17/05


2021

Coluna da segunda-feira

Bom para oposição, ruim para Geraldo

Na primeira pesquisa de intenção de voto para governador de Pernambuco em 2022, do Instituto Opinião (PB), postada abaixo, com exclusividade para este blog, algumas constatações naturais, dentre elas uma irrefutável: o pré-candidato das forças governistas, ex-prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), não desponta com o potencial eleitoral que muitos aliados imaginavam. Mais do que isso, é detentor de uma rejeição que, dificilmente, pode ser revertida num curto espaço de tempo.

Para quem ficou na vitrine nos últimos oito anos, prefeito eleito e reeleito da capital, onde está concentrado o maior reduto eleitoral do Estado, largar com menos de 7% é algo muito preocupante. Na verdade, tecnicamente, Geraldo está situado num empate técnico com o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), uma cara ainda desconhecida na área metropolitana, com forte inserção apenas no Sertão, notadamente o Vale do São Francisco, onde tem quase metade das intenções de voto – 48%.

Além de estar entre os lanternas, Geraldo é o nome mais rejeitado entre todos os pré-candidatos. Outro dado que o coloca numa situação ainda mais delicada: Zé Neto (PSB), secretário da Casa Civil, fora da mídia, que ganhou um pequeno espaço apenas com a lembrança do seu nome pelo líder do Avante na Câmara, Sebastião Oliveira, já pontua na pesquisa, mesmo timidamente com 2,5%, sinal de que, vindo a ser colocado na vitrine, pode atrapalhar o projeto de Geraldo de ser escolhido, consensualmente.

A pesquisa, na verdade, foi boa para as novas caras com sonho majoritário – Raquel Lyra (PSDB), Anderson Ferreira (PL) e Miguel Coelho, respectivamente à frente dos governos de Caruaru, Jaboatão e Petrolina. Bingo para Raquel, que, além de aparecer em segundo lugar num cenário em que seu nome é misturado com todos os eventuais concorrentes, chega a liderar quando o Opinião testa um segundo cenário para governador substituindo Marília Arraes pelo senador Humberto Costa (ambos do PT).

O cenário, eventualmente, é de empate técnico, mas não deixa de ser alentador para Raquel por estar à frente de todos, numericamente. Avaliando o quadro mostrado pela pesquisa, todos os candidatos da oposição são, sem dúvida, competitivos. Anderson Ferreira, por exemplo, tem, teoricamente, mais aderência na Região Metropolitana do que Marília, na medida em que a petista aparece com mais intenção de voto na Zona da Mata do que mesmo na Metropolitana.

Quanto a Miguel, não foi nenhuma surpresa os números bastante favoráveis na região em que é de fato conhecido e tem serviços prestados como prefeito de Petrolina, o Vale do São Francisco, adentrando, também, com bons percentuais de intenção de voto no restante do semiárido, do Sertão Central, cujo epicentro é Salgueiro, ao Sertão do Araripe, Pajeú e Moxotó. O grande desafio de Miguel, conforme mostra a pesquisa, é ganhar a simpatia do eleitorado do Grande Recife e Zona da Mata.

Se outros fatores externos não tiverem o peso que se espera na sucessão estadual, como a nacionalização da eleição com Lula candidato ao Planalto e aliado do PSB em Pernambuco, as oposições têm quadros competitivos que, bem trabalhados, podem se traduzir numa ameaça à retomada do poder das mãos dos socialistas desde que Eduardo Campos foi eleito em 2006.

O fator Marília – A liderança de Marília pode ser interpretada pelo recall (lembrança) da eleição que disputou a Prefeitura do Recife, ano passado, sendo derrotada em segundo turno por João Campos. Se até lá seu nome perdurar com a força demonstrada nesta largada, seu grande desafio será convencer o PT a apoiar sua candidatura. O que se especula é que, num cenário de candidatura própria, sem atrelamento ao PSB, Lula e o PT estadual, majoritariamente, tendem a optar pelo nome de Humberto Costa, descartando, mais uma vez, quem, de fato, mostra que tem voto e densidade para derrotar o PSB.

Senador péssimo de voto – O senador petista, entretanto, é um fardo para o partido se vier de fato a disputar o Palácio das Princesas em voo próprio, desatrelado do PSB. Quando entra na disputa num cenário em que substitui Marília no PT, Humberto aparece com menos da metade das intenções de voto da deputada numa posição mais favorável para os demais partidos de oposição. O senador chega a ser ultrapassado pela prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, a grande surpresa do levantamento na medida em que não colocou ainda seu nome na disputa claramente, como Anderson e Miguel.

Zero voto no São Francisco - As porteiras do Sertão do São Francisco, onde Miguel detém 48% das intenções de voto, parecem fechadas para Geraldo Júlio. Incrivelmente, não chega sequer a pontuar, com 0% no levantamento do Opinião. E olha que o ex-prefeito não é uma cara desconhecida na região. Além de aparecer na mídia estadual como gestor da capital, Geraldo começou, de fato, sua carreira na vida pública em Petrolina, como secretário do então prefeito Fernando Bezerra Coelho (MDB), pai do prefeito Miguel Coelho, uma das apostas da oposição ao Palácio das Princesas.

A força de Raquel – Raquel Lyra, a grande surpresa da primeira pesquisa para governador do Estado, faltando ainda um ano e seis meses para as eleições, consegue se projetar bem no Agreste a partir de Caruaru, município que administra em segundo mandato. Segundo o levantamento, a tucana beira os 25% das intenções de voto na região, um ponto a mais do que Marília Arraes, a que mais se destaca além da fronteira da Metropolitana. Anderson e Miguel, que disputam com a tucana a preferência para unir a oposição, se situam com menos de 2% no Agreste, região muito ruim também para Geraldo, que tem apenas 1,9% das intenções de voto.

CURTAS

Frustração – A pesquisa deve cair como uma bomba nas hostes governistas. Afinal, é a primeira vez que um pré-candidato do PSB, com duas máquinas sob o controle – o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife – aparece no rabo da gata. Para não deixar o ex-prefeito fora da mídia, o governador Paulo Câmara o nomeou secretário de Desenvolvimento Econômico, uma pasta, diga-se de passagem, que nunca serviu de vitrine para ninguém, até porque Suape há muito deixou de ser notícia.

Sucessão presidencial – Ao longo desta semana, este blog trará o restante de todos os cenários pesquisados pelo Instituto Opinião. Hoje, à meia-noite, o leitor tomará conhecimento do quadro da disputa à Presidência da República e, amanhã, o cenário para senador da República. Em seguida, virão os cenários mostrando o potencial de cada candidato da oposição frente ao postulante do Governo, a influência de Lula e Bolsonaro, além das avaliações dos governos do Estado e Federal.

Perguntar não ofende: As operações da Polícia Federal no Recife – sete ao todo – levaram Geraldo Júlio ao rabo da gata na disputa pelo Governo do Estado?


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Fernandes

Eita já ia esquecendo, marcos de camaragibe é Fresco.

marcos

E Lula coitado além de Corrupto, Ladrão e Côrno agora está dando o Boga.

Fernandes

Eita já ia esquecendo, marcos de camaragibe é Fresco.

Fernandes

Eduardo Bolsonaro admite: Nós não temos como comprovar que houve fraude. Deputado fez a declaração à Comissão do Voto Impresso.

Fernandes

Trump diz que perdeu as eleições por causa do voto impresso. Bolzonaro diz que vai perder as eleições por causa do voto eletrônico. Para eles o problema não é o voto é a democracia. É a derrota.


Pousada da Paixão


16/05


2021

Coluna especial

A saga de João Santos

Ao encerrar, hoje, a primeira etapa da série desta coluna desnudando os bastidores do poderoso Grupo João Santos, responsável pela montagem do segundo maior império do cimento do Brasil, me aventuro a traçar os caminhos de uma minibiografia de João Pereira dos Santos, sertanejo raiz, valente desde nascença, honrando as mais fidedignas tradições de quem nasce por aquelas brenhas, espiando os ares do mundo, como Lampião, seu mais famoso conterrâneo, pelas frechas de uma serra.

Quando João Santos nasceu, a hoje mais do que famosa Serra Talhada, a 480 km do Recife, era conhecida como Villa Bella. Caçula de Rita Pereira dos Santos com José Bernardino Gomes dos Santos, fazendeiro renomado, proprietário da Fazenda Ladeira Vermelha, João Santos, conforme escrevi ontem, não gozou do privilégio e da felicidade da convivência familiar com o pai, que perdeu quando tinha menos de dois anos de idade.

Logo após a morte do valente José Bernardino ocorreram conflitos políticos violentos na região, destruindo a totalidade do patrimônio familiar da viúva. Sem condições de sobreviver num Sertão no qual era apaixonada até pelo seu sol escaldante, dona Rita é obrigada a migrar para o Estado de Alagoas, levando todos os filhos. Por força do destino, o menino João Santos vai ser trabalhador com apenas 8 anos de idade numa fábrica.

Num acidente de trabalho, perde um dedo esmagado numa máquina, num incidente muito semelhante ao que se deu com o ex-presidente Lula quando operário no ABC paulista, e de Amador Aguiar, fundador do Bradesco. Por conta disso, é imediatamente transferido para o setor administrativo da mesma fábrica, vindo, por uma dessas coincidências gratificantes da vida, a servir diretamente o lendário Delmiro Gouveia (foto), alimentando uma vocação empreendedora.

Em Alagoas, a família viveu num bairro popular. O pequeno João iniciou os estudos numa escola operária, aprendendo a tocar saxofone, instrumento pelo qual se apaixona, sendo obrigado a largar mais na frente e ainda mais depois quando começa de fato a ganhar dinheiro, rios de dinheiro, através do cimento. Aos 15 anos, retorna para Pernambuco, fixando residência em Jaboatão. Ali, estuda na paróquia e faz parte do grupo musical da escola religiosa.

Aos 17 anos, se muda, definitivamente, para o Recife, após ser convidado a trabalhar na multinacional Great Western, mas sem jamais largar os estudos. Aluno aplicado e disciplinado, não se contenta apenas em seguir o currículo escolar tradicional. Ousado, passa também a estudar a língua inglesa e a ler de maneira compulsiva. Recebe a qualificação de contador e depois o diploma do curso superior de economista. Em seguida, passa a trabalhar para o grupo do português Adriano Ferreira, no qual tem um desempenho tão espetacular que, rapidamente, se torna sócio do empreendedor.

Daí para virar uma legenda na vida de Pernambuco foi um pulo. Em poucos anos, se abraça com a sua verdadeira vocação de empresário, virando usineiro. Apurei que existem muitas controvérsias sobre a forma como João Santos se transformou no dono da Usina Santa Teresa. A versão mais próxima da realidade seria a de que Adriano havia deixado o negócio quebrado nas mãos do sócio, retornando, de forma desesperada, para Portugal.

Depois de anos de completa ausência, o velho português retorna ao Brasil e encontra a empresa completamente recuperada, em excelentes condições financeiras, bem posicionada no mercado. Consta ainda que tentou retomar seus negócios, mas é vencido pelos argumentos de João Santos de que foi ele, e não o português sócio do passado, que correu o risco, sendo responsável pela salvação da usina.

Até hoje, decorridos tantos anos, parentes de Adriano Ferreira ainda acusam João Santos de ter se apropriado do bem alheio, porém não existe evidência sobre isso. A partir da Usina Santa Teresa, o órfão de Villa Bella constrói um império cimenteiro, começando em Goiana e se expandindo para o resto do Brasil, chegando a erguer 12 fábricas de cimento espalhadas pelo país.

Além do açúcar e do cimento, João Santos, já bem de vida, também investiu em plantações de bambu para as fábricas de papel e celulose de Pernambuco e do Maranhão, dentre outros setores, chegando a gerar mais de dez mil empregos diretos. Hoje, o grupo João Santos passa por gravíssimas dificuldades financeiras, jurídicas e corre, inclusive, risco de sobrevivência, sucumbido em dívidas que superam a casa dos R$ 8 bilhões, com ativos líquidos sobremodo reduzidos.

Independente de quaisquer escândalos atuais ou do passado, impossível não tirar o chapéu e reconhecer a relevância de João Santos na história econômica do Brasil, especialmente de Pernambuco. Contra ele e seu grupo há fatos nada abonadores, chocantes, para ser mais preciso. Mas devemos ser justos e reconhecer que a história dos responsáveis por novos paradigmas na economia do Brasil, como o velho João Santos, não pode se apagar da memória.

Pernambucanos no cimento - João Santos não estava sozinho na história do cimento no Brasil. Na verdade, tinha um grande concorrente: José Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, além de Severino Pereira da Silva, do Grupo Paraíso. Esse trio pernambucano dominou a produção de cimento no Brasil durante todo o pós-guerra. José Ermírio tentou detonar quando ele iniciou a produção de cimento na ilha de Itapessoca em 1951, então a maior fábrica de todo o Nordeste. Líder nacional do setor, José Ermírio fez de tudo para quebrar o seu conterrâneo Santos, ao colocar cimentos abaixo do custo em Pernambuco.

A reação – Diante disso, João Santos contratou várias barcas, tipo chatas, para levar a produção do seu cimento ao Sudeste, passando a vender abaixo do custo. Ao ver que o mercado estava prejudicando a todos, José Ermírio desiste de destruir seu conterrâneo. João Santos não tolerava desperdícios. Conta-se que quando ele via algum funcionário estragando qualquer coisa, reagia, dando lições de economia. Dizia que era inaceitável qualquer desperdício, seja por uma simples folha de papel ou um clipes. No grupo, isso acabou gerando a chamada cultura do desperdício.

Pedido de casamento à filha - Thales Ramalho, ex-ministro do Tribunal de Contas da União, ex-deputado federal, talhado para articulação política, era um grande boêmio, muito mulherengo. Quando começou a namorar a filha de João Santos, foi lá falar com o futuro sogro e pedir a mão de Rosália em casamento. João Santos assim reagiu: “Mandei investigar e descobri coisas terríveis sobre você”. Ao que Thales respondeu: “Eu mesmo lhe investiguei e também descobri coisas terríveis sobre o senhor”. Ao que o velho, sem pestanejar, bradou: “Pode casar com a minha filha, está aprovado”.

Bom de prosa: O patriarca da família Santos gostava muito de conversar, de perguntar, pesquisar, se atualizar e se divertia com a suas histórias e reações, como a que narrei acima do pedido de casamento da sua filha. Mas mesmo sendo super discreto e reservado, se entusiasmava e, quando provocado, ganhava fôlego para entrar na discussão de temas da História, da atualidade e do futuro. Era um conversador nato, curioso por todos os temas da vida. Como todo bom sertanejo, era daqueles que não trocava uma boa prosa por nada no mundo. Era uma forma de se divertir, de relaxar, quebrar as tensões do dia a dia nos negócios.

