03/04


2013

É melhor quando eles não trabalham

CARLOS BRICKMANN

Esta coluna sempre reclama do excesso de folgas dos parlamentares brasileiros - basta haver um feriado durante a semana que a semana inteira vira feriado. Mas é preciso reconhecer que, em muitos casos, é melhor quando os parlamentares não trabalham. Neste momento, por exemplo, 45 dos 55 vereadores paulistanos (a propósito, por que tantos vereadores? Um número entre 20 e 30 não seria suficiente?) assinaram projeto mudando o nome do tradicionalíssimo Viaduto do Chá para "Viaduto do Chá - Mário Covas".

O ex-governador tem busto no Congresso, é nome de sala na Câmara Federal, é nome do Rodoanel de São Paulo, é nome de parque na avenida Paulista. Covas foi um bom político, decente, respeitável, mas já é nome de muitas obras. Ele próprio, com certeza, seria contra esta medida demagógica: o Viaduto do Chá, inaugurado em 1892, passava sobre as plantações de chá do Barão de Itapetininga, no Vale do rio Anhangabaú e é um símbolo da cidade. É como se, no Rio, alguém quisesse mudar o nome do Corcovado para Corcovado - Oscar Niemeyer. Nem o homenageado gostaria.

Vereador paulistano não tem mais o que fazer?


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Cabo 2021

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28/02


2021

Filha de afogadense veste uniforme da mãe faxineira em formatura

Por Mariane Rossi, G1 Santos

Uma jovem resolveu usar o uniforme de faxineira da mãe para homenageá-la durante a sua formatura na faculdade de Pedagogia em Santos, no litoral de São Paulo. A história de vida da mãe, de pobreza, luta e resistência, sempre inspirou a jovem. A faxineira, que parou de estudar aos 13 anos, retomou os estudos com a ajuda da filha e pagou a faculdade dela, não conseguiu segurar as lágrimas de tanta emoção após receber a homenagem.

Filha de nordestinos, a jovem Roberta Mascena, de 25 anos, sempre se inspirou na história da mãe Marlene Cordeiro de Oliveira para não desistir de seus objetivos. Ela conta que Marlene morava em Afogados de Ingazeira, no sertão de Pernambuco. Aos 13 anos, saiu de casa para trabalhar como empregada doméstica na residência de outras famílias e parou de frequentar a escola.

Já adulta, ela veio para Santos, no litoral de São Paulo, onde conheceu Roberto Mascena de Lima, pai de Roberta. Ao longo da vida, a nordestina foi vendedora, cuidadora de idosos e há 10 anos trabalha como encarregada de limpeza em um prédio em Santos. Após ver os filhos crescerem, ela resolveu retomar os estudos e concluiu o Ensino Fundamental em 2010 com a ajuda de Roberta.

“Quando eu estava na 8ª série, ajudei minha mãe a estudar. Ela cursava a EJA na Escola Barão do Rio Branco. Não sabia muito, mas ajudei no que pude. Lembro dela saindo superfeliz das provas de matemática porque tirava as notas mais altas da sala”, conta.

Após estudar em escolas públicas, a jovem resolveu cursar Pedagogia na Universidade Metropolitana de Santos. O pai taxista e a mãe faxineira conseguiram pagar os estudos da jovem com muito esforço até ela conseguir uma bolsa de estudos e concluir o curso.

Homenagem

A felicidade de terminar a faculdade era grande, mas a colação de grau não foi como Roberta imaginava. Em meio a pandemia, ela não poderia contar com a presença dos familiares neste momento importante de sua vida e fazer uma homenagem à eles.

Durante a sessão de fotos dos formandos, o único momento que os pais poderiam estar presentes, ela arranjou um jeito de tornar o momento ainda mais especial. Roberta colocou o uniforme utilizado por Marlene durante o trabalho como faxineira, debaixo da beca.

“Na hora que fomos tirar a foto, eu abri a beca, ela viu a roupa. Ela começou a chorar e me abraçou. Ela não falou nada porque eu acho que não tem palavras que possam expressar qualquer tipo de sentimento que ela teve naquele momento”, conta.

Vestir o uniforme de trabalho da mãe, para Roberta, foi emocionante. Ela fala que foi a forma que encontrou de agradecer por todos os esforços dos pais, mostrar que se orgulha muito da mãe, da a história de vida dela e de onde ela chegou.

