FMO janeiro 2020

31/03


2020

Procuradores querem ação de improbidade contra Secom

Por Estadão Conteúdo

Procuradores do Ministério Público Federal e também do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo apresentaram representação ao MPF no Distrito Federal para que processe por improbidade administrativa o secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, em razão da campanha publicitária "O Brasil não pode parar", contratada pelo governo Jair Bolsonaro, sem licitação, pelo valor de R$ 4,9 milhões, para defender a flexibilização do isolamento social.

Para os procuradores, "não é razoável supor que essa postagem tenha se dado sem a autorização" de Wajngarten, "tendo em conta o seu significado nos dias atuais, da possibilidade de centenas ou milhares de mortes provocadas por uma campanha que não obedece aos parâmetros definidos por autoridades sanitárias nacionais e internacionais".

No último domingo, a Justiça Federal no Rio de Janeiro acolheu uma ação da Procuradoria da República naquele Estado e mandou suspender a campanha. Em seguida, o governo apagou ao menos três publicações com o slogan nas redes sociais que defendiam o fim do isolamento social. Agora, o Palácio do Planalto nega ter divulgado as peças oficiais.

Os procuradores afirmam que "a publicidade oficial veiculada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República é destituída dos atributos que deveria acompanhá-la: ser educativa, informativa e de orientação social".

"Ao contrário, o que ela procura é adesão irrestrita ao pensamento governamental, e, pior, é enganosa, porque induz as pessoas a erro, ao pretender que acreditem em uma falsa oposição entre as medidas determinadas pela Organização Mundial da Saúde, pela comunidade médica e pelas autoridades brasileiras, de enfrentamento a uma pandemia mortal, por um lado, e a preservação da economia nacional, por outro", sustentam.

Segundo os procuradores, "centros de pesquisa nacionais e internacionais indicam que, sem a política de quarentena social, haverá um caos social de maior escala, o qual também provocará insuperáveis danos econômicos".

Ainda afirmam que a campanha "também abusiva, pois induz os cidadãos brasileiros a se comportarem de maneira perigosa à sua saúde e à saúde de todas as demais pessoas, na medida em que os conclama a voltarem às suas atividades laborais e de consumo, ignorando, assim, as prescrições sanitárias de isolamento e máxima restrição à locomoção".

"Finalmente, a campanha é dissonante do esforço mundial no enfrentamento e combate à pandemia, dirigido pela OMS", argumentam.


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Detra maio 2020 CRLV

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27/05


2020

Boas notícias de Genival Lacerda

O quadro de saúde do cantor e compositor Genival Lacerda, 89 anos, que sofreu um AVC isquêmico na última segunda-feira, é dos melhores e continua evoluindo bem, segundo familiares. Hoje, no final da tarde, ele vai se submeter a vários exames, entre os quais uma ressonância. Doutor Ronaldo, médico que o acompanha, acha que se ele permanecer evoluindo satisfatoriamente, como vem desde ontem, poderá assinar a alta na próxima sexta-feira. Há pouco, Fred Campos, produtor de Genival, me enviou este vídeo.


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Abreu e Lima - Maio

27/05


2020

A versão da Prefeitura de Belo Jardim

Nota de esclarecimento

A Prefeitura Municipal de Belo Jardim, vem por meio desta esclarecer que, há um equívoco na informação do vereador Bruno Galvão, veiculada pela imprensa, no que se refere aos valores e quantidades do gás de cozinha adquirido pela Secretaria de Educação e Tecnologia, senão vejamos:

Conforme informação do Portal da Transparência, em fevereiro/2020 houve pagamento do fornecimento de gás do mês de dezembro/2019. Em março, o pagamento do gás fornecido em fevereiro, e, por último, em abril o pagamento de março.

Com efeito, é de se pontuar que a compra de gás sempre seguiu os mesmos padrões de regularidade. Além disso, não houve novas compras após a suspensão das aulas, ocorrida em março, tão somente o pagamento do que já fora adquirido até aquele momento. Desse modo, com as compras realizadas até então há estoque tanto no depósito como nas unidades escolares, que estão abastecidas para o retorno das atividades.

Em todo caso, a documentação que comprova o conteúdo desta nota está disponível para consulta em meio físico bem como no Portal da Transparência.


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Prefeitura do Ipojuca

27/05


2020

Investigados dão sua versão após operação da PF

Do G1

A Polícia Federal realizou buscas e apreensões, na manhã de hoje, no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de informações falsas e ameaças à Corte – conhecido como "inquérito das fake news".

Entre os alvos estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson; o empresário Luciano Hang, dono da Havan; os blogueiros Allan dos Santos e Winston Lima. Eles são aliados do presidente Jair Bolsonaro.

As medidas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Confira abaixo a versão de alguns investigados.

Allan Santos

À TV Globo, Allan Santos disse: "É incrível, não tem nenhum trabalho sendo feito com membros do PCC, com membros do MST, com jornalistas que criticam ministros do STF, sobretudo nesse inquérito inconstitucional. Inquérito esse que meus advogados até agora não têm acesso aos autos. [...] Hoje sou eu, amanhã são vocês, jornalistas. [...] Vai ser patético para a Suprema Corte inteira. Vão revirar todos os documentos do Imprensa Livre. Vão ver que a gente vive de todos os produtos que a gente vende".

Douglas Garcia (PSL-SP)

Em uma rede social, Garcia disse que operação é tem o "intuito de criminalizar a liberdade de expressão e a atividade parlamentar".

Luciano Hang

Em nota, Luciano Hang disse que tem a consciência tranquila de que jamais atentou contra os ministros do STF ou contra a instituição. "Nada tenho a esconder, uma vez que tudo o que falo está nas minhas redes sociais e é de conhecimento público."

Reynaldo Bianchi Júnior

Em uma rede social, Biannchi divulgou um vídeo mostrando a presença dos agentes da PF na sua residência. "Querem me calar? Não sou o Lula e não tenho medo de policiais, sou homem honesto e Íntegro", escreveu.

"Sem vitimização, acabei de operar a próstata e ainda estou com sonda urinária, mas caguei pra isso! Se estão usando a PF pra me calar, quer dizer que eles estão com medo! Eu estou com DEUS! Obrigado pela força de TODOS!", adicionou.

Roberto Jefferson

Pelas redes sociais, o ex-deputado federal se manifestou chamando de "atitude soez, covarde, canalha e intimidatória" os mandados de busca e apreensão expedidos por Moraes.

"TRIBUNAL DO REICH. Instituído por Hitler, após o incêndio do Parlamento, aquele tribunal escreveu as páginas mais negras da justiça alemã, perseguindo os adversários do nazismo. Hoje o STF, no Brasil, repete aquela horripilante história. Acordei às 6 horas com a PF em meu lar", escreveu Roberto Jefferson.

Rodrigo Barbosa Ribeiro

Em transmissão ao vivo em uma rede social, Ribeiro disse: "Foi constrangedor receber a PF enquanto ainda estava deitado, minha irmã ficou constrangida. Ninguém espera, ainda mais quando é de alguém que não deve nada. Fico triste ao saber que minhas opiniões foram motivo de intervenção. É triste saber que você não pode ter uma opinião que desagrade o ministro do STF. [...] Essas pessoas que foram vítimas de mandados de busca e apreensão, que eu conheço, a maioria delas estão lutando por uma coisa, pela sua liberdade, pelo seu direito como cidadão".

Sara Winter

Em uma rede social, Sara Winter disse que a polícia levou seu celular e seu notebook. "Meus advogados já chegaram, vamos pra cima! O Brasil não será uma ditadura. Hoje, Alexandre de Moraes comprovou que está a serviço de uma ditadura do judiciário. [...] Estou praticamente incomunicável! Moraes, seu covarde, você não vai me calar", escreveu.

Winston Lima

Em uma rede social, Winston Lima afirmou que recebeu "visita da Polícia Federal, que procedeu uma busca e apreensão de computadores e celulares" em sua casa, mas que não foi informado do motivo.


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27/05


2020

Marília defende mais investimento social no pós-pandemia

Em live com o professor Michel Zaidan, na noite de ontem, a deputada federal Marília Arraes debateu os desafios do pós-pandemia no Brasil e em Pernambuco. Para Marília e Zaidan, esta fase de pandemia pela qual estamos passando tem demonstrado que para o futuro é importante uma inversão de prioridades por parte de quem governa, com mais investimentos no social e combate às desigualdades.

Na live, Marília avaliou que as injustiças sociais, tão evidenciadas neste período de pandemia, são acima de tudo o resultado de governos omissos que não investem em políticas públicas para combater a falta de oportunidades entre as pessoas.

Marília lembra que é função do Estado promover mais igualdade social através de investimentos em áreas fundamentais como Educação e Saúde, temas que são dois dos cinco pilares do Recife Cidade Inteligente. Os outros são: Combate às desigualdades, Mobilidade, Cultura, arte e lazer.  “Não são gastos improdutivos. São investimentos para transformar a realidade de todos. No Recife, infelizmente, não é o que temos visto", afirma.

Para Michel Zaidan, o debate sobre o pós-pandemia tem relação direta com a forma como os investimentos públicos serão utilizados durante esse período de crise sanitária. "Não podemos nos acomodar e ser pessimistas. O que produzirá desenvolvimento e salvará a vida da população não são os cortes nos gastos. O Estado tem obrigação de proporcionar e investir nas atividades básicas", afirma.

Ambos também reforçaram que, em função do que vem acontecendo, também é preciso um olhar atento ao funcionamento das instituições e da democracia. "Mais do que nunca é momento de se investir na sociedade, nas pessoas, e no pleno funcionamento da democracia. Um Estado que não faz esse tipo de investimento é um estado que não se desenvolve", finalizou Marília.


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Banco de Alimentos

27/05


2020

Nem nos anos de chumbo

O isolamento social que o Governo de Pernambuco batizou de quarentena, fugindo do padrão inglês lockdown, para evitar desgaste político, já produziu duas cenas de horror e violência nas praias. A primeira, em Boa Viagem, envolvendo um aposentado, pisoteado e humilhado.

A segunda, mais brutal e covarde, foi protagonizada ontem em Porto de Galinhas, exatamente em Muro Alto, paraíso dos turistas. Desta feita não de responsabilidade da PM, mas da Guarda Municipal. Esse vídeo varreu as redes sociais sem que a prefeita Célia Sales (PTB) tenha dado sequer um puxão de orelha em sua Guarda, montada na praia para orientar e não reprimir.

Pernambuco vive, verdadeiramente, um estado de exceção.


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Prefeitura de Serra Talhada

27/05


2020

Prefeito-poeta saúda os 71 anos de Tabira


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O Jornal do Poder

27/05


2020

Zambelli pede impeachment de ministro do STF

Um dos alvos da operação da PF deflagrada hoje no âmbito do inquérito das fake news que corre no STF, Carla Zambelli usou o Twitter para se defender.

“Estamos vivendo um estado de exceção, ironicamente sob os aplausos dos que acusam o presidente Jair Bolsonaro de querê-lo”, escreveu a deputada do PSL.

Sem citar o nome do ministro Alexandre de Moraes, Zambelli pediu o impeachment do “responsável por esse absurdo”.

“Está na hora de o senhor Davi Alcolumbre cumprir seu dever constitucional e analisar com carinho os pedidos de impeachment contra o responsável por esse absurdo”.

Ela postou ainda:

“Toda pessoa que respeite a lei tem a obrigação de repudiar essas buscas no âmbito de um inquérito ilegal e inconstitucional, sem fato determinado e já arquivado pela PGR. Se você aplaude a ação ilegal contra seu adversário, não adianta reclamar quando ela se voltar contra você”.


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Shopping Aragão

27/05


2020

STJ pede apuração de vazamento de operação da PF

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu, hoje, ao Ministério Público Federal (MPF) a apuração sobre o suposto vazamento de operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira (26) e que tem o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, entre os investigados.
 
Segundo o ministro, se o vazamento o vazamento foi confirmado, será necessário responsabilizar penalmente o autor da conduta ilícita, como forma de não prejudicar a integridade das instituições.

A Federação Nacional de Policiais Federais defendeu nesta terça a apuração de eventual vazamento da ação pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. Para a Fenapef, é "notório" o vínculo entre Zambelli e associações de delegados federais.

"Sobre as suspeitas de que a deputada Carla Zambelli (PSL- SP) foi informada antecipadamente da Operação, é conhecido e notório o vínculo da parlamentar com a Associação de Delegados, desde quando era líder do movimento Nas Ruas. Esse laço se demonstra pela participação de Zambelli em eventos, vídeos e homenagens. A Fenapef defende a apuração, com responsabilidade e profundidade, sobre a possibilidade de que esse vínculo possa ter sido utilizado para a obtenção de alguma informação privilegiada", afirmou a federação em nota


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27/05


2020

Deputadas são alvo de inquérito das fake news

Os deputados federais Daniel Silveira (RJ), Bia Kicis (DF) e Carla Zambelli (SP), todos do PSL, são alvo da operação da Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação policial foi deflagrada na manhã de hoje. As parlamentares são aliadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O dono da rede de lojas Havan, Luciano Hang, e o ex-deputado federal e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, são alvos da ação policial.

Além desses, o blogueiro Allan dos Santos, do site Terça Livre, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), e a bolsonarista Sara Winter são investigados.

Os 29 mandados de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal e mais cinco estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

As investigações fazem parte do inquérito que apura a disseminação de fake news e ofensas contra os ministros do STF. Até agora, o inquérito já atingiu ao menos 12 pessoas, entre parlamentares e aliados de Bolsonaro.

O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. O inquérito foi aberto no próprio STF, no dia 14 de março do ano passado, em portaria assinada pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.


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27/05


2020

À minha Tabira

Há muitas lendas que povoam o imaginário popular em torno do lendário e poético Rio Pajeú, das flores, das violas e dos repentes. Uma delas, a de que uma viola do período da colonização portuguesa foi enterrada no seu leito seco. Água rima com vida, mas não seria a escassez dela a fonte permanente de inspiração dos seus poetas?

O tempo foi se encarregando de confirmar que essa dúvida nunca existiu. Se um dia a viola foi de fato encravada no Pajeú, certamente terá sido em minha Tabira, que festeja hoje 71 anos do seu grito de independência de Afogados da Ingazeira, a quem teve seu ventre gerado como distrito. Sou cidadão de lá, tenho razão para cantar, orgulho de trovejar, inspiração para escrever.

Tem uma uma música de Petrúcio Amorim na qual diz que foi criado entre o velame e a macambira, dedilhando a viola, comendo tareco e mariola. Fui criado entre o mandacaru e o marmeleiro, plantas que unem Afogados da Ingazeira e Tabira num território universal da poesia  e do amor. 

A primeira me pariu, a segunda me adotou. Mas não sei das duas a mais amada e apaixonante, porque são irmanadas pelo toque da viola em cima de pedras, alicerce sólido de sua fortaleza. Minha infância e adolescência se deram numa conexão permanente entre Afogados e Tabira, como um rio de correntes que só puxam para um lado, o lado que não  afoga, de águas remadas num cordel declaratório e confidente do amor.

Não fiquem São José do Egito e Itapetim enciumadas, mas se Afogados da Ingazeira é a capital da nação cuja bandeira por muito tempo foi da cor do algodão, o ouro branco do Sertão, como cantou Luiz Gonzaga, Tabira é o ventre gerador da poesia. Gerou e projetou ao mundo o papa Dedé Monteiro, dono dos versos que tornam sua poesia universal. 

Tabira é tão poética que elegeu um prefeito que dedilha a viola e dela verte um coração movido a repentes, trocadilhos e canções que transformam fel em mel, pranto em riso, desamor em amor ardente. Um monstro sagrado da poesia, como assim se refere a Sebastião Dias o cantor Fagner, que adotou Canção da Floresta, o hino nacional em defesa do verde e da natureza. 

Regue o chão, faça um pomar, ouça a voz do passarinho, a floresta quer chorar, alerta o poeta-prefeito em seu belo grito de advertência à humanidade que destrói nossas matas por absoluta ganância e má-fé. 

Sebastião se fez gente na vida e da prosa seu negócio ouvindo os irmãos Batista – Lourival, Dimas e Otacílio. Também Manoel Filó, Cancão e fez dobradinha com João Paraibano e Valdir Teles. Mas não dá para homenagear Tabira sem recorrer aos versos de Dedé Monteiro, Patrimônio Vivo de Pernambuco. 

Quem me dera, Tabira, se eu pudesse/Te dizer num poema que eu fizesse/A metade de tudo que acontece/Nas profundas cavernas do meu ser.

Se a mim fosse dado esse direito/Eu faria um poema sem defeito/Pra depois a teu povo oferecer/Mas agora, Tabira, me convenço/
Que não trago comigo dote imenso/De dizer tudo aquilo quanto penso/Que a boca peleja, mas não diz.

Mesmo assim eu te canto em baixo nível/Pois te quero de um modo tão incrível/Que se a felicidade for possível/Só por ser filho teu já sou feliz!

Em seu aniversário, Tabira deve ganhar hoje versos e poemas de amor dos seus vates e repentistas. Uma cidade não é medida pelo seu comprimento e largura, mas pela amplitude de sua visão de sua gente, pelo alto de seus sonhos. Não é uma pandemia do coronavírus que vai nos roubar também o direito de sonhar.

Agustina Bessa, escritora portuguesa, disse que as cidades não são pátrias. É na província, segundo nos ensinou, que se encontra o carácter e a mística duma nação, e os grandes escritores deixam-se amarrar ao espírito das terras nulas e sensatas a que extraem um brilho que a pedra polida da capital não tem.

Viva Tabira!


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27/05


2020

Por ordem do STF, bolsonaristas alvos de operação

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quarta-feira (27) mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de notícias falsas e ameaças à Corte. O ex-deputado federal Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) e blogueiro Allan dos Santos são alvos. Os quatro são aliados do presidente Jair Bolsonaro. As buscas com relação a Jefferson e Hang foram realizadas nas casas deles, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, respectivamente.

No caso de Garcia, as buscas foram realizadas no gabinete, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde computadores foram apreendidos. As buscas sobre Allan dos Santos ocorreram na casa dele, em uma área nobre de Brasília. Também é alvo da operação a blogueira Sara Winter. Ao todo, a operação tem 29 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito. Além de Rio de Janeiro e Brasília, há mandados para ser cumpridos também nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.


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27/05


2020

A cidadania presente contra um outro vírus

Por Mariana Teles*

A pandemia do novo coronavírus descortinou uma sequência de crises em nosso corpo social de dimensões diferentes. Tendo como núcleo principal a eclosão do maior desafio sanitário das últimas décadas, o primeiro dos seus reflexos se deu no campo da saúde e da ciência. De pronto, a gestão pública começou a elaborar respostas que já perpassavam a seara inicial e atingiam questões como o federalismo, os impactos econômicos em decorrência das medidas de isolamento social, a queda da arrecadação, culminando no alastramento das agruras fiscais e, não fugindo do óbvio quando o assunto é dinheiro público no Brasil, uma crise ainda mais letal: a falta de transparência na aplicação dos recursos públicos.

Em 20 de Março de 2020, já com os primeiros sinais de complexidade do novo cenário delineados, o Senado Federal aprovou o pedido de reconhecimento de calamidade pública  através do decreto 06/2020. O ato normativo, entre outras consequências, permite que o Executivo gaste além do previsto para o orçamento em curso e desobedeça as metas fiscais para custear ações de combate à pandemia. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) prevê essa condição temporária.


Na mesma esteira, a Lei 13.979/2020 trouxe em sua redação a pedra angular do risco ético nas relações público x privadas no país para o momento de calamidade. Na redação do seu artigo 4°, tem-se que: "fica dispensada a licitação para aquisição de bens, serviços e insumos de saúde destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do corona vírus". 

Ora, se a gestão de saúde pública em nosso país já é protagonista de diversos escândalos atemporais, mesmo buscando cumprir todo regramento da Lei de Licitações (8.666/1993) e os princípios da Administração Pública, em tempos de inconteste emergência  sanitária, o risco de fraudes supera as condições da suposta eficiência perquirida, abrindo margem para alimentação do vírus endêmico da corrupção, com sério prejuízo à transparência e às efetivas medidas de controle, em que pese, às vezes  deficientes, porém sempre indispensáveis.

Diversas operações de fiscalização e inspetorias estão sendo reforçadas, culminando com investigações abertas, e até prisões de ordenadores de despesas. Um tempestivo esforço institucional, concentrado pelos órgãos de controle, pela polícia federal e demais instâncias, na busca pela contenção dos danos que, certamente, revelarão a letalidade dos seus efeitos a longo prazo. 

Ainda sobre fiscalização e responsabilização dos agentes públicos, foi editada a MP 966 em 13 de Maio de 2020, flexibizando a responsabilidade objetiva e abrindo margem para a impunidade diante dos eventuais vícios éticos e desvios de recursos praticados pelos gestores. No entanto, ao levantar questionamentos dentro e fora da ordem jurídica, veio a  se tornar objeto de discussão no STF, através do julgamento de sete ações contra seu texto, e terminou com parâmetros estabelecidos pelo Ministro Luís Roberto Barroso – ressalvadas as controvérsias do mérito. Neste momento, o relator, trouxe  uma compreensão menos insana e fixou, de modo mais lúcido os critérios estabelecidos para responsabilização. 

Infelizmente, a educação cívica do nosso país, associada ao capitalismo de compadrio, arraigado na estrutura do patrimonialismo brasileiro, compõem o conjunto de causas que nos obriga a mesmo em meio a uma crise sanitária com as dimensões da atual – voltar os olhos para a gestão dos recursos públicos. É um chamado de urgência para efetividade do controle social, que deve ser exercido pelo cidadão e pelas entidades representativas. Urge com ainda mais força a necessidade de se reforçar as diretrizes e os pilares do controle social. 

As instituições de controle de ofício, como os Tribunais de Contas, o Ministério Público de Contas, Ministério Público Estadual e os órgãos de controle interno, todas lastreadas na força normativa da nossa Constituição Federal, cumprem inquestionável mister para segurança jurídica, o fortalecimento democrático e as garantias institucionais. Mas há um controle que passa, indispensavelmente pela cidadania em seu nascedouro e sobretudo no cerne da sua atuação: o controle social.

O controle social é a ferramenta que nos convoca, enquanto sociedade, para construção efetiva da cidadania plena, exige a participação popular e a educação propositiva e fiscalizadora.


Não é, nem deve ser compreendido como, um instrumento inquisitorial, nem pode se traduzir como uma espécie de tribunal paralelo, um algoz de todos contra qualquer um. É, antes de tudo, uma ferramenta cívica, coletiva e integrada, a qual busca soluções propositivas que permitam o aperfeiçoamento da gestão pública e fomente a participação do cidadão.

Para além da pandemia, é preciso que a postura de controle social construa raízes sólidas em nossa educação e se transforme em viés cultural da nossa sociedade. 

Nesse escopo, e cumprindo a sua vocação republicana, a OAB PE, através da Comissão de Compliance e combate à corrupção, lançou esta semana o Observatório de Contas Públicas, para acompanhar os gastos do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal do Recife, propondo estratégias de comunicação mais eficazes nos portais de transparência, aproximando o cidadão dos processos e cumprindo uma etapa importante de sensibilização cidadã para maior participação de todos no controle social. Postura que deve inspirar outras entidades de classe, igualmente comprometidas com a transparência e a cidadania, e buscar despertar em cada cidadão um fiscal do dinheiro público, do seu dinheiro. 

Uma pandemia sanitária não pode ser catalizadora da corrupção estrutural do nosso país, sobretudo quando vivenciamos simultaneamente um calendário eleitoral e diversos outros interesses menos republicanos duelam com a gestão desses recursos. A pandemia vai passar. Mas o vírus da corrupção não pode sair vencedor enquanto buscamos derrotar o corona vírus.
 


* Advogada com atuação em Compliance Público. 
Coordenadora da Compliance da Escola Superior de Advocacia de Pernambuco.
Membro da Comissão de Compliance e Corrupção da OAB PE.
Consultora da Unidade Gestora de Integridade da ALEPE.


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26/05


2020

Kapaz prevê recuperação lenta, mas gradual

Na live pelo Instagram do meu blog, há pouco, o empresário e ex-deputado Emerson Kapaz, do setor de brinquedos e energia de São Paulo, previu que o País reagirá economicamente mais breve do que se possa imaginar dos efeitos perversos provocadas pela pandemia do coronavírus. "O Brasil sofre um grande baque, mas já existem setores que estão respondendo bem, como o de serviços", afirmou.

Kapaz defendeu uma ação mais efetiva e eficaz do Governo junto ao empresariado, como ocorreu nos países europeus, entre eles a França, que investiu 20% do seu PIB na recuperação econômica. "A construção civil já está reagindo em São Paulo e outros setores da atividade industrial também. Estamos diante de uma grande escuridão por causa da Covid. Tudo vai depender da curva se será ascendente ou descendente em casos no País," afirmou.

Sobre a condução da política econômica, Kapaz disse que o ministro Paulo Guedes conduz muito bem e que será capaz de rever conceitos, como a desburocratização das linhas de financiamentos com juros mais acessíveis pelos bancos públicos. A íntegra da live está disponível no Instagram do blog.


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26/05


2020

Marília conversa com pré-candidata de Salvador

Pré-candidata a prefeita do Recife pelo PT, a deputada federal Marília Arraes faz, amanhã, uma live com a pré-candidata a prefeita também pelo partido em Salvador, Denice Santiago. Em pauta, a realidade das duas capitais do Nordeste neste período de isolamento social, os desafios pós-pandemia e as propostas para o futuro das cidades.

A Major Denice é psicóloga e atuou por 30 anos na Polícia Militar da Bahia, onde realizou um trabalho que a projetou pela proteção às mulheres vítimas de violência. Premiada nacionalmente pela defesa da mulher, Denise foi Idealizadora da Ronda Maria da Penha.

Assim como Marília, que tem debatido o futuro da capital pernambucana a partir do projeto “Recife Cidade Inteligente”, Denice Santiago também vem ouvindo a população sobre Salvador a partir de um Plano de Gestão Participativa. As duas propostas têm objetivos em comum, como zerar a fila de creches, inclusão dos jovens no debate sobre o futuro das cidades e o combate às desigualdades.

A live de Marília Arraes com Denice Santiago acontece pelo Perfil do Instagram @mariliaarraes.


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26/05


2020

Editorial analisa nome de operação e fala de Bolsonaro

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre a coincidência no nome da Operação Placebo, deflagrada hoje no Rio de Janeiro, e a frase que o presidente Jair Bolsonaro disse na entrevista que concedeu ao meu blog: "Por exemplo, pode ser que lá na frente a Cloroquina seja placebo. Mas pode ser que resolva". Será que o presidente já sabia da operação da Polícia Federal ou foi apenas coincidência? Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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