Sem pai rico - O tempo, o senhor da razão, como versa a Bíblia, sempre foi algo preocupante para o empreendedor João Santos. Era um tremendo visionário, um homem além do seu tempo e da sua geração. Raciocinava e fazia planos para o do agora, mirando como o amanhã distante como um profeta. Quando os engenheiros do seu grupo tentavam frear os seus ânimos, seus prognósticos quanto ao futuro das suas áreas de produção, informando, por exemplo, que ele podia ficar tranquilo, porque suas terras tinham calcário o suficiente para explorar por 50 anos, sem parar, ele torcia o nariz. Achava pouco demais, exigia muito mais. Certa vez, um dos filhos lhe perguntou por que ele não gostava de viajar de jatinho, já que a família tinha vários, no que ele respondeu: “Não tenho pai rico”. Isso é que coisa de sábio.

CURTAS

Checoslováquia - João Santos teve a visão de trazer as fábricas de cimento fora da rota tradicional. Foi até a Checoslováquia, na época comunista, e criou uma relação diferenciada para ter tecnologias a preços muito menores que os concorrentes. Deu um diferencial de custos menores. Na prática, demonstrou que não tinha qualquer preconceito ideológico e sim o mais puro pragmatismo.

Continuidade – Esta série não chega ao fim. Ela se encerra apenas neste espaço da coluna. A partir desta semana, tudo que chegar ao meu conhecimento e for apurado será postado como ao longo do dia, sem, necessariamente, depender de tantos detalhes de uma coluna desta natureza. Como repórter experiente, sei que estou diante de uma história muito mais profunda e apaixonante, que merece ser, verdadeiramente, escrita. Por isso, nem em breve terá um ponto final.

Perguntar não ofende: Como continuar o legado positivo de João Santos sem sua família?


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Fernandes

Eita já ia esquecendo, marcos de camaragibe é Fresco.

Fernandes

Bolsonaro é um incapaz. Bolsonaro não tem capacidade de liderar o Brasil. É a opinião de 58% dos brasileiros, segundo o Datafolha. Só 38% pensam o contrário. Mas não é apenas isso: 50% dos entrevistados nunca confiam naquilo que o presidente diz, e outros 34% só confiam às vezes. Os que sempre confiam no sociopata são 14%.

Fernandes

Vários cientistas políticos já cravam que marcos de camaragibe já nasceu emprestando o cu, é o fresco mais safado de camaragibe da rua da Esquina.

Fernandes

Vários cientistas políticos já cravam que Luiz Inácio Lula da Silva se elege com folga no 1°turno em 2022.

marcos

O nosso presidente mito Jair Bolsonaro foi a forra com o Capitão Corrupção ontem em Brasília. No seu discurso Bolsonaro chama Lula de : O Bandido dos nove dedos e de Canalha várias vezes. Ui eu acho é pouco. Kkkkkk


Petrolina abril 2021


15/05


2021

Coluna do sabadão

Tragédias dos Santos

De tudo que apurei ao longo desta série, cuja primeira etapa chega ao seu final amanhã, o que mais me chocou foram as histórias levantadas em cima dos episódios na família Santos pontuados por tragédias, extremamente chocantes, daquelas que ninguém consegue segurar o choro. Vindo ao mundo em 1907, na Serra Talhada de Lampião, o rei do cangaço, o patriarca João Pereira dos Santos ficou órfão de pai em 1909, com apenas dois anos de idade. Na sequência, todos os bens da família foram destruídos e ocupados.

De classe média alta do Sertão, João Santos viveu o infortúnio, chegando a ser jogado no mais deplorável estado de miséria, a tal ponto que a viúva se viu forçada a migrar, como retirante das terras secas de Euclides da Cunha, autor dos contos doloridos de Os Sertões, para as Alagoas, em busca de um novo Eldorado. Em seguida, o filho, que viria a criar um dos impérios do cimento no País, também é forçado a trabalhar ainda criança.

Sua história já começa surpreendente até em se tratando dos primeiros patrões quando ainda não entendia de mundo: o destino o transforma, na mesma Alagoas que acolheu a sua mãe em desespero, em garoto de recados do lendário e admirável Delmiro Gouveia, um dos pioneiros da industrialização do País, construtor da primeira usina hidrelétrica do Nordeste, com apenas oito anos. Ainda nesta mesma fase da vida, vira operário na seção de etiquetas da Fábrica de Linhas da Pedra, em Paulo Afonso (BA).

Depois das mais fantásticas superações da pobreza, João Santos ganha a oportunidade que poucos sertanejos daquela época tinham de ser educado no Recife, num curso paroquial. Nunca teve o direito de se dedicar apenas aos estudos, como os filhos de nobres. Ao mesmo tempo em que queimava as pestanas nas tarefas do colégio num turno, no outro trabalhava duro como funcionário de uma multinacional.

Mais tarde, já cursando o superior, torna-se “guarda-livros”, o contador na versão atual. Daí, cria asas e coragem para se aventurar no mundo empresarial, primeiro como usineiro, depois magnata do cimento. Dos seis filhos, escolhe o primogênito João Pereira dos Santos Filho como seu sucessor, responsável pela expansão do grupo no Sudeste brasileiro, com destaque para Espirito Santos que depois avançaria em São Paulo.

Não sabia que estava diante da segunda grande tragédia da sua vida. De olho no mercado exterior, o filho predileto do patriarca morre num acidente de avião no Paraguai, sepultando ali mesmo os sonhos de conquistar o mundo. Isso provoca um abalo profundo no fundador do grupo, que carregou pelo resto da vida a dor incontida de perdas irreparáveis. Dizia que perdeu não apenas a principal carne da sua carne, mas também aquele que havia preparado para consolidar o grupo no Sul do País, mais tarde, também, no grande comandante do plano de internacionalização.

Mas ficou com a esperança de que o filho do seu filho João Filho, viesse a ocupar o espaço do pai tragicamente desaparecido. Ocorre que anos depois vive outra dor quando exatamente o neto, que seria o sucessor do primeiro sucessor, também perde a vida em outras circunstâncias, num acidente de automóvel no bairro do Espinheiro, no Recife. Foi a dor dentro da dor, perdendo o filho do filho predileto. A escuridão da alma tomou conta de João Santos, que ficou um homem ainda mais reservado e contido.

Um dos poucos espaços de alegria estava no Rio de Janeiro, onde morava a filha Maria Clara e seu genro preferido, Eduardo Tapajós (foto), dono do lendário Hotel Glória, onde se hospedavam presidentes e estrelas da política e do poder. Mas num dia de nuvens negras, mais uma tragédia familiar: cai o helicóptero que transportava Tapajós, cujo corpo foi lançado ao mar para nunca mais ser encontrado. O velho João Santos recebeu essa renovada violência do destino e mergulhou ainda mais na sua solidão e dedicação obcecada ao trabalho.

Poucos anos depois, o coração do velho volta a sofrer fortemente, com a notícia de que um BMW de luxo, blindado, havia sido lançado no canal da avenida Agamenon Magalhães, logo após o viaduto da Avenida Norte. Para desespero do patriarca, no carro estava Fernando Pereira dos Santos Filho, o único filho biológico de Fernando Santos. Conhecido por Fernandinho, foi preparado pelo pai para ser um grande executivo internacional, tendo estudado nas melhores escolas da Suíça e da Inglaterra, formando-se com brilho e destaque na Universidade de Londres.

O patriarca, por fim, expressou as mais dilacerantes dores por tantas mortes e tragédias ao seu redor. Na verdade, viu o fim de um pedaço de três gerações: o pai, a quem nem chegou a conhecer; o filho predileto; o genro dos sonhos; o neto que iria resgatar o sonho destruído nos ares do Paraguay. Para completar, o neto que mais estudou e se preparou para ser o primeiro executivo da família de padrão internacional.

Que destino de tristeza e história de horror!

Chorava por dentro – João Santos era muito reservado e pouco contava da sua vida. Conseguimos resgatar alguma memória por meio de raras pessoas que trabalharam com ele e conseguiram saber um pouco do que o gigante nascido em Serra Talhada guardava na alma. O patriarca dos Santos sentia muita tristeza por não ter conhecido o pai. Só sabia através das histórias contadas pela sua mãe, mulher de muita bravura e sabedoria. Pelo que lembra, seu pai era um homem de imensa fibra, destemido e incansável trabalhador. João Santos falava com o olhar distante, mirando para além do horizonte, chorando por dentro.

Iluminado e hábil – Sobre o filho Joãozinho, considerava uma pessoa iluminada, hábil, sedutora, que foi para o Espírito Santo e lá criou bases humanas profundas, praticamente se tornando um capixaba. Recuperou uma usina de cimento quebrada e a transformou numa das melhores do Brasil. O velho nunca deixou de lembrar desse filho que para ele foi que o deu mais alegria, porém que no final deixou a mais insuperável dor pela partida súbita.

Uma dor insuportável – João Santos considerava Tapajós, o seu genro, verdadeiro filho, uma pessoa fina, acolhedora e carinhosa. Tinha o espaço não apenas do antigo e inesquecível Hotel Glória, mas também uma casa de praia que era uma das mais belas do Brasil. O sogro tinha imenso orgulho do genro e nunca recuperou o desaparecimento que se deu de forma tão absurda, segundo falava. Quanto aos netos João e Fernando, que também perdeu, dizia serem potentes olhos-d’água, que nunca puderam chegar a ser rios. Não conseguia aceitar que fossem levados tão cedo, ambos em acidentes de automóvel de formas banais e inteiramente evitáveis. “Por que? Por que? Como explicar o inexplicável?” E isso o deixava ainda mais introspectivo e voltado para o trabalho.

Positivo sem ter esperança – João Santos era um homem que lia muito e tinha uma curiosidade infinita. Desenvolvia conversas de alta profundidade sobre o sentido da vida e a missão de cada um. Achava que todos devem ser positivos, mas não faz sentido ter esperança porque ninguém controla o destino. Cabe agir, lutar, trabalhar sem repouso. Não temer nada nem ninguém, mas sempre desconfiar de todos, até da própria sombra. Sua visão de vida era prática e sofisticada. Dizia que qualquer coisa pode não dar certo e mesmo dando certo, a tendência seria no final virar ruínas. Porém, cada um tem o dever de fazer o máximo além do possível para que acertar. Só assim é possível enfrentar as frustrações e quando alcançar conquistas saber que sempre são passageiras.

A abjeta natureza do ser – Para o patriarca, as pessoas tendem ao mal, o que vem da origem animal dos seres humanos. A luta pela sobrevivência e a ganância, segundo ele, transformam as pessoas em entes sórdidos. Dizia que tantos os mais pobres quanto os mais ricos agem de forma predatória. As religiões, para ele, surgiram com o propósito de controlar esses impulsos destruidores, sem nada resolver esse mal que faz parte da essência do existir. Nada, para ele, podia ser mais forte do que trabalhar de maneira inteira, intensa, completa. Essa era, no seu entender, a terapia adequada para minimizar os males. “Só o trabalho redime, eleva, constrói. O restante é o vazio que suga e devora as precariedades do existir”, repetia.

O genro ministro – João Santos não era apenas um homem de ação, mas um construtor de sonhos, vivenciador dos mais temíveis pesadelos. Era também um pensador, mergulhado na mais profunda reflexão. Ele tinha um genro que elogiava muito, o ex-ministro Thales Ramalho (foto), do Tribunal de Contas da União, também ex-deputado federal, intelectual refinado. Leitor de Dostoiévski, dizia que “Seu” Santos, como chamava o sogro, foi o homem mais inteligente e arguto que conheceu na vida inteira.

Perguntar não ofende: Por que o destino reservou tantas tragédias na vida de João Santos?


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Fernandes

marcos de camaragibe, é conhecido como Fresco!

Fernandes

Mas por que Bozo depois de velho está dando o Boga?

Fernandes

Quem dá mais cu, bozo ou marcos de camaragibe Fresco, o Nazista Fresco de camaragibe?

marcos

Mas por que Lula depois de velho está dando o Boga?

marcos

Quem dá mais cu, Lula ou Nehemias Fernandes o Nazista Fresco do Cabo?




14/05


2021

Coluna da sexta-feira

A operação proibida

Dando sequência aos bastidores envolvendo a maior crise do Grupo João Santos, que tem mexido fortemente nos mais amplos segmentos da sociedade, julguei, antes de entrar no capítulo de hoje, ser essencial esclarecer que as informações que trago ao conhecimento público são passadas e checadas por fontes conhecidas, através também de pessoas que, espontaneamente, têm me procurado.

Entendo que o interesse despertado tenha se dado – e continua gerando grandes curiosidades – em função da matéria envolver um grupo poderoso, que já foi muito rico, reinou absoluto em Pernambuco, mandando nos reis da política e nos donos dos cofres públicos. Depois da primeira postagem desta série, tenho recebido uma enxurrada gigantesca de informações, obrigando-me a separar o joio do trigo, como deve ser feito na acertada apuração jornalística.

São ex-funcionários do grupo, servidores de Fernando e Lena, pessoas que tiveram ligações íntimas tanto com Osvaldão, como era conhecido Osvaldo Rabelo, ex-presidente da Assembleia Legislativa, como o ex-deputado Osvaldo Rabelo Filho, o Osvaldinho, herdeiro do comendador, além de familiares e figuras dos mais variados tipos de relacionamentos, principalmente no campo amoroso.

Aprendi lendo Paulo Cavalcanti e sigo inspirado no seu grande ensinamento no livro “O caso eu conto como foi”. No meu caso, o caso eu conto como me contam. Não existe nada pessoal. Dou ouvidos a todos que possam, mesmo no anonimato, a colocar suas experiências vividas no grupo. Na sequência do que narrei, ontem, por exemplo, colhi informações na própria família Santos sobre fatos que apontam outro desenlace para o que aconteceu, verdadeiramente, com João Carlos Noronha, o neto supostamente amado do patriarca.

Consta que a equipe de auditoria do grupo identificou que ele estava realizando manipulações financeiras. Com milhões de reais desviados, segundo me contaram, chegou a tirar do papel o projeto de industrialização e comercialização de uma marca de cerveja que ficou famosa na Hit Society do Recife, até pelo nome provocador: “Proibida”.

