Jaboatão vai conquistar você

29/11


2021

Ziriguidum! A mundiça vai cair na gandaia

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o milionário Jorge Paulo Lemann, dono da Ambev

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O réveillon será daqui a pouco. Janeiro passa ligeiro. Em fevereiro, ziriguidum! O secretário de Saúde e de Pandemia do Estado, médico André Longo, receitou vacina, máscara, álcool gel e canja de galinha. Recomenda que seja cumprida a cobertura vacinal na faixa de 90 por cento. Atualmente o bravo André realiza longas caminhadas no planeta Jaqueira, ele e seu parceiro global Ítalo Rocha, sem medo de serem felizes e sem medo de vírus.

A mundiça já caiu na gandaia nas noites recifenses e nas noites olindenses.

Em Pernambuco o parrudo secretário André Longo terá que enfrentar dois componentes que trabalham em favor da realização do carnaval: o lobby econômico e o fator cultural, fator este que está nas artérias e nas veias. Esta é uma missão inglória, ainda que seja meritória. 

No Rio de Janeiro, em sintonia com a República dos Bicheiros e outros bichos, o Governo Multinacional da Ambev proclama: com com vacina ou sem vacina, com gel ou sem vaselina, a mundiça será convocada para consumir cerveja e cair na gandaia. Cumpra-se! determinou o rei da Ambev.

Carnaval, aglomeração inevitável, é chamariz para viroses. Lá vem ele, o micróbio do olho vermelho. A doença chama-se conjuntivite na vista. Conjuntivite na vista é pleonasmo, dirá o Doutor Alvacir Fox. O micróbio do pleonasmo adora multidões. Médico e poeta, o Doutor Fox é criatura dotada de elevados teores humanísticos e intelectuais. Acadêmico da APL, o Doutor Fox é nome de relevo na Medicina e nas letras poéticas.

Fala, poetão Ascenso Ferreira: “Carnavá, meu carnavá/ tua alegria me consome ... / chegô o tempo das muiê larga os home!/ Chegou lá nada .../ Chegou foi o tempo delas pegarem os homens,/ porque chegou o carnaval do Recife/ o carnaval mulato do Recife/ o carnaval melhor do mundo!/ Pega o pirão, esmorecido!”.

O grande Ascenso poetou nos tempos da inocência, quando havia Pierrôs, Colombinas, Arlequim. Tradição cultural?! “Meteram uma peixeira no bucho da Colombina, que a pobre, coitada, a canela esticou”. Hoje quem manda é a Ambev. E priu!

*Jornalista


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Caruaru - Jan 2022

10/01


2022

As tripas do capitão mexem com reeleição

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Mil castelos giram em torno dos umbigos e das vísceras da Presidência da República. São os cordões umbilicais do poder. Um curto-circuito nas tripas gaiteiras do presidente estremece os palácios e os corações do Planalto e da planície. Ser ou não ser candidato à reeleição? Com base no precedente de ter havido quatro cirurgias depois da facada de setembro 2018 e com a popularidade em baixa atualmente, as especulações em torno da reeleição serão inevitáveis neste ano eleitoral.

Os médicos informam que o nó nas tripas se desfez. A república do gado está salva. O paciente agora segue uma dieta de canja de galinha, sem vatapá da Bahia e sem pimenta malagueta. Frutos do mar, tipo lulas, ou lombo paulista à moda dos tucanos, nem pensar em degusta-los. A medicina realiza com sucesso transplantes de coração, de fígados e outras engrenagens, mas até agora não se tem notícias sobre transplante de intestino. No caso de devotos da seita vermelha e da seita do gado, o tutano das tripas substitui a massa cinzenta do cérebro.

Vísceras de cristal sob os holofotes da mídia despertam olhares de interrogação. De médico e de louco todo brasileiro tem um pouco”, diz o refrão, principalmente de louco, brasileiro hoje tem um pouco demais. E quem não é louco tira onda de doido em ritmo de seitas ideológicas e partidárias.

Fica entendido desde já que não haverá eleições este ano; haverá, sim, uma guerra, guerrilhas, vulcões em erupção. Aliás, depois do segundo e terceiro turno em 2018, já estamos no enésimo turno e os palanques continuam armados até os dentes caninos.

Aprendemos que o estômago não tem dentes, por isso o doutor recomenda mastigar bem os alimentos, até 15 vezes. Ou 22 vezes, sugere o paciente, de modo a politizar a mastigação. Que tal engolir sapos?! Aí mora o perigo. Mesmo sendo a dieta radical preferida dele, sapos vermelhos são um prato de altos teores indigestos, sobretudo os bichos barbudos.

Sapos vermelhos, bodes roucos e bovinos amestrados são da mesma família política dos caboclos mamadores que infelicitam nosso Brazil. O tangedor de gado conseguiu a proeza de unir toda a consciência crítica nacional contra seu governo. Se Zeus quiser, amanhã será outro dia e haverá alegria nos corações auriverdes.