"É uma pessoa que a humanidade poderia conhecer e se apaixonaria por ela. Ela é uma pessoa incrível. Ela merece mais do que uma simples homenagem. A história da minha mãe é uma história dura, de milhões de brasileiros que viveram na miséria por muito tempo, uns tiveram sucesso conseguiram sair e outros não”, diz.

Marlene ficou realmente surpresa com a homenagem. Depois do momento de emoção, ela agradeceu a filha e disse que a amava. “Ela é uma mulher nordestina, que veio para são Paulo, para sair da fome, da miséria. Acabou crescendo aqui, conseguiu trabalho, terminar os estudos. Ela merece de fato ser homenageada por tudo que ela fez por mim, pelo meu irmão e pelo meu pai”, fala Roberta.

Futuro

A nova pedagoga sonha com um mundo com mais oportunidade para todos. Com o diploma em mãos, ela quer atuar com crianças e adolescentes em vulnerabilidade social. A jovem também deseja fazer um mestrado para dar aulas em universidades e promover projetos sociais em comunidades e em vilas caiçaras.

“Foi um curso muito humano, me ensinou a ser mais humana, a ter muito mais sensibilidade com o mundo. Eu acho que a educação é uma maneira que a gente tem de alcançar pessoas, tocar pessoas. A gente faz isso através da Pedagogia e da Arte. É com a educação que a gente transforma as pessoas e sociedade", diz.


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28/02


2021

Um blog antenado com seus leitores

Não paro de receber, dos mais variados lugares, do interior de Pernambuco a Brasília, fotos do outdoor em comemoração aos 15 anos do meu blog e também ao alcance dos 15 milhões de acessos, enviadas por leitores. Chegam com mensagens as mais emocionantes e carinhosas, como esta que ilustra o texto mandada por Cândido, de Quixaba, placa fixada na estrada que dá acesso a Carnaíba, terra do imortal Zé Dantas.

Fico feliz em editar um veículo com tamanha identificação e interação com seu público. São 15 anos trazendo a melhor informação, sempre com enfoque crítico. Assumimos também, ao longo desta década e meia de pioneirismo e vanguarda digital, grandes causas em defesa daqueles que não têm voz, dos excluídos.

Postura igualmente adotada no programa Frente a Frente, transmitido hoje por 44 emissoras em Pernambuco, Alagoas e Bahia, chegando em breve na Paraíba e no Piauí. Nossas bandeiras são as bandeiras da maioria injustiçada e esquecida pelos poderes públicos.

Venho de uma região pobre, o meu Pajeú das flores, mas rica em dignidade. Fui forjado na escola de que Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique, todo o resto é publicidade. Jornalismo de verdade deve defender aqueles que não possuem voz, não calá-los ainda mais.

Digo em minhas palestras que sem Jornalismo não há revolução. Como disse Cláudio Abramo, Jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter. É um fio que liga as pessoas ao mundo.

Como são gratificantes as mensagens de tantos leitores. Isso dá o oxigênio e a inspiração para a continuidade dessa caminhada do combate ao bom combate. Que Deus me abençoe e continue me abrindo o clarão onde encontrar escuridão para continuar, com esse Jornalismo sério e cidadão, tirando a venda dos olhos de quem não conhece a verdade.


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Banner Jaboatao 2021

28/02


2021

Senadores defendem CPI e impeachment por Covid

Por Guilherme Amado, da Revista Época

Senadores de oito partidos, inclusive integrantes da base aliada, criticaram a postura de Jair Bolsonaro e defenderam a necessidade criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar e responsabilizar a atuação do presidente durante a pandemia.

A coluna teve acesso a prints de mensagens trocadas no sábado 27 no grupo de WhatsApp que reúne os 81 senadores, em que, conclamados por Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, senadores de PSD, MDB, PT, Cidadania, Rede, PROS, Podemos e Republicanos concoradaram com a necessidade de responsabilizar Bolsonaro.

Escreveu Jereissati, às 14h27 deste sábado:

"Senadoras e senadores, o presidente Bolsonaro esteve no Ceará, ontem, sexta-feira, quando cometeu pelo menos dois crimes contra a saúde pública, ao promover aglomerações sem proteção e ao convocar a população a não ficar em casa, desafiando a orientação do governo do estado e ainda ameacando o governo de não receber o auxílio emergencial. Desta maneira a instalação da CPI no Senado tornou-se inadiável. Não podemos ficar omissos diante dessas irresponsabilidades que colocam em risco a vida de todos brasileiros".

A partir daí, começaram os apoios.