Ganhou projeção nacional com a publicidade das beldades tchecas da foto acima. Recebi a informação que João Carlos vendia cimento fraudando o grupo ao desviar os pagamentos para seu próprio bolso. Ele teria feito, dentre outras estripulias, um acordo com uma das maiores e mais famosas construtoras de Pernambuco, oferecendo preços e condições especiais. Só, pasmem, o pagamento se dava em outra moeda, em imóveis, apartamentos de alto luxo.

Ele recebia os imóveis em seu nome próprio, vendia e ficava com o dinheiro. Só que, no sistema de registro da empresa, esse pagamento só seria realizado muito tempo depois, driblando auditorias, para ninguém da família identificar a fraude. Soube que a famosa construtora apresentou toda a documentação e entregou declarações oficiais de tudo que aconteceu.

A quitação de pagamento era dada por João Carlos na medida em que recebia os apartamentos, imediatamente repassados por ele próprio a terceiros. Tudo isso passou despercebido por cada uma das instâncias internas de controle do grupo. Uma única coisa estranha que não entendi: por que Fernando Santos não entrou com um processo criminal por estelionato?

Soube, por fim, que Fernando não queria criar traumas com sua irmã, a mãe de João Carlos, já que a mesma, na época, enfrentava problemas delicados de saúde. Mesmo assim, algo, convenhamos, que não explica não levar o fraudador às barras dos tribunais de justiça.

Vaidade extrema – Segundo pessoas que trabalharam com João Carlos, o neto da paixão alucinante de João Santos, era vaidoso, um pavão na verdadeira expressão da palavra, gastador e temido pela equipe pelo seu mau humor e destempero verbal. João Carlos acreditava na promessa sabiamente plantada pelo avô de que o neto que fosse mais capaz, esforçado e que cuidasse da família, ganharia em seu testamento uma participação diferenciada e ele achava que seria o escolhido.

Caiu do cavalo – Só que João Carlos, o Don Juan da família Santos, caiu do cavalo, para infelicidade sua, quando o avô faleceu e não deixou testamento em cima da sua grande, cobiçada e perseguida herança. Tudo porque, na verdade, inflamado por Fernando Santos, não conseguiu conquistar a confiança absoluta do avô. Foi acometido de uma grande revolta, uma fúria maligna, mas logo em seguida colocou as unhas de fora mostrando o motivo pelo qual o avô, sabiamente, percebeu que não podia confiar nele.

Marcas negativas – João Carlos deixou duas marcas negativas que pesam contra um executivo. Primeiro, o de maus tratos com os funcionários, revelando-se pavio curto e temperamental, deixando, quando o castelo ruiu, uma saudade aliviada entre todos os funcionários do grupo, que o temiam, sendo vítimas de seus destemperos. O segundo está revelado ou manifestado no seu carácter, pois deixou a direção da empresa após cometer muitos ilícitos julgados extremamente graves pela família.

Sucesso nacional – A empresa Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP) foi fundada por João Carlos em Pindoretama, no ano de 2008, quando o seu avô ainda estava vivo. Conforme informações da época, o investimento da “Proibida” foi da ordem de R$ 120 milhões. João Carlos foi o líder do projeto e teve como sócios José Aécio Vieira e Dante Peló. A “Proibida” foi um sucesso nacional e consta que João Carlos vendeu o negócio para um grande grupo. Com isso pode receber um grande volume financeiro. Familiares consideram que tudo foi baseado no dinheiro desviado da família.

Caso das Tchecas – Julgando-se poderoso, o neto montou um esquema de entrega de cimento com a transportadora LNK Transportes Ltda, que acabou monopolizando a retirada do produto com transferência aos diversos depósitos abastecidos pela fábrica da Itapessoca. Posteriormente, os sócios da mesma transportadora passaram a ser grandes atacadistas nos estados da Bahia e Sergipe, com condições especiais de comercialização. Tudo isto, vale a ressalva, tendo a participação oculta dele (João Carlos), beneficiário dos desvios da operação. Foram vários apartamentos nos mais luxuosos prédios construídos à época na Av. Boa Viagem, alguns valendo hoje mais de R$ 6,5 milhões. Estima-se que só nestas operações o desfalque teria chegado a R$ 30 milhões. Durante sua gestão frente à cerveja Proibida, foi condenado em ação movida pela Rede TV no episódio conhecido como o “Caso das Tchecas”.

CURTAS

SEM OSTENTAÇÃO – Em postagem, ontem, pelas redes sociais, o jornalista Aldo Paes Barreto, que trabalhou no Grupo João Santos, afirmou o seguinte: “Trabalhei com Fernando Santos. Se não é santo, também não é o demônio que estão pintando. O Fernando que conheci era generoso, leal e nunca foi de ostentação. Vestia-se sobriamente. Camisa de margas curta e relógio comum”.

PROVA JUDICIAL – Chegou uma informação de que ocorreu uma ação trabalhista contra o neto João Carlos, na qual chegou a ser condenado e obrigado a indenizar um funcionário que trabalhava no Grupo, mas que, ao mesmo tempo, foi usado para se envolver diretamente nas atividades para montagem da Cervejaria Proibida.

Perguntar não ofende: Já que foi João Carlos que esteve por trás da operação da Polícia Federal, por que Fernando Santos não entrega agora o caso do sobrinho João Carlos também à polícia?


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Fernandes

Bozo é Corrupto, Ladrão e Côrno e marcos de camaragibe da o cu que baba na fronha.

marcos

Lula é Corrupto, Ladrão e Côrno e Nehemias Fernandes da o cu que baba na fronha.

Fernandes

Qual o maior Frango enrabado de camaragibe de todos os Tempos? ........... marcos de camaragibe ........ Acertou Mizeravi.

Fernandes

Roberto Jefferson defende mensalão de Bolsonaro. Roberto Jefferson disse ver com bons olhos o “orçamento paralelo” da gestão Jair Bolsonaro, usado para a distribuição de emendas aos mais fiéis aliados do Planalto sem a observação de critérios técnicos.

Fernandes

Jornais americanos enaltecem Lula! Os jornais frisam que Lula teve papel importante no crescimento do Brasil e que mais da metade população foi elevada à uma nova classe média! Fala a verdade, dá uma inveja!




13/05


2021

Coluna da quinta-feira

A guerra dos “Santos”

No mergulho que fiz nos últimos dias em torno do Grupo João Santos, um dos mais poderosos na produção de cimento no País, a partir dos refletores da operação da Polícia Federal, a maior dos últimos tempos envolvendo uma entidade privada, fui fundo na raiz do problema. Constatei, por exemplo, que nos anos 90 o Grupo chegou à beira da falência por conta das dívidas que já se avolumavam de forte descontrole administrativo.

Apurei que o velho João Santos já havia praticamente deixado de comandar o conglomerado deixando na linha de frente o seu filho Fernando, responsável por tocar o dia-a-dia. Ocorre que por conta da eminente quebra, o fundador do grupo teve que retomar as rédeas dos negócios e terminou por evitar a falência. Por conta desse susto quase mortal, João Santos decidiu não mais confiar unicamente no filho Fernando.

Assim, trouxe para o coração da empresa, com sede no Recife, o neto João Carlos Noronha, o qual considerava muito capaz e brilhante. Na prática, estava criando o caminho para sua própria sucessão. Ao seu lado, João Santos começou a passar para o neto predileto todos os segredos de como conduzir o complexo empresarial que havia criado. Foi o estopim, no entanto, para a montagem de uma verdadeira guerra, chegando ao ponto de o poderoso Fernando Santos fazer juras de destruição do sobrinho, que considerava o inimigo importado de São Paulo.

De nada adiantou, porque, a cada dia, o velho se apaixonava muito mais pelo neto preferido. João Carlos passou a ter destaques não apenas dentro do grupo, mas também fora, inclusive no ambiente político e social. Ficou amigo íntimo de figuras nacionais, a exemplo de Aécio Neves, que chegou a disputar à Presidência da República, que se hospedava no palácio de João Carlos, construído na já famosa e belíssima ilha de Itapessoca, em Barra de Catuama.

A rivalidade entre o sobrinho e o tio ficou ainda mais explosiva quando João Carlos engravidou uma das filhas de Fernando, gerando um drama familiar ainda mais latente. Tal fato tornou incontrolável o ódio de Fernando contra o sobrinho, pois tanto João Carlos quanto a sua prima eram casados com pessoas da alta sociedade. Como João Carlos é um clássico “Don Juan”, verdadeiro caçador, aventureiro do amor, isso foi mortal para que perdesse as condições morais e deixasse a posição de potencial comandante do império.

O seu tio Fernando, naturalmente, usou as mais incríveis artimanhas para destruir o rival, não só quanto ao elemento do comportamento de conquistador e destruidor de lares de João Carlos. Também passou a fazer acusações quanto à honestidade do sobrinho. Essa guerra da sucessão foi fundamental, tanto para selar a liderança de Fernando após a morte do fundador, mas também como semente da destruição que se revelou na chamada “Operação Background”. João Carlos e outros sobrinhos, também ofendidos e humilhados pelo tio Fernando, tinham em seus poderes o mapa da mina, sabiam os caminhos para detonar todo o império Santos.

Daí a razão de o Ministério Público Federal e a Polícia Federal terem recebido tudo mega detalhado, percorrendo os caminhos e as pistas traçadas pelos sobrinhos para pegar pelo menos parte do que foi desviado. O que os sobrinhos ainda querem é que se descubra onde estão os bilhões levados ilegalmente ao exterior.

Jatinhos de dólares – O blog apurou, também, que o poderoso Fernando Santos tinha “olheiros” na Polícia Federal, que informavam quando os jatinhos da família iam para o exterior e seriam inspecionados. Nas situações sem inspeção, procedia-se a cargas de valores incalculáveis de dólares e euros, que seriam depositados em bancos de segunda linha de paraísos fiscais, sem deixar rastros existentes com remessas oficiais. Osvaldo Rabelo Neto Pereira dos Santos, “filho” de Fernando com Lena, era diretor da Weston Taxis Aéreo, que controlava toda a frota de jatinhos e de helicópteros de Fernando e família.

O mapa da “mina” – Também levantei, com fontes as mais variadas ligadas à família, que a Polícia Federal ainda não conseguiu concluir todo o trabalho detalhado da operação, de grande repercussão nacional, que chocou profundamente o principal herdeiro e todos os descendentes do velho. Os sobrinhos, que se acham lesados por Fernando Santos, esperam que se faça um rastreamento completo para onde foram todos os voos internacionais das aeronaves da Weston, para depois iniciar um processo de investigação policial pela Interpol em todos os bancos desses destinos suspeitos.

Riqueza inalcançável – O temor que domina os herdeiros do velho João Santos é que a maior parte dos recursos desviados possa ficar fora do alcance das autoridades policiais. Com isso, os filhos de Lena serão os grandes beneficiados finais da riqueza que a família considera ter legítimo direito. Abalado e doente, Fernando Santos está em estado de choque. Jamais imaginou, nos piores pesadelos, que vivenciaria esse momento de terror e penúria. Conhecidos do casal nos informaram que ele anda tenso, apresentando problemas cardíacos.

Silêncio estranho – A família Santos está profundamente desapontada com o governador Paulo Câmara Lenta e o ex-prefeito do Recife, Geraldo Covidão, ambos do PSB. Até agora, já praticamente decorridos oito dias da operação da Federal, não houve nenhuma manifestação da dupla “dinâmica” que tanto vivia a bajular o “doutor” Fernando. Enquanto isso, espera-se que o Ministério Público de Pernambuco iniciei de imediato a investigação sobre a compra superfaturada do terreno da Fiat em Goiana.

Fugindo da raia – Até aliados recentes da família estão agora fugindo de Fernando. A butique Dona “Santa” emitiu nota oficial garantindo que não tem nada a ver com a dinheirama que a Polícia Federal aponta ter circulado na casa de roupas chiques. O ex-deputado Pedro Corrêa, por sua vez, foi o único que tomou a iniciativa de defender Fernando Santos: “Só tenho, eu e minha família, gratidão pelas ajudas nas minhas campanhas eleitorais e por nossos almoços, jantares e passeios de lancha. Fernando é um patriota e tinha uma preocupação enorme com a desigualdade no Brasil. Eu e minha família somos eternamente gratos a ele e desejamos que ele atravesse essa crise e volte a ser o grande empresário que sempre foi”.

CURTAS

EXPULSÃO DUPLA – João Carlos Noronha, o neto querido, sofreu um massacre em dobro. Foi retirado por Fernando Santos de forma humilhante do grupo empresarial e também expulso de sua própria casa que construiu na ilha de Itapessoca, o palácio milionário no canal de águas azuis na Barra de Catuama, que Fernando tomou para si próprio.

IRONIA DO DESTINO – O ex-deputado Oswaldo Rabelo Filho, o Oswaldinho, como era tratado pela família e amigos próximos, perdeu o seu grande amor, a esposa, para Fernando Santos, mas os seus filhos podem ficar com tudo o que restou da fortuna do seu “muy” amigo. Na verdade, o blog apurou que a parte oculta e inatingível está em paraísos fiscais no exterior.

Perguntar não ofende: Por que só o ex-deputado Pedro Corrêa, ainda cumprindo prisão domiciliar pela operação Lava Jato, defendeu Fernando Santos?


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Fernandes

Quem dá mais rabo, Bozo ou marcos de camaragibe?

marcos

Quem dá mais rabo, Lula Lá ou Nehemias Fernandes Cá?

Fernandes

Lula lidera corrida eleitoral de 2022 e marca 55% contra 32% de Bolsonaro no 2º turno. LULA PRESIDENTE 2022.

Fernandes

Qual o maior Frango enrabado de camaragibe de todos os Tempos? ........... marcos de camaragibe ........ Acertou Mizeravi.

Fernandes

De acordo com a Revista Época,a segunda ex-mulher de Jair Bolsonaro, viu seu patrimônio imobiliário explodir. Cerca de 14 apartamentos comprados, quando casada com Jair Bolsonaro, parte deles comprados em dinheiro vivo, valores milionários. Ainda de acordo com a revista, Ana Cristina era casada com um coronel da reserva antes de se envolver com Bolsonaro em 1997. Após 11 anos juntos, Ana Cristina comprou quando casada com Bolsonaro cerca de 14 apartamentos, o valor total é que chama a atenção: R$ 5,3 milhões em valores atuais. Ao separar de Bolsonaro, Cristina ficou com 9 dos 14 imóveis compradas quando casada com Bolsonaro.


