Lavareda

26/10


2020

A revolta da vacina

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Marxistas costumam dizer que a historia se repete, na primeira vez como tragédia e na segunda como farsa. Lembro como se fosse anteontem da Revolta da Vacina, episódio histórico acontecido, início do século passado, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, cidade dos bicheiros, traficantes e da “gaiola de ouro” dos corruptos, apelidada de maravilhosa.

Transcrevo a seguir uma amostra-grátis de capítulo do meu livro, a ser lançado em breve, a respeito do tema. Lá vou eu: 

“O Rio de Janeiro, então Distrito Federal, início do século 20, era uma cidade pestilenta e nada maravilhosa, assolada por epidemias de varíola, febre amarela e peste bubônica.

O presidente da República, Rodrigues Alves, um cara politicamente rochedo, nomeou em 1904 o cientista e médico sanitarista Oswaldo Cruz como chefe da Diretoria de Saúde Pública, cargo equivalente hoje ao de ministro da Saúde.

(Reeleito para um segundo mandato presidencial em 1918, Rodrigues Alves testou positivo e faleceu vítima da virulenta gripe espanhola) 

O engenheiro Pereira Passos foi nomeado prefeito da cidade no objetivo de adotar medidas de reurbanização, saneamento e erradicação de moradias infectadas. Houve demolição de casebres, desalojamento de famílias, abertura de valas e esgotos. O caos urbano entrou em polvorosa. 

Oswaldão recebeu a missão heroica de erradicar as doenças, assassinar os ratos e exterminar os mosquitos Aedes aegypti, transmissores da febre amarela, ele mesmo o causador da dengue.    

O Rio de Janeiro e o Brazil vinham de efervescências políticas entre remanescentes da Monarquia no século anterior e os novos republicanos. Os conflitos se acirraram. 

Em meio às epidemias de larga escala no Distrito Federal, foi editada lei presidencial, em janeiro 1904, tornando obrigatória em todo o País a vacina contra a varíola. A mundiça protestava: “É golpe!” “Força, Aedes aegypti!”, “Força, Orthopoxvirus!”, a pretexto de defender direitos individuais, os direitos de contrair doenças.  

Ocorreram escaramuças, quebra-quebra, incêndios de bondes. O governo acionou as forças policiais para conter os revoltosos. Houve mortes, feridos, prisões. Mais de 900 pessoas foram presas na Ilha das Cobras, Baia de Guanabara.

Em novembro 1904 foi decretado estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacina.   

As crenças religiosas e lendárias serviram de caldo de cultura para insuflar a chamada revolta popular, em meio aos micróbios pestilentos e às disputas oligárquicas pelo poder.

De grão em grão, de mosquito em mosquito, de bactéria em bactéria, de vírus em vírus, a campanha de vacinação e as varreduras sanitárias comandadas pelo Doutor Oswaldo Cruz redimiram a cidade do Rio de Janeiro-Distrito Federal da epidemia de varíola e excomungaram a febre amarela e a peste bubônica.

Os mosquitos Aedes aegypti faleceram naqueles tempos, mas como possuem sete vidas, feito se diz dos gatos, ressuscitaram ou se tornaram mutantes nos idos presentes e passaram a fornecer a doença da dengue. A ressurreição desses bichos tem o nome de mutação.

*Jornalista


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ALEPE

23/11


2020

As proezas do sanfoneiro GêMêNê

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Chafurdações, pauleiras, trairagens?! Zero novidades. Faz parte do show. Nesta terra dos altos coqueiros, em Nova York, no Vaticano, alhures e algures, o pau sempre canta. Eleição sem baixaria não é eleição. Eu vou contar pra vocês o caso das proezas do sanfoneiro GêMêNê e outros babados no desfecho do primeiro turno.

O candidato Mendonça perdeu para si mesmo. Para começar, a chapa deveria ter sido invertida, Priscila/Mendonça, ao invés de Mendonça/Priscila. Lá vinha ele trotando, ancho da vida, rumo ao segundo turno. Subitamente, não mais que subitamente, o sanfoneiro GêMêNê aflorou no recinto. O cara se autoproclama imexível no Turismo por ser apadrinhado do capitão e resolveu influir na sucessão recifense.

O sanfoneiro GêMêNê convocou o capitão e ordenou: você tem que apoiar a xerife porque Mendonça é um patinho feio. Cumpra-se! O capitão respondeu: Taokay! Manda quem pode. Recifilíticos, vocês são feios, eu sou bonita, proclamou a xerife fazendo coro com o sanfoneiro. E assim o patinho Mendocinha dançou no baile do sanfoneiro GêMêNê.  Conduzidos ao segundo turno, os candidatos da esquerda adoraram as proezas desastrosas do sanfoneiro GêMêNê.

Depois eu soube, aqui pra nós, que o capitão ficou invocado com o sanfoneiro e deu uns cascudos nele, disse que ele só entende de brucelose. O major Feitosa, que havia feito declarações políticas de amor ao capitão, também ficou invocado. Magoou. Para se vingar do sanfoneiro, tirou os véus de noiva da xerife que se apresentava como baluarte na batalha contra a corrupção.

O sonho de consumo do sanfoneiro é ser candidato a deputado federal, ao modo do tio GMF, competente e articulado parlamentar nos anos 1980 e 1990. Convivi com ele e posso testemunhar.    

Nesta terra capital das operações do Covidão, Mendonça comportou-se com luvas de pelica e enxugou o suor na testa dos adversários, carinhosamente. Rapaz bem comportado, Mendonça assume a derrota no primeiro turno e hoje não reclama, certamente para não dar margem a interpretações controvertidas.

Por favor, não contem nada disso que eu falei para o sanfoneiro GêMêNê, nem para o major Feitosa. Eles vão pegar ar e ficar invocados comigo. Boca de siri! A delegada vai me chamar de “recifilítico” feio e querer me prender. Tô fora! Hasta la vista, galera!   

