Jaboatão vai conquistar você


06/01


2022

Coluna da quinta-feira

Inexperiência fala mais alto

Por Houldine Nascimento, interino

A Prefeitura de Olinda priorizou a saúde da população ao decidir cancelar o Carnaval de rua pelo segundo ano consecutivo. Sob a justificativa de evitar o avanço de doenças respiratórias, como a Covid-19 e o surto da gripe Influenza H3N2, o prefeito Professor Lupércio (SD) tomou esta medida e foi além: em entrevista coletiva, divulgou R$ 3 milhões em auxílio para os trabalhadores do setor (catadores, ambulantes e artistas em geral).

A iniciativa do gestor olindense deixou o Recife em uma posição de isolamento, sobretudo porque outras capitais que realizam a folia momesca também decidiram não fazer a festa este ano: Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, que manterá o desfile na Sapucaí. Já São Paulo havia programado o anúncio do cancelamento para hoje.

Se antes havia uma pressão para que João Campos (PSB) cancelasse o festejo de rua, tornou-se inevitável após Lupércio dominar a pauta. O pior de tudo é que o prefeito recifense nem pôde convocar uma coletiva para definir a suspensão, uma vez que passa os primeiros dias do ano na paradisíaca ilha de Fernando de Noronha. De toda forma, pegou muito mal um anúncio à imprensa por release e de forma tão atabalhoada, sem alguma medida para socorrer o segmento que trabalha durante a festa.

O episódio também serve de lição para João Campos, que teve a ilusão de que poderia liderar um comitê com as principais cidades do Carnaval ainda em novembro. Naquele momento, não levou em conta Olinda e agora assistiu aos gestores do grupo informal o ignorarem. Mais vividos, os prefeitos Eduardo Paes (Rio), Alexandre Kalil (Belo Horizonte) e Bruno Reis (Salvador) deram de ombros para o gestor recifense, que tinha colocado a segunda quinzena de janeiro como prazo para definição.

Acostumado a ser vanguarda, Recife ficou na lanterninha neste quesito.

Reclamação – Líder da oposição na Câmara do Recife, o vereador Renato Antunes (PSC) reclamou da inércia de João no episódio envolvendo o Carnaval. “Enquanto as principais cidades anunciam o cancelamento do Carnaval, o prefeito do Recife permanece em silêncio. Cadê a responsabilidade com a vida das pessoas?”, disse horas antes de a Prefeitura decidir suspender a festividade.

Viajante – Opositores também vêm questionando diversas viagens do prefeito João Campos nos últimos meses. O socialista tem ocultado de suas redes sociais alguns deslocamentos feitos para São Paulo, cidade onde mora a deputada federal Tabata Amaral (PSB), que é sua namorada, e agora em Noronha. O Blog entrou em contato com a assessoria da Prefeitura do Recife para saber qual é a justificativa para a viagem mais recente de João, mas não obteve resposta. Se foi para tirar algum descanso de fim de ano, não há o que esconder.

Carnaval privado segue – O cancelamento do Carnaval em várias cidades do país se restringiu às ruas. Os eventos privados não estão vetados, pelo menos por ora. De acordo com o secretário estadual de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes, o Governo se posicionará no próximo dia 15. Ele falou sobre as festas privadas. “A gente vai ter que avaliar se realmente poderão acontecer durante o período de Carnaval, onde existe uma quantidade de festas privadas muito grande, se isso também não colocará em risco a vida das pessoas”, declarou em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios.

IPVA abusivo – O auditor fiscal e professor Allan Maux põe em xeque o reajuste promovido pela Secretaria da Fazenda de Pernambuco em cima do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Segundo ele, os valores chegam a quase 45% e ferem a lei. “O que se permite é apenas o reajuste até o limite do índice oficial de inflação que foi de 10,74%. Acima disso, apenas por meio de lei. O Estado não pode se utilizar da tabela Fipe para aumentar a base de cálculo do IPVA ao seu bel-prazer”, afirmou.

Duas medidas – Os deputados federais dos PSB que se enfureceram com o deputado estadual Clodoaldo Magalhães se mantêm em silêncio quanto à expectativa de que o gerente de projetos da Secretaria de Planejamento e Gestão de Pernambuco (Seplag), Pedro Campos, seja o mais votado na disputa por uma vaga na Câmara, cabalando votos nos redutos deles. Quando pediram a expulsão de Clodoaldo, os parlamentares socialistas utilizaram o mesmo argumento, alegando que ele estaria invadindo as bases eleitorais em pré-campanha.

CURTAS

DE ALTA – O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta ontem. Ele estava internado há dois dias em São Paulo devido a uma obstrução no intestino. Segundo o médico Antônio Macedo, um camarão não mastigado foi a causa.

FÉRIAS? – Mesmo no primeiro dia de descanso, o jornalista Magno Martins se manteve atento ao noticiário e fez algumas publicações neste Blog. Quem o conhece sabe o quanto ele é workaholic.

Perguntar não ofende: Qual será o próximo embate de Bolsonaro?


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Joao

Será criar uma idiotice quaquer ou uma fake, coisa que ele sabe fazer como ninguém, e o gado ir as redes sociais para defender. É a tônica do acéfalo e do gado!


Caruaru - Jan 2022


05/01


2022

Coluna da quarta-feira

Geraldo e Neto travam duelo

Com Lula candidato a presidente e principal cabo eleitoral no Estado em aliança nas eleições deste ano, o PSB administra o tempo aparentemente sem conflito interno e sem pressões da Frente Popular na definição do postulante ao Palácio das Princesas. Seus principais líderes acham que podem esperar até o último minuto da prorrogação para apresentar o candidato.

O raciocínio é simplório: a máquina está azeitada e qualquer que seja o nome, mesmo Geraldo Júlio, hoje moribundo pelos estragos que a Polícia Federal fez em sua gestão no Recife, emplaca, porque juntaria o peso da máquina com a influência eleitoral de Lula. “Lula elege até um poste”, disse um socialista, reproduzindo o sentimento reinante na Frente Popular de que Lula pode tudo.

Segundo essa mesma fonte, quem precisa de tempo e pressa para definir seus candidatos é o bloco da oposição, primeiro pelo elevado nível de desconhecimento dos pré-candidatos, sobretudo na Região Metropolitana, maior concentração eleitoral do Estado. Depois, para ter mais espaço a negociações em busca da unidade.

Sendo assim, cai por terra qualquer especulação de que o candidato da base governista será conhecido até fevereiro. O mais provável, segundo a coluna apurou, é que o PSB só decida anunciar o ungido por todas as forças partidárias do Governo após o carnaval, no início de março. Dois fatos merecem relevância. O primeiro é que o nome de Geraldo voltou a ser colocado na discussão. Além do dele, apenas o secretário de Governo, Zé Neto.

O segundo é que partidos da base não morrem de amores por Tadeu Alencar e Danilo Cabral. Dizem que eles não são de gestos, longe do que chamam de políticos orgânicos. Acham que só coçam para dentro, ou seja, trabalham apenas em torno dos seus interesses e das suas circunstâncias. E por isso mesmo, não teriam o entusiasmo de ninguém.

Coalização – O Brasil pode ter um novo sistema de governo dentro de oito anos. Depois de dois impeachments de presidentes (Fernando Collor e Dilma Rousseff), 303 pedidos de destituição também de presidentes encaminhados ao comando da Câmara dos Deputados, após a promulgação da Constituição de 1988, além de sucessivas crises políticas nas quais o chefe do Poder Executivo esteve no olho do furacão, há quem defenda que o chamado presidencialismo de coalizão chegou à exaustão. A proposta de adoção do semipresidencialismo, por isso mesmo, deve voltar à discussão no Parlamento em 2022.

Olho na Alepe – Ex-secretário nacional de Desenvolvimento Regional e Urbano, o advogado pernambucano Tiago Pontes fechou o apoio de uma penca de prefeitos, ex-prefeitos e lideranças de peso nas mais diversas regiões do Estado para garantir uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Republicanos. Enquanto esteve no cargo, prestigiado pelo ministro Rogério Marinho, Tiago transferiu mais de R$ 30 milhões em recursos federais para vários municípios do Estado, independentemente de ter apoiou ou não para o seu projeto de continuar na vida pública como parlamentar.

Olinda na frente – A Prefeitura de Olinda investirá R$ 32 milhões para a ampliação e melhorias da infraestrutura física e pedagógica das unidades municipais de ensino. Desde 2017, Olinda tem registrado avanços notáveis nos seus índices educacionais, contando também com a valorização e empenho dos professores e estudantes. Em 2019, por exemplo, foi registrado o maior crescimento da história nos anos finais do Ensino Fundamental no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O indicador, criado pelo Governo Federal, mede a qualidade do ensino nas escolas públicas.

Poucas promessas – Ampliar o ensino integral, retomar as obras paradas, reduzir os gastos públicos, construir moradias. Em um ano de mandato, os prefeitos das 26 capitais cumpriram 15% das promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2020. Levantamento feito pelo g1, portal do sistema Globo, mostra que 166 dos 1.091 compromissos assumidos pelos então candidatos, eleitos para um mandato de quatro anos, foram integralmente cumpridos. A relação completa por capital está na página especial "As promessas dos políticos" no site do G-1.

Sem pastel e churrasco – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, ontem, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) terá de conviver com restrições alimentares pelo “resto da vida”. O chefe do Executivo está internado desde segunda-feira no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar um quadro de obstrução intestinal, consequência do atentado a faca que sofreu em 2018. Segundo o parlamentar, a facada sofrida pelo presidente deixou consequências “físicas e psicológicas”. Entre elas, restrições alimentares permanentes. “Ele não pode se dar ao luxo de fazer muitas coisas que gostaria”, disse o senador, acrescentando que o presidente gosta de comer “pastel, pizza e churrasco”.

CURTAS

LATAM NA ILHA – A Secretaria estadual de Turismo confirmou, ontem, que a empresa aérea Latam foi autorizada a realizar voos para Fernando de Noronha. Até então, apenas a Gol e a Azul podiam realizar viagens aéreas para a ilha. O G1, portal da Globo, entrou em contato com a Latam para obter detalhes sobre a nova rota, mas a companhia apenas confirmou que recebeu a autorização e disse que, em breve, "anunciará as informações sobre o seu voo para o destino".

FÉRIAS – A partir de amanhã e pelos próximos 15 dias, esta coluna será assinada pelo jornalista Houldine Nascimento, repórter deste blog, já ocupante deste espaço aos sábados. A edição do blog fica sob a responsabilidade da jornalista Ítala Alves. Para mim, pernas para o ar. Ninguém é de ferro. Ao longo deste período, fico apenas ancorando o programa Frente a Frente, que será gravado todos os dias.

Perguntar não ofende: A novela mexicana da escolha do candidato do PSB a governador só acaba após o Carnaval?


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Cabo - Pavimentação e Drenagem


04/01


2022

Coluna da terça-feira

A vida ou o poder?

Independente de nova cirurgia, a reinternação do presidente Bolsonaro, ontem, por fortes dores abdominais, permite uma conclusão do óbvio ululante: pelo resto da vida, principalmente em função da dura rotina estressada que leva, incluindo uma alimentação que foge ao padrão recomendável, o chefe da Nação terá prisões de ventre periódicas.

Sem conseguir defecar diante de crises fortes e incessantes, o recurso médico usado é a lavagem, procedimento doloroso, que não pode se repetir por muito tempo. Cientificamente, é a hidrocolonterapia, um tipo de lavagem intestinal em que se insere água morna filtrada e purificada através do ânus, permitindo eliminar as fezes acumuladas e as toxinas do intestino, que é muitas vezes usado para combater a prisão de ventre.