"Toda razão amigo Tasso, o PR (Bolsonaro) afronta os governadores que estão na ponta cuidando da saúde nos estados, cabe ao Senado, a Casa da federação, contestar essa ação equivocada do PR JB, que leva a quebra de protocolos e leva à expansão da doença no país", escreveu Otto Alencar (BA), do governista PSD, acrescentando: "O PR receitou cloroquina, depois reconheceu que era placebo, muitos usaram. Aqui na Bahia alguns morreram por parada cardíaca, inclusive um médico morreu, Dr Moisés, de Ilhéus, por parada cardíaca".

"Isto, mestre Tasso. Dói na alma estas coisas. Ainda bem que temos governadores e prefeitos que cumprem seus deveres", criticou Confúcio Moura, do MDB de Roraima.

"Concordo 100%", escreveu Alessandro Vieira, do Cidadania do Sergipe.

"Concordo, Tasso", respondeu a senadora Zenaide Maia, do PROS do Rio Grande do Norte.

"Registrei imediatamente as inconsequentes posturas presidenciais, com o respeito cabível e exigível, ao fazer carreata no dia que se verificara o maior número de óbitos de nacionais", concordou Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba.

"Esse negacionismo já passou do limite. O Brasil já ultrapassou os 250 mil mortos e vamos ter lamentavelmente próximos dias muito graves em mortes e colapso da rede pública em vários estados", criticou Eduardo Braga, do MDB do Amazonas.

"Concordo e apoio a iniciativa do senador Tasso! Nosso PR tem tido um comportamento totalmente errado em relação a como cuidar dos brasileiros no que diz respeito à pandemia. Desde o início, tudo errado. Não é razoável que depois de tudo o que aconteceu no mundo ele continue nagacionista", escreveu Oriovisto Guimarães, senador pelo Podemos do Paraná.

"Um depoimento que contrapõe a insensatez e dureza de coração de muitos", comentou Mecias de Jesus, líder do Republicanos e eleitor por Roraima, em cima de um vídeo em que o secretário de Saúde de Rondônia critica as aglomerações e faz um apelo pela conscientização.

"Concordo com Tasso Jereissati. Agora mais do que nunca sobejam razões para instalar a CPI", escreveu Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá.

"Uma grande verdade, Tasso! Está na hora", concordou Eliziane Gama, do Cidadania do Maranhão.

"Concordo plenamente. Não há outro caminho", acompanhou Humberto Costa, do PT de Pernambuco.

"Concordo 100% (II). Aqui em Natal, há 'discípulos' até hoje: o prefeito", escreveu Jean Paul Prates, do MDB do Rio Grande do Norte, compartilhando um vídeo em que o prefeito de Natal, Álvaro Costa Dias (PSDB), recomenda o uso de ivermectina, medicamento sem comprovação científica para o combate à Covid-19.


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28/02


2021

Lava Jato: 69% acreditam que operação fez bem

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

O Instituto Paraná Pesquisas fez um levantamento sobre a percepção da população brasileira em relação à operação Lava Jato. De acordo com a consulta, 69,2% consideram que a Lava Jato "fez mais bem" ao Brasil. Já 24,6% avaliam que "fez mais mal" ao país. Entre os que não sabem ou não opinaram estão 6,2%.

Foram realizadas 2264 entrevistas entre os dias 16 e 19 de fevereiro nos 26 estados e no Distrito Federal. A pesquisa foi feita por telefone. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2% para os resultados gerais.


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Petrolina 2021

28/02


2021

Navegação do Capibaribe: R$ 81 milhões que o gato comeu

Da coluna de João Alberto 

O projeto foi lançado em 2012, como uma das prioridades para a Copa do Mundo de 2014 e tinha um orçamento de R$ 289 milhões, dentro do programa chamado “Rios da Gente”.

Teria 11 quilômetros de extensão, entre o Shopping Tacaruna e a BR 101, nas imediações da Avenida Caxangá. Com cinco estações deveria transportar 600 mil passageiros por dia. Até o modelo da embarcação foi apresentado: seriam 14, com capacidade para 86 pessoas. 

A obra, onde já foram investidos R$ 81,5 milhões, está totalmente parada e os canteiros abandonados. Quando foi ministro das Cidades, Bruno Araújo sinalizou com o apoio do governo federal, o que acabou não acontecendo.


