17/02


2021

Coluna da quarta-feira

Avô é o guru do ministro

 Nomeado ministro da Cidadania, o DNA de João Roma Neto é 100% pernambucano. De estilo macielista, ingressou adolescente nos movimentos estudantis no Recife. Foi presidente da Frente Jovem do PFL, após a criação do Partido da Frente Liberal, dissidência aberta por Marco Maciel e Aureliano Chaves em apoio à candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, alternativa para barrar a chegada de Paulo Maluf ao Planalto na eleição indireta do Congresso em 1985. João é descendente do revolucionário Padre Roma, que liderou o movimento separatista de 1817 em Pernambuco.

Já seu avô, João Roma, foi prestigiado deputado federal. Ao abandonar a política, se estabeleceu na vida com um famoso cartório no Recife, com o seu próprio nome. “Herdei de vovô Roma não só o nome, mas os exemplos, o gosto e a vibração pela política. Vovô foi um destacado político e uma referência para várias gerações de homens públicos”, diz o novo ministro, que vai cuidar, dentre outros programas, do Bolsa-Família.

“Através do meu avô, acrescenta ele, convivi muito cedo com personagens de destaque e pude participar, muitas vezes, dos bastidores de suas articulações. Inspiração viva em minha trajetória, vovô atuou intensamente na política pernambucana. Popularmente conhecido como Diabo Loiro, foi deputado federal por três vezes, secretário de Segurança Pública no Governo Barbosa Lima Sobrinho e secretário de Justiça do ex-governador Paulo Guerra”.

O ministro é paixão ardente pelo avô. “Tenho verdadeira admiração por sua história e um enorme orgulho pelo convívio, cumplicidade e carinho que desfrutamos. Sempre tive uma relação muito forte com os meus avós, uma relação de muita devoção, aprendizados e, acima de tudo, cuidados. No início da minha adolescência, mudei para a casa de vovó Clarice e vovô Roma, que nessa época estavam doentes, e lá permaneci até o fim das suas vidas”, relembra.

Para acrescentar: “Nesse período, era frequente a permanência em hospitais, além de muitas decisões traumáticas. Foi uma gratificante oportunidade ter cuidado deles no momento em que mais precisaram, nos mínimos detalhes, desde levantar para ir ajudar num banho ou acordar à noite para mudar eles numa posição na cama. Agradeço muito a Deus por ter tido a sorte de dar o melhor de mim nessa missão e, sempre que me recordo dos meus avós, em meu coração sinto a sensação de dever cumprido”.

TRAJETÓRIA – O novo ministro foi assessor do Governo de Pernambuco entre 1991 e 1994, durante gestão de Joaquim Francisco. Entre 1995 e 1998, atuou na esfera federal, na administração de Fernando Henrique Cardoso, como assessor do Ministério da Administração e Reforma do Estado. Ainda na administração federal, foi delegado do Ministério da Cultura para o Nordeste, entre 1999 e 2002, e chefe do escritório da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Salvador entre 2002 e 2004. Nesse tempo, foi eleito, em maio de 2003, membro da direção executiva nacional do então PFL como presidente nacional do PFL Jovem.

NO ATAQUE – A indicação de Roma Neto foi criticada pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que usou suas redes sociais para insinuar que ACM Neto, padrinho político do novo ministro, havia feito o partido perder sua independência em relação ao governo em troca da nomeação ministerial de um próximo. Nada obstante, ACM Neto negou a acusação e também usou suas redes sociais para criticar a indicação, alegando ser lamentável que Roma tivesse aceito o ministério.

ACM RETALIA – Segundo o presidente do DEM, ACM Neto, Roma estaria trilhando um caminho próprio ao consentir em integrar o Governo Bolsonaro. “Se a intenção do Palácio do Planalto é me intimidar, limitar a expressão das minhas opiniões ou reduzir as minhas críticas, serviu antes para reforçar a minha certeza de que me manter distante do governo federal é o caminho certo a ser trilhado, pelo bem do Brasil”, disse ACM. Os aliados históricos de João Roma desfizeram algumas alianças em sua base de sustentação na Bahia. Na mesma semana da indicação, um dos secretários da gestão de Bruno Reis (DEM) - o novo prefeito de Salvador - foi exonerado devido às suas ligações com o novo ministro da Cidadania.

FÓRUM DA VACINA – O Fórum dos Governadores do Brasil tem encontro, hoje, com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para discutir medidas de combate à pandemia de covid-19. O encontro foi anunciado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT). Eis os tópicos na pauta: cronograma de entrega de vacinas até abril; avanço das negociações para adquirir doses da Sputnik V e da Covaxin; sanção da medida provisória dá cinco dias para que a Anvisa autorize o uso emergencial de vacinas contra covid-19 que já tenham aprovação internacional; pagamento de UTIs exclusivas para pacientes com covid-19 e ampliação da demanda; medicamentos em falta ou que os preços subiram de forma abrupta.

NUNCA MAIS – O ministro Gilmar Mendes usou as redes sociais, ontem, para rebater o ex-comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. Mais cedo, o militar ironizou a reação do ministro Edson Fachin, que subiu o tom contra uma declaração dita por ele há três anos. “A harmonia institucional e o respeito à separação dos poderes são valores fundamentais da nossa república. Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!”, escreveu Gilmar.

CURTAS

SEMENTES – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o novo diretor do IPA, ex-deputado Kaio Maniçoba, garantiu que até o fim desta semana os trabalhadores rurais do Sertão do Pajeú começam a receber sementes de milho e sorgo para plantio, aproveitando o período das chuvas que começam a cair na região. Em dois dias, só entre Afogados da Ingazeira e Tabira, berços do Pajeú, choveu mais de 200 milímetros, sinal de que a invernada promete.

MENSAGEM – Também no mesmo programa de ontem, o novo ministro da Cidadania, João Roma Neto, prometeu dar um tratamento digno à pasta, olhando para os que mais necessitam, com destaque para os menos favorecidos no Norte e Nordeste. “Darei tudo de mim para fazer o melhor possível”, disse.

Perguntar não ofende: Quando Bolsonaro virá, enfim, a Pernambuco para entregar obras? 


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Fernandes

Há 41 anos o (PT) defende a democracia e o Povo Brasileiro.

marcos

Mas que Lula é Ladrão até o Covid -19 já sabe.

Fernandes

O povo Brasileiro cansou de Genocidas Ladrões Milicianos . Fora Bozonaro! Fora marcos Lolita de camaragibe, mamador de piroca, queima rosca.

marcos

O povo Brasileiro cansou de Ladrões. Fora PT.

marcos

Fernando Haddad o nosso Kit Gay não vai nem para o segundo turno! Quem viver verá.


Cabo 2021


16/02


2021

Coluna da terça-feira

Mais lenha na fogueira

No momento dramático da saúde nacional, em que os casos de mortes pela covid aumentam drasticamente, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, deu a sua ajudinha no debate em certos momentos até histéricos sobre distanciamento social. Em entrevista à Globo News, com grande repercussão em outros veículos, disse que a orientação para o distanciamento social, chamada por ele de “fique em casa”, foi um “erro” mundial.

A declaração vai de encontro ao que apontam dos dados, que mostram aumento dos contágios depois do relaxamento das medidas de distanciamento, como nos dias posteriores a datas comemorativas. “A gente começou a ver as notícias da Itália de idosos serem encontrados mortos nas casas, o tal do fique em casa que foi um erro, na Espanha. Então, é uma doença que, desde o seu início, ainda não se tem até a data de hoje um completo conhecimento”, afirmou.

O ministro disse que não se sabia a gravidade da pandemia em seu começo e minimizou os erros cometidos pelo Governo: “Podem ter sido cometidos, porque perfeito só Deus”, afirmou. Para Ramos, a pandemia seria comparada a um tsunami no Rio de Janeiro: algo que o País também não estaria preparado porque não é comum. O Brasil é o 3º País com mais casos de covid-19. Mais de 9 milhões já foram infectados.

Levantamento da mídia indica que o registro de diagnósticos aumenta depois de feriados, quando pessoas se reúnem em maior número apesar das recomendações de distanciamento social. A análise compara a média móvel de novos casos nas datas comemorativas e depois de duas semanas. Especialistas afirmam que existe uma maior probabilidade de transmitir o vírus em até 14 dias após ser infectado.

APROXIMAÇÃO – O ministro negou na entrevista que tenha havido uma aproximação do governo de Jair Bolsonaro aos partidos de centro, grupo chamado de Centrão. Ele definiu o movimento como um “amadurecimento”. Também afastou o Executivo da vitória dos novos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ambos com o apoio do governo. “Não houve aproximação com o Centrão. A pessoa vai vendo a importância da conciliação. O presidente verificou a necessidade de fazer uma composição para que pudesse lhe dar tranquilidade nas votações das pautas para o Brasil. Aí chamam isso de aproximação do Centrão. Eu chamo de um amadurecimento político que está dando resultados”, assinalou.

NO ATAQUE – Em relação ao decreto que aumentou o direito do povo brasileiro de se armar, o presidente Bolsonaro usou a estratégia futebolística de que a melhor defesa é o ataque. “O povo tá vibrando com os decretos para facilitar o acesso a armas de fogo”, afirmou. Segundo ele, a medida desburocratiza procedimentos, aumenta clareza sobre regulamentação, reduz discricionariedade de autoridades e dá garantia de contraditório e ampla defesa. Entre as principais mudanças está o aumento no número máximo de armas que cada cidadão pode ter. Também, a quantidade máxima de munição que pode ser comprada por ano.

REAÇÃO CONTRÁRIA – Nem todo mundo concorda com Bolsonaro. O 1º vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), diz que Jair Bolsonaro extrapolou seus poderes ao editar quatro decretos facilitando acesso a armas e munições. “Mais grave que o conteúdo dos decretos relacionados a armas editados pelo presidente é o fato de ele exacerbar do seu poder regulamentar e adentrar numa competência que é exclusiva do Poder Legislativo”, escreveu Marcelo Ramos em sua conta no Twitter.

EM PÉSSIMAS MÃOS – A articulação do Palácio do Planalto com o Centrão para controlar o Congresso levou à cúpula da Câmara e do Senado parlamentares com extensa folha de pendências com a Justiça. Dos 14 integrantes das Mesas Diretoras de ambas as casas (presidente, vices e secretários), oito respondem ou são investigados por crimes diversos que vão de estupro e recebimento de propina até contratação de funcionários fantasmas e fraude em licitação. Todos foram alçados às funções pelos colegas parlamentares e com uma ajuda extra do presidente Jair Bolsonaro.

FICHA LIMPA – Na Mesa Diretora do Senado, a exceção é o presidente Rodrigo Pacheco. Aos 44 anos, tem uma ascensão meteórica, sem o chamado rabo preso, verdadeiramente ficha limpa, até que se prove o contrário. Antes do atual mandato de senador, teve apenas um outro, de deputado federal. É proveniente da advocacia. Costumava frequentar tribunais não como réu, mas como advogado deles. Atuou em crimes variados, de homicídio a corrupção. No escândalo do mensalão, defendeu o ex-diretor do Banco Rural, Vinicius Samarane.

CURTAS

EXPULSÃO – Um vereador Severino Pereira, o Biino, do Democratas de Tracunhaém, foi preso em flagrante após atirar contra uma mulher, de acordo com a Polícia Civil. O crime ocorreu na BR-408, em frente a um bar, segundo a corporação. O caso também começou a ser apurado pelo DEM, que pode expulsá-lo da legenda. Por meio de nota, a defesa do vereador informou que, no momento do crime, Severino estava com a esposa e os funcionários no frigorífico dele.

CARA DE PAU – Enquanto seu chefe, o deputado federal Carlos Veras (PT), condena o comportamento do presidente Bolsonaro ante à pandemia e agora pelo andar da carruagem da vacina, Flávio Marques, que disputou a Prefeitura de Tabira bancado pela estrutura da Prefeitura e perdeu feio, está sendo obrigado a dar explicações como promotor de eventos de aglomeração no último fim de semana de um feriado de carnaval disfarçado. As imagens estão no seu próprio Instagram e são incontestáveis.

Perguntar não ofende: Depois de tanta roubalheira, o presidente ainda vai liberar dinheiro da covid para estados e municípios? 


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marcos

Sem máscara, Marcelo Freixo é flagrado de sunga na praia aglomerando com amigos. Tudo Hipócrita!

marcos

Você quer que seu filho seja Gay, então fala com o Haddad o nosso kit gay, ele envia a Cartilha Gay para você.

marcos

E Lula coitado, além de Côrno, Corrupto e Ladrão depois de velho resolveu dar o Caneco. Isso é no que dá andar com o nosso kit gay! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk(

marcos

Cadê Frederico Haddad, a bonequinha do nosso Kit Gay?

Fernandes

Há 41 anos o (PT) defende a democracia e o Povo Brasileiro. isso incomoda marcos Lolita de camaragibe mamador de piroca, queima rosca.




15/02


2021

Coluna da segunda-feira

O envelope amarelo do Bandepe

Joaquim Francisco governou Pernambuco de 91 a 94. Convocado por ele, mas já morando em Brasília, terra da minha felicidade, em que Deus abençoou a chegada ao mundo do meu primogênito Felipe, coordenei a área de comunicação da campanha. Derrotamos Jarbas Vasconcelos na histórica disputa de 1990, um clássico. Empossado, com três meses de Governo, Joaquim viu o Banco do Estado de Pernambuco (Bandepe), instituição com o carimbo do Leão do Norte, virar um castelo de areia num sopro de um dragão.

O dragão traduzido na irresponsabilidade de setores da economia que pegavam dinheiro no banco e não honravam seus compromissos. Passaram à história como velhacos, sócios da mortandade do banco. Antes de tomar posse, Joaquim já estava plenamente informado do estado terminal do banco. Recorreu ao então presidente Collor, a quem havia apoiado contra Lula em 89. Fazendo clemência, apelou para Collor promover a intervenção no apagar das luzes do mandato tampão de Carlos Wilson, que assumiu quando Arraes saiu para concorrer a um mandato na Câmara dos Deputados.

Amigo de Cali, como era tratado carinhosamente o saudoso Carlos Wilson, Collor enrolou Joaquim e jogou o abacaxi no colo do governador. O Banco Central estava nas mãos do economista carioca Francisco Gros, um dos principais integrantes da equipe econômica que elaborou e conduziu o programa de recuperação e abertura da economia brasileira iniciado em 1991. Conduziu também as negociações que levaram a acordos com o Clube de Paris em fevereiro de 1992 e com o FMI em junho do mesmo ano.