*Jornalista


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

03/01


2022

Amor de perdição e amor de salvação

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Amor de Perdição e Amor de Salvação, de Camilo Castelo Branco (século 19), são dois clássicos da literatura portuguesa. Retratam os sonhos e as desventuras da condição humana e desumana. Camilo escreveu os livros quando estava preso numa cadeia em Lisboa, preso  em primeira instância pelo crime de adultério. Era um urso pé de lã. Hoje receberia cachê milionário para escrever uma novela de televisão.

Amores de perdição e de salvação fazem parte da história da humanidade desde os tempos primevos, quando Eva traiu Adão com uma serpente. Existe uma tese de que ao menos 10 por cento dos degredados da civilização adâmica navegam na faixa da insanidade. Os fanáticos, os doidos e os devotos da corrupção confirmam essa tese. Sao as paixões de perdição. Quem não viveu um amor de perdição dispare o primeiro torpedo de WhatsApp.

Nesta Terra de Vera Cruz, terra da verdadeira Cruz, os corações auriverdes balançam entre os amores de salvação e os amores de perdição, mais para as perdições. São as sístoles e diástoles de que falava o general Golbery do Couto e Silva nos idos da anistia (1979). O Brazil vinha de uma década perdida de inflação, recessão e desemprego. Enquanto a inflação e a recessão galopavam, à noite a população aumentava.E nunca mais o País tirou o atraso.

Grandiosa mentira dizer que a mentira tem pernas curtas. A senhora mentira tem pernas do tamanho de um bonde e viaja com botas de sete léguas. Os mentirosos dizem que o Brazil é o País do futuro. Errado. Este é o País do passado, o País que tem saudades dos amores de perdição. Os cardiologistas falam na síndrome do coração partido - “takotsuba”, um aperto no coração. “Meu partido é um coração partido”, dizia o profeta Cazuza. A síndrome do coração partido é ter saudades da seita da corrupção e da herança nefasta de 14 milhões de desempregados. E também ter saudade da seita dos bovinos do futuro.

Mentira cabeluda, ou mentira barbuda, é dizer que a dinastia vermelha redimiu milhões de brasileiros da faixa da pobreza. O bilionário orçamento secreto de hoje é corrupção de mão cheia, nos conformes da lei do jeitinho.

O coração partido do Brazil sonha com alguns lampejos de salvação nas novas rotações e translações deste vale de lágrimas, de amores e de sonhos.

*Jornalista


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Petrolina Dezembro 2021

27/12


2021

Sherlock: O capitão é cabo eleitoral do bode rouco

Por José Adalberto Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o escritor inglês Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes  

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Perguntei ao detetive Sherlock Holmes, meu perdigueiro de estimação, quem seria o maior cabo eleitoral do bode rouco. Ele me respondeu: “Elementar, meu caro Watson Adalbertovsky (este é meu codinome de agente secreto internacional). Desde o início o capitão sempre trabalhou para desestabilizar o governo e beijar as barbas do bode rouco por baixo dos panos. Taí o desmonte da operação LavaJato, de interesse dos dois.

Dizei-me, perdigueiro Sherlock, o capitão de fandango seria um agente da caterva vermelha infiltrado na seita do gado para implodir o governo? O capitão é adepto da teoria da casca de banana: “Lá vou eu escorregar de novo, sem medo de ser infeliz”.O que seria do capitão se não fosse o bode rouco? O que seria do bode rouco se não fosse o capitão?

No passado recente, feito um chuchu em forma de gente o Alkimista apontava transações tenebrosas do guru da seita vermelha. Os devotos da mortadela acusavam a turma do chuchu de ter mega faturado as obras do metrô de São Paulo. Hoje em ritmo de metamorfose, o Alkimista transforma corrupção em virtudes e os chuchus se transformam em palatáveis. Chuchus e mortadelas são animais da mesma raça. Amam e mamam no mesmo cocho.

O jornalista José Neumanne Pinto, editorialista do jornal O Estado de S. Paulo e amigo do peito de Sherlock Holmes desde a era do gibis na Serra da Borborema, descobriu que o ministro Marcelo Queiroga é o Herodes da pandemia. As criancinhas poderão morrer por falta de vacinas e Queiroga não sente dó no coração porque é um pagão. Queiroga age a mando do falso Messias, que usa o nome de Deus em vão. Neumanne Sherlock Pinto é um repórter perdigueiro.

Desde o início da pandemia o mito dos bovinos montou num cavalo de batalha para ser contra as vacinas e ofereceu um mote de mão beijada para ser chamado de genocida.

