a matéria na íntegra.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkkk. Folha de São Paulo. Pasquim do PT.



27/11


2020

Governo de PE entrega títulos de posse às vésperas de pleito no Recife

A poucos dias da eleição de segundo turno do Recife, o Governo de Pernambuco resolveu fazer a entrega de títulos de posse para pessoas que vivem em áreas carentes da capital pernambucana. Na noite de ontem, a Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart) e a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), ambas subordinadas ao Governo do Estado, estiveram à frente da ação no Alto do Pascoal, conforme informações repassadas por uma fonte, em reserva, ao blog. 

No dia anterior, houve entrega em Roda de Fogo. Não é segredo que o governador Paulo Câmara é do mesmo partido que o candidato a prefeito do Recife João Campos (PSB).


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27/11


2020

A confra de quórum altíssimo

A confra dos amigos do blog, que acontece todas às sextas, no Mingus, em Boa Viagem, bateu recorde de frequência hoje. Assíduo, com 98% de assiduidade, o comendador Braga Sá farrapou. Inventou uma agenda fajuta em Caruaru e nos abandonou, literalmente.

Por sorte da confra, Aristeu Plácido, o embaixador de Pernambuco em Brasília, com vocação para líder de fofoqueiros de plantão, assumiu o posto de Braga, que será objeto de uma CPI de apuração da sua fuga inesperada.

Enquanto Braga dança o xote do São João antecipado de Caruaru, passo aqui a lista dos amigos que batem o ponto na confra neste momento, degustando os melhores pratos do Mingus.

Pela ordem, Emílio Duarte, Wagner Maciel, Alberes Xavier, Paulo Abou Hana, Lourenço Cunha, Geovane Freitas, Roberto Andrade, Gustavo Matos, Tatiana Marques, Paulo Tosta, Michelle Sultanum, Ademir Alves e Rodrigo Casimiro.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Magno, que cobrou tanto, somente do João Campos, as aglomerações na campanha. esquecendo que a Marília fazia o mesmo, agora mostra num restaurante, ele e todos os presentes, sem máscara. Hipocrisia é pouco.

Joao Araújo

Belo exemplo de cuidado com a Covid. Todos de mascaras e mantendo a distância recomendada. Parabéns (sic)



27/11


2020

Panfletos distorcem frase de Marília Arraes sobre a Bíblia

Folha de São Paulo

São enganosos os panfletos e posts afirmando que a deputada federal Marília Arraes (PT), candidata à Prefeitura do Recife, quis proibir a leitura da Bíblia nas sessões da Câmara dos Vereadores da capital pernambucana quando era vereadora. Os materiais, verificados pelo Comprova, alegam que “cristão de verdade” não vota na petista e estampam um trecho de uma fala da candidata retirada de contexto.

Os conteúdos verificados dão a entender que a petista seria contra a Bíblia, mas escondem que a frase destacada envolvia uma defesa do estado laico e não uma ação anti-Bíblia.

A frase de Marília que aparece no panfleto é a seguinte: “Inclusive, na edição do novo regimento, me posicionei contra se manter o costume de se ler passagens da Bíblia e se falar em nome de Deus”. A candidata fez essa declaração em 2017, em entrevista à Folha de Pernambuco, ao comentar a decisão do Ministério Público de Pernambuco de recomendar a proibição de práticas religiosas na Câmara.

Os panfletos não são assinados e, após um pedido da candidata, a Justiça Eleitoral determinou que eles não fossem mais distribuídos.

O site do PT, partido da candidata, publicou um texto afirmando ser falso que Marília seja contra a Bíblia e os cristãos. O Comprova procurou a assessoria de imprensa da candidata, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

SEM AUTORIA

Os panfletos não possuem assinatura. A candidatura de Marília Arraes apresentou uma representação à Justiça Eleitoral para impedir a circulação desses panfletos e informou que eles estariam sendo entregues em frente a uma igreja no dia 22 de novembro. A defesa da candidata alegou que a campanha do adversário João Campos (PSB) “foi responsável pela confecção e patrocínio da entrega do material, pois os adesivos colados no carro utilizado na distribuição e o material elogioso do candidato entregue com a publicidade combatida apresentam design típico de sua campanha impresso em alta qualidade”.

Na decisão, a juíza da 7ª Zona Eleitoral de Recife, Virgínia Gondim Dantas, deferiu liminar em favor da candidata petista proibindo a distribuição do material e acolheu o argumento da coligação que sustentava se tratar de propaganda irregular, ao dizer que a distribuição dos materiais impressos foi “levada a efeito de forma irregular, por não constar em nenhum deles a identificação do responsável pela confecção, assim como quem o contratou e a tiragem”. Essas informações são obrigatórias em materiais de propaganda de candidaturas, segundo resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A magistrada também apontou na liminar que a propaganda “não poderia ser divulgada porque, além da característica [de campanha] negativa, apresenta contornos de fake news, uma vez que induz o eleitor que professa a fé cristã a ter sentimentos de ódio e ojeriza pela candidata, porquanto imputa fatos notadamente inverídicos e ensejadores do repúdio da população”, segundo um trecho da decisão.

A coligação liderada por João Campos se manifestou ao ser citada na representação da candidatura adversária e negou qualquer relação com os materiais. O grupo disse tratar-se de “propaganda apócrifa, sem qualquer informação acerca da coligação ou do responsável pela confecção”, e que não há prova de autoria ou de conhecimento do fato por parte da campanha de Campos.

Em uma série de postagens no Instagram no dia 23 de novembro, Campos também negou relação com os materiais e disse que “jamais autorizaria qualquer tipo de ataque de baixo nível”. Ele afirmou ainda que foi “o primeiro a pedir ao Ministério Público a apuração de denúncias sobre materiais apócrifos vistos no Recife. De minha parte, nunca irão surgir ataques pessoais, baixarias, acusações ou notícias falsas.”

Procurada, a assessoria de Campos não retornou a mensagem até a publicação desta verificação.

Além da representação com pedido de liminar para proibir a circulação dos panfletos, a campanha de Marília Arraes também moveu uma Ação de Investigação da Justiça Eleitoral contra Campos e sua candidata a vice Isabella de Roldão (PDT) por suposta prática de abuso de poder econômico na distribuição dos materiais. Esta ação ainda não havia sido analisada pela Justiça eleitoral até as 13h de 26 de novembro de 2020.


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Joao Araújo

Belo exemplo de formadores de opinião. Todos de máscaras e mantendo a distância recomendada. Parabéns. (sic)

Fernandes

Revista britânica The Economist, uma das mais influentes publicações do Reino Unido, destaca que os fracos resultados dos candidatos apoiados por Jair Bolsonaro nas eleições municipais deste ano no Brasil representa o fim do bolsonarismo no país.