Crise semelhante ocorreu com o paciente Bolsonaro em julho do ano passado. Quanto mais vida sedentária e alimentação de péssima qualidade, mais risco de o intestino não funcionar. E por que a equipe médica sempre admite uma nova cirurgia? Segundo um médico ouvido pela coluna, lavagens constantes levam a risco de infecção, porque pode facilitar a entrada de bactérias através do material utilizado e porque pode remover as bactérias boas do intestino, podendo causar um desequilíbrio da flora intestinal.

Diante disso, a pergunta elementar: o estado de saúde do presidente permitirá que seja candidato à reeleição? Em campanha, o candidato tem que estar com a saúde em dia, principalmente em se tratando de uma corrida presidencial, na qual exige um esforço descomunal, com viagens seguidas de avião, deslocamentos em carros, tempo em pé nos comícios, caminhadas e carreatas, além do porta a porta.

Bolsonaro vai ter que escolher entre a vida e o poder.

Ainda a cirurgia – O médico-cirurgião Antônio Luiz Macedo decidirá, hoje, se o tratamento do presidente Bolsonaro incluirá uma nova cirurgia, após realizar um exame clínico criterioso. Macedo, que estava em férias no exterior, deve chegar ao hospital Vila Nova Star, em São Paulo, no início da tarde. “A decisão se (Bolsonaro) vai ser operado ou não depende de um exame clínico criterioso por parte do cirurgião. Não é uma tomografia que vai dizer se vai ser operado, hemograma, PCR, nada disso. É o exame clínico adequado por parte do cirurgião”, afirmou o médico.

Sequela sem fim – A primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para lamentar a internação do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação no Instagram, agradeceu o apoio de seguidores e disse que o atentado a faca sofrido pelo então candidato à Presidência em 2018 deixou “sequela que levaremos pelo resto de nossas vidas”. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), filho do chefe do Planalto, também se manifestou sobre o estado de saúde do pai. Segundo o parlamentar, Bolsonaro foi vítima de uma campanha de ódio nas redes sociais na manhã desta segunda, após começarem a circular as notícias sobre sua internação. Ele também se referiu a Adélio Bispo, autor do atentado a faca, como “militante do PSOL”.

Olho gordo – O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) publicou uma foto do pai nas redes sociais e criticou aqueles que acreditam que o atentado sofrido durante a campanha foi falso. “É inacreditável como a esquerda, após ter um de seus membros feito a facada, ainda tenta empurrar a narrativa de que ela foi falsa. A isto jamais será dito que é discurso de ódio ou antidemocrático”, escreveu. Outros apoiadores do presidente desejaram melhoras ao mandatário nas redes sociais. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse estar "orando" por Bolsonaro. Já a deputada bolsonarista Janaína Paschoal (PSL-SP) atribuiu o estado de saúde do chefe do Executivo a "olho gordo". "Colocaram tanto olho gordo na viagem do Presidente, que o pobre até adoeceu!", disse ela.

Mourão na área – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, chegou, ontem, em Brasília, após um período de férias na Bahia. A volta de Mourão à capital federal acontece depois de o presidente Jair Bolsonaro ser internado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, com um quadro de obstrução intestinal. Segundo a assessoria do vice-presidente, porém, a volta dele já estava programada e não tem relação com a internação de Bolsonaro. Ainda de acordo com a assessoria de Mourão, o vice-presidente não vai despachar nos próximos dias: ele só retorna ao trabalho, a princípio, na semana que vem. A agenda oficial não registra compromissos para esta segunda.

Cautela e indignação – Em entrevista ao Estadão, o professor Antônio Lavareda disse que o pleito de 2022 terá características diferentes do de 2018. Segundo ele, o eleitor está menos influenciado pelo sentimento de indignação que marcou a eleição passada e mais cauteloso e preocupado com a experiência dos candidatos, até em razão dos problemas de gestão observados durante a pandemia. “Em 2022, a cautela deve substituir a indignação”, diz. Em sua avaliação, após as eleições, o Brasil deve seguir o exemplo recente do Chile e abrir espaço ao diálogo, para poder enfrentar os grandes desafios que tem pela frente.

CURTAS

PRECAUÇÃO – Segundo fontes do hospital, os médicos estão tentando evitar ao máximo uma nova cirurgia porque o abdome de Bolsonaro já sofreu importantes intervenções anteriormente. O presidente ficou com herniações que limitam a mobilidade do intestino. Elas precisam, de fato, ser avaliadas por Macedo, que o operou anteriormente.

DESCONFORTO – Pelas redes sociais, Bolsonaro relatou que sentiu um desconforto abdominal, no sábado passado, em São Francisco do Sul (SC), onde passava férias desde o dia 27. A previsão era voltar a Brasília, mas a opção foi deixar o litoral catarinense de helicóptero em direção a Joinville ainda de madrugada. De lá, embarcou para São Paulo e, após passar por exames, foi diagnosticada nova obstrução intestinal.

Perguntar não ofende: Não disputando a reeleição, quem Bolsonaro apoiaria? 


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Graça

Isso mesmo. Estamos com um salário vergonhoso. Somos uma categoria de nível superior. Senhor governador, honre esses profissionais que estão fazendo o seu melhor para que os resultados da educação de Pernambuco se elevem cada mais.

Joao

Agora é o bonzinho, os ZEROS e os lambe-botas agora vivem pedindo oração. Todos querendo tirar proveito político do momento. Mas quando baianos perdiam suas casas e vidas com as enchentes, ele ser divertia no Beto Carrero. Quanta hipocrisia desse gado, bando de DOENTES. Saúde ao presidente!


Petrolina Dezembro 2021


03/01


2022

Coluna da segunda-feira

O candidato de Bolsonaro

A relação de confiança que o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, construiu com o presidente Bolsonaro vai além do Governo, está no campo pessoal. Os que o conhecem estão carecas de saber. Nos últimos meses, ele tem ocupado as redes sociais e o noticiário com mais intensidade para propagandear o Governo.

Ontem, segundo dia do ano, logo pela manhã, divulgou um vídeo de quatro minutos destacando as ações do Governo Bolsonaro em Pernambuco. “Muito do que chegou a Pernambuco foi fruto do meu empenho em outros órgãos federais”, disse. Objeto apenas da sua pasta, Machado destacou a revalidação do frevo e da ciranda e a inclusão do forró como patrimônio cultural da humanidade.

Incluiu Recife entre as cidades criativas da Unesco e destino turístico inteligente. Citou Fernando Noronha. Disse que instalou 15 antenas de internet na ilha e chegou até Caruaru, informando que vem dando apoio para um plus na sua tradicional feira. O ministro foi além das ações que dependem exclusivamente do poder da sua caneta.

No mapa de realizações que pinçou e apresentou, a decisão politica e econômica quanto à preservação de 150 mil postos de trabalho no polo de confecções do Agreste, ameaçado pelo acordo que zerava a taxa de importação de produtos estrangeiros da indústria têxtil no País. “Com isso, garantimos a movimentação de R$ 130 bilhões no polo de confecções de Pernambuco”, afirmou.

Gilson Machado disse, ainda, que o Estado ganhou 46 mil novas moradias populares e o Ramal do Agreste, parte do importante projeto de Transposição do São Francisco, que levará água a mais de dois milhões de pernambucanos em 68 municípios. Por fim, Machado declarou que o Governo Federal já injetou em Pernambuco R$ 23 bilhões em programas sociais. “É um Governo realizador, que tem a marca de um presidente preocupado com o País, especialmente Pernambuco”, disse.

Política é feita de gestos. É possível fazer dessa postura do ministro a leitura de que será ele, provavelmente, o candidato a governador das forças bolsonaristas no Estado, abrindo o palanque para o presidente buscar votos com vistas à sua reeleição. É o único aliado de Bolsonaro que faz muito pelo Estado e defende com unhas e dentes o seu chefe e amigo.

Três candidaturas – O ano começa, portanto, com a sinalização mais clara de que as forças governistas em Pernambuco, no vácuo da indefinição do PSB, já têm candidato com nome e sobrenome ao Governo do Estado: Gilson Machado Neto, que bate ponto e despacha na Esplanada dos Ministérios. Além dele, as oposições constroem mais dois palanques para tentar levar a eleição para o segundo turno com o PSB: Miguel Coelho, do União Brasil, e Raquel Lyra, pelo PSDB, numa aliança, hoje, apenas com o Cidadania, ex-PPS, do pós-comunista Roberto Freire.

Faltam gestos – Prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, mesmo controlando, hoje, o Partido Liberal (PL), janela aberta para Bolsonaro, terá que dar uma demonstração mais efetiva e de público que assumirá todas as bandeiras do Governo Bolsonaro, caso queira de fato disputar o Palácio das Princesas pelo PL. Até o momento, não sinaliza nessa direção, até porque não largou ainda a companhia da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), anti-bolsonarista.

Má-companhia – Bolsonaristas do movimento da direita em Santa Cruz do Capibaribe, único município do Estado que deu vitória a Bolsonaro em 2018, torcem e trabalham fortemente para que o candidato a governador seja Gilson Machado. Desconfiam da lealdade de Anderson Ferreira. “Essa desconfiança não é invencionice. Veja quem ele apoiou no Recife no segundo turno em 2020. Foi Marília Arraes, que é do PT. E agora não quer largar Raquel”, desabafa o empresário Robson Ferreira, bolsonarista convicto, líder da direita no polo de confecções, responsável pela organização da motociata de Bolsonaro na região, a maior do País.

Viagens reduzidas – Depois de quase dois anos de pandemia no Brasil e menos chances de viajar ao exterior, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve manter a agenda moderada de trajetos para fora do País em 2022. As eleições e o risco do coronavírus e suas variantes vão impor limites a suas visitas bilaterais e participações em eventos internacionais. Bolsonaro anunciou que visitará a Rússia, a convite de Vladimir Putin, em 2022. Deve ocorrer entre fevereiro e março. O presidente afirma que o “momento é mais do que propício” para o Brasil se “conectar ao mundo”. Afirmou que levará “vários ministros” em sua comitiva.

No divã – O PSB e sua novela mexicana, que nunca tem fim. Entre 10 socialistas consultados, oito ainda incluem o ex-prefeito Geraldo Júlio no páreo para a sucessão de Paulo Câmara. Mas o desenlace está longe de ocorrer. Uma fonte palaciana ouvida pela coluna avalia que o candidato do partido ao Governo do Estado não sai nem tão cedo, provavelmente só após as cinzas do período momesco. O PSB está, literalmente, no divã.

CURTAS

Epidemia 1 – O ano de 2022 começou com a preocupação envolvendo a epidemia de gripe. No Recife, a Prefeitura anunciou o reforço de serviço em 13 unidades da rede municipal e no atendimento remoto. Serão contratados novos 126 profissionais de saúde já aprovados em seleções para cuidar de pacientes com problemas respiratórios, além de outros trabalhadores.

Epidemia 2 – O anúncio da Prefeitura foi feito dois dias depois de o secretário estadual de Saúde de Pernambuco, André Longo, afirmar que o Estado vive uma epidemia de H3N2 dentro da pandemia de Covid-19. No Estado, foram registradas 11 mortes provocadas pela influenza. Por causa dos casos em alta da doença, o Governo autorizou a abertura de 193 novos leitos.

Perguntar não ofende: E Geraldo Júlio, está dentro ou fora?