As duas seitas se uniram para aprovar as emendas de relator, apelidas de “Orçamento Secreto”, uma bagatela de 16,5 bilhões de denários. E mais, com o fundão eleitoral, de 4.93 bilhões, vão se lambuzar com a dinheirama. Uma mão lava a outra, uma mão suja a outra. As duas mundiças se merecem.

INOCÊNCIO OLIVEIRA – Meu livro-biografia política sobre o deputado Inocêncio Oliveira está no prelo, em vias de publicação. Além da minha vivência profissional com ele, resultou de um ano de pesquisas, estudos e depoimentos, nacionais e locais. Em 5 décadas de atuação parlamentar, Inocêncio faz parte da história da República e do Congresso Nacional.

*Jornalista


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20/12


2021

O Brazil é uma rinha de galo

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Todíssimos os governos acrescentam um delta X em obras físicas ao patrimônio público. Mas, o importante legado dos governos é institucional. Getúlio Vargas ficou na história por ter modernizado o Estado brasileiro, mais que por ter construído a siderúrgica Vale do Rio Doce. Juscelino Kubitschek deixou como legado histórico um sorriso de otimismo ao construir Brasília. O sorriso de JK deveria ser tombado como patrimônio histórico nacional.

O legado do bicho da seita do gado é ser um galo de briga. O País  das seitas virou uma rinha de galo. E mais, o legado dele será o desmonte da Operação LavaJato e o orçamento secreto bilionário, para cooptar parlamentares, equivalente a um mensalão institucionalizado, corrupção explícita. O legado da dinastia da seita vermelha foi o Petrolão, Mensalão, corrupção, recessão e desemprego. Remissão de 30 milhões de criaturas da pobreza? Isto são lendas de zé pilantra.

A mundiça da seita vermelha está armada com foices e martelos, sangue nos olhos, venenos e mortadelas.  Os bovinos da seita do gado andam com faca nos dentes, sangue nos olhos e paus de fogo.

Dirão que o Ministério dos Transportes está asfaltando milhões de estradas no coração do Brazil. Faz parte do dever de casa de todos os governantes. Não constitui nenhum diferencial positivo.  Uma das maravilhas da engenharia moderna, com 13,2 km de extensão, a ponte Rio-Niterói foi projetada e construída nos tempos da ditabranda, entre os anos de 1969 a 1974.

O tocador da obra foi o coronel-ministro Mário Andreazza, chamado de “O galã da ditadura”, por ser um cara namorador. Foi nomeada oficialmente como “Ponte Presidente Artur da Costa e Silva”. Daquele ciclo histórico restou o legado do autoritarismo, não das obras de concreto armado. Nestes tempos politicamente corretos não será surpresa se for rebatizada como “Ponte Guerrilheiro Fulano de Tal”.

LEITÃO, O GLADIADOR – Saúdo com louvor o livro digital “Tempos trágicos – Relatos sobre o desgoverno Bolsonaro”, do jornalista Ricardo Leitão, lançado semana passada. As ilustrações são de Fischer e a capa é uma concepção da design Germana Freire. O prefácio é de Vandeck Santiago. Garimpeiro de noticias e ideias, Leitão viaja nos cenários políticos nacionais e pernambucanos desde os tempos da galáxia de Gutenberg até as nuvens de silício da geração de Steve Jobs e seus cometas.

 Vou realizar um voo orbital a bordo da nave digital de Leitão para acompanhar os relatos trágicos sobre o desgoverno da seita do gado. Leitão é um gladiador dos bons ofícios culturais.  

*Jornalista


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Arcoverde janeiro 2022

13/12


2021

Estou com Moro e não abro nem para a variante Ômicron

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o jurista Ruy Barbosa: De tanto ver triunfar as sumidades, de tanto ver prosperar a honra e a operação LavaJato, o Homo Sapiens chega a ter vergonha de ser desonesto.

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O voto secreto é tão secreto no Brazil quanto James Bond é o agente secreto 007. A quem interessar possa, à mundiça da seita vermelha e aos devotos da seita do gado: meu voto secreto escancarado: estou com Sergio Moro para presidente da República e não abro nem para a variante Ômicron, nem para a variante Delta, nem para a mãe de pantanha.

Seja dito em torno da operação LavaJato: corrupção é fator dinâmico de exclusões sociais, injustiça, concentração de renda e inibidor do desenvolvimento. Não se combate corrupção com luvas de pelica.

A disputa pela Presidência da República, por analogia, é uma corrida de obstáculos em meio a armadilhas e pântanos, os pântanos da corrupção. O desmonte da Operação LavaJato comprova que as forças do mal são dominantes. Não será uma eleição, será uma guerra.  

O voto direto veio do Código Eleitoral de 1932, criado pelo ministro da Justiça de Getúlio Vargas, Agamenon Magalhães. (Está escrito no meu livro Perfil Parlamentar de Agamenon Magalhães).