Ipojuca 2021


12/05


2021

Coluna da quarta-feira

O grande amor e o comendador

Na sequência dos bastidores que venho postando nesta coluna, desde segunda-feira passada, consequência da crise no Grupo João Santos, trago, hoje, um capítulo à parte envolvendo a relação entre o empresário Fernando Santos, que os poderosos de Pernambuco tratavam e reverenciavam como o “Doutor Fernando”, e a família do “comendador” Osvaldo Rabelo, poderoso que atraia verdadeiro séquito de deputados, quase todos os dias de sessões, ao redor dele, em famosos almoços em seu escritório político.

A história começa em Goiana, na Mata Norte, onde o velho João Santos vira usineiro e em seguida ergue a primeira cimenteira do que viria mais tarde a se transformar num grande império do cimento no Brasil, com destaque para Pernambuco. Jovem, fluente no trato, Osvaldo Rabelo logo passa a ser o braço direito do velho na política, com influência em outras áreas, entre as quais a polícia.

Mais tarde, é integrado ao grupo como o transportador-mor do cimento do grupo, dando-lhe poder financeiro. Houve a construção de uma união sistêmica entre eles. Fernando Santos era praticamente um filho querido do velho Osvaldão ou “o comendador”, como era tratado, e o seu filho Osvaldinho, ex-prefeito de Goiana, mais que um irmão de Fernando. A família Rabelo logo ganhou a máxima confiança a ponto de se tornar operadora geral da família Santos.

Fazia desde a proteção policial, passando pela defesa dos interesses políticos ao montar a maior bancada favorável aos interesses do Grupo na Assembleia legislativa, verdadeira barreira protetora para toda a família no início e depois como o “capo di tutti capi” de Fernando. Osvaldão tinha uma fidelidade canina, sem limite, a Fernando.

Mas ocorreu um drama familiar arrasador, que praticamente destruiu a saúde “espiritual” do “comendador”. Fernando havia vivenciado sua segunda separação, dessa vez de Najda Lang Cauás, belíssima mulher que enfeitiçou o coração e a vida de Fernando, a ponto de ele realizar as mais alucinantes loucuras para tentar saciar as vontades incontroláveis de uma “femme fatale”. Fernando estava emocionalmente traumatizado, abatido, deprimido.

Foi quando seu grande amigo-irmão Osvaldinho o acolhe, recebendo-o na casa da família com o mais verdadeiro carinho fraterno. Eis que algo terrível aconteceu: Fernando se apaixona pela então esposa e mãe dos três filhos de Osvaldinho, Lena Baptista Neves, e a “rouba” do “amigo-irmão”. Aí ocorre o que parecia impossível: o rompimento dos Rabelos com os Santos. Fernando então força todos os filhos de Osvaldinho a adotarem o seu nome de família, Pereira dos Santos. Chegou a tal ponto que fez o casamento de uma das “filhas”, entrando ela no altar e proibindo o pai verdadeiro, Osvaldinho, de sequer participar da cerimônia.

A loucura de Fernando por Lena se tornou tão extrema que seus novos “filhos” assumiram um papel central e decisivo no grupo após a morte do patriarca João Santos. Ana Patrícia Rabelo “Pereira dos Santos” vira, num passe de mágica, a toda poderosa, executiva número um do grupo João Santos, como se pode notar no relatório da operação da Polícia Federal, onde ela aponta como líder junto com o “pai” Fernando e a mãe Lena.

O poder da paixão – Doutor Fernando era apaixonado de forma tão cega pela segunda esposa que chegava a fazer grandes loucuras. Nadja decidiu, por exemplo, “tomar conta” do parque de exposição de animais do Cordeiro, algo inusitado e surpreendente. Fernando foi ao então governador Joaquim Francisco, em Palácio, exigir as devidas providências. O imbróglio demandou o envio de um projeto à Alepe alterando a legislação que regia a gestão do parque, para que uma entidade, controlada por Nadja, assumisse o controle da área de propriedade do estado. Só que, por ironia do destino, logo em seguida ocorreu a separação traumática e Fernando, prontamente, ordenou que cancelar tudo. Um vexame!

Compra de praia – Certo dia, bateu uma vontade louca em Nadja de virar dona de uma praia privada em Pernambuco. Fernando não titubeou e agiu rápido. Comprou, literalmente, a Praia da Gavoa, ao lado da Ilha do Avião, nas proximidades de Itamaracá, cantada em prosa e verso pelo rei Reginaldo Rossi. Depois, ela soube usar o seu poder junto ao marido apaixonado para comprar fazendas, joias e propriedades, além de outros desejos que pareciam não ter fim. Até que ocorreu uma implosão dela sentimental que levou Fernando ao desespero, resultando em muitos conflitos, inclusive com tiros e ataques furiosos, noticiados na época, transformando-se em caso policial.

Patrimônio gigantesco – A paixão de Fernando por Lena se tornou ainda maior. Todo e qualquer desejo dela era prontamente atendido, custasse o que custasse. Ela passou a ter o controle direto das decisões de Fernando, criando uma muralha que o tornou inacessível, inclusive aos próprios familiares. O PROCESSO Nº: 0815911-71.2020.4.05.8300, da 4ª Vara Federal de Pernambuco, revela as entranhas de como Lena construiu um “império” dentro do “império”, com ganhos financeiros fabulosos e a construção de um patrimônio gigantesco.

O poder do Frei – Lena não se contenta apenas em agir como “imperadora” no seio da família. Passa, mais do que se possa imaginar, a atuar no mundo da música, a exemplo da especial parceria com o frei Damião Silva, transformando-se em promotora de música religiosa. Até hoje se fala sobre essa parceria musical e altamente religiosa, que rendeu muitos frutos em todos os campos ao conselheiro espiritual da família, sobretudo no campo econômico.

Acabou isolado – Pouco a pouco, o famoso Doutor Fernando, como todos os governadores o tratavam em arroubos de bajulação, foi sendo isolado dos antigos amigos e preso pela fúria da sua nova paixão, que praticamente só deixava o marido conviver com a família Neves Baptista. No limite, Fernando se tornou duas pessoas numa só, ele e Lena foram se confundindo como entidade única. O que foi se expandindo com a fusão e confusão dos filhos de Lena que passaram também a serem extensões operacionais do “novo” Fernando.

CURTAS

QUEBROU – A operação da Polícia Federal, resultado da atuação do Ministério Público Federal ao lado da Justiça Federal, levou o casal a uma situação dramática. O que vazou é que eles não têm mais dinheiro nem nas contas bancárias, nem escondido nas diversas mansões. Não possuem joias, antiguidades e pinturas que poderiam ser vendidos. Nem tem mais os helicópteros, aviões, carrões e lanchas. Como vão pagar seus hábitos e gastos monumentais? O que se fala é que agora Fernando vai depender da família de Lena até mesmo para poder se alimentar e se locomover. Que terrível ironia do destino!

CHOCANTES – Recebi, nos últimos dias, incontáveis mensagens relatando situações chocantes quanto ao comportamento de Fernando Santos. Lamentamos ter que fazer esses terríveis relatos, mas é parte do nosso ofício levar os casos como eles são. Mas evitamos noticiar as partes que são degradantes do ponto de vista moral sobre determinados comportamentos íntimos dos personagens desse episódio deprimente. Recebemos, inclusive, notícias de violências inaceitáveis que foram praticadas.

Perguntar não ofende: Cadê a solidariedade dos políticos ao então poderoso e agora em baixa Fernando Santos?


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Fernandes

Voltaremos.

Fernandes

Lula lidera corrida eleitoral de 2022 e marca 55% contra 32% de Bolsonaro no 2º turno. LULA PRESIDENTE 2022.

Fernandes

Datafolha confirma: Brasil voltou a ter esperança, diz Gleisi sobre disparada de Lula.

marcos

Lula é Ladrão segundo o Data Folha. kkkkkkkkkkkkkkkkk

marcos

Data Folha Dilma Jumenta lidera para o senado de Minas com 88% das intenções de voto.


Caruaru Campanha São João 2


11/05


2021

Coluna da terça-feira

Os subservientes de Fernando Santos

Há 15 anos, na condição de pioneiro na blogosfera no Nordeste, tenho observado o panorama dos fatos mais relevantes da região, do Estado e do País, especialmente, com um olhar diferenciado dos convencionais. A propósito do escândalo do Grupo João Santos, os mais variados meios de comunicação do País noticiaram a operação da Polícia Federal sem adentrar nos detalhes que estão além do factual.

Busquei introduzir novos ângulos, sobretudo aspectos políticos e dos dramas familiares, sempre numa perspectiva de acrescentar informação e análise para nossos leitores. Agora jogo luzes sobre a questão política por trás de tudo o que aconteceu. Na verdade, o poderoso Fernando Santos, herdeiro de João Santos, já falecido, foi, durante muito tempo, o empresário de maior poder político em Pernambuco.

Como o mundo dá voltas e nada dura para sempre, no momento desesperador que o mandachuva enfrenta, quadro dantesco nunca imaginado por ele, que pensava ter o poder de Midas, de transformar em ouro tudo na velocidade que julgava mais adequado ao grupo, assiste simplesmente todos os políticos que o paparicavam sumir. Na verdade, todos desapareceram e muitos deles começaram até a falar horrores sobre ele.

Os que sobreviveram por muito à sombra de Fernando Santos, achando que Pernambuco girava em torno da sua venta, perguntam desde quinta-feira, quando estourou a operação da Polícia Federal onde estão Paulo Câmara e Geraldo Júlio, que viviam a bajulá-lo? O tratavam de “Doutor” Fernando. O blog apurou que foram eles, Geraldo e Paulo, que negociaram a compra do terreno onde hoje está instalada a Fiat, em Goiana, dando inúmeros privilégios a Fernando Santos.

Isso, aliás, outra operação suspeita, com viés de direcionamento, deveria também ser parte de nova investigação. Na época, o atual governador era secretário da fazenda e Geraldo Júlio, secretário de Desenvolvimento Econômico, ambos responsáveis por toda a negociata com o grupo João Santos que já tinha, vale a ressalva, dívidas tributárias gigantescas com o Governo de Pernambuco.

Eduardo Campos também tratava Fernando de doutor, era um semideus para ele, assim como seus pupilos “Paulinho” e “Geraldinho”, como se referia a eles. Esse escândalo só focou o nível federal, esquecendo, propositadamente, o estadual, onde se concentra o Grupo João Santos e onde Fernando Santos sempre foi tido como o grande poderoso. Onde está o Ministério Público estadual e a Polícia Civil? Por que só as autoridades federais foram acionadas? Os políticos de Fernando Santos em Pernambuco, hoje, são Paulo Câmara Lenta e Geraldo Covidão. Ambos devem pagar por todos os abusos que praticaram para proteger o grande padrinho “Doutor” Fernando.

Terreno superfaturado – Segundo o blog apurou, a compra do terreno da Fiat gerou ganhos absurdos para Fernando Santos e seu grupo. O valor do hectare antes da entrada da Fiat era em torno de R$ 8 mil e logo depois passou a ser entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, ou seja, geraram uma valorização entre 60 e 120 vezes dos milhares de hectares das terras de Fernando Santos e do seu grupo. E não ficou só nisso. Fernando e seu grupo receberam áreas de “compensação” várias vezes maior do que entregou, além do que se fala de abatimentos tributários para um dos grupos que mais devia ao Governo do Estado. Isso nunca foi investigado e agora o MP tem a obrigação de iniciar, de imediato, a parte estadual do escândalo.

Laços antigos – As raízes da amizade fraterna entre Fernando e Eduardo Campos brotaram desde o tempo em que Miguel Arraes se tornou muito amigo de João Santos, o pai de Fernando. Arraes era do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) e ali que conheceu o velho João. Depois, ficaram ainda mais próximos no Governo de Barbosa Lima Sobrinho, do qual Arraes foi secretário da Fazenda.

O amigo Cali – O ex-governador Carlos Wilson Campos, também já chamado por Deus, foi amigo de juventude de Fernando Santos. Comenta-se que chegaram a ser sócios numa boate. Quando Cali foi vice-governador de Arraes, aproximou ainda mais Eduardo de Fernando, que criaram uma amizade da mais profunda intimidade, sólida, apesar de existir uma superioridade de Fernando, que praticamente dava ordens a Eduardo sobre tudo o que deveria ser feito em benefício do grupo de Fernando. Na verdade, transformou-se no grande mandachuva do Governo.

Poder de fogo – Pessoas que participaram dos governos de Arraes e de Eduardo confirmaram ao blog que o herdeiro de Arraes nem sequer questionava o que Fernando queria. Simplesmente chamava Paulo e Geraldo para cumprirem as ordens do grande padrinho dos três. Sempre foi uma subserviência vergonhosa. Até as paredes do Palácio das Princesas, que têm ouvidos de tuberculoso, atestam o poder de fogo de Fernando Santos, que, por ajudar financeiramente em todas as campanhas, se sentia dono do Governo.

Joaquim e Fiuzão – Já o ex-deputado Ricardo Fiúza, primo da esposa de Arraes, dona Madalena Fiúza, tinha um carinho paternal com Eduardo. Como era um dos políticos mais ligados a Fernando Santos, também foi outro canal de aprofundamento da relação entre Eduardo e Fernando. O ex-governador Joaquim Francisco, por sua vez, trabalhou diretamente com Fernando Santos no grupo João Santos e na sua época, como membro do PSB, também funcionou como ponte adicional entre Eduardo e Fernando. Mesmo tendo relação íntima com Fernando, Eduardo gostava de delegar trabalho para os seus tarefeiros, especialmente Paulo Câmara e Geraldo Júlio, que eram os mais ávidos a satisfazer aos seus dois “senhores”.

CURTAS

TAREFEIRO – O deputado Raul Henry (MDB) fazia de tudo para ser tarefeiro de Fernando Santos. Comenta-se que, no período que ficou ligado a Eduardo Campos, fez de tudo para servir a Fernando. E depois que virou vice-governador de Paulo Câmara, ficava de prontidão para ajudar nas “tarefas” do “padrinho” do governador.

HOJE CONDENAM – Após a morte de Eduardo, Paulo Câmara como governador e Geraldo Covidão como prefeito ficaram sendo os principais políticos de relações profundas com Fernando Santos no Estado. Enfim, todos os que eram bajuladores de Fernando Santos são exatamente os que mais falam mal, hoje, do antigo padrinho. O classificam de inescrupuloso, desonesto, fraudador, criminoso, além de outras acusações de cunho puramente pessoal e íntimo.

Perguntar não ofende: Quem agora apresenta dignidade para dizer que é amigo de Fernando e assume que pediam ajuda ao todo poderoso do grupo João Santos?