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Serra Talhada 2021

27/02


2021

Gravatá: nove médicos alegam sobrecarga ao se demitir

Por Igor da Nóbrega, do Correio Notícias

A reestruturação no Hospital Municipal de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, que recebe aproximadamente 200 pessoas por dia, levou nove médicos a pedirem demissão em apenas dois meses. Os plantonistas falam em sobrecarga de trabalho e estresse provocado pela diminuição de um médico do local.

O Correio Notícias já havia divulgado uma matéria sobre a saída de Dr. Carlos Fraga, que atuou no Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade por quatro anos. Entramos em contato com ele, que demonstrou indignação com o anúncio feito pela Secretaria Municipal de Saúde sobre a retirada de um plantonista e incluir outro médico para tratar de casos ambulatoriais.

“Eu nunca ouvi falar, em canto algum, de colocar um ambulatório dentro de uma urgência, ou seja, querem disponibilizar um médico para atender os pacientes com casos de menor complexidade, durante 12 horas diárias. Isso não existe. Pegando o gancho do secretário de saúde, que disse que 85% dos casos são ambulatoriais, enquanto 15% é de urgência e emergência, quer dizer que apenas um médico vai dar conta de atender 85% dos pacientes, enquanto outros três vão atender apenas 15%? São coisas que não fazem sentido”, disse.

Dr. Carlos faz uma observação quanto aos atendimentos realizados em hospitais do interior, que ele intitula de "amburgências", uma mistura de ambulatórios com emergências. “O hospital de Gravatá recebe cerca de 200 pessoas diariamente, com casos de muita complexidade, então, muitas vezes, os pacientes necessitam de retorno ao consultório, pois realizaram um raio-x, um hemograma ou outro exame. Com isso, esse número passa a ser de 300 ou 350. Existem as voltas dos pacientes e os encaminhamentos, fora que, em alguns dias, um médico se ausenta do plantão”, explicou.

Por fim, o plantonista deixa uma mensagem. “Eu desejo boa sorte à população de Gravatá, com esse plantão de três médicos. Diga-se de passagem, que toda a classe médica do interior ficou estarrecida com esta iniciativa. Hoje a Secretaria de Saúde está tendo dificuldades para manter a escala, pois ninguém tá querendo ficar lá”, concluiu Dr. Carlos.

Nossa redação também entrou em contato com Dr. Rodrigo Lira, outro médico a pedir demissão. O clínico geral relata os motivos que o fizeram sair: “A redução de quatro para três médicos nos plantões semanais e nos fins de semana gerou um desconforto em todos os profissionais e na própria administração do Hospital de Gravatá – porteiros, técnicos enfermeiros, recepcionistas, etc. Todo mundo que sabe como funciona o sistema do hospital, sabe o quanto é difícil não ter médicos suficientes no plantão. Por outro lado, destaco a redução salarial que ocorreu no quadro da semana – uma gratificação para igualar com os salários dos médicos dos fins de semana -, e a retirada do recebimento do quinto plantão, que é o trabalho dos médicos por contrato – o médico recebe um valor ‘x’ por mês, e não pelo número de plantões. Consequentemente, em alguns meses, alguém ia trabalhar cinco plantões, mas só receberia pelo valor de quatro.”

O novo modelo proposto pela atual gestão ainda tentou ser negociado pelos plantonistas, conforme relata Dr. Rodrigo. “Tivemos alguns encontros com a Secretaria de Saúde. O primeiro ficou caracterizado por um critério de ‘imposição’ sobre esta reestruturação. Tentamos uma nova conversa, mas novamente sem sucesso. Baseado nas mesmas imposições, eu vi que não tinha jeito e pedi demissão. Eu não vou perder minha sanidade mental e não vou atender paciente de lugar nenhum sem conseguir racionar direito por conta de estresse físico e mental. Não estou falando do registro médico, mas da vida de paciente que vai ser colocada em risco. Isso é meu ponto de vista. Quem me conhece, sabe o quanto eu amo a cidade e o quanto eu me dediquei à população”, pontuou.

Dentro do Agreste pernambucano, o plantão de Gravatá é tido como um dos mais difíceis, considerado bastante cansativo e “duro” para médicos, enfermeiros e profissionais de saúde em geral. Além de Dr. Carlos e Dr. Rodrigo, os outros médicos que pediram demissão são Germana, Julhio, David, Carlos, Liara, Fred e Breno.