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Joao

Lambe-botas serão esquecidos e jogados no LIXO da história política desse país. Ineptos, toscos e defensores de aberrações de um acéfalo, não merecerão nem lembranças, mas simplesmente o ESQUECIMENTO!




31/12


2021

Coluna da sexta-feira

O que esperar em 2022?

Por Houldine Nascimento, repórter do Blog

Chegamos ao último dia de 2021, um ano difícil para os brasileiros devido à pandemia. Muitas perdas causadas pela Covid-19 e um cenário social difícil, com 19 milhões de pessoas passando fome no país, taxa de desemprego elevada (12,1%) e o fantasma da inflação voltando a assustar.

Quando tratamos do jogo político, a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) segue a todo vapor, conforme apontam diversos institutos de pesquisa. Estamos a pouco mais de nove meses das eleições e a terceira via não decolou, mesmo com a entrada do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) na corrida – até agora, ele não passou de um dígito.

Vários nomes apresentaram pré-candidaturas numa alternativa aos dois principais postulantes, mas a fragmentação se mantém, refletindo em baixíssimas intenções de voto. Pela radicalização do debate eleitoral, a promessa é de assistirmos à campanha mais violenta da história nacional.

Em Pernambuco, há indefinições tanto na situação quanto na oposição. O PSB, que governa o Estado há 15 anos, deve decidir quem vai disputar a sucessão de Paulo Câmara no próximo mês. Ao menos quatro nomes estão no páreo: os deputados Danilo Cabral e Tadeu Alencar e os secretários estaduais Geraldo Julio (Desenvolvimento Econômico) e José Neto (Casa Civil).

Geraldo e Neto estiveram ontem na Missa de Ação de Graças na Matriz de Casa Forte. A disposição dos personagens na igreja chama atenção: José Neto ficou ao lado do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e próximo de Paulo Câmara. Geraldo se sentou com a família Campos. O chefe da Casa Civil é apontado como o favorito do governador para sucedê-lo, enquanto o ex-prefeito do Recife tem o endosso do atual gestor, João Campos.

Na oposição, dois grupos fazem movimentações paralelas: um é capitaneado pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), que foi o primeiro a se colocar como pré-candidato a governador. O outro reúne os prefeitos de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), e de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), e não definiu uma data para anunciar qual dos dois vai concorrer ao Governo.

Curiosamente, Miguel voltou a conversar com Raquel e Anderson nas últimas semanas. Ainda existem outros nomes difusos no campo oposicionista, tendo o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, como o mais representativo. Há a possibilidade de que ele seja o candidato de Bolsonaro na corrida ao Palácio do Campo das Princesas ou ao Senado.

Na eleição de 2018, a disputa nacional influenciou a estadual. A ver se os problemas de Pernambuco serão discutidos desta vez ou se haverá novamente uma nacionalização, colocando o que mais importa em segundo plano.

No mais, encerramos a última coluna do ano agradecendo aos leitores pela confiança e desejando um 2022 de muita paz e sucesso!

Afago em Geraldo – Na missa, houve espaço para o prefeito João Campos exaltar pelo segundo dia consecutivo seu antecessor: “Eu quero publicamente, Geraldo, agradecer tudo o que você já fez por mim, pela nossa amizade e dizer que nós vamos estar sempre juntos. A gente tem uma oportunidade hoje de governar a cidade do Recife e saber que é muito mais fácil quando a gente recebe uma casa organizada”, discursou.

Pronunciamento e ironia – O presidente Bolsonaro vai fazer o último pronunciamento do ano logo mais, às 20h30, em cadeia nacional de rádio e televisão. Em uma transmissão ao vivo promovida ontem, ele foi irônico ao sugerir que a esquerda faça um “megapanelaço”. O chefe do Executivo repetiu que os protestos contra seu governo ocorrem porque o país está “há três anos sem corrupção”, ignorando suspeitas sobre ilicitudes na compra de vacinas e contrabando de madeira liderado pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Ajuda argentina – O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse que o Estado vai aceitar diretamente qualquer tipo de ajuda internacional para enfrentar os danos causados pelas enchentes que atingiram o sul baiano. A declaração surge em resposta a uma recusa do Governo Federal a um auxílio ofertado pela Argentina. Bolsonaro publicou no Twitter que a ajuda humanitária oferecida pelos argentinos não era “necessária” no momento e que pode ser “acionada oportunamente”.

Prepare o bolso – O Governo de Pernambuco anunciou o calendário de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2022. De acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda, não haverá mudança de alíquotas cobradas pelo Governo. Fevereiro é o mês em que começam os pagamentos. Quem optar por pagar o IPVA em cota única terá um desconto de 7%, mesmo percentual concedido este ano.

Debandada – A prefeita de Ipojuca, Célia Sales (PTB), sofreu duas baixas na fragilizada base que mantém na Câmara Municipal. Os vereadores Irmão Genival e Washington Antônio (ambos do PTB) deixaram oficialmente de apoiá-la e passaram a compor a oposição, hoje formada por nove dos 13 legisladores ipojucanos. Eles alegam insatisfação com o tratamento recebido pela gestão. Isso pode comprometer o projeto de reeleição do deputado estadual Romero Sales Filho, que é um dos filhos da prefeita.

CURTAS

Rateio – O prefeito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), divulgou o pagamento do rateio dos 70% do Fundeb para os professores da rede municipal. O valor total é de R$ 1,5 milhão e já foi depositado na conta dos educadores.

Estado de greve – Os policiais civis de Pernambuco estão desde a meia-noite da última quarta (29) em estado de greve. Os profissionais alegam que não houve proposta concreta de reajuste salarial. Eles também iniciam protestos hoje.

Perguntar não ofende: Quem anuncia primeiro o candidato ao Governo: a Frente Popular ou o Levanta Pernambuco?


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arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Quem tem um palhaço como Presidente, um governo do Estado que no Sertão anda como Caranguejos e em Especial em Salgueiro onde o Prefeito faz uma administração totalmente familiar e passou o ano sem fazer uma obra de destaque, trabalhou só com Fakes, tem que rezar muito para que 2022 seja bom.


Arcoverde janeiro 2022


30/12


2021

Coluna da quinta-feira

Insensibilidade na dor

Por Houldine Nascimento, repórter do Blog

Além dos danos materiais gigantescos, as chuvas que atingiram o sul da Bahia causaram a morte de pelo menos 24 pessoas e deixaram outras 434 feridas. Os dados foram atualizados, ontem, pela Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec).

Ainda de acordo com o boletim, 37.324 estão desabrigadas e os desalojados – aqueles que precisaram deixar suas casas, mas que estão nas residências de parentes ­– chegaram a 53.934. Ao todo, 629.398 pessoas foram atingidas. São 141 municípios baianos afetados pelas enchentes e 132 deles estão em situação de emergência. Uma tragédia sem precedentes no estado nordestino.

Até o momento, o Governo Federal anunciou uma medida provisória de R$ 200 milhões para a reconstrução de rodovias. A expectativa era de que os valores fossem destinados apenas para a Bahia, mas a verba foi distribuída para cinco estados. Para o sofrimento baiano, sobraram R$ 80 milhões.

Os recursos foram considerados insuficientes pelo governador Rui Costa (PT), por deputados federais da Bahia e pelo próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que é aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL). A bancada baiana na Casa, por sua vez, defende a criação de um fundo emergencial de R$ 2 bilhões.

Para além da catástrofe, chama atenção o comportamento do presidente Bolsonaro, que mantém suas férias no litoral de Santa Catarina. Nas redes sociais, o chefe do Executivo tem publicado vídeos de puro lazer. Em um deles, vários banhistas o cercam durante um passeio de moto aquática com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a filha mais nova, Laura.

Essa atitude do presidente tem gerado críticas nas redes. Um levantamento da AP Exata e ModalMais aponta que as menções negativas a Bolsonaro chegaram a 72% no Twitter. Mais do que as férias – que o chefe do Executivo tem direito –, incomoda a demonstração de indiferença à tragédia baiana durante o período de descanso.

Ministros vistoriam – O presidente Bolsonaro não foi à Bahia desta vez, mas enviou quatro ministros e um secretário para prestar ajuda. Na comitiva, os ministros Rogerio Marinho (Desenvolvimento Regional), João Roma (Cidadania), Marcelo Queiroga (Saúde) e Damares Alves (Família, Mulher e Direitos Humanos), além do secretário-executivo de Infraestrutura, Marcelo Sampaio. Nas redes, os ministros Gilson Machado Neto (Turismo) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-geral) publicaram um vídeo que mostra Marinho dirigindo e levando o resto do grupo a uma das cidades afetadas. A postagem também trouxe uma mensagem crítica à “grande mídia”.

Julgamento – Líder da bancada baiana na Câmara, o deputado federal Marcelo Nilo (PSB) repudiou a ausência de Bolsonaro no Estado. “Vi o cidadão magoado com a atitude do presidente da República. Mandar ministro? Quem pode falar com Deus não vai falar com santo”, declarou. “Ele será julgado, e não só pelo povo da Bahia. Será julgado pelo brasileiro porque, enquanto nós estamos sofrendo, o presidente está andando de jet ski. No mínimo, ele deveria se solidarizar”, continuou em entrevista ao UOL.

Caiu nas graças – Segundo o Radar Febraban (Federação Brasileira de Bancos), 85% das pessoas aprovam o Pix, mostrando que a forma de pagamento instantâneo caiu nas graças dos brasileiros. A taxa representa um crescimento de nove pontos percentuais quando comparado ao levantamento de dezembro do ano passado. O Pix começou a funcionar integralmente em 16 de novembro de 2020. Ainda de acordo com a Febraban, 71% utilizam ou já utilizaram o Pix no Brasil. Ao todo, 3 mil pessoas foram entrevistadas entre os dias 19 e 27 de novembro deste ano, com margem de erro de 1,8. A Febraban encomendou a pesquisa ao Ipespe, instituição com 35 anos de atuação em estudos de mercado e de opinião.

“Bom para PE” – O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, defende o nome do deputado federal Danilo Cabral para suceder o governador Paulo Câmara (ambos do PSB). “Danilo é um parlamentar atuante, como a gente acompanha na questão do Sistema Único de Assistência Social, na Educação. É um nome qualificado como líder do nosso partido, o PSB, na Câmara Federal, bem entrosado com todos. Acredito que é um bom nome para vencermos as eleições e será muito bom para Pernambuco”, disse em entrevista ao âncora Magno Martins no programa Frente a Frente, ontem.

Incógnita – Danilo, no entanto, nega que possa ser candidato ao Governo do Estado. Em resposta ao Blog, disse que vai disputar a reeleição na Câmara. “Em nenhum momento me coloquei como candidato a governador. Sou candidato a deputado federal, mandato que muito me honra e que foi concedido por três vezes pela generosidade do povo de Pernambuco. Tenho procurado, na Câmara dos Deputados, retribuir com muitas lutas e trabalho a confiança dos pernambucanos”, afirmou.

CURTAS

Boa iniciativa – Virou lei (nº 17.565/2021) uma proposição do deputado estadual João Paulo Costa (Avante) que assegura atendimento exclusivo para pessoas com deficiência renovarem laudos médicos que comprovem essa condição, facilitando o processo.

Balanço – A deputada estadual Alessandra Vieira (PSDB) fez um balanço de sua atuação em 2021, destacando a promulgação de 12 leis de sua autoria e a destinação de R$ 1,2 milhão em emendas para cidades do Agreste, onde está sua base eleitoral.

Perguntar não ofende: Por que Paulo Câmara levou tanto tempo para demitir o perito Diego Leonel, acusado por Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz, de sabotar o caso?