MEU LIVRO – Alguns tópicos do meu atual livro em preparação para lançamento: VIRUS É VENENO -- Vírus na raiz do vernáculo em latim é veneno – Lyssa ou Lytta. Vírus são estruturas bioquímicas diferenciadas. Não são seres vivos, nem são seres mortos, apenas existem. Não são seres vivos porque, em sendo parasitas intracelulares, dependem do hospedeiro que lhes fornece a energia para sobreviver e se multiplicar. Independente de serem vivos ou apenas estruturas bioquímicas, fazem grandes revoluções no mundo dos vivos e no mundo dos mortos.


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O Jornal do Poder

16/11


2020

Corsários cibernéticos atacam o blogueiro Mogno

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos de antanho, quando a terra era plana, o desconhecido Oceano Atlântico era chamado de “mar tenebroso”.  O mundo começava e acabava na Eur-Ásia e havia apenas um pedaço na África. Quem se atravesse a navegar além da linha do horizonte cairia no abismo e seria devorado pelos monstros marinhos.

Séculos depois os navegadores portugueses e espanhóis descobriram os Oceanos Atlântico e Pacífico e a terra se tornou redonda, graças a Neptuno, deus dos mares.

Cangaceiros marítimos, piratas e corsários singravam os mares, saqueavam navios e tripulantes. Disseminavam o terror, enquanto acumulavam riquezas e tesouros. Piratas eram bandoleiros da iniciativa privada. Corsários atuavam a mando de reis, tronos e potentados. Estes atacavam navios de nações inimigas e dividiam o produto dos saques com os soberanos.

O Barba de Fogo, com suas naus de bandoleiros, foi um dos mais temíveis corsários do Mar Vermelho. Ainda hoje piratas e corsários infestam os mares vermelhos da política.  

Oh, tenebrosos Oceanos Atlânticos e não-Pacíficos dos corsários e piratas cibernéticos! Nesta era digital, os bandoleiros da Internet assaltam, roubam e censuram blogs, sites, plataformas, informações, disseminam o terrorismo ideológico. São terroristas ideológicos.

Aconteceu nas antevésperas da eleição um caso de terrorismo digital. Lá estava o blogueiro Mogno Magno Martins e suas caravelas a velejar nas plataformas marítimas, terrestre e nas nuvens da blogosfera, quando foi atacado por corsários cibernéticos em fúria. Os bandoleiros agem a mando de potentados sem pudores.

Que onda é essa? O rei está nu, dizia o intrépido blogueiro ao ser atacado pela mundiça dos piratas e corsários. Se os reis, os príncipes, as princesas e os xeleleus estão nus, toda nudez escandalosa imoral deve ser castigada, proclamou.

A quem interessa detonar blogs, sites ou portais? Robôs e corsários conspiram desde sempre contra as navegações democrática e por obvio trabalham em favor de interesses escusos. 

A HUMANIDADE É BLUE – Alguns tópicos do meu atual livro no capítulo sobre o Criacionismo: Deus é químico. Deus é atômico. Deus é nuclear. Deus é um elétron. É um próton. Deus é um bóson. Deus é molecular. Deus é celular. Deus é físico. No princípio era o átomo. Os átomos incandesceram e geraram um campo magnético. Os átomos formaram moléculas. A vida planetária é filha das algas azuis. O oxigênio é azul. O planeta é azul. A humanidade é blue. Deus é uma estrela azul. Com licença do meu colega Albert Einstein, tenho a dizer: tudo é absoluto, nada é relativo no Universo.

*Jornalista


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Abreu no Zap

09/11


2020

O Doutor Strangelove e a Nova Lusitânia

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Sob o signo da Guerra Fria, o Doutor Stangelove cavalgava a bordo de uma ogiva nuclear para simbolizar o equilíbrio do terror entre as superpotências militares do Ocidente democrático versus o bloco comunista da “Cortina de Ferro”. Oh, estranho amor, eu sou mais rápido que você no gatilho, dizia Strangelove.

“Quantos blindados tem o Papa?” perguntou naqueles tempos o genocida comunista Stalin. (Comunista é genocida pela própria natureza, a natureza do escorpião é mutante mas não muda). O Papa, o Estado do Vaticano, não possui blindados, não possui armas. A Igreja Católica Romana sobrevive porque o Homo Sapiens é um animal espiritual.

Na condição de chefe de Estado e usando paramentos religiosos, o Papa Francisco hoje abraça e confraterniza com líderes da esquerda radical, o energúmeno Maduro da Venezuela, o índio cocalero Evo Morales da Bolívia, o ditador falecido Fidel Castro, o bode rouco brasileiro. Ele é um líder religioso e chefe de Estado globalista, nova versão da esquerda de raiz marxista.

O poder da cor púrpura hoje é vermelho. Estes são dados de realidade.

Hoje no planeta micróbio, o Doutor Strangelove cavalga uma ogiva de vírus de olhos oblíquos chineses para simbolizar a nova guerra bacteriológica mundial. “Eu sou o vírus da coroa”, proclama o Doutor Strangelove. Estranho amor, eis uma coroa de espinhos virulentos!

Nesta Capitania hereditária da Nova Lusitânia, o infante da das fraldas palacianas habilita-se ao troféu “Mamãe eu quero”. Pense num menino mimado! Na onda do Covidão, a prefeitura lendária segue a lenda dos bois voadores do Conde Maurício de Nassau. Os bovinos voam sem licitação. A sinhazinha vermelha invoca o apoio do bode rouco corrupto, na maior sem-cerimônia. São os feitiços da seita escarlate.

Uma senhora xerife carioca da gema canta a cantiga: “Ô povo recifilítico feio da bexiga lixa!” Teje preso você por ser feio, ela dirá. Recífilis, cidade horrorosa; Rii de Janeiro, cidade maravilhosa, é o novo lema.

Com 0,9 por cento nas pesquisas eleitorais, um major candidato, que se autoproclamou coronel, desfile em jipe de combate ao som de tambores de guerra e à moda dos velhinhos expedicionários da FEB na década de 1940. Encantado com o comandante da Embratur, GêMêNê, o major aguarda um alô do capitão. Mas, GêMêNê tá nem aí, foi proclamado imexível por ser apadrinhado do capitão. Manda mais que o ministro do Turismo. Ser candidato improvável e navegar em verbas indenizatórias milionárias da Assembleia é padecer no paraíso.