Segundo informações repassadas ao nosso site, os plantonistas Wanderla e Bruno também devem sair daqui para este sábado (27). O Correio Notícias já havia conversado com o atual secretário de Saúde, José Edson de Souza, sobre o pedido de demissão de Dr. Carlos Fraga.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

27/02


2021

Ministro usa Dourados como exemplo de saneamento

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, destaca obra de saneamento em Dourados (MS), que vai garantir 85% da cidade com tratamento de esgoto. O Governo Federal entra com aporte de R$ 47,3 milhões. Ao Blog, Marinho diz que almeja que isso aconteça em todo o Brasil. 

"Nada é mais importante do que saúde de nosso povo. O governo do presidente Bolsonaro tem feito um extraordinário esforço para concluir obras de tratamento de água e esgotos em todo o País. A aprovação do Marco do saneamento irá permitir que a inciativa privada acelere junto com os governos a nossa meta de universalização do serviço até 2033", comenta.


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Jornao O Poder

27/02


2021

Empresário anuncia rompimento com João Mendonça

Do BJ1 Notícias

Embora reuniões e eventos sociais estejam proibidos em virtude do aumento de casos da Covid-19 no Estado, hoje, um grupo de correligionários se reuniu em Belo Jardim para acompanhar o anúncio oficial do desligamento do empresário e produtor cultural Luís Carlos (Pros), do grupo político do ex-prefeito cassado de Belo Jardim, João Mendonça. O anúncio foi transmitido à população através de lives em TVs online nas redes sociais.

Em 2017, Luís Carlos exercia o mandato de vice-prefeito de Belo Jardim, quando de tabela, foi cassado com João Mendonça. Em seguida, disputou as eleições suplementares na cabeça de chapa do PSB no município e foi derrotado. No último pleito, após pressões e discussões internas, ele foi escolhido como última opção para vice na chapa de Isabelle.

Luís Carlos foi escanteado durante a campanha em 2020 e se desentendeu com João Mendonça na Fazenda Canta Galo, por questionar os destinos do dinheiro enviado pelo Pros para a campanha socialista em Belo Jardim. Após o pleito, João Mendonça chegou a culpar Luís Carlos pela derrota nas urnas.

O encontro contou com a participação dos deputados estaduais Eriberto Medeiros (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e Eduíno Brito (PP). Os vereadores Tenente (PTB) e Soldado Edvaldo (PSB) também registraram presença. O discurso de Luís Carlos em sua maior parte teceu elogios ao deputado Eriberto.

O empresário aproveitou a oportunidade para firmar compromisso eleitoral com o agora padrinho político. Ainda no discurso, sem mencionar diretamente o rompimento com João Mendonça, Luís afirmou: “Aqui não tem liderança, não tem dono de grupo, aqui não tem coronel, aqui tem uma penca de amigos que quer trabalhar por Belo Jardim”, registrando insatisfação com os socialistas.

Ao término do pronunciamento, Luís não havia confirmado de fato a consolidação do rompimento. Apenas quando questionado, sem muita expressão, se limitou em dizer: “É um novo grupo, por que é a vontade do povo”, concluiu.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

27/02


2021

Prefeitura de Buenos Aires recebe dois respiradores

A Prefeitura de Buenos Aires, na Mata Norte pernambucana, recebeu, na última quinta-feira (25), dois respiradores enviados pelo Ministério da Saúde. Os equipamentos serão instalados na Unidade Mista Maria Tereza Brenannd Coelho e em uma unidade móvel (ambulância) para ampliar a assistência aos pacientes da Covid-19 ou outras enfermidades. As informações são do portal Giro Mata Norte.

A chegada dos respiradores enviados pelo Governo Federal vai reforçar o trabalho da Prefeitura do Buenos Aires no combate ao novo coronavírus. Com a chegada das unidades, a gestão municipal realizará uma capacitação para os profissionais que vão manusear os equipamentos.

Nas redes sociais, o prefeito Fabinho Queiroz (PSD) comemorou o recebimento dos equipamentos: “Vamos continuar garantindo um serviço de saúde com qualidade, seja em nossa Unidade Mista, seja no atendimento de deslocamento por meio de ambulâncias. Saúde é um direito de todos, por isso continuarei trabalhando com muito respeito e compromisso nesta área.”


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27/02


2021

Suprema resistência

Por Weiller Diniz*

Além de simpatizantes nazistas, a tropa governista recicla vários expedientes do 3 Reich. A mentira, a máquina de propaganda e desconexão da verdade de Joseph Goebbels, a perseguição a minorias, o ódio aos jornalistas, a terceirização dos fracassos, a mitomania alienante, o belicismo, a militarização do governo, a obsessão contra a esquerda e as investidas para subjugar o STF.