A realidade institucional do Brazil vai além do lendário pesquisado pelo mestre Luís da Câmara Cascudo. Reza uma das principais lendas: Todos são iguais perante a lei. Prefiro a lenda do Boto Cor de Rosa.

Animal elegante e comunicativo, nas noites de lua cheia o boto se transforma num jovem galanteador e assim comparece às festas de São João e São Pedro. Em busca de jovens casamenteiras, conquista a donzela mais formosa da noite. Sob a promessa de casamento, conduz a inocente à sua alcova para degusta-la no fundo do rio.

Seduzida a abandonada, a ex-donzela volta à realidade e vai viver na rua da amargura. Assim também os vivaldinos vivem a propagar a lenda de que os pobres Zés Manés e as Maricotas são iguais perante a lei.

*Jornalista


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Serra Talhada 2021

06/12


2021

Os patinhos liberais e o mensalão do Tio Patinhas

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega William Shakespeare, que proclamou, monocraticamente: Há algo de podre no reino de Pindorama

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Alô-som, alô som! Sorteada a senha 22, nova dezena da seita do gado. São os novos Bovinos Sapiens. Tempos passados, havia o refrão: 22, são dois patinhos na lagoa. Mas, no meio do caminho havia um Mensalão. Um pato graúdo, o dono do poleiro, sonhava em ser o Tio Patinhas para nadar em piscinas de dinheiro. A moeda número 1 do Mensalão era cobiçada pelas camarilhas dos metralhas.

O patão e as camarilhas meteram a mão na botija. Aconteceu de um Roberto Dinamite, por ciúme, maldade ou desfeita, botar a boca no trombone. Assim foi abortada a comilança. O pato graúdo e os caboclos mamadores perderam a virgindade. A inocência entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de pato.

O Mensalão era o ovo da serpente do Petrolão. Tio Patinhas era dono da Petrobras.

Nos tempos da inocência, a patota liberal sonhava com o Palácio do Planalto. Ou fazia de conta que sonhava. Um paulistão chamado Guilherme Afif Domingos, liberal da gema do ovário dos libaneses, lançou o slogan “Juntos chegaremos lá”, na sucessão presidencial de 1989. Naufragou com 3,2 milhõezinhos de votos.

Os liberais possuem um coração do tamanho de um bonde. Já estiveram nos braços da mulher que estocava ventos e beijaram as barbas do bode rouco. Nos tempos presentes amam com amor febril aos Bovinos Sapiens da seita do gado.

Todos nós estamos lembrados do bordão “Meu nome é Enéas”, dito em 3 ou 4 segundos na campanha eleitoral de 1989. Em 2006 o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona) do doutor Enéas foi engolido pelos liberais. Feito cobra, a sigla mudou de couro, passou a ser chamada Partido da República, mas o veneno continuou o mesmo. Em 2019 voltou a ser chamado novamente de PL.

Saudades das barbas inteligentes e eruditas do Dr. Enéas! Diziam que o bicho era pirado. Doidos são os devotos do bode rouco, os que se deixam seduzir pelo berrante do tangedor de gado e os que acreditam na inocência dos mensaleiros do centrão.

*Jornalista


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SESC - Férias de Janeiro

22/11


2021

Seitas dão marcha à ré em Pindorama

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Dedico este artigo ao meu colega o cientista Adalbert Einstein, autor da Teoria da Relatividade

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Amanhã será outro dia, dizem os futurólogos. Nem sempre. Neste Brazil o amanhã tantas vezes é o ontem ou o trasanteontem. Dizem que o tempo não para. Outra ilusão. O tempo às vezes para no espaço, feito os helicópteros e os beija-flores. Os beija-flores são helicópteros da natureza. 

Aquela menina Elis Regina cantou o blues da solidão: “Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam, não”.

Os devotos da seita vermelha recitam o efeito Orloff pelo avesso: eu sou você anteontem. Ele pararam no tempo em que o bode rouco era inocente e pobrezinho de nascença. Querem rebobinar o tempo. Saudades do Petrolão! Saudades do Mensalão! Das patifarias da Lei Rouanet! Saudades das transações tenebrosas com as ditaduras de Cuba e da Venezuela!

A seita do gado perdeu-se no tempo desde a eleição de 2018, quando derrotou nas urnas a camarilha vermelha. Derrotou, vírgula. Os vermelhos, infravermelhos e ultra vermelhos continuam a mandar em todas as esferas de poder nesta pinoia de Pindorama. O tangedor de gado manda apenas no cercadinho dele no Palácio da Alvorada.

Mito, coisa nenhuma. Mito é uma categoria sociológica habitada por seres de natureza humana em dimensão elevada. Ele é apenas um produto da mídia, tipo a cerveja da temporada.

Canta, menina Elis: “É você que ama o passado e não vê que o novo sempre vem”. São vocês, devotos e fanáticos, que amam a inércia, as rachadinhas e as transações tenebrosas do passado, e não conseguem ver que uma terceira via sempre vem”.