Que onda é essa, Mendonça, das tradições recifenses do bolo-de-rolo versus o rocambole?! Isto é leseira, eleição não é concurso de gastronomia. Tu precisa bater pesado na mundiça da seita vermelha e na mundiça infravermelha. Como diria Ascenso Ferreira: pega o pirão, esmorecido!

*Jornalista


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02/11


2020

O capitão se autodevora

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O governo do capitão segue em processo de autofagia. De grão em grão, de degrau em degrau, as cabeças estão sendo devoradas. O ritual começou com o general Santos Cruz e mais recentemente o ex porta-voz do governo, general Otávio Rego Barros, defenestrado sem misericórdia, lança uma carga explosiva nos flancos governistas: “O poder inebria, corrompe e destrói” . Faz lembrar as palavras de Brás Cubas, filho espiritual de Machado de Assis, sobre “o vinho enérgico do poder”, causador de vertigens, delírios e desilusões.

Quantos prefeitos bolsonaristas serão eleitos nas capitais ou cidades de grande porte? Zero. A popularidade do auxilio emergencial é nuvem passageira.   

O título do torpedo do general é explosivo: “Memento morri”, lembra-te que és mortal, tradução do latim. Os vassalos do capitão imaginem que o poder é eterno. A mundiça da seita vermelho também acreditavam que o poder era eterno. Ambos esquecem a sentença proverbial de que todo poder é efêmero. “Os líderes atuais, após alcançarem suas vitórias nos coliseus eleitorais, são tragados pelos comentários babosos dos que o cercam ou pelas demonstrações alucinadas dos seguidores de ocasião”.      

Movido pela soberba o governo se arvora no direito de fazer tudo errado para dar tudo certo. Em comunicação existem fatos e existem versões. As versões não precisam pedir licença ao governo para se espalhar no meio do mundo.

O governo vem de uma sucessão de desfeitas com os aliados de origem, a começar pelo general Santos Cruz, o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que morreu sendo difamado, a deputada Joice Hasselman, o valente deputado Luciano Bivar. Não se venha chamar a todos de traidores, o governo é que está traindo as bandeiras de campanha, a começar pelo ideário de combate à corrupção. Os vermelhos estão adorando. 

As bandeiras agora são monopolizadas pelos tais “garantistas” do Centrão. “Garantismo é a impunidade que não ousa dizer o próprio nome. Prisão dos grandes corruptos somente na milésimo instância. Houve tempo, na operação LavaJato comandada pelo juiz Sergio Moro, em que grandes corruptos foram trancafiados na cadeia. O capitão embarcou na popularidade de Moro para ser eleito sob a bandeira de combate à corrupção. Moro hoje é hostilizado e chamado de traidor. O nome disto é estelionato ideológico  e traição institucional.

Os grandes corruptos agora desfilam em campanha eleitoral com tornozeleiras eletrônicas de grife. Os pobres continuam sendo presos em primeiríssima instância, ou na instância zero.

Convém não confiar na passividade dos bovinos. O estouro da boiada é uma curva ascendente.  Assim aconteceram em tempos idos a onda vermelha e a bola de neve contra a seita vermelha. Novas ondas fazem parte do imponderável. Em processo de autofagia, devorando a si mesma ao detonar aliados, a nova seita do capitão alimenta novas ondas que poderão levá-la ao naufrágio.

*Jornalista. E-mail: [email protected]


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Banco de Alimentos

19/10


2020

O Cordão Amarelo, o Véio Faceta e o Véio Mangaba

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O globalismo, versão mutante do socialismo e do comunismo, preconiza um governo mundial e implanta a ditadura do pensamento único. Proprietário da OMS, o criptocomunista etíope Tedros Adhnom Ghebreyesus, a mando da China, navega a bordo do vírus comunista e manda brasa nas governanças do planeta.

Eu também sou Tedros, dizem os herdeiros desta Capitania hereditária da Nova Lusitânia, no Palácio dos Campos, dos Príncipes e das realezas. Feito um sósia do comediante Costinha, o prefeito desta cidade lendária afirma: Meu nome é Tedros, Geraudo Tedros Julho, etíope-recifense da gema do vírus.  

Tedros Câmara Lenta e Geraudo Tedros são os mandachuvas do cordão amarelo. Alguém pergunta: além do cordão azul e do cordão encarnado, que onda é essa de cordão amarelo?!O cordão amarelo é parede-meia do cordão encarnado. Os dois são a corda e a caçamba.

Geraudo é o Véio Faceta e Paulo é o Véio Mangaba do cordão amarelo, eles, os seus pastores e suas pastoras endiabradas pelo Covid. O cordão encarnado e o cordão amarelo são parceiros, ou são pareceiros, no dito popular.

Outrora vingava o principio dialético de que devemos questionar as verdades absolutas. Hoje é proibido duvidar das meias verdades e meias mentiras do Covidão. Populações feitas de cobaias, os rebanhos do planeta seguem os ditames do pensamento único.

Agora Tedros, o novo Oráculo de Delfos, se ele falou tá falado, é proibido questionar – Roma locuta, causa finita, era dito em latim. O Covidão está ditando a ditadura do pensamento único. A OMS governa Urbi et Orbi, de Roma para o mundo, aliás, da ONU para o mundo, em New York, em Catolé do Rocha, Brasília, Europa, Paris, na feira de Caruaru e na eleição dos Estados Unidos. Donald Trump treme de medo diante de Tedros.     

Nunca se roubou tanto neste planeta Brazil, ou tanto ou quanto nos tempos da dinastia vermelha. Em tempos de irracionalidade, a ditadura do Covidão impõe suas verdades, meias verdades e meias mentiras. Haverá imunidade de rebanho, imunidade coletiva? Os bovinos humanos são mantidos sob controle remoto.

Com emprego e salário garantidos, os funcionários públicos são tementes a Deus, ao vírus e ao trabalho.  Somente não são tementes a fazer greves e arruaças. Os pelegos sindicais, no geral, adoram o vírus e adoram provocar o pânico para não voltar ao trabalho.

A nova onda, a velha onda, é espalhar o pânico contra a vacina. Esta é uma novidade velha, vem do inicio do século passado, a “Revolta da vacina” contra a campanha do cientista Oswaldo Cruz para erradicar a varíola, a febre amarela e a peste bubônica. Faz parte da irracionalidade humana e das pandemias de demagogia política.

