Blog do Magno 15 Milhões de Acessos

10/07


2020

O presidente, a máscara e a Covid

Por Arnaldo Santos*

Na semana que passou, o vírus transmissor da “gripezinha” fez uma visita inesperada ao Palácio do Planalto: pegou seu ocupante desprevenido, sem estar usando máscara, como de hábito, e o contaminou!

Para a comunidade medico-cientifica em todo o mundo, até que se descubra uma vacina, o uso de máscaras ainda é, e continuará sendo, o mais eficaz meio para se prevenir e evitar a transmissão da Covid19, de uma pessoa para outra, e salvar milhões de vidas, pois impede a passagem das gotículas infectadas pelo coronavírus,  que saem da boca.

A Organização Mundial da Saúde – OMS divulgou, há pouco, uma carta assinada por cerca de 200 cientistas em todo o mundo, confirmando a contaminação pela Covid19, através do ar, o que torna o uso de máscara ainda mais necessário, respeitando o princípio da precaução que todos, sem exceção, devemos obedecer.

Como é cediço, a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos e privados, abertos e/ou fechados, consta de todos os protocolos sanitários da OMS, dos governos de todas as nações - inclusive pelas autoridades sanitárias do Brasil, menos pelo Governo federal, que há mais de sessenta dias, sequer nomeou, ainda, o ministro da Saúde.

Perante tais evidências, cabe perguntar – por que o Presidente Jair Bolsonaro é contra o uso de máscaras, se está provado que pode salvar milhões de vidas? Ele mesmo poderia ter evitado se infectar, não fora o mau exemplo de não respeitar os protocolos sanitários recomendados. Será superstição, medo ou narcisismo?

Como se sabe, “[…] os narcisistas são arrogantes e prepotentes, mas não por acaso. Acreditam-se únicos, especiais, donos e senhores de uma existência maravilhosa que está muito longe da que os demais poderiam se quer imaginar”. Eles possuem a mesma capacidade de ouvir que têm as pedras - assim como alcança José Elias Fernández, membro do Colégio de Psicólogos de Madrid.

Para tentar entender por que há essa rejeição, e/ou medo que o Presidente demonstra quanto ao uso da máscara, fomos buscar na história a origem e o seu significado, para ver se existe alguma explicação.

“[…] A máscara tem origem no Antigo Egito, cerca de (664-535 a.C”). Enquanto “[…] na China as máscaras eram usadas para afastar os maus espíritos, no Egito Antigo e na Grécia, elas eram colocadas sobre o rosto dos falecidos na crença da passagem para a vida eterna”.

Pela origem e seu significado, aqui pode estar uma das explicações: o Presidente, um ex-capitão do exército, com passado de atleta (não resistiu à ‘gripezinha’), de estilo tosco, machão e machista, parece ter medo de alma.

Numa perspectiva político-cidadã, o não uso da máscara é a reafirmação da desobediência ao princípio da precaução para com a saúde coletiva; e essa  constitui a posição de centenas de milhares de pessoas, nesse início de reabertura de alguns setores da economia,  notadamente naquelas atividades de convivência e maior interação social, como bares e restaurantes, que movimentam a vida noturna, nas grandes cidades. Identifica-se nessa atitude, a nefasta influência do comportamento adotado pelo Presidente, ignorando os protocolos sanitários de prevenção à pandemia, em flagrante incentivo à desobediência civil.

As pessoas precisam entender que o vírus está, e vai permanecer entre nós por longo período, o que vai nos impor uma cultura de convivência com a doença, para se evitar uma segunda onda, com números de infectados e mortos superiores aos que se tem hoje, provocando um retrocesso no processo de reabertura econômica, especialmente durante a quarta fase, onde os riscos de contaminação, serão ainda maiores. O momento exige bom senso para se encontrar o equilíbrio entre a retomada da economia com a proteção da vida.