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Serra Talhada 2021


29/12


2021

Coluna da quarta-feira

Silvio Costa renasceu

Pai de quatro filhos e avô de seis netos, o ex-deputado federal Silvio Costa deu um susto nos seus familiares e amigos. Sofreu um princípio de infarto na madrugada do domingo e não fosse a competência e a presteza da equipe que o atendeu teria feito a última viagem. Falando no Frente a Frente de ontem sobre o quadro clínico do seu pai, o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos) revelou que o pai não perdeu a vida por um milagre.

“Os médicos contaram que meu pai escapou por um triz”, disse Silvinho, como é mais conhecido, para acrescentar: “Foi Deus que salvou”. Conheço Silvio pai desde os anos 80. Foi meu professor de Química no colégio Alpha, que funcionava na Conde da Boa Vista, hoje Shopping Boa Vista. É um ansioso contumaz, inquieto por natureza, explosivo incontrolável.

Além disso, fuma feito uma caipora. Na semana passada, almocei com ele no Leite. Em duas horas de um papo maravilhoso – é muito inteligente, preparado e sagaz – Silvio abandonou a mesa para fumar por mais de dez vezes, fora do restaurante, logicamente. Por mais que reclamasse, não dava o braço a torcer.

Silvio colocou dois stents, já tinha um e está com peso muito acima. Com a pandemia, segundo ele próprio confessou, deixou de andar na Jaqueira, de fazer atividades físicas. O resultado não poderia ser diferente: mais gordo, mais ansioso, mais irrequieto. Conversar com Silvio requer paciência, atenção e raciocínio rápido. É uma metralhadora em ideias, projetos e estratégias políticas.

Que o susto possa fazê-lo a rever conceitos e seu modo de vida. Além de jovem e talentoso, Silvio tem elevado espírito público, discernimento e sabedoria. Como parlamentar, conseguiu virar um quadro nacional, chegando a líder do Governo de Dilma, a quem, vale a ressalva, foi fiel e leal até o fim quando a ex-presidente sofreu um impeachment. Nos dias de hoje, algo muito raro. Brasília virou, há muito, um deserto de homens públicos que exercitam lealdade.

A resposta de Moro – Pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, Sergio Moro disse, ontem, que nunca se envolveu com corrupção e que trabalhou “honestamente no setor privado para sustentar sua família”.  “Trabalhei 23 anos na carreira pública. Lutei contra a corrupção neste País como ninguém jamais havia feito. Deixei o serviço público e trabalhei honestamente no setor privado para sustentar minha família. Nunca paguei ou recebi propina, fiz rachadinha ou comprei mansões”, escreveu no Twitter. Deu a declaração depois de o TCU (Tribunal de Contas da União) determinar ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à Alvarez & Marsal —administradora judicial da Odebrecht— que forneçam documentos sobre o rompimento do vínculo entre Moro e a empresa de consultoria.

Desconfiança – Na conversa que teve, ontem, com jornalistas, na confraternização de fim de ano, o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), foi muito claro, como tem sido até agora. “Se há um prefeito decidido a entregar o cargo em abril para entrar numa disputa majoritária sou eu”, disse, dando a entender que desconfia se verdadeiramente Raquel Lyra e Miguel Coelho, prefeita de Caruaru e prefeito de Petrolina, respectivamente, renunciarão a dois anos de mandato para entrar no páreo.

Doria polemiza – O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, João Doria (PSDB), afirmou que o plano do Estado é iniciar a vacinação da faixa etária de 5 a 11 anos o mais rápido possível, mesmo sem aprovação do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, Doria trava batalhas com o governo de Jair Bolsonaro (PL) devido a vacinação. O tucano é a favor da imunização de todos os brasileiros, enquanto Bolsonaro chefia uma campanha antivacina, desincentivando a aplicação de doses.

Críticas por férias – Criticado por estar de férias em São Francisco do Sul (SC) enquanto milhares seguem desabrigados na Bahia em razão de enchentes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que espera não precisar voltar para Brasília antes de 3 de janeiro, data prevista para seu retorno oficial ao trabalho. “Espero que eu não tenha que retornar antes”, afirmou o presidente em vídeo divulgado pelo portal santa-catarinense ND Mais, enquanto conversava com algumas pessoas na praia. Bolsonaro foi passear de moto aquática, ontem, com a filha Laura, de 11 anos, que também o acompanha na viagem.

Tadeu faz de conta – Em entrevista à Rádio Clube, ontem, o deputado Tadeu Alencar fez de conta que não está ansioso com o noticiário envolvendo o seu nome como alternativa à sucessão de Paulo Câmara. “Estou focado na minha eleição de deputado federal”, afirmou. Para ele, o processo de esgotamento da polêmica em torno de Geraldo Júlio pode levar o partido a ter que decidir pela candidatura de outra pessoa. “Se essa realidade se materializasse, o partido precisaria definir o mais rápido possível um candidato para trabalhar um nome, porque, não sendo Geraldo, um novo nome teria que ser indicado”, disse. Ele defende a indicação de um nome que auxilie o partido na construção de uma ampla frente democrática capaz de levar a eleição no Estado e ajude, nacionalmente, a derrotar Bolsonaro.

CURTAS

FIM DA MARATONA – Os pais da garota Beatriz Angélica Mota, assassinada com 42 facadas, em uma escola particular de Petrolina no Sertão de Pernambuco, em 2015, encerraram, ontem, uma caminhada de mais de 700 quilômetros para pedir justiça. Eles chegaram ao Recife para realizar uma séria de cobranças ao governo. "Não toleramos mais impunidade", afirmou a mãe de Beatriz, Lúcia Mota.

GRANDE MISTÉRIO – Beatriz Angélica tinha 7 anos de idade quando foi morta, em 10 de dezembro de 2015. Desde então, a polícia fez várias investigações, mas não chegou a uma conclusão que permitisse a prisão de um suspeito. A caminhada começou no dia 5 de dezembro, em Petrolina, distante 712 quilômetros do Recife. Lúcia e o pai da menina, Sandro Romilton, cruzaram todo o Estado para pedir providências ao governador Paulo Câmara (PSB).

Perguntar não ofende: Quantos ministros vão deixar o Governo em abril para disputar as eleições?


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SESC - Férias de Janeiro


28/12


2021

Coluna da terça-feira

Explicações sobre o Senado

Na live que participei, ontem, com o empreendedor Paulo Sérgio, pelo Instagram, fui provocado, mais uma vez, a falar sobre uma possível candidatura minha ao Senado. O que disse a ele, repito neste espaço: uma postulação ao Senado só seria possível na condição em que estivesse numa chapa de oposição aos dois níveis de poder – federal e estadual.

Também de oposição ao PT, a Lula, principalmente. Ao longo do processo de redemocratização do País, empunhei as bandeiras do brizolismo, mas Brizola, que primou pela educação, o que me seduz na vida pública, nunca chegou ao segundo turno. Isso nos levou a votar em Lula e assim o fiz, em todas as quatro vezes que disputou.

Mas a partir da sua reeleição, não votei mais. Lula foi a maior decepção da minha vida. Passou, para todos que apostavam numa mudança radical de conceito, calcada no não roubar destacado por Ulysses Guimarães em discurso na proclamação da Constituinte, um atestado de descompromisso com a ética e a moralidade ao se lambuzar com os gatunos. Fez um governo recheado de escândalos, do mensalão a Lava Jato.

Uma candidatura minha a senador vai muito mais além. Passa pelo combate ao desgoverno instalado em Pernambuco. Nunca um Estado revolucionário e exportador de políticos nacionais para o Congresso perdeu tanta importância em Brasília. O PSB, a partir dos sonhos e das ilusões vendidas por Eduardo Campos, virou, incrivelmente, a República dos Campos.

Para o Recife, o PSB impôs João Campos. Para a Câmara dos Deputados, a bola da vez da República Independente dos Campos será um garoto chamado Pedro Campos, também filho de Eduardo e Renata Campos. Viúva, Renata é a governadora de saia, Paulo Câmara o pau mandado. Ao garoto, nomeado para um cargo importante na Secretaria de Planejamento, foi entregue, com a conivência do governador, a destinação de R$ 5 bilhões das obras anunciadas em caravanas pelo Interior.

Os R$ 5 bilhões que farão dele o federal mais votado no Estado. É este o Estado que os pernambucanos querem?

Cenário de japonês – Ainda sobre o Senado, entendo que é uma eleição em aberto. Candidato natural a senador é o governador em fim de mandato. No caso de Pernambuco, Paulo Câmara não será. Outro natural seria o senador que está encerrando o seu mandato, no caso Fernando Bezerra, que também não postula ser reeleito. Traduzindo: não há candidato natural a senador, uma eleição de japoneses, todos iguais. Tenho recebido pesquisas de vários municípios. Em Surubim, por exemplo, sou o líder, mesmo sem nunca ter afirmado que sou candidato. Em Casinhas, o segundo e em Orobó e Carnaíba também o segundo, empatado com o primeiro por uma diferença de apenas um ponto.

Reação ao panelaço – O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, ontem, durante conversa com jornalistas em Florianópolis que gravou um novo pronunciamento que será transmitido no feriado de Ano-Novo. Em tom de brincadeira, o chefe do Executivo fez uma piada com a esquerda brasileira. “Gravei hoje para o fim de ano uma mensagem. Então já convoco o pessoal da esquerda a fazer um super panelaço para comemorar três anos sem corrupção”, disse a jornalistas, em Santa Catarina. A fala do presidente faz referência ao panelaço realizado pela oposição durante o pronunciamento de Natal feito por ele e pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Beleza é fundamental – A deputada estadual por São Paulo Janaina Paschoal (PSL) escreveu em seu perfil no Twitter que achava natural a primeira-dama Michelle Bolsonaro ter “roubado a cena” na mensagem de Natal porque ela “está entre as mais bonitas do Brasil”. “Não sei se serei politicamente incorreta aqui, mas acho natural que a primeira-dama tenha “roubado a cena” na mensagem de Natal. A mulher está entre as mais bonitas do Brasil. Quem deixaria de olhar para ela, para olhar para o Presidente?”, escreveu Paschoal.

Moro atendido – O vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros enviou ao Supremo Tribunal Federal manifestação em favor de um pedido do ex-juiz e atual presidenciável Sérgio Moro para juntar o link de uma entrevista concedida pelo presidente Jair Bolsonaro aos autos do inquérito que investiga suposta tentativa de interferência política do chefe do Executivo na Polícia Federal. Na entrevista, Bolsonaro afirmou que, em reuniões ministeriais, dizia que ‘não queria ser blindado, mas não podia admitir ser chantageado’. O parecer de quatro páginas foi assinado no último dia 23 e protocolado ontem no STF.

Em defesa da amada – O deputado Túlio Gadelha criticou uma publicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) com ataques a apresentadora Fátima Bernardes, sua namorada. O filho do presidente publicou prints de momentos do programa “Encontro” com pautas sobre saídas de fim de ano. Eduardo sugeriu que a apresentadora teria sido hipócrita: “Mas a Fátima Bernardes é diferente, ela não vai passar o Natal em família”, escreveu. Um dos prints mostrava uma entrevista sobre “a importância da ‘saidinha’ de fim de ano. Reintegrar apenados pode ser benéfico à sociedade”. Gadelha, porém, afirmou que se tratam de imagens adulteradas. Ao Poder360, o deputado e namorado da apresentadora disse que o compartilhamento de fake news é uma prática comum da família Bolsonaro. “Eles criam polêmica para se tornarem mais conhecidos, simplesmente inventam coisas”, afirmou.