FAUNA INTESTINAL – Errado falar ou escrever “flora intestinal”. Não existem vegetais, flores, lírios ou girassóis em nossos intestinos. Bactérias, do reino monera, estão mais próximas do reino animal que do reino vegetal.  Transportamos um zoológico de bactérias, as simbióticas. Mais apropriada é a expressão Fauna Intestinal. Ok, médicos! Ok, botânicos! Ok, zoólogos! – Está escrito em meu livro a ser lançado, breve, sobre o mundo microscópico.

*Jornalista


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12/10


2020

LavaJato: adeus às ilusões

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Quem procura, acha. O procurador, lugar-tenente do capitão, encontrou uma vacina para acabar com a corrupção no Brazil: acabar com a LavaJato. Está sendo comida pelas beiras, feito mingau. O capitão falou que a corrupção foi erradicada. Não restou sequer um mosquito transmissor da corrupção, nem uma bactéria hospedeira da epidemia de roubalheira. E quem não concordar, araruta, araruta! Aras-ruta! Aras-ruta!

Adeus às ilusões! Tudo já passou, morreu. Guardo na lembrança o amor ... ” das promessas de campanha.  

Um dos grandes goelas do Brazil, tamanho GG-Br, pol´tocp senador da “terra dos marechais” e não por acaso réu no STF, declarou que o grande legado do capitão será o desmonte da operação LavaJato e do “estado policialesco”. O “estado policialesco”, entenda-se, é a apuração dos casos de corrupção e a possibilidade de punição dos corruptos. Também não por acaso o grande goela revelou alegria-alegria com o trabalho do procurador, lugar-tenente do capitão.   

A indicação do afiliado do Centrão para a corte dos demiurgos,  entidade intermediária entre o céu e a terra, veio para dobrar os encantos da torcida organizada do desmonte LavaJato. De saída o cara não abre o coração, naturalmente, para não espantar a boiada. Concretiza-se, de degrau em degrau, o sonho de consumo da mundiça da seita vermelha desde os tempos do juiz Sérgio Moro.

Os vermelhos aplaudem em silêncio e a seita vermelha corrupta se enamora da seita furta-cor. O mito do bode rouco e o mito do capitão agora são duas seitas, de potência a potência. Seguem os ditames da teoria da ferradura, de que os extremos se aproximam.        

Faz parte do chamado garantismo, a impunidade que não ousa dizer o próprio nome. Eles proclamam até a existência de cláusulas de pedra da Constituição que garantem os “direitos fundamentais” dos corruptos de serem proclamados inocentes até a sentença de papel passado no Dia do Juízo Final. O trânsito em julgado só existe na linha do horizonte ou se o freguês for um larápio de galináceos.   

Em nome do tal garantismo, quantas patifarias são cometidas!  

O capitão cumpriu a missão heroica de derrotar nas urnas a seita vermelha corrupta. Seja sempre lembrado que a vitória da esquerda radical levaria o Brazil aos descaminhos de uma Venezuela. A partir de agora, são outros quinhentos.     

O combate ao vírus da corrupção foi uma máscara de campanha. As máscaras estão sendo descartadas. 

NUTELA  -- Com 1 % das preferências eleitorais nas pesquisas, o tenente-coronel Alberto Feitosa, candidato do PSC, desfila em jipe de combate do Exército ao som de trombetas de guerra. Ex agregado de Carlos Wilson e de Inocêncio Oliveira, o mutante Feitosa hoje é bolsonarista nutela. Na vera, está em campanha antecipada para reeleição de deputado, movido pelas verbas indenizatórias milionárias da Assembleia.

*Jornalista. E-mail: [email protected]


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05/10


2020

Guedes, o ministro que está virando suco

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Em luta com o capitão do time, o ministro Paulo Guedes está virando suco. Lutar com o dono da bola é a luta mais vã. Entanto, Guedes luta, mal rompe o teto do orçamento. Teto, que teto?! O teto sou eu, responde o dono da bola. O teto é a reeleição, taokay!

Olê mulheres rendeiras, olê homens rendeiros dos Ministérios, vocês ensinam o capitão a fazer renda, ele aprende a namorar a reeleição, é a cantiga do dono da bola. Os cabras do capitão trabalham para fazer rendas, furar o teto e implantar o Renda Família, Renda Covid, Renda Emergência, o Bolsa Renda, na rota da reeleição. Irado, Guedes chamou os cabras do capitão de “fura teto”.

Em havendo indicação para a Corte dos Imperadores supremos da República, o teto é a bênção do Centrão. Figuras simbólicas da esquerda estão adorando a escolha. Esqueçam a bandeira da prisão pós segunda instância, terceira instância, nonagésima instância. Ele diz sim e também diz não. Dizer o que do cara que no Tribunal de 2ª instância se manifestou para suspender decisão de uma juíza da primeira instância que mandava deportar o terrorista assassino Cesare Battisti?! Hoje preso na Itália, o terrorista foi ungido como herói dos vermelhos radicais.

A fila anda. Depois de Sérgio Moro, quem está na fila da degola é o ministro Paulo Guedes. Na linguagem de mercado, a queda está “precificada”. O índice Bovespa de carbonização de ministros acendeu a luz amarela. O cara é banqueiro e poderoso, de tal modo duro na queda. Haverá a acomodação das placas tectônicas de Brasília até que ele seja desindexado do cargo.

Se a reeleição existe, tudo é permitido. Acredite no Centrão para ser feliz. Depois da seita do cordão encarnado, vem a seita furta-cor. Assim não dá para ser feliz.

Antenado nas vibrações palacianas, o líder no Senado, Fernando Bezerra Coelho, ninja na política, preconiza “o maior programa de solidariedade social da história deste País”. Em sendo o maior orçamento, o céu é o limite.

Incrível, o ex posto Ipiranga e ex oráculo da economia leva cascudos daquele rapaz o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o capitão do time tira o corpo de fora, deixa que ele seja devorado pelas feras. Guedes é fera ferida. Ingratidão tira afeição. O posto Ipiranga está virando suco.