Os alvos, ações ou discursos se alternam na rotina ociosa de Jair Bolsonaro, da prole e dos aliados. Para intimidar a imprensa, ele mesmo o faz. Para emparedar ministros do Suprema Corte passou a se escudar em cães de guarda que vão sendo rifados enquanto preserva a si e os filhos. Um dos porta-vozes da suástica foi preso e pode perder o mandato. O capitão trocou as ameaças de ruptura por comentários insidiosos. Agora são os fanáticos que preconizam golpes, abusando da dissimulação, outra doutrina de inspiração nazista.

Adolf Hitler invadiu a Polônia 5 meses depois do discurso pacifista ao Parlamento alemão em abril de 1939. Um ofendido Hitler respondia, com ironia, a 21 pontos da carta do presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, cobrando compromissos de não agressão contra 31 países para evitar a guerra. As mentiras aos deputados em um longo discurso reforçaram duas características do facínora: a cínica dissimulação e o messianismo.

O führer, taticamente, postergava seus propósitos tirânicos sem, contudo, abandoná-los. No mesmo discurso ele se vangloriou por armar a população. O tom do pronunciamento foi deliberadamente messiânico, de autoexaltação, onde ele se promoveu inúmeras vezes:

“Eu me considero um chamado pela Providência para servir somente ao meu povo e livrá-lo de sua terrível miséria… Dominei o caos na Alemanha, restabeleci a ordem, aumentei imensamente a produção em todos os ramos de nossa economia nacional, por meio de esforços extenuantes produzi substitutos para numerosos materiais que nos faltam, preparei o caminho para novas invenções, desenvolvi transporte, fiz com que estradas magníficas fossem criadas construí e canais a serem cavados, criava novas fábricas gigantescas… Pois o meu mundo, senhor presidente, é aquele para o qual a Providência me designou e para o qual é meu dever trabalhar”.

Hitler mentiu sobre os planos de guerra e travestiu a tirania com uma modalidade de investidura sagrada. Se apresentava como um apóstolo de salvação para a ruína germânica e exortava o reconhecimento às suas supostas realizações obtidas através do enorme endividamento para montar a maior máquina de guerra do mundo. O fanatismo pretendia transformar o mandato temporário em uma missão divina duradoura. A “Providência” para qual dizia ter sido chamado foi pensada para transformá-lo em mito quando a Alemanha já perseguia inimigos imaginários e o Judiciário se acovardava.

Os expedientes nazistas são eloquentes por aqui. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, adapta o marketing hitlerista associando o conceito de pátria à sacralidade da Providência de quem ambiciona se eternizar no poder. Completavam a índole do ditador alemão o ego explosivo, belicoso, neurótico, intolerante, manipulador e a paranoia conspiratória, segundo a qual todos querem derrubá-lo. Bolsonaro adia, mas não esquece seus inimigos fictícios.

Apenas vai adaptando o método quando a realidade impõe. Ora tenta a captura de órgãos de Estado, como Abin e PF, ora estimula o confronto, ora ressuscita bravatas. Tentou asfixiar financeiramente os jornais e ameaça a imprensa sempre. “Porrada”, “vai pra puta que pariu”, “cala boca” e outros rasgos de autoritarismo. Perto disso, o truculento Newton Cruz, o “Nini” da ditadura, era um cavalheiro. “O certo é tirar de circulação — não vou fazer isso, porque sou democrata — tirar de circulação Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Antagonista, são fábricas de fake news”, ameaçou o democrata mirando o seu segundo maior inimigo imaginário, depois do STF. A jihad bolsonarista também dispara também contra o STF.

Desde maio de 2020, quando pregava o golpe nas ruas, Jair Bolsonaro tem o STF como alvo prioritário. Por lá perdeu em todos os arreganhos autoritários, grande parte por unanimidade. A noite dos cristais já foi tentada por aqui. O tal grupo dos 300, que nunca passou de uma dezena de meliantes, atirou fogos sobre a sede da Suprema Corte. Nas manifestações que Bolsonaro prestigiou e convocou, faixas pediam o fechamento do Congresso e do Supremo. Quando Alexandre Ramagem foi barrado na PF, por ferir o princípio da impessoalidade, novas ameaças. Após a busca e apreensão em aliados ele regurgitou: “acabou porra”. Depois da quebra de sigilo contra os amigos ameaçou: “Está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar”.