Implacável com instituições financeiras mal das pernas e o Bandepe era uma delas. Encontrou na intervenção a saída para o banco continuar respirando e foi encontrar no múltiplo gestor José Lindoso, que cumpria missão financeira na Paraíba, o perfil que desejava para tomar a decisão de morte mais que ferida do incipiente Governo Joaquim: o fechamento de 98 agências bancárias e a demissão de três mil funcionários. Joaquim recebeu Lindoso no seu gabinete, no Palácio do Campo das Princesas.

No dia anterior, Lindoso esteve com Gros em audiência no Banco Central e o advertiu quanto ao naufrágio do plano de salvação do banco dar com os “burros n’água” por uma filigrana política: o então governador de Pernambuco era aliado de Collor, havia apoiado sua candidatura, e poderia recorrer, politicamente, da decisão choramingando nos ombros do chefe da Nação. Gros entregou um envelope amarelo para Lindoso, não revelou o conteúdo do que estava lacrado, e disse apenas o seguinte: “Se ele (Joaquim) reagir, entregue este envelope a ele”.

Lindoso ficou curioso, mas ao mesmo tempo receoso em perguntar o que estava escrito dentro do envelope. Partiu para o Recife. Joaquim o recebeu com a esperança de que salvaria o banco, mas quase caiu da cadeira quando Lindoso disse que teria que demitir três mil bancários e fechar 98 agências. Politico de elevado espírito público, mesmo sabendo dos danos ao seu Governo e da imensa repercussão social da medida, Joaquim autorizou o duro e amargo remédio para o banco.

E não foi nem foi preciso Lindoso, na condição de um portador que não merece pancada, sem saber do conteúdo do envelope, entregá-lo a Joaquim. No dia seguinte, de volta ao Banco Central, Lindoso devolveu, intacto, o envelope amarelo a Francisco Gros, ainda sem saber do que se tratava. Disse apenas: “Presidente, estou devolvendo esse envelope. Não foi preciso entregar ao portador”.

Que envelope misterioso era esse, então? Na frente de Lindoso, Gros abriu o envelope e mostrou para ele o que continha. De próprio punho, o xerife do BC havia escrito: “Governador, se o senhor não acatar a solução que estamos dando para o Bandepe, não tem problema. Amanhã, o banco estará liquidado”.

Ainda bem que Joaquim agiu com espírito público e não foi para a rinha da política.

CRISE BRABA – A intervenção do Bandepe, herança de Collor, já que poderia ter tomado a decisão ainda no Governo Carlos Wilson, foi, sem dúvida, a maior crise do Governo Joaquim Francisco. Resultou num preço político amargo e dolorido. O impacto social da medida inflamou o ego dos bancários. Por onde Joaquim andava, mesmo em solenidades oficiais, havia sempre servidores demitidos do banco fazendo protestos. Foram dias de tensão e amargura para um Governo que se apresentava com a cara da mudança e prometia devolver aos pernambucanos a autoestima do deserto de investimentos no Governo Arraes, a quem Joaquim sucedeu.

EXPULSÃO DO GABINETE – Diante dos protestos dos prefeitos que ajudaram Joaquim a derrotar Jarbas, deputados passaram a pressionar o governador pelo não fechamento de algumas agências bancárias incluídas no pacote da insurreição do Bandepe. Sem paciência, assisti Joaquim expulsar do seu gabinete, aos gritos, deputados estaduais que foram lá apenas protestar quando nem sequer tinham conta no banco. “Quanto você tem aplicado no banco e quantas contas movimenta, deputado? O senhor não tem vergonha de vir aqui reclamar de uma medida saneadora? Afinal, quem não tem conta no banco também é socio da falência da instituição”, bradou Joaquim, dando o cartão vermelho para um deputado que chegou a suspeitar das suas boas intenções.

PAU NA FOLHA – A ombudsman do jornal Folha de S. Paulo, Flavia Lima, avalia que o apresentador de TV e possível candidato à Presidência, Luciano Huck, “mantém posição confortável na grande imprensa". Ela criticou o tratamento dispensado pela Folha e por outros veículos a Huck. A análise foi publicada na edição de ontem do jornal. Ombudsman é um profissional do próprio jornal escolhido para receber críticas e sugestões do público. Também faz reflexões sobre as ações da empresa. Flavia Lima ocupa esse cargo na Folha desde maio de 2019. Ela é repórter de economia. Formou-se em ciências sociais pela USP e em direito pelo Mackenzie.

INCONFORMISMO – O presidente nacional do DEM, ACM Neto, chamou de “lamentável” a decisão do deputado João Roma (Republicanos-BA), seu aliado e ex-chefe de gabinete quando prefeito em Salvador, de aceitar convite do governo Bolsonaro para assumir o Ministério da Cidadania. ACM mostrou-se surpreso com o anúncio. “A decisão me surpreende porque desconsidera a relação política e a amizade pessoal que construímos ao longo de toda a vida”, afirmou o chefe do DEM.

PERDEU O AMIGO? – O novo ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos-BA), disse ao Poder360, site do jornalista Fernando Rodrigues, ex-Folha de São Paulo, que está tendo desgastes “pessoais e políticos” com sua ida para a pasta. Nomeado na última sexta-feira, Roma era próximo ao presidente do DEM, ACM Neto. “Ele não está nada satisfeito comigo”, declarou o novo ministro. João Roma tornou-se ministro por um arranjo político do Palácio do Planalto depois da eleição de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara. O partido de Roma, o Republicanos, apoiou o então candidato. Lira também era é o preferido do Palácio do Planalto.

CURTAS

MÃE VACINADA – A mãe do presidente Jair Bolsonaro, Olinda Bunturi Bolsonaro, de 93 anos, tomou a primeira dose da vacina contra a covid-19 sexta-feira passada, em sua casa, em Eldorado (SP), justamente no último dia destinado pelo município para sua faixa etária tomar a primeira dose contra a covid-19. O município recebeu doses da CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e da farmacêutica AstraZeneca, feita em colaboração com a Universidade de Oxford.

PERNAMBUCANO – Novo ministro da Cidadania, João Roma é pernambucano do Recife, neto do João Ramo, tabelião famoso no Estado. É uma espécie de cria de Marco Maciel, egresso do PFL, partido que chegou a presidir a Frente Jovem ao lado da hoje deputada Priscila Krause. Sua carreira politica se consolidou em território baiano depois de amizade selada com o então prefeito de Salvador, ACM Neto, de quem foi chefe de gabinete e em seguida apoiado para disputar um mandato na Câmara dos Deputados.

Perguntar não ofende: João Roma vai olhar Pernambuco também com a mesma distinção da Bahia?


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marcos

Cadê Frederico Haddad a boneca filha do nosso kit gay?

Fernandes

Se tá ruim pra nós, imagine para os patriotas que pediam golpe militar, hoje, aliados do CENTRÃO.

Fernandes

Há 41 anos o (PT) defende a democracia e o Povo Brasileiro. isso incomoda marcos Lolita de camaragibe mamador de piroca, queima rosca.

Fernandes

Você votaria em um candidato que defende que seu filho seja Gay, Carluxo?

Fernandes

Cadê Jair Bolsonaro, marcos de camaragibe e Lolita o nosso Kit Gay?


Ipojuca 2021 IPTU


13/02


2021

Coluna do sabadão

Elogio e crítica

Estou de volta ao Sertão desde ontem. Fiz uma viagem mais rápida e confortável do Recife a Afogados da Ingazeira, trecho de 386 km, numa média de cinco horas. O percurso melhorou porque o governador Paulo Câmara (PSB) atendeu ao clamor da nação pajeuzeira e, finalmente, repaginou os poucos mais de 30 km entre Sertânia e o distrito de Albuquerquené.

Esse trecho passou muitos anos abandonado. A buraqueira tirou a vida de muita gente em acidentes e assaltos. Embora curto, levava mais de uma hora para chegar ao entroncamento com Afogados da Ingazeira e léguas tiranas adiante, para quem segue em frente, rumo a São José do Egito, o reino encantado da poesia.

Postei vários protestos dos que trafegam por ali até o governador se curvar às pressões e ceder também à voz rouca das ruas. Depois de algumas manifestações, o Governo reagia com uma simples e rotineira operação tapa-buraco. Mas agora não. Fez uma estrada decente, de qualidade, que dá gosto transitar. O trecho que fazia em uma hora, a 10 km por hora, em cima de uma tábua de pirolito, só me consumiu ontem 15 minutos. Está um tapete. Parabéns, governador!

Mas se de Sertânia a Albuquerquené a vida na estrada mudou para melhor, o mesmo não se pode dizer entre Cruzeiro do Nordeste e Sertânia. A qualidade do asfalto é péssima, a empreiteira responsável fez uma meia sola vergonhosa. E grande parte do trecho está inacabado, com verdadeiras crateras. Não vi, o que é mais preocupante, nenhum sinal de canteiro de obras, nem sequer uma máquina. Posso estar errado, mas a impressão é que a obra parou.

Seria oportuno o governador cobrar da secretária de Infraestrutura um cronograma da obra e, se for o caso, fazer uma vistoria para constatar o que vi. Volto a enfatizar: ficou um lixo a primeira etapa da estrada e a segunda o asfalto sumiu, só tem buracos.

Correr, governador, enquanto é tempo para que novas vidas não sejam ceifadas em acidentes naquela estrada provocados pela péssima qualidade da obra.

Sem oposição – O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse, em entrevista à GloboNews, que não vê, “no momento”, oposição ao presidente Jair Bolsonaro em 2022. “No momento, não vejo opositor para Jair Messias Bolsonaro. Estamos vendo o DEM fracionado, o PSDB... O artigo dessa semana de uma revista de grande circulação [mostra] a oposição completamente fracionada. Então, vejo cenário muito positivo se assim o presidente manifestar sua vontade de se reeleger, que é um direito democrático dele”.

Auxilio em março – Os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), respectivamente, anunciaram, ontem, uma agenda mínima para o Congresso depois do Carnaval (15, 16 e 17.fev.2021). Ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, eles informaram que um novo auxílio emergencial deve começar em março e para isso avançarão na pauta fiscal com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Pacto Federativo com uma cláusula de calamidade. O pagamento do novo auxílio poderia ser feito em março, abril, maio e “eventualmente em junho”, segundo o Pacheco. Não foi especificado o valor das parcelas, nem quem poderia receber. “Para isso é preciso que o Congresso faça sua parte”, declarou.

Protesto – Jornalistas da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) divulgaram uma carta de repúdio em que define como “censura” a possível interferência do governo de Jair Bolsonaro no conteúdo publicado nos canais de jornalismo da empresa. O documento foi aprovado em assembleia de funcionários. Segundo o memorando, a empresa posta propositalmente dados descontextualizados sobre a pandemia no Brasil. “Além disso, a TV Brasil ignorou a falta de oxigênio em Manaus e a equipe de redes sociais não pôde noticiar a 1ª pessoa vacinada contra à covid-19 no país”, diz o texto do manifesto.

Vacinação – A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes inicia, na próxima semana, a vacinação contra a Covid-19 para o público de idosos entre 80 e 84 anos. A ação será realizada das 9h às 17h em cinco locais no formato de drive-thru e em dois pontos fixos montados em escolas da rede municipal. A data de início será divulgada na segunda-feira (15) após reunião colegiada entre secretários municipais e a Secretaria Estadual de Saúde. O objetivo é imunizar cerca de 4.500 idosos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O agendamento começo a ser realizado ontem, por meio do aplicativo De Olho na Consulta, disponível gratuitamente para smartphones com a plataforma Android, ou pelo site: www.deolhonaconsulta.jaboatao.pe.gov.br.

“Atingir Lula na cabeça” – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou, ontem, nova petição no Supremo Tribunal Federal em que anexou mensagens supostamente trocadas entre os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro. No material, os procuradores combinam formas de “atingir Lula na cabeça” e de “atingir nesse momento o ministro mais novo do STJ [Superior Tribunal de Justiça]”, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas. As mensagens fazem parte do conteúdo reunido na operação Spoofing e ao qual os advogados do ex-presidente tiveram acesso após decisão do ministro Ricardo Lewandowski.

CURTAS

APAGÃO – Uma pane ocorrida em uma subestação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) causou um apagão em localidades do Recife, Olinda, Camaragibe e Paulista, na Região Metropolitana, na tarde de ontem. De acordo com a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), o problema ocorreu pouco depois das 15h e foi normalizado por volta das 15h40. O defeito foi registrado numa subestação localizada no bairro da Mirueira, em Paulista.

LEI SECA – Mesmo com a suspensão das festividades do carnaval 2021, por causa da pandemia, a Operação Lei Seca terá reforço em Pernambuco. Até a quarta-feira, equipes realizarão blitzes na Região Metropolitana do Recife, no Agreste e em algumas praias. As cidades que não cancelaram o ponto facultativo no período também serão alvo das ações. Os fiscais da Operação Lei Seca pretendem coibir a combinação de bebida e direção, autuando aqueles que descumprirem a lei.

Perguntar não ofende: O governo tem estrutura para fiscalizar as festas clandestinas de Carnaval a partir de hoje?


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Fernandes

Cadê Jair Bolsonaro, marcos de camaragibe e Lolita o nosso Kit Gay?

Fernandes

Não existe picanha grátis. A Friboi apoia Bolsonaro, e a Master Boi Carluxo!

marcos

Sem o PT no Governo Corrupção é a menor em 41 anos!

marcos

Você votaria para presidente em um político que defende o Kit Gay?

marcos

A Friboi é de Lulinha e a Master boi de Lula. Tirem suas conclusões.




12/02


2021

Coluna da sexta-feira

A era perdida

Pelo tom da entrevista do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), ontem, ao Frente a Frente, as oposições vão adotar a estratégia de carimbar o PSB como responsável pela quase década perdida para o Estado após a morte do ex-governador Eduardo Campos. Para ele, os herdeiros da gestão socialista implantada por Eduardo não deram certo, nem no Estado nem tampouco na capital, provocando o maior retrocesso dos últimos anos para um Estado visto lá atrás com a força de um leão, o Leão do Norte.

“Pernambuco está atrás, hoje, até do Maranhão. Isso é deprimente e vergonhoso”, disse Miguel, que desponta na bolsa de apostas como pré-candidato a governador pelo bloco da oposição em 22, assim como a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), e o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, além do prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD), liderança na Região Metropolitana também em ascensão.

Segundo Miguel, já está havendo conversas entre eles com vistas à discussão da unidade para enfrentar o candidato do Governo. A preocupação é não repetir os erros na recente eleição do Recife quando se deu uma divisão latente do bloco oposicionista, favorecendo o candidato do PSB, João Campos, que chegou ao segundo turno contra Marilia Arraes, saindo vitorioso pela manifesta rejeição ao PT na capital.