Eu sou pequenininho do tamanho de um pé de coentro, mas não bato continências para a mundiça da seita do gado nem beijo as barbas piolhentas do bode rouco vermelho.

*Jornalista


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Bandeirantes novembro 2021

15/11


2021

Governo governa com as tripas gaiteiras

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA — Descoberta fantástica: o posto Ipiranga, líder da seita dos Bovinos Sapiens, raciocina com as tripas gaiteiras. E haja produção heterodoxa. É a nova versão da teoria de que o bolso é o órgão mais sensível do corpo humano. Bolso e estômago são sinônimos, segundo a anatomia econômica. O capitão de fandango lançou a tese heterodoxa de que a produção das tripas gaiteiras do governo irá garantir a reeleição dele ... e a mundiça da seita do gado delirou, delirou!

-- Hoje tem espetáculo de arrombamento do teto e dos telhados de vidro dos palácios da Esplanada dos Ministérios? Tem, sim senhor! Hoje tem marmelada da distribuição das emendas mal-assombradas do Orçamento secreto? Tem, sim senhor! Hoje tem calote dos precatórios para fazer politicagem com dinheiro dos credores? Arrocha, manada!

A virgindade do teto funciona tipo a porteira: passa boi, passa boiada. Os dólares do posto Ipiranga permanecem virgens e imaculados no paraíso fiscal.

O circo da seita do gado está na praça. “Oh raia o sol, suspende a lua, olha o posto Ipiranga no meio da rua”. O capitão faz o papel de engolir fogo e cuspir brasa para entreter a rafaméia, enquanto o posto Ipiranga arrebenta os tetos e anaboliza dólares para impulsionar o preço da gasolina e do botijão de gás.

O Orçamento está sendo desvirginado, sem vaselina, para dar de mamar aos babões, aos goelas e defensores da reeleição. Em 2023, quando a conta chegar, com a inflação, a recessão e o desemprego no meio da canela, vai custar caro para a sociedade brasileira recuperar a virgindade perdida. 

*Jornalista


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Pousada da Paixão

08/11


2021

Micróbios matam mais que balas

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Micróbios do mal, vírus e bactérias matam mais que terremotos, tsunamis, guerras e vulcões. Atualmente são 8 bilhões de viventes neste vale de lágrimas, de sonhos e de micróbios. Ao longo das civilizações, as guerras e os micróbios determinaram a curva demográfica do planeta. Estes são mistérios insondáveis do universo. Tem a ver com a condição humana.

Idos de 1918, o mundo padeceu o flagelo da Gripe Pneumônica. Foi popularizada com o nome de Gripe Espanhola porque naqueles tempos de guerra as notícias circulavam sem censura na Espanha. Deixou um saldo estimado em 50 milhões de mortos no mundo, dos quais cerca de 300 mil pessoas no Brazil. A 1ª Guerra Mundial  assassinou 20 milhões.

O vírus do sarampo matou mais habitantes dos impérios pré-colombianos Asteca e Inca que os fuzis demoníacos dos colonizadores Hernan Cortes e Francisco Pizarro. Nos tempos modernos, somente os satânicos Adolfo Hitler, nazista, e Joseph Stalin, comunista, foram tão genocidas quanto os micróbios causadores de epidemias e pandemias.

No século 14, reinava a crença de que as doenças provinham de castigo dos céus. Um ser invisível, a aterrorizante bactéria Yersinia pestis, causadora da Peste Negra, dizimou cerca de 350 milhões de corpos de inocentes, pecadores, beatos e hereges, o equivalente a um terço da população na época. Hoje seriam mais de 2 bilhões de viventes.

Com 36 mil toneladas de potência, as bombas atômicas explodidas em Hiroshima e Nagasaki mataram 250 mil criaturas humanas, e estes foram crimes imprescritíveis contra a humanidade. O coronavívus, com cerca de 50 milésimos de milímetro, explodiu sobre as cabeças da humanidade há menos de dois anos e já causou 5 milhões de vitimas, das quais 600 mil mortos no Brazil. Quase três bombas atômicas explodiram nos corações auriverdes.

*Jornalista


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01/11


2021

O gado fez um pacto com Pedro Malazartes

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA — Populistas e de olho na reeleição, a seita do gado e o posto ipiranga fizeram pacto com Pedro Malazartes para furar o teto do Orçamento da República, pagar o Auxílio Brasil, impulsionar a inflação, aumentar o preço da gasolina, do dólar e do botijão de gás. Perderam a virgindade liberal e caíram na gandaia. Lavou, tá novo, disse o capitão.