No dia seguinte Fabrício Queiroz foi colocado no devido lugar, a cadeia. Acuado, o capitão capitulou, mas o alvo preferencial nunca foi esquecido. O coro demoníaco esconde uma causa e não uma casualidade. Nódoa eterna na Pasta da Educação, Abraham Weintraub, na reunião ministerial de 22/4/2020 esbravejou. – Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF.

A valentia a portas fechadas foi paga com um ótimo emprego no banco mundial e revelou um pusilânime que se homiziou no cargo para escapulir. Eduardo Bolsonaro, o deputado do “cabo” e do “jipe” para fechar o STF, pregou a volta do AI-5. O deputado afirmou ainda que a ruptura era “quando” e não “se”. Ex-vice-líder de Bolsonaro, Otoni de Paula foi condenado a indenizar o ministro Alexandre de Moraes em R$ 70 mil por xingá-lo com palavrões. As deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli também insultaram ministros do STF e são investigadas. José Lins do Rego acertou quando escreveu que “a retórica do nazismo animava instintos de bestas-feras”.

Jair Bolsonaro também marchou sobre o STF para salvar CNPJs na pandemia, em um gesto de simbologia extremista babujado por integralistas que simulavam um cerco à Corte. O próprio Bolsonaro disseminou o vídeo comparando os ministros do STF a hienas. No vídeo, o leão, identificado como Bolsonaro, é acuado por hienas com símbolos que representam instituições vistas como rivais: partidos políticos, STF, a CNBB, a OAB e órgãos de imprensa. Surge outro leão, descrito como "conservador patriota", que expulsa as hienas. Os leões se cumprimentam, e surge a imagem de Bolsonaro, uma bandeira do Brasil e a voz do presidente repetindo seu slogan: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".

O Brasil e Deus também foram invocados e profanados no vídeo no qual um ogro, investido no mandato parlamentar, vomitou ofensas contra vários ministros do STF e ameaçou o Judiciário com AI-5, cassações e os demais comandos que ativam as mentes belicosas do bolsonarismo: “quando o Bolsonaro decide uma coisa você vai lá ‘não, isso não pode’… Suprema Corte é o cacete. Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de 11 novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí. E vários que já passaram também não mereciam. Vocês são intragáveis, tá certo? Inaceitável. Intolerável, Fachin? Não é nenhum tipo de pressão sobre o Judiciário não. Porque o Judiciário tem feito uma sucessão de merda no Brasil. Uma sucessão de merda. E quando chega em cima, na Suprema Corte, vocês terminam de cagar a porra toda. É isso que vocês fazem. Vocês endossam a merda.”

A vociferação escatológica e rudimentar rendeu a prisão que imediatamente foi referendada pela unanimidade dos ministros do STF. O trancafiamento foi endossado pela Câmara dos Deputados por 364 a 130 votos. O relatório da deputada Magda Mofatto, do Centrão, escolhida a dedo pelo grupo, chicoteou impiedosamente uma fera desdentada: “Temos entre nós um deputado que vive a atacar a democracia e as instituições e transformou o exercício do seu mandato em uma plataforma para propagação do discurso do ódio, de ataques a minorias, de defesa dos golpes de estado e de incitação à violência contra autoridades públicas… As ameaças eram sérias e críveis, revelando a periculosidade do colega e justiçando a sua prisão para impedir a prática delitiva”.

O leão indomável e desafiador das redes sociais converteu-se em um gatinho compungido pelo remorso e tomado pela dissimulação. Não passa de outro boi de piranha do bolsonarismo. Há vários tombados pelo caminho. Depois de vocalizar o manual do pensamento extremista, o deputado Daniel Silveira se viu jogado aos leões e terá tempo, a exemplo dos demais sacrificados, para refletir que o jogo político é mais sutil e mais elaborado. Está além da suposição de suas vadiagens delinquentes. Bolsonaro, a partir do teste numérico na Câmara, também passa a ter uma ideia do tamanho da sua esfarrapada SS se persistir em teses golpistas contra os poderes.

Os golpes e rupturas vicejam em sistemas em crise com desemprego, insegurança, inflação alta, fome, violência, recessão, instabilidades jurídicas, políticas e institucionais além da carência de líderes. Esse foi o ambiente na República de Weimar, ideal para chocar o ovo da serpente e chocalhar o nazismo. A cartilha é seguida rigorosamente no Brasil. O manual da terra arrasada, aplicado no vídeo, prevê tensões permanentes, confrontos físicos, provocações, ameaças, políticas para armar grupos paramilitares (a milícia, no caso brasileiro), deslegitimar as instituições e a disseminar o ódio visando a desestabilização até o caos. Momento no qual o ditador se apresenta como o redentor em nome da Providência.

A variável brasileira vem sendo o STF que vai puindo a única máscara que Bolsonaro usa, a da ruptura. Além de não se intimidar, o STF barra as comichões autoritárias e abriu várias investigações fazendo o bolsonarismo se ajoelhar. O oposto do que ocorreu no nazismo, quando o Judiciário se acocorou. A captura do Judiciário alemão se deu após vitória da tese do nazista Carl Schmitt. Por ela o guardião da Constituição de Weimar era o presidente do Reich, legitimado pela vontade popular, mesmo sem neutralidade. O Judiciário debilitado foi decisivo para Hitler pisotear a humanidade. A série de derrotas impostas ao bárbaro carioca reiterou que o guardião da Constituição no Brasil, santuário democrático, é o Supremo Tribunal Federal. Apenas tudo isso.

*Jornalista. Texto originalmente publicado no portal Os divergentes.


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Comentários

Fernandes

Parabéns Weiller Diniz comentário correto, o bozoloide tá com raivinha.

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Quem é esse idiota mesmo Magno? Bom uma coisa ficou claro, Weiller Diniz deixou de receber alguma coisa do governo. Que tabacudo mais recaucado. Lixo, só escreve lixo!!!



27/02


2021

Prefeito de Rio Branco demite jornalista que irritou Bolsonaro

Do UOL

O jornalista João Renato Jácome foi demitido e teve decreto de exoneração publicado no Diário Oficial da Prefeitura de Rio Branco de hoje. Ele deixa o cargo de chefe de gabinete na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde atuava havia pouco mais de um mês.

Na última quarta-feira (24), de folga de seu trabalho como servidor, ele foi cobrir a visita do do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Acre como jornalista credenciado pelo Estadão.

Durante a entrevista coletiva, ele fez uma pergunta sobre a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de anular a quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente. Bolsonaro se irritou com o questionamento, não respondeu a pergunta e encerrou a coletiva de forma abrupta.

A visita de Bolsonaro foi motivada pela crise humanitária no estado, que enfrentou na semana passada, ao mesmo tempo, uma enchente em rios e igarapés; a lotação na rede de saúde por causa da covid-19 e do surto de dengue; e um conflito envolvendo refugiados que tentaram passar pelo Peru com destino aos Estados Unidos — a fronteira entre os países está fechada por causa da pandemia.

Ao UOL, Jácome conta que a secretaria — em que atuava desde o dia 17 de janeiro deste ano — adota um rodízio de servidores por decreto devido à pandemia no estado. Ele explica que, na quarta-feira, estava de folga e foi contratado como repórter freelancer pelo Estadão para acompanhar a visita presidencial.

"Eu já havia trabalhado por dois fins de semana seguidos por conta da enchente, e o secretário disse que eu iria folgar durante a semana — não só eu, como vários outros colegas de lá. E voltei ontem e trabalhei normalmente", diz.

Jácome disse que ficou "surpreso e muito triste" ao saber da demissão sumária pela imprensa ontem. "Mas isso não vai fazer eu baixar a cabeça. Vou continuar trabalhando e fazendo o que eu sempre fiz. Uma coisa que ninguém pode me acusar é de ter feito algo errado. Não fui exonerado por um crime, por improbidade, por incompetência. Fui exonerado porque estava trabalhando, e isso incomodou, infelizmente", disse.

O UOL procurou o diretor de comunicação da Prefeitura de Rio Branco, Ailton Oliveira de Freitas, para pedir a versão oficial da exoneração. "O motivo é que o jornalista estava em horário de trabalho para o município e estava trabalhando para terceiros", afirma.

O prefeito Tião Bocalom (PP) é aliado de primeira hora do presidente, e inclusive veio de Brasília para Rio Branco com Bolsonaro na quarta-feira. Ele postou foto dentro do avião presidencial.

A jornalistas locais, entretanto, o prefeito confirmou ainda ontem a exoneração do jornalista. "Foi exonerado ontem [na quarta-feira] mesmo", respondeu Bocalom a um jornalista, deixando a entender que se tratou de um ato de retaliação pela pergunta que irritou seu aliado.


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