Analisando, sociologicamente, a movimentação e o comportamento coletivo nessa fase, a regra é a inobservância dos protocolos sanitários, por parte de alguns estratos, com ênfase para aquelas pessoas de maior poder econômico - e nível de  “educação” - em adição a  um elevado grau de incivilidade para com os agentes públicos, que, no nobre cumprimento do dever de proteger a saúde coletiva, ao tentarem fazer observar o que é exigido pelo poder público, estabelecido nos decretos que normatizam a reabertura da economia, estes são humilhados, quando não agredidos fisicamente.

Está gravado na memória de todos o flagrante atentado à honra e dignidade da pessoa, além da ausência de qualquer fragmento de um padrão civilizatório, sofrido por um desses agentes, da parte de uma “cidadã”, com aquela famosa frase - “[…]cidadão não, engenheiro civil formado”; “nós é que pagamos você”, seu..” - mostrado pela televisão (até então não se  sabia que engenheiro não era cidadão). A frase pronunciada consubstancia o sentido de uma outra não menos conhecida, desprezível e arrogante que é – “[…] você sabe com quem está falando”?

O recorrente não-uso de máscaras, por significativa parcela da população em geral, com relevo para os séquitos pertencentes “ao andar de cima”, e a inconsequente atitude de centenas de milhares de pessoas, que teimam em se aglomerar nas calçadas, praças e praias, contrariando as recomendações sanitárias, como vem ocorrendo em todo o País, são emblemáticos do comportamento de uma sociedade adoecida sob o ponto de vista social, culturalmente analfabeta, politicamente ignorante e socialmente invencível, revelando, a um só tempo, incivilidade, narcisismo, menosprezo pela própria vida e pela vida do outro. São comportamentos não toleráveis em uma sociedade pretensamente moderna.

Em face dessa insensatez e vergonha, os governos devem adotar um padrão de análises com base nas ciências sociais, para observar e criar meios de ação que possam corrigir esse comportamento errático de expressivas parcelas da população, com foco nas movimentações que se dão no interior dos vários grupos, das distintas camadas sociais, objetivando fomentar o desenvolvimento de uma nova cultura comportamental ante a pandemia, que vai muito além dos atos coercitivos impostos pelos decretos que balizam a nova realidade em elaboração.

Para conformar essa pretendida realidade, impõe-se a adoção de padrões de abordagens analíticas, consoante às novas configurações exigidas para os diversos setores de atividades, tanto profissionais, quanto político-sociais, dado que já se percebe  uma tendência de influências ainda mais gravosas, tanto na saúde quanto no aspecto econômico-financeiro, de teor individual e coletivo, com danosos rebatimentos no aumento da pobreza e das desigualdades, se não houver um amplo e urgente reposicionamento comportamental no interior das várias redes, que incorpore uma rígida e efetiva observância das normas sanitárias, impondo novos hábitos, inclusive  relacionais, para evitar outra emergência.

“[…] Embora as redes sejam uma antiga forma de organização na experiência humana”, na contemporaneidade Manuel Castells, nos apresenta um novo tipo de organização, que chamou de “[…] sociedade em rede”. O que difere a experiência antiga do formato atual são as suas estruturas, fundadas na comunicação interativa e em tempo real (o que não é pouco), trazidas pelas novas tecnologias digitais, que, para o bem e para o mal, promoveram uma  revolução, na forma, nos conteúdos e na velocidade multiplicadora da informação, inimagináveis até para esses tempos.

É de aceitação geral o fato de que as novas tecnologias da informação  constituem meios imprescindíveis para conectar pessoas e nações, primordialmente para a comunidade medico-científica comunicar os avanços da ciência, por meio dos ensaios e testes clínicos, a fim de desenvolver uma vacina e/ou medicamentos para o tratamento da covid-19. No momento são as grandes aspirações da humanidade.