O posto Ipiranga providenciou uma offshore num paraíso fiscal para refugiar seus milhões de dólares. As Meninas cantaram: “Bom xibom, xibom, bombom// onde o rico cada vez fica mais rico/ e o pobre cada vez fica mais pobre.// E o motivo todo mundo já conhece/ é que o de cima sobe/ e o de baixo desce.// Xibom, bombom”.

Naqueles recantos paradisíacos a moeda verde americana é protegida de inflações, tempestades e outros fenômenos políticos que assolam estas terras tropicais. Neste reino de Pindorama o dinheirinho de Jeca Tatu está sendo corroído pelas saúvas da inflação.

O financiamento público de campanhas políticas constitui uma excrescência neste Brazil, na forma de desperdícios e malversação de recursos bilionários, conforme lavrado em crônica pelo escritor e cronista José Paulo Cavalcanti Filho, um connaisseur na matéria.

O geólogo Everardo Maciel, coração de leão, que entende de  orçamentos, secos e molhados, garimpou um mote no cancioneiro popular de Vinicius de Moraes: “Era uma casa muito engraçada/ não tinha teto, não tinha nada.// Ninguém podia entrar nela não/ porque na casa não tinha chão”. 

Depois das eleições-2022, quando vier a conta do Orçamento e se o mito estiver na rua da amargura, quem irá pagar a conta? Será o deus-dará.

*Jornalista


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25/10


2021

Passarinhos são profetas

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os passarinhos regem os destinos da humanidade adâmica desde os tempos do Paraíso Perdido e do tsunami do navegante Noé. Este foi o ano do morcego amarelo, hospedeiro do micróbio comunista chinês. Idos de dezembro-2019, o de cujus havia decolado em voo orbital nas cavernas hi-tech de Wuhan para disseminar tragédias e pânico nos hemisférios do planeta. 

Também foi o ano do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e da doença do chiko kunha. O tenebroso vírus da coroa está indo embora, graças a Zeus e às vacinas. Aleluia!

Passarinhos são profetas com asas, mensageiros de alegrias ou desventuras.

Os morcegos que aqui gorjeiam nestas terras auriverdes não gorjeiam como no Império Comunista Chinês. Batman, o homem morcego, na China adota a tirania do regime comunista e o sistema capitalista de exploração da economia. Eis uma mistura de Karl Marx com o Tio Patinhas, pero sem abdicar da ditadura comunista jamais.

Inspirados em Jeca Tatu, os morcegos de Pindorama adoram suco de frutas e se o cara der bobeira eles degustam sangue humano de canudinho no pescoço das vítimas. Eles são uma mistura capitalista de Pedro Malazartes com os parasitas do mercado. Os centros acadêmicos, os centros antiacadêmicos, os poderes vermelhos e infravermelhos estão infestados de Batman’s, morcegos e carcarás.

Ave benfazeja, a Asa Branca prenuncia o inverno na voz do soberano Luiz Gonzaga: “Já faz três noites que pro Norte relampeia/ e a Asa Branca ouvindo o ronco do trovão/ já bateu asas e voltou pro meu Sertão. Ai, ai, eu vou embora, vou cuidar da plantação”. Existe o canto agouro: “Acauã vive cantando/ durante o tempo do verão/ no silêncio das tardes agourando/ chamando a seca pro Sertão. Teu canto é penoso e faz medo/ te cala, acauã, que é pra chuva voltar sedo”.

Nos tempos pecaminosos do tsunami bíblico, a pomba da paz trouxe um ramo de oliveira no bico para anunciar que as águas do dilúvio haviam serenado. O Criador desenhou um arco-íris nas pupilas do céu como símbolo da fraternidade universal.

O corvo de Edgar Allan Poe cantou a desilusão do poeta diante da perda de sua amada Lenore: “Não mais, ou nunca mais! No more, or never more!” Fênix é o pássaro da ressurreição, vem da parte de Lázaro.

O zumbido da abelha-rainha, musa do amor à moda de Carolina Herrera, apascenta os corações apaixonados.

*Jornalista


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18/10


2021

Bolsonaro detona o “Projeto Rita Lee”

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A descoberta revolucionária veio da roqueira Rita Lee: “Mulher é um bicho esquisito, todo mês sangra”. As deputadas Tabata Amaral e Marília Arraes, guerreiras do bem, apresentaram o “Projeto Rita Lee”, de distribuição gratuita dos absorventes às mulheres mais pobres nos postos de saúde e nas escolas. Bingo.

O sangramento acontece desde os tempos das cavernas e das savanas. Mas, o capitão da seita do gado disse que era apenas um “sangramentozinho”, tipo uma gripezinha, e detonou o “Projeto Rita Lee”. Alegou, sem prova dos noves fora do SUS, que os absorventes precisavam de fundos orçamentários.

O governo perdeu mais uma batalha de comunicação, ao som do rock n’roll. Por isso não provoque, é cor de rosa choque. O capitão está perdendo todas as batalhas e entrou na zona do rebaixamento. Desse jeito o capitão não faz amor por telepatia com a patota de Rita Lee.