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Fernandes

Sim, Bozo é Ladrão e marcos de camaragibe é um Fresco metido a Crente Nazista. Kkkkkk

marcos

Sim, Lula é Ladrão e Nehemias Fernandes é um Fresco metido a Nazista. Kkkkkk

marcos

Ô Nazista, as rachadinhas foram no governo Dilma Jumenta. Vamos investigar.

Fernandes

“Orçamento secreto” “Rachadinha” Já não passou da hora de começar a chamar os crimes pelos nomes certos?

marcos

Quem é o maior Ladrão do Brasil de todos os Tempos? .......... Lula. ...... Acertou Mizeravi.


CABO


10/05


2021

Coluna da segunda-feira

Fernando Santos: vítima da inveja

Vários escritores já definiram o Recife como capital da inveja. Na verdade, porque aqui, se um homem é bonito logo chamam de gay, se tem sucesso foi por trambique, se ficou rico praticou desonestidade, dentre tantas outras situações similares. Quem agora está sendo vítima de ataques assombrosos é o mega empresário Fernando Santos, do Grupo João Santos.

Sempre uma pessoa hiper discreta, vivendo com máxima reserva, agora recebe a investida de 240 policiais federais. Isso tudo tem a ver com a cobiça de parentes que não aceitam a liderança inconteste de Fernando dentro e fora do grupo João Santos. Mesmo sendo altamente generoso com as irmãs e sobrinhos, Fernando sofreu ataques os mais brutais, até resultar na operação gigantesca da Polícia Federal.

Isso resultado de denúncias feitas pelos próprios parentes, como em 14 de setembro de 2018 foi revelado pelo jornal Valor Econômico. Mesmo vivendo de maneira muito reservada, Fernando criou vínculos poderosos com praticamente todos os políticos pernambucanos, a exemplo da amizade profunda com Carlos Wilson Campos, Ricardo Fiuza, Marco Maciel, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos e especialmente Eduardo Campos, a quem ajudou de forma extrema nos momentos mais difíceis do ex-governador.

Quem conhece Fernando de perto diz que ele procurou agregar todos, especialmente da família, embora seja absolutamente implacável com traições e desonestidades. Considera o irmão José Bernardino a pessoa mais correta e amável que encontrou em toda a sua vida, sendo o principal sócio e companheiro de trabalho. Com a chegada de nova geração de sobrinhos, sobretudo filhos das irmãs, começou a se gerar as mais violentas acusações contra o tio que antes viabilizava mesadas astronômicas para toda a família.

Foi tanta inveja por conta do poder de Fernando que se criou uma verdadeira guerra fratricida, cuja operação gigante da Polícia Federal é apenas uma das pontas de um gigante iceberg de ódio e inveja.

AUXÍLIO PRÓPRIO – Fica claro no processo em curso que tudo foi preparado pelos familiares de Fernando Santos, a exemplo dessa parte:“ Expedição de ofício ao Juízo da 3ª Vara de Sucessões e Registros Públicos da Capital - Comarca de Recife/PE, competente pelos autos do processo 0114180-66.2009.8.17.0001, Inventário de JOÃO PEREIRA DOS SANTOS, falecido em 16/04/2009, solicitando o sequestro do quinhão referente aos herdeiros investigados e ora representados, caso não localizados outros bens, até o limite do dano ao erário mais adiante especificado, na medida em que estes não possuem esses bens declarados em seus nomes porque permanecem registrados em nome do espólio de JOÃO PEREIRA DOS SANTOS e não foram repassados para a família, muito embora estando na efetiva posse dos herdeiros” . Ou seja, toda a investigação detalhada pela Polícia Federal foi montada para atingir Fernando Santos e no final beneficiar aqueles familiares que o denunciaram, mesmo que ao custo da completa derrocada de todo o grupo. Traduzindo num português claro: vingança, vingança, vingança.

PROCESSOS – Abaixo algumas passagens do "PROCESSO Nº: 0815911-71.2020.4.05.8300 - PEDIDO DE BUSCA E APREENSÃO CRIMINAL REQUERENTE: POLÍCIA FEDERAL DE PERNAMBUCO e outro ACUSADO: GRUPO JOÃO SANTOS E OUTROS 4ª VARA FEDERAL - PE (JUIZ FEDERAL SUBSTITUTO) DECISÃO Busca e apreensão - bloqueio/sequestro/arresto/indisponibilidade - compartilhamento de provas". Acusações contra Fernando: “crimes de apropriação indébita tributária (art. 168-A do CP) e sonegação fiscal[a] (arts. 1º e 2º da Lei n. 81.37/90), lavagem de dinheiro[b] (art. 1º da Lei n. 9.613/1998), fraudes a execuções trabalhistas[c] (art. 179 do Código Penal), tudo isso de forma estruturada e com divisão de tarefas[d] (organização criminosa - art. 2º da Lei n. 12.850/13), além de delitos de frustração de direito assegurado por lei trabalhista[e] (art. 203 do Código Penal), operação de instituição financeira sem licença[f] (art. 16 da Lei n. 7.492/86) e evasão de divisas[g] (art. 22 da Lei 7.492/86)”.

INTERESSES PESSOAIS – “FERNANDO JOÃO e JOSÉ BERNARDINO, do Grupo JOÃO SANTOS, atenderam aos interesses pessoais de ambos e de seus familiares, ignorando seus credores, tanto que, de 2007 a 2016, perceberam das empresas do grupo, a título de pró-labore, montante superior a R$ 255,5 milhões, sem o recolhimento do imposto de renda devido”. A empresa ITAPLANOS - CONSULTORIA E PLANEJAMENTOS LTDA, que possui como sócios JOSE BERNARDINO PEREIRA DOS SANTOS, seu filho JOSE BERNARDINO PEREIRA DOS SANTOS FILHO, FERNANDO JOAO PEREIRA DOS SANTOS e sua enteada ANA PATRICIA BAPTISTA RABELO PEREIRA DOS SANTOS - foi outro exemplo de empresa paralela criada para escoar os recursos das empresas do Grupo João Santos.

NOTAS SIMULADAS – Considerando sua atividade principal de consultoria, foi observado que todos os valores recebidos durante o período de análise, movimentados por ela a crédito no montante de R$ 31.857.947,19, eram provenientes de empresas do Grupo João Santos. A natureza subjetiva da prestação de serviços facilitava para que fossem emitidas notas fiscais simuladas com o fito de justificar todo o fluxo de recursos. Uma vez recebidos os valores, uma das formas de escoamento se dava através da conta bancária da secretária de FERNANDO SANTOS, a senhora MARIA DE FATIMA FERREIRA DE LIMA, da qual FERNANDO figurava como procurador."

CIPOAL DE CNPJS – "Os sócios proprietários estabelecem diversas pessoas jurídicas e estas com diversas filiais. Comumente o CNPJ constante da representação policial é o da matriz da pessoa jurídica investigada, bem como o CPF dos sócios. Com o prosseguimento das investigações, constatamos que contas de pessoas físicas e jurídicas para onde corre o rio de dinheiro são muitas vezes representadas por pessoas ligadas aos sócios, como os funcionários, parentes e amigos. Várias contas não são enviadas à análise por não estarem titularizadas pelos investigados e sim por funcionários colaboradores dos ilícitos. As contas bancárias movimentam BILHÕES".

CURTAS

PATRIMÔNIO – Informação de Polícia Judiciária nº 015/2020-SIP/SR/PE diz que a equipe de policiais federais realizou o levantamento patrimonial (imóveis, veículos, embarcações, aeronaves, valores mobiliários e recursos em espécie) declarados pelas pessoas físicas e jurídicas apuradas, mediante consulta de bancos de dados disponíveis, além das informações pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), tendo identificado um patrimônio estimado em R$ 4.697.965.000,00 (quatro bilhões, seiscentos e noventa e sete milhões, novecentos e sessenta e cinco mil reais)".

HISTÓRIA – Na coluna de amanhã, darei prosseguimento a este capítulo triste envolvendo um dos maiores grupos empresariais do País, fruto da obstinação do empreendedor João Santos, que saiu de Serra Talhada para se firmar como gente neste País desigual. Mergulhei na sua trajetória de vida e descobri que o velho João Santos, que chegou a competir no cimento com José Ermírio de Moraes, também pernambucano, já emprestou seu talento a Delmiro Gouveia, uma lenda brasileira.

Perguntar não ofende: Quais desdobramentos se darão no Grupo João Santos depois da operação da Polícia Federal?


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Fernandes

Ciro Gomes afirmou que “a roubalheira” aumentou durante o governo de Jair Bolsonaro. O pedetista deu a declaração ao comentar a matéria do Estadão que rastreou o uso dos R$ 3 bilhões em emendas, extras, liberadas pelo governo. No Twitter, Ciro defendeu que é necessário punir os responsáveis pelo que chamou de “crime gigantesco”.

marcos

A polícia já sabe quem mandou matar Celso Daniel.

Fernandes

Ciro Gomes afirmou que “a roubalheira” aumentou durante o governo de Jair Bolsonaro. O pedetista deu a declaração ao comentar a matéria do Estadão que rastreou o uso dos R$ 3 bilhões em emendas, extras, liberadas pelo governo. No Twitter, Ciro defendeu que é necessário punir os responsáveis pelo que chamou de “crime gigantesco”.

marcos

Que fique bem claro, Lula é Ladrão.

Fernandes

Escândalo no Bolsolão: São 115 tratores comprados por valores de até 259% acima do preço de referência no mercado. Olha que o Collor caiu por causa de uma Fiat Elba.


Bandeirantes Junho 2021


08/05


2021

Coluna do sabadão

Vitória emerge das cinzas

As eleições municipais do ano passado revelaram muitas surpresas, grande parte ruins, raras boas. Entre as mais frustrantes, a cassação de prefeitos. Só esta semana foram dois – Luiz Aroldo (PT), de Águas Belas, e Neto Barreto (PTB), de Joaquim Nabuco. Outros municípios, entre eles Arcoverde, porta de entrada do Sertão, e Pesqueira, no Agreste, aguardam o julgamento final do TSE quanto aos processos de cassação dos seus mandatários eleitos, com amplas chances de terem eleições suplementares.

Em 100 dias de gestão, marca apenas referencial e midiática, porque, na verdade, se trata de um período ainda muito curto para julgar um modelo de administração de quatro anos, são raros os que vêm se destacando. Empresário bem-sucedido na área educacional, Paulo Roberto (MDB), prefeito de Vitória de Santo Antão, se sobrepõe pelo esforço, dedicação e muito trabalho para tirar o município do quadro de insolvência a que foi submetido pela gestão anterior.

Sua obsessão está focada na geração de emprego. Pelo menos cerca de 20 grandes empresas já formalizaram carta de intenções para se instalar e investir em Vitória, o que abre um horizonte de geração de empregos da ordem de três mil postos formais com carteira assinada. Para o investidor apostar em Vitória, Paulo Roberto teve que fazer um esforço descomunal, excluindo o município da lista negra da legião dos negativados.

Faça-se a ressalva que, nos últimos quatro anos, nenhuma empresa se interessou em se instalar no parque industrial do município. “Ao assumir, encontramos o município negativado (CAUC), com zero captação de recursos federais e estaduais, apesar do seu potencial econômico e da necessidade de investimento em infraestrutura”, revela Paulo Roberto, em conversa com o blog.

Segundo ele, a maior herança maldita, além da financeira, está no déficit de investimentos, na precariedade da educação, num centro desorganizado, ruas às escuras, obras inacabadas e o funcionalismo desmotivado. Na educação, o IDEB foi deixado no penúltimo lugar entre os municípios da Mata Central, perdendo até para a vizinha cidade de Pombos. “A última vez que Vitoria atingiu a meta do IDEB foi em 2015, fruto da falta de investimentos da gestão anterior nos profissionais da educação e na garantia da continuidade do ensino durante a pandemia, ampliando a desigualdade”, acrescenta.

Auxílio próprio – Em 2020, primeiro ano da pandemia, nada for criado pra garantir a recuperação econômica de Vitória de Santo Antão. O resultado é que mais de 10 mil pessoas, das quais quatro mil no trabalho formal, perderam suas rendas, contribuindo para aumentar o fosso social. “Tivemos que criar o Auxilio Emergencial do Carnaval, para beneficiar os trabalhadores da cadeia produtiva prejudicados pela não realização da festa por conta da pandemia”, lembra o gestor.

Verde que te quero – Vitória, segundo Paulo Roberto, perdeu até sua face arborizada. Consegui 40 mil mudas, a custo zero, para recuperar os espaços verdes. Com o programa Moradia Legal, todas as casas que não possuem escritura terão seu registro imobiliário garantido”, ressalta. Paulo Roberto cita, ainda, dentre outros feitos, a substituição de mais de mil lâmpadas que se encontravam queimadas em postes, num grande mutirão de iluminação para iluminar e proporcionar mais segurança à população. “A população não quer do gestor mais do trabalho, seriedade, eficiência e compromisso com mudanças”, enfatiza.

Restrições rejeitadas – O Conselho Estadual de Saúde recomendou que Pernambuco adote medidas mais restritivas para conter a pandemia de Covid-19, no momento em que o Estado atinge recordes de casos confirmados e de pacientes internados na rede pública. O órgão colegiado é presidido pelo secretário estadual de saúde, André Longo, que anunciou que não vai adotar a recomendação. Entre as recomendações, a suspensão de aulas presenciais em todo o sistema de ensino público e privado, adesão a uma quarentena de 21 dias e construção emergencial de estratégias de restrição rigorosa em áreas com maior concentração de casos e mortes por Covid-19.

Prorrogação – A recomendação, segundo o portal G-1, da Globo, foi divulgada na última quinta-feira, mesmo dia em que o Governo anunciou que, em vez de adotar medidas mais restritivas no enfrentamento da pandemia, pretende manter as restrições atuais até o dia 23 de maio. O Conselho Estadual de Saúde é um órgão colegiado formado por 32 entidades de três setores: trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), gestores e prestadores do sistema e, ainda, por usuários da rede pública de saúde.

Estudantes com fome – Em Caruaru, a prefeita Raquel Lyra (PSDB) parece que anda com os cofres vazios, tanto que atrasou, já pelo terceiro mês, a chamada contribuição dos kits de alimentação na rede de educação municipal com cartões no valor de apenas R$ 40, em substituição ao kit alimentar responsável pela destinação de duas cestas básicas por família. Há reclamações de que, diante de tamanho descaso, a fome, num momento tão grave de pandemia, aumentou – e muito – entre os estudantes mais pobres que dependem do repasse da Prefeitura.

CURTAS

ARREPENDIDA – A advogada Rosangela Moro, mulher do ex-ministro e ex-juiz federal Sergio Moro, afirmou que se arrepende “até o último fio de cabelo” por ter votado em Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2018. A declaração foi feita ao responder uma seguidora em seu perfil no Instagram. Diante do desabafo da amada, Moro não deu um pio.

