Delta: CPI quebra sigilo de ex-diretor

Foi aprovada, na manhã desta quinta-feira (17) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu, e dos principais auxiliares de Carlinhos Cachoeira: Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, Gleyb Ferreira e Geovani Pereira da Silva. O ex-vereador de Goiânia, Wladimir Garcez (que também auxiliou o contraventor), terá apenas o sigilo telefônico quebrado.
 
Claúdio Abreu é o ex-diretor da Delta Construções para a região Centro-Oeste. A empresa, de acordo com investigações da Polícia Federal, é uma das construtoras com mais contratos com o Governo Federal e repassou dinheiro para empresas fantasmas parceiras do grupo de Cachoeira.
 
Abreu foi preso no final de abril durante a Operação Saint-Michel, da Polícia Civil do Distrito Federal. A operação é um desdobramento da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que resultou na prisão de Cachoeira em fevereiro.
 
O ex-sargento da Aeronáutica, Dadá, também foi preso durante as investigações, suspeito de atuar como informante e auxiliar do bicheiro.
 
Geovani Pereira da Silva é apontado pela PF como tesoureiro da quadrilha de Cachoeira. Wladimir Garcez, ex-vereador pelo PSDB de Goiânia, é mencionado como o principal elo de Cachoeira com influência no governo de Goiás. Gleyb Ferreira, por último, é citado como braço direito do contraventor.
 
Os integrantes da CPI ainda aprovaram requerimento que pede que seja encaminhado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informações consideradas “atípicas” de Carlinhos Cachoeira, Cláudio Abreu, Idalberto Matias de Araújo e José Olímpio Queiroga Neto, outro auxiliar de Cachoeira flagrado em diversas gravações da Polícia Federal.

Publicado em: 17/05/2012