Deixar de castigo o talvez poderoso ministro da Economia,  chamado até de arroz doce e ficar caladinho, o outrora posto Ipiranga é um homem que está virando suco. As privatizações desandam, acontecem estragos na economia.

MEU LIVRO – Vivemos a era do genona. Haverá um gene de gênio, tipo o gene de Beethoven? Sim e não, não e sim. Beethoven não nasceu Beethoven, fez-se Beethoven. – Este é um dos tópicos do meu livro em gestação, e trabalho para que venha à luz até o fim do ano, em edição física e na nuvens de silício.

*Jornalista


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28/09


2020

The Gaule: Os goelas de Pindorama são hilários

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Olha só quem aflorou no recinto! O filósofo-grilo The Gaule! E assim falou aos seus discípulos no alto das montanhas da Jaqueira: Salve a Constituição-Cidadã no reino de Pindorama. The Gaule tá ficando careca de dizer que Pindorama é um reino muito sério. 

A Constituição deste reino faz parte do fabulário de Alice no País das Maravilhas. The Gaule quase faleceu de rir ao ler a seguinte  alegoria: “Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...)”.

Reza o capítulo dos Delírios e das Delícias, Parágrafo Único: Todo o poder emana do povo, vírgula. Faltou completar o seguinte: todo o poder em Pindorama emana dos goelas, dos lobos e das lobas e dos carcarás. 

Se essas pérolas não fossem sarcásticas, seriam apenas hilárias, segundo The Gaule.

Uma das cenas mais fantasiosas da Constituição de Pindorama sugere as aventuras de Alice no País das Maravilhas. Um coelhinho branco de bolinhas azuis sussurra no ouvido da garota: Educação é direito de todos e dever do Estado. Eu te amo, Alice, segundo o Art. 205 da Constituição.

Faltou combinar o amor de Alice com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), aplicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico da ONU. O Brazil está entre os 10 piores colocados no ranking mundial. Paulo Freire é o patrono da educação brasileira. O amor de Paulo pelos oprimidos é um amor de perdição.  

Em nome da Constituição-Cidadã  as castas do serviço público e os compadres do poder se apropriaram do Estado brasileiro. Mais grave, se apropriaram dos mecanismos que perpetuam seus privilégios.

Seres humanoides que se autoproclamam superiores, tipo os demiurgos, entidades intermediárias entre o céu e a terra, foram convocados para interpretar a Constituição no capítulo sobre os direitos e garantias fundamentais de corruptos e bandoleiros em geral.

Do alto de suas hermenêuticas e lero-lero, meia dúzia de sábios disseram sim e outros cinco iluminados disseram sobre a prisão de GGs – grandes gatunos em segunda instância. A interpretação “vareia”. Depende do teor ideológico do sábio.

Ainda hoje os corruptos estão anchos da vida. Eles adoram o tal do garantismo, eufemismo de presunção da impunidade. A dubiedade acontece de caso pensado para favorecer o lado avesso da ética, da moralidade e da justiça. O transito em julgado existe na linha do horizonte.

O filósofo-grilo The Gaule proclama: com esta tal democracia, para que ditadura?! As castas privilegiadas e os grandes goelas GGs estão levando a vida do jeito que o diabo gosta, na manha do gato.   


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21/09


2020

A Nova Lusitânia prorroga o vírus

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O curandeiro da da Nova Lusitânia prorrogou o vírus por mais seis meses. Quais ciências justificam? São ciências esotéricas, pra lá de Marrakesh. Será uma eternidade. Se o vírus existe, tudo é permitido. Liberou geral. Cessem as licitações. Seja cessada a lei de responsabilidade fiscal.

E a curva? Como vai a curva? A curva sou eu, proclama o curandeiro geral da Nova Lusitânia.

Enquanto houver estado de calamidade púbica, enquanto houver curva, enquanto houver pânico, enquanto houver medo, haverá contratos milionários sem licitação.  

A banda Titãs cantou a cantiga:   

“Enquanto houver sol, ainda haverá. Quando não houver esperança/ quando não restar nem ilusão/ ainda há de haver esperança/ em cada um de nós/ algo de uma criança”.

Amanhã será outro dia. Quando não houver sonho de recursos da União, quando cessaram as transferências federais, quando houver desespero, haverá mais recessão, mais desemprego, mais pânico, mais pandemias de várias outras doenças.

Quando não houver esperança, a curva das assombrações sem licitação será sempre ascendente nesta cidade lendária.

A deputada Priscila Krause detectou um pacote de 670 milhões de denários mal-assombrado sem licitação. Os legionários da Polícia Federal estão de olho nos goelas. Salve, Priscila! Salve, Mendonça!       

As eleições estão nas nuvens e estão na tela. Sabemos quem são os preferidos do bode rouco, por adoção e afinidades. O garoto e a garota do cordão encarnado invocam o nome de Arraes, o mito dos pigarros. Os dois infantes nunca administraram sequer um carrinho de pipoca, mas se sentem no direito de administrar esta cidade maurícia por hereditariedade nesta Capitania. Eles não dizem uma vírgula sobre as operações da Polícia Federal em cima dos escândalos do Covidão.       

A vitória de um dos infantes seria um presente do dia das crianças, do dia das mães, do dia do vovô.

Ó arrecifes dos altos coqueiros, das altas conchamblanças e das lendárias operações da Polícia Federal!            

O tenente-coronel Alberto Feitosa tenta associar sua imagem a  Bolsonaro, mas na verdade o presidente da República não manifestou apoio a nenhum candidato no Recife. Mesmo sendo um cara esforçado, Feitosa não decolou ao ponto de conquistar o apoio do capitão. Está na vitrine para oxigenar o nome de olho nas eleições de 2022. Candidatos olímpicos seguem o lema de que o importante é competir, não vencer.

Á MODA ARISTOTÉLICA  – Parodiando meu colega o filósofo grego Aristóteles, conhecido em nossa patota como O Big Ari, digo eu que o Homo Sapiens é um animal espiritual. – Este é um dos motes do meu novo livro que tá na agulha. No +., falo de vírus, bactérias, protozoários, dinossauros, a mundiça microscópica em geral.