CANALHA – De Bolsonaro ao chamar o ex-ministro Mandetta de canalha: “Quem não tem alternativa, cale a boca. Deixe de ser canalha em criticar quem usa alguma coisa. Quando tenho problema de estômago, alguém sabe o que eu tomo? Tomo Coca-Cola e fico bom. É problema meu. O bucho é meu, talvez o meu bucho, todo corroído pela Coca-Cola, me salvou da facada do Adélio. Deem porrada em mim amanhã”.

Perguntar não ofende: Para onde caminha a CPI da Pandemia?


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Fernandes

Vamos combinar o seguinte, nas eleições de Paruano quem votar em Bozo Ladrão Genocida é um filho da Puta. É marcos de camaragibe o Frango.

marcos

Vamos combinar o seguinte, nas eleições de Paruano quem votar em Ladrão é um filho da Puta.

marcos

Lula convida Eduardo Cunha para ser seu vice. Agora vai!

marcos

Lula é um Ladrão Corrupto condenado filho da Puta que deveria está na cadeia.

Fernandes

Ciro Gomes afirmou que “a roubalheira” aumentou durante o governo de Jair Bolsonaro. O pedetista deu a declaração ao comentar a matéria do Estadão que rastreou o uso dos R$ 3 bilhões em emendas, extras, liberadas pelo governo. No Twitter, Ciro defendeu que é necessário punir os responsáveis pelo que chamou de “crime gigantesco”.


Serra Talhada 2021


07/05


2021

Coluna da sexta-feira

Unidade é essencial

Num primeiro sinal de maturidade política, de que estão com os pés firmes no chão, os prefeitos de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), e de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), posaram juntos em Brasília, tendo como testemunhas o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB), e os deputados Fernando Filho (DEM) e André Ferreira (PSC). Mostraram disposição para pôr em prática o discurso necessário da unidade das oposições nas eleições para o Governo do Estado, em 22.

Dos três pré-candidatos ao Palácio das Princesas no campo de oposição, Miguel e Anderson são os que mais se movimentam, buscando convergências para superar as divergências. Terceira opção citada, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), é um desejo e uma torcida muito maior do seu partido e de aliados do que dela própria. Por ela, o jogo ainda estaria zerado, porque ensaia e pratica o mesmo discurso massificado e tornado até enfadonho pelo ex-governador Eduardo Campos, de que discussão de eleição só no ano da eleição.

Dizia, entretanto, Ulysses Guimarães, um paulista com sabedoria política inspirada nas montanhas de Minas Gerais, que quem é coxo, parte cedo. O bloco oposicionista pode até não ser coxo, mas tem pela frente um tremendo desafio: construir a unidade do seu palanque. Os últimos embates no Estado e na Prefeitura do Recife já deixaram lições muito claras que sem a construção de um projeto único, amplo, as oposições não vão a lugar nenhum.

Tire-se o exemplo do Recife. Se os partidos de Daniel Coelho, o Cidadania, e de Luciano Bivar, o PSL, não tivessem afrouxado no acordo prévio de que o nome com o maior número de legendas somando em seu favor seria a expressão dessa unidade, o ex-ministro Mendonça Filho, do DEM, atrapalhado na disputa pela Prefeitura do Recife pelos partidos aliados e as pesquisas que se confirmaram distantes da realidade do que as urnas apresentaram, certamente teria amplas chances de ser eleito.

Daniel preferiu apostar numa aventura: a candidatura de uma delegada carioca, com discurso centrado numa perseguição nunca comprovada, diga-se de verdade, ao seu trabalho. Já Bivar tirou do bolso do colete o nome de um advogado que nunca se teve conhecimento da sua militância política no Estado. Resultado: a divisão só beneficiou Marília Arraes, que até o mais neófito cidadão recifense em política sabia que seria atrapalhada e vitimizada pelo seu próprio partido, o PT.

Abertas as urnas do segundo turno, Marília foi derrotada pela rejeição do eleitorado ao PT. A soma dos votos em branco, nulos e abstenção foi maior do que a sua votação, o que comprova que ninguém queria PT. 2022 se aproxima mais veloz do que se possa imaginar e quem imagina que ainda está cedo para mexer as cartas do xadrez se engana. Por isso, Miguel e Anderson querem unidade.

O PSB parecia um pato manco para sucessão de Paulo Câmara, com Geraldo Júlio, o candidato que o partido apresenta como natural, bichado pelos escândalos da pandemia em sua gestão como prefeito do Recife. A ressureição de Lula, no plano nacional, pelo beato-ministro Edson Fachin, do STF, aponta, porém, um caminho que abre, sem dúvidas, horizontes para o partido se manter no poder em Pernambuco, no momento em que for confirmada uma aliança nacional do PT com o PSB.

O recado – De Miguel Coelho sobre a necessidade da unidade: "Caminhamos no mesmo bloco há anos, mas hoje nosso Estado enfrenta seu maior desafio. Somos prefeitos de dois municípios grandes e reunimos ao nosso lado outras lideranças expressivas como o senador Fernando e os deputados André e Fernando Filho. Num momento como esse, é fundamental que possamos discutir como tirar Pernambuco dessa situação de atraso. Estamos no meio de uma pandemia, numa grave crise econômica e o Governo não aponta caminhos. As pessoas nos cobram soluções e acredito que o primeiro passo urgente é amadurecer o debate público sobre o futuro do Estado".

Caminho da recuperação – Já Anderson Ferreira, animado com o encontro, afirmou: “Temos um grupo de oposição que está unido e essa união nos torna mais fortes para debater Pernambuco, diante do cenário de dificuldades que estamos vivendo. Junto com outras lideranças, incluindo a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, podemos tratar com seriedade o futuro do Estado. Não dá para continuar vendo Pernambuco estagnado por falta de diálogo. Por isso, sempre estamos trocando experiências e nos colocando à disposição de outros prefeitos, porque nosso projeto é um só, o de recuperar a economia do Estado e a autoestima dos pernambucanos”.

Quebra de patentes – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, decidiu apoiar a suspensão de direitos de propriedade intelectual sobre as vacinas contra covid-19, uma ideia proposta por países como Índia e África do Sul na Organização Mundial do Comércio (OMC) que pode permitir a quebra de patente dos imunizantes. A ideia de países em desenvolvimento é facilitar a transferência de tecnologia e possibilitar a produção das vacinas em nações que estão atrás na corrida pela imunização.

Posição do Brasil – Os Estados Unidos, sede de grandes farmacêuticas, historicamente se opõem à discussão sobre quebra de patentes. Desde o ano passado, em rodadas de negociações na OMC sobre o tema, o país foi um dos que rejeitaram a proposta de nações em desenvolvimento, ao lado de Suíça, Japão e Reino Unido, em um embate entre países ricos e pobres. O Brasil começou a defender um caminho do meio, junto com Canadá, Chile e outros, mas não estava claro qual seria. E, portanto, não apoiou a proposta de Índia e África do Sul.

Fraude militar – Uma representação do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) no Tribunal de Contas da União e no Ministério Público Federal pede a investigação de supostas fraudes de empresas em licitações das Forças Armadas. Os valores chegam a quase R$ 40 milhões. Nos casos citados, as entidades pertencem à integrantes do mesmo grupo familiar e participaram de pregões eletrônicos para produtos de gêneros alimentícios como se fossem concorrentes. O documento é assinado também pelos congressistas do PSB Alessandro Molon, Bira do Pindaré e Lídice da Mata. São quatro casos supostamente irregulares identificados pelos autores em quatro cidades.

CURTAS

PENAS MANTIDAS – O Ministério Público Federal manifestou-se contrário a um recurso apresentado pela defesa do ex-senador Luiz Estevão (DF) para anular as penas pelos crimes de peculato e estelionato. Luiz Estevão é dono do site de notícias Metrópoles, com sede em Brasília. O veículo tem recentemente contratado mais jornalistas, como Ricardo Noblat, que estava na revista Veja, e três repórteres da revista Época (do Grupo Globo), que fazem uma coluna de notas.

NOVA JOICE – A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) compartilhou em uma de suas páginas no Instagram, “Bem estar com Joice”, uma foto de maiô, mostrando seu corpo após perder 24 quilos. “Sim, você consegue. Perdi 24 kg somente com a reeducação alimentar – 45 dias com caldo de carne e depois refeições em pequenas porções a cada duas ou três horas. Muito líquido – água, chá. Cortei o açúcar completamente. Comecei a malhar APÓS emagrecer (1 ano DEPOIS) para adquirir um pouco de musculatura”, escreveu a congressista.

Perguntar não ofende: A CPI da pandemia vai dar em alguma coisa, além do palanque político?


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Fernandes

Bolsonaro é o chefe do clã ladrão, diz Ciro Gomes.

marcos

Lula é Ladrão e dá o Boga, diz Ciro Gomes.

Fernandes

Bolsonaro é o chefe do clã ladrão, diz Ciro Gomes.

marcos

Lula é Ladrão.

Fernandes

Bolsonaro é o chefe do clã ladrão, diz Ciro Gomes.




06/05


2021

Coluna da quinta-feira

Lula vende alma ao satanás

Nas eleições que disputou o Governo de Pernambuco, o então mito Miguel Arraes buscou o braço da direita para arrebatar o poder. A mais emblemática, a de 1986, aliou-se ao usineiro Antônio Farias, elegendo-o senador. Referência nacional de esquerda, Arraes era pragmático quando o que estava em jogo era a conquistar do poder.

Tão esquerdóide quanto Arraes, Luiz Inácio Lula da Silva não seguiu o exemplo do aliado pernambucano e perdeu quatro eleições presidenciais, sendo eleito apenas na última tentativa, graças ao fato de ter se rendido ao poder da direita, fechando a chapa com o empresário José Alencar, que da mesma forma de Antônio Farias, trouxe suporte financeiro e estrutura logística à campanha de Lula.

Lula não apenas abriu o espaço para o grupo de Alencar. Pulverizou e muito o seu primeiro mandato, com distribuição de cargos até para o PTB, de Roberto Jefferson, que virou o homem-bomba do esquema do mensalão. O resto da história, culminando com o maior de todos os escândalos da era petista, a operação Lava Jato, nem precisar detalhar o mal terrível que fez ao País, maior assalto aos cofres públicos da história.

Depois de cumprir mais de um ano de prisão, condenado na Lava Jato, Lula, salvo pela irresponsabilidade e má-fé do ministro Edson Fachin, do STF, ensaia nova disputa presidencial, mas com os mesmos vícios do passado. Seu sofrimento parece não ter servido de nada. No afã de derrotar Bolsonaro a qualquer preço vende a alma do diabo. Já acenou até para o ex-presidente Sarney.

Em dois dias de articulações em Brasília, perdoou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que sempre esteve do outro lado do balcão, chamando-o de corrupto. Agora quer o seu apoio para voltar ao poder. Também esteve com o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente do PSD, para quem era um ultradireita, que fez uma péssima gestão na capital paulista.

De agora em diante, para Lula todos os possíveis aliados, seja de direita, centro ou do bloco da ladroagem, não tem mais nenhum pecado. Pelo jeito, só falta buscar agora, novamente, Roberto Jefferson.

União contra Bolsonaro – O tema da conversa de Lula com Rodrigo Maia foi a união da oposição ao presidente Jair Bolsonaro no Rio. No diálogo, o ex-presidente teria pedido unidade no Rio para que Bolsonaro possa ser derrotado em seu reduto eleitoral. Também teria indicado que tem intenção de apoiar o nome do deputado Marcelo Freixo (PSol) no Estado. Maia abriu diálogo com o PSD. É possível que o deputado anuncie a sua filiação à legenda comandada por Gilberto Kassab nos próximos dias. Eduardo Paes (DEM), atual prefeito do Rio de Janeiro, já confirmou a mudança. A equipe do ex-presidente não divulgou informações sobre os detalhes da conversa de Lula com Kassab.  

Fantasmas – O presidente da Câmara de Camaragibe, Paulo André (PSB), que deu, ontem, uma nota esfarrapada para tentar justificar o injustificável – gastos de R$ 600 mil com diárias pagas aos colegas de parlamento para eventos em 2020, ano de pandemia – não esclareceu, também, a história mais cabeluda: como é que, em apenas um mês, o dezembro do ano passado, ele e seus ilustres colegas de Casa tenham ido a quatro eventos, dois em João Pessoa e dois em Maceió? Na capital paraibana, as viagens ocorreram entre os dias 01 e 05 e 10 a 13, enquanto na cidade alagoana, entre 03 a 06 e 18 a 21/12. Somados, os valores gastos superam R$ 102 mil. Há uma grande suspeita de que esses eventos não tenham ocorrido, que os vereadores embolsaram as diárias sem terem se deslocado para lugar algum.

Escândalo – O assunto mais comentado, ontem, nas redes sociais foi a operação da Polícia Federal no Grupo João Santos. Mais de sete mil funcionários foram prejudicados pela falta de pagamento intencional de salários e benefícios trabalhistas, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). As empresas foram alvo de uma operação realizada pela Polícia Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Receita Federal. Denominada, Background a operação verificou que, entre 2015 e 2019, as empresas movimentaram R$ 56 bilhões de forma irregular.

Gabinete da liberdade – O presidente Jair Bolsonaro defendeu o "filho 02", o vereador Carlos Bolsonaro, e os assessores presidenciais Tercio Arnaud Tomaz e José Matheus Salles Gomes, que comandam ataques a opositores do governo e ficaram conhecidos como integrantes do "gabinete do ódio". "São pessoas perseguidas o tempo todo, como se tivessem inventado um gabinete do ódio", afirmou. "É o gabinete da liberdade, da seriedade."

Cassação no Agreste – Mais um município com tendência para eleição suplementar: Águas Belas. Ontem, o juiz do município cassou a chapa eleita no pleito passado, Luiz Aroldo (PT) e Eniale de Codinho (PSD). Provocado pelo MP, o magistrado julgou procedente a denúncia por abuso de poder econômico e político nas eleições passadas. A sentença foi deferida pelo juiz da 64ª Zona Eleitoral de Águas Belas, Rômulo Macedo Bastos. Entre as provas, o flagrante de uma frota de veículos abastecendo no mesmo posto de combustível que fornece à Prefeitura na véspera do pleito. Filmaram também um funcionário da Prefeitura, com farda da Secretaria de Infraestrutura, abastecendo motocicletas. Na ocasião, foram apreendidas notas fiscais.