No universo pandêmico fluente, apenas por meio das novas tecnologias da informação, uma descoberta científica, comunicada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, ou pela Universidade de Pequim, é passível de chegar em tempo real à comunidade científica de todo o mundo, permitindo agilizar ainda mais, os avanços científicos que serão levados ao conhecimento da humanidade.

Nessa perspectiva tão importante quanto as novas descobertas científicas, é a informação on-line, disponibilizada para toda a Terra, mobilizando global e simultaneamente a comunidade de ciência, em favor dos avanços dos saberes ordenados e da sociedade em escala mundial. Nesse contexto, confirma-se a essencialidade do bom uso que se deve fazer das novas tecnologias comunicacionais para o bem da ciência e do ser humano.

Mutatis Mutandis, assim também deveria ser o uso individual das redes sociais, pelos cidadãos, mormente nessa fase de reabertura da economia, na produção de informação para a conscientização das pessoas, no sentido de assumirem uma atitude proativa na promoção de ações de prevenção e combate ao coronavírus, e respeito ao cumprimento dos protocolos sanitários, a que todos estamos submetidos na qualidade de cidadãos. Deveria ocorrer assim, mas, quando examinamos o uso que é feito das novas tecnologias, o que se constata é apavorante, e contraria tudo o que se espera e se necessita na realidade em decurso. Criminosamente, o que vemos é a produção e distribuição massiva das fakes news, mais do que com o objetivo de desinformar e tentar confundir o cidadão consciente, buscando induzi-lo ao descumprimento do que está preconizado nos decretos de isolamento social.

Atos criminosos perpetrados com o uso das redes sociais são as mobilizações para encontros de grupos, formando aglomerações nos vários locais em funcionamento, e até incentivando a desobediência civil; e, não raro, até para  provocação de tumultos e  desafio às autoridades, com o objetivo de produzirem vídeos exibicionistas para alimentar vaidades narcísicas e outras alienações.

Umberto Eco, em seu estilo mordaz, criador de frases sarcásticas, disse que – “[…] as mídias sociais, deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, só falavam no bar depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade”.

A julgar pelo que observamos hoje, ele tinha razão!

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas


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Confira os últimos posts



15/01


2021

Justiça nega habeas corpus a vereador do Cabo

O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Alexandre Guedes Alcoforado Assunção negou, hoje, um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do vereador do Cabo Flávio Átila da Silva Leite, conhecido como Irmão Flávio (PL). Esta é a terceira ação judicial do parlamentar para deixar a prisão que é indeferida.

Desde julho de 2020, Irmão Flávio está detido no Cotel, em Abreu e Lima, por suspeita de praticar "rachadinha" (quando o parlamentar retém parte do salário dos funcionários do gabinete).


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O Jornal do Poder

15/01


2021

Prefeita de Floresta anuncia antecipação dos salários

Com apenas 15 dias que assumiu a Prefeitura de Floresta, a prefeita Rorró Maniçoba anunciou, em vídeo postado em suas redes sociais, ao lado da vice-prefeita, Bia Numeriano, a antecipação dos salários dos servidores públicos. O pagamento terá início já no dia 25 de janeiro.

Segundo Rorró, a urgência no pagamento é uma tentativa de minimizar a crise financeira que se instalou na cidade, devido à falta de pagamento dos salários de dezembro pela gestão anterior, o que era sua obrigação.

“Foi muita irresponsabilidade da gestão passada não ter pago os salários dos servidores. Essas famílias precisam de dinheiro para pagar suas contas, o aluguel, a farmácia, fazer a feira. O comércio também está sofrendo com a falta de dinheiro em circulação. Antecipar o pagamento é uma saída para diminuir os impactos dessa crise”, explicou Rorró.

Quanto aos salários de dezembro, Rorró garantiu que dialogará em breve com as classes envolvidas para juntos chegarem a uma solução.


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Abreu no Zap

15/01


2021

81% das obras de Brennand roubadas no Recife Antigo

Por Mauro Ferreira Lima*

Após vários dias de descaso, a Prefeitura do Recife informou à Câmara Municipal o tamanho do prejuízo causado à cidade com o absurdo roubo das esculturas de Francisco Brennand, expostas no parque em frente ao Marco Zero.

