FMO janeiro 2020

29/03


2020

Meu pai vive na minha luta do dia

Por Mariana Telles 

Resgatei do face de Mariana Telles, sem autorização dela, este belíssimo depoimento sobre o seu pai, o poeta Valdir Telles, que morreu há exatamente oito dias, em sua casa de Tuparetama, de repente, como fez versos de repente a vida inteira que Deus lhe deu até aos 64 anos, quando o sequestrou para fazer cantoria no céu com João Paraibano, seu velho par de desafios em pé de parede. 

Em tempo: embora advogada, Mariana é poetisa como o pai e faz a gente chorar com seus belíssimos textos. Confira!

Sobre o artista de carisma único, raciocínio veloz e voz inconfundível, eu deixo que o Nordeste fale e o Brasil confirme. Sobre o cigano que desbravou tantos sertões defendendo a poesia popular e fazendo da viola a principal arma de todas as trincheiras, as plateias falam por mim. Sobre o cidadão de bem, trato fácil, jeito de matuto e coragem de sertanejo, quem depõe é a sua história. 

Eu falo sobre o pai Valdir. Não consigo ter nenhum outro sentimento maior que a gratidão de ser fruto da sua verve, da sua existência. Painho foi antes de tudo um abnegado. Um cometa/homem desses de rara aparição e que vivem séculos em poucos anos. Soube ser o que nunca teve: pai. Órfão aos onze anos, ele nos deu um amor tão genuíno, demonstrado nos gestos e nos sacrifícios de uma existência plena de afeto.

Eu lhe dizia todos os dias o quanto o amo. Transborda nos meus olhos a devoção não pela sua obra somente, mas pela cidadania impressa em cada ação. Ação. É isso que meu pai sempre foi: um homem de ação.

Lá em casa a porta sempre tem que está aberta e a mesa cheia. 

Meu pai é meu amigo, de atravessar os estados no Nordeste me levando a tiracolo quando nossas agendas se batiam ou quando por pura satisfação de ficar perto dele eu pedia para ir junto. Ouvindo forró, improvisando vaneirão, me ensinando versos dos cantadores do passado ou me contando as novidades dos movimentados bastidores da cantoria.

Mandava mensagem três da manhã para dizer o resultado de um festival ou saber se eu estava bem. Quando eu ainda morava em casa, não havia uma só vez que antes de dormir ele não fosse de quarto em quarto... Por ele eu assisti muito jogo do Flamengo sem gostar só para ficar perto dele.

Andava procurando onde comer um bode com arroz. Não sabia passar uma semana sem ir a Patos, nem passava para Serrinha sem parar nos grossos. 

A vaidade dele estava no aplauso. O riso saia fácil quando estava ganhando a palma do povo. Isso irritava concorrente, mas só dentro do desafio tão peculiar a cantoria mesmo. Malabarista no mote em dez.

Eu agora me dei conta que não estou conseguindo diferenciar o pai do poeta. Mas é porque os dois se misturam mesmo.

Ele é celebração de vida. Nunca vi gostar tanto de comemorar aniversário. A festa começa cedo e termina tarde. Eu, quando me aperreava com seu desmantelo e como tudo que fez (de improviso), dizia assim: Rapaz, painho! Vamos deixar para fazer a festa ano que vem, mais organizada... Ele olhava e dizia: Deixa de ser besta, festa faz quem tem amigo e quando tu nascesse eu já fazia. 

De tudo como pai ele só fracassou em duas coisas comigo: não conseguiu me ensinar a dançar forró nem dirigir. E olhe que tentou muito, as duas coisas. 

Aos seus olhos eu sempre fui muito maior. Respeitava meus silêncios, esperava eu espernear com os gritos, depois chegava manso que só ele e dizia: é só ter calma que as coisas se resolvem... Você parece que não sabe esperar. 

Nunca vi ele dizer que cantou mais ou melhor que ninguém. Mas eu sabia quando cantava e quando não. E dizia a ele. 

Painho não acreditava quando eu comecei a escrever as primeiras estrofes. Ele achava que era de Glaubenio (meu irmão do meio). Depois que mostrei a Geraldo Amancio Pereira, Sebastião da Silva e Nenen Patriota ele começou a acreditar, mas nunca deu pitaco. Quando eu pedia para ele "arrumar" um verso pra mim, ele dizia que eu esperasse um pouquinho que a inspiração chegava... precisava pedir a ninguém não. 

Inimigo de balaio. Defensor genuíno do verso improvisado, sua maior habilidade. 

Seu jeito de incentivar era muito peculiar, não era de elogios rasgados, mas na sisudez do seu olhar um gesto doce denunciava o orgulho. E aí ele começou a exagerar, nisso aí ele me estragou um bocado. Tudo que eu fazia ele dizia que estava bem feito. Menos cozinhar. 

Eu nunca disse que queria ser advogada. De tanto ver a casa com jornalistas entrevistando ele e ter passado parte da infância em estúdio de rádio esperando ele terminar programa eu queria ser jornalista. Passei nos dois vestibulares e na hora de escolher, já influenciada pelos irmãos para fazer Direito, ele olhou e disse: não vá por Alencar (meu irmão) não, faça o que você quiser que você vai ser boa. 

A gente discutia até assistindo o jornal Nacional. Minha curiosidade por política nasceu de tanto ele contar e imitar os discursos de Asfora, Ronaldo, Marcos Freyre. Segundo minha mãe, nenhum dos dois tinha vergonha. Para cada discordância um cheiro (sempre roubado) na careca. 

Acompanhando Painho eu pude ver que seu talento mesmo era de fazer amigos. Uma legião. Toda cidade que a gente passava eu sabia quem era o seu amigo. Nunca cheguei em nenhum lugar que não encontrasse um fã ou um amigo. Ele gostava de andar parando em todo lugar. De Tuparetama a Cajazeiras (por exemplo), ele encontrava motivo para parar em todo canto. Em Teixeira pra ver um cd, em Patos para olhar uma peça de carro, mais na frente para comprar uma melancia...

Passou pela Bahia, Patos, Caicó, Limoeiro do do Norte, mas ouviu o coração, escolheu Tuparetama e aqui educou os três filhos. Sou a única pernambucana e pajeuzeira da casa e isso me deixa bestinha. 

Chegava sempre em casa as segundas feira, já vinha com um quarto de bode e perguntando a Mainha dos compromissos da semana. Vi todas as vezes ele entregar todo o dinheiro dos cachês a ela. Nunca soube o que era uma conta em banco nem pegar uma fila. Ruim de fazer negócio, nunca foi bom em lidar com dinheiro, só sabia ganhar, o resto sempre foi com Dona Elza, mas um artífice na singularidade de se vender. A agenda superlotada era seu maior orgulho. Cantiga fácil, dessas que entra mesmo no povo. Às vezes eu ia comentar sobre sua produção poética em um ou outro evento e ele dizia: eu não estava cantando pra você não Mariana, eu canto é para o povo mesmo. Muito mais vaidoso por aplausos do que por nota de comissão julgadora. Sua produção poética havia crescido muito na última década e isso não é depoimento de filha, é unanimidade. A velocidade dos versos (sua maior marca) ganhou a polidez da experiência. 

Eu digo sem medo de errar que sou um dos seus grandes amores, nossos extremos se encontram nos nossos abusos e no orgulho mútuo. Seu chapéu de couro está comigo. Mas mais do que isso, sua forma humana de enxergar o mundo. Vi muitas vezes ele voltar numa estrada para entregar uma esmola. 

Minha melhor companhia disparada. Conhecia meu humor pelo tom da bênção e sabia melhor do que ninguém quando eu estava arrodeando para pedir alguma coisa... Não sabia dizer não. A ninguém. Muito menos a mim. 

Eu não perdi Painho. Painho vive nas minhas lutas, não conheço ninguém que lutou mais pela sobrevivência do que ele. A dignidade que deu a vida da família foi fruto de noites de sono e estradas, violas e bandejas. 

Ele é vida. Celebração de sucesso. Fama genuína. Amor de verdade. Vive em tudo que fez, no universo dos versos, na história de repente. E uma obrigação enorme nos deixa: sua cidadania na nossa caminhada.

Cantou para Xuxa, FHC, Lula e Sarney. Mas era no pé de parede da casa mais rústica do sertão seco ou molhado que sua inspiração reinava a vontade.  

Viu tudo que sonhou para os filhos, a cura do câncer de Mainha e a multidão de aplausos. 

Descansou na sua pátria: a Serrinha. No seu melhor palco. No seu mais honesto colo. 

Sobre Painho é só gratidão, saudade e responsabilidade. 

Por aqui continuamos negão, eu desmantelada do teu tanto, mas levando uns gritos dos meninos para me organizar... Vaidosa que só tu também. 

Galderise com teu mesmo abuso e tua correção nas coisas.

Mainha limpando os chapéus. 

Glaubenio já ouviu uns duzentos baiões de cantoria e todos os teus vídeos. 

Didiza cuidando de Bia.

A Serrinha molhada e o feijão nascendo. 

Enfim, tudo do jeito que sempre foi. Porque tua luz ela é. Não se apaga. Teu verbo é hoje, é sempre.

Um homem/cometa, rara aparição na terra, mas luz que transcende todos os outros planos.

Que na tua nova vida sigas inspirando a gente e me dando o que sempre me pedisse pra ter: juízo...

Nosso amor não vem desse plano nem termina no outro. É carne, mas sempre foi muito mais sobre o lado de dentro... Lá ta doendo porque amanhã eu não vou ligar perguntando com quem é a cantoria, mas tua luz segue... Teu palco agora é ainda mais iluminado e teu aplauso não termina mais no final do verso. Porque você é isso. Homem cometa. Quem veio de onde você veio, passou o que passou e construiu e construiu não se apaga nunca, meu amor. 

Meu amor.
Só meu amor
Meu amor mesmo
Meu amor.

Obrigada por me ajudar tanto a voar, sem jamais ousar tomar o lugar das minhas asas. Me ensinar sobre liberdade sem me prender, sobre responsabilidade sem exigir e por acreditar tanto nos meus sonhos. Mais do que nunca você será o combustível deles. Sentido de tudo, negão.


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Detra maio 2020 CNH

Confira os últimos posts



04/06


2020

“Falta a Bolsonaro base sólida”, alerta Collor

Em live, há pouco, pelo Instagram deste blog, o senador Fernando Collor (PROS-AL) afirmou que não enxerga semelhanças do momento conturbado que Bolsonaro enfrenta hoje com o que ele, como presidente da República, viveu em 1992 quando sofreu impeachment. "São momentos diferentes. Enfrentei uma crise eminentemente política, enquanto o presidente hoje vive uma crise política e institucional, de confronto entre poderes", afirmou.

"Meu grande erro foi não ter montado uma base sólida de apoio no Congresso. Meu grande erro foi não ter trabalhado desde o início na construção da harmonia parlamentar. Minha eleição foi solteira, em 89. Assumi com um Congresso eleito em 86 e sete meses depois com um novo Congresso eleito e que refletia a insatisfação das pessoas contra meu Governo, apesar dos 66% de apoio. Tive que lidar com um Congresso diferente", disse Collor, para acrescentar:

"Quando comecei a trabalhar na construção dessa harmonia já era muito tarde". O senador disse também que se pudesse faria um alerta a Bolsonaro, cujo Governo, segundo ele, enfrenta dificuldades, mas pode dar certo. "Ele está correndo atrás para compor uma base parlamentar. Todos temos que trabalhar para que ele possa dar certo. Sou contra o impeachment. Diante de um momento como esse de pandemia não cabe falar de impedimento. O momento é de combater um inimigo mundial, que é a pandemia do coronavírus", alertou.

Collor defendeu o Centrão e elogiou o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. "Sou grato ao Roberto Jefferson, porque ele foi um valoroso deputado, defensor dos projetos do Governo, corajoso e destemido no meu processo. Gratidão não se prescreve", afirmou.

Collor lamentou que a Imprensa trate de forma pejorativa o Centrão. "Todos os partidos ali representados estão em função da manifesta vontade do povo. O que desvirtuou é porque houve no passado acordos feitos não transparentes e isso gerou a expressão toma-lá-da-cá associada ao Centrão. Sempre digo que falta a Bolsonaro uma preocupação em construir uma base sólida de apoio no Congresso para ter governabilidade. Isso ele está fazendo agora de forma apressada, quando podia ter feito antes. O presidente é o líder político da Nação e tem que fazer pelos canais que são os políticos e os partidos, os canais oficiais. Ele tem que construir a sua base de sustentação e o Centrão merece respeito", assinalou. A live está disponível nas postagens do Instagram do blog no @blogdomagno.


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Abreu e Lima - Maio

04/06


2020

Editorial analisa atuação de Moro como colunista

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre a estreia do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro, Sérgio Moro, como colunista do Jornal O Globo e as implicações que trazem esta nova empreitada do ex-juiz. Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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Prefeitura do Ipojuca

04/06


2020

Famosos se comovem com morte de filho de doméstica

Do G1

Políticos, artistas e outros famosos se comoveram com a morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que caiu do 9º andar do conjunto de edifícios conhecido como Torres Gêmeas, no Recife. No Twitter, a hashtag #JustiçaPorMiguel ultrapassou 300 mil publicações e se tornou o assunto mais comentado do Brasil, nessa rede social, hoje.

No momento da queda, a mãe de Miguel, a doméstica Mirtes Renata, tinha ido passear com o cachorro da patroa, Sarí Gaspar Côrte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB).

Miguel Otávio Santana da Silva tinha sido deixado pela mãe no apartamento sob os cuidados da patroa, que tinha dito para Mirtes descer do edifício para passear com o cachorro. No apartamento, estava também a manicure da empregadora. A primeira-dama de Tamandaré foi presa em flagrante por homicídio culposo, mas pagou R$ 20 mil de fiança e foi liberada.

A médica Thelma Assis, vencedora do Big Brother Brasil em 2020, criticou a atitude da patroa, de ter mantido a mãe de Miguel indo trabalhar durante a pandemia do novo coronavírus. Em abril, o próprio prefeito Sérgio Hacker, foi diagnosticado com Covid-19. A mãe de Miguel disse que, mesmo nessa época, continuou trabalhando para o casal.

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, disse que a patroa "abandonou Miguel à própria sorte".

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), publicou uma mensagem expressando solidariedade à família de Miguel, que mora no Barro, na Zona Oeste da capital pernambucana, e referindo-se à morte da criança como "uma perda irreparável".

O caso

Miguel morreu ao cair do 9º andar de um edifício de luxo no Recife após a mãe descer para passear com o cachorro dos patrões e deixar o menino aos cuidados da patroa. A empregadora foi autuada por homicídio culposo, mas não teve o nome divulgado pela Polícia Civil. Ela foi presa em flagrante, mas pagou R$ 20 mil de fiança e responderá em liberdade.

Hoje, Mirtes contou em entrevista à TV Globo que era empregada doméstica do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, e da mulher dele, Sarí Côrte Real.


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04/06


2020

Fernando Collor na live do blog daqui a pouco

O ex-presidente Fernando Collor de Melo, hoje senador por Alagoas (PROS), é o convidado da live do blog daqui a pouco, às 19 horas, pelo Instagram do blog. Em pauta, a crise nacional.

Depois de requerer licença e se ausentar da mídia, Collor voltou com todo gás, tendo sido frequente nas redes sociais com entrevistas e opiniões sobre os efeitos da pandemia na economia e na política.

Já há quem desconfie que ele, devido ao vácuo de lideranças, esteja ensaiando entrar na disputa pelo Planalto, em 2022. Para acompanhar a entrevista, siga o blog no Instagram no @blogdomagno


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Banco de Alimentos

04/06


2020

Empresa alvo da operação inópia emite nota de esclarecimento

A empresa Juntimed Produtos Farmaceuticos e Hospitalares Ltda, contratada para montagem e distribuição de 200 mil cestas básicas para famílias de baixa renda em todo o estado, foi alvo da Operação Inópia, deflagrada pela Polícia Civil ontem. Segundo a delegada Viviane Santa Cruz, do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Dracco), a empresa não tem capacidade técnica para cumprir o contrato. Na tarde de hoje, o departamento jurídico da Juntimed emitiu a seguinte nota de esclarecimento:

Nota

A empresa Juntimed LTDA, alvo da operação Inópia deflagrada na manhã da última quarta-feira em conjunto pelas Polícias Civil de PE e Federal, esclarece se tratar de empresa idônea, constituída há quase 10 anos, e que tem como atividade principal o comércio varejista de produtos farmacêuticos, porém, possui autorização legal para outras atividades secundarias, entre elas a de alimentos em geral – motivo qual participou da licitação objeto da referida operação, de maneira legal, obedecendo os critérios técnicos; ressaltando ainda que já cumpriu com a entrega de mais de 60% das cestas básicas, todas mediante recibos, e o Governo do Estado até então apenas realizou o pagamento da quantia equivalente a 20% do contrato.

Por fim, esclarece ainda, quanto a diferença de valores da unidade da cesta básica comprada pelo Município de Olinda e a do Governo do Estado, foi devido a quantidade de itens constantes em cada cesta, bem como ao custo da logística e distribuição em vários municípios do estado de PE – e a respeito dos funcionários, todos são temporários e recebem semanalmente, assim como os veículos são terceirizados.

Gabriela d´Almeida Lins e Leonardo Pereira – advogados


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marcos

Empresa de medicamentos vendendo cestas básicas e empresa Veterinária vendendo Respiradores. Isso é o PSB. Até parece o PT, eita partido pra ter Ladrão!


Prefeitura de Serra Talhada

04/06


2020

Justiça nega pedido de parlamentares e mantém reajuste da Celpe

A Justiça Federal negou, hoje, pedido de liminar movido por parlamentares do Partido Progressista (PP) que solicitavam, por meio de uma ação popular, a suspensão do reajuste tarifário de 2020, da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Na decisão o juiz da 21ª Vara Federal, Francisco Antonio de Barros e Silva Neto, destacou que os processos de reajustes e revisões tarifárias são rigorosamente avaliados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e submetidos ao conhecimento da sociedade por meio de audiências públicas. A ação foi movida pelo deputado federal Eduardo da Fonte, os deputados estaduais Clóvis Paiva, Erick Lessa, Fabíola Cabral e Fabrizio Ferraz, além do vereador do Recife Chico Kiko.

Na decisão, o juiz se mostra surpreso com a falta de consistência e coerência da argumentação dos autores da ação popular. O magistrado destaca que os parlamentares apresentaram como prova apenas um link para um artigo de jornal e, mesmo assim, a conclusão da publicação é no sentido de reconhecer a legalidade e a proporcionalidade dos reajustes tarifários. O juiz vai mais além e afirma que “ademais, chama a atenção que o mencionado artigo caminha justamente no sentido oposto à argumentação dos autores”, complementa.

Em decorrência do impacto provocado pela pandemia de Covid-19, desde o mês de abril, a Celpe já havia tomado a iniciativa de requer o adiamento da aplicação do reajuste médio de 5,16%. O índice que deveria ter sido aplicado em 29 de abril, foi postergado para o mês de julho, conforme determinação da Aneel.

Além da lisura de todo o processo de reajuste da Celpe, o magistrado concluiu que a variação da tarifa decorre de fatores não gerenciáveis pela empresa. “Fica claro que, embora os custos reais das concessionárias tenham crescido em percentual menor que a inflação, outro componente da sua tarifa, o custo da aquisição da energia, aumentou 129% no período, em função de questões climáticas, de ‘despachos termelétricos preventivos’ e da política de expansão do sistema”, revela a decisão.

O juiz também se posicionou contrário ao argumento dos parlamentares de que a anulação do reajuste não traria prejuízo para a companhia. “Em resumo, a prova documental apresentada respalda a atuação da Aneel, registrando-se ainda que o contexto atual sugere expressiva diminuição do faturamento da concessionária, diante do desaquecimento da economia”.


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Fernandes

O culpado disso tudo é Jarbas Vasconcelos que vendeu a Celpe, hoje estamos pagando caro.


O Jornal do Poder

04/06


2020

“Faculdade de Medicina será marco em Arcoverde”, diz Zeca

“Finalmente, a nossa luta junto ao então ministro da Educação, Mendonça Filho, concretizada em fins de 2017, com a confirmação de Arcoverde como um dos municípios escolhidos para receber o primeiro curso de Medicina do Sertão, começa a virar realidade com o credenciamento da futura Faculdade de Medicina de Arcoverde pelo MEC, em portaria publicada ontem”, essa foi a comemoração do ex-deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, em suas redes sociais.

Ressaltando a conquista realizada, o ex-prefeito disse não ter ficado surpreendido com a boa notícia, pois a todo momento esteve acompanhando o processo de credenciamento. “Não acordamos com a boa notícia, pois sempre estivemos acompanhando passo a passo o andamento desse sonho que foi possível graças a nossa intervenção política e a todo o trabalho feito na saúde ainda no nosso governo”, disse.

“Será um marco em Arcoverde e região, beneficiando jovens e dezenas de municípios, abrindo um novo ciclo de desenvolvimento econômico e educacional em toda a região. Um investimento privado, mas que nos orgulhamos de ter contribuído decisivamente com essa conquista do povo de Arcoverde”, concluiu Zeca.


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Shopping Aragão

04/06


2020

A tarefa de cuidar dos vivos

Por Everardo Maciel*

A tragédia da pandemia, no Brasil, tornou visíveis graves patologias no Estado e na sociedade que permaneciam disfarçadas pela nossa histórica incapacidade de tratar os problemas com responsabilidade e pela degradação do pouco que existia de empatia. O Estado, vilipendiado pela corrupção sistêmica e pelo corporativismo, é incapaz de exercer suas responsabilidades mínimas. A saúde pública, por exemplo, a despeito do honroso esforço dos que nela militam, é ineficiente e dispendiosa. Sua gestão, não raro, se subordina ao loteamento político, que deságua invariavelmente em escândalos.

Na elite do serviço público, nem sequer se fez valer a regra constitucional do teto remuneratório. No Judiciário, são espantosos os artifícios para concessão de gratificações disfarçadas em indenizações para contornar o teto. É inadmissível a concessão de auxílio-moradia, quando milhões de brasileiros não têm onde morar ou moram em condições indignas. No Legislativo, as superlativas cotas para o exercício da atividade parlamentar constituem uma deplorável forma de remuneração, atentatória à pobreza da população.

As repercussões sociais e econômicas da pandemia serão devastadoras. Mas como vamos cobrar sacrifícios de todos, se a elite do serviço público goza de privilégios, antes inaceitáveis e hoje acintosos? O exemplo é uma didática eficaz.

Poucas vezes em nossa história o equilíbrio institucional esteve tão ameaçado. A sensatez é espancada diariamente por incontinência verbal ultrajante. As redes sociais são dominadas por ódio e polarização extrema. O vandalismo, mesmo nas atuais circunstâncias, está nas ruas. Tudo faz lembrar o que disse Ortega y Gasset (Meditações do Quixote) em 1914: “A moradia íntima dos espanhóis foi tomada a tempo pelo ódio, que permanece ali artilhado, movendo guerra ao mundo”.

Torço vivamente por um desfecho civilizado, mas receio que venhamos a ter graves transtornos.

A hora é de prosseguir com o enfrentamento da pandemia. É falso o dilema entre saúde e emprego. Seria insensato prescrever isolamento social senão como estratégia – não a única – de política sanitária. Ainda que seja óbvio, não esqueçamos que mortos não produzem nem pagam impostos.

O enfrentamento não pode, entretanto, interditar reflexões sobre o que fazer para além da política sanitária. Atribui-se ao Marquês de Alorna resposta dada a Dom José I, rei de Portugal, que indagara sobre o que fazer após o terremoto que em 1755 devastou Lisboa: “Sepultar os mortos e cuidar dos vivos”.

Ainda que nem sempre estejamos sepultando os mortos com a reverência ditada por ancestrais tradições, é preciso recrutar contribuições para o futuro. Apresso-me em oferecer mais sugestões no campo tributário.

Convém que, imediatamente, se proceda à completa desoneração tributária da produção e distribuição de vacinas. Tal iniciativa dispensa justificações e seria inviável se estivéssemos amordaçados pela infeliz tese da alíquota única e vedação de incentivos.

A administração tributária deveria cuidar da certificação de créditos e prejuízos acumulados, que, somados aos precatórios, facultem no futuro uma ampla compensação com créditos inscritos em dívida ativa.

Tributos com vencimento postergados de setores debilitados terão de ser parcelados. Sem prazos fixos e anistias, como tem sido habitual, mas vinculados à receita bruta, a exemplo do Refis original (1999), permitindo uma convivência flexível com a crise.

É tempo de disciplinar o Bônus de Adimplência Fiscal (Lei n.º 10.637 de 2002), que reduz a tributação dos contribuintes que não têm litígio fiscal, estimulando, portanto, uma conduta amistosa, na esteira das sanções premiais preconizadas por Norberto Bobbio. Mais ousadamente, poder-se-ia cogitar da adoção de novas hipóteses para concessão do bônus.

A tarefa futura de reequilibrar as contas fiscais não será fácil e exigirá muita determinação e criatividade. Esse, todavia, será um problema, mais que brasileiro, universal.

*Consultor Tributário e foi secretário da Receita Federal


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marcos

Ainda bem que a natureza criou o monstro corona vírus para matar muitos brasileiros. Luiz inácio Corona da Silva.

Roberto de Lima Barros

Esse blog não tem mais vergonha, tem de avisar aos seus leitores que é Bolsonarista de Cateirinha. Esse cidadão deveria respeita as famílias que perderam algum ente querido nesta pandemia por irresponsabilidade do poder público, Municipal, Estadual, Destrital e Federal ninguem pode brincar com o sentimento dos outros,



04/06


2020

Ex-secretário desconhece erros na pré-campanha

Prezado Magno,

Em resposta ao seu post (Saída com Dois Crimes) relacionado a minha pessoa, esclareço a população em geral que pela lei de direitos autorais, em princípio, é permitida a reprodução de pequenos trechos de músicas de artistas na construção de mídia desde que a reprodução em si não seja o objetivo principal do vídeo, e sempre com o recolhimento dos devidos direitos ao ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o que fizemos em respeito ao grande artista pernambucano, Alceu Valença, de quem sou fã de carteirinha.

Quanto ao suposto vínculo afetivo com a Sra. Thallita Siqueira Brito, informo que nosso relacionamento de namoro se encerrou desde abril de 2018. É importante mencionar que a referida é servidora desde 2013 e já exerceu com muita dedicação o cargo de Ouvidora Geral do Município e a prerrogativa de nomeação para cargo comissionado na Administração Municipal de Tabira compete única e exclusivamente ao prefeito Sebastião Dias, não tendo a minha pessoa ingerência sobre tal ato.

Portanto, não conheço dos crimes que me acomete.

Respeitosamente,

Flávio Marques – pré-candidato à Prefeitura de Tabira


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04/06


2020

Venturosa entrega kits merenda nesta sexta-feira

Amanhã, a Secretaria de Educação de Venturosa realiza a segunda etapa da entrega dos kits merenda aos alunos da rede municipal de ensino devidamente matriculados nas escolas e creches municipais. A entrega dos kits acontece das 08h às 12h.

Segundo o prefeito Eudes Tenório (PL), cada escola ou creche municipal será responsável pela entrega dos kits aos pais ou responsáveis pelos estudantes. “Com isso garantimos o reforço alimentar dessas crianças neste período de pandemia quando todos os alunos estão em casa”, afirmou.

Serão entregues mais de 2.200 kits merenda e os responsáveis devem comparecer munidos de documento de identificação. Os kits serão compostos por produtos não perecíveis: feijão, arroz, macarrão, açúcar, fubá, óleo e bolacha.

A secretaria de Educação esclarece que o valor repassado pela União ao Município de Venturosa, para cada aluno, é de R$: 0,44 (quarenta e quatro centavos) por dia letivo, ou seja, 22 dois dias de aula ao mês, o que representa uma média mensal de R$: 9,68 (nove reais e sessenta e oito centavos) por aluno.


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04/06


2020

Bolsonaro tira R$ 83 mi de programa contra pobreza no NE

O secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, retirou R$ 83,9 milhões de um programa de combate à extrema pobreza e realocou o recurso na conta da comunicação institucional da Presidência da República, sob chefia da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom).

A “abertura do orçamento”, como a operação é chamada tecnicamente pelo governo, foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU).

Os R$ 83.904.162 deixam os cofres da Transferência de Renda Diretamente às Famílias em Condição de Pobreza e Extrema Pobreza, programa criado em 2004, e que beneficiava populações carentes do Nordeste.

“Abrir ao Orçamento Fiscal da União em favor da Presidência da República, crédito suplementar no valor de R$ 83.904.162,00. Os recursos necessários à abertura do crédito decorrem de anulação de dotação orçamentária conforme indicado [na portaria]”, escreveu Waldery.


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04/06


2020

Plataforma ajuda produtores rurais durante a pandemia

O engenheiro de Pesca, coordenador e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Dr. Diogo Martins Nunes, lançou um projeto que tem como objetivo oferecer uma plataforma digital para que produtores da agricultura familiar e da pesca artesanal dos municípios da Bacia do Rio Pajeú, no Sertão. A plataforma se apresenta como uma alternativa para o escoamento da produção de alimentos, no contexto deste isolamento social devido à pandemia causada pelo coronavírus.

Inicialmente, pretende-se realizar um levantamento e o cadastramento das famílias interessadas em participar da Plataforma Digital Caraibeira (PDC), através de uma articulação entre a Universidade, organizações e associações comunitárias, Prefeituras e outros parceiros colaboradores.

Após a coleta de informações para a PDC serão construídas algumas estratégias de comunicação para conectar os produtores diretamente com os potenciais consumidores, pessoas da sociedade civil, instituições públicas e/ou privadas.

O propósito da PDC é articular uma rede entre produtores locais e consumidores de alimentos agroecológicos e artesanais, aproximando a produção, com o baixo processamento e o consumo. Nesse contexto, a PDC não pretende ser uma plataforma de comércio, mas sim um canal de comunicação direto, para além da lógica mercadológica.

“Assim, após o lançamento da PDC nas principais plataformas digitais, seu funcionamento será avaliado e monitorado pela equipe executora, para dirimir problemas de origem técnica e atualizar as informações. Esperamos, nesse sentido, não apenas buscar soluções para momentos de crise como o que atualmente estamos passando, mas criar laços efetivos e afetivos na construção de uma rede de consumo”, diz o idealizador do projeto.


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04/06


2020

TSE autoriza convenções partidárias virtuais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou, hoje, a realização de convenções partidárias de forma virtual pelos partidos nas eleições municipais de 2020, em razão da pandemia do coronavírus.

Segundo a decisão, os partidos têm autonomia para utilizar as ferramentas tecnológicas que entenderem necessárias para as convenções.

É nessas reuniões que os partidos definem os candidatos a prefeito e a vereador. As convenções, pelo calendário eleitoral, devem ser realizadas entre 20 julho e 5 de agosto. A eleição está marcada para outubro.

O tribunal respondeu a uma consulta feita por parlamentares. As convenções deverão seguir as regras e procedimentos já definidos pela Justiça Eleitoral.

O relator, ministro Luís Felipe Salomão, decidiu submeter os questionamentos ao plenário do TSE.

Um parecer elaborado pela área técnica da Corte afirmou não haver impedimento jurídico para a realização de convenções partidárias de forma virtual.

Ainda não há a confirmação, por causa da pandemia, de que as eleições municipais serão realizadas de fato em outubro. Por enquanto, a data está mantida. No início de maio, antes de tomar posse como presidente da Corte, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que havia a possibilidade de adiamento. No entanto, Barroso se disse contra o prolongamento dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

A mudança na data depende do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem defendido que o adiamento, se for feito, seja no máximo até dezembro. Ele também é contra prorrogar mandatos.


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04/06


2020

A versão da Secretaria de Desenvolvimento Social

Nota Oficial

A Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) informa que está à disposição da polícia e demais órgãos de controle nas apurações relativas à Operação Inópia, que tem como alvo a empresa Juntimed LTDA.

O processo de aquisição de 200 mil cestas básicas não se deu SEM LICITAÇÃO. Ao contrário, obedeceu a todas as regras da lei 8.666/93, em seu artigo 24, e na 13.979/2020, em seu artigo 4.  A Secretaria recebeu até agora 129.820 cestas básicas e já distribuiu 63.793 para 54 municípios, tendo pago R$ 2.717.800,00, dos R$ 12,7 milhões do valor total do contrato, que já inclui a logística de entrega em todos os municípios pernambucanos. Ainda serão entregues pela empresa 70.180 cestas. Na manhã da última quarta-feira (03), a SDSCJ foi surpreendia com a Operação Inópia, da Polícia Civil com a participação da Polícia Federal. Foram entregues, em formato digital, a policiais civis a cópia completa do processo de aquisição dos produtos.  Também foram disponibilizados vídeos e recibos que comprovam as entregas já realizadas até o momento.

A aquisição das cestas básicas se deu pela necessidade de atender demandas de grupos em situação de vulnerabilidade social no Estado, que, em meio à pandemia mundial, tiveram suas atividades e situação econômica afetadas. O recorte dessas famílias leva em conta a situação socioeconômica vivenciada por elas, dentro de critérios de vulnerabilidade, sendo possível a identificação prévia das pessoas beneficiadas.

Além de todas as medidas para conter o avanço do Coronavírus, o Governo de Pernambuco segue atendendo as demandas da população mais vulnerável durante a pandemia, com ações sociais de distribuição de cestas básicas, entrega de refeições prontas, de kits de higiene e máscara, além de medidas conscientização nas comunidades. O compromisso da gestão é com a vida das pessoas e as dificuldades das famílias vulneráveis.

A pasta continua à disposição da Polícia e dos órgãos de controle para prestar qualquer esclarecimento sobre o assunto, na certeza de que todo o processo está dentro da legalidade.

Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude


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Comentários

marcos

Nunca mais votem no PT, PSB e PC do B.



04/06


2020

Pré-candidato acusa vereadora de plágio

Prezado Magno,

Foi com surpresa que li em seu blog, hoje, uma matéria inverídica intitulada: “Tem irmão de pré-candidato roubando projetos em Garanhuns”.

Ora, no dia 21/04, publiquei no meu perfil do Facebook (Johny Albino), uma postagem com o seguinte teor, que inclusive pode ser acessada por qualquer pessoa, e a mesma dizia:

“Queria solicitar ao Prefeito do Município de Garanhuns que envie um Projeto de Lei para Câmara Municipal de Garanhuns, no sentido de isentar a população do município incluída na tarifa social de pagar a Contribuição de Iluminação Pública (CIP).

Lembrando que o Governo do Estado já isentou os consumidores da Compesa e o Governo Federal já isentou os da Conta de energia.”

Enquanto isso, o Projeto de Lei que a vereadora Carla Patrícia apresentou à Câmara de Vereadores, reforçando a nossa pretensão, foi protocolado no dia 15/05/2020 (21 dias depois). Portanto, se o prefeito sancionou o PL da vereadora e reconheceu que estávamos certos, só temos que celebrar essa vitória, que compartilho com cada um dos garanhuenses.

Utilizando o mesmo termo que foi usado na matéria, se tem alguém que foi “roubado” nesse episódio fui eu e não a vereadora, cuja atuação tem sido bastante criticada pela população do município, em especial pela população do seu maior reduto eleitoral, o Distrito de Iratama, tendo em vista que, já em 2017, denunciamos a cobrança ilegal dessa taxa de iluminação nos distritos e entramos com ação judicial, que foi prontamente acolhida pela Justiça, ação esta que nunca recebeu dela o menor apoio.

Também ficamos felizes por ela ter acordado, pois ela é uma daquelas que se encontram em quarentena desde o início do mandato, tendo abandonado seus eleitores, junto com seu prefeito, aos danos da Covid-19.

De toda forma, ficamos agradecidos à vereadora por ter se engajado nessa nossa antiga luta. Seja bem-vinda, vereadora!

Johny Albino – pré-candidato a vereador de Garanhuns pelo PSB


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04/06


2020

Saída com dois crimes

Afastado da Secretaria de Administração da Prefeitura de Tabira, a 400 km do Recife, para concorrer à sucessão do prefeito Sebastião Dias (sem partido, a caminho do PSB), o neopetista Flávio Marques cometeu um duplo crime: usou uma música de Alceu Valença sem autorização na produção deste vídeo e fez  sucessora na pasta a namorada Thalllyta Brito Siqueira, na foto.


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Comentários

Glebson Brito

Prezado Magno Martins, boa tarde Aqui quem vos fala é um leitor assíduo do seu blog, contudo, diante de uma desinformação dessas, que, em verdade, presta um desserviço a sociedade, cumpre-me como operador do direito, esclarecer: O Nepotismo, previsto no Decreto nº decreto n. 7.203, de 2010, que teve por base a Sumula Vinculante nº 13 do STF, foi editado de forma a barrar o favorecimento de parentes e pessoas próximas do Gestor no preenchimento de cargos da Administração Publica. Trocando em miúdos, referido decreto teve por escopo evitar e criminalizar a pratica de favorecimento de familiares em cargos públicos. Entretanto, como diversos dos seus leitores já têm conhecimento, O Decreto n. 7.203, de 2010 não se aplica a cargos de natureza política, como o caso de Secretário de Governo. No caso em apreço, o honroso Cargo de Secretário de Administração Pública, ou qualquer outro cargo de Secretário de Governo, é cargo político de livre nomeação do Prefeito e não do ex secretário de Administração. Assim, a nova Secretária foi nomeada pelo então prefeito, que não possui nenhum parentesco com a nomeada e, mesmo que tivesse, o cargo, por ser político, é uma das exceções em que não há a configuração de nepotismo na administração pública. É de salientar que cargo político é totalmente diferente de cargo publico. Como leitor assíduo de sua coluna e conhecedor do notável jornalista que és, acredito que a presente matéria não tenha sido escrita por você, por acreditar que jamais publicaria uma matéria sem estudo de caso e sem checar sequer o nome correto das pessoas envolvidas. Espero ter esclarecido à população, um cordial abraço. Glebson Brito Advogado