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14/09


2020

O flagelo Gengis Khan

Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Imperador mongol Gengis Khan, que se autoproclamava “um flagelo de Deus” e veio às trevas em nosso planeta no século 12, é considerado o patrono da guerra bacteriológica. O divertimento preferido dele era usar uma catapulta para lançar cadáveres nas muralhas do inimigo. Reza a lenda que ele avançou até na muralha da China e foi o maior conquistador de territórios da história. Também conquistou o coração de 500 esposas e concubinas. Em sendo boiola, conquistou o amor de muitos mancebos.

Alma penada, o espírito de Gengis Kahn foi perpetuado como memória do mal. Onde houver surtos, epidemias e pandemias, ele estará presente. Na Peste Negra, ocorrida século 15, quando foram dizimadas cerca de 150 milhões de almas, ele ficou felicíssimo.o bicho era amigo do peito da terrível bactéria Yersinia pestis, transmissora da doença. Ainda hoje essa miséria transmite a peste bubônica.

Discípulos de Gengis circulam livremente nos tempos de hoje. Nascem por geração espontânea nos estrumes da vida. Há indícios de que o “flagelo de Deus” era uma bactéria gigante em forma de gente. A saber. Qual a diferença entre um protozoário e um ser humano? Primeiro, tamanho não é documento. Bactérias microscópicas medem milionésimos de milímetros e são apenas visíveis em microscópios eletrônicos. Bactérias humanoides pesam arrobas e medem até 1 metro e 80 de altura.    

A política, a mídia, as artes, as universidades estão infestadas de bactérias e micróbios de vários gêneros sob a forma de humanoides. De humanos possuem apenas a carcaça e o esqueleto.

A saber, existem bactérias do bem. O corpo humano é um depósito de bactérias na pele, nos cabelos, nas tripas, nas mucosas, elas sempre trabalhando para fazer a digestão, proteger o corpo contra micróbios invasores, fortalecer o sistema imunológico.     

Até hoje nem 1 cientista conseguiu provar que uma excrescência comunista chamado Nicolas Maduro seja gente. Tudo indica tratar-se de um big coliforme com talvez 10 arrobas de peso. A bactéria Persinia pestis matou milhões na Eur-Asia, a bactéria Nicolas Maduro martiriza milhões na Venezuela.

O bode rouco corrupto é um vírus terrível que ainda hoje paralisa o cérebro dos devotos. A maioria dos devotos são anencéfalos, possuem apenas minhocas no cérebro.          

Noutros tempos, quando ainda não havia a Covid19 e mesmo sem conhecer esta terra dos arrecifes lendários, George Orwell apitou em tom profético na Revolução dos Bichos: “Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco”.

Nesta terrinha dos altos coqueiros e dos altos chiqueiros os porcos hoje respiram com ajuda de aparelhos superfaturados.  

*Jornalista. E-mail: [email protected]


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07/09


2020

A Revolta da Vacina

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Alvíssaras! Anunciada uma vacina para estancar o flagelo de doenças infectocontagiosas no Distrito Federal e em todo o País. Foi decretado o estado de sítio, medida autoritária considerada inevitável para o bom êxito da campanha de vacinação. As ruas pestilentas da cidade afugentavam os estrangeiros e mortificavam os nativos. Além das doenças foram constatados focos de inflamações políticas entre os micróbios.  

O pau cantou por conta da obrigatoriedade da vacina. A mundiça montou barricadas no Distrito Federal. O noticiário informa sobre centenas de prisões de desordeiros na Ilha das Cobras (RJ), dezenas de mortes, centenas de feridos e deportação de radicais para o território do Acre. Os desordeiros protestam contra a aplicação obrigatória da vacina.  Desde sempre os micróbios políticos causam discursos inflamados. Depois do quebra-quebra o estado de sítio foi suspenso e a obrigatoriedade revogada.   

 Túnel do tempo: Refiro-me à momentosa Revolta da Vacina, tempos da epidemia de febre amarela, surtos da peste bubônica e varíola, no inicio do século passado, no então Distrito Federal, Rio de Janeiro. Além das doenças, havia surtos de resistência política contra a ainda adolescente República, casos de amores mal resolvidos vindos da Monarquia extinta no final do século passado.

Nomeado pelo presidente da República, Rodrigues Alves, chefe da Diretoria de Saúde Pública, cargo equivalente hoje ao de ministro da Saúde, o médico sanitarista e cientista Oswaldo Cruz assume a missão heroica de erradicar as doenças.  O doutor Oswaldo pairava acima das mesquinharias políticas e inumanidades.

O Distrito Federal era uma cidade infectocontagiosa. As ruas viviam povoadas por ratos, mosquitos, piolhos, e também por  politiqueiros. A opinião pública, como sempre, era apenas massa de manobra, bovinos e equinos.   

Republicanos acusavam a vacina de ser monarquista. Os monarquistas rebatiam: é golpe. Havia borbulhas de amor pelo saudoso Imperador Dom Pedro 2º. Os oposicionistas propagavam: mais uma pessoa foi contaminada pelo mosquito republicano Aedes aegypti e a culpa é do presidente Artur Bernardes. Força, Aedes! Diziam os locutores.

Dia seguinte os republicanos rebatiam através das redes sociais nas rádios difusoras: o mosquito Aedes aegypti é militante das hostes monarquistas e divulga fake news. Em nome das true news informamos que a vacina contra a varíola, descoberta pelo Lorde inglês Edward Jenner em 1796, é uma conquista da humanidade e deve ser aplicada para erradicação de tal flagelo. Graças aos céus e ao cientista inglês a varíola foi erradicada do planeta em 1980.     

Vitória! O infeliz mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, foi exterminado na época graças ao trabalho sanitário do doutor Oswaldo Cruz, benemérito da humanidade. Mas as autoridades sanitárias deram bobeira e o bicho ressuscitou nos tempos recentes, vindo a propagar a dengue. 

*Jornalista. E-mail: [email protected]


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31/08


2020

Inseto comunista chinês provocou o dilúvio

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Assim se passaram seis meses desde o anúncio em março do dilúvio universal do Corona. O planeta se tornou pecaminoso e Noé decretou o dilúvio. Os supremos sacerdotes decidiram que as criaturas humanas e as criaturas desumanas estavam proibidas de sair de casa, de trabalhar, de namorar, estavam proibidas até de respirar, para a salvação do planeta.