CURTAS

FILHO ANFITRIÃO – Devido a reação diante dose de reforço da vacina, o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP, não compareceu, ontem, ao encontro de confraternização com a Imprensa. Foi representado pelo filho Lula da Fonte, uma jovem aposta dele para disputar também um mandato de deputado federal em 2022.

GRIPE – Passado o fim de semana do Natal, muita gente recorreu, ontem, as emergências no Recife com sintomas de gripe. Dores no corpo, febre e tosse são alguns dos sintomas de quem procurou atendimento nas unidades de saúde da cidade. De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, até o momento o município confirmou 818 casos de influenza subtipo A (H3N2). Três destes pacientes morreram. Eles tinham 46, 68 e 69 anos.

Perguntar não ofende: O governador tem força para emplacar a candidatura de Zé Neto, seu nome preferido?


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Comentários

Joao

Frase: três anos sem corrupção, diz o acéfalo, kkkk kkkk. As rachadinhas, o orçamento secreto, as peripécias de Ricardo Sales, uso de dinheiro público para comprar picanha, leite condensado e cerveja.....ele pensa que rodos são gado!


Bandeirantes novembro 2021


27/12


2021

Coluna da segunda-feira

Foi Geraldo que fez?

Incrivelmente, só no dia de ontem, postaram dezenas de textos numa conta no Instagram “Sou mais Geraldo”, apontando as supostas marcas dele como gestor de excelência na capital pernambucana. Em cada obra citada, o fechamento dizia “Foi Geraldo que fez”. Até o ginásio de esportes Geraldão, na Imbiribeira, inaugurado em 1970, para os ardorosos defensores do ex-prefeito pelas redes sociais, foi Geraldo que fez.

Trágico, se não fosse patético. Mas já que os responsáveis pela ideia de reacender o ex-prefeito, que havia virado defunto, na corrida da sucessão estadual, só realçam seu positivismo, o blog faz ao contrário. As sete operações da Polícia Federal no Recife foi Geraldo que fez? Mais de 200 supostos desvios de recursos públicos na Prefeitura do Recife, segundo investigações da PF e do MP, foi Geraldo que fez?

O pedido de prisão preventiva, pelo Ministério Público Federal, do então secretário de Saúde do ex-prefeito, foi Geraldo que fez? Os respiradores testados em porcos, comprados a uma empresa registrada em nome de uma empregada doméstica, foi Geraldo que fez? O Coaf, órgão do Banco Central que investiga movimentações bancárias, fez relatório dizendo que Jailson Correia não tinha como justificar sua movimentação bancária, foi Geraldo que fez?

Jailson Correia já tentou por várias vezes anular as operações no TRF5 e no STJ, sempre tendo seus pedidos rejeitados por unanimidade dos ministros e desembargadores, isso também foi Geraldo que fez? Relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), elaborado pelos auditores do órgão, confirmou as irregularidades por parte da gestão da Prefeitura do Recife (PCR) na compra de 500 respiradores da microempresária veterinária Juvanete Barreto Freire, sem licitação, pelo valor total de R$ 11 milhões. Foi Geraldo que fez?

Só no TCE, a atuação da Prefeitura do Recife na pandemia é alvo de 43 auditorias especiais. Em uma delas, cujo relatório veio a público, o TCE apontou que a Prefeitura teve um prejuízo de R$ 8,2 milhões na compra de materiais hospitalares e houve direcionamento para a contratação das empresas, com o relatório pedindo a responsabilização e multa do ex-secretário de Geraldo e atual assessor de Paulo Câmara (PSB) Jailson Correia. Isso também foi Geraldo que fez?

Investigações pela PF apontando que o Instituto Evaldo Lodi, o IEL, firmou contratos de prestação de serviços com empresas de propriedade de dirigente do Sistema S, o que é expressamente proibido pela lei, na gestão Geraldo Júlio, foram ele que fez? As empresas beneficiadas receberam cerca de R$ 3 milhões, segundo a PF. Foi ele que fez? Segundo o site Tome Conta, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) celebrou vários contratos com a gestão anterior da Prefeitura do Recife, comandada por Geraldo Júlio (PSB), inclusive alguns pagamentos realizados pelo gabinete pessoal do ex-prefeito. Foi Geraldo que fez?

Segundo um relatório feito pela Controladoria Geral da União, Pernambuco foi o Estado que mais sofreu operações da Polícia Federal que tinham como alvo escândalos de corrupção com recursos do combate à Pandemia. O grande volume de operações da PF no Estado se deve ao Covidão do Recife, escândalo de corrupção que aconteceu na Prefeitura do Recife no último ano da gestão de Geraldo Júlio (PSB). Foi Geraldo que fez?

Na operação Bal Masqué, que investiga crimes nos contratos para a compra de EPIs e camas hospitalares com recursos do SUS durante a pandemia de Covid-19 na Prefeitura do Recife, o MPF apontou que o ex-secretário Jailson Correia recebeu R$ 73.900 em depósitos de origem desconhecida, enquanto o ex-diretor Felipe Bittencourt teria recebido R$ 5 mil nas mesmas condições. Foi Geraldo que fez?

Em Suape – A Justiça Estadual de Pernambuco recebeu ação judicial pedindo o afastamento do ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB) do cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. Os motivos seriam, segundo a petição inicial da ação, supostas irregularidades em licitações na gestão de Geraldo em Suape, estatal da pasta. Inicialmente, na ação, são questionadas duas licitações da gestão de Geraldo, para “troca de lâmpadas de Led e construção de uma cerca no Complexo Industrial Portuário de Suape”. As duas licitações estão orçadas em R$ 22 milhões. Foi Geraldo que fez?

Ordem judicial – A Justiça expediu Tutela Provisória de Urgência para suspender mais uma dispensa de licitação da Prefeitura do Recife em relação a prestação de serviços de alojamento ou hospedagem emergencial e provisório pela Empresa Centro Especial de Acolhimento Humanizado LTDA – Cesah, direcionados a população adulta em situação de rua, no valor de quase R$ 1,8 milhão. Decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital foi em decorrência de ação popular protocolada por Carmelo Manoel de Sousa Junior, subscrita pelo advogado Saulo Brasileiro. A dispensa licitatória já havia sido suspensa por uma Medida Cautelar do Tribunal de Contas do Estado – TCE, requerida pelo Ministério Público de Contas de Pernambuco – MPCO. A contratação foi realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos. Foi Geraldo que fez?

Condenação – Julgamento no Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou suposto superfaturamento na estatal Suape, do Governo do Estado, durante a gestão de Geraldo Júlio (PSB) no comando da estatal. Dois diretores de Suape foram condenados pelo TCE a ressarcir R$ 68.237,28 aos cofres públicos. “A administração procedeu a uma licitação com valor adicional e sem especificação dos seus componentes, superfaturando, portanto, o processo, o que feriu o princípio da economicidade, sujeitando os responsáveis ao ressarcimento do valor de R$ 68.237,28. Tendo havido irregularidade em um documento que compõe o processo licitatório sob análise, o contrato decorrente está sujeito à anulação”, informa trecho do processo. Foi Geraldo que fez?

Imóveis sem licitações – Em dezembro de 2020, nos últimos dias de seu mandato, o ex-prefeito assinou oito decretos desapropriando 11 imóveis no Recife. Entre o Natal e o Ano Novo de 2020, a deputada estadual Priscila Krause (DEM) denunciou as desapropriações, que implicariam na compra dos imóveis sem licitação. Nos primeiros dias de janeiro de 2021, o TCE suspendeu os pagamentos pelas desapropriações, após uma cautelar requerida pelo Ministério Público de Contas (MPCO). Foi Geraldo que fez?

Intriga feia – Condutor do processo da escolha do candidato do PSB ao Palácio das Princesas, o governador Paulo Câmara está de relações rompidas com o ex-prefeito desde abril, segundo uma fonte palaciana. Se depender da boa vontade dele, nenhum movimento será capaz de levá-lo a buscar Geraldo em casa para ser o candidato. "Se Geraldo estivesse à disposição para o desafio seria um grande nome, muito bem conceituado em toda a Frente, mas há uma disposição dele de não disputar, e nós respeitamos muito isso", declarou o governador em entrevista ao Diario de Pernambuco.

CURTAS

Roendo unhas – Soube, ontem, que o movimento em favor de Geraldo pelas redes sociais foi autorizado por ele, para se contrapor àquele que julga o seu maior concorrente: o secretário da Casa Civil, Zé Neto, auxiliar de maior afinidade e trânsito com o governador, de quem é amigo de velhos carnavais. Geraldo, aliás, rói as unhas quando ouve que Neto seria o preferido do governador.

Ação por Danilo – Soube, também, que Geraldo está por trás das movimentações para, não sendo ele, cair a escolha nos braços do deputado federal Danilo Cabral, com quem tem maior afinidade, diferente de Tadeu Alencar, com quem é trombado e vive bisbilhotando sua vida dentro e fora da Frente Popular.

Perguntar não ofende: Quem fez mais mal ao Recife do que Geraldo?


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Pousada da Paixão


24/12


2021

Coluna da sexta-feira

Danilo se cacifa

Entre os quatro nomes postos à mesa de negociação para escolha do candidato do PSB a governador, em processo conduzido por Paulo Câmara, o do deputado federal Danilo Cabral seria uma aposta quase segura hoje. É o preferido da bancada federal, com apoio, inclusive, do deputado Tadeu Alencar, alternativa também não descartada.

Criado num ambiente político em Surubim, sua principal base eleitoral, onde seu pai, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Adalberto Farias Cabral, faz parte do clã do ex-senador Antônio Farias, deu os primeiros passos para ingressar na vida pública, Danilo conquistou seu primeiro mandato popular como vereador do Recife na eleição de 2008. Em 2010, aliado de primeira grandeza do ex-governador Eduardo Campos, foi eleito deputado federal.

Reeleito em 2014 e 2018, votou a favor do impeachment de Dilma, contra a PCE dos gastos públicos e se posicionou contrário à reforma trabalhista. Em 2011, assumiu a Secretaria de Cidades no Governo Eduardo Campos e em seguida as pastas de Educação e Planejamento. Em 2017, votou a favor do processo em que se pedia a abertura de investigação do então presidente Temer.

Ao longo deste ano assumiu a liderança do PSB na Câmara dos Deputados. Lá atrás, em 2014, seu nome esteve cotado para ser o candidato à sucessão de Eduardo, ao lado também de Tadeu Alencar, mas o que se sabe é que o governador ficou chateado por não ter aceito uma missão a ele proposta: disputar a Prefeitura de Ipojuca, a galinha dos ovos de ouro da Região Metropolitana, dois anos antes.

A favor de Danilo trabalham intensamente os deputados Milton Coelho e Gonzaga Patriota, além de Tadeu, este com uma postura mais discreta. Todos seriam beneficiados pela escolha do colega porque dividiriam o espólio eleitoral dele. Na última eleição, Danilo teve 91.635 votos em municípios espalhados na Zona da Mata, RMR, Agreste e Sertão

Quase certo – “O martelo está bem próximo de ser batido”, disse uma fonte palaciana sobre a escolha do nome de Danilo Cabral para disputar o Governo do Estado pelo PSB. O jogo parece estar sendo vencido por ele, faltando apenas o governador se convencer que não consegue emplacar o seu nome preferido, o do secretário da Casa Civil, Zé Neto, que tem amplo respaldo na base governista da Alepe e entre os prefeitos, mas perde fôlego por não ser um socialista raiz como Danilo.