A seita do gado é uma sangria desatada. As tripas gaiteiras do capitão todo mês sangram, toda hora sangram. Não tem cortiça, nem ferrolho, nem Tampax, nem O.B. que dê jeito. A única solução seria um nó nas tripas do capitão de fandango ou um ferrolho na língua dele. Mas, o bicho resiste feito bode embarcado. A sangria desatada vai continuar.

Queiram ou não queiram os devotos da ideologia de gênero, as fêmeas do sexo feminino, cromossomos XX, sangram de acordo com as estações da lua. As mulheres são irmãs da lua. Na fase outonal da vida as fêmeas deixam de sangrar, se tornam lagos pacíficos, ou oceanos pacíficos, jardins de açucenas. Oh, abelha-rainha, musa linda do meu coração à moda encantada de Carolina Herrera!

As folhas informam que o vulcão Cumbre Vieja está em erupção desde o mês de setembro nas Ilhas Canárias, no reino de Espanha. Bobagem. Os vulcões federais de Brasília estão em erupção há mais de três anos. Os vulcões estaduais e municipais soltam lavas pelas ventas todas as horas. Este reino de Pindorama é um vulcão com pele de cordeiro.

VIVA INOCÊNCIO! Médico e parlamentar, detentor de 10 mandatos federais, Inocêncio Oliveira aniversaria dia 21, quinta-feira. Ele faz parte da memória viva do Congresso Nacional. Minha biografia sobre Inocêncio será publicada até o final do ano.

*Jornalista


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11/10


2021

Os flagelos da humanidade

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O abominável mongol Gengis Khan, que se autoproclamava, monocraticamente, “um flagelo de Deus”, é considerado patrono da guerra bacteriológica. Encarnação do mal, ele habitou este planeta micróbio no século 13. Átila, rei do Império Huno, que guerreou contra o Império Romano no século 5, também foi chamado de “flagelo de Deus”.

Em suas guerras de atrocidades, Gengis Cão usava catapultas para lançar  cadáveres no território dos inimigos, de modo a espalhar doenças e pânico. Lá nas caldeiras do inferno onde se encontra, na companhia de Stalin, Hitler, Mao Tse-tung, Pol Pot e no aguardo de outros genocidas da humanidade adâmica, Gengis celebrou a morte de milhões de criaturas neste vale de lágrimas e de micróbios, por conta da pandemia do vírus Covid, entre as quais 600 mil almas deste Brazil.

O terrorismo biológico hoje assusta mais que ogivas nucleares. A disseminação de micróbios, vírus e bactérias aterroriza os organismos internacionais. O sarampo dizimou as civilizações pré-colombianas Asteca e Inca muito mais que as armas dos colonizadores. São os novos discípulos de Gengis Kão. A tuberculose continua matando mais que a pólvora nos países pobres da África e da Asia, junto com a fome. A fome é herege e os micróbios também são hereges.

O vírus da varíola, o aterrorizante Orthopoxvirus, foi erradicado, preso e erradicado em 1980. Os cientistas dissecaram bicho, decodificaram o genoma e os cadáveres estão presos em dois laboratórios de segurança máxima na Rússia e Estados Unidos. Noites e dias a segurança armada vigia os dois defuntos periculosos, pois existe o risco de que terroristas biológicos queiram ressuscitá-los e propagar a doença como arma biológica. O terrorista Osama bin Laden era um inocente diante dos novos discípulos do satânico Gengis Kão.

A pandemia do vírus em forma de coroa aterroriza a humanidade e causa milhões de mortos. Cabe lembrar que a Peste Negra exterminou número estimado de 300 milhões de viventes na Eur-Ásia, idos de 1347 a 1351, equivalente hoje a cerca de 1/3 da humanidade.

Na época não se conhecia o mundo microscópico e as doenças eram consideradas castigo dos Deuses. Foi a maior tragédia sanitária do planeta.

Dizer que o bem sempre vence é apenas um devaneio. Desde os tempos do Paraíso perdido de Adão e Eva, a serpente revela que o mal tem sido vitorioso na história da humanidade Adâmica, nas guerras, escravidão, genocídios, epidemias e pandemias. Os micróbios do mal conspiram contra os Sapiens e assim foram infiltrados no transoceânico do inocente ecologista Noé. Faz parte da luta do mal contra o bem.

*Jornalista


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04/10


2021

O Governo joga de cabra-cega

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  De olhos vendados, o capitão tateia entre as vacinas,  a inflação, a floresta da Amazônia, o dólar, a gasolina e o pão de cada dia. “Quem é você? Você é um vulcão!” “Mentira, eu sou um vírus comunista chinês”. “Adivinhei, você é a floresta amazônica!” “Engano. Eu sou a inflação”.  “Eu não obedeço mais as ordens dos vulcões”. “Você é uma urna eletrônica?” “De jeito nenhum, eu sou um litro de gasolina”.