É revoltante constatar que 81% delas, 64 das 79 existentes, doadas ao Recife a partir dos anos 2000, tenham sido surrupiadas daquele parque. Nunca se teve notícias de ter havido providências efetivas para pôr fim ao furto "continuado" daquelas extraordinárias obras. Um descaso inominável!

Onde estavam as "autoridades" municipais e estaduais que permitiram que tudo aquilo acontecesse sem que se tomassem medidas pontuais, de fato, para identificar autores e pôr um fim ao descalabro desses contumazes e deploráveis roubos?

Não foi por falta de advertências, minha e de tantos cidadãos desta cidade, que protestaram, escreveram, falaram, bradaram... contra este infame descaso.

O pior de tudo é que ninguém nunca assumiu a responsabilidade por tais temeridades. Tudo continuou como se nada houvesse acontecido, até se chegar a este assombroso e quase inacreditável ataque.

Identificados órgãos responsáveis pela segurança do local, o "Instituto Oficina Cerâmica Francisco Brennand" deveria consultar sua assessoria jurídica para ingressar com uma ação contra tais relapsas figuras por "crime contra o patrimônio público". Apesar de remotas chances, deveria se exigir providências para localização do que estiver restado do conjunto furtado em 04 de dezembro passado, há 42 dias! Seria o mínimo a se esperar do ausente poder público municipal e estadual.

Inteligência policial existe também para destrinchar casos como esses. Se assim o quisessem, poderia haver chances de chegar aos autores destes execráveis crimes.

Isto não deveria ficar impune. Se nada se fizer, será a concessão de permissividade para que se levem até as antigas estátuas monumentais das pontes do Recife. Perplexos estamos e mais pobres em atrativos turístico-culturais. Triste realidade!

*Analista Econômico


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15/01


2021

Adesa protesta contra situação precária da PE-576

O coordenador da Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe (Adesa), Daniel Torres, voltou a cobrar deputados e o Governo de Pernambuco pela situação precária da PE-576, que conecta Ipubi a Trindade. Esta é uma via essencial para o escoamento de gesso. De acordo com ele, não houve retorno dos parlamentares nem do governador Paulo Câmara e do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-PE).

"Até o momento, a Adesa não recebeu nenhuma resposta destes deputados. Como também enviou documentos ao gabinete do governador e nenhuma resposta. O DER-PE tinha publicado um edital em novembro para uma licitação da referida obra em 30 de dezembro. Não há nenhuma informação oficial do DER se houve ou não a referida licitação. Nós da Adesa não iremos aceitar mais nenhuma desculpa, essa é a terceira licitação não conclusa referente à PE-576", declarou.


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Banco de Alimentos

15/01


2021

Osvaldinho jogou a vida fora

Osvaldo Rabelo Filho, prefeito mais amado de Goiana, que Deus chamou, hoje, parte como um desses fenômenos inexplicáveis da política. Foi prefeito quatro vezes, só sentiu o cheiro da derrota uma vez e a última eleição não disputou, mas elegeu o seu candidato da UTI de um hospital, no Recife. Filho do ex-deputado Osvaldo Rabelo, que morreu dando as cartas nas decisões do núcleo duro da esfera da segurança estadual, Osvaldinho fazia tudo errado e tudo dava certo, outra razão de ser inserido nesse contexto de fenômeno.

A vida pública revela essas facetas incompreensíveis para quem vive longe da política. Osvaldinho era duro no trato, pouco jogo de cintura, tinha palavra de rei, que não volta atrás, mas seu estilo agradava ao povão. Por isso, foi prefeito e deputado estadual.