Mandato de 4 anos – A escolha de Danilo seria para um mandato de quatro anos, caso, naturalmente, venha a ser eleito, porque o projeto do PSB é lançar a candidatura de João Campos a governador em 2026, raciocinando com a hipótese da sua reeleição na Prefeitura do Recife em 2024. “O PSB não pode escolher um nome para governador agora que pense em governar oito anos, mas apenas quatro, para dar lugar a João”, diz a mesma fonte ouvida pelo blog, cuja versão é confirmada por vários deputados na Alepe.

BA sem carnaval – O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse, ontem, que “ficou impossível” a realização do carnaval em 2022. O carnaval da Bahia, especialmente o da capital, Salvador, é um dos mais tradicionais e concorridos de todo o País. “Se, no início de dezembro, estava difícil fazer o carnaval, agora ficou impossível. Só uma pessoa completamente irresponsável autorizaria o carnaval nessas condições. Nós continuamos tendo mortes pelo coronavírus e passamos a ter mortes por outro vírus da gripe”, afirmou Costa em um evento de inauguração em um hospital.

Bolsonaro na TV – O presidente Jair Bolsonaro (PL), deve aparecer nas redes de rádio e televisão na noite de hoje para uma mensagem de Natal. A Secretaria Especial de Comunicação Social enviou um informe às emissoras para reservar o horário das 20h30. Será a 3ª vez que Bolsonaro enviará uma mensagem gravada de Natal. Em 2019, ao lado de Michelle (que vestia uma camiseta escrito “Jesus”), o presidente destacou, em um vídeo de dois minutos e 33 segundos, que o Governo estava completando um ano sem nenhum caso de corrupção, disse que o viés ideológico ficou de lado das relações exteriores e agradeceu pelos votos conquistados em 2018.

Xô, PSB! – Um dos primeiros prefeitos do PSB a aderir ao palanque do pré-candidato do União Brasil, Miguel Coelho, Zé Martins, de João Alfredo, voltou a bombardear o Governo Paulo Câmara e o PSB, ontem, numa corajosa e reveladora entrevista ao Frente a Frente. Ele disse que não tem nenhum tipo de retaliação e fez um alerta aos pernambucanos: “Chegou a hora da mudança, ninguém mais aguenta PSB”.

CURTAS

REVOADA – Ao menos 49 servidores da Receita Federal em Pernambuco pediram exoneração de seus cargos, segundo a Delegacia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, o Sindifisco, com sede no Recife. Os pedidos de exoneração aconteceram em todo o País após o governo federal aprovar o orçamento do Congresso Nacional para 2022, que prevê a diminuição do orçamento para a Receita Federal.

FELIZ NATAL – Desejo aos leitores do blog um feliz e glorioso Natal, onde o espírito da paz e do amor de Cristo, nosso Salvador, reine em todos os corações. Foi um ano difícil, mas com fé, trabalho e obstinação as barreiras são vencidas. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!

Perguntar não ofende: Rompemos 2022 com o anúncio do candidato do PSB a governador?


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Comentários

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Não sou Eleitor do PSB, voto em Miguel se ele for candidato, agora se a oposição continuar desse jeito, o PSB vai reinar no Palácio por muito tempo, se afastem de Armando Monteiro ele só atrapalha,além de ruim de voto não tem carisma com o povo.




23/12


2021

Coluna da quinta-feira

Fundão “bomba” Miguel

Uma das maiores excrescências do Congresso, o novo fundo partidário, chamado de Fundão, aprovado pelo Congresso na semana passada garantiu às legendas brasileiras um montante inédito de recursos públicos no ano eleitoral de 2022. Um total de R$ 4,96 bilhões ficará à disposição dos partidos para o financiamento das campanhas e o custeio das agremiações. Este valor é a soma das duas reservas financeiras e representa um aumento de 92,5% em relação a 2018, em valores corrigidos pela inflação.

A distribuição dos recursos públicos entre os partidos é baseada, principalmente, no tamanho das bancadas eleitas na Câmara. Com isso, PSL e PT ficarão com as maiores fatias dos recursos públicos: R$ 604 milhões e R$ 594 milhões, respectivamente. Somando-se o montante do PSL com o destinado ao DEM (R$ 341,7 milhões), o União Brasil – legenda que nascerá da fusão dos dois partidos – contará com um quase R$ 1 bilhão em dinheiro público no ano que vem.

Articulada por Luciano Bivar (PSL) e ACM Neto (DEM), a nova legenda aguarda referendo da Justiça Eleitoral e se tornou um dos mais valiosos na eleição do próximo ano. É nela que o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, faz todas as apostas para turbinar sua campanha para o Governo do Estado, ao mesmo tempo atraindo para a sua aliança o maior número de candidatos na disputa proporcional, tanto para a Alepe quanto para a Câmara Federal.

Pelo placar de 358 a 97 votos, a Câmara aprovou, na terça-feira passada, o relatório final do Orçamento de 2022, apresentado pelo relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que destinou R$ 4,9 bilhões para campanhas eleitorais no ano que vem e R$ 1,06 bilhão para o Fundo Partidário.

Voto da maioria – Com críticas ao valor do fundo eleitoral e do montante reservado às emendas do orçamento secreto, quatro partidos orientaram suas bancadas pela rejeição do Orçamento: PCdoB, PSOL, Novo e Podemos, do pré-candidato à Presidência da República Sérgio Moro. Os demais orientaram voto “sim”. No Senado, o texto enviado pela Câmara foi aprovado integralmente, sem destaques. Podemos, Rede e Cidadania orientaram pela não aprovação do texto. PDT, PSDB e PROS liberaram as bancadas. Os demais partidos orientaram pela aprovação do texto.

Paga até mídia social – O fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões para 2022 representa o maior volume de dinheiro público despejado em campanhas políticas na história. A cifra foi definida após negociações com líderes do Centrão, base do governo Bolsonaro, que resistiram em reduzir mais o valor, inicialmente previsto em R$ 5,1 bilhões pelo relator do Orçamento. O dinheiro poderá ser usado para pagar, por exemplo, viagens de candidatos, contratação de cabos eleitorais e publicidade nas redes sociais.

Distribuição por partidos – Além do PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outras legendas que abrigam os principais presidenciáveis serão turbinadas com dinheiro público no ano eleitoral: O PSDB do governador paulista João Doria terá um total de R$ 378,9 milhões; o PDT, de Ciro Gomes, R$ 299,3 milhões; o Podemos, de Sérgio Moro, R$ 228,9 milhões. MDB, que lançou a senadora Simone Tebet (MS), e PSD, que ensaia uma possível candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), terão, respectivamente, R$ 416,9 milhões e R$ 397,6 milhões.

Reação dos contra – Representantes de partidos que orientaram contra a votação do Orçamento criticaram a destinação bilionária de dinheiro público para os partidos. “Estamos mais uma vez condenando milhões de brasileiros à pobreza e à miséria em virtude do Orçamento de 2022 aprovado pelo Congresso que, lamentavelmente, não foi debatido suficientemente”, disse o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). O fundo eleitoral é um valor retirado inteiramente da verba pública (Tesouro Nacional) e destinado aos partidos em anos eleitorais para bancar as campanhas. A utilização de recursos públicos foi aprovada em 2017 pela Câmara após o Supremo Tribunal Federal proibir o financiamento empresarial de campanhas políticas.

Sem carnaval – Uma comissão especial formada por vereadores da Câmara Municipal do Recife, para discutir grandes eventos na Capital, concluiu um relatório preliminar sobre o Carnaval 2022, o qual pede o adiamento dos eventos promovidos e patrocinados pela Prefeitura nas datas em que originalmente se comemoraria a festa e a transferência do feriado para um período posterior à sazonalidade das doenças respiratórias. De acordo com o relatório, Recife ainda está longe dos indicadores ideais para se produzir a festa carnavalesca do modo tradicional.

CURTAS

CANCELADO – A Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, que completa 75 anos no próximo ano, uma das mais tradicionais de Olinda, anunciou, ontem, que não vai desfilar no carnaval devido à pandemia de Covid-19. Nas redes sociais, a diretoria da agremiação informou que deve realizar eventos fechados, mas que, para a folia de rua, "o momento não apresenta segurança suficiente".

O FUJÃO – Integrante da Rede Nordeste de Rádio na transmissão do Frente a Frente, a Rádio Cultura de Caruaru promove, ao longo do dia, das oito da manhã às 18 horas, um paredão de fim de ano com as principais lideranças políticas da capital do Agreste. Único cadeira vazia, o deputado Tony Gel pegou mania de fujão de debates.

Perguntar não ofende: Quando o governador anunciará, enfim, quem será o candidato da Frente Popular à sua sucessão?


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22/12


2021

Coluna da quarta-feira

Miguel vai se firmando 

Depois de uma nova peregrinação pelo Estado, arregimentando forças políticas dos mais amplos espectros para reforçar seu projeto de disputar o Governo do Estado pelo União Brasil, Miguel Coelho teve uma longa conversa, ontem, no Recife, com jornalistas, blogueiros e radialistas. Raciocínio lógico e inteligente nas respostas, o prefeito de Petrolina mostrou que está preparado para tamanha empreitada.

Entre um café e outro, contou que, desde setembro, quando assinou, num grande ato no Recife, a ficha de filiação ao DEM, partido está sendo fundido ao PSL para criação da União Brasil, já visitou 35 municípios, participou de mais de 10 reuniões na capital envolvendo, de um lado, formadores de opinião, e de outro, grupos representativos da área econômica social e cultural da capital pernambucana.

Mostrando que tem a melhor proposta para o Estado, tino gerencial e uma obra magnífica, a vitrine do seu Governo no maior colégio eleitoral do Sertão, Miguel consolidou o apoio de 30 prefeitos, dos quais três remanescentes do PSB, partido que está no poder. Com o apoio dos deputados Luciano Bivar e Fernando Filho, candidatos à reeleição para a Câmara Federal, passou a construir uma competitiva chapa para as eleições proporcionais.

“Hoje, já é possível ter a certeza da eleição de três deputados federais e seis estaduais”, disse um aliado que já pertenceu ao PSB e que agora torce fortemente pelo avanço da candidatura de Miguel. No balanço que fez durante o encontro com a Imprensa, o jovem político disse que a junção dos partidos União Brasil e Podemos sua candidatura passa a ter o segundo maior tempo de televisão ao longo da campanha.

Com a aprovação do novo fundo eleitoral, segundo ele, sua aliança hoje já passa a ter os recursos necessários para o financiamento das campanhas majoritária e proporcional dos candidatos que estarão em seu palanque em busca de uma mudança radical no Estado, arrebatando das mãos do PSB o controle do poder.

As notícias boas que sopram a favor de Miguel não param por aí. Em pesquisa interna recebida recentemente, ele já cola em Raquel, dentro da margem de erro, na liderança pela disputa do Governo do Estado. Pelo levantamento, comemorado pelos que torcem e apostam no potencial de Miguel, apresenta o menor índice de rejeição e a maior taxa de desconhecimento. “Em outras palavras, Miguel deve virar o ano com pista pronta para decolar”, arrisca um deputado. Segundo esse mesmo parlamentar, é importante observar que Miguel tem apoio expressivo para deixar a Prefeitura de Petrolina e enfrentar a campanha para governador. Nas pesquisas, vale a ressalva, tem 82% das intenções de votos em Petrolina, enquanto Raquel tem apenas 30% em Caruaru, município que governa, e Geraldo Júlio apenas 24% no Recife.

Sinalizações – Integrante da corrente petista defensora de candidatura própria a governador, o ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, abriu espaço na sua agenda para receber Miguel Coelho e dele passou a ter a melhor impressão, assim como a prefeita Márcia Conrado, eleita por Duque. Não se constituirá surpresa se o PT contrariar Duque que possa subir no palanque de Miguel, até pelas origens sertanejas e por ter convicção, segundo disse, que o prefeito de Petrolina está preparado para fazer as mudanças que Pernambuco tanto anseia.

Desafios do Estado – Em discurso na sessão de ontem que marcou o encerramento dos trabalhos legislativos no Estado, o deputado Antônio Coelho, líder da bancada de oposição, destacou a importância de a Casa ficar atenta aos temas de interesse do Estado e do povo pernambucano e não apenas se deixar dominar pelos temas nacionais. Segundo o parlamentar, o debate sobre o País é necessário, mas não pode sufocar ou estrangular a discussão sobre os rumos de Pernambuco. “Se vamos debater o Brasil, também devemos debater os desafios de Pernambuco”, destacou.

Estratégias – Aos jornalistas, Miguel comentou que tem nutrido um bom relacionamento com outros nomes da oposição, como a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), e sobre apoio a candidatos à presidência, frisou: "Não queremos ter um palanque de exclusividade". Na avaliação de Miguel Coelho, essa será uma eleição atípica que trará "mudanças à qualidade do debate". "Quando que teve uma eleição estadual com prefeitos protagonizando?", questionou o prefeito referindo-se aos nomes da oposição que encabeçam a disputa, como a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL) e ele próprio. Esse cenário "traz uma percepção diferente para gente definir as estratégias de primeiro e segundo turno", disse.

Sem agressões – O pré-candidato à Presidência pelo Podemos, Sergio Moro, disse que irá debater com Ciro Gomes (PDT) somente se o pedetista abandonar “postura agressiva”. A declaração foi dada durante entrevista ao canal do YouTube, MyNews. “O Ciro, primeiro, tem que largar essa postura dele ofensiva e agressiva para dialogar. Eu me disponho a apresentar o meu projeto como tenho feito”, afirmou. Moro também declarou que não se abstém de discutir, embora seu programa ainda esteja em construção. “Dialogar pressupõe que não haja ofensas e agressões”, destacou.

Ilusão de ótica – O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, abriu o verbo, ontem, contra o ex-presidente Lula. Disse se o petista for eleito em 2022, terá comportamento diferente da campanha eleitoral. “O Lula que estamos vendo hoje é uma ilusão de óptica. Não é esse Lula que vai para campanha, bonzinho, longe da Gleisi Hoffmann, do Zé Dirceu, do Vaccari [João Vaccari Neto]. Ele vai ter que fazer campanha com Lindinho [como Lindbergh Farias foi identificado nas planilhas de delatores da Odebrecht], com a Gleisi. São pessoas que têm rejeição muito grande no País”, afirmou.

CURTAS

DEMISSÃO – "Ele comprometeu a função policial e, assim, seguindo inclusive uma linha de outros agentes públicos que prestem serviço privado de forma ilegal, o posicionamento foi pela demissão", disse o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, explicando a exoneração do perito criminal Diego Henrique Leonel de Oliveira Costa, que atuou no Caso Beatriz, menina morta com 42 facadas em 2015, em Petrolina.

AUDIÊNCIA – No dia 5 de dezembro, os pais de Beatriz, Lucinha Mota e Sandro Romilton, começaram uma caminhada de Petrolina, cidade em que ocorreu o crime, no Sertão, para o Recife, para pedir providências sobre o caso. São mais de 700 quilômetros. Ontem, o governador informou que irá receber a família da menina junto com o secretário de Defesa Social e o chefe de Polícia Civil, Nehemias Falcão.

Perguntar não ofende: Na audiência, o que o governador irá oferecer aos pais de Beatriz?


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Comentários

Joao

Como perguntar não ofende: o Ciro Nogueira tem condições ética e moral para falar de alguém? Que canalha!




21/12


2021

Coluna da terça-feira

PSB não abre para Humberto 

Na passagem por São Paulo, para o beija-mão em Lula e Geraldo Alckmin, que se “uniram” no jantar do escárnio, o governador Paulo Câmara se reuniu, ontem, com o ex-presidente para discutir a aliança em Pernambuco. Câmara foi picado pela mosca azul. Quer ser candidato a senador e abrir a vaga do candidato a governador para o PT.

O nome petista da sua preferência é o senador Humberto Costa, que, coincidentemente, recebeu, no sábado passado, o aval do diretório estadual da legenda para concorrer ao Governo do Estado. Não tenho a menor dúvida de que, a esta altura, a oposição está fazendo figa para Humberto ser o candidato da Frente Popular.

A torcida tem uma explicação que remete ao óbvio ululante: embora senador da República e aliado de primeira hora, da confiança absoluta de Lula, Humberto é candidato fraco, fácil de bater. Tem um histórico de derrotas em disputas majoritárias só comparável a João Cleofas, batizado de João três quedas, nos anos 70, por ter perdido três eleições para governador.

Independente disso, um capítulo à parte, Câmara não vai conseguir tamanha pirotecnia. Sua tese, de passar o poder ao PT, esbarra no próprio PSB, que não aceita, em hipótese alguma, abrir mão da cabeça de chapa. O Governo de Pernambuco, para o PSB, está acima das ambições de Paulo Câmara e dos seus projetos pessoais, para chegar ao Senado. Partido nenhum abre mão de estar com a chibata do poder para ninguém.

O PSB não seria o primeiro, só na cabeça oca do governador, que tudo leva a crer, as desconfianças são generalizadas de que não terá autonomia para decidir o seu sucessor. Tadeu Alencar e Danilo Cabral passaram a disputar a indicação do partido com uma disposição de fazer inveja. Se tivesse força, Câmara faria Zé Neto, o preferido dos deputados, prefeitos e lideranças interioranas.

Nessa batalha silenciosa, só uma certeza: Humberto Costa é carta fora de baralho. E chegar ao Senado, para Paulo Câmara, é uma viagem na maionese.

Restaurante de rico – O jantar em que Lula e Alckmin passaram a borracha nas suas indiferenças e agressões teve como cenário o luxuoso e caríssimo restaurante A Figueira Rubayat, em São Paulo. O cardápio teve como opções de entrada couvert da casa e salada Rubaiyat. Como prato principal, os convidados puderam optar entre picanha com batatas soufflé e espaguete Mediterrâneo. Para a sobremesa, serviram-se torta nêmeses com sorvete de gengibre, mil folhas de doce de leite ou frutas da estação, além de café com seleção de petit four. As opções de bebidas foram vinhos, caipirinhas, caipiroscas e chope.

Fura regras de voos – Corajosa a deputada federal Marília Arraes: com praticamente nove meses de gestação da segunda herdeira, pegou um avião e foi para São Paulo, domingo passado, beijar Lula e Alckmin, dando o seu aval para aliança com o ex-tucano que o PT dizia que era ladrão. O incrível disso tudo é a companhia aérea passar por cima das regras. Não é de hoje que está proibido o embarque de grávidas a partir do sétimo mês. Mas estamos no País do jeitinho brasileiro. Paciência!

Longe dos holofotes – Presente ao jantar, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que Lula “vai precisar de habilidade” para negociar o apoio de siglas de centro. “Tem que caminhar para o centro. Procurar alguém com esse perfil mesmo (de Alckmin). Vai precisar de pessoas com esse perfil”, afirmou ele, que ficou pouco tempo no jantar e se esquivou de aparecer na foto em que Lula posou ao lado de outros dirigentes partidários. O ex-ministro dos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer lançou o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao Palácio do Planalto.

Com Doria, mas presente – Adversário do PT durante o governo Lula, o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, disse ter participado do encontro pela boa relação que mantém com advogados do grupo Prerrogativas. Após concorrer nas prévias que definiu Doria como o candidato do PSDB ao Planalto, ressaltou que sua presença não simboliza qualquer apoio ao petista. “Da minha parte não tem nada a ver com meu voto, com o que vou fazer (nas eleições). Estou com Doria em qualquer circunstância, o que não impede relações razoáveis com as pessoas possíveis”, disse.

Até Renan ficha suja – O jantar do escárnio foi organizado pelo Prerrogativas, grupo de advogados “antilavajatistas”, e batizado como “Jantar pela Democracia”. O evento reuniu em São Paulo cerca de 500 convidados, incluindo governadores e outros políticos, como os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (sem partido-RJ). Após o encontro, Renan destacou a gama de partidos que foram ao jantar. “Uma representação enorme de todo o País, com partidos variados. Clima de que as coisas (alianças) estão andando muito bem”.

CURTAS

DE FORA – O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), disse que o clima do jantar era de “muita empolgação”. “Eu tenho brincado que o meu negócio é levar o Lula para a direita, para poder ganhar no 1º turno”, afirmou. Além de Lula, outros pré-candidatos ao Planalto foram convidados para o jantar de ontem, mas não participaram: o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

ACREDITE SE QUISER – Presente ao jantar, o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), disse que não conversou com Lula sobre alianças durante o encontro. “Fui porque tenho boa relação com o pessoal do Prerrogativas. O evento foi apartidário e não eleitoral. Nós estamos na campanha da Simone”.

Perguntar não ofende: Lula vai conseguir indicar Marília Arraes para o Senado contrariando Humberto Costa?


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20/12


2021

Coluna da segunda-feira

Par perfeito de excrescência

“A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios”, proclamou o pensador francês Charles-Louis de Secondat, o Barão de Montesquieu, título herdado de um tio. No livro “Cartas Persas” (1721), o Barão denunciou os abusos do poder autoritário e os excessos cometidos no reinado de Luís XIV. O que ele disse fez história, mudou princípios, corrigiu injustiças. Suas palavras tinham o poder da destruição só comparáveis a uma bomba atômica.

Reportando-se ao Brasil das incoerências e dos oportunismos políticos, o que diria o Barão de Montesquieu ao ver Lula e Alckmin abraçados, ontem, em São Paulo, num jantar, 15 anos depois de se enfrentarem na disputa pela Presidência da República com acusações como essa, partindo do ex-governador paulista? “Os brasileiros não são tolos e estão vacinados contra o modelo lulopetista de confundir para dividir, de iludir para reinar. Mas vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder, ou seja, quer voltar à cena do crime”.

Cena do crime é roubo. O que Lula roubou? É protagonista de dois baitas escândalos no País: o mensalão e a Lava Jato. Em 2006, no período de campanha, Alckmin disse que, diferentemente de Lula, ele não “convivia com o crime” e acusou o ex-presidente petista de “chefe de quadrilha” em relação ao escândalo do mensalão.

E assim está escrito no seu livro da vida, que borracha nenhuma consegue apagar: “Que tempos são esses em que um procurador-geral da República denuncia uma quadrilha de 40 criminosos que tem na lista ministros, auxiliares e amigos do presidente? Que tempos são esses em que cada vez que ouvem uma notícia sobre a quadrilha dos 40, os brasileiros pensam automaticamente em silêncio: E o chefe, onde está o chefe, o líder dos 40 ladrões’”.

O ex-governador de São Paulo disse, também naquele ano, que o PT tinha associação com o PCC em São Paulo e chamou Lula de “fujão” e “covarde” por não aparecer em um debate após as primeiras reportagens sobre o mensalão e por uma suposta negociação, por petistas, de um dossiê contra ele e José Serra. E o que Lula disse de Alckmin? “O Brasil sabe muito bem quem deixou São Paulo refém do crime organizado. E os paulistas sabem quem mandou engavetar mais de 60 CPIs para que seu governo não fosse investigado”, acusou Lula no horário eleitoral, para derrotar o hoje, para ele, “Santo Alckmin”.

Montesquieu passou um tempo entre os salões literários em Paris, os estudos e o cargo na Câmara, além da atividade de escritor, mas deixou tudo isso para se dedicar exclusivamente aos livros. A fim de estudar o sistema político inglês, foi morar na Inglaterra por dois anos. Em seu retorno escreveu “O Espírito das Leis”, considerado a sua obra-prima. Um livro de grande sucesso.

Nesse livro, Montesquieu explicou as leis humanas e as instituições sociais. Definiu três tipos de governos: os republicanos, os monárquicos e os despóticos. Além disso, organizou um sistema de governo contra o absolutismo e idealizou o Estado regido por três poderes separados, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Montesquieu não ensinou a roubar, como Lula e Alckmin, segundo eles próprios se acusaram a vida inteira em busca do poder. Dá nojo retratar o jantar deles ontem: uma imoralidade triunfante. Almas rijamente temperadas pelo zelo da coisa pública devem tremular em seus túmulos. Lula e Alckmin formam um par perfeito da excrescência.

Comida sem sal – O PT também já atacou Alckmin, que pode ser o vice na chapa de Lula. Em 2016, a bancada petista da Assembleia Legislativa de São Paulo chamou Alckmin e o PSDB de “hereges dissimulados”, em uma nota sobre denúncias de propina levantadas na Operação Lava-Jato. Já em 2014, durante um comício do PT em São Paulo, Lula chamou Alckmin de “picolé de chuchu” e “insosso” por, segundo ele, ser omisso aos problemas dos paulistas. “Não é à toa que esse governador tem apelido de picolé de chuchu. É insosso, como se fosse comida sem sal. Nunca fala de nenhum problema do Estado, nunca responde por nada”, disse o ex-presidiário.

Irrigada pelos túneis do Metrô – O PT e Lula foram cruéis com Alckmin. Quando estourou as denúncias de propina na operação Lava Jato envolvendo o ex-governador de São Paulo, tenazmente combatido pelos petistas na Assembleia Legislativas, uma nota da bancada, com o crivo de Lula deu o que falar: “Todo Santo do pau oco como Alckmin adora um buraco. Há 30 anos a dinastia do PSDB em São Paulo vem sendo irrigada pelos túneis do Metrô. É herege dissimulado, discursa como paladino da moralidade, ludibria a opinião pública, sustentado na blindagem construída ao longo do tempo”.

Repertório imenso – Além da troca de ataques mútuos entre os dois personagens, que disputaram a Presidência da República em 2006, Lula e Alckmin também terão que deixar no passado as investidas de aliados do ex-presidente, hoje divididos em relação às conversas — afinal, o repertório de ataques é extenso. Em um passado não tão longínquo, denúncias de fraudes em obras viárias, relatadas por empreiteiras em acordo de leniência, abasteceram as declarações de parlamentares que faziam oposição ao governo do tucano.

A voz operária – O Partido da Causa Operária, que está com Lula, soltou uma nota, ontem, contra Alckmin na vice do petista: “Geraldo Alckmin é o candidato que a burguesia quer impor na chapa de Lula. Um suposto vice para ser igual a Michel Temer (MDB). Um vice que apoiou o golpe contra Dilma, apoiou o festival de injustiça e corrupção da justiça brasileira, não teve nenhuma solidariedade ao Lula quando este foi atacado em sua Caravana e preso em 2018. Geraldo Alckmin apoiou os ataques do governo golpista de Temer à classe trabalhadora e seu partido aprovou a maioria dos projetos de Bolsonaro no Congresso”.

Na jugular – Depois de 33 anos militando no PSDB, que lhe deu quatro mandatos de governador de São Paulo, maior contraponto às políticas do lulupetismo, Geraldo Alckmin se despediu da legenda na semana passada. Presidente nacional tucano, o ex-deputado pernambucano Bruno Araújo não fez o menor esforço para mantê-lo nos quadros do partido, até porque sabia das suas intenções de sujar as mãos com o PT e Lula. E, numa tirada irônica, inteligente, assim reagiu: "Torço muito para que Alckmin não use seu nome para tentar limpar a história do PT".

CURTAS

Indigestão – Para atenuar os efeitos negativos, o jantar do escárnio, reunindo Lula e Alckmin, ontem, em São Paulo, num restaurante da elite, se agarrou no conceito de obra social e arrecadou doações para a campanha Tem Gente com Fome, liderada pela Coalizão Negra por Direitos. O ex-prefeito Fernando Haddad (PT), a deputada federal Margarete Coelho (PP-PI), o vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM) e o próprio Alckmin estão entre os doadores.

Doações – Outro doador de peso para a campanha foi o banco BTG Pactual que repassou R$ 50 mil, um grupo de cartórios de registradores civis, protestadores de título e tabelião de notas, também doou a mesma quantia. Os restaurantes Fuego e ‘A Mano doaram R$ 5 mil para a ação social. De Pernambuco, estiveram por lá o governador Paulo Câmara, o prefeito João Campos e o senador Humberto, mas não revelaram se fizeram alguma doação.

Perguntar não ofende: Lula e Alckmin são unha e carne?

 


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Comentários

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Tudo querendo volta a cena do crime. vão tudo pro inferno!!!!

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Se gritar \"pega ladrão\", não fica nem os eleitores dessa corja. até eleitor desses lixos são ladrões finos!!!

Joao

Excrescência é ler todos os dias as viúvas e os desiludidos bolsoidiotas postarem tantas idiotices, neste quesito o blogueiro se supera. Como perguntar não ofende: o blogueiro e os lambe-botas de PE são unha e carne?

Wellington Antunes

E sobre a vergonha nacional da perseguição aos servidores da Anvisa? Nenhuma nota nesse blog? Esconda não, Magno,! Isso é feio.

Wellington Antunes

Pelo visto o blogueiro defende um vice para Lula vindo do Partido da Causa Operária, ataca a chapa LulAlckmin, .quer ser puro e lembra aquele tiozão isentão, mas nunca escreveu um monossílabo criticando Bolsonaro junto com o Centrão.




18/12


2021

Coluna do sabadão

Fundão do escárnio

Por Houldine Nascimento, repórter do Blog

A última sessão do Congresso em 2021 foi tristemente marcada pela derrubada do veto aos R$ 5,7 bilhões para o fundo de financiamento de campanhas eleitorais em 2022. A quantia vultosa está prevista no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Em um país com milhões de famintos e desempregados, o Parlamento se uniu para manter os recursos do que promete ser a campanha mais cara de todos os tempos. A análise foi feita primeiro na Câmara, que deu 317 votos contrários ao veto, enquanto 146 deputados se posicionaram pela manutenção. No Senado, 53 parlamentares votaram pela derrubada e apenas 21 contra.

Os partidos do centrão – PP, Republicanos e PL, ao qual o presidente Jair Bolsonaro se filiou recentemente – defenderam a queda do veto. Principal sigla de oposição ao Governo, o PT também votou pela derrubada, assim como DEM, MDB, PCdoB, PDT, PSB, PSDB e Solidariedade. Ou seja, da esquerda à direita houve apoio ao fundão.

Apenas Novo, Podemos, PSL e PSOL orientaram suas bancadas para que mantivessem o veto. Quando comparado às eleições de 2020 (R$ 2 bilhões), o valor do fundo eleitoral do ano que vem será quase o triplo. A proposta do Ministério da Economia era de que R$ 2,128 bi fossem destinados para as campanhas, o que não foi aceito pelo Parlamento.

Dos deputados pernambucanos, apenas quatro foram favoráveis ao veto: Daniel Coelho (Cidadania), Pastor Eurico (Patriota), Raul Henry (MDB) e Túlio Gadêlha (PDT). Já André Ferreira (PSC), Felipe Carreras, Gonzaga Patriota (ambos do PSB) e Ricardo Teobaldo (Podemos) se abstiveram. A maioria da bancada (17 parlamentares) referendou o fundão.

Entre os senadores que representam o Estado, somente Humberto Costa (PT) votou contra o fundo eleitoral, contrariando a orientação do próprio partido. Em contrapartida, Fernando Bezerra Coelho (MDB) registrou voto em prol do fundão. Jarbas Vasconcelos (MDB) não votou.

Novo aciona STF – O Partido Novo prometeu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o fundo eleitoral de R$ 5,7 bi. "Entendemos que há vícios na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) no que diz respeito à fórmula de cálculo do Fundo Eleitoral e, principalmente, quanto à competência do Legislativo em definir arbitrariamente esse valor, por isso decidimos recorrer ao STF contra mais esse 'presente de Natal' imoral que os parlamentares se deram", destacou a sigla em nota.

Absorventes vetados – No Congresso, houve tempo e dinheiro para confirmar o fundão eleitoral, mas não para analisar o veto ao projeto de distribuição gratuita de absorventes. Autora da proposição, a deputada federal Marília Arraes (PT-PE) lamentou a retirada de pauta. “Notícia triste e grave. Mas nós jamais iremos desanimar. Só vamos parar quando derrubarmos o veto 59! Queremos as mulheres do Brasil vivendo com dignidade”, publicou nas redes sociais.

Pela anulação ­– O ex-ministro e pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, ingressou no STF ontem com um pedido de habeas corpus para anular os efeitos da operação Colosseum, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (15). A defesa do pedetista é liderada pelo advogado pernambucano Walber Agra. A peça robusta alega que a decisão judicial autorizando a busca e apreensão “foi soerguida apenas com base nos termos de delação premiada”. Além disso, traz uma nota de juristas em desagravo a Ciro e ao ex-governador Cid Gomes, que também foi alvo.

Descaso – O vereador Fabiano Paz (PSB) foi às redes sociais denunciar a dificuldade que moradores de Paulista (PE) estão enfrentando para marcar consultas na rede pública. Um aviso em frente a uma unidade de saúde alertava que todas as vagas de dezembro foram preenchidas e que as marcações serão retomadas apenas em fevereiro de 2022. O legislador teceu críticas à atual gestão: “É isso que esse desgoverno vem tendo com o povo de nossa cidade. Perto de completar um ano de gestão, o prefeito Yves Ribeiro (MDB) e sua equipe vêm provando que não têm capacidade de gerir nosso município.”

Homenagem – O Partido Liberal reverenciou o presidente estadual da sigla e prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, pelo fato de a cidade ter sido premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) devido ao Jaboatão Prepara, um programa que oferta aulas a estudantes do 9º ano visando à aprovação nos vestibulares das escolas técnicas estaduais e federais. A sigla homenageou o gestor com outdoors em referência ao prêmio, o segundo consecutivo que o município pernambucano recebe da ONU.

CURTAS

Cobrança – O vereador Alcides Cardoso (DEM) cobrou da Prefeitura do Recife a divulgação do cronograma de entrega de tablets a alunos da rede municipal de ensino: “A Prefeitura precisa informar o quanto antes quando os tablets estarão nas mãos dos estudantes recifenses depois de tanta espera, datas anunciadas e não cumpridas.”

Prestação – Pré-candidata a uma vaga na Câmara Federal, a deputada estadual Teresa Leitão (PT) realiza hoje, às 15h, a prestação de contas do seu mandato. O evento ocorre no auditório do Senac, na Av. Visconde de Suassuna, nº 500, em Santo Amaro, área central do Recife.

Perguntar não ofende: Até quando o Congresso vai legislar de costas para o povo?


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