CURTAS

AMEAÇA – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ameaçou, ontem, editar um decreto para impedir que estados e municípios adotem o lockdown para conter o avanço da pandemia de Covid-19. O chefe do executivo afirmou que a medida seria para garantir a "liberdade de culto, de poder trabalhar e o direito de ir e vir".

CEARÁ NA FRENTE – Em meio a esforços por todo o Brasil para garantir maior cobertura vacinal contra a Covid-19, o Ceará é o Estado do Nordeste a registrar maior porcentagem de imunização com segundas doses. Ao todo, 8% da população recebeu a chamada D2, percentual correspondente a 731.516 aplicações.

Perguntar não ofende: Qual vai ser o próximo convidado a blefar na CPI da Pandemia?


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Fernandes

Sem perder a ordem dos comentários. Ciro Gomes, sobre família Bolsonaro: “Se gritar pega ladrão, não fica um” Ciro Gomes voltou a chamar Jair Bolsonaro de ladrão . No Twitter, o pedetista compartilhou uma reportagem da Folha sobre as investigações que miram os quatro filhos do presidente, e escreveu: “‘Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão’. O chefe da quadrilha é o pai, Jair Bolsonaro!”

Fernandes

Gravíssimo! Carlos Almeida Filho, vice-governador do Amazonas, confirma que Bolsonaro e Wilson Lima se alinharam para fazer de Manaus modelo da tal imunidade de rebanho e levaram ao caos que matou centenas de pessoas. Genocídio!

Fernandes

Só lembrando , Bozo é Ladrão. Genocida, e marcos de camaragibe é Frango, dar o Boga

Fernandes

O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP).Líder da Frente Brasil-China: Se não mudar, Bolsonaro precisa ser afastado.

marcos

Intervenção Federal Já.




05/05


2021

Coluna da quarta-feira

A montanha pariu um rato

O depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ontem, abrindo os trabalhos da CPI da Pandemia, não acrescentou absolutamente nada de novo como contribuição à investigação. O que ele disse, o Brasil está careca de saber, sobretudo o Congresso. Entre os principais pontos da oitiva, disse ter ocorrido um "aconselhamento paralelo" ao presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia quando ele (Mandetta) esteve no cargo.

Falou na adoção da cloroquina para tratamento do novo coronavírus "ao arrepio" do Ministério da Saúde e questionou a participação do vereador Carlos Bolsonaro (RJ), filho do presidente, em reuniões ministeriais, o que, segundo ele, gera dúvidas sobre a influência do herdeiro nas ações do Governo.

Destacou que fez um alerta sobre o Brasil poder chegar a 180 mil mortes até o final de 2020 – número que acabou sendo superado. Em síntese, sua linha de raciocínio foi no sentido de mostrar que o presidente divergiu das orientações científicas, no isolamento e na cloroquina. Durante depoimento, o ex-ministro disse que viu uma minuta de documento da Presidência da República para que a cloroquina tivesse na bula a indicação para Covid-19.

Segundo Mandetta, o próprio diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discordou dessa medida. Falar é fácil sem provas. Qual a prova que o ex-ministro apresentou aos integrantes da CPI de tudo que falou, inclusive sobre a mexida na bula da cloroquina? Nada, absolutamente nada. Divagou. Seu depoimento, esperado como uma bomba na CPI, em nada abrirá um clarão para se chegar à investigação que a comissão se propõe, que Bolsonaro é um genocida.

Tanta coisa, tanto perigo para ser apenas uma montanha que pariu um rato, expressão utilizada para designar alguma coisa que após muita expectativa, ameaça, ocorre apenas algo insignificante. Aplica-se perfeitamente à fala do ex-ministro, um “gênio” apenas no foco das câmaras da TV-Globo, que o trata como uma “celebridade”.

Roteiro em livro – O frágil depoimento de Mandetta, sem novidades, teve como roteiro um livro, do jornalista Wálter Nunes, sobre a pandemia, fruto de revelações do ex-ministro. Foi traçado também com base em relatos que ele manteve escrevendo diariamente sobre a situação do trabalho no Ministério da Saúde quando atuava no combate ao novo coronavírus e a difícil relação com o presidente Jair Bolsonaro, em 2020. Quem já leu o livro sabe, por exemplo, que Mandetta contou sobre episódios e reuniões em que Bolsonaro ignorou a gravidade da situação da covid-19 e fez questão de ignorar a orientação sobre isolamento social que estava sendo seguida em todo o mundo.

A carta – No seu depoimento, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta trouxe apenas uma novidade. Informou ter enviado uma carta para o presidente Jair Bolsonaro com algumas recomendações que poderiam ajudar a conter o avanço da pandemia no Brasil. Mandetta disse que alertou Bolsonaro "sistematicamente", aconselhando que a presidência revisse seu posicionamento para acompanhar as orientações do Ministério da Saúde. A carta foi enviada em 28 de março de 2020, dias após a pandemia ser decretada.

Governadores – Mandetta citou, também, episódio de diálogo com o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), para exemplificar harmonia na relação entre poderes na pandemia. Ele disse ter ligado e conversado com Camilo sobre índices da pandemia na Capital para ajudar a embasar decisão posterior sobre flexibilizar o lockdown. Com isso, o ex-ministro quis mostrar que seu diálogo com os governadores era bom, em contraponto ao presidente, que bateu de frente com vários chefes de Estado, principalmente João Dória, de São Paulo.

Pau em João Paulo – Presidente da Associação dos Fornecedores de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima bateu sem piedade, ontem, no deputado João Paulo (PCdoB), que carimbou o agronegócio como um lixo e de provocar fome e miséria. “Não podemos e nem aceitaremos ser acusados de setor tóxico que contribui para a fome e destruição ambiental. A entidade, que representa 7,1 mil agricultores deste ramo, sendo um dos principais segmentos do agro nacional, refuta a fala do deputado em todos os aspectos apontados e o orienta a conhecer melhor a realidade, iniciando pelo seu Estado, formado por 97% de agricultores familiares”, desabafou.

Bronca em Noronha – O deputado Waldemar Borges (PSB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, protocolou, ontem, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando uma investigação sobre os custos da obra de manutenção da BR-363, em Fernando de Noronha. O serviço é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Iniciada em 2017, a obra está sendo feita na rodovia da ilha, que tem 7,5 quilômetros de extensão. A manutenção, inicialmente orçada em R$ 9,9 milhões, teve prorrogação de prazo e valor reajustado para R$ 24,7 milhões.

CURTAS

MAL-ASSOMBRADAS – A ex-prefeita de Arcoverde, Madalena Brito (PSB), levou mais um tombo na batalha quase que inglória para reverter a decisão do Tribunal de Contas do Estado, que reprovou suas contas referentes ao exercício de 2016. Relator do processo, o conselheiro Carlos Porto considerou grave infração um déficit da ordem de R$ 25 milhões nas contas mal-assombradas da ex-gestora socialista. 

CAIU FORA – O jornalista Diogo Mainardi anunciou em nota pessoal postada no jornal on-line ‘O Antagonista’, do qual é sócio fundador e um dos editores, seu pedido de demissão do ‘Manhattan Connection’, programa pela TV-Cultura ancorado por Lucas Mendes. “Desde a quarta-feira da semana passada, quando xinguei o lulista Kakay, a TV Cultura estava pressionando os produtores do Manhattan Connection, a fim de que tomassem alguma medida contra mim”, escreveu.

Perguntar não ofende: Por que o ex-secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, quer barrar a chegada da documentação do escândalo dos porcos à CPI da pandemia?


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Fernandes

Mandetta destrói governo Bolsonaro em CPI; trata-se de crimes dolosos.

Fernandes

Sem perder a ordem dos comentários. Ciro Gomes, sobre família Bolsonaro: “Se gritar pega ladrão, não fica um” Ciro Gomes voltou a chamar Jair Bolsonaro de ladrão . No Twitter, o pedetista compartilhou uma reportagem da Folha sobre as investigações que miram os quatro filhos do presidente, e escreveu: “‘Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão’. O chefe da quadrilha é o pai, Jair Bolsonaro!”

Fernandes

No pais de Bolsonaro permanecer vivo é um ato de protesto.

Fernandes

Que fique bem claro, Bozo é Ladrão. Genocida, e marcos de camaragibe é Fresco e queima o Boga.

Fernandes

Fátima Bernardes homenageia Paulo Gustavo e cobra Bolsonaro: Por que recusou 11 vezes compra de vacinas?




04/05


2021

Coluna da terça-feira

Geraldo contraria João

Oscar Barreto, o camaleão da aliança governista, cabeça petista, coração socialista, jura de pés juntos que está de volta ao Governo Paulo Câmara por uma escolha pessoal do secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, a quem serviu na Prefeitura do Recife como secretário de Saneamento até a direção nacional do PT exigir que apoiasse Marília Arraes, então candidata à prefeita do Recife, e largasse o cargo.

A ordem serviu a outros petistas, como Dílson Peixoto, que ocupava a Secretaria de Agricultura. Com isso, durante a campanha PT e PSB subiram o tom, principalmente no segundo turno disputado entre Marília e João Campos, saindo este vitorioso. As charfurdações foram tamanhas que, após o resultado do pleito, falando na condição de prefeito eleito, João afirmou que o PT não teria, como não tem até hoje, espaço em sua gestão.

Bastou, entretanto, o ministro Edson Fachin, do STF, ressuscitar a candidatura de Lula para PSB e PT, empolgados com as chances de voltar ao Planalto, adotarem um discurso mais ameno, de reatamento de um casamento que parecia ter chegado ao fim de forma irreversível. Ao justificar sua nomeação para a área fundiária de Suape, o camaleão Oscar disse que seu cargo é produto de uma negociação já envolvendo o projeto presidencial do PT.

Tudo bem se todas as lideranças do PSB e PT estivessem falando a mesma linguagem. Diferente de Geraldo Júlio, João Campos, por exemplo, prega distanciamento do seu partido com o PT, até porque as feridas da campanha passada ainda não foram cicatrizadas. Chega a defender que o PSB tenha candidato próprio ao Planalto, não concordando com uma aliança em apoio a Lula.

Este blog já informou aos seus leitores, com exclusividade, que o governador Paulo Câmara e Geraldo Júlio não falam mais a mesma linguagem. Brigaram porque Geraldo queria, a todo custo, usar a máquina em favor da sua pré-candidatura a governador não consensual, diga-se de passagem, em razão de um movimento crescente pelo nome do secretário da Casa Civil, Zé Neto, lançado pelo líder do Avante na Câmara, Sebastião Oliveira.

Como deve ter recebido João Campos a nomeação de Oscar Barreto pelo secretário Geraldo Júlio? Se o prefeito tem reafirmado a tese de distanciamento do PT, Geraldo, então, o contrariou. Se contrariou, na prática voltou a ter voz ativa dentro do Governo. Parece mandar mais do que o governador.

Lula por W.O – Numa conversa com o blog, o camaleão Oscar Barreto assim explicou sua nomeação para diretor fundiário de Suape: “Quem está no comando de tudo é Lula e estou de volta ao Governo por causa dele, que já fechou uma aliança com o PSB no Piauí e na Paraíba. Ainda não há acordo local, mas vamos nos unir com Lula para salvar o País. Lula vai fazer uma aliança que vai unir até adversários históricos, como é o caso no Maranhão do governador Flávio Dino com o ex-presidente Sarney. Todos vão compor com Lula, inclusive o MDB. Do jeito que vai, Lula ganha a eleição por WO”.

Abre o olho, João! – Diferente do que está imaginando, por confiar cegamente na palavra do líder do PCdoB na Câmara, Renildo Calheiros, o deputado João Paulo pode ter uma grande surpresa na travessia de volta ao PT, abandonando a sua atual legenda, o PCdoB, pela qual disputou e perdeu a Prefeitura de Olinda. Segundo uma fonte do blog, a presidente comunista, Luciana Santos, não impedirá que o suplente da coligação que elegeu João Paulo ingresse com uma ação na justiça eleitoral requerendo o direito de assumir diante do fato de João atropelar a lei, que proíbe mudar de partido.

Ossos ao patinho – Visto como o patinho feio da aliança governista, o PSD, de André de Paula, continua sendo maltratado pelo governador Paulo Câmara. Depois de entregar Turismo a Rodrigo Novaes, pasta que era ocupada por um aliado de André, o governador cedeu às pressões do presidente da legenda pessedista a ofereceu a ele o IRH – Instituto de Recursos Humanos - e o Hospital dos Servidores, dois ossos duros de roer, com espaços quase inexistentes para André fazer política.

Defesa tucana – Aliado da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, o ex-senador Douglas Cintra, ligado ao ex-ministro Armando Monteiro Neto, saiu, ontem, em defesa da gestora tucana, duramente criticada, sábado passado, nesta coluna, pelo prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PSL). “Sobre sua coluna, com frases do prefeito de São Caetano, quero registrar que a expressiva vitória da prefeita Raquel Lyra demonstra claramente o julgamento dos caruaruenses com o que o povo espera de um político. Por isso, sem nenhum favor, Raquel foi alçada ao primeiro plano da política pernambucana, com seu nome sempre lembrado para ser a candidata das oposições ao governo de Pernambuco no próximo ano”, disse.

Golpe da vacina – Cadastrados para se vacinar contra a Covid-19 no Recife devem ficar atentos. A Prefeitura detectou uma tentativa de golpe que usa a imunização para conseguir dados pessoais. Segundo nota oficial, criminosos estão se passando por servidores para clonar o WhatsApp. Um desses casos foi identificado, com BO (Boletim de Ocorrência) registrado na polícia. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Recife, uma pessoa procurou a Prefeitura para informar que tinha sido procurada por um suposto servidor municipal, pelas redes sociais. As informações são do portal G1-PE, das Organizações Globo.

CURTAS

DOBRADINHA – Em Serra Talhada, o ex-prefeito Luciano Duque (PT), candidato a deputado estadual, não fará dobradinha na federal com Marília Arraes, também petista, a quem ajudou na eleição passada, mas com Fernando Monteiro, do PP, até por uma questão de justiça e lealdade. Partiu de Monteiro o maior volume de recursos, via emendas federais, que Duque recebeu ao longo da sua gestão. Fernando Monteiro também é um parlamentar muito presente nas bases.

PODEMOS – Depois de fazer uma excelente gestão à frente da Superintendência do Trabalho em Pernambuco, o ex-prefeito de Sanharó, Geovane Freitas, aceitou convite do presidente estadual do Podemos, deputado federal Ricardo Teobaldo, para coordenar um trabalho de reestruturação e ampliação das bases do partido no Estado. Jeitoso, Geovane com certeza dará conta da missão, porque é do ramo.

Perguntar não ofende: Em seu depoimento, hoje, na CPI da Pandemia, o ex-ministro Mandetta vai explodir pelo menos um peido de veia?  


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Fernandes

Fechando o comentários da noite, Bozo é Ladrão. Genocida, e marcos de camaragibe empresta o seu Boga aos amigos.

marcos

Fechando o comentários da noite, Lula é Ladrão.

Fernandes

O Bolsonarismo é uma seita extremista que hospeda o pior do ser humano: o fanático religioso, o militar miliciano, o rico racista e violento, e o pobre ignorante.

Fernandes

No pais de Bolsonaro permanecer vivo é um ato de protesto.

Fernandes

Sem perder a ordem dos comentários. Ciro Gomes, sobre família Bolsonaro: “Se gritar pega ladrão, não fica um” Ciro Gomes voltou a chamar Jair Bolsonaro de ladrão . No Twitter, o pedetista compartilhou uma reportagem da Folha sobre as investigações que miram os quatro filhos do presidente, e escreveu: “‘Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão’. O chefe da quadrilha é o pai, Jair Bolsonaro!”




03/05


2021

Coluna da segunda-feira

João terá que ser expulso

Presidente nacional do PCdoB, a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, só foi comunicada da saída do deputado João Paulo, que pretende voltar ao PT, pelo líder da legenda comunista na Câmara, Renildo Calheiros. Pela lei, João não poderá se transferir automaticamente para o partido que fundou e militou a vida inteira, a não ser que ocorra um acordo de cavalheiros, sob o risco de perder o mandato.

A legislação eleitoral proíbe a troca de partido ao longo do exercício do mandato, com exceção da chamada “janela do troca-troca”, aberta faltando um ano para a próxima eleição. “Não posso dizer que vamos criar algum problema para João no diretório nacional, sob o meu comando, porque ele nunca me procurou, conduziu tudo com Renildo”, disse Luciana, a mandachuva do partido, numa conversa rápida com o blog.

Ao ser questionado sobre a pendenga, que pode retardar seu projeto de botar de imediato a estrela do PT na testa e no coração, João Paulo disse que não estava preocupado com isso. “Não é uma preocupação minha, mas estamos analisando”, admitiu, referindo-se a Renildo Calheiros. Ex-prefeito do Recife, João Paulo disputou as eleições passadas para prefeito de Olinda, mas foi derrotado por Professor Lupércio, reeleito no primeiro turno.

“Minha volta ao PT é certa, inclusive já conversei com Lula e a presidente Gleisi Hoffmann”, revela o parlamentar, adiantando, também, que tratou do assunto igualmente com o senador Humberto Costa, o ex-ministro José Dirceu, o ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos braços direitos de Lula, e com o presidente estadual do PT, Doriel Barros.

A ideia de João Paulo é anunciar a reatada do seu casamento com o PT na primeira passagem de Lula por Pernambuco, o que está sendo agendado tão logo a pandemia emita sinais de que está sob controle no Estado, com a redução de casos e mortes. “Estou aguardando a agenda de Lula”, reiterou. Por fim, o deputado disse que não haverá nenhum tipo de retaliação porque, segundo ele, Renildo entendeu a situação. “Renildo deverá tratar do caso com Luciana”, afirmou.

PERDA DE MANDATO – Se João Paulo não receber por escrito um documento da direção do PCdoB abrindo mão da sua filiação, ou sendo expulso, neste processo da sua volta ao PT, corre o risco de perder o mandato de deputado estadual. Basta só o suplente da coligação entrar com um recurso na Justiça Eleitoral que a causa é dada como certa e líquida. A regra é clara: o mandato proporcional pertence ao partido e não ao mandatário. Neste sentido, a única exceção é a janela do chamado jeitinho brasileiro, aberta faltando exatamente um ano para a eleição seguinte.

OLHO NO SENADO – O que está por trás da intenção de João Paulo voltar ao PT? A charada é fácil de matar: o ex-prefeito está de olho na vaga para o Senado na chapa do candidato a governador da possível aliança em nível nacional, reproduzida em Pernambuco na disputa majoritária entre PSB e PT. Não há um candidato natural ao Senado. Humberto tem mais quatro anos de mandato e se couber ao PT a indicação do candidato ao Senado o nome mais expressivo, sem dúvida, é o de João Paulo.

EXIGÊNCIA DE LULA – Na composição da chapa da aliança governista, o que se diz, diante do novo casamento PT x PSB, é que Lula colocará como condição a indicação do nome para senador, estratégia nacional para fortalecer o partido, hoje em baixa, no Congresso. Neste caso, caberia aos demais partidos da ampla aliança governista a indicação do candidato a vice-governador. Fortalecido entre os demais partidos concorrentes, por ter o maior número de deputados na Assembleia, caberia ao PP preencher a chapa com o candidato a vice.

OS SEM ESPAÇO – Se de fato vier a ser brindado com a indicação do candidato a vice na coligação governista, o PP já tem, desde já, um nome para ser puxado do colete do seu presidente estadual, Eduardo da Fonte: o presidente da Assembleia Legislativa, Eriberto Medeiros. Impedido de disputar, mais uma vez, a presidência da Casa, Eriberto já está percorrendo o Estado para ganhar musculatura na briga pela composição da chapa de governador. Neste caso, deixam de ser contemplados na aliança o PSD, de André de Paula, o Republicanos, de Silvio Costa Filho, e o Solidariedade, de Augusto Coutinho, além do PDT, de Wolney Queiroz, que já disse que não trocará Ciro Gomes por Lula na disputa presidencial.

FERIDAS E ALINHAMENTO – Em entrevista, ontem, ao blog da Folha de Pernambuco, o senador Humberto Costa admitiu que PSB e PT poderão subir ao altar, novamente, de véu e grinalda, para reatar o casamento desfeito no Estado com a disputa pela Prefeitura do Recife na eleição passada. “A eleição deixou muitas feridas, principalmente pelo forte uso do antipetismo na campanha, mas sempre as portas se abrem para o diálogo e no caso de Lula vier a ser de fato candidato a gente terá que discutir várias alternativas e se unir, novamente, em Pernambuco”, disse.

CURTAS

PATINHO FEIO – Quem não deve gostar nadinha dessa história de João Paulo voltar ao PT para disputar o Senado é o presidente estadual do PSD, André de Paula. Ele sonha acordado na disputa majoritária, mas o partido dele ainda está sendo tratado na aliança governista como o patinho feio, sem espaço e sem poder na estrutura do Governo Paulo Câmara.

MUDANÇA – Em Caruaru, o PTB passa a ser comandado, a partir desta semana, pelo ex-deputado Adolfo da Modinha, empresário bem-sucedido e bolsonarista convicto. Ele assume as rédeas trabalhistas na capital do forró substituindo o ex-senador Douglas Cintra, que fará o mesmo caminho de Armando Monteiro Neto, a quem é ligado, filiando-se ao PSDB. Douglas é candidato a deputado federal.

Perguntar não ofende: A CPI da pandemia vai convocar Geraldo Covidão para explicar o escândalo dos porcos? 


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Fernandes

O Bolsonarismo é uma seita extremista que hospeda o pior do ser humano: o fanático religioso, o militar miliciano, o rico racista e violento, e o pobre ignorante.

Fernandes

Que fique bem claro que Bozo é Ladrão Genocida, e marcos de camaragibe é Fresco queima o Boga.

Fernandes

Quem chama o nosso mito Jair Bolsonaro queima a Boga. Ui marcos de camaragibe. Nazista.

marcos

Que fique bem claro que Lula é Ladrão.

marcos

Quem chama o nosso mito Jair Bolsonaro de Bozo queima a Rosca. Ui Nazista.




01/05


2021

Coluna do sabadão

Neto elogiado, Raquel excluída

Diferentemente de Geraldo Júlio, o Covidão, que dissemina ódio entre os próprios aliados da base governista, o secretário da Casa Civil, Zé Neto, o mais articulado e jeitoso auxiliar do governador Paulo Câmara, também caiu na graça da oposição. Almoçando com o prefeito de São Caetano, quinta-feira passada, só ouvi elogios à postura do responsável pela articulação política do Governo.

“Além de atencioso, humilde”, disse o prefeito Josafá Almeida, que está no outro lado do balcão. Ligado ao presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, Josafá não trabalha com a visão de três pré-candidatos da oposição ao Governo do Estado. “Só enxergo Anderson e Miguel”, revela, excluindo a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB). Segundo ele, a tucana não pode ser considerada no páreo porque não faz política.

Josafá confessa ter uma péssima experiência com Raquel. “Apoiei sua candidatura para deputada, antes dela disputar a Prefeitura de Caruaru. Comigo, não cumpriu absolutamente nada. Ela faz uma gestão familiar. Seu núcleo duro é formado pelo marido Fernando Lucena, a mãe Mércia e numa posição mais secundária o pai João Lyra”, diz ele, adiantando que a tucana não tolera políticos.

“Ela quer saber quem inventou o tal do vereador ou deputado para mandar para os quintos dos Infernos”, ironiza Josafá. Acrescenta que Raquel, após ser reeleita, o procurou para tratar de 2022. “Mas não dei a menor atenção, porque já sei o tipo de tratamento que ela dispensa a políticos”, afirmou. Voltando a Zé Neto, Josafá revela ser alguém do ramo da engenharia política e humana.

“Não fosse ele, não teria sido recebido pelo governador para tratar do carro-chefe da minha gestão, um shopping popular, que vai transformar São Caetano no maior centro de confecção infantil do Estado”, disse. Trata-se de um projeto com mil boxes, capaz de gerar 1,5 mil empregos diretos e mais de dois mil indiretos, mas de custo alto. Só a terraplanagem, em terreno já disponível pela Prefeitura, está orçada em R$ 6 milhões.

Ao governador, Josafá comunicou que já tem disponível, via emendas federais apresentadas por Bivar e o deputado Fernando Rodolfo, um valor da ordem de R$ 8 milhões, suficiente para montagem de toda estrutura do que chama de feirão, mas que se assemelha ao Moda Center, o maior centro de confecções do Nordeste, em Santa Cruz do Capibaribe.

IML abandonado – Em Petrolina, o IML está às moscas, só tem uma unidade para transportar os corpos, conhecida como Rabecão. A situação de abandono do serviço na maior cidade do Sertão pernambucano foi exposta nua e crua, de forma contundente, em debate na Câmara Municipal, pelo presidente da Casa, Aero Cruz (MDB). Segundo ele, com a violência crescente em Petrolina, corpos de pessoas assassinadas ficam expostos nas ruas até por 12 horas a espera do recolhimento pelo IML. “É assim que o governador trata Petrolina, uma das cidades mais importantes do Estado”, criticou.

Lessa com Bivar – Candidato a prefeito de Caruaru nas eleições passadas pelo PP, o deputado Erick Lessa pode deixar a legenda se fechar acordo para apoiar a reeleição do deputado federal Luciano Bivar, com quem abriu uma forte interlocução através do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PSL). Lessa sai candidato à reeleição de olho, mais uma vez, na Prefeitura de Caruaru, em 2024. Já disputou e perdeu duas vezes, mas não esconde de ninguém seu sonho de um dia governar a capital do forró.

Mal das pernas – Na coluna de ontem citei alguns prefeitos que geraram grandes expectativas e que vão mal das pernas, como Yves Ribeiro, em Paulista, e Keko do Armazém, no Cabo. No litoral Sul, o prefeito de Tamandaré, Honorato Carrapicho (Republicanos) também não disse a que veio ainda. Não tem sequer controle sobre seus auxiliares. Foi traído e teve que demitir o secretário de Turismo, que contratou um bufê para empresários à própria esposa. Empresários que estariam interessados em investir R$ 380 milhões em um park aquático naquele município.

Curva crescente – A Secretaria de Saúde contabiliza, de março de 2020 até ontem, 404.668 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus e 13.967 óbitos confirmados no Estado. Com os novos registros da doença, a média de confirmação de casos em Pernambuco chegou a 2.137, número 20% maior do que 14 dias atrás. É o recorde dessa média em toda a pandemia no Estado, ultrapassando a média de 2.036 casos, contabilizada no dia 13 de abril de 2021, maior número até então.

Novela mexicana – Estava previsto para ontem o desfecho da eleição suplementar de Arcoverde, a 250 km do Recife, mas o ministro Alexandre de Moraes, relator da matéria no Tribunal Superior Eleitoral, preferiu enviar o processo à Procuradoria Geral Eleitoral para que o Ministério Público se manifeste, através de um parecer, até o final da próxima semana. Tão aguardada pela população, a nova eleição de Arcoverde virou uma novela mexicana, que não tem fim, igual ao também esperado pleito suplementar de Pesqueira, cidade vizinha, onde o Cacique Marquinhos foi eleito, mas não tomou posse.

CURTAS

LOCKDOWN 1 – A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, registrou queda de 74% dos casos confirmados de covid-19 desde a adoção do lockdown, em 21 de fevereiro. O município paulista fechou a 16ª semana epidemiológica de 2021 (de 18.abr a 24.abr) com 200 casos registrados – 593 a menos que na 8ª semana (de 21.fev a 27.fev), quando foram 793 casos novos.

Lockdown 2 – Em 21 de fevereiro, o prefeito Edinho Silva (PT) decretou lockdown em Araraquara. A medida proibiu a circulação de veículos e pessoas na cidade. O texto obrigou postos de combustíveis, agências bancárias, indústria e supermercados a ficar fechados até 27 de fevereiro. A circulação do transporte público também foi proibida.

Perguntar não ofende: Quando a Federal vai revelar os nomes dos três auxiliares de Geraldo Covidão envolvidos no escândalo dos porcos?


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Comentários

marcos

Essa é fácil; Qual foi o presidente que troxe água para o sertão do Nordeste?....................... O Mito.

marcos

Aprendam, crianças: Lula fraudou a república e comprou o Congresso com o mensalão, que aparelhou o STF com militantes e financiou milhares de eleições de aliados com dinheiro de propina.

Fernandes

Da série, PERGUNTAS DE GEOGRAFIA. Se Lula “roubou”, pq fez tanto? E agora pq não fazem nada se não roubam?

Fernandes

No Dia do Trabalhador, Ciro critica Bolsonaro. “Só poderemos mudar a realidade brasileira com mais mobilização e principalmente mais democracia. Viva a força das trabalhadoras e trabalhadores do Brasil! Direcionado aos trabalhadores, o pedetista criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e voltou a chamá-lo de “genocida”.

Fernandes

marcos Barrabás de camaragibe é fresco queima o boga.