Nesse jogo de cabra-cega, o Governo está perdendo a guerra e todas as batalhas de comunicação. Nesse ritmo, não vê nem o azul na boca das urnas. Isto, se conseguir ser candidato. As projeções eleitorais revelam que o capitão perde para todos os prováveis concorrentes logo no primeiro turno, além da rejeição altíssima. Os governistas esquecem a proverbial sentença de que o delírio eleitoral é pior do que o delírio do amor. Eles estão tresvariando com miragens eleitorais.

Reeleição acima de tudo, aliás, Zeus acima de tudo.  Eu sou o boi de cara preta e a mundiça da seita vermelha tem medo de minhas caretas. O gado vem de assombrações do passado tenebroso da seita vermelha. O boi da cara preta e o bode rouco se amam pelo avesso. Mas, eles não amam o Brasil. Somente amam seus próprios venenos, o veneno vermelho e o veneno do gado.

Zumbis vermelhos, bois da cara preta, sanguessugas e bodes roucos corruptos assustam os corações auriverdes. Seduzido e abandonado depois das manifestações de 7 de setembro, o gado baixou a cabeça no pasto e rumina desilusões. Motociatas não há mais. Assim caminha este reino auriverde do Deus-dará, em fantasias, autoenganos e conchamblanças.

Inocêncio Oliveira, médico e parlamentar – Do Pajeú do Planalto // Meu novo livro está em fase final de conclusão. Mergulhei em pesquisas desde os tempos heróicos da Vila Bela do cangaço de Lampião, o pessedismo/udenismo de Agamenon e Seu Micena Ignácio de Oliveira na década de 1930 até a conclusão do mandato de Inocêncio em 2014. “(Este é) Um livro importante porque conta a história de Inocêncio, que se confunde em muitos aspectos com a história do Brasil”, palavras de Fernando Henrique Cardoso. São depoimentos de personalidades nacionais e de Pernambuco.

*Jornalista


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27/09


2021

O assassinato de pessoas jurídicas

Por José Adalberto Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Tanto se fala na morte de pessoas bioquímica neste reino de Pindorama. A cada ano 50 mil ou 60 mil almas de CPF vão para o Além, mortas de susto, de bala ou vício ou brigas de foice. Eis uma triste realidade. A cada dia também são assassinadas pessoas jurídicas, CNPJs em todo o País, em emboscadas, nas caladas dos dias e das noites, em banho-maria ou na malvadeza. Pessoas jurídicas são vítimas de crueldades. Isto a Globo não mostra. Pessoas Jurídicas são seres humanoides.

Toma que o filho é teu, dizem os agentes da lei ao empurrar a descarga elétrica tributária na goela das pessoas jurídicas e também na goela das pessoas físicas e bioquímicas. “Mamãe eu quero mamar, papai eu quero mamar”, dizem os filhotes do Fisco, da Receita Federal, das Secretarias das Fazendas regionais, estaduais, municipais e distritais. Ao receber a inscrição no palácio imperial da junta comercial, a pessoa jurídica e informada de que será obrigada a sustentar toda a mundiça das repartições nacionais, a começar pela cambada dos palácios de Brasília.

São os seguintes os impostos apagar: IOF - Imposto sobre Operações Financeiras; IPI; IPRPF pessoa física); IRPJ (pessoa jurídica); ITR - Imposto sobre a Propriedade Rural); CIDE - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico; Confins; CPMF;  CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido); FGTS; INSS; PIS-Pasep. Laudemio; Imposto sobre Terras de Marinha.

E mais os impostos estaduais e municipais: ICMS; IPVA; ITCMD - Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação. Se você já pagou todos estes impostinhos, calma! Ainda precisa pagar as taxinhas. Vamos lá!

Atenção galera, vamos pagar as taxas com amor febril pelo progresso do Brazil varonil; taxa de coleta de lixo; taxa de Combate a Incêndios; Taxa de Conservação da Limpeza Publica; Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental; Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos; Taxa de Emissão de Documentos; Taxa de Fiscalização da Aviação Civil; Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de Águas; Taxa de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários; Taxa de Fiscalização de Sorteios, Brindes e Concursos; Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária; Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal; Taxa de Pesquisa Mineral DNPM; Taxa de Serviços Metrológicos; Taxas do Conselho Nacional de Petróleo; Taxas de Saúde Suplementar; Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais).

Se você não pagar todas os impostos e taxas, será chamado de sonegador e preso em primeira instância sob acusação de atentar contra a imaculada República e a impoluta democracia.

De tal modo a descarga elétrica tributária eletrocuta pessoas jurídicas e pessoas biofísicas neste Brazil.

*Jornalista


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