Depois de mim, o dilúvio, disse o inseto comunista chinês. Noé enviou a pomba da paz para saber se o inseto comunista chinês havia morrido afogado. A pomba gira nas montanhas de Ararate do horizonte e até hoje não voltou.     

As águas rolaram e os senhores reis governadores e prefeitos haviam dito que quem estivesse na rua seria preso, quem estivesse na cadeia seria solto. Assim seria instalada a ditadura Covidão. Se alguém ousasse duvidar das verdades universais seria estraçalhado pelos patrulheiros do ódio do amor. Se você criticar a ditadura do Covidão será censurado em nome da liberdade de expressão.

Nesse tempo paralítico o mosquito da dengue foi revogado por falta de ibope. Não existe um só mosquito nos ares, nem para fazer remédio. Também foram revogados os mosquitos transmissores de enfarte cardíaco, transmissores de câncer, os mosquitos transmissores da Aids e da conjuntivite na vista. Somente restaram os malditos besouro chineses transmissores da Covid-19.

Saudades do mosquito Aedes aegypti, bastava um simples repelente. Zeus nos livre de ter saudades dos bichos responsáveis pela Aids, mas a doença causava menos pânico na população. Atualmente até as antenas de televisão transmitem, no horário nobre, o micróbio. Especialistas recomendam o uso de máscaras e camisetas de Vênus na hora de assistir televisão.

Os leitões, bacorinhos, barrões, porcos-espinhos, suínos em geral ficaram muito felizes com a compra milionária de respiradores, e sem licitação. As pocilgas estão em festa. Oinc, oinc!

Ditadura Never More, dizem os corifeus do Covidão. Referem-se à qual regime autoritário: a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas de 1937 a 1945; à ditabranda civil-militar de 1964; ou ao Ato Institucional 5 de 1968?

Ditaduras e vírus são mutantes, “nada do que foi será do jeito que já foi um dia”, a nova onda agora é a “ditadura democrática” do Covidão, como uma onda no mar. Tanques de guerra do passado são brinquedos obsoletos. A ditadura democrática é na canetada.

Governadores e prefeitos oposicionistas agem de má fé, deliberadamente, para sabotar as atividades econômicas, prejudicar a população e jogar a culpa no governo federal. Usam o nome da ciência em vão. Mesmo sem ser uma brastemp, o governo do capitão se dá ao luxo de a cada dia hostilizar e preterir aliados, na crença soberba de que ele será reeleito no piloto automático. Oh, ilusão!

Somos cobaias de experimentalismos científicos e aventuras de poder. Usam o nome da ciência em vão. Mais fácil é exercer o autoritarismo e decretar o isolamento radical. Mas, o isolamento também mata. A mídia dos grandes veículos exerce o ministério das verdades absolutas. As estatísticas são manipuladas nos laboratórios dos poderes da mídia e dos diários oficiais.

*Jornalista


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24/08


2020

Ano 2022 já começou

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O tempo voa e o ano 2022 já começou. A ambição pelo poder atropelou o tempo. O capitão já está em campanha para a reeleição. Aliás, sempre esteve em campanha, desde quando tomou posse no cargo.

O ano 2022 começou antes de 2020 ter acabado. Este ano já dura uma eternidade e ninguém sabe quando vai acabar. O Natal e o Réveillon estão suspensos no ar.

A reeleição cavalga a bordo do voucher-600, o 6centão. As oposições decretaram o terceiro turno, o quarto turno. Mais ainda haverá prorrogação e cobrança de pênaltis. Prá cima do pescoço e prá baixo do pescoço, inclusive na região dos países baixos, tudo é canela.

A delicadeza em pessoa, o capitão adora pisar na bola. Mais adora pronunciar palavras do baixo escalão, dos escalões punk, funk e fuck. E lança beijos para os bovinos da sua torcida. Quem é bovino não raciocina, apenas rumina. São as manadas de bovinos furta-cores e os zumbis da seita vermelha corrupta. Ambos são criaturas anencéfalas.   

O voucher600 é passaporte para a reeleição. Na seita corrupta do cordão encarnado e no cordão furta-cores, este é o reinado das bolsas e dos bolsos furados. Os corruptos furam os bolsos de todos os brasileiros e os planos de saúde furam os bolsos da classe média.  

O esquadrão Covidão dos prefeitos e governadores mamadores quer prorrogar o ano 2020 até a eternidade, ou até a última gota de recursos do governo federal. Se o vírus existe, todas as patifarias são permitidas, com respiradores, sem licitação e sem vaselina, do jeito que o diabo gosta.

Dá licença, Seu Vírus! Este ano haverá eleição municipal. Os candidatos bolsonaristas ainda não pontuam nas pesquisas. São apenas uma vírgula. A ideia é esquentar o nome de olho nas futuras eleições estaduais. Existem batalhões de candidatos a suplente de vereador.

Entidade intermediária entre o céu e a terra, os demiurgos que habitam as torres de marfim, eles apresentaram cartão vermelho e impediram o capitão de atuar nos lances do Covidão em que prefeitos e governadores fabricam estatísticas de óbitos para abocanhar os milhões de denários do governo. O time dos 11 demiurgos é onipotente e onipotente reina inconteste nesta República monarquista.

Maia é matador. Mata a medida provisória no peito, beija a pelota, dribla um, dribla dois, dá um banho de cuia. O capitão não vê  nem o azul das medidas provisórias enviadas ao Congresso.

No gramado paralelo os demiurgos e os potentados beijam-se e abraçam-se e confraternizam no objetivo de desmoralizar e destruir a operação LavaJato, que enfrentou a hecatombe de corrupção do Petrolão. O que fazer com os bilhões de denários roubados e recuperados? Devolver aos corruptos? Punir o juiz Sérgio Moro a pretexto de formalismo, mais que um escárnio, é surrealismo.

Petrolão de ontem e Covidão de hoje exibem os tentáculos das tenebrosas transações de todos os matizes ideológicos.