Na entrevista, Miguel não quis carimbar o governador de incompetente e maestro desafinado, mas deixou a entender ser ele o principal responsável pelo momento difícil que o Estado passa, sem investimentos públicos, sem liderança, perdendo a posição de destaque sempre proeminente no cenário econômico e político do Nordeste. “Pernambuco deixou de ser um Estado altivo e respeitado”, afirmou.

Quanto à unidade do bloco oposicionista, difícil acreditar. A construção da candidatura ao Governo está sendo dada em torno de três prefeitos reeleitos – Anderson, Raquel e o próprio Miguel. Cada um com suas peculiaridades e visões diferenciadas. É improvável que qualquer um deles se contente em fechar uma chapa como vice.

Chapa ideal, segundo já se ouve nos bastidores, seria Miguel na cabeça, Raquel Lyra na vice e Anderson candidato ao Senado. Vice, a tucana resgataria a tradição de Caruaru em composição de chapas. Da terra do forró já se projetaram para o Estado como vice-governadores, pela ordem, Jorge Gomes, de Miguel Arraes; Roberto Fontes, de Joaquim Francisco; e, por fim, João Lyra Neto, de Miguel Arraes. Com a mulher em alta na política e vista como boa gestora, dificilmente Raquel aceitaria ser coadjuvante em 22. Quer ser a atora principal do jogo.

Visão de Anderson – O convidado do Frente a Frente de hoje será o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), como Miguel igualmente na cota de apostas para o Governo do Estado nas eleições de 22. Vem também de uma reeleição bem sucedida e como Miguel e Raquel Lyra reclama do tratamento de pão e água dada pelo governador aos municípios administrados por gestores no campo da oposição. Anderson também vem ensaiando discurso de que está no páreo ao Palácio do Campo das Princesas, levando vantagem de ser uma liderança com o perfil urbano da Região Metropolitano.

O estilo Raquel – Procurada pela produção do Frente a Frente, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), se recusou a gravar entrevista. Os mais próximos à tucana, excluindo os áulicos, faça-se a ressalva, acham que, diferente de Miguel e Anderson, que são bem acessíveis, a tucana acha que o mundo gira em torno dela. Não gosta de jornalista, tem pavor à política da miudeza e aos que insistem em mudar seu estilo argumenta que na vida pública só gosta de fazer o moído da gestão. Traduzindo: não nasceu para aturar cuspida de vereador na cara nem inhaca de povo.

O anti-Doria – Em almoço com dez deputados e um senador do PSDB, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ouviu apelos para que desse início a uma campanha para nacionalizar o seu nome. A movimentação, que já ocorre há aproximadamente um mês, ganhou corpo após atritos entre João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e parte da bancada de congressistas do partido. O convite foi aceito, mas de forma cautelosa. A ideia é começar por viagens pelo Nordeste. O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), que estava no encontro, ficaria responsável por organizar parte da agenda futura.

Apoio a Bruno – Os senadores tucanos saíram em defesa da permanência do pernambucano Bruno Araújo no comando da executiva nacional. Em nota, disseram que a bancada, em decisão unânime e na esteira da manifestação dos presidentes estaduais e deputados federais, reiterou a confiança na Executiva Nacional e apoia a prorrogação dos respectivos mandatos. Os Senadores estão certos de que, com a decisão, o partido seguirá mantendo a democracia interna e a convergência na busca de soluções para que o País possa vencer a pandemia e retomar o crescimento com justiça social.

Salário de engraxate – O vereador Artuzinho (DEM), de Ibirité (MG), gerou polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo em seu perfil em que reclama do valor do salário de vereador no município ser de R$ 5,9 mil. A declaração foi dada na segunda-feira (8) durante uma reunião da Câmara Municipal da cidade. Na gravação, Artuzinho comparou o salário dele com o de um engraxate. “Eu, vereador, numa cidade de 200 mil habitantes, ganhar R$ 5,9 mil, um secretário aí ganha oito, dez (mil). Por isso o cara vai pra Prefeitura e não quer ser vereador. Para ganhar R$ 5.900. Eu no meu gabinete com 50, 60 pessoas e todo dia estou aqui às 10 horas pra ganhar isso aqui, R$ 5,9 mil. Isso não é salário de vereador, isso é salário de vendedor de laranja, engraxate”, afirmou.

CURTAS

COBRANÇA – O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cortês enviou, ontem, um ofício à prefeita Fátima Borba (Republicanos), pedindo para que o município faça o desconto da contribuição sindical em folha e que o valor seja repassado à instituição. O presidente Enilson Quintino cita uma normativa do extinto Ministério do Trabalho e Emprego, em 2008, que versa sobre a obrigatoriedade que órgãos da administração pública têm de recolher a taxa sindical.

O DIVISOR – Apesar da corrente de oposição ter anunciada a unidade na disputa pela presidência da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), tendo na cabeça José Raimundo, de Serra Talhada, o vereador Welber Santana, do MDB de Carnaubeira da Penha, cidade próxima a Serra, insiste em se manter na disputa. Mas poucos acreditam que sua candidatura tenha sobrevivência até o dia da eleição.

Perguntar não ofende: Quanto mesmo o Governo vai pagar no auxílio da pandemia a quem padece de fome?


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Fernandes

Cadê Jair Bolsonaro, marcos de camaragibe e Lolita o nosso Kit Gay?

marcos

É o Fernando Haddad, o pai do kit gay!

Fernandes

Quem é mais Frango marcos de camaragibe mamador de piroca, queima rosca ou Lolita gay?

marcos

Se você quer que seu filho seja Gay, então vota no Haddad.

marcos

Qual a disciplina que o professor Haddad ensina com o livro Cartilha Gay?


Jaboatão Março 2021


11/02


2021

Coluna da quinta-feira

O abre-alas de Miguel

Em meio a tantas notícias que apontam que Pernambuco vem crescendo feito rabo de cabalo, para baixo, tendo Recife, a capital, engolida por Fortaleza e Salvador, um estudo da Macroplan, divulgado com exclusividade, ontem, pela revista Exame, aponta a formosa e gigante Petrolina, capital do Vale do São Francisco, como a cidade que detém, hoje, disparado, o selo de melhor qualidade de vida no Nordeste.

A Macroplan é uma empresa de consultoria com sede no Rio de Janeiro e atuação em todo o Brasil. Surgiu como spin off da Claudio Porto & Consultores Associados, no final da década de 80, e logo ingressou no mercado de consultoria do Brasil entregando um produto inovador – construção de cenários e prospecção de futuros – no 1º ciclo de planejamento estratégico da maior empresa do País: a Petrobras.

De acordo com o levantamento, Petrolina é classificada como referência em gestão pública e qualidade de vida. O estudo bate com outros levantamentos oficiais. Em dezembro, a Sudene publicou um ranking no qual a cidade desponta na liderança em Pernambuco e em sexto lugar no Nordeste. Teve a melhor nota entre todos os municípios nordestinos, inclusive, à frente das capitais.

O Índice de Desafios da Gestão Pública avalia 15 indicadores de quatro segmentos estratégicos: educação, segurança, saúde e saneamento/sustentabilidade. São observados dados referentes à cobertura de saúde básica, qualidade de ensino, serviço de esgotamento, taxa de mortalidade infantil, números de homicídios, acidentes de trânsito entre outros.

O estudo detectou uma evolução na qualidade de vida em Petrolina, que resultou no aumento da nota, passando de 0,620 (em 2020) para 0,645 (em 2021). Tudo isso, diga-se de passagem, não caiu do céu, é produto da arrojada gestão do prefeito Miguel Coelho (MDB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho, reeleito com a maior votação no Norte-Nordeste e uma das maiores do País.

“Petrolina tem a melhor gestão do Estado e não sou eu que estou dizendo, é a Sudene e a Macroplan”, diz, com o peito estufado de orgulho, o jovem prefeito, conhecido na cidade como o “Galeguinho”. Ele fechou a sua primeira gestão, ano passado, com investimentos da ordem de R$ 90 milhões. Construiu mais de 20 unidades de saúde, revigorou o programa de creches Nova Semente, implantou escolas de tempo integral, pavimentou mais de 400 ruas, mudou a empresa de transportes, oferecendo ônibus modernos com internet, fez um amplo programa de saneamento, matadouro e duplicou várias avenidas, entre elas a Cardoso de Sá e a pista de saída para Recife. Em meio à pandemia, Petrolina manteve o segundo lugar no ranking de geração de emprego no Estado.

Por tudo isso, pode desabrochar no Sertão o mais forte candidato da oposição ao Governo do Estado em 2022, para enfrentar com chances reais de vitória o candidato socialista, principalmente se for Geraldo Júlio, que pegou Recife campeã em todos os índices de referências regionais, e passou a João Campos como rabo da gata, atrás, pasmem, até da sofrível São Luís, capital do Maranhão, segundo estudo da Sudene.

Bateu a concorrência – A gigante Petrolina bateu cidades pujantes no Nordeste, ricas e com tradição, como as baianas Feira de Santana e Vitória da Conquista. Bateu Campina Grande e todas as capitais da região. Caruaru, da tucana Raquel Lyra, que pensa também em disputar o Governo do Estado na sucessão de Paulo Câmara, ficou em sétimo lugar, ao lado de Salvador e atrás de Fortaleza e João Pessoa. No ranking nacional, com pesquisas em 100 municípios, a campeã foi Maringá, no Sul do Paraná, seguida de quatro paulistas: Jundiaí, São José do Rio Preto, Piracicaba e São José dos Campos.

Rabo da gata – Já Recife, que Geraldo Júlio propagou com verba pública a falsa mídia de capital do Nordeste, coitadinha, ficou em 10º lugar, a última, superada por Mossoró, no Rio Grande do Norte, Salvador, Caruaru e até Teresina, uma vergonha para quem sempre ocupou posição de destaque no cenário nacional como referência no Nordeste. É por essas e outras que a cidade virou a capital das desigualdades sociais. Foi Geraldo que fez, não dá para esquecer.

Auxílio definido – O Brasil em breve terá um novo auxílio emergencial para a população de baixa ou nenhuma renda durante a atual fase da pandemia de coronavírus. Isso já é certo. O desejo da equipe econômica, se os presidentes da Câmara e do Senado concordarem, é este: valor e duração do novo auxílio emergencial – na faixa de R$ 200 a R$ 250 e por três meses; Bolsa Família reforçado com um bônus temporário de R$ 50 por 3 meses. Pelos cálculos feitos até agora, o coronavoucher de R$ 200 por três meses produziria uma despesa da ordem de R$ 20 bilhões, elevando a dívida pública de 89,3% para 89,5% do PIB.

Sem imposto – O Governo federal descarta a ideia de criar um novo imposto para custear o auxílio emergencial. Internamente, a proposta foi debatida pela equipe econômica. O objetivo seria criar uma alíquota temporária de 0,05% a 0,10% sobre as transações financeiras, aos moldes da antiga CPMF. Um esboço do texto foi veiculado na imprensa. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já sinalizou para congressistas que essa ideia não seguirá adiante. Guedes segue cobrando a aprovação do Orçamento e de novas regras fiscais para viabilizar o novo programa social.

A fórmula – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse, ontem, que há sensibilidade no Governo e no Ministério da Economia para encontrar uma “fórmula” para amparar as pessoas que ficaram sem renda com o fim do auxílio emergencial. “Estamos identificando a forma de se fazer isso. Há sensibilidade do governo e do Ministério da Economia para encontrar essa fórmula. Então, estamos encaminhando para poder resolver o quanto antes”, afirmou.

CURTAS

ATÉ BOLSONARO – Um novo vazamento de dados na internet pode ter exposto mais de 100 milhões de contas de celular neste mês de fevereiro, segundo o dfndr lab, da empresa de cibersegurança PSafe. Entre as informações vazadas estão o número de celular do presidente Jair Bolsonaro e da apresentadora Fátima Bernardes.

SAI SENADOR? – Se continuar destacado na mídia nacional ao longo do seu mandato como vem brilhando agora na condição de relator do projeto de autonomia do Banco Central, não será surpresa o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos) vir a ter o seu nome ventilado para disputar o Senado nas eleições de 2022. Até porque Paulo Câmara, candidato natural, não quer nem ouvir falar nessa possibilidade.

Perguntar não ofende: De onde o Governo vai tirar dinheiro para bancar o auxílio emergencial por mais três meses?


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Fernandes

Nunca mais vão me ver gritando mito, mito, diz Sara Winter sobre Bolsonaro. Ele é muito fraco, só sabe brigar, não sabe governar!

marcos

Mas afinal, quem é mais fresco; Jean Wyllys ou Haddad?

marcos

Diogo Mainardi ex ídolo da esquerda e dos idiotas úteis chama Fernando Haddad , o nosso Kit Gay de ¨poste de Ladrão e Imbecil¨ Ui, pega fogo o cabaré Canhoto!

marcos

O professor Haddad o nosso kit Gay é indiscutivelmente o Pai da Cartilha Gay!

marcos

Lula conheceu a morte política em vida¨¨ ... Augusto Nunes.


Petrolina 2021


10/02


2021

Coluna da quarta-feira

Choro pelo auxílio

Desde que Fernando Henrique Cardoso criou um esboço de plano social, como o auxílio-gás, na verdade penduricalho que Lula ampliou e carimbou como Bolsa-Família, um contingente de mais de 20 milhões de brasileiros virou reféns de planos de sobrevivência, uma janela para escapar da morte matada pela fome, de Vida e Morte Severina.

Caetano Veloso tem uma música que diz que gente é para brilhar, não para morrer de fome. A pandemia, não esperada pelo Governo, levou o presidente Bolsonaro a socorrer 14 milhões de sacrificados, uns expulsos do mercado de trabalho pela paralisação da economia, outros, este a grande maioria, formam um verdadeiro exército, contingente dos sem emprego, sem teto, sem absolutamente nada, de bolsos vazios.

Sem previsão para minorar seus efeitos, a depender do aceleramento do programa de vacinação, a pandemia continua matando, isolando e gerando uma legião de famintos. Falando com jornalistas, ontem, em Brasília, Bolsonaro sinalizou que será retomado o programa de ajuda emergencial, mas sem precisar datas, nem valor.