Deus predestina o homem, mas Osvaldinho quis antecipar a sua missão na terra: fumava feito caipora, adorava um malte escocês e nunca cuidou da saúde. Sequer dava uma caminhada matinal. Homem de família rica, morreu rico. Era um dos maiores distribuidores de gás do Nordeste, um dos maiores do País, para ser mais preciso.

Tinha avião e passou um bom tempo no exterior. Boêmio, adorava receber amigos para molhar o bico. No seu império, uma gleba imensa de terra em sua Goiana e até emissora de rádio. Foi um visionário que deu certo nos negócios e na política.

O fumo tirou a sua vida.


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15/01


2021

Comissão de Biossegurança aprova a vacina de Oxford

A Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência e Tecnologia, aprovou, hoje, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Trata-se da primeira vacina contra a doença que teve a comercialização liberada pelo órgão.

Mesmo com essa aprovação, o uso emergencial da vacina ainda precisa ser liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que divulgará uma decisão no domingo (17).

Em paralelo a isso, a avaliação da CTNBio era necessária, porque essa vacina é constituída por um organismo geneticamente modificado (OGM).

De acordo com a Lei de Biossegurança, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da comissão, analisar os estudos com OGMs no Brasil, que podem ser plantas, células humanas, animais ou microorganismos, e liberar ou não a sua comercialização.

No caso da vacina de Oxford, é utilizada uma tecnologia conhecida como vetor viral recombinante. O imunizante é produzido a partir de uma versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés – e que não causa doença em humanos.

A esse adenovírus é adicionado o material genético da proteína "spike" do novo coronavírus (Sars-CoV-2) – a que ele usa para invadir as células humanas –, induzindo os anticorpos. Por isso o material é geneticamente modificado.

O anúncio da liberação comercial foi feito pelo ministro Marcos Pontes e o presidente da CTNBio, Paulo Augusto Vianna Barroso, em entrevista à imprensa em Brasília.


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Jornao O Poder

15/01


2021

Goiana perde Osvaldo Rabelo Filho

O ex-prefeito de Goiana Osvaldo Rabelo Filho, conhecido como Osvaldinho, faleceu, na manhã de hoje. Há anos, ele vinha sofrendo com a Doença de Crohn e, já há algum tempo, estava internado no Hospital Português, no Recife. Confira abaixo a nota emitida pela família.

"É com grande pesar que comunicamos o falecimento de Osvaldo Rabelo Filho (Osvaldinho), na manhã desta sexta-feira (15). Em sua trajetória política, o ex-prefeito de Goiana, município da Zona da Mata Norte de Pernambuco, ocupou o cargo em quatro mandatos, de 1976 a 1982, 1989 a 1990, de 1997 a 2000 e de 2017 a 2020. Também foi deputado estadual entre os anos de 1991 a 1994.

Os filhos Ana Patrícia, Christiane e Osvaldo Neto, seus netos e bisneto convidam para a homenagem de despedida. Será realizada uma carreata em cortejo, com saída de Recife do Cemitério Morada da Paz, às 15h, em direção a Goiana, onde acontecerá o ato religioso de despedida em frente à Prefeitura.

Após esta cerimônia, a família retornará à capital para a realização da cremação no cemitério Morada da Paz. Este rito será limitado apenas para os familiares. Nossa família agradece e pede respeito e cuidados ao distanciamento social”.


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15/01


2021

“Fizemos nossa parte”, diz Bolsonaro sobre Manaus

Após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitir o "colapso" na rede de saúde de Manaus, com pacientes morrendo por asfixia por falta de oxigênio nos hospitais, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, hoje, já ter feito a sua parte. Segundo ele, foram enviados recursos e outros meios ao Amazonas para o enfrentamento da covid-19. O vice-presidente, Hamilton Mourão, também saiu em defesa do governo, dizendo que não era possível prever a situação em Manaus e que estão fazendo 'além do que podem'.

"A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né? O problema em Manaus é terrível. Fizemos a nossa parte, com recursos e meios", afirmou ele a apoiadores no Palácio da Alvorada, citando também a ajuda das Forças Armadas ao levar insumos ao Estado.  "O ministro da Saúde esteve lá na segunda-feira e providenciou oxigênio, começou o tratamento precoce, que alguns criticam ainda", completou.

Com a nova explosão de casos de covid no Amazonas, o estoque de oxigênio acabou em vários hospitais de Manaus na quinta-feira, 14, segundo relatos de médicos. O governo federal anunciou que nesta sexta-feira começou a transferir pacientes para outros Estados e pediu ajuda aos Estados Unidos com o fornecimento de um avião adequado para levar cilindros a Manaus.

Ontem, ao comentar a situação em Manaus em "live" ao lado de Bolsonaro, Pazuello disse que "a responsabilidade é da prefeitura e do governo". Ele admitiu que a cidade vive um "colapso" na situação do atendimento de saúde, mas disse que o ministério "apoia em todos os aspectos".

O ministro atribuiu a situação na capital do Estado a um conjunto de fatores logísticos, de infraestrutura e de recursos humanos, que dificultam a resposta à crise sanitária. Ao traçar o panorama da situação, entretanto, o ministro também citou o período chuvoso na região e a falta de uma "efetiva ação" no "tratamento precoce" da covid-19.

Na ocasião, o presidente elogiou Pazuello. “Tem gente que está morrendo no canto do hospital, como se estivesse morrendo afogado. Imediatamente, as coisas são resolvidas”, afirmou Bolsonaro, numa referência à ação do ministro. A live do presidente durou uma hora e dez minutos e foi repleta de recomendações opostas àquelas reiteradas por autoridades mundiais de saúde, como a indicação de cloroquina para tratar a doença, medicamento sem eficácia comprovada cientificamente.


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15/01


2021

Teresa Duere barra gasto milionário da PCR com robôs

A conselheira Teresa Duere, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), expediu medida cautelar, ontem, suspendendo o pagamento pela aquisição sem licitação, pela Prefeitura do Recife, de cinco robôs humanoides Pepper, pelo custo total de R$ 2,5 milhões.

O pedido para suspender o pagamento foi protocolado no TCE pelo Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO), na semana passada.

A aquisição dos robôs tinha sido autorizada na gestão anterior, do ex-prefeito Geraldo Julio (PSB), em uma dispensa de licitação, mas a conclusão da compra, com o pagamento, ficou para ser finalizado pela atual gestão, do prefeito João Campos (PSB).

Teresa Duere usou como argumento a crise financeira decorrente da covid-19, alegando que o gasto é “adiável”.


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15/01


2021

Amazonas: Defensoria e MP culpam Governo Federal

Diante da crise na saúde no estado do Amazonas, diversos órgãos federais e locais apresentaram, ontem, à Justiça Federal de Manaus uma ação civil pública. Na ação, afirmam que a responsabilidade é do governo federal e que cabe à União assegurar o fornecimento regular de oxigênio para os hospitais.

O estado vive um aumento no número de casos de Covid-19. Hospitais do Amazonas estão superlotados e sem oxigênio para os pacientes, que estão sendo transferidos para unidades em outros estados.

A ação foi apresentada por Ministério Público Federal (MPF); Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM); Ministério Público do Trabalho (MPT); Ministério Público de Contas (MPC); Defensoria Pública da União (DPU); e Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

Oxigênio – Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) carregados com cilindros de oxigênio chegaram a Manaus no início da madrugada de hoje. Eles foram enviados de Guarulhos (SP) para ajudar na crise do estado.

No total, 386 cilindros de oxigênio foram transportados, com mais de 18 toneladas. Eles serão utilizados pelos hospitais no atendimento aos pacientes de Covid-19.

Médicos transportando cilindros nos próprios carros para levar ao hospital e familiares tentando comprar o insumo foram algumas das cenas registradas ontem. Doentes começaram a ser levados para outros estados. Cemitérios estão lotados e instalaram câmaras frigoríficas.


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