*Jornalista


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17/08


2020

A soberba é má conselheira

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Tempos idos aconteceu a onda vermelha. O Titanic vermelho naufragou, deixou uma tragédia de 12 milhões de desempregados, recessão feroz e degradação em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. Alvíssaras! O capitão havia sido aclamado para fazer a travessia do mar vermelho. Como uma onda no mar, azuis, brancas, multicores, furta-cores, sucedem-se novas ondas a cada temporada.

Todo poder é efêmero, ensina a proverbial sabedoria. E a soberba é má conselheira.

O capitão foi eleito para evitar que a seita vermelha criptocomunista levasse o Brazil a mergulhar nas trevas de um regime tipo a Venezuela ou Cuba, o que já estava a caminho, um perigo real e não apenas imaginário, e para fazer a travessia do mar vermelho. Sempre convém lembrar que o comunismo é um vírus mutante e continua vivo.

Não se vislumbra no messias a essência das virtudes humanas.

A popularidade de hoje é nuvem passageiro por conta dos 600 papagaios. Amanhã a conta vai chegar. A sangria no orçamento da União é imprevisível.

Desde quando aconteceu com o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, e outros mais ou menos votados, sucedem-se as marolas de hostilidades e desagregações nas hostes governistas. Que onda é essa? São as ondas da soberba. Alguns tripulantes das caravelas esquecem, ou fingem esquecer, a sentença proverbial de que todo poder é efêmero.

Bolsonaristas-raiz e bolsonaristas-nutela farão o teste da boca das urnas nas eleições deste ano. Vejamos se irão testar positivo ou testar negativo. Até agora o partido Aliança testou ausente na Justiça Eleitoral. Certamente é inédito na história da República o presidente não ter um partido para chamar de seu. Significa também nota zero em termos de eficiência e articulação política.

Decorridos 1 ano e oito meses de governo, até agora os aliados das bases municipais contam com zero deferência das esferas federais. A nova desculpa é a pandemia.

Os bolsonaristas-raiz beijam as quatro estrelas do vice-presidente general Hamilton Mourão. Os bolsonaristas-nutela tocam os acordes do sanfoneiro da Embratur, Gilson Neto. Os deputados Marco Aurelio e Alberto Feitosa estão na área e se digladiam para conduzir a tocha olímpica do bolsonarismo.

A turma da sanfona declara, alto e bom som, que o comandante em chefe da Embratur não tem tempo para atender os aliados porque está compondo uma partitura para ser ministro do Turismo, quem manda no governo são os caras do Centrão e a caneta do próprio sanfoneiro está sem tinta. E mais, quem continua mandando na  comunicação do governo são as esquerdas, e o capitão sabe disto, priu.

De um lado prefeitos e governadores corruptos do Covidão torturam os cofres públicos através de contratos milionários com e sem licitação. Do lado direito o governo revela-se capaz de empenhar a última joia da coroa em favor do Centrão para tentar a reeleição. Em matéria de barganhas espúrias muda tudo para continuar como antes. Assim não dá para ser feliz.


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10/08


2020

Televisão transmite vírus, cobras e lagartos

José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Sinto-me um felizardo por não dispor de aparelho sanitário de televisão em minha choupana. Verdade, não sinto nenhuma falta, nem falta de ar. Incrível, o sinhozinho apresentador da televisão dos glóbulos vermelhos exibe os 100 mil óbitos da Covid como se fossem troféus da copa do mundo de futebol.

Os raios emitidos pelos aparelhos de TV, especialmente através do canal 13, transmitem micróbios, venenos, toxinas, cobras e lagartos. Aquele “Boa noite” do apresentador Zé do Bonner contém uma carga viral descomunal. Se os brasileiros deixassem de assistir televisão durante uma semana o vírus seria revogado por falta de ibope.   

Foi proclamado em editorial que a tragédia poderia ter sido evitada. Como?! Seja dito. Quando o vírus já circulava, em fevereiro deste ano e desde dezembro 2019, as multidões foram convocadas pelo império global para se esbaldar na gandaia do carnaval.

As surubas do programa big coliforme Br rolaram a torto e a direito no final de fevereiro. Apologia da vagabundagem explícita, o programa dissemina também o vírus da imbecilização coletiva. Essa gente testou negativo para dar lições de moralidade ao Brazil.

Monarca da República dos bandeirantes, o poderoso Dória teria comandado os vírus para causar o maior número de mortes na Pauliceia Desvairada? Recordista em superfaturamentos cariocas, o governador Witzel pode ser acusado pela tragédia no Rio de Janeiro?

Herdeiros desta Capitania hereditária, Paulo Camarada e Geraudo Covid Julho seriam responsáveis pelo grande número de óbitos na Nova Lusitânia e nesta terra dos altos coqueiros?

Zeus nos livre de chamar estes governantes de genocidas, porque seria uma infâmia e uma falsidade intelectual. Isto, mesmo sabendo que por decisão supremacista da justiça os governadores e prefeitos foram incumbidos de implantar as medidas de prevenção e de combate contra a pandemia. Ao menos no capítulo dos contratos milionários sem licitação os grandes goelas, tamanho GG, deitaram e rolaram, e não estão sendo chamados de genocidas.

O parto eleitoral de 2018 livrou o Brazil da ameaça mais terrível, de se tornar uma dinastia vermelha sob o comando da cleptocracia, à moda de Cuba e da Venezuela. Ainda assim as instituições continuam infestadas pelos vírus criptcomunistas, na mídia, nas universidades, nas artes, no judiciário, em todos os cantos onde cantão carcará. A esperança, ou expectativa, é de que o novo governo seja maior que as infestações milicianas da periferia. Ou do contrário, será a ascensão e decadência da república verde-amarela.

Em meio às controvérsias, personagens das guerrilhas municipais em Recife assanham-se para compartilhar o legado político do capitão. O deputado Marco Aurélio é amigo de fé, escudeiro do vice-presidente General Hamilton Mourão e aliado leal, de primeira hora, do capitão.  Marco vem de uma trajetória ascendente na política e possui a marca de ser agregador.

*Jornalista


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Comentários

Fernandes

Quantas vidas seu voto no Bozo vai continuar a matar ?


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