A crise social é gravíssima. Bolsonaro precisa cuidar urgentemente dos mais necessitados, dos que não têm saída. A fome é má conselheira, fui criado ouvindo isso da boca de Dom Francisco, bispo da Diocese do Sertão do Pajeú, que o Governo temia por ser da tribo vermelha. Mário Quintana, o poeta do amor e das chagas sociais, falando sobre fome, disse que cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

O presidente não é daqueles surdos, que não têm tempo de ouvir um clamor nacional pelo chapéu estendido do auxílio. Ninguém pode viver só de esperança, se não morrerá de fome. “Num País de miseráveis, como o Brasil, aqui se passa fome, aqui se odeia, aqui se é feliz, no meio de invenções miraculosas”, escreveu em um dos seus livros a poetisa Adélia Prado, romancista, ícone do Modernismo.

Não sei se o presidente já passou fome, mas a fome dá um brilho de choro nos olhos, é um lobo feroz que devora homens, mulheres e crianças. O sistema nunca temeu o pobre que tem fome. A fome ronda também jovens e adultos abandonados. Se o Brasil fosse diferente e cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza nem ninguém morreria de fome.

Ducha fria – Sobre o programa emergencial, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que “há pouco ou nenhum” espaço fiscal para retomar. Afirmou que seriam necessárias “contrapartidas” para viabilizar a volta do benefício como forma de sinalizar ao mercado o compromisso do Governo em conter suas despesas. Campos Neto fez as declarações durante uma videoconferência organizada pelo Observatory Group, na qual apresentou as perspectivas e a agenda do BC para a economia brasileira. Segundo o presidente do BC, Governo e Congresso concordam em manter a disciplina fiscal, no caso de ampliação dos gastos.

Reação do congresso – O comando do Congresso, à frente o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sinalizou para criar uma via expressa que leve a retomada do auxílio emergencial. Os gastos com o benefício devem ficar de fora do limite do teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação. Além disso, ao contrário do que defende o ministro da Economia, Paulo Guedes, a nova rodada do auxílio não deve prever contrapartidas, como a aprovação de medidas de controle de gastos.

Pacheco mais duro – Enquanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), acenou com a possibilidade de o Congresso abrir uma "excepcionalização temporária" do Orçamento para garantir o pagamento de novas parcelas do auxílio, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi além. Disse que não é possível condicionar a concessão do benefício a medidas de ajuste fiscal, com o argumento de que a emergência e a urgência da situação não podem esperar.

Socorro aos estados – O presidente Jair Bolsonaro determinou ao ministro da Casa Civil, Braga Netto, que articule ações complementares de apoio aos Estados e ao Distrito Federal que precisarem de ajuda no combate à covid-19. A decisão vem depois de quase um ano de pandemia marcado por ataques de Bolsonaro aos governos locais por causa das políticas de isolamento social e depois de seu governo ser cobrado judicialmente pela omissão ou lentidão no caso do colapso do sistema de saúde de Manaus.

Lula vence uma – Por 4 votos a 1, os ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal mantiveram, ontem, a decisão de Ricardo Lewandowski que garantiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acesso a supostos diálogos vazados de membros da Lava Jato com o ex-juiz Sergio Moro. As conversas foram apreendidas na operação Spoofing. Em seu voto, Lewandowski defendeu sua decisão. Citou uma possível “parceria” entre acusação e órgão julgador. “Como se viu, a pequena amostra do material coligido até agora, já se figura apta a evidenciar, ao menos em tese, uma parceria indevida entre o órgão julgador e a acusação”, afirmou.

CURTAS

UVP SE UNE – Reunido, ontem, em São Caetano, o bloco de oposição na disputa pela presidência da UVP (União de Vereadores de Pernambuco) fechou com a candidatura consensual do presidente da Câmara de Serra Talhada, José Raimundo (PP). A chapa foi fechada com João Chaves (PSB), de São Caetano, na vice, e Gilvan da Malhadinha (PP), de Cumaru, como tesoureiro, além de Ronaldo Silva (DEM), de Petrolina, como secretário-geral.

TRISTE LIDERANÇA – De cada 100 pessoas infectadas em Pernambuco, cerca de quatro morreram por causa da Covid-19. De acordo com os dados apurados pelo Consórcio de Veículos de Imprensa, a taxa de letalidade da doença em Pernambuco é de 3,9%, a segunda maior do Brasil. Nos últimos anos, o Estado só tem liderado campeonatos que só fazem aumentar ainda mais a falta de estima da sua população.

Perguntar não ofende: Bolsonaro faz a reforma ministerial ainda antes do carnaval atípico, sem feriado?


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Comentários

Fernandes

Nunca mais vão me ver gritando mito, mito, diz Sara Winter sobre Bolsonaro. Ele é muito fraco, só sabe brigar, não sabe governar!

Fernandes

Mourão ordena retirada das forças armadas da Amazônia ... o bicho está pegando. Vai pegar fogo o cabaré.

Fernandes

Segurem suas poupanças! Collor é assessor econômico do Bozo! Não esquecer que o clã Bozo é especialista em Rachadinhas.

Fernandes

Mas afinal, você quer que seu filho seja Gay? ............. Então é só pedir para o marcos Bundeiro a Lolita de camaragibe, mamador de piroca cartilha marcos de camaragibe. Simples assim.

Fernandes

Bozo o Rachadina Genocida assassino que fala Deus acima de tudo faz piadas com os mortos da covid.


Serra Talhada 2021


09/02


2021

Coluna da terça-feira

Só os sonhos são grandes

Ao ler, ontem, a entrevista bombástica do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no jornal O Valor, na qual ataca a cúpula do DEM e se despede da legenda sem comunicar previamente aos seus velhos aliados, pelo tom ácido de profunda decepção me veio à lembrança uma constatação verdadeira e cristalina da relação humana, de autoria de Bob Marley: “Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas. O tempo passa e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!”.

Nelson Rodrigues, um dos maiores frasistas na versatilidade política e do quotidiano, dizia que se negava a acreditar que um político, mesmo o mais doce político, tenha senso moral.  Também é dele o ensinamento de que toda unanimidade é burra. Maia imaginava ser unanimidade no DEM, partido que militou a vida inteira. Só esqueceu de ler Nelson Rodrigues, para quem qualquer político é mais importante que toda a Via Láctea.

Maia conviveu num serpentário e só descobriu que estava em meio das cobras quando já havia sido picado pelo veneno da traição. Vivia entre beijos e abraços com ACM Neto, o herdeiro político de Toninho Malvadeza, que reinou na Bahia fazendo mais o mal do que o bem. Não atinou, porém, já tão calejado na vida pública, que as pessoas que mais gostamos são as que mais nos decepcionam, pois pensamos que são perfeitas e esquecemos que são humanas.

Maia chorou copiosamente na despedida de mandatário da Câmara ao discursar após a eleição do seu sucessor, o alagoano Arthur Lira (PP). Foi um derramar de lágrimas quase incontido, certamente contagiado pelo sentimento de que a maior decepção é aquela que vem de quem nunca esperamos. Ele confiava cegamente em ACM Neto, imaginava que tinha o poder de influenciar não apenas o presidente do seu partido, amigo do peito, mas toda a bancada.

O resultado é que, abertas as urnas, a grande maioria dos democratas cravou o voto em Lira. Para Maia, o movimento conduzido pelo presidente do DEM, de aproximar o partido ao Governo Bolsonaro, faz com que a legenda retome sua origem de direita ou extrema-direita e afastará o apresentador Luciano Huck. “Foi um processo muito feio do Neto e do Caiado. Ficar contra é legítimo, falar uma coisa e fazer outra não. Falta caráter, né”, disse.

Às vezes, para consolo de Maia, é preciso uma decepção para aprender que a vida não é feita apenas de alegria, e sim de tentativas. Já ouvi, mas não tenho certeza do autor, que a ilusão da política é pior do que a do amor. Talvez Maia esteja tão pra baixo porque, provavelmente, para ele o amor não machuca. O que machuca, na verdade, é a traição, a mentira e a decepção.

Linhagem tucana – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que já convidou formalmente o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para entrar no PSDB. Maia disse que vai analisar a proposta e que não tomará essa decisão imediatamente. "Recebi a visita (de Rodrigo Maia) em minha residência e o convidei (a se filiar). Ele vai analisar. Essa não é uma decisão que ele vai tomar de imediato. Ficou claro para mim que ele deixará o DEM. Nos próximos dias ou semanas teremos a posição dele", disse Doria em entrevista coletiva, ontem, no Palácio dos Bandeirantes.

No mesmo tom – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), saiu em defesa do comando do DEM pelas redes sociais. Disse que Rodrigo Maia, “infelizmente”, sofre de uma “síndrome” que acomete “pessoas que não aceitam deixar o poder”, e que suas críticas ao DEM são passíveis de “internação hospitalar”. “Depois de ter sido eleito por três vezes, Rodrigo achou que era proprietário das decisões de todos os deputados do Democratas e dos demais da Câmara. Ao reagir desta maneira, desrespeitou toda a bancada de um partido que sempre lhe apoiou”, atacou.

BB mantém cortes – O Banco do Brasil confirmou, ontem, a demissão de 5.533 funcionários após o fim das etapas de manifestação voluntária de interesse por desligamento incentivado no Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE). Lá atrás, o anúncio levou o presidente Bolsonaro a um embate com o então presidente do banco, André Brandão. Irritado, Bolsonaro fez chegar a público que pedira a cabeça de Brandão. E as ações do BB tombaram coisa de 5%. A turma do deixa disso convenceu Bolsonaro de que seria pior aumentar sua interferência na empresa. Agora, o BB leva adiante o plano das demissões. Os cortes vão gerar uma economia líquida de R$ 2,7 bilhões até 2025.

Auxílio prorrogado – O presidente Bolsonaro disse, ontem, “achar” que o auxílio emergencial será prorrogado. O programa foi criado em abril para mitigar os efeitos da pandemia entre os brasileiros mais pobres. Distribuiu, em parcelas de R$ 600 e depois R$ 300, quase R$ 293 bilhões a 67,9 milhões de beneficiários. Mesmo levantando a possibilidade, Bolsonaro não detalhou a prorrogação, e evitou especular valores. “Acho que vai ter, vai ter uma prorrogação. Foram 5 meses de R$ 600 e 4 meses de R$300. O endividamento chegou na casa dos R$ 300 bilhões. Isso tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal”, afirmou.

Visão do relator – Do deputado Silvio Costa Filho (Republicanos), relator do projeto que dá autonomia ao BC, ontem, no Frente a Frente: “É papel do Banco Central defender a nossa população de aumentos de preços, que afetam os mais pobres, ainda muito mais do que aqueles mais favorecidos. É precisamente em defesa dos cidadãos mais pobres e desfavorecidos que uma política severa de combate à inflação se faz necessária. Nesse sentido, um banco central autônomo é seguramente mais eficiente na busca de baixa inflação”.

CURTAS

UVP DIVIDIDA – Pré-candidatos da oposição à presidência da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) se encontram, hoje, em São Caetano, pela manhã, para tentar chegar a um candidato consensual, capaz de derrotar o atual presidente Josinaldo Barbosa, postulante a mais uma reeleição. Difícil será encontrar quem abra mão. Por baixo, já estão no páreo mais de seis candidatos, o que só favorece Josinaldo.

AMUPE UNIDA – Já na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o verbo conjugado é unidade, em torno da recondução do presidente José Patriota (PSB). Mesmo na condição de ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, o socialista pode tentar mais um mandato. Em sua atual gestão, o estatuto da entidade foi mudado, permitindo que ex-gestores possam ser eleitos.

Perguntar não ofende: João Roma (BA) ou Hugo Mota (PB), qual nordestino do Republicanos vai assumir o Ministério das Cidades?


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Fernandes

Vitória por 4 a 1 na segunda turma do STF, o único voto contrário foi do Fachim como já sabíamos. Vitória do povo, vitória de Lula!

Fernandes

Piada com o Brasil. marcos Bundeiro a Lolita de camaragibe, é o maior mamador de piroca Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fernandes

Religião: pura ilusão, pura fantasia pura superstição.

marcos

Piada com o Brasil. Fernando Haddad pai do Kit Gay e processado 38 vezes pela justiça Brasileira candidato a presidente da República. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fernandes

Piada com o Brasil. Collor agora assessora Bolsonaro em questões econômicas. Quem tá achando bom é marcos Bundeiro a Lolita de camaragibe, mamador de piroca . Simples assim.


Anuncie Aqui - Blog do Magno


08/02


2021

Coluna da segunda-feira

MV, orgulho pernambucano

Na segunda gestão no Recife, eleito em 1992, o então prefeito Jarbas Vasconcelos deu um plus na elevação do alto astral da cidade. O símbolo era um coquinho, explosão de alegria nas ruas com o carnaval para concorrer com o axé-baiano. A melhoria do humor recifense era vista nitidamente nas ruas. A Bom Jesus, no velho e boêmio bairro do Recife Antigo, virou passarela da alegria, da felicidade e do orgulho de ser recifense.

Governador, Jarbas contaminou todos os pernambucanos com campanhas de elevação da autoestima. O maestro da orquestra era Carlos Eduardo Cadoca, o secretário criador do coquinho astral lá nas estrelas. O tempo se encarregou de sepultar tudo isso. Hoje, os pernambucanos andam com orgulho ferido, Recife perdeu a liderança no Nordeste para Fortaleza e virou a capital das desigualdades sociais. Em equipamentos turísticos perde até para a vizinha Maceió.

Mas nem tudo está perdido para quem acredita no Estado. Em meio à correria da agitada Brasília em tempos de eleição para renovação das mesas diretoras da Câmara e do Senado, semana passada, soube de um feito que bem poderia ser comemorado por todos os pernambucanos que ainda têm orgulho da sua terra, dos seus empreendedores: pelo sexto ano consecutivo, a MV, do empresário Paulo Magnus (foto), um gaúcho que fincou os pés por aqui, foi destaque internacional.

Com uma estrutura gigantesca no Recife, gerando milhares de empregos, a MV é líder absoluta de mercado em desenvolvimento de softwares de gestão para a Saúde. No próximo dia 23, numa cerimônia virtual, devido a pandemia, Paulo Magnus vai exibir para o mundo o troféu de ouro de melhor prontuário eletrônico do paciente (PEP) da América Latina, concedido pelo Instituto norte-americano Klas.

A empresa arrebatou, com todos os méritos, deixando para trás gigantes americanos e a Phillips, o maior prêmio na categoria melhor tecnologia para EMR, bem superior aos outros players latino-americanos, baseada no nível de satisfação de quem usa diariamente o produto: profissionais de saúde como médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. É uma conquista especialmente da equipe formada por 51 profissionais, que trabalha diretamente no PEP MV, solução que integra a plataforma SOUL MV.

Alcançou as notas mais altas em qualidade da solução, aprimoramento constante de produto e liderança de mercado. CEO e fundador da MV, Paulo Magnus, com uma vida dedicada ao compromisso de tornar a gestão da Saúde mais eficiente e humanizada, define o prêmio como um orgulho para o País, especialmente para Pernambuco. “Isso é um feito extraordinário para o Brasil frente à concorrência mundial. É motivo de muita realização poder compartilhar com a comunidade da Saúde de Pernambuco”, disse, em entrevista ao blog.

EUFORIA - Considerado um dos executivos de Saúde mais influentes do Brasil, Paulo Magnus bem que poderia ter optado por um outro grande centro tecnológico no Brasil e até no exterior, já que Pernambuco representa apenas 3% do seu mercado comercial. “Temos que dar ousadia a Pernambuco. Montei uma equipe que nos dar os insights, que são, efetivamente, o grande pilar da empresa”, ressalta. O prêmio, segundo ele, fortalece o espaço da MV no mercado como fornecedora de soluções para a área da Saúde. “Esta pesquisa é o resultado da opinião dos nossos usuários, que dizem que a MV detém o melhor serviço e produto. Tenho orgulho do hexacampeonato que reforça que a MV tem o melhor prontuário”, acrescentou.

HOSPITAL DIGITAL – Lançado em 2002, o prontuário da MV, segundo Paulo Magnus, oferece ao mercado ferramentas para transformar as instituições em hospitais digitais. Atualmente, mais de 780 hospitais no Brasil utilizam o PEP. Patrocinadora da Saúde digital pública, a empresa foi responsável pela primeira unidade pública de Saúde sem papel de Pernambuco: a UPA da Imbiribeira, no Recife, em 2010. “Tivemos o primeiro hospital digital da América Latina, também no Recife. O PEP faz uma diferença muito grande para o público e para todos”, diz o empresário.

PLATAFORMA – Uma ferramenta clínica só pode ser feita com o uso de todo o ecossistema que acaba interagindo na área clínica no dia a dia das instituições de Saúde. Não são apenas médicos, são dezenas de especialidades que interagem na construção da plataforma ou na usabilidade. A gerente de produto do PEP, Daennye Bezerra, um dos gênios da MV, endossa o que o chefe diz sobre a importância da multidisciplinaridade na rotina da comunidade de Saúde. “No Brasil, havia um pensamento que sempre era focado na figura do médico para o cuidado do paciente. Só que essa história mudou. Foram os próprios médicos que sentiram essa necessidade. Então, o nosso prontuário é focado na multidisciplinaridade”, destacou.

ERA DA PANDEMIA – Segundo Paulo Magnus, as ferramentas do PEP MV, que apoiam os médicos nas decisões clínicas, a partir de tudo o que foi construído com profissionais de diversas especialidades, são desenvolvidas para colocar o paciente no centro, sobretudo nesses tempos em que a Saúde digital passa por uma revolução potencializada pela pandemia de Covid-19. Ele destaca que, com o PEP, o médico e os demais profissionais de Saúde usam a tecnologia a seu favor. “A tecnologia está para auxiliar esses profissionais de Saúde no melhor caminho a seguir. A pandemia acabou sendo um facilitador na introdução de tecnologia. Na transformação digital todo mundo se apegou na tecnologia, que já estava no nosso sangue”, disse.

NÃO CAIU DO CÉU – O melhor prontuário eletrônico da América Latina com DNA pernambucano não é obra do acaso nem caiu do céu. É consequência de muito investimento e na aposta também num Nordeste que ganha reconhecimento no mundo da tecnologia. Gerente de sistemas da MV, Tiago Calado define o prêmio como um reconhecimento de alta relevância. “É motivo de muito orgulho para todos nós e nos incentiva a continuar trabalhando e ajudando as pessoas, porque, no final das contas, faz parte da missão da MV trazer mais eficiência na Saúde e na gestão, através do uso da tecnologia”.

CURTAS

PAIXÃO ARDENTE – Casado com uma pernambucana, três filhos, Paulo Magnus vem da região dos pampas do Rio Grande do Sul, Estado que o povo enaltece suas tradições com orgulho diante de uma roda de chimarrão, um bom churrasco com arroz carreteiro e a dança da chula, puxada pela forte batida nos pés em harmonia e nos desafios. Há muito, entretanto, trocou o “Tchê” pelo “Oxe” e hoje é um apaixonado pelo Recife, o frevo e o maracatu.

ENTREGA DO PRÊMIO – O prêmio Best in Klas, conquistado pela nordestina MV, será recebido numa grande cerimônia remota no próximo dia 23. Paulo Magnus, que sabe como ninguém valorizar talentos, num deserto de quadros de tecnologia que ainda se caracteriza o mercado de Pernambuco, fará questão de estar ao lado dos profissionais igualmente responsáveis pela conquista.

Perguntar não ofende: Quando os pernambucanos voltarão a recuperar sua autoestima e valorizar o que o Estado tem de bom? 


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Fernandes

Churrasco militar: 80 mil cervejas 714 mil k.de picanha, comprados pelas forças armadas. Que farra! Nem só de leite condensado vivem os militares. Quem tá achando bom é marcos Bundeiro a Lolita de camaragibe, mamador de piroca, queima a rosca

marcos

714 mil k de picanha só quem tem es]se volume de carne é Lulinha, o maior criador de gado nelore do mundo. Atualmente com 1 milhão e duzentas mil cabeças. Com certeza foi o Ronaldinho dos negócios que forneceu a Picanha!

Fernandes

Bolsonaro convida Fernando Collor para assessorá-lo. Collor atuará sobre a questão do aumento no preço do combustível.

Fernandes

Churrasco militar: 80 mil cervejas 714 mil k.de picanha, comprados pelas forças armadas. Que farra! Nem só de leite condensado vivem os militares.

Fernandes

Centrão quer os cargos dos militares no governo. E agora Jair?


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2


06/02


2021

Coluna do sabadão

ACM rifa aliado

Acusado de adesismo no próprio partido, o presidente nacional do DEM, ACM Neto, apelou para que o deputado João Roma (Republicanos-BA), seu ex-chefe de gabinete na Prefeitura de Salvador, não se torne o próximo ministro do governo Jair Bolsonaro. A nomeação de Roma como ministro da Cidadania era dada como certa nos bastidores do Palácio do Planalto até ontem. O atual ministro, Onyx Lorenzoni (DEM), já foi comunicado que será deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência. 

ACM Neto conversou com João Roma para demovê-lo de aceitar a indicação. Eles são amigos de longa data. Um aliado da dupla relatou que o deputado já “vestia a roupa de ministro”, mas desistiu. O presidente do DEM saiu da conversa seguro de que “não há a menor chance” de Roma ser ministro. Interlocutores de Neto afirmam que ele teve de intervir porque, dada a relação de compadrio entre eles, “ninguém acreditaria” que a nomeação não fosse aprovada pelo presidente do DEM.

A sondagem para que o deputado, hoje no Republicanos, aceitasse o cargo de ministro da Cidadania evoluiu desde quarta-feira passada. Ele conversa diretamente com a direção do seu partido, chefiado pelo deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP). O partido apoiou a eleição de Arthur Lira (Progressistas-AL), aliado de Bolsonaro, como presidente da Câmara. Deputado de primeiro mandato, Roma é muito ligado a ACM Neto e sua indicação poderia sair carimbada como uma indicação para atender o herdeiro político do “carlismo”, que dominou a política baiana desde a época de seu avô Antônio Carlos Magalhães.

No ano passado, Bolsonaro esteve em Vitória da Conquista (BA) e elogiou o “velho ACM”. Além do Onyx, o partido tem outro filiado como ministro, a deputada Tereza Cristina, da Agricultura. Ambos, porém, são escolhas do presidente e não indicações partidárias. Apesar de rejeitar os “extremos” na política há pelo menos quatro anos, Neto tem dito que não pode, ainda, rechaçar aliança com Bolsonaro para as eleições de 2022, nem com outros nomes de centro.

Em vídeo divulgado, ontem, ele negou que vá aceitar compor uma chapa presidencial como candidato a vice-presidente em 2022. “Não serei candidato a vice-presidente da República de Bolsonaro nem de nenhum outro candidato”, disse o ex-prefeito da capital baiana. Neto disse que jamais aceitou “discutir ou negociar cargos ou espaços” e que o DEM não tem interesse em virar base do governo, apesar de o Planalto considerar o partido aliado. O presidente do DEM está sob pressão por efeito das traições na bancada federal do partido.

Julgamento – O Superior Tribunal de Justiça marcou para a próxima terça-feira o julgamento dos três recursos apresentados pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) no caso das “rachadinhas”. O senador espera anular a quebra de sigilo bancário e fiscal e o compartilhamento de informações entre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e o Ministério Público do Rio de Janeiro. Inicialmente, o julgamento seria realizado em novembro de 2020, quando os processos começaram a ser analisados pela 5ª Turma do Tribunal.

Sebá na liderança – Depois de Renildo Calheiros (PCdoB) e Danilo Cabral (PSB), ontem foi a vez do Avante confirmar o deputado pernambucano Sebastião Oliveira líder na Câmara. O Estado passa a ser, assim, três líderes com amplas chances de projeção nacional. Ex-presidente estadual do PL, Sebá, como é mais conhecido, terá a responsabilidade de liderar uma bancada de oito parlamentares. Para chegar lá contou com o apoio decisivo do presidente nacional da legenda, o mineiro Luís Tibé, de quem é amigo pessoal. Com certeza, Sebá, que é sobrinho do ex-deputado Inocêncio Oliveira, dará conta do recado, porque já goza de excelente trânsito na Casa.

FUNDEB ameaçado – O Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) corre o risco de ficar sem verba a partir de março por causa do atraso do Congresso em aprovar o Orçamento de 2021. O Governo precisa repassar R$ 14,4 bilhões para o fundo educacional, o que representa 73% da quantia total do programa para este ano. Os valores destinados ao Fundeb são destinados a escolas públicas de educação básica em todo o País. Além de ajudar a manter a infraestrutura das instituições de ensino, o fundo auxilia no pagamento dos salários dos professores da rede pública. O fundo se tornou permanente em 2020 por meio de uma emenda à Constituição.

Morte absurda – A enfermeira Adriana Grade, de apenas de 24 anos, morreu depois de tomar uma injeção em um hospital da rede pública em que trabalhava, na Zona Norte do Recife. Ela atuava há cerca de um mês no Bloco Cirúrgico do Hospital dos Servidores de Pernambuco (HSE), unidade gerenciada pelo Governo, que confirmou, por meio de nota, a morte após "o uso de medicação intravenosa". O caso ocorreu na quinta-feira ´passada e no dia seguinte o corpo da jovem foi sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. Uma sindicância foi aberta pelo hospital para investigar o fato e apurar a causa da morte de Adriana.

O jogo de Lula – Fernando Haddad aceitou ser o candidato do Partido dos Trabalhadores à presidência em 2022. A declaração ocorreu em entrevista realizada à TV 247. De acordo com Haddad, o fato ocorreu após uma conversa com Lula, diante do impasse sobre os direitos políticos do ex-presidente. Haddad, no entanto, teria feito uma ressalva. Caso Lula recupere seus poderes políticos, receberia total apoio. Trata-se de uma jogada de Lula. Na verdade, o ex-presidente sonha 24 horas em restabelecer os seus direitos políticos, cassados pelo seu envolvimento na Lava Jato, mas enxerga pela frente um cenário quase que impossível de ser revertido.

CURTAS

REAÇÃO – A escolha de Fernando Haddad pelo ex-presidente Lula como candidato à Presidência da República em 2022 pelo Partido dos Trabalhadores (PT) gerou uma reação de Guilherme Boulos nas redes sociais. “Defendo que a esquerda busque unidade pra enfrentar Bolsonaro. Para isso, antes de lançar nomes, devemos discutir projeto”, diz o Coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), que foi candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL e que também disputou a Presidência em 2018.

PISADA DE BOLA – O líder do Governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR), abriu uma crise política ao ameaçar “enquadrar” a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Barros afirmou ao Estadão que os diretores da agência estão “fora da casinha” e “nem aí” para a pandemia de covid-19. Acabou recebendo um pito do presidente Bolsonaro, que saiu em defesa da Anvisa.

Perguntar não ofende: Quanto tempo resta a Marília Arraes no PT? 


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Fernandes

Fascismo não se discute, se destrói. Fora Bolzonaro! Fora marcos de camaragibe Bundeiro a Lolita mamador de piroca.

Fernandes

Mas afinal, você quer que seu filho seja Gay? ............. Então é só pedir para o marcos Bundeiro a Lolita de camaragibe, mamador de piroca cartilha marcos de camaragibe. Simples assim.

marcos

Fernando Haddad o nosso Kit Gay já avisou que se eleito for, trocará o verde e amarelo da bandeira Brasileira pelo Rosa Pink. A Bicha é poderosa.

marcos

Lula o Ladrão Alcoólatra que faz piadas com o nome de Deus.

marcos

Pergunta que não quer calar: Por que nenhum candidato a prefeito nas eleições de 2020 quis Lula no Palanque?.............. EEEEEi o Carniça tá Podre!




05/02


2021

Coluna da sexta-feira

Um salto de qualidade

Pernambuco sempre esteve na vanguarda em enviar para Brasília, seja para a Câmara ou o Senado, nomes que venceram a barreira do provincianismo e se constituíram em grandes lideranças nacionais. Foi assim com Marco Maciel, Inocêncio Oliveira e Severino Cavalcanti, eleitos presidentes da Câmara dos Deputados. Maciel, sempre à frente de todos, virou um dos ícones nacionais do centro-direita, pela destacada capacidade de articulação política na construção da Nova República, com a eleição indireta de Tancredo Neves.

Chegou à Vice-Presidência da República por dois mandatos, na chapa que elegeu e reelegeu Fernando Henrique Cardoso. Afastado da vida pública por problemas de saúde, faz muita falta ao País. Num determinado momento da República pós ditadura, Pernambuco chegou a ocupar cinco Ministérios, a presidência da CEF e o comando da Receita Federal. Teve até governador do Distrito Federal, o ex-senador Cristovam Buarque, e uma penca de lideranças no Congresso.

Entre os anos 80 e 2000 passaram pelo Congresso nomes pernambucanos que deram uma grande contribuição ao debate nacional, como Miguel Arraes, Roberto Freire, Jarbas Vasconcelos, Cristina Tavares, Egídio Ferreira Lima, Maurílio Ferreira Lima, Osvaldo Lima Neto, Fernando Lyra, Eduardo Campos, Ricardo Fiúza, ex-ministro, líder do Centrão, Carlos Wilson, ex-ministro, o próprio Inocêncio, Roberto Magalhães, Sérgio Guerra, Nilo Coelho, Mendonça Filho, Armando Monteiro, Osvaldo Coelho, Fernando Bezerra Coelho, José Murilo, Gustavo Krause, Tabosa de Almeida, José Mendonça, José Jorge e Joaquim Francisco, Thales Ramalho, Cid Sampaio e Armando Monteiro Neto.

Uma galeria e tanto! Mas nos últimos anos, sobretudo a partir da morte de Eduardo Campos, o Estado perdeu protagonismo na política nacional. A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados trouxe um alento ao Estado com a garantia de três postos: a primeira-secretaria, que passa a ser dirigida pelo presidente do PSL, Luciano Bivar; a segunda-secretaria, com a petista Marília Arraes, que contrariou o seu partido; e, por fim, a segunda-vice presidência, com o macielista André de Paula.

Também saem da província para a cena nacional os deputados Danilo Cabral (PSB) e Renildo Calheiros (PCdoB), ambos eleitos líderes dos seus respectivos partidos. Serão as vozes também do Estado no embate da pauta congressual. São representantes de legendas que estão do outro lado do balcão, na oposição ao Governo Bolsonaro. Não alavancam recursos para o Estado, mas podem apontar os caminhos mais urgentes e necessários em defesa dos mais altos interesses do povo brasileiro, com olhos voltados para Pernambuco.

Reforma já – Os recém-eleitos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) afirmaram, ontem, que pretendem ter a proposta de reforma tributária aprovada nas duas casas do Congresso em até oito meses. Eles tiveram encontro com o presidente da comissão mista que analisa o pacote de mudanças no sistema tributário, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e com o relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). “A comissão mista concluirá seu trabalho até o final de fevereiro, com a apresentação do parecer por parte do deputado Aguinaldo, ouvindo os demais membros, que poderão sugerir acréscimos, supressões, críticas ao parecer”, disse Pacheco.

CPI do corona – O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou, ontem, um requerimento para abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Senado para investigar as ações e omissões do governo federal no combate à pandemia de covid-19. “Precisamos investigar as responsabilidades por trás do morticínio causado pela pandemia e o Senado Federal certamente contribuirá para elucidar as causas com a instalação da CPI do Coronavírus”, disse o senador. Para que seja aceita a abertura da comissão, o requerimento precisa de pelo menos 27 assinaturas. Para ser instalada, entretanto, ainda depende da leitura pelo presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), aliado do Governo.

Sistema híbrido – A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados discutiu, ontem, voltar a cobrar presença física dos deputados. Em 2020, foi inaugurado um sistema que permite aos congressistas participar das sessões fora de Brasília para evitar aglomerações no plenário. O 2º vice-presidente da Casa, André de Paula (PSD-PE), disse na saída da reunião que a hipótese estudada é que os deputados que não integram grupos de risco para agravamento da covid-19 passem a registrar presença fisicamente. Mas poderiam participar das sessões de fora do plenário.

Retrocesso – O ex-deputado Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania, admitiu, ontem, em Brasília, que a eleição de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara – em uma derrota de Baleia Rossi (MDB-SP) e do ex-presidente da casa Rodrigo Maia (DEM-RJ), que não conseguiu eleger o emedebista como seu sucessor – causou um desarranjo na articulação de centro que vem sendo formada tendo em vista a disputa presidencial de 2022. "Esse processo que estava existindo do ponto de vista de 2022 – discussões sobre alternativas, que tipo de articulação e de aliança que estava surgindo – isso mudou, sofreu um retrocesso”, destacou.

DEM sinaliza apoio – O presidente nacional do DEM, ACM Neto, disse, ontem, ao jornal Folha de São Paulo, que não há compromisso com nenhum dos possíveis candidatos à Presidência para 2022, mas que o partido não descartou nenhuma possibilidade também, incluindo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB). Afirmou que o DEM não apoiará “extremos” para a próxima eleição e que não pode descartar “inteiramente a possibilidade de estar com Bolsonaro”. O ex-prefeito de Salvador indicou também que essa é uma decisão que vai levar em conta a postura do presidente nos próximos dois anos de mandato.

CURTAS

PAU EM MAIA – Num evento, ontem, em Florianópolis, o presidente Bolsonaro voltou a bater no ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia. "Temos diferença e alguns senões, mas acredito, em especial depois dessas eleições, que a começar de 1º de fevereiro o Parlamento deu sinais que quer trabalhar e não quer ficar refém de uma só pessoa", afirmou, sem citar diretamente o ex-chefe da Câmara.

GRANDES FORTUNAS – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o novo líder do PSB na Câmara dos Deputados, Danilo Cabral, propôs que o Governo Bolsonaro coloque em discussão e na prática a proposta de taxação das grandes fortunas para garantir a arrecadação necessária à reativação do auxílio emergencial destinado às camadas mais pobres da população. "Outros países, como o Chile, obrigaram os ricos a pagarem mais impostos. O Governo tem que tirar de quem acumula rios de dinheiro e sonegam", afirmou.

Perguntar não ofende: Sem ambiente em Brasília, Rodrigo Maia vai aceitar ser o secretário de Governo de Doria em São Paulo


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Fernandes

Centrão mostra que não aceitará migalhas de Bolsonaro. O centrão não vai se contentar com cargos decorativos, diz o jornalista Bernardo Mello Franco. Exigirá pastas de alto orçamento e com potencial para turbinar candidatos em 2022. Quero o cabaré pegar fogo.

marcos

Você quer que seu filho seja Gay? É fácil fala com Haddad que ele te envia a cartilha Gay!

marcos

Fernando Haddad, o pai do Kit Gay. ...........................................................O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira em São Paulo que o controverso kit Gay será reformulado e enviado a professores da rede pública de ensino até o fim deste ano. O anúncio acontece um dia depois de a presidente Dilma Roussef criticar o conteúdo do material, que ainda está em fase de avaliação pelo MEC. De acordo como Haddad, os vídeos do projeto serão refeitos e distribuídos a professores do ensino médio de escolas onde houver registro de casos de homofobia. O ministro afirmou que ainda está em discussão se serão mantidas as diretrizas que guiaram a formulação do material. “Essa será uma discussão técnica, que contará com a participação de especialistas no assunto”, disse Haddad, que esteve em São Paulo para a inauguração do Campus de Osasco da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com o ministro, as mudanças no chamado “kit-gay” não vão onerar o estado, uma vez que o convênio firmado entre o MEC e as ONGs responsáveis pelo kit previa a possibilidade de alterações. “O custo original de 1,8 milhão de reais

marcos

Kit gay” preparado pela gestão de Fernando Haddad na educação foi o primeiro a propor “transgêneras” em banheiro feminino. Esse rapaz sempre dando boas idéias…Reinaldo Azevedo.

marcos

Já começou o arranca rabo da esquerda. Pega fogo o Cabaré Canhoto. kkkkkkkkkkkkkk




04/02


2021

Coluna da quinta-feira

O São João e as críticas a Maia

Único ministro pernambucano no Governo Bolsonaro, Gilson Machado Neto, do Turismo, deu uma longa entrevista ontem, direto de Brasília, ao Frente a Frente, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Hits 103,1 FM, no Grande Recife. Apesar do gabinete apinhado de gente para audiência, Gilson me recebeu fora de agenda, dispensou o tempo que necessitava para a entrevista e antecipou boas informações.

Disse, por exemplo, que o Governo trabalha com o cenário de promover o São João, com destaque para Caruaru. Chegou até a brincar, informando que gostaria de tocar sanfona na abertura da festa junina na capital do forró, ao lado do presidente Bolsonaro. Para fazer o São João, segundo Gilson, o Governo vai acelerar a vacinação no País, para que, em pouco tempo, provavelmente até julho, toda a população seja vacinada.

"Vamos cumprir a meta de vacinação do ministro Pazuello (Saúde)", disse. O ministro falou ainda de outros assuntos, como a provável ida do presidente a Caruaru ou Garanhuns ainda este mês para inaugurar obras e anunciar medidas na área de infraestrutura viária. Recentemente, Gilson e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, sobrevoaram o entorno do Recife, entre a BR 101 e a 232, e chegaram a anunciar que o Governo pode retomar o projeto do Arco Metropolitano, para desafogar o trânsito naquelas áreas.

Gilson falou, também, da vitória do Governo no Congresso, que elegeu aliados para presidir a Câmara e o Senado. Para o ministro, não foi uma vitória do presidente Bolsonaro, mas da democracia. "Temos certeza de que as relações do Governo com o Congresso vão se dar em outra dimensão", afirmou numa crítica indireta ao ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Sobre Maia, aliás, Gilson relatou que ele criou dificuldades em todas as áreas do Governo, inclusive para o turismo. "Depois de muita pressão, ele botou em votação um projeto para impulsionar o fluxo turístico no País, mas deixou de fora um item importante que facilitaria a entrada de turistas estrangeiros no Brasil. "Maia agiu, em muitos momentos, para prejudicar o Governo. Não se pode tocar uma Casa Legislativa com atitudes pequenas", reclamou.

Gabinete concorrido – Na chegada ao gabinete do ministro do Turismo, ontem, no meio da tarde, encontrei sua antessala apinhada de gente a espera de audiência. Deputados, prefeitos, empresários, jornalistas, enfim, um amontoado de almas vivas. Tinha até uma delegação de Gramado, que havia ido ao gabinete para fazer uma foto. "É um dos ministros mais procurados da Esplanada", disse um deputado, que pediu para não ser citado. Ele foi encontrado na sala de espera com três prefeitos com propostas de projetos turísticos para os seus municípios.

Marília raçuda – Mais uma vez, em menos de seis meses, a deputada Marília Arraes enfrentou o PT e detonou. Sem o apoio do partido, foi eleita para a Mesa da Câmara. É a segunda-secretária para o biênio 2021-2022 pelos seus próprios méritos, sua enorme capacidade de articulação e seu espírito guerreiro. Marília já havia imposto uma derrota histórica ao PT ao disputar a Prefeitura do Recife nas eleições passadas contra a vontade de Humberto Costa e sua tropa de choque.

Líder derrotado – O deputado Alexandre Molon (RJ) chegou a manobrar para permanecer na liderança do PSB na Câmara dos Deputados, mas foi atropelado pela capacidade de articulação do deputado Danilo Cabral, novo líder, escolhido ontem pela unanimidade da bancada. No terceiro mandato consecutivo, Danilo terá oportunidade de virar liderança nacional. Vai depender muito da sua postura como um líder de oposição, despachando do outro lado do balcão. Carioca, Molon quis continuar líder recorrendo a uma malandragem que não vingou.

Mais Justiça – O presidente Jair Bolsonaro foi ao Congresso Nacional ler a mensagem que marca o retorno dos trabalhos do Legislativo. No texto, o chefe do Executivo afirmou que pretende trabalhar em harmonia com os congressistas. "O atual cenário em que o Brasil se encontra exige de todas as autoridades públicas uma atuação ainda mais coordenada, integrada, harmônica e fulcrada no espírito público para, juntos, construirmos um Brasil mais próspero e mais justo para todos”, disse Bolsonaro.

Investigação – O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou, ontem, que a Polícia Federal investigue um esquema de venda na internet de dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e de outras autoridades. A determinação de Moraes atende a um pedido feito via ofício pelo presidente do Supremo, ministro Luiz Fux.  A solicitação foi feita depois de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelar suposto esquema de comercialização de informações de autoridades.

CURTAS

XIITISMO EXACERBADO – Após os gritos de genocida por parte de alguns deputados xiitas da oposição, na chegada de Bolsonaro, ontem, ao Congresso, a base aliada reagiu gritando "mito" para o presidente. Bolsonaro, por sua vez, fez uma provocação: "Nos encontramos em 2022", afirmou, em referência ao período das próximas eleições presidenciais. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), eleito no cargo com apoio do Planalto, tentou acalmar os ânimos do plenário e pediu respeito. 

ATREVIDO – O radialista pernambucano Alberes Xavier, da Rede Agreste, foi o mais esperto dos que estavam cobrindo a sessão solene de reabertura do Congresso ontem. Infiltrou-se entre os deputados na comitiva de Bolsonaro, conseguiu fazer uma pergunta e ainda registrar o momento com uma foto ao lado do presidente na rampa de entrada do Congresso.

Perguntar não ofende: Por quanto mais tempo Marília Arraes ficará no PT?


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Fernandes

Sem o PT no governo: Desigualdade é a maior em sete anos. Além disso, o salário mínimo não tem ganhos reais desde 2015. Quem não está achando bom é marcos Bundeiro Lolita de camaragibe, o queima rosca.

marcos

De Fernando Vaisman (Bituca Von Wittgenstein)....................... Como faz tempo que eu não escrevo, já que os ganchos do Face não me permitem mais e como a noite de ontem foi emblemática por conta da vitória do governo nas eleições dos presidentes das duas casas legislativas, eu decidi voltar às raízes e fazer um textão. . Ontem, após o resultado das votações, muita gente veio me perguntar como eu acertei os resultados quase que na mosca (inclusive, os placares), mesmo tendo feito as minhas análises há uns três meses para a Câmara e há mais de um mês para o Senado. Além disso, muita gente veio me perguntar se eu não estaria preocupado com os presidentes eleitos e se eles seriam fiéis ao presidente. . Bom, diante disso, serve este texto para mostrar para vocês como se faz uma análise de jogo político e, ao final, passo as minhas impressões acerca da fidelidade, ou não, dos eleitos. . Pois bem. Como eu já disse aqui mais de um milhão de vezes, apesar do grande crescimento do interesse da população em geral em relação aos desdobramentos políticos, analisar cenário político é uma ciência e, acredite, das mais difíceis. De forma bem resumida, se você quiser aumentar as suas chances de acertar (óbvio que sempre poderá errar), é necessário seguir um passo a passo que, basicamente, compreende 4 etapas: . (i) esqueça qualquer tipo de vaidade – você tem que analisar as coisas não para mostrar que é o fodão ou que sabe tudo, mas sim para ajudar as pessoas a entenderem como o jogo é jogado e, assim, humildemente, voltar atrás quando necessário e saber sempre que há elementos que você ainda não teve acesso - ng sabe tudo; . (ii) desconecte-se de ABSOUTAMENTE todos os canais de mídia e opiniões de supostos especialistas – você verá que a mídia está lá apenas para turvar sua visão e os tais “especialistas”, na verdade, não sabem porra nenhuma (nunca sabem); . (iii) nunca analise fatos isolados e sim uma sequência de fatos – Política é filme e não foto; e . (iv) se necessário, ajuste as expectativas – na Política, o imponderável (morte, escândalo, etc) sempre está presente e, portanto, temos que ter a humildade de reconhecer que podemos ter que alterar o curso da análise, bem como reconhecer que, às vezes, faltam subsídios para estampar uma opinião (é um pouco do que eu disse no item (i), mas vale o destaque). . Tendo isso em mente, vou explicar como eu sabia que o presidente iria emplacar os presidentes da Câmara e do Senado. Confesso que o movimento do Senado foi mais difícil de ler, mas é por conta de particularidades daquela casa que eu falo no momento adequado. . Como eu já escrevi antes e eu fui debochado por muita gente que achava que eu estava inventando coisas ou que era otimista demais, não foi o governo que se aproximou do Centrão, mas sim o contrário. Se me permitem, vou fazer um breve histórico de como era para ser o governo JB antes da pandemia e como tem que ser agora, durante a pandemia e logo após o seu fim. . JB foi eleito prometendo mudar o jeito de governar. Sempre atacou a cooptação derivada do presidencialismo de coalisão, que, na prática, significa comprar apoio dos parlamentares com verbas e cargos. Nesse sentido, vale lembrar que a CF foi desenhada por parlamentaristas e, assim, muito poder foi dado ao Legislativo. Para melhorar, ainda, o aparelhamento do Judiciário que ocorreu nos anos de PT, enquanto dormíamos, fez com que o poder do Executivo fosse completamente esvaziado. Dessa forma, para se governar no Brasil, criou-se uma arapuca que é a necessidade de se governar com o Congresso ou, simplesmente, não governar de jeito algum (Collor e Dilma - 2o mandato - tentaram e o que aconteceu?). Se tivéssemos bons parlamentares eleitos, poderíamos pensar em aglutiná-los em torno de um bom projeto, mas como sabemos que eles só estão interessados com seus próprios umbigos, esqueça, ou você os compra ou você não governa. Essa é a regra. . Há alguma exceção a essa regra? Sim, há! Os 6 primeiros meses do mandato do presidente se ele for eleito de forma maciça pela população, que foi, justamente, o que ocorreu com JB em 2018. Portanto, JB sabia que poderia iniciar seu mandato com força total e o Congresso seria obrigado a engolir goela abaixo suas reformas. O que pensava o governo? Formar um ministério técnico (como nunca antes visto), contar com a opinião pública para empurrar as reformas econômicas goela abaixo do Congresso (lembrem-se das manifestações pela Reforma da Previdência) e, com isso, no final de 2019, início de 2020 a economia decolaria. Com a economia decolando, amigão, esquece todo o resto, porque não há ninguém que ousa bater num governo em período de prosperidade econômica. . O plano seguia perfeitamente bem, mas aí veio a puxada de tapete que foi a pandemia. Dali para frente, tudo mudou e o que se viu é que o presidente e sua equipe acabaram errando na estratégia. Deveriam ter seguido o único que teve essa visão, o Dep. Luiz Phillipe (o Príncipe), que disse que antes de qualquer reforma econômica, era necessário reformar o Judiciário. Pois bem, se o governo tivesse usado a força popular, pode ter certeza que teria reformado o Judiciário e colocado os urubus nos seus devidos lugares, mas não foi o que ocorreu e, no final das contas, o que acabou acontecendo? O STF boicotou tudo e destruiu os planos governistas, em especial quando determinou que cabiam aos prefeitos e governadores decidirem o que era melhor para tratar a pandemia. Resumo da ópera: a CGU estima que 65% dos recursos destinados aos estados e municípios foram DESVIADOS e o problema não acaba nunca. Para piorar, mesmo com todo esse plano sórdido, a culpa ainda é jogada nas costas do presidente, o que acabou causando, além da crise sanitária e econômica, uma relevante crise política. . Dali para frente, insistir na mesma estratégia seria suicídio. Você pode ter ficado triste com a aproximação do governo junto ao centrão, mas eu te garanto que se ela não tivesse ocorrido, em 2022, a esquerda estaria de volta ao poder, fosse a esquerda mais radical, fosse uma esquerda mais polida. . Então, o que restou? Fazer Política. Era isso ou naufragar. Mas como eu disse, JB, ratazana velha e conhecedor do que é a política brasileira na essência, usou de uma outra estratégia e, ao invés de pedir pinico para os caciques do centrão, inverteu o jogo e foi conquistando popularidade no território deles, em especial NO e NE. . Eu comecei a ver esse movimento lá para maio do ano passado e, em agosto, eu já tinha certeza absoluta que o governo iria eleger o presidente da Câmara. No Senado, as coisas iriam demorar mais um pouco para se mostrarem. . Mas como eu descobri isso? Eu á disse: se você quiser entender para onde a Política vai, nunca olhe para as pessoas que querem a cadeira do presidente da república. Olhe, justamente, para aqueles que não querem. E pq isso? Pq os que querem agem justamente para atingir esse objetivo, enquanto os que não querem não fazem força alguma, mas apenas andam conforme a maré. . Vou ensinar a vocês como ler o que vai acontecer no país inteiro, analisando, apenas, o que acontece em um pequeno estado. Peguemos o simplório Piauí. Bom, o Piaui, como quase todo estado do Nordeste, é dividido entre esquerda (por conta dos anos e anos de política assistencialista) e os coronéizões da área, como Ciro Nogueira (PI), Ciro Gomes (CE), ACM (BA), Sarney/Jader (MA) e por aí vai...Os tais coronézões se aliam a esquerda quando a esquerda está mais forte e o fazem justamente porque seu objetivo é um só: permanecerem no poder. Só isso que querem. . Vamos voltar ao Piaui? Pois bem. O Governo do Piaui é do PT. O Wellington Dias é o governador e o nosso querido amigo do centrão, Ciro Nogueira, era seu aliado desde o começo de seu mandato. Assim, o estado era dividido entre eles. Acontece que no dia 5 de agosto de 2020 foi noticiado que o Ciro abandonaria o Wellington e deixaria de apoiar o governo. Mas pq vc acha que ele fez isso? Fez pq sabia que a esquerda estava enfraquecida e a força bolsonarista estava tomando o estado. Assim, cordialmente, o Ciro Nogueira pulou do barco e passou a apoiar o presidente. Sabe qual foi o resultado? Nas eleições municipais, o PP saltou de 40 prefeituras em 2016 para 83 em 2020 e, assim, ficou com mais do que o dobro das prefeituras do MDB e PSD e mais de 3x mais prefeituras do que o PT. . Percebeu que o Ciro Nogueira e os demais caciques do centrão viram que eles precisavam mais do JB do que o contrário? E, assim, eles se aproximaram. E qual a vantagem de inverter o jogo? Simples: todo apoio no Congresso custa e custa caro, mas, ao inverter o jogo, o governo pode negociar com ais cartas na manga e, assim, ceder menos. . Um adendo importante aqui. O Centrão não busca holofote. Eles, que são os verdadeiros reis da Política brasileira, mantém-se no poder desde que o Brasil é Brasil, justamente porque agem na surdina. Nãos querem exposição. Mantém-se no poder porque exploram um povo pobre que não tem opção de votar por ideologia, mas apenas por um prato de comida. Agora, o preço que o Centrão paga é não ter popularidade. E é por isso que, às vezes, precisam se apegar às figuras mais carismáticas, como fizeram com o Lula no passado e agora fazem com JB. Acontece que, pela primeira vez, com todas as mudanças de conscientização política tidas no país, o centrão vai provar um pouco da popularidade do JB. Ou vc acha que o Roberto Jefferson está popular pq? E o Lira então? Ng sabia quem ele era há 6 meses e hoje é herói nacional. Percebeu a força do JB? E não se enganem, os caras vão adorar provar dessa popularidade e vão se lambuzar com ela. O cara que só quer manter seu curral eleitoral e que o fazia na base da opressão, ser aclamado pelo povo é novidade e isso, certamente, será viciante para eles. Vão querer mais disso, mas sabem que essa mágica acaba com um estalar de dedos do JB. Ora, se JB acabou com o herói nacional Moro, imagina como não e fácil aniquilar o não tão popular Lira, por exemplo? Percebeu como o jogo é bruto? Percebeu no golaço que o JB fez na Câmara? . Mas, calma que melhora. Esses caras que agora apoiam o governo já sabem do poder popular que JB tem. No mais, eles vão disputar 2022 e, portanto, não podem nem ser loucos de se meter em confusão ou atrapalhar o governo. Se forem pegos roubando ou boicotando o presidente, dão adeus à reeleição. Por isso, eu falo tranquilamente: GANHAMOS A CÂMARA! Podem ficar tranquilos! . Agora, no Senado, o jogo é mais complexo. Primeiro lugar, diferentemente da Câmara, no Senado não há um bloco dominante e o alto clero (leia-se políticos relevantes de DEM e MDB) dão as cartas. Segundo, apenas 1/3 das vagas do Senado estarão em jogo em 2022 e, portanto, a pressão popular ali funciona menos. E terceiro, 19 dos últimos 22 presidentes do Senado (contando com o Pacheco, que é de RO, mas eleito por MG) vieram do NO e NE. Isso devido à representatividade, já que se elegem 3 senadores por estado, independentemente da população e, assim, a bancada do NE junto com a do NO elegem 48 dos 81 senadores. Ou seja, ali o jogo é outro. . De qualquer forma, o governo articulou e conseguiu eleger o Pacheco. Muitos falaram que o candidato foi apoiado pelo PT tb, mas, sinceramente, tenho minhas dúvidas, até mesmo pela ausência do Jacques Wagner na votação de ontem. De qualquer forma, a situação no Senado não é tão limpa quanto na Câmara. Então, limpa o nojinho um pouco, para de pensar com o fígado e vem para a turma do cérebro. O que tem que fazer o governo numa situação dessas? Garantir o apoio do presidente b b do senado, certo? Sim, mas como? Infelizmente, dando um ministério para o DEM. Ladies and gentleman, é por isso que ou Minas e Energia ou Integração Regional vão para as mãos do DEM, do Alcolumbre, sendo que o ministro está com cara de ser o Marcos Rogério. Podem reclamar a vontade, mas ou é isso ou é o país parado por mais 2 anos, o que faz com que a Esquerda possa voltar contudo. Infelizmente, precisamos ter uma lista de prioridades e, na minha, certamente, a prioridade número 1 é afastar a esquerda do poder, não por revanchismo ou birra, mas pq a Esquerda elimina qualquer chance de termos um país melhor mais para frente. O Centrão não. O Centrão dá para controlar e usá-los para avançarmos naquilo que sabemos que é importante. Eles jogam o jogo se deixarmos eles rirem um pouco. . Estou falando para deixarmos os caras roubarem? Não! Estou falando para fazermos vistas grossas com a corrupção? Não! Estou falando em deixarmos eles colherem os louros da vitória quando o governo decolar. Qqquer ministro do JB num governo exitoso sabe que está com o futuro garantido. É o que eu mais queria? Não, mas vc viu que depois da puxada de tapete era isso ou devolver o país na bandeja pra Esquerda. Estávamos começando a limpar a casa, mas quebraram as nossas pernas e hoje sequer conseguimos sair da cama. Estamos aleijados. Precisamos voltar a andar, antes de retomar a faxina. Esse é o movimento que estamos fazendo e, por isso, não caiam nas narrativas que serão plantadas de que devemos ir para cima de impeachment de ministro do STF, pautar prisão em 2ª instancia ou fim do foro. Isso não é para agora! Isso é para depois de 2022. Até lá, precisamos recuperar a economia, senão, em 2022, sequer teremos chance de sonhar com essas pautas. Sejam espertos, abandonem ideologias e devaneios juvenis e tentem entender como se joga o jogo. Precisamos de 2 anos de PAZ INSTITUCIONAL para aprovar os projetos que são ESSENCIAIS para nossa SOBREVIVÊNCIA. E não tenha medo do STF. Ele vai atrapalhar um pouco, mas, acredite, o STF morre de medo do Congresso. Para quem não sabe, Senador pode afastar ministro do STF durante seu mandato, mas ministro do STF só afasta senador e deputado durante seu mandato, com o aval das casas legislativas. E quando acaba o mandato, acaba o foro e o processo vai para 1ª instancia, ou seja, sai das mãos do STF. Resumo da ópera: quem ganha a queda de braço entre Legislativo e STF é o Legislativo. . Agora, se você se decepcionou com o que eu disse, sinto lhe informar, mas a culpa é TODA SUA que deixou o país chegar onde chegou. Agora, aguenta, seja paciente, ajude seu país a sair dessa, mesmo que, para isso, tenha que sujar as mãos e, principalmente, APRENDA A VOTAR, para que, em 2022, consigamos dar um bom congresso (ou, pelo menos, um melhor congresso) para JB e, aí sim, exigirmos dele tudo aquilo que ele estava fazendo antes de tomar a invertida. . Tirem as crianças da sala, que agora o jogo é de gente grande!

marcos

Sem o PT no governo: Desigualdade é a maior em sete anos. ........................ Só lembrando que o PT faz só quatro anos que o PT saiu do poder, logo a desigualdade começou com o governo do PT

marcos

O governo do presidente Mito Jair Bolsonaro entrega ponte que liga Sergipe à Alagoas. É a esquerda atrapalhando o Brasil e o nosso Mito Trabalhando.

marcos

Que Deus te Abencôe meu irmão Nehemias!




03/02


2021

Coluna da quarta-feira

PE com força na Mesa

Após um tremendo mal-estar, fruto de uma decisão unilateral e surpreendente do novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), dissolvendo o bloco formado pelo ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), será eleita, hoje, finalmente, o restante dos dirigentes da Câmara. A bancada de Pernambuco volta a ter um espaço destacado.

Presidente nacional do PSL, o deputado Luciano Bivar assume a Primeira-Secretaria, cargo que na primeira votação estava destinado ao PT, representado pela deputada Marília Arraes. A Primeira-Secretaria é a Prefeitura da Casa, orçamento de R$ 6 bilhões, cobiça de todos os partidos. Já o deputado André de Paula, que foi líder do PSD na Câmara, passa a dar as cartas na Segunda Vice-presidência, enquanto a petista Marília Arraes toma as rédeas da Segunda Secretaria.

O atual presidente da Casa diz que o antigo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não poderia ter validado o grupo de Baleia Rossi, de quem era aliado. O deputado do PP argumenta que houve perda de prazo. Aliados de Baleia afirmam que o sistema eletrônico de registro apresentou defeito e que isso causou o atraso.

Os blocos servem para dividir os cargos na Mesa. Antes do indeferimento do bloco, o grupo de Lira teria três titulares (além do próprio Lira na presidência) e o de Baleia, outros três.

Quando Lira indeferiu o bloco de Baleia Rossi, a votação para os cargos da Mesa já tinha sido realizada. Ele pode fazer a manobra porque os votos para presidente são apurados antes dos demais. E o eleito conduz a contagem dos outros postos. O motivo para a eleição ter sido adiada para hoje foi a reação dos partidos prejudicados pela atitude de Lira, considerada ditatorial pelo bloco de esquerda. A mais prejudicada, Marília chegou a dizer que perdeu a Primeira-Secretaria por força de um verdadeiro golpe.

Volta por cima – Em 2006, candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, o pessedista André de Paula, cria de Marco Antônio Maciel, sofreu profunda decepção: não conseguiu reeleger-se. Entrou para o cemitério dos vivos mortos na política, mas com o tempo fez as pazes com as urnas. Perfil diplomático, excelente articulador, André passou a viver um mundo mais colorido à sua frente no Congresso, sendo escolhido líder do PSD na Câmara. O desfecho do seu retorno ao poder em definitivo se deu ontem com sua eleição para segundo-vice-presidente da Câmara.

Música no Fantástico – Potencial candidata ao Governo de Pernambuco, a deputada Marília Arraes foi rifada pelo PT em 2018. Dois anos depois, era dada como eleita prefeita do Recife e perdeu no segundo turno. Na última segunda-feira, dobrou o PT e carimbou seu passaporte para a Primeira-Secretaria da Câmara. Havia virado a prefeita da Casa, mas de última hora o novo presidente da Câmara, Arthur Lira, melou o jogo e, segundo ela própria definiu como golpe, cassou sua eleição de mandante da Casa. Deputados que ajudaram Marília a ficar na mesa, agora como segunda secretária, dizem que ela já tem direito a pedir música no Fantástico.

Paraíba no poder – Sem impasse, como se deu na Câmara, o Senado elegeu, ontem, a sua Mesa Diretora para o biênio 2021-2022. Normalmente, há acordo e candidatos únicos para cada um dos dez cargos em disputa. Dessa vez, entretanto, houve concorrência para a 1ª vice-presidência. PSD e MDB, que são as duas maiores bancadas do Senado, lançaram candidatos. Lucas Barreto (PSD-AP) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) disputaram. Veneziano saiu vencedor por 40 a 33.

O primeiro encontro – O presidente Jair Bolsonaro receberá, hoje, os novos presidentes da Câmara e do Senado – Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), respectivamente – para tentar acertar uma agenda comum entre o Executivo e Legislativo. O encontro será a primeira oportunidade pós-pleito de o governo fazer com que os eleitos sejam mais amigáveis às políticas do Planalto. Além do encontro com Bolsonaro, Lira e Pacheco acertam uma breve reunião de trabalho com o ministro Paulo Guedes (Economia). Nesse campo, espera-se que as pautas defendidas pelo czar da Economia avancem neste ano. É o que a equipe chama internamente de “limpar a pauta”.

Parou na Justiça – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deu 10 dias para Arthur Lira (PP), eleito novo presidente da Câmara, explicar sua decisão de anular o bloco do deputado Baleia Rossi (MDB). Com a manobra, Lira pode passou a ter cinco aliados entre os seis titulares dos cargos em disputa na Mesa Diretora. Com maioria entre os sete integrantes titulares do colegiado, o presidente (ele próprio 1 dos 7) tem maior liberdade para tocar os projetos que desejar dentro da Casa. A decisão de Toffoli atendeu a mandado de segurança ingressado pelos partidos no STF para contestar a medida tomada por Lira. O ministro ainda pediu parecer da PGR (Procuradoria Geral da República) e permitiu que a AGU (Advocacia Geral da União) também faça parte da ação caso tenha interesse.

Enfim, no Congresso – Com a vitória dos candidatos apoiados pelo Governo no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro prestigia, hoje, a sessão solene que marca o início dos trabalhos no Legislativo, marcada para às 16 horas. A presença do chefe do Executivo é um aceno a Arthur Lira (PP-AL), novo presidente da Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que comandará o Senado. Essa é a primeira vez que Bolsonaro irá ao Congresso desde que assumiu a presidência. A participação do presidente na sessão de foi confirmada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). A presença do chefe do Executivo na primeira sessão do ano do Congresso, porém, não é regra. O presidente pode ser substituído pelo ministro da Casa Civil, atualmente general Braga Netto, além de mandar outros representantes do governo, como o vice-presidente Hamilton Mourão, que compareceu à solenidade em 2019. 

Poder é destino – O deputado federal Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, nessa disputa por espaços na Mesa, veste o estereótipo da velha filosofia de que poder é destino. E sorte também. Na primeira eleição, na segunda-feira, era dada como certa a sua derrota para o deputado Victor Hugo, ex-líder do Governo Bolsonaro. Com a reviravolta, virou candidato único à Primeira-Secretaria na eleição de hoje, tudo por causa de um entendimento fechado por Lira junto aos líderes partidários.

CURTAS

ALIMENTOS – O senador Randolfe Rodrigues (Rede–AP) entregou à 1ª Vara Federal Cível, da subseção judiciária do Distrito Federal, ação popular que pede liminar que impeça o Poder Executivo de realizar compras de alimentos considerados não essenciais para a subsistência. Além disso, é solicitado que o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) sejam intimados a tomar ciência do caso e abrir as investigações cabíveis. O processo é o terceiro protocolado pelo senador em relação à revelação dos gastos de R$ 1,8 bilhão pelos órgãos do Executivo com alimentos.

FESTANÇA – Após ganhar a eleição e se tornar o novo presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) fez uma festa em um bairro nobre de Brasília. Lira e os convidados não usavam máscaras para prevenir o contágio por Covid-19. Na celebração, deputados, amigos e assessores do novo presidente da Câmara se aglomeraram e, em diversos momentos, trocaram abraços e apertos de mão. Um dos convidados era o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Perguntar não ofende: Danilo Cabral foi rifado para líder do PSB?


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Fernandes

Biden recebe dossiê pedindo que EUA cortem relações com governo Bolsonaro.

marcos

Manda Biden pra pqp. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

marcos

Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Câmara, Senado e Presidência. Agora vai.

Fernandes

Biden recebe dossiê pedindo que EUA cortem relações com governo Bolsonaro.

Fernandes

adora um fuchico. Cruzes. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. FUXICO, viado safado de camaragibe, aprende português.




02/02


2021

Coluna da terça-feira

Pisou em Maia e atingiu Marília

Além da acachapante derrota imposta ao bloco da oposição, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tomou uma decisão, ontem, logo após proclamado eleito, que humilhou politicamente o agora ex-presidente presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), anulando os efeitos do bloco partidário criado por Maia que definiu a ocupação dos cargos na Mesa Diretora com base na proporcionalidade dos partidos na Casa.

Isso implica, na prática, na anulação da votação dos demais cargos de direção. O partido mais prejudicado foi o PT, a quem coube, pelo bloco definido por Maia, a Primeira-Secretaria, tendo sido indicada a pernambucana Marília Arraes, que já festejava sua vitória. Marília enfrentou as bravatas do PT, que não queria seu nome, e saiu da condição de candidata avulsa à oficial, bancada pelo grupo e não pelo PT.

Hoje, pela decisão de Lira, haverá uma grande rearrumação das indicações partidárias e é muito provável que Marília não tenha a oportunidade de disputar mais a Primeira-Secretaria, que é, na prática, a Prefeitura da Câmara, com o poder de decisão em cima de um orçamento da ordem de R$ 6,2 bilhões. Pela decisão de Lira, o bloco de Maia que deu ao PT a Primeira-Secretaria está dissolvido.

Para um bom entendedor, o primeiro ato de Lira foi uma vingança em cima de Rodrigo Maia, que montou o bloco de forma autoritária para beneficiar a candidatura de seu aliado Baleia Rossi, do MDB de São Paulo, que teve apenas 145 votos ante 302 do novo presidente da Casa.

Tão logo sentou na cadeira de presidente da Câmara, amparado por uma consagradora votação, Arthur Lira deslanchou alguns dos últimos atos de um combalido Rodrigo Maia. Maia desconsiderou nas suas últimas decisões eleitorais o regimento da Casa, admitindo a formação de um bloco parlamentar além do prazo e desconsiderando as questões de ordem levantadas sobre isso.

Lira mostrou que não está disposto a fazer concessões extra-legais ao grupo derrotado, determinou o retorno da situação ao limite do prazo legal, abolindo os atos arbitrários de Rodrigo Maia e abriu novos prazos para que todos os cargos da mesa sejam preenchidos rigorosamente de acordo com o Regimento da Casa.

O destino de Maia – O fim da era Rodrigo Maia no comando da Câmara ocorre em um momento de dilema vivido pelo deputado. A dúvida é se ele deve sair do DEM, partido agora dominado por lideranças cooptadas pelo governo. Nos últimos dias, ele e o presidente Jair Bolsonaro travaram queda de braço na disputa pelo controle da Casa. A legenda decidiu abandonar a campanha de Baleia Rossi (MDB-SP) e apoiar o líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), eleito presidente. Se permanecer na legenda, o parlamentar de 50 anos, quase cinco deles no comando da Câmara, será mais um congressista, avaliam aliados. Fora, Maia será cobiçado por outras legendas e terá condições de se tornar um player influente do campo oposicionista no processo sucessório de 2022.

Ducha fria – Em meio à eleição de renovação das mesas do Senado e da Câmara, o que não faltou, ontem, em Brasília, foi especulação em torno da reforma ministerial. Um dos mais fortes rumores davam conta da escolha de um nome do DEM para o Ministério da Educação. A maior aposta recaia no nome do deputado João Roma, democrata baiano, ligado ao presidente nacional do partido, ACM Neto. Mas o próprio ACM jogou uma ducha fria no disse me disse ao afirmar que não indicaria sequer um porteiro para o Governo Bolsonaro.

Clube dos riquinhos – Uma socialite de Brasília cuidou de observar com acuidade o guarda-roupa dos parlamentares integrantes do chamado baixo clero que circulavam com desenvoltura ontem no Salão Verde da Câmara durante a sessão de votação e eleição da nova mesa diretora da Casa. Num país de miseráveis, segundo o IBGE são 27 milhões, vários deles exibiam sapatos da linha Salvatore Ferragamo, que custam a bagatela de quase R$ cinco mil. Que País é este, meu Deus!

O chorão – No discurso de despedida da Câmara dos Deputados, ontem, depois de três mandatos, o agora ex-presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) chorou feito bebê. Sai deste processo eleitoral do Congresso como anão político, o maior derrotado. Bancou uma aventura para confrontar o presidente Bolsonaro e se deu muito mal. Não conseguiu sequer transferir os votos da bancada do seu partido para Baleia Rossi, candidato que bancou para seu infortúnio.

CURTAS

CIRURGIA – O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, saiu direto de Alagoas, sexta-feira passada, após a visita do presidente Bolsonaro, para o Recife, para se submeter a uma cirurgia de emergência na arcada dentária. E só ontem regressou a Brasília para cumprir sua agenda, que começa às 7 da manhã e vara a madrugada.

BAGUNÇA – Em Brasília desde sexta-feira passada, para cobrir a eleição na Câmara e no Senado, percebi que o Governo do Distrito Federal descuidou na prevenção à Covid-19. Vi restaurantes apinhados de clientes, uns até com fila. Inferninhos com jovens sem máscaras, dançando ao ar livre e até motoristas de Uber sem máscaras.

Perguntar não ofende: A reforma ministerial é para já ou Bolsonaro dará um tempo?


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Fernandes

Quem está enchendo o rabo é a canalha da direita, só mamando, 02 anos roubando. Haja leite moça, e caviar. KKKK

Fernandes

Enquanto a esquerda desMaia, a direita de Lira. Rouba kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

marcos

Alexandre de Moraes tem novo pedido de impeachment protocolado no Senado. Ui Xandão te cuida.

marcos

STJ volta a rejeitar recurso de Lula o Ladrão contra condenação no caso do triplex...............Nesta terça-feira (2), a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu rejeitar um novo recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação no caso do triplex em Guarujá (SP). Condenado em 2017, Lula nega crime e tem recorrido.

marcos

ô Gretchen, o que porra é lolita?




01/02


2021

Coluna da segunda-feira

Refém de Maia, refém do Centrão

Nos dois primeiros anos do seu Governo, o presidente Bolsonaro choramingou a má vontade do Congresso para avançar nas reformas exigidas pela sociedade e na falta de uma mão dupla para se enxergar um palmo à frente em projetos que pudessem consolidar novos tempos no País alavancados por uma gestão empreendedora. O culpado, embora tenha tido importante papel na reforma da Previdência, tinha nome e sobrenome: Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se despede hoje do comando da Câmara dos Deputados.

Maia sai e passa a ter sucessores, e não apenas um sucessor, um robusto grupo que atende pelo nome de Centrão, liderado pelo alagoano Arthur Lira (PP). Casado com os conservadores e fisiologistas do baixo clero, o voto mais caro do Congresso, Bolsonaro perde o discurso da vitimização. Todo bolsonarista roxo embarca no discurso do presidente, de que deputados e senadores, que só enxergam do umbigo para baixo, não zelam pelos interesses mais nobres da sociedade.

Era muito fácil até então culpar o Congresso. A partir desta página que se abre hoje, as vitórias do Governo terão um preço caro: o Centrão custa uma baba ao País, enfia a espada sem dó e sem piedade nos cofres da Nação toda vez em que aprova projetos e medidas provisórias enviadas ao parlamento pelo Governo. O Centrão vai encher o saco de Bolsonaro, chega com um bocão do tamanho de um jacaré. Sai a fase Bolsonaro refém de Maia, entra a fase dele prisioneiro do Centrão. Cada facada do Centrão vai ser um soco no estômago da sociedade.

Bolsonaro ganha, por outro lado, um adversário rancoroso e temente no bloco da oposição: o próprio Rodrigo Maia, que se alia aos esquerdóides preocupados com a única pauta, a de criar de dificuldades para o Governo e alimentar um ambiente favorável ao impeachment, temática que, a princípio, sai da ordem do dia, mas que pode surgir a qualquer momento mediante a relação do presidente com o Centrão.

Custa caro um Congresso dominado e subserviente. Na Casa Alta, o Senado, também estará tudo dominado, como já é, hoje, com Davi Alcolumbre. Sai o anão do Amapá, que nunca teve dimensão nem estatura para o cargo, entra Rodrigo Pacheco, também democrata, das alterosas montanhas mