Cabo Agosto 2021


29/06


2021

Coluna da terça-feira

Lula em busca da direita

Mesmo proibido pela pandemia de viajar pelo País, como deseja depois de ter perdoado todos os seus pecados pelo maior assalto aos cofres públicos da história republicana, pelo suspeito ministro Edson Fachin, do STF, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito articulações na tentativa de ampliar as alianças contra Jair Bolsonaro em 2022.

Já conseguiu aparar algumas arestas, mas o petista, apesar de reconhecido como um exímio articulador político, está longe de se viabilizar como o candidato que consiga agregar um espectro mais amplo do centro político brasileiro. Até o momento, só tem ainda não confirmado, oficialmente, o apoio do PSB por razões que a própria razão não desconhece: o interesse da legenda socialista se manter no poder em Pernambuco.

É atribuída a ele a articulação para o governador do Maranhão, Flávio Dino, abandonar o PCdoB e ingressar no PSB, assim como a filiação do deputado Marcelo Freixo, que deixou o Psol, para tentar o Senado pelo Rio de Janeiro. A desistência do apresentador de televisão Luciano Huck de disputar a presidência em 2022 expôs as dificuldades de partidos de centro-direita para encontrar um nome natural, com alta popularidade e chances reais de concorrer com Lula e o atual presidente, Jair Bolsonaro.

Ainda assim, o mais provável é que esse campo político apresente uma ou duas candidaturas que tentarão ser embaladas como os nomes do centro. Os próprios dirigentes petistas reconhecem que uma candidatura de Lula em 2022 ainda estaria ancorada basicamente em alianças de centro-esquerda. A novidade seria a atração do PSB, partido que era dirigido pelo ex-governador Eduardo Campos, morto na campanha presidencial de 2014 num acidente de avião, mas que permanece sob forte influência de decisão por parte do núcleo socialista pernambucano.

Um dos mais aguerridos opositores de Bolsonaro na esquerda, o governador Flávio Dino vai conduzir as alianças no Maranhão e é visto tanto como um candidato ao Senado quanto uma carta na manga para a vice-presidência numa chapa com Lula. O governador tem sido um dos articuladores da frente democrática ampla e foi inclusive procurado, em 2020, para conversas com Luciano Huck, quando ele parecia ser a promessa inovadora do centro.

Costura de alianças – “O movimento que está sendo feito agora não é de costura de alianças eleitorais. É uma costura política para fazermos um enfrentamento a Bolsonaro e ao bolsonarismo”, diz a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, acrescentando: “Temos vários setores da sociedade e políticos que, embora não pensem como a gente em termos de desenvolvimento econômico e social, pensam como a gente na defesa da democracia e têm a política como instrumento de construção para a perspectiva futura, e não o ódio, as fakes news, a mentira “.

Olho no Centrão – O objetivo de Lula e do partido neste momento, segundo a deputada federal Gleisi Hoffmann, é tentar aproximar esses setores que querem garantir o processo democrático em 2022. Para a presidente do PT, as escaladas autoritárias de Bolsonaro e suas estratégias deixam claro que há, sim, um risco para o processo eleitoral do próximo ano. “Precisamos ter um campo político amplo e unido para assegurar o processo eleitoral e democrático e não permitir nenhuma saída autoritária “, afirma. Traduza por amplitude política o apoio da direita, notadamente do Centrão, que Lula vem perseguindo.

Boa notícia – O secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia, Christiano Vieira, garante que o governo e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estão avaliando a possibilidade de “eventualmente” estabelecer alguma bonificação para quem consumir menos energia elétrica. Vieira disse que, nas próximas semanas, deve ser aberta uma consulta pública para trabalhar a demanda dos consumidores industriais voluntariamente. “Naqueles momentos em que há uma maior demanda por energia, nós estamos avaliando como dar um incentivo econômico para que voluntariamente aquela indústria que possa fazer o deslocamento daquela carga para um horário de menor consumo”, disse.

Péssima notícia – A preocupação com a rápida disseminação da variante Delta do novo coronavírus vem forçando um número crescente de países a reimpor medidas restritivas mais rigorosas na tentativa de impedir que uma nova onda da covid-19 atrapalhe os esforços globais para conter a pandemia e a retomada da normalidade. Apenas no final da semana passada, novas restrições a viagens e a atividades cotidianas foram anunciadas em países como Austrália, África do Sul e Alemanha.

Oposição vergonhosa – Nem o deputado Wolney Queiroz, líder do PDT na Câmara, nem tampouco o deputado estadual Tony Gel (MDB), principais lideranças de oposição à prefeita de Caruaru, Mainha Raquel Lyra (PSDB), deram um pio sobre o arrumadinho promovido pelo deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) para reforçar o bolso do primeiro-damo Fernando Lucena, com um salário de R$ 7,8 mil, no seu gabinete, em Brasília, sem dar um minuto de expediente, verdadeira sinecura. Já se foi o tempo que o País de Caruaru teve oposição. Que vergonha!

CURTAS

AS RAZÕES – Tony Gel ficou envergonhado para bater na prefeita porque sua esposa Miriam Lacerda, ex-deputada estadual, estava agregada até então na Assessoria Especial do governador Paulo Câmara, estando agora, entretanto, no gabinete do senador Jarbas Vasconcelos. Não se sabe fazendo o quê. Já a deputada Laura Gomes (PSB), opositora de Raquel, deve ter silenciado igualmente porque o marido responde por uma “assessoria” no Palácio.

DOIS SENHORES – O ex-vereador caruaruense Gilberto de Dora, que presta assessoria à prefeita Raquel Lyra, a Mainha de Caruaru, está de volta ao PT, mas quer continuar com a boquinha de R$ 4 mil no gabinete da tucana. Na prática, quer servir a dois senhores, o que, na política, até acontece, mas não deixa de configurar oportunismo.

Perguntar não ofende: Caruaru está envergonhada por não ter mais oposição?


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Petrolina Julho 2


28/06


2021

Coluna da segunda-feira

CPI alheia à roubalheira

Pelos menos por enquanto, a CPI da Covid, instalada para carimbar Bolsonaro de genocida e tentar o seu impeachment, não tem movido uma palha para investigar o outro lado da moeda: a roubalheira dos governadores e prefeitos em cima da dinheirama enviada aos Estados e Municípios pela União. A CPI é tão descaradamente de um só faceta que rejeitou a convocação do ex-secretário Executivo do Consórcio Nordeste Carlos Eduardo Gabas, para explicar a compra de 300 ventiladores clínicos de UTI pelo Consórcio Nordeste junto à empresa Hempcare.

A compra, alvo da chamada Operação Ragnarok, da Polícia Civil da Bahia - custou mais de R$ 48 milhões ao erário, pagos antecipadamente, pelos nove governadores do Nordeste, mas os equipamentos nunca foram entregues. Segundo o senador cearense Eduardo Girão (Podemos), os respiradores foram comprados “da indústria da maconha”, mas não explicou como e que provas teria sobre a afirmação. “Não me pergunte o que tem a ver Covid com respirador e com maconha, mas foi esse o fato”, afirmou Girão.

Ele esteve em São Paulo e fez um vídeo em frente à empresa, que afirma ser envolvida com produção e comercialização de maconha. “O que a gente quer é realmente que seja uma CPI que investigue a todo mundo que está no escopo da CPI, claro. Inclusive tem o fato que eu coloquei, além das operações da Polícia Federal, um fato que muito me estranhou, é o consórcio Nordeste”, disse.

O senador lembrou que o Consórcio Nordeste é uma instituição mantida por todos os governadores do Nordeste brasileiro. “Se esses 300 respiradores nunca chegaram aos Estados, então estamos diante de um calote e a CPI não pode se omitir”, reclamou. O presidente do Consórcio Nordeste, na época da operação, era o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

“Por que ele comprou esses respiradores da indústria da maconha? Não me pergunte o que tem a ver Covid com respirador e com maconha, mas foi esse o fato e eu estou muito curioso para saber a verdade sobre isso”, ironizou. Indignado com a postura dos senadores de oposição na CPI, Girão foi mais além, depois de apresentar requerimento convocando governadores e o coordenador do Consórcio.

Pediu que sejam encaminhados pela Secretaria Estadual de Saúde do Alagoas cópia de todos os documentos relativos à “aquisição frustrada de respiradores. Os pedidos abrangem todos os estados da região. Girão também quer que sejam encaminhados pelo Consórcio Nordeste cópia de todos os documentos relativos às movimentações bancárias, lista de servidores públicos lotados no órgão e a lista de todas as contratações de serviços e aquisições de equipamentos realizadas em 2020 e 2021.

Mas, até o momento, a CPI não deu um passo sequer nesse sentido, sinal de que deseja incriminar o presidente, o mais rápido possível, e passar a mão na cabeça de quem roubou dinheiro da covid.

Reação em bloco – Desde o início da pandemia, governadores do Nordeste têm reagido às ações do Executivo. Por meio do consórcio, gestores formalizaram a compra de 37 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, proibida pela Anvisa. Em março, governadores do consórcio foram notificados pela Justiça por terem decretado medidas preventivas de isolamento social. A ação judicial foi proposta pelo presidente Jair Bolsonaro. Na época, o grupo soltou uma nota afirmando que “as medidas visam evitar colapso do sistema hospitalar e foram editadas com amparo no artigo 23 da Constituição Federal, conforme jurisprudência do STF".

A grana perdida de PE – De acordo com o Governo do Ceará, o Estado entrou com R$ 5,4 milhões na compra feita pelo Consórcio Nordeste. O valor corresponde a uma cota de 50 respiradores dos 300 que seriam adquiridos pelo grupo. Os recursos desembolsados pelo Consórcio Nordeste, agora, estão sendo cobrados na Justiça. A empresa suspeita de fraude e as pessoas envolvidas estão sendo acionadas para restituição por quebra de contrato. O mesmo valor teria sido pago pelo Governo de Pernambuco, que não dá um pio sobre o assunto.

Que roubada! - O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, contou que, durante a investigação, a Polícia descobriu que a empresa chinesa de respiradores, da qual a HempCare se dizia revendedora, atuava, na verdade, do segmento da construção civil. "Chegou ao nosso conhecimento, cerca de 20 dias atrás, a suspeita muito forte de que a contratação feita não se tratava de um descumprimento contratual, mas de uma fraude. Além de não entregar o produto, vinha evitando a devolução do recurso. Então, instauramos inquérito na Polícia Civil e constatamos que o contrato fechado com a empresa chinesa era falsificado. A empresa que a contratada alegava ser a fabricante chinesa de respiradores era, na verdade, uma empresa da construção civil, de acordo com a embaixada do País asiático", explicou o secretário.

Pacote de bondades – À medida que vê sua base de apoio se estreitar, o presidente Jair Bolsonaro se volta a um segmento em que exerce forte influência para alavancar sua campanha à reeleição em 2022. Nos últimos dias, ele intensificou a troca de afagos com as polícias militares, em um movimento político que corrói a ascendência de governadores sobre as tropas e nutre planos de politizar as forças estaduais e de aumentar a presença delas no Congresso. Isenção de IPI de automóveis, créditos imobiliários e promessa de uma nova lei orgânica da PM e da Polícia Civil para esvaziar o poder dos governadores sobre os contingentes estaduais.

Foi o maridão? – Quem conhece de perto a prefeita de Caruaru, Mainha Raquel Lyra (PSDB), não acredita que a nomeação do marido dela, o empresário Fernando Henrique Lucena, para o gabinete do deputado federal Daniel Coelho (Cidadania), uma boquinha de quase R$ 8 mil, tenha sido obra dela. Pessoas que gozam da intimidade do casal me relataram que a sinecura (emprego sem exigir expediente) teria sido objeto de uma negociação direita do maridão com Daniel, sem o conhecimento de Mainha, que teria tomado conhecimento da malandragem por este blog.

CURTAS

PAI DESAPONTADO – Essas mesmas pessoas me contaram que o pai de Mainha, o ex-governador João Lyra Neto, tomou conhecimento do empreguinho do genro por este blog e que anda indignado. “Ele está chocado, porque é um homem honrado, que nunca se envolveu com absolutamente nada de errado ao longo de toda essa longa trajetória na vida pública”, disse uma pessoa bem próxima ao casal.

INDIGNAÇÃO – A “boquinha” do primeiro-damo de Caruaru no gabinete de Daniel Coelho, nomeação ocorrida no início de 2019, mas só descoberta agora, viralizou nas redes sociais. Foi o assunto mais comentado no fim de semana, com destaque em grupos de WhatsApp dos mais diversos segmentos da sociedade de Caruaru, que está indignada.  

Perguntar não ofende: Quem se habilita a uma boquinha no gabinete de Daniel Coelho? 


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Comentários

Joao

É impressionante como este blog migrou para as desculpas e a cortina de fumaça da doa bolsoenganadores. Agora é a vez do Eduardo PUXÃO, digo Girão, com as mesmas desculpas. PRECISAmente ela não fala da COVAXIN e menos ainda do Ricardo Barros, bem como os blogueiros bolsotontos!


Caruaru Novas Creches


26/06


2021

Coluna do sabadão

Covidão adota Sileno

Não foi por obra do acaso que o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, tentou reaquecer a fogueira da sucessão de Paulo Câmara jogando as chamas em direção ao ex-prefeito do Recife, Geraldo Júlio, o Covidão, quando há um silêncio geral nos partidos da base quanto ao candidato preferido a governador. Em 2022, Sileno quer ser o Samuel Salazar de Covidão em 2020. Em português claro, o ex-prefeito deu estrutura para eleger Salazar vereador do Recife.

Até as paredes da Prefeitura do Recife e da Câmara sabem que Salazar corria risco, mas garantiu o seu mandato usando a máquina municipal de forma escancarada a partir do instante em que foi abençoado pelo voto de estrutura carreado por Covidão, que tinha a chave do cofre em mãos e muito poder. Pré-candidato a deputado estadual, sem ter o aval, hoje, sequer de um único prefeito, até porque é mais azedo do que limão, segundo os próprios socialistas que convivem com ele, Sileno já fechou o apoio de Geraldo Covidão.

Acha que sai eleito do Recife se o aliado der a mesma carga que deu em Salazar. Que tal consultar os russos que detêm mandato hoje na Assembleia Legislativa?

Conta uma lenda que Copa de 1958, na preleção do jogo contra a antiga União Soviética, o técnico brasileiro Vicente Feola reuniu os jogadores e traçou a estratégia para encher de gols o adversário. No meio de campo, Nilson Santos, Zito e Didi trocariam passes curtos para atrair a atenção dos russos. Vavá puxaria a marcação na defesa deles caindo para o lado esquerdo do campo. Depois da troca de passes certeiros no meio de campo, repentinamente a bola seria lançada por Nilton Santos nas costas do marcador de Garrincha. Garrincha daria seus dribles fenomenais e deixaria Mazzola na boca do gol para finalizar.

Com a camisa jogada no ombro, Garrinha ouvia tudo isso sem dar muito interesse e em sua natural simplicidade perguntou ao técnico: “Tá legal, seu Feola, mas o senhor já combinou tudo isso com os russos”. Parodiando a lenda futebolística, os russos seriam, hoje, os deputados da base, roendo as unhas para encontrar a tábua de salvação dos seus mandatos diante das dificuldades impostas pelas atuais regras do jogo, testadas – e com muito traumas – pelos vereadores, que serviram de cobaia na eleição passada.

Permanece proibida as coligações proporcionais, o bicho papão que tem tirado tanto o sono dos deputados que em Brasília os federais estão se segurando em todos os tipos de casuísmos para driblar a derrota. Mas Covidão não está preocupado com isso, mas sim em eleger Sileno Guedes de todo jeito, custe o que custar. O que os estaduais da base estão achando dessa história?

O adotivo de 2020 – O rolo compressor da máquina de Covidão fez Samuel Salazar bombar. Saiu das urnas em 2020 com quase 10 mil votos, um “milagre” de estrutura. Afinal, na primeira disputa por um mandato na Câmara do Recife ficou numa mera suplência, disputando pelo PRTB. Só assumiu e disputou a reeleição porque o então vereador Marco Aurélio foi eleito deputado estadual, abrindo, assim, a vaga na Câmara. Covidão o adotou por ele ser advogado e nesta condição “roubar” os votos de Jaime Asfora, que fez uma bela oposição aos desmandos da gestão passada.

As piores estradas – Passei, mais uma vez, na última quinta-feira, pelo trecho da estrada que liga Cruzeiro do Nordeste a Sertânia e constatei que a prometida obra de requalificação, cantada em verso e prosa pela secretária de Infraestrutura, Fernandha Batista, continua uma bela obra de ficção. Fiquei horrorizado, também, com o trecho entre Tabira e Afogados da Ingazeira. Virou uma tábua de pirulito, uma vergonha. Pernambuco continua na liderança dos Estados que têm a pior e mais malconservada malha viária do País. Mas a secretária acha que as estradas estão uma maravilha.

Vaquinha gorda – O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) lançou uma vaquinha online para arrecadar dinheiro para libertar o deputado Daniel Silveira (PSL-SP), preso na quinta-feira (24) por violações à tornozeleira eletrônica. Até a manhã desta sexta-feira (25), as doações já somavam mais de R$ 59.879,63 e contavam com 1.080 apoiadores. Na descrição da arrecadação, está escrito que, em 16 de fevereiro, dia em que Silveira foi preso após veicular um vídeo em que defendia medidas antidemocráticas, "ocorreu um dos mais graves atos de atentado à democracia da história brasileira".

Isenção ampliada – A faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) vai subir de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil, segundo a proposta de reformulação das regras de tributação do Imposto de Renda das empresas e das pessoas físicas que foi entregue, ontem, ao Congresso. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, com a mudança 16 milhões de brasileiros serão isentos de IR, o dobro do número atual. O projeto é apontado pela equipe econômica como a segunda fase da reforma tributária do governo, que tem por objetivo simplificar o cipoal do sistema tributário brasileiro.

Acredite se quiser – O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acredita na aprovação de todas as fases da reforma tributária pelo Congresso Nacional neste ano. Em pronunciamento após receber o texto de nova etapa da proposta das mãos do ministro da Economia, Paulo Guedes, Lira disse: "Acredito na aprovação de todas as matérias ainda neste ano para que a gente deixe para tratar da eleição em 2022, deixar esse assunto bem longe, as polarizações não são necessárias, nem bem-vindas". De todas as reformas, a mais longeva, que não anda de jeito nenhum, porque gera conflitos entre os Estados, é justamente a tributária.

CURTAS

PRAIAS LIBERADAS – A partir de hoje, Pernambuco tem o primeiro final de semana após as flexibilizações de atividades econômicas e sociais, válidas para todo o estado, exceto municípios que fazem parte da Microrregião 3. A mudança afeta o comércio e o funcionamento de praias, parques, cinemas, museus, bares e restaurantes, além de outras atividades. Alguns municípios já saíram de medidas mais restritivas de combate à Covid-19 desde a última segunda-feira.

IGREJAS TAMBÉM – De acordo com o Governo, o comércio na faixa de areia da praia foi liberado, mas as regras específicas de cada local são definidas pelas prefeituras. Em relação ao comércio de bairro, em shoppings e galerias, o funcionamento foi liberado das 9h às 19h durante os finais de semana. Igrejas e atividades religiosas também podem acontecer, desde que respeitem a regra de apenas 50% da capacidade total do local.

Perguntar não ofende: Com o apoio de Geraldo Covidão, Sileno, o sem voto, torna-se elegível?


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Serra Talhada 2021


25/06


2021

Coluna da sexta-feira

Cerco ao Governo na CPI

Por Houldine Nascimento – interino

Há uma grande expectativa em relação aos depoimentos de Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que é seu irmão, na CPI da Pandemia, logo mais, às 14h. A dupla denunciou possíveis irregularidades na aquisição que o Governo Federal fez da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

Nos últimos dias, a imprensa divulgou amplamente um trecho do relato que Luis Ricardo fez ao Ministério Público Federal sobre pressões que teria sofrido para acelerar o processo de compra do imunizante, que teve a importação negada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no último mês de março por falta de documentos que comprovassem a eficácia e a segurança da vacina, além de problemas com o prazo de validade. A negociação já estava sob suspeita do próprio MPF em razão de dúvidas sobre a Covaxin e pelos valores considerados elevados – cada dose saiu por R$ 80.

O contrato fechado em fevereiro deste ano com a Precisa Medicamentos, que representa a Bharat no Brasil, previa a aquisição de 20 milhões de doses por R$ 1,6 bilhão (o Governo chegou a empenhar os recursos). O imunizante é o mais caro de todos já comprados pelo país. Outro ponto foi a velocidade com que a tratativa ocorreu (97 dias), em um tempo bem menor que outras vacinas, a exemplo da Pfizer, que levou 330 dias para fechar o contrato. Diante disso, a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira estabeleceu apuração aprofundada, nas esferas cível e criminal, sobre o caso.

Foi a ela que Luis Ricardo contou ter sido pressionado por um superior. Já o sócio-administrador da Precisa, Francisco Maximiano, também é proprietário da Global Gestão em Saúde, que vendeu remédios de alto custo ao Ministério da Saúde durante o Governo Temer, gerando prejuízo estimado de R$ 20 milhões aos cofres públicos ao não entregar os medicamentos. Na época, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) – atual líder do Governo Bolsonaro na Câmara – estava à frente da pasta.

Os acontecimentos acenderam o alerta em integrantes da CPI. O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), fez um requerimento convocando os irmãos Miranda e a maioria da Comissão aprovou a solicitação. O deputado Luis Miranda disse aos senadores que a Precisa exigiu um pagamento adiantado de US$ 45 milhões (cerca de R$ 220 milhões) na conta de uma outra empresa, a Madison Biotech, com sede em Cingapura. Na última quarta (23), Miranda deu publicidade a prints de conversas de WhatsApp em que afirma ter avisado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre as suspeitas de irregularidades.

O parlamentar também sustenta que conversou pessoalmente com o chefe do Executivo no último dia 20 de março e que apresentou documentos denunciando o caso. No mesmo dia, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, fez um pronunciamento e reagiu às acusações, ameaçando os irmãos Miranda, levantando a possibilidade de falsificação de documentos por parte do funcionário do Ministério da Saúde e que o presidente Bolsonaro determinou que a Polícia Federal os investigasse.

Presidente nega corrupção – Em sua tradicional live nas redes sociais, ontem, Jair Bolsonaro confirmou que se reuniu com Miranda, mas negou que foi avisado sobre corrupção e rebateu qualquer irregularidade envolvendo a compra e a importação da Covaxin. “Não recebemos uma dose de vacina, que corrupção é essa? Não foi gasto um centavo com aquilo. Pode olhar aí todas as notas. Sem falar que, publicamente, eu disse que só compraríamos vacina depois que passar pela Anvisa”, declarou. Ele também fez críticas ao ex-aliado: “Deputado aí que tem uma ficha, um prontuário bastante extenso”. Miranda acumula vários processos, entre os quais por estelionato e ameaças de morte.

“Coronavac com problemas” – Ainda na live, acompanhado do ministro das Comunicações, Fábio Faria, Bolsonaro fez várias críticas à Coronavac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. “Vocês estão vendo que essa vacina, a Coronavac, está com problemas em alguns países do mundo, como por exemplo Chile. No Brasil, não está sendo diferente”, disparou. Bolsonaro ainda perguntou se Fábio tomaria o imunizante. “Não, vou ver se tem outra”, respondeu o ministro. Um levantamento feito pelo secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo Tribunal Federal, Wanderson de Oliveira, mostrou que a Coronavac é a que mais protege contra casos graves da doença, evitando até 97% das mortes.

Superpedido – Um grupo formado por parlamentares de centro, direita e esquerda, movimentos sociais e pessoas físicas vai apresentar um superpedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados, na próxima quarta-feira (30). A definição sobre o pedido ocorreu hoje, durante uma reunião virtual ampliada. A frente alega “um conjunto de crimes cometidos pelo atual presidente da República desde que tomou posse em 2019, sendo a maioria os crimes cometidos durante a pandemia, que resultaram na morte de mais de 500 mil brasileiros”.

Queda na ocupação – A taxa de ocupação das UTIs em Pernambuco chegou ontem a 79%. Este é o menor índice desde 24 de novembro de 2020. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, há 368 leitos de terapia intensiva disponíveis para pacientes de Covid-19 em Pernambuco, zerando a fila de espera por vagas. O Estado tem, atualmente, 1.812 leitos ativos de UTI, sendo a sexta maior rede do país e é a mais robusta do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Pediu para sair – O vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, enviou um ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras, pedindo para deixar o cargo. Ele foi indicado para a função pelo próprio Aras, que lidera o Ministério Público Eleitoral. A justificativa oficial é de que está enfrentando problemas pessoais. Nos bastidores, a informação é de que Góes se chateou com algumas movimentações, como a tentativa de voto impresso que corre na Câmara Federal. No cargo desde março de 2020, o vice-procurador-geral Eleitoral deve sair em julho.

CURTAS

PERNAMBUCANO EM CANNES – O cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) integrará o júri principal do 74º Festival de Cannes, na França. O diretor é um dos nove convidados para compor o grupo, que será presidido pelo realizador estadunidense Spike Lee (“Faça a coisa certa”). O evento ocorrre entre os dias 6 e 17 de julho deste ano.

TÚLIO CONTRA SALLES – O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) entrou, ontem, com uma representação na Procuradoria-Geral da República, para que o órgão instaure medida cautelar de inquérito para reter o passaporte do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que foi exonerado na última quarta-feira (23).

Perguntar não ofende: quem está falando a verdade nessa guerra de versões sobre a Covaxin?


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Comentários

Joao

A mentira está sempre ao lado de quem dissemina a mentira, neste caso sabemos quem está com verdade ! Fábio Farias agora disputa com o ministro do Turismo, Onyx Lorenzoni e o presidente da caixa econômica Federal quem é o maior lambe-botas do Bozo, sem esquecer do senador Hainze do RS.




24/06


2021

Coluna da quinta-feira

Reforma eleitoral avança 

Líderes partidários têm encontro, hoje, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para definir a estratégia de votação da reforma eleitoral elaborada por um grupo de trabalho composto por deputados que debateram o tema por 60 dias. Ao receber o texto ontem, anunciou que será votado “em tempo hábil” para que as mudanças tenham validade já nas eleições de 2022. Para isso, entretanto, o projeto tem que ser votado pelos deputados e senadores até outubro deste ano.

“Trata-se de um projeto bastante elucidativo e completo para que os líderes e deputados da Casa possam analisar com calma todas as alterações propostas para que a gente tenha o que precisamos na política: segurança jurídica, previsibilidade, correção judicial muito forte e clareza na legislação “, disse Lira, após encontro com os parlamentares que atuaram na elaboração da proposta.

De acordo com a deputada Margarete Coelho (PP-PI), relatora do projeto, entre as principais mudanças propostas em relação à legislação atual estão uniformização dos prazos de desincompatibilização de quem pretende concorrer nas eleições, a uniformização também de multas para os partidos, clareza sobre cada uma das funções e atribuições da Justiça Eleitoral e a releitura das penas de inelegibilidade na linha do que o Supremo Tribunal Federal tem decidido, além de maior clareza sobre a utilização da internet na propaganda eleitoral.

Ao presidente da Casa, os deputados que se empenham pelas mudanças disseram que organizaram procedimentos eleitorais e uniformizamos a legislação eleitoral em um código que não existia no Brasil, levando em conta também a Lei Geral de Proteção de Dados e o Marco Regulatório da Internet, já em vigor. O sistema eleitoral brasileiro, na visão do grupo de trabalho, é “um dos mais judicializados do mundo, com milhares de votos e candidaturas anuladas, o que termina por invalidar a vontade do eleitor.

A grande intenção é empoderar o eleitor, segundo eles. O texto contém ainda uma redução no teto de multas que partidos podem receber por causa de suas prestações de contas. A Lei dos Partidos Políticos, atualmente em vigor, estipula que “a desaprovação das contas do partido implicará exclusivamente a sanção de devolução da importância apontada como irregular, acrescida de multa de até 20%”. Trata-se do artigo 37 do dispositivo. Na proposta que os deputados entregaram a Arthur Lira esse teto é reduzido. Há dois artigos sobre isso no capítulo das prestações de contas partidárias.

Camurins escasseiam – Os deputados federais estão preocupados, na verdade, é com a reeleição deles. Pelas regras atuais, que valeram para as eleições proporcionais em 2020, com proibição de coligações partidárias, grande parte dos “nobres” representantes do povo na Câmara Federal não se ele e não consegue sequer montar uma chapa competitiva, simplesmente porque falta o principal: os chamados camurins (peixe pequeno), como assim carimbou o ex-deputado Silvio Costa, para garantir calda aos que se julgam com maior capacidade de receberem maior número de votos.

Casuísmo eleitoral – Em busca da salvação, os deputados aprovaram, há 15 dias, o regime de urgência de tramitação para o projeto que cria a federação partidária, dispositivo que, se aprovado no bojo da reforma em discussão, pode salvar partidos pequenos que correm risco de extinção por causa da chamada "cláusula de barreira". A federação de partidos é uma proposta controversa. Prevê, em linhas gerais, que duas ou mais legendas se unam durante o período eleitoral e mantenham a parceria por no mínimo quatro anos. Com isso, as siglas parceiras passam a ser tratadas como uma só. Precisam, por exemplo, estar juntas na disputa presidencial, em todas as candidaturas estaduais e também nas atuações na Câmara dos Deputados e no Senado. Trata-se do jeitinho brasileiro de ressuscitar as coligações.

Sobrevivência dos pequenos – O sistema da federação partidária é visto como uma possibilidade de os partidos menores sobreviverem ao dispositivo da lei eleitoral conhecido como cláusula de barreira ou desempenho, que, a cada eleição, torna mais difícil o acesso de siglas com pouco voto nas urnas a benefícios como tempo de TV e recursos do fundo partidário. Na prática, essas restrições podem determinar o fim de uma sigla, que ficaria sem condições de desenvolver suas atividades.

Redução de partidos – Na eleição de 2022, os partidos precisarão ter 2% dos votos válidos para deputado federal, distribuídos por ao menos nove estados, para não serem atingidos pela cláusula de barreira. A votação corresponde a eleger 11 deputados. As exigências aumentarão nos pleitos seguintes até chegarem aos 3% dos votos em 2030. A ideia da cláusula de barreira é reduzir o número de partidos existentes no Brasil. Hoje, são 33 as siglas com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O babão-mor – Entre os próprios aliados do PSB no Estado, o senador Humberto Costa, que deu uma aula de geografia na CPI da Covid quando disse que o Brasil faz fronteira com o México, está sendo chamado de babão. Chegou ao cúmulo de elogiar a reforma previdenciária de João Campos, prejudicial aos servidores públicos municipais, e seu último desejo é ver o governador Paulo Câmara, o mais desaprovado do País, como vice do provável candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula, responsável, diga-se de passagem, por ter montado a maior quadrilha de assalto aos cofres públicos do País, descoberta pela operação Lava Jato.

CURTAS

FLEXIBILIZAÇÃO – O governador Paulo Câmara anunciou, ontem, mais um avanço no plano de convivência com a Covid-19. A partir do próximo dia 28 serão liberadas atividades econômicas e sociais em 35 cidades dos Sertões do Moxotó e Pajeú. Informou, na mesma ocasião, que mais 278 mil doses de vacina estão previstas para chegar ao Estado nos próximos dias, incluindo a primeira remessa da Janssen.

COMO FICA – A nova liberação de atividades contempla as cidades da Macrorregião três. Estão nesta área, municípios que têm como polos Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. Com isso, as atividades econômicas podem voltar a funcionar até as 20h, tanto nos dias de semana como aos sábados e domingos. Os estabelecimentos comerciais de bairro e de rua e os escritórios terão horário especial. Eles podem abrir até as 19h nos fins de semana. A capacidade permitida será de 50% do total.

Perguntar não ofende: Por que os deputados são tão ágeis em reformas quando o que está em jogo são os interesses deles?


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Comentários

Eduardo

Magno, ainda bem que você não caiu na notícia fake das vacinas. É a coisa maia sem sentido que já vi.

Joao

Wellington Antunes, os bozolóides além da amnésia, só assistem o SBT, TV RECORD E REDE TV e os comentários dos dois maiores imbecis jornalistas desse país: Augusto Nunes e Alexandre Garcia.

Wellington Antunes

Sobre o escândalo da Covaxin nenhuma linha na coluna desta quinta-feira. Ou vc não tá sabendo, Magno? Logo vc, tão bem informado dos bastidores da política em Brasília? Ainda dá tempo de atualizar e deixar seus leitores melhor informados, excetuando os bolsomínions., que não acreditam.


Pousada da Paixão


23/06


2021

Coluna da quarta-feira

Ducha fria na CPI  

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), jogou, ontem, uma ducha fria na CPI da Covid no Senado, que está sendo tocada na outra casa. “Não vai trazer efeito algum”, previu, diante dos rumos que as investigações estão tomando, servindo muito mais para palanque político.  Responsável por pautar pedidos de impeachment, o deputado alagoano afirma que não há “circunstâncias” para abertura de um processo contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Neste momento, a CPI é um erro. A guerra está no meio. Como é que você vai apurar crime de guerra no meio da guerra? Como vai dizer qual é o certo?”, disse Lira em entrevista ao jornal O Globo. “A CPI polarizou politicamente e não vai trazer efeito algum, a não ser que pegue alguma coisa”, acrescentou. Lira acha que a demora para o governo assinar o contrato com a Pfizer não resolveria o problema da pandemia.

Segundo ele, do momento da proposta da farmacêutica até a assinatura do contrato pelo governo, o Brasil poderia ter recebido três milhões de doses a mais da vacina contra a covid-19. “É muita dose. Ajudaria muita gente. Mas resolveria o problema da pandemia?” Lira também diz que a situação é diferente de outros países com populações menores. “Três milhões de doses no Brasil não vacinam Alagoas”.

O presidente da Câmara disse também que um impeachment precisa de circunstâncias específicas. “Falta um conjunto de coisas. Enquanto a economia tiver em crescimento… Veja bem, não estou faltando com respeito a nenhuma vítima. 499 mil [mortos], 501 mil, são todas significativas como uma vida. Pelo amor de Deus! O que estou dizendo é que o impeachment não é feito só disso”.

Lira também afirmou que, no momento, Bolsonaro tem votos na Câmara para segurar processos abertos contra ele. Segundo o congressista, pautar o impeachment agora seria um teste com “122 votos que querem contra 347 que não querem”.

Vez das reformas – O presidente da Câmara diz que o foco no momento é votar as reformas administrativa e tributária e as privatizações. Também disse que tem compromisso, desde sua eleição, com seis frentes, entre elas a das mulheres, ruralistas e anticorrupção. “E hoje essas matérias estão vindo.” Lira defendeu ainda a reforma administrativa, que está sendo discutida em uma comissão especial da Câmara. Segundo ele, o texto não irá acabar com o funcionalismo. “Não vai mexer em um centímetro de direito adquirido, tenho dito isso. Não vamos permitir nada da promulgação para trás. Agora, da promulgação para a frente, é nossa obrigação fazer um Estado mais ágil, mais moderno”.

Prisão do presidente – O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), 48 anos, recebeu a 1ª dose da vacina contra a covid-19 na última segunda-feira, em Macapá. Na fila da vacinação, o vice-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid foi abordado por um bolsonarista e os dois protagonizaram uma discussão acalorada. O eleitor, que tinha o rosto de Jair Bolsonaro (sem partido) estampado em sua máscara de proteção, questionou o senador sobre a “CPI da palhaçada” em Brasília. Em resposta, Randolfe disse que a comissão prenderá o presidente.

Reforma no Recife – Os vereadores do Recife aprovaram, ontem, em segunda votação, a reforma da Previdência municipal proposta pelo prefeito João Campos (PSB). Ao todo, 19 mil servidores serão afetados pelas regras, que aumentam a idade mínima para aposentadoria e a alíquota previdenciária, além de alterar o cálculo para concessão do benefício. A primeira votação ocorreu segunda-feira passada na sessão mais longa da história do Legislativo recifense. A reforma foi enviada pela prefeitura no dia 7 de junho, em caráter de urgência, e é composta por cinco projetos, sendo três do Executivo, um de lei complementar e um de emenda à Lei Orgânica.

Até um diplomata – A Operação Suborno, desencadeada, ontem, em Pernambuco e outros quatro Estados, resultou na prisão de 18 suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e na apreensão de mais de R$ 500 mil em dinheiro, dez carros, armas, relógios, joias, segundo a Polícia Civil. Entre os presos, estava um ex-diplomata, que não teve o nome divulgado. Também foram apreendidos dólares e euros, em quantia ainda não contabilizada, bloqueados R$ 44 milhões do grupo criminoso e sequestrados imóveis, incluindo entre eles um posto de combustível que a polícia acredita que era utilizado para lavagem de dinheiro, segundo o delgado Ivaldo Pereira, titular das investigações.

Reação da jornalista – Os apoiadores de Bolsonaro estão circulando uma foto antiga da jornalista Laurene Santos, da TV Globo, atacada pelo presidente, em que aparece sem máscara ao lado de outros dois repórteres, tudo antes da pandemia. Mesmo assim, a imagem é compartilhada como se tivesse sido tirada no momento atual, como se a jornalista estivesse sendo hipócrita. Ela pegou o print de uma conversa de WhatsApp com o clique e alertou os seguidores do Instagram. “Atenção: Esta foto está sendo compartilhada nas redes sociais com uma informação falsa. O registro foi feito antes da pandemia, na cidade de Aparecida. Aproveito para reiterar meu respeito às inúmeras manifestações de apoio”, escreveu ela na legenda.

CURTAS

DISCO DE ALCEU – A moça bonita da praia de Boa Viagem encontra a mensageira dos anjos no novo disco do cantor Alceu Valença. "Sem Pensar no Amanhã" é o primeiro dos três álbuns acústicos gravados pelo artista pernambucano, todos com lançamento previstos para este ano. A obra combina releituras de clássicos de sua carreira com canções inéditas em um "roteiro cinematográfico", como define o próprio músico.

PLANO SAFRA – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou, ontem, o Plano Safra 2021/2022. O Governo destinará R$ 251,22 bilhões ao programa e escolheu o slogan “Cada vez mais verde” para o novo ciclo. Participaram de evento no Palácio do Planalto o presidente Jair Bolsonaro, a ministra Tereza Cristina (Agricultura), os ministros Paulo Guedes (Economia), Ricardo Salles (Meio Ambiente), outros integrantes do governo e congressistas.  Foram investidos R$ 14,9 bilhões a mais em relação ao plano anterior.

Perguntar não ofende: Quando a CPI da Pandemia vai chamar Geraldo Covidão para depor?


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Comentários

Joao

Esquece o divisão, fale mais do planaltão. A compra da covaxin indiana com ágio de mais 1000% está batendo à porta do Planalto. Seria isso o descontrole do acéfalo. Este não joga água fria na cabeça de ninguém, o passado o condena.


Bandeirantes Junho 2021


22/06


2021

Coluna da terça-feira

Lula deve ser canonizado 

Depois de ter todos os seus pecados de roubalheira perdoados, por liderar a quadrilha que promoveu o maior assalto aos cofres públicos da história do País, por uma decisão monocrática do ministro Edson Fachin, do STF, nomeado na era petista pela ex-presidente Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caminha para ser beatificado pelo Papa Francisco. Pelo andar da carruagem, vai virar, mais rápido do que se esperava, o “Santo Lula”.

Ontem, o juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Vara Federal de Brasília, deu a sua colherzinha de chá. Concluiu que o réu Lula é inocente na operação Zelotes, que apurou a oferta de R$ 6 milhões, a título de propina, para a campanha eleitoral do PT. A dinheirama teria sido apresentada pelo lobista Mauro Marcondes ao ex-presidente. A moeda de troca seria a edição da MP 471, que prorrogou incentivos fiscais às empresas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Em outra ação penal da Zelotes, Lula responde pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação apurou suposta negociação irregular de 36 caças Gripen, da fabricante sueca Saab, pelo governo Dilma Rousseff (PT). No final de maio, o juiz Frederico Botelho suspendeu o depoimento de Lula no caso depois de a defesa do petista apresentar pedido de suspeição no início deste mês contra dois procuradores que atuaram na Zelotes: Frederico de Carvalho Paiva e Herbert Reis Mesquita.

Acusa a dupla de atuar em conjunto com a Lava Jato em Curitiba para a “realização de contratos irregulares com a Receita Federal e autoridades estrangeiras”. Botelho entendeu que o pedido de suspeição deve ser discutido dentro da ação penal dos caças. Abriu prazo de 30 dias para o MPF (Ministério Público Federal) se manifestar. Disse que a discussão deve ser feita “não sob o enfoque da suspeição e sim sob a ótica da justa causa”.

Além dos processos da Zelotes, Lula responde às quatro ações penais da Lava Jato Curitiba que foram enviadas ao Distrito Federal por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) e uma ação da Operação Janus. A alma mais honesta do planeta tem tantos penduricalhos no campo ético que, num País sério e não circense como o Brasil, nunca teria saído da cadeia.

Nada a ver? – O juiz, pasmem, afirma que embora existam elementos que apontem suposta atuação de uma da empresa Marcondes e Mautoni, “não há evidências apropriadas e nem sequer minimamente aptas a demonstrar a existência de ajuste ilícito” envolvendo Lula. Frederico Botelho diz que é segura a conclusão que a acusação carece de elementos que poderiam fundamentar, além da dúvida razoável, eventual juízo condenatório em desfavor dos réus. Não se pode passar a borracha na história. Na era petista, foram descobertos desvios de fundos da Petrobras, superfaturamentos em obras públicas, como na hidrelétrica de Belo Monte, na usina de Angra 3, em fundos de pensão de servidores federais e em estádios da Copa do Mundo de 2014. E Lula nada tem a ver com isso?

TSE no ataque – O Tribunal Superior Eleitoral lançou um vídeo em defesa da urna eletrônica e do modelo de apuração das eleições no País. O presidente da Corte e ministro Roberto Barroso, do STF, aparece na peça explicando os mecanismos de auditagem dos votos e a segurança do sistema. “O Brasil tem, provavelmente, o melhor sistema de apuração eleitoral do mundo”, diz o ministro. “Apesar de termos 150 milhões de eleitores, na noite do mesmo dia das eleições o TSE divulga os resultados”. Barroso também afirma que jamais ocorreu qualquer caso de fraude comprovada nos 25 anos de uso da urna eletrônica no Brasil.

Policiais indiciados – Mais de um ano após a tentativa de homicídio contra o senador Cid Gomes (PDT-CE), durante motim protagonizado por centenas de policiais militares no Ceará, 33 agentes da Segurança Pública do Estado foram indiciados, ontem, pelo crime. Para chegar aos nomes dos envolvidos foi instaurado Inquérito Policial Militar (IPM) e houve quebra do sigilo telefônico autorizado pela Justiça a fim de descobrir quais policiais estavam amotinados no quartel, em Sobral, no fim da tarde (das 17h às 18h) do dia 19 de fevereiro de 2020, data e horário que o senador Cid Gomes foi alvejado a tiros naquela localidade.

Ceará reduz – Por falar no Ceará, pela segunda vez consecutiva o risco de transmissão da Covid-19 entre os municípios cearenses apresentou redução. Conforme dados do boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde, atualmente 150 cidades estão em alerta "altíssimo", 14 a menos do que o verificado há duas semanas. Além disso, quatro cidades estão com alerta moderado (nível 2): Eusébio, Cariré, Brejo Santo e Choró. Este é o maior número de cidades cearenses no nível 2 desde abril. O boletim, referente às semanas epidemiológicas 23 e 24, entre 6 a 19 de junho, traz ainda que 30 cidades estão no nível de alerta "alto" para transmissão da Covid-19. No boletim anterior eram 23.

Torcida por Anchieta – O Pajeú, minha região, tomou um susto, ontem, com a notícia de que o radialista Anchieta Santos, meu amigo de velhos carnavais, vai se submeter a uma cirurgia para retirada de um nódulo na cabeça, identificado recentemente. No Recife em fases de exames, Anchieta está tranquilo e otimista de que o procedimento será bem-sucedido. Não é apenas o Pajeú que torce e ora por ele, mas o Estado inteiro. Anchieta rompeu a fronteira do Sertão, trabalhou na Rádio Clube, no Recife, e virou figura carimbada no Estado, quando passou animar o palanque dos comícios de praticamente todas as campanhas do ex-governador Miguel Arraes.

CURTAS

CESTAS IRREGULARES – O Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgou irregular uma licitação de R$ 43 milhões aberta pela Prefeitura do Recife para a compra de cestas básicas para alunos da Rede Municipal durante a pandemia de Covid-19. A corte também multou o Executivo municipal em R$ 12 mil, conforme este blog antecipou, ontem, com exclusividade.

RECURSO – Sem ter nada a ver, porque o processo se deu na gestão de Geraldo Júlio, o Covidão, o prefeito do Recife, João Campos, disse que vai recorrer. Informa que se trata de uma decisão preliminar. “Vamos realçar a fundamentação para os atos realizados pela comissão de licitação trazendo novos elementos que comprovarão a execução da licitação dentro da regularidade”, diz a nota da Prefeitura.

Perguntar não ofende: Quando a Justiça Federal vai reabrir em Brasília os processos contra Lula anulados por Fachin?


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Joao

Blogueiro bozolóide, há de perguntar também quando vão investigar as rachadinhas da famílicia, bem como a casinha de 6 milhões do Flavinho chocolate , pior não serão \"canonizados\" , pois já existe camarote reservado no inferno para eles, com vagas para os lambe-botas!

Wellington Antunes

LULA LIVRE! Aceita que dói menos, Magno.

MARCOS MORAIS

Sua visão do fato é bastante distorcida, o ex. Presidente Lula não está sendo canonizado e nem beatificado o que ocorre na verdade é que finalmente os Tribunais Superiores estão reconhecendo que o Lula foi preso e condenado sem que houvesse uma só prova . O Juiz q o condenou, virou ministro .




21/06


2021

Coluna da segunda-feira

Quem rouba, não é genocida?

Não entenda como uma defesa do presidente Bolsonaro, que cometeu erros e continua com uma postura equivocada, a ponto até de defender o não uso de máscaras para quem já está vacinado, mas a pandemia no Brasil virou palanque político. A maior palanqueira é a TV-Globo, que aponta o presidente brasileiro como o principal responsável pelas 500 mil mortes, marca atingida sábado passado, mas não inclui entre os culpados os governadores e prefeitos que desviaram bilhões da Covid. O maior circo, a CPI do Senado, com presidente e relator investigados por corrupção.

Ora, quem roubou dinheiro com a rubrica de salvação de vidas, diga-se de passagem, remetido pelo Governo Federal, matou vidas do mesmo jeito, é igualmente, genocida ou tem alguma diferença? O presidente é genocida porque foi relapso e negacionista. Tudo bem. E quem comprou respiradores de porcos, equipamentos hospitalares em geral superfaturados, não é, igualmente, criminoso? A Globo foi ao orgasmo com um editorial no JN falando das 500 mil mortes, cravando, indiretamente, o Governo pela culpa.

Mas quando informa que os Estados Unidos, a maior potência mundial, ultrapassou a marca das 600 mil mortes, não carimba o presidente Joe Biden de genocida, nem tampouco o ex-presidente Donald Trump. Dois pesos, duas medidas. A Índia não está muito distante do Brasil em termos de mortes – 400 mil – mas a Globo também não se refere ao presidente Ram Nath como genocida, muito menos o primeiro-ministro Narendra Modi. Qual a diferença? Politicagem, antecipação da eleição de 2022.

A Globo omite, por exemplo, que mais de 16 milhões de brasileiros se recuperaram da covid. Quanto aos Estados, deveria apontar, também, a roubalheira, começando pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB). Além de ser a unidade da Federação com maior número de mortes, o Governo Dória recebeu a “ilustre” visita da Polícia Federal. Assinou uma compra superior a meio bilhão de reais, sem licitação, para aquisição de respiradores em caráter de urgência. Quem rouba, também não é genocida, repito?

Em São Paulo, foram três mil aparelhos importados da China, a um custo de mais de R$ 550 milhões, gasto que representa quase metade do R$ 1,2 bilhão estimado pelo governo com custos extras devido à pandemia. Por conta disso, o tucano está na mira do Ministério Público de São Paulo e silenciou, tende a virar réu e até ser preso. No Rio, o governador Wilson Witzel chegou a ser afastado por decisão monocrática do ministro Benedito Gonçalves, do STJ, que atendeu a pedido do Ministério Público Federal, denunciado pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na decisão, Gonçalves diz que o grupo criminoso, do qual Witzel faria parte, agiu e continua agindo, "desviando e lavando recursos em plena pandemia".

Mas a Globo não diz que o governador carioca é genocida. A Polícia Federal já fez operações para investigar a roubalheira do dinheiro que seria para salvar dias em 11 Estados. Isso significa que a Polícia Federal rompeu uma quadrilha a cada 3,9 dias, desde que começaram as buscas. Em um ranking dos estados que mais desviaram verbas da saúde, em primeiro lugar está Pernambuco, mas a Globo não mostra isso.

Aqui, segundo levantamento oficial da Polícia Federal, teria ocorrido desvios da ordem de R$ 108 milhões. Em seguida, o Pará, com R$ 75 milhões, e Rondônia, onde R$ 31 milhões da verba destinada ao tratamento de infectados pela Covid-19 teriam ido para os bolsos dos corruptos. Vale ressaltar que, do total de ações, em oito casos a PF não informou o valor dos desvios. E entre as operações, 16 miravam as prefeituras. Recife é, igualmente, campeã, com sete operações da PF. Na gestão de Geraldo Júlio, o Covidão, só para a pandemia mais de R$ 600 milhões foram enviados pelo Governo Federal.

Mas a Globo não inclui Paulo Câmara nem Geraldo Covidão como genocidas. Entre os 25 processos de investigação da Federal, 15 ações envolvem a aquisição de outros tipos de materiais destinados ao combate do novo coronavírus, como máscaras de proteção e Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Apenas quatro processos de investigação não especificaram o objeto alvo de fraudes nas compras.

Isso a Globo não mostra em editorial!

O editorial – A TV Globo divulgou, no mesmo sábado das 500 mil mortes, um editorial lido no final Jornal Nacional pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos. O texto não mencionou o nome de autoridades, mas de maneira oblíqua se dirigiu ao presidente Jair Bolsonaro. “É evidente que foram muitos – e muito graves – os erros cometidos. Eles estão documentados por entrevistas, declarações, atitudes, manifestações”, disse a emissora em seu principal telejornal. Neste trecho, fica evidente que o alvo é Bolsonaro, ao mencionar tratamento precoce para covid, sempre defendido pelo presidente: “A aposta insistente e teimosa em remédios sem eficácia, o estímulo frequente a aglomerações, a postura negacionista e inconsequente de não usar máscaras e, o pior, a recusa em assinar contratos para a compra de vacinas a tempo de evitar ainda mais vítimas fatais”.

Esculhambação grande – O Governo Federal derramou uma dinheirama nos Estados achando que seriam grandes parceiros na disseminação da covid. Transferiu R$ 37 bilhões para os 26 estados mais o Distrito Federal, o que representa 62% do total dos R$ 60 bilhões de recursos em geral remetidos. Os municípios receberam os R$ 23 bilhões (38%) restantes. a maior parte dos R$ 37 bilhões recebidos pelos estados tinha aplicação livre: R$ 30 bilhões, ou seja, 81% do total. Os governadores puderam usar esse dinheiro para outros fins que não o combate à pandemia – como investimento, custeio da máquina pública e pagamento de salários. Somente R$ 7 bilhões, o equivalente a 19% do total, tinham que ser aplicados necessariamente em ações de saúde e assistência social.

Em outros setores – O Estado que mais recebeu o auxílio foi São Paulo, contemplado com R$ 7,6 bilhões, sendo R$ 988 milhões para saúde e R$ 6,6 bilhões em aplicação livre, mas o governador cara de pau João Dória diz que o Governo Federal não ajudou. Em segundo lugar, está Minas Gerais, que recebeu R$ 3,4 bilhões, dos quais quase R$ 3 bilhões de uso livre e R$ 453 milhões para combate à pandemia. Logo depois, aparece o Rio de Janeiro, que levou R$ 2,4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões “sem carimbo” e R$ 411 milhões com destino específico.

A fatia pernambucana – No caso de Pernambuco, o Estado já recebeu R$ 1,5 bilhão do Governo Federal exclusivamente para ações direcionadas ao combate da covid. Deste total, R$ 777,5 milhões foram destinados ao Recife, que concentra a maior rede de saúde. Para a Secretaria de Saúde do Recife, houve um repasse direto de R$ 129,8 milhões. Já o Governo do Estado manejou, sozinho, mais R$ 647,6 milhões. Os outros municípios, somados, tiveram acesso a outros R$ 768,7 milhões. Os dados são oficiais, do Localiza SUS, plataforma do Ministério da Saúde.

Desmistificando a CoronaVac – Embora tenham ocorrido mortes em pacientes, mesmo após a segunda dose, uma nova pesquisa sobre a eficácia das vacinas contra a covid-19 mostra que a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, é a que mais protege contra casos graves da doença, prevenindo até 97% das mortes de pessoas infectadas. O levantamento foi feito e divulgado pelo ex-secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e atual secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo Tribunal Federal, Wanderson de Oliveira. O epidemiologista usou dados do sistema OpenDataSus, do Ministério da Saúde. A pesquisa de Wanderson também levantou as taxas de eficácia contra casos mortes das outras vacinas, como a da Astrazeneca (90%), Pfizer (80%), Janssen (85%) e Sputnik V (85%).

CURTAS

Gastos – O Governo Federal já gastou R$ 557 bilhões com ações de resposta à pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A cifra representa 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos pelo País em um ano. Até junho, a maior despesa foi com o auxílio emergencial, que totaliza R$ 311 bilhões pagos (em 2020 e em 2021), segundo informações do Portal da Transparência.

Vacinas – O segundo maior montante foi com transferências a fundos garantidores de investimentos (R$ 73 bilhões). Os 26 Estados e o Distrito Federal receberam cerca de R$ 60 bilhões diretamente. Na lista estão cerca de R$ 60 bilhões em ações diretas de enfrentamento relacionadas a políticas de saúde. O valor pago para a aquisição de vacinas já atingiu R$ 9 bilhões.

Perguntar não ofende: Então, para a Globo, concluindo, quem ceifou tantas vidas desviando dinheiro da covid não é genocida? 


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Joao

Mantra bozolóide e de muitos jornalistas puxa-saco e disseminadores de fakes: Globo , Cuba, Venezuela, Lula......tentando fugir da culpa por mais de 500 mil mortes. Não comprou vacina, agora pagamos um preço muito alto. Quer partilhar a culpa. Agora é tarde capetão, digo capitão!




19/06


2021

Coluna do sabadão

Bolsonaro no enfrentamento

Com prazo para acabar, tendo feito, ontem, as primeiras recomendações para uma investigação mais a fundo, a CPI da Covid, no Senado Federal, criada para concluir que Bolsonaro é genocida e com isso pedir o seu impeachment, está sendo enfrentada no gogó pelo presidente da República. Ao invés de se intimidar, Bolsonaro parte para o confronto.

Falando ontem num evento no Pará, ele disse que seus adversários estão iludidos, achando que vão derrubá-lo. “Não desistiremos, porque o presidente, além de imorrível, é imbroxável também. Não vai ser uma CPI da mentira, onde não se busca a verdade, uma CPI que se ilude achando que vai derrubar o governo federal, um presidente que nunca se furtou ao seu dever de decidir”, disse.

Relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) anunciou, ontem mesmo em Brasília, antes do presidente se pronunciar no Pará, os primeiros nomes dos que passarão da condição de testemunhas para investigados pelo colegiado. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e Eduardo Pazuello, ex-ministro da mesma pasta, estão na relação.

Ainda ontem, para provocar ainda mais a CPI, Bolsonaro voltou a defender o tratamento precoce contra a covid-19. “Recomendo àqueles que por ventura tenham problema com a covid, procurem o seu médico para o tratamento precoce. [Vou] dizer a vocês que eu, lá atrás, tomei hidroxicloroquina, assim como muitos tomaram ivermectina. Isso não mata ninguém”, declarou.

E completou: “Ninguém morreu por causa disso; muito pelo contrário, salva vidas. Não somos coniventes com a indústria farmacêutica, não buscamos lucro”. A Anvisa registrou em abril 9 mortes por uso de medicamentos que compõem o “kit covid”, desde março de 2020. No período, que corresponde ao da pandemia no Brasil, também cresceu o número de reações adversas pelo uso de remédios.

Mais uma vez, o presidente criticou governadores que adotaram medidas restritivas para conter o alastramento da pandemia. E disse que pretende entregar o comando do Brasil a alguém “de direita, conservador, que respeita a família, os seus militares e, acima de tudo, que tenha lealdade ao seu povo”.

Condução coercitiva – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, ontem, a condução coercitiva do empresário Carlos Wizard para prestar depoimento à CPI da Covid. A convocação de Wizard foi aprovada diante da suspeita de integrantes da comissão de que ele integre o "gabinete paralelo", que teria assessorado o presidente Jair Bolsonaro em assuntos relacionados à pandemia. O depoimento do empresário à CPI estava marcado para quinta (17), mas Carlos Wizard não compareceu. Segundo a defesa, ele está nos Estados Unidos, acompanhando o tratamento de saúde de um familiar.

Dívida previdenciária – Deputados e prefeitos querem aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para criar um novo parcelamento de dívidas previdenciárias de municípios. O objetivo é dar às prefeituras 20 anos para quitar os débitos, que podem superar os R$ 100 bilhões, e ainda regularizar a situação dos municípios que hoje estão negativados por falta de pagamento e ficam sem receber recursos de convênios, transferências e até de emendas parlamentares destinadas por deputados e senadores a seus redutos eleitorais. A PEC foi apresentada pelo deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) com apoio de outros 171 parlamentares da base aliada e da oposição - segundo ele, um sinal de que a pauta é “suprapartidária” e deve ter amplo apoio na Casa.

“Utilidade pública” – A Secretaria Especial de Comunicação Social do governo Bolsonaro publicou texto, ontem, afirmando que o cachê pago ao apresentador Sikêra Jr, da RedeTV!, foi por “serviços de utilidade pública” relacionados à publicidade e propaganda. A nota rebate reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que mostrou que o apresentador – que é amigo da família do presidente – recebeu R$ 120 mil de dezembro de 2020 a abril de 2021. O valor consta em documento oficial entregue à CPI da Covid no Senado.

Amupe pela cultura – O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, solicitou aos presidentes da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Eriberto Medeiros, e do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, Dirceu Rodolfo, apoio das entidades no fortalecimento dos artistas pernambucanos, através do movimento Somos Forró. O projeto visa o apoio de parceiros para a valorização do ritmo no período junino, através de transmissões ao vivo, além de políticas de fomento cultural.

Ministros em Caruaru – Uma comitiva de ministros e secretários de governo visitou, ontem, obras e instalações do município de Caruaru, no Agreste pernambucano. A série de visitas foi acompanhada pela prefeita Raquel Lyra (PSDB). Participaram o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, que anunciou a liberação de R$ 30 milhões para a cidade; o ministro da Cidadania, João Roma; o secretário especial de Cultura, Mario Frias; o presidente da Embratur, Carlos Brito, e a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. De acordo com a Prefeita Raquel Lyra, todo trabalho que será desenvolvido terá como objetivo explorar o melhor da cultura local e na geração de emprego e renda.

CURTAS

GERALDÃO – Com a autorização dos esportes coletivos em Pernambuco, o Ginásio do Geraldão, sob a gerência geral de Kléber Medeiros, se prepara para receber diversos eventos. Um calendário de competições está sendo preparado para uma das principais praças esportivas do Recife.

5 MILHÕES – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que entregará ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) mais cinco milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19, produzida no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Com a entrega, chega a 54,8 milhões o total de doses produzidas em Bio-Manguinhos e disponibilizadas ao Ministério da Saúde.

Perguntar não ofende: Renan Calheiros, relator da CPI, com 18 processos no ombro, tem moral para cassar alguém?


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Eduardo

Seguindo essa linha de raciocínio a Terra ainda seria o centro do universo como afirmava a Santa Inquisição ao taxar Galileu (um negacionista) de herege.

Mesquita

Senadores com miolos fizeram bem em deixar malucos falando sozinhos na CPI. Debater com cloroquinistas é como fazer seminário de astronomia com terraplanista em nome da pluralidade. Ñ se trata de divergências técnicas no enfrentamento da Covid. Estão lá para defender uma mentira.

Mesquita

Não seríamos hoje o epicentro da pandemia se não tivéssemos sido antes o epicentro da ignorância.




18/06


2021

Coluna da sexta-feira

Quebradeira nos restaurantes 

Dos mais de 1 milhão de bares e restaurantes que existem no Brasil, mais de 300 mil fecharam as portas de vez por causa da pandemia do novo coronavírus. Na cidade de São Paulo, 30 mil dos mais de 70 mil estabelecimentos existentes fecharam, de acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), só no ano passado. Em Belo Horizonte, onde o isolamento está sendo mais demorado, a proporção é bem maior.

Segundo a mesma instituição, cinco mil dos 12 mil bares e restaurantes de BH fecharam, ou seja, um a cada três deixou de operar. O mesmo aconteceu na cidade do Rio do Janeiro: 40% dos estabelecimentos deixaram de funcionar, ou três mil dos 10 mil estabelecimentos. Atualmente, 73% dos bares e restaurantes no Brasil que resistiram, já retomaram as atividades.

Desses, 18% estão atuando só com delivery ou comida para viagem. Cerca de 38% estão com serviço à lá carte e só 21% funcionam com o bufê. O faturamento está menor do que o esperado para 71% dos empreendimentos. As receitas estão em queda, uma vez que parte dos gastos dos consumidores se reduziu: para 39%, o tíquete médio por compra está igual ou maior do que antes da pandemia. Ou seja, 61% dos consumidores estão gastando menos.

Com a queda nas receitas, também cai o número de vagas oferecidas pelos bares e restaurantes. Cerca de 51% estão trabalhando com menos da metade dos funcionários que tinham antes de a reabertura ser permitida e 64% não pretendem voltar a contratar no momento, mesmo com o retorno às atividades.

Famosos não resistem – Em São Paulo, estabelecimentos tradicionais fecharam as portas nos últimos meses. Em abril, o La Frontera e o Pasv, também da região central, encerraram as suas atividades. Nas redes sociais, o bar Cateto, na região de Pinheiros, zona oeste paulistana, anunciou que “diante de uma pandemia mundial que ninguém estaria pronto para prever ou se preparar, nós, como tantos outros pequenos negócios, não resistimos”. Anúncio semelhante foi feito pelo bar Capivara, na Barra Funda, também na zona oeste. Em Brasília, entre os tradicionais e mais famosos que não resistiram, o Piantella, reduto dos políticos.

Crise é geral – No Rio de Janeiro, segundo levantamento do Sindicato de Bares e Restaurantes do Estado (SindRio), encerraram as suas atividades o Bar Leo, duas unidades do Ráscal (CasaShopping e Rio-Sul), o Laguiole Lab, Puro, Aconhego Carioca (Leblon), a cervejaria Yeasteria, o restaurante Zuka e o Espirito Santa. Em nota, a Companhia Tradicional de Comércio, que administra o bar Astor, em Ipanema, e duas unidades da Bráz Pizzaria, no Jardim Botânico e na Barra da Tijuca, afirmou que os estabelecimentos de Ipanema e da Barra da Tijuca interromperam as suas atividades. De acordo com a companhia, 22 funcionários foram demitidos da unidade da Barra da Tijuca e outros 44 foram desligados do bar Astor.

Em outros setores – A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus provocou o fechamento de 135 mil estabelecimentos comerciais no País. A perda equivale a 10% do número de estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios existentes antes da crise sanitária, segundo cálculos da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A migração gradual de parte das vendas presenciais para o comércio online deve fazer o varejo encerrar o semestre com 80 mil lojas a menos, segundo o mesmo estudo, que é arrasador.

Lula pisa na bola – Pelas redes sociais, o ex-presidente Lula disse, ontem, que, se eleito, iria por abaixo o teto de gastos. Ex-presidente do Banco Central no próprio Governo Lula, Henrique Meirelles comentou o assunto. Afirmou que o petista está mal-informado sobre o teto de gastos — regra que limita o crescimento das despesas à inflação. “O teto não impede políticas sociais; ao contrário: cria condições para o crescimento e para o país gastar melhor com as pessoas”, disse o economista.

O ex-comunista – O governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou que está de saída de seu partido, o PCdoB. A legenda passará a não ter nenhum governador. Dino anunciou a decisão, ontem, por meio de sua conta no Twitter. “Uma grande Frente da Esperança é um vetor decisivo para um novo ciclo de conquistas sociais para o Brasil. A tal tarefa seguirei me dedicando”, declarou. Flávio Dino está em seu segundo mandato à frente do Governo do Maranhão. Antes, foi deputado federal de 2007 a 2011. Esteve filiado ao PCdoB nos últimos 15 anos, segundo afirmou no Twitter.

CURTAS

NO PSB – A tendência é que Dino migre para o PSB e se candidate ao Senado no ano que vem. Há cerca de 15 dias ele esteve com o presidente do partido, Carlos Siqueira, e acertou a filiação à sigla. Siqueira disse que não há acordo para outros quadros do PC do B migrarem junto com Flávio Dino, mas que egressos da sigla seriam “bem-vindos” no PSB. A sigla de Siqueira também está próxima de filiar outro importante político do campo da esquerda: o deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ), que poderá ser candidato a governador.

NOVAS ELEIÇÕES – O Tribunal Regional Eleitoral define amanhã ou na próxima quarta-feira a data das eleições suplementares para prefeito dos municípios de Capoeiras e Palmeirina, no Agreste Meridional, segundo o advogado Emílio Duarte, que atuará na eleição nos dois municípios. Já Pesqueira, São José da Coroa Grande, Águas Belas e Joaquim Nabuco, que também devem ter novos pleitos, estão sem previsão no calendário.

Perguntar não ofende: Lula continua desinformado ou é mesmo muito mal assessorado?


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Mesquita

Bolsonaro admite que não houve corrupção no BNDES após gastar R$ 48 mi em buscas. A “caixa preta do BNDES” foi uma das bandeiras eleitorais do presidente, que queria “desmascarar” a corrupção dos governos anteriores.




17/06


2021

Coluna da quinta-feira

Um deserto de líderes

O estudo do Banco Mundial, instituição insuspeita, apontando Recife como o pior ambiente para se fazer negócios entre as 27 capitais do País, só confirma, de forma insofismável, que era falsa e oportunista a campanha midiática do ex-prefeito Geraldo Júlio, o Covidão (PSB), vendendo a então propalada Veneza Brasileira como a Capital do Nordeste.

Covidão deveria se envergonhar por ter passado ao seu sucessor uma cidade abaixo até da pequena Macapá, capital do Amapá, em tratamento decente e respeitoso a quem deseja abrir um negócio, gerar empregos e reduzir as desigualdades sociais, como identificou o Banco Mundial. Mas a culpa não é apenas dele. O governador Paulo Câmara e as principais lideranças políticas do seu arco de aliança são igualmente responsáveis.

Pernambuco, notadamente Recife, que virou o patinho feio entre as capitais brasileiras, são vítimas de um modelo que se exauriu, o socialismo disfarçado, que reina há 16 anos. Uma monarquia na qual o rei é uma rainha, os áulicos batem palmas para a mediocridade, porque não têm a mínima capacidade nem um lampejo de discernimento para enxergar que o Leão do Norte há muito não ruge.

O ranking do Banco Mundial reflete, também, numa outra ponta, um Pernambuco sem liderança política, um governador amorfo, uma Assembleia Legislativa lagartixa, uma bancada federal silenciosa, conivente com os disparates que acontecem no Estado. Mesmo com suas contradições e atos não republicanos, como foram descobertos após a sua morte, o ex-governador Eduardo Campos foi a última lamparina neste deserto de líderes.

Foi altivo, quando Pernambuco exigiu firmeza dele. Corajoso, quando bateu de frente com aqueles que queriam contrariar os interesses dos pernambucanos. Sua morte abriu uma lacuna indiscutível. Nenhum Estado prospera sem liderança. Eduardo se foi, mas deixou uma herança maldita. Seus herdeiros fracassaram.

Se o governador lá fora precisa de cartão de apresentação, no Recife o prefeito João Campos é um aprendiz de gestor, verde, assessorado por menudos, fazendo uma gestão Zé Gotinha, o Papa da vacina. No Senado, como líder do Governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB) até poderia fazer a diferença, mas só carreia recursos para sua Petrolina. Cadê a voz respeitada nacionalmente do senador Jarbas Vasconcelos?

Sem voz, a quem os pernambucanos devem recorrer? A ninguém, porque o Estado não tem mais lideranças. Tem a Bahia, com ACM Neto, sucessor do avô Antônio Carlos Magalhães. Tem o Ceará, com Camilo Santana (PT), governador competente, respeitado e tocador de obras. Fortaleza se orgulha do ex-prefeito Roberto Cláudio, campeão em popularidade, que bateu Salvador, deixando a capital cearense na liderança regional do PIB.

Certa vez, o cacique baiano ACM disse: "Nós trazemos fábricas para a Bahia, usamos o talento dos baianos para dar as fórmulas de que a Bahia precisa. Em toda parte, a Bahia cresce. Por que? Cresce porque trabalhamos, porque temos vontade de lutar por essa terra que tanto amamos".

A mão que embala o berço governa o mundo, ensinou Abraham Lincoln, ex-presidente americano, que influenciou o curso da história mundial ao assumir a liderança do Norte durante a Guerra de Secessão.

Fica a sua lição!

São Paulo na frente – Pelo estudo do Banco Mundial, São Paulo, Minas Gerais e Roraima são os estados onde é mais fácil abrir e manter um negócio. De acordo com o levantamento, Pernambuco, Espírito Santo e Amapá ocupam as últimas posições, com destaque para Recife, a capital, que aparece em último lugar. Esta é a primeira vez que a instituição relaciona "boas práticas" e "obstáculos regulatórios" em todos os 26 estados e o Distrito Federal. Até então, o relatório abrangia somente os dados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Só Armando – Omissa, a bancada do PSB em Brasília silenciou, mais uma vez, diante da péssima notícia do Banco Mundial. Mas o ex-senador Armando Monteiro, não. “O Banco Mundial é uma instituição multilateral de grande respeitabilidade e confirma com o estudo a existência de um ambiente de negócios absolutamente disfuncional, o que explica a elevada taxa de desemprego no Recife e em Pernambuco. Há poucos dias, falei sobre as taxas de desemprego recorde que estamos amargando e apontei o seu caráter estrutural. As causas incluem a burocracia, qualidade das políticas públicas, baixa capacidade de investimento, déficit na infraestrutura e outros aspectos que criam um ambiente de operações não amigável para as nossas empresas. Perde o empreendedor, perdem os cidadãos”, afirmou.

Lula pega ar – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família entraram com um novo recurso no processo movido contra a atriz Regina Duarte, para que ela seja condenada a pagar uma indenização no valor de R$ 131 mil reais por danos morais. As informações são do jornal O Globo. O processo contra a ex-secretária de Cultura foi movido pelos filhos de Lula no ano passado. Um post divulgado por Regina afirmava que foram encontrados R$ 256 milhões nas contas de Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira dama.

Licitação vergonhosa – Após a tentativa de comprar R$ 15 milhões em móveis de luxo (como cadeiras e mesas com especificações) para Suape, licitação que só foi cancelada com o escândalo da revelação por este blog, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, titularizada pelo ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB), prepara outra licitação que tem sido considerada por fontes especializadas, no mínimo, estranha. Quer gastar até R$ 2.709.750, 24 apenas para a "realização do monitoramento da qualidade do ar no Porto de Suape".

Troféu da vergonha – O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), também bateu sem piedade na posição lanterninha do Estado no estudo feito pelo Banco Mundial. “Pernambuco é líder nacional de desemprego, um troféu que ninguém se orgulha em receber, e para que a gente deixe essa posição e volte à liderança que realmente interessa, a gente precisa discutir Pernambuco, a gente precisa somar lideranças, ouvir as pessoas, trabalhar em conjunto pelo futuro do nosso estado. É possível fazer isso, e juntos, nós temos toda a capacidade de mudar o nosso presente para construir um Pernambuco melhor para todos”, afirmou.

CURTAS

BOA NOTÍCIA – O Governo do Estado anunciou, ontem, uma seleção pública para contratar 1.575 profissionais de saúde para atuar no atendimento a pacientes com Covid-19. As inscrições já começam hoje e seguem até domingo pela internet. Os salários vão de R$ 1.100 a R$9.886,16. Desse total, há 507 oportunidades para médicos, 248 para analistas em Saúde e 820 para assistentes em Saúde.

GRANDE LÍDER – A morte repentina, ontem, do prefeito de Lajedo, Adelmo Duarte (PSD), causou um profundo abatimento na população. Ex-prefeito por três vezes, dois mandatos de deputado estadual, Duarte era uma das maiores lideranças políticas do município. Aliado do ex-prefeito Rossini Blesmany (PSD), derrotou, mais vez, na eleição passada, o candidato da família Dourado, que reinou absoluto por muito tempo.

Perguntar não ofende: Quem será o candidato do PSB a governador depois de Geraldo inviabilizado?


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Mesquita

A terceira via virou uma miragem literária. A polarização entre Bolsonaro e Lula deve engolir uma candidatura moderada.




16/06


2021

Coluna da quarta-feira

Federação não é impositiva

Autor da proposta da federação partidária, o deputado Renildo Calheiros (PCdoB) explica que o sistema em discussão no Congresso tende a ser aprovado no bojo da reforma política, já valendo para as eleições de 2022, porque, da forma como foi discutida pelos partidos, já tendo aprovação numa das Casas, no caso o Senado, não se coloca como imposição.

“Adere ao modelo o partido que quiser, sem prejuízo nenhum”, diz Calheiros, adiantando que a federação, na prática, pode ser interpretada como uma meia fusão partidária. “Meia fusão porque os partidos se unem como se fossem uma única legenda para durar o mandato de quatro anos, mas na prática cada partido federado continuará a existir”, disse.

Segundo Calheiros, o fato de a Câmara ter aprovado a urgência-urgentíssima para votar a federação partidária não anula a discussão e votação do distrital, alternativa que transforma a eleição proporcional em majoritária, na medida em que são os eleitos os deputados mais votados, independente de partido ou coligação.

“Tanto a federação quanto o distritão estão na ordem do dia e postos no projeto de reforma política que está sendo discutida na Câmara. Em relação ao distritão, a vantagem da federação é que já foi aprovada pelo Senado”, explicou. O deputado nega que a federação seja uma emenda casuística.

Em entrevista ao Frente a Frente de ontem, Renildo disse que a federação partidária não implica na adoção de coligações camufladas. “Não se trata de coligação, está mais para uma fusão, mas uma fusão que, na prática, não implica no fim dos partidos”, observou.

“Trata-se de um sistema proposto para substituir as coligações partidárias nas eleições proporcionais (para vereador, deputado estadual e deputado federal). A federação permite que os partidos com maior afinidade ideológica e programática se unam para atuar de maneira uniforme em todo o País”, acrescentou. 

Haja explicação! – Pouco conhecido – e muitas vezes mal interpretado – esse modelo de aliança partidária recebe cada vez mais apoio no País. É uma alternativa viável diante do risco de esvaziamento e até extinção de partidos com um perfil ideológico e programático, como PCdoB, PSOL, PV e Rede Sustentabilidade, além de outros partidos com certa expressão no cenário político, como Cidadania e Solidariedade. Com base numa nota técnica do consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Roberto Carlos M. Pontes, o Portal do PCdoB, partido que sustenta a proposta, faz um trabalho didático junto aos partidos e aos deputados para convencer tratar-se da melhor alternativa na eleição proporcional.

Coligados por 4 anos – Diante das críticas da mídia, de que a federação é a volta das coligações proibidas desde a eleição passada, o PCdoB sustenta que as coligações valem exclusivamente para o período eleitoral e podem mudar de Estado a Estado. Já as federações partidárias funcionam durante toda uma legislatura, reunindo partidos no âmbito nacional, para aturarem conjuntamente no Congresso. A semelhança entre coligações e federações partidárias é que, nos dois casos, os partidos continuam a existir, preservando seus programas.

Bolsonaro x Lula – O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que a disputa para a eleição presidencial de 2022 já está definida. “É Bolsonaro e Lula”, disse. A declaração foi feita no programa de rádio Pânico, na Jovem Pan. Afirmou que Bolsonaro (sem partido) é o favorito para a disputa, principalmente com a “retomada econômica” do País. “O cenário está polarizado. Lula vive seu melhor momento. Bolsonaro está no meio da pandemia. As pessoas estão em lockdown há mais de um ano, estão nervosas e com medo de perder o emprego. Mas em três ou quatro meses, Bolsonaro estará muito melhor do que agora”, afirmou.

Prévias tucanas – A Executiva Nacional do PSDB definiu, ontem, as regras para as prévias do partido. A proposta foi aprovada e os votos dos filiados terão um peso menor do que a daqueles com um mandato político. O modelo representa uma derrota para o governador de São Paulo, João Doria. Ele queria que todos os filiados do partido tivessem o mesmo peso na votação. Doria é um dos tucanos interessados em ser o candidato do partido à Presidência da República em 2022. A ideia dele era que os filiados tivessem 50% de peso e os mandatários os outros 50%.

Meu nome é trabalho – O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (DEM), não esperou sequer 15 dias do pós-cirurgia e já está trabalhando a todo vapor, pegando até voo para Brasília, como se não tivesse passado por uma delicada cirurgia para se livrar de um câncer. “É impressionante a sua disposição de trabalho a obstinação para fazer um governo que atenda os anseios da população”, diz o ex-ministro Mendonça Filho, aliado do prefeito, que o recepciona em Brasília desde ontem, ao lado de mais três prefeitos do seu grupo.

CURTAS

MAINHA BRIGOU – A prefeita de Caruaru, “Mainha” Raquel Lyra (PSDB), como assim foi tratada na campanha e continua sendo conhecida, jura de pés juntos que está tudo bem com o seu vice Rodrigo Pinheiro, também tucano. Mas até as paredes da Prefeitura sabem que estão brigados e isso pode complicar uma possível renúncia dela para disputar o Governo do Estado em 22.

DUQUE NA FRENTE – O ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), bateu o martelo com o prefeito Romonilson Mariano (PSB), prefeito de São José do Belmonte, de quem terá apoio fechado no município na disputa por um mandato na Assembleia Legislativa. Pelo andar da carruagem, Duque tende a ser o estadual mais votado do Sertão do Pajeú.

Perguntar não ofende: Por que Pernambuco virou, agora, lanterninha na vacinação contra a covid?


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Joao

Tudo por culpa do jegue acéfalo que preferiu comprar cloroquina em vez de vacinas!

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

PE Lanterna em vacinação? Jura? PBS é partido de gente? Corja de ladrões e incompetentes. Lembrando que até Edauardo fazia parte da lista da Odebrecht!

Mesquita

Tudo isso é culpa de Bolsonaro, que protelou a compra da vacina.




15/06


2021

Coluna da terça-feira

PE no rabo da gata

Não precisa recorrer a nenhum instituto de pesquisa: a população quer vacina já. A prioridade absoluta é vencer o dragão da morte, a covid-19. Os Estados Unidos já alcançaram 100% na imunização dos americanos. O Brasil aplicou a primeira dose em 55.457.496 pessoas até às 21h de domingo passado. Dessas, 23.847.77 receberam a segunda dose. Ao todo, 79.305.267 doses foram administradas no País.

O dado é da plataforma coronavirusbra1, que compila dados das secretarias estaduais de Saúde. O número de vacinados com ao menos uma dose equivale a 26% da população, conforme a projeção de habitantes para 2021 feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os que receberam as duas doses são 11,2%.

Dos que tomaram a 1ª dose, 43% já receberam também a 2ª e estão imunizados. As vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil são a CoronaVac, Oxford/AstraZeneca e a da Pfizer. Todas requerem duas doses. A unidade federativa com a vacinação mais avançada é o Mato Grosso do Sul, com aplicação da 1ª dose em 35,5% da população. Já o Amapá é o Estado com o ritmo mais lento de imunização –16,7% da população recebeu a 1ª dose.

Um estudo da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista mostra que se o Brasil ampliasse para dois milhões de doses de vacinas aplicadas por dia, 20 mil vidas seriam salvas todo mês. O estudo aponta que 60 mil mortes poderiam ter sido evitadas nos últimos três meses caso o ritmo de vacinação fosse mais acelerado.

O ritmo de vacinação contra a Covid-19 deve ficar mais acelerado depois do anúncio do Governo do Estado de São Paulo que antecipou em 30 dias o calendário de vacinação. O plano é aplicar a primeira dose em toda a população adulta até 15 de setembro. A previsão é vacinar 7,5 milhões de pessoas. Pelo menos nove estados anteciparam as datas de vacinação contra a Covid-19.

Além de São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul e em Goiás, a vacinação das pessoas acima dos 18 anos com a primeira dose deve ser concluída em setembro. Em se tratando de Estados, não dá para entender porque Pernambuco não acompanha o ritmo de outras unidades da Federação. Vi, por exemplo, o Mato Grosso do Sul completou 50,3% da população vacinada, 46,3% com a primeira e 14,0% com a segunda dose. A média nacional é 37,7%. Enquanto isso, Pernambuco só vacinou, até agora, 35,2% - 24,8% com a primeira e 10,4% com a segunda dose.

Ceará na frente – No Ceará, a previsão é vacinar todos os adultos até 31 de agosto. No Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas e Santa Catarina - até o fim de outubro. Para os especialistas, a maneira mais rápida de superar a crise sanitária do coronavírus é com a vacinação em massa e seguindo os protocolos. Segundo José Cássio de Moraes, especialista em imunização e membro do Observatório Covid-19, o sucesso da vacinação depende de dois fatores. "Que as entregas de vacinação sejam feitas com regularidade, não haja falha, e o segundo ponto, que é um ponto que depende da população, que é tomar a segunda dose da vacina", explica.

Boa notícia – Seis cidades de Pernambuco vão receber 118,6 mil doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela empresa Janssen. O imunizante, de dose única, vai ser destinado às localidades com maior incidência da doença, que já matou mais de 16 mil pessoas desde março de 2020. As vacinas serão disponibilizadas ao Recife, que receberá metade das doses, e a Caruaru e Garanhuns, no Agreste; e a Arcoverde, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira, no Sertão. A capital vai usar as doses para vacinar 6,5% do público entre 18 e 59 anos; e as outras cidades, 18,6% das suas populações na faixa etária determinada.

Menos imperfeito – Em entrevista ao Frente a Frente, no especial de ontem dedicado a Marco Maciel, o ex-ministro Gustavo Krause afirmou que ninguém fez mais por Pernambuco e o Brasil como o ex-senador pernambucano. “Disse em vida o que ele representou para mim: o ser humano menos imperfeito com quem convivi cinco décadas. Como afirmou o jornalista Anchieta Hélcias, também testemunho da dedicação de MM à vida pública, “foi para a morada de Deus o seu grande amigo”. O programa teve depoimentos também de Roberto Magalhães, Joaquim Francisco, Joel de Holanda, José Jorge, Silvio Amorim, Ângelo Castelo Branco, Samir Abou Hana e Vandenbergue Machado, ex-chefe de gabinete.

Saiu batendo – Ex-líder do governo e atual opositora do presidente Jair Bolsonaro, a deputada Joice Hasselmann (SP) decidiu romper também com seu partido, o PSL. A parlamentar, que foi a candidata à Câmara mais votada do País em 2018, diz que o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), entregou novamente a legenda para Bolsonaro "em troca de um cargo na Mesa Diretora da Câmara". "Para mim, o nome disso é prostituição", disse Joice em entrevista exclusiva ao Estadão. Bivar foi alçado ao posto de 1.º secretário da Câmara ao apoiar a eleição de Arthur Lira (Progressistas-AL), nome do Palácio do Planalto ao comando da Casa. "Eu não posso estar em um partido amorfo que virou um balcão de negócios", afirmou a parlamentar, que disputou a eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2020 representando o partido.

Viaduto Marco Maciel – Dois dias após o seu sepultamento, o ex-senador Marco Maciel recebeu, ontem, a primeira grande homenagem pós morte: o novo e moderno viaduto de Petrolina, capital do Vale do São Francisco, inaugurado pelo prefeito Miguel Coelho (MDB), terá o nome do ex-presidente da República, segundo proposta do deputado Fernando Filho (DEM), a ser apresentado à Câmara dos Deputados, em Brasília. Maciel, com certeza, deve ser um dos homens públicos que contará com o maior volume de homenagens em logradouros públicos.

CURTAS

NO MARANHÃO – A vacinação contra covid-19 para jovens sem comorbidades com menos de 30 anos já é uma realidade no Maranhão. A Prefeitura de São Luís anunciou o cadastro para pessoas a partir de 25 anos para serem vacinadas nesta semana. Além disso, o Governo do Maranhão iniciou, sexta-feira passada, a imunização de pessoas com 29 anos em quatro municípios: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

CURVA CRESCENTE – Pernambuco confirmou, ontem, mais 1.117 casos e 32 óbitos de pessoas com a Covid-19. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, com os novos registros o Estado passou a totalizar 520.694 confirmações da doença e 16.860 mortes. Os números começaram a ser registrados em março de 2020.

Perguntar não ofende: Será que chegaremos em dezembro com todos os brasileiros vacinados?


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Joao

Se o acéfalo negacionista tivesse comprado as vacinas que foram oferecidas pela Pfizer, estaríamos no mínimo com 70% da população vacinada e não tínhamos 500 mil mortes, mas o mensageiro das trevas decidiu seguir o seu pequeno cérebro, agora estamos pagando a conta!




14/06


2021

Coluna da segunda-feira

Um ciclo com ponto final

Lamentada no País inteiro, com repercussão no Exterior, a morte de Marco Maciel, sábado passado, simboliza também, na verdade, um ciclo que está se fechando em Pernambuco como celeiro exportador de políticos com DNA nacional para atuar em favor do Brasil com assento no Congresso. A Câmara já foi presidida por três pernambucanos – Inocêncio Oliveira, Severino Cavalcanti e o próprio Maciel.

Nilo Coelho, maior expressão política do clã petrolinense, comandou o Senado. Também presidiu a Casa Alta o usineiro João Cleofas, que disputou três vezes o Governo de Pernambuco, perdendo para Agamenon Magalhães, Cordeiro de Farias e Miguel Arraes.Das lideranças forjadas no combate à ditadura – e Pernambuco foi grande protagonista – apenas o senador Jarbas Vasconcelos (MDB) cumpre mandato, hoje, aos 78 anos. Da sua geração, igualmente com visibilidade nacional, Roberto Magalhães, Inocêncio Oliveira, Joaquim Francisco, Egídio Ferreira Lima e Gustavo Krause estão sem mandato.

Deste ciclo, morreram Marcos Freire, Ricardo Fiúza, Carlos Wilson, José Mendonça, Sérgio Guerra, Eduardo Campos, Fernando Lyra, Cristina Tavares, Osvaldo Lima Filho, Maurílio Ferreira Lima, Osvaldo Coelho, Mansueto de Lavor, Antônio Farias e Severino Cavalcanti, todos com mandato de alta relevância, linhas de atuação antagônicas e ideologias as mais dispares. No velho ditado, cada macaco no seu galho, cumpriram papéis relevantes.

O ciclo que se fecha foi inspirado lá atrás. Estado revolucionário, Pernambuco mantém uma tradição em dar pitaco na cena nacional de longe. Já na Constituinte de 1824, tinha 11 representantes, entre eles Manuel Inácio Cavalcanti de Lacerda e Manuel Caetano de Almeida Albuquerque. Em 1946, Gilberto Freyre foi eleito deputado federal constituinte, recebeu vários prêmios e acabou contemplado com o título de Cavaleiro do Império Britânico, concedido pela Rainha Elizabeth II, da Inglaterra.

Eleito duas vezes deputado federal por Pernambuco, Josué de Castro destacou-se no cenário brasileiro e internacional não só pelos seus trabalhos ecológicos sobre o problema da fome no mundo, mas também no plano político em vários organismos internacionais. Outros nomes pernambucanos brilharam no plano nacional, viraram símbolos, como Joaquim Nabuco, líder da bancada abolicionista na Câmara dos Deputados.

Estácio Souto Maior, médico formado em 1935 pela Faculdade de Medicina de Pernambuco, ingressou na vida política filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Elegeu-se deputado federal no pleito de outubro de 1954 e reelegeu-se quatro anos depois. Após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 1961, votou contra a Emenda Constitucional nº 4, que implantou o sistema parlamentarista de governo, sob o qual foi empossado o vice-presidente João Goulart.

Interrompeu o mandato em setembro de 1961, quando foi nomeado ministro da Saúde do governo de João Goulart (1961-1964). Esteve à frente da pasta até junho de 1962, quando retornou à Câmara. Em outro plano, seja ocupando mandato federal ou não, são grandes referenciais políticos como o abolicionista José Mariano, o senador José Ermírio de Moraes, os ex-governadores Etelvino Lins, Barbosa Lima Sobrinho e Agamenon Magalhães.

Conde da Boa Vista, Cruz Cabugá, Rosa e Silva, Estácio Coimbra, Dantas Barreto, José do Rego Maciel, Francisco Julião, os irmãos Suassuna, Armando Monteiro Filho, Francisco do Rego Barros, Miguel Arraes e tantos outros que escapam da minha memória deram a Pernambuco o status da sua vocação: gerar para o Brasil uma geração de benfeitores.

O vice dos sonhos – Homenageado por lideranças de todos os matizes, Marco Maciel era uma unanimidade pelo seu perfil conciliador.  Fernando Henrique Cardoso disse que teve o vice dos seus sonhos. Se somados os dias alternados em que governou de fato nos oito anos de governo de FHC, Maciel ficou mais de um ano na Presidência. Fernando Henrique lhe dedicou espaço em seu “Diários da Presidência — 1995-1996”, lançado em 2015. Em suas 936 páginas, o ex-presidente cita seu vice 122 vezes. Considerado um coordenador político, recebia discretamente levas e levas de políticos em seu gabinete, aliviando o presidente de desgastes desnecessários.

Mal de Alzheimer – A família não divulgou a causa mortis de Marco Maciel, mas o ex-senador perdeu a vida pelas consequências nefastas do Mal de Alzheimer. Após deixar a Vice-Presidência, Maciel seguiu na política até 2011, quando terminou o mandato de senador pelo DEM. Com 20 anos no Senado em dois períodos, sua derrota na última tentativa de reeleição foi como um prenúncio da doença. O que parecia uma depressão foi se agravando.

O início do isolamento – O diagnóstico correto de nada adiantou, mas preparou a família. Até 2014, a doença pouco o afetava, mas Ana Maria, agora viúva, percebeu que o marido não conseguia acompanhar conversas e não lembrava de fatos históricos. “Ele percebia o esquecimento e ficava constrangido. No fim de 2014, não quis mais sair [de casa], só para consultas e coisas corriqueiras”, contou. Como os cuidados especiais exigem o trabalho de uma equipe, o casal mudou do apartamento que possui em Brasília para uma casa alugada onde pudesse acomodar os cuidadores.

Uma ave rara  Junto com Michel Temer, Marco Maciel era um dos ex-vice-presidentes brasileiros ainda vivos. Só que ao contrário do sucessor de Dilma, Maciel jamais rompeu com o titular do mandato, nem tentou ir além de suas atribuições. Visto como uma figura protocolar pelos detratores, seu verdadeiro papel foi de conciliador e de correção. Nunca brigou com FHC, diferente de Itamar Franco, que rompeu com Collor, e José Alencar, peça decorativa de Lula. O atual de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão, já derrapou com as palavras algumas vezes. Maciel primava pela lealdade e jamais foi duro com o superior hierárquico acomodado na cadeira presidencial.

Amansou até ACM – Diplomático, o maior feito de Maciel é praticamente desconhecido. A ele é creditada a capacidade de conter o explosivo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL/DEM-BA), que presidiu a Casa de 1997 a 2001. Ele também ajudou a dissipar o escândalo da pasta Rosa, que denunciava o financiamento ilegal de campanhas de aliados do governo. Seus críticos diziam que ele jamais se expunha. Durante os governos Sarney e Collor, o deputado Ulysses Guimarães (PMDB) afirmava que o senador Maciel era capaz de falar por horas sobre os assuntos mais complexos sem proferir nenhuma opinião ou se posicionar, mesmo sendo presidente do PFL.

CURTAS

Alternativa – Não era de todo verdade. Egresso do movimento estudantil no início dos anos 60, Marco Maciel entrou na Arena, partido de sustentação da ditadura militar, sendo eleito deputado estadual e federal. No ocaso dos militares, defendeu abertamente a volta da democracia e chegou a ser cogitado como alternativa civil à Presidência do general João Figueiredo (1979-1985).

O rompimento – Depois, Maciel rompeu com o PDS, sucessor da Arena, ajudando a criar o PFL, que se alinhou com Tancredo Neves contra Paulo Maluf na eleição indireta para suceder Figueiredo. Nessa época, era presidente da Câmara. Foi conservador, claro, mas nem de longe era omisso ou um mero cortesão político. É uma triste ironia que um mestre do diálogo tenha sido enclausurado no labirinto de sua mente deteriorada, chegando a morrer, justamente nesses tempos de tamanho embate político.

Perguntar não ofende: Marco Maciel será lembrado em logradouros públicos, a partir de agora, tanto como Eduardo Campos? 


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12/06


2021

Coluna do sabadão

Barrado no próprio baile

Criado para dar voz a uma das categorias mais sofridas na pandemia, a dos artistas brasileiros, o quadro “Sextou”, do Frente a Frente, programa que apresento pela Rede Nordeste de Rádio, tem se revelado numa caixinha surpreendente de gratas revelações. Na estreia, há quatro semanas, o cantor Gilliard confessou que Recife foi a cidade em que teve o maior estouro em vendas de discos no auge do seu sucesso, nos anos 80.

Amado Batista provocou repercussão nacional com a declaração apontando o ex-presidente Lula como ladrão, a partir do instante em que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, anunciou que estava processando o cantor. Terceiro convidado, Alcymar Monteiro, o rei do forró, distinção que só perde para Gonzagão, o rei do baião, contou que, não fosse a mão estendida de Reginaldo Rossi, em São Paulo, não teria chegado aonde chegou.

Nando Cordel abriu o coração, revelou segredos da sua carreira artística e até pessoal. Contou que, no ápice do seu sucesso, ganhou muito dinheiro, desmaiou num show e só aí despertou para a vida espiritual. Abriu uma organização social que cuida de idosos e crianças. Contou, ainda, que fez a música De volta para o meu aconchego, uma das mais conhecidas de sua autoria, a pedido de Dominguinhos, que havia brigado com a esposa.

Convidado do “Sextou” da próxima sexta-feira, Santana, o Cantador, conta que começou como vocalista na banda de Luiz Gonzaga, diz que a música Tamborete de forró, preferida por ele em shows, é uma homenagem a sua esposa Laelma, de Palmares, e que chegou a ser barrado num baile em que ele próprio seria o cantor, o astro da noite.

Foi uma festa filantrópica no Recife para ajudar Arlindo dos 8 baixos. Em um ano de pandemia, completado em março passado, os artistas deixaram de arrecadar um valor estimado em mais de R$ 2 bilhões, com direitos autorais em shows e eventos, segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), responsável por angariar essa renda e distribuir entre os artistas no País.

Grana irrecuperável – A superintendente executiva do Ecad, Isabel Amorim, destacou que esse dinheiro não pode ser recuperado, pois remete ao período atual, em que tudo está parado. Por recomendação das autoridades de saúde e determinação de governos locais, diversos eventos foram adiados ou cancelados e comércios estão proibidos de abrirem as portas para o público. “No caso dos shows, alguns serão remarcados para outras datas. Porém, não haverá uma nova reprodução pública da música em outra data. Se não tocou, não tem direito autoral para pagar”, explicou Isabel Amorim.

Ameaçado de derrota – A novela mexicana em que se transformou a anulação da eleição em Pesqueira, impedindo o Cacique Marquinhos (Republicanos) de tomar posse, parece que está chegando ao fim. Os ministros do TSE – sete ao todo – começaram, ontem, a votar pelo plenário virtual. No primeiro dia, apenas três se manifestaram, deixando o Cacique em desvantagem de 2x1. Até o final da próxima semana, os quatro ministros irão proferir os seus votos. O que se diz no TSE é que o Cacique será derrotado. O TSE rejeitará o seu recurso e marcará a data da eleição suplementar. 

Assessor global – Amigo pessoal de Lula, o jornalista Franklin Martins será o todo-poderoso da comunicação da provável campanha do petista ao Palácio do Planalto, em 2022. Resta saber como será a relação do jornalista com sua antiga casa, a Globo, alvo de duras críticas do ex-presidente. Em julho de 2020, ao ser entrevistado pelo portal ‘Brasil 247’, o veterano do jornalismo analisou o canal carioca. “Os dois maiores partidos políticos do Brasil são o PT e a Rede Globo”, disse ao editor Gustavo Conde.

Destruir o PT – Franklin afirmou ainda que “a TV Globo se construiu a partir de uma posição quase monopolista dentro dos meios de comunicação” e acusou o canal de passar “os últimos 10 anos querendo destruir o PT e não conseguindo” Em maio, durante live, ele voltou a atacar a emissora ao opinar sobre a próxima eleição. “A Globo gostaria de construir um candidato que não fosse o Lula e pudesse derrotar o Bolsonaro, mas o Bolsonaro tomou grande parte do eleitorado que a Globo foi cativando, formando, dentro do processo de perseguição e golpe (contra o PT)”.

Boa escolha – Pernambucano do Recife, sobrinho do ex-ministro José Múcio Monteiro e do empresário Eduardo Monteiro, o deputado Fernando Monteiro (PP) chegou em Brasília como assessor de Múcio no final dos anos 90, conheceu rapidamente os meandros e segredos do Congresso e, de repente, foi eleito para representar o Estado na Câmara Federal. Escolhido presidente da Comissão da Reforma Administrativa, um tremendo abacaxi, porque contraria muitos interesses, ocupou, nos últimos dias, um grande espaço na mídia nacional. Preparado, passou segurança e conhecimento de causa. Deve fazer um bom trabalho.

CURTAS

EM QUEDA – Nas últimas semanas, a Globo está com dificuldade de atingir a casa dos 30 pontos de audiência no Ibope. Houve perda de público em quase todas as regiões do País. Em algumas, fuga de 15% de telespectadores. Esse revés seria consequência do alardeado boicote proposto na internet por críticos da Globo e os bolsonaristas? O principal telejornal da TV seria vítima do radicalismo político-ideológico?

RETRAÇÃO – A rejeição ao jornalismo da emissora carioca explica uma pequena fração do declínio no Ibope. Outras causas são bem mais danosas. A primeira é a retração do distanciamento social nas grandes cidades. As taxas caíram apesar do apelo “fique em casa” repetido pelas autoridades. Mais gente nas ruas por conta do comércio aberto até mais tarde significa menos público diante da TV na faixa nobre.

Perguntar não ofende: Por que o deputado Renildo Calheiros (PCdoB) está bancando o ônus da emenda casuística da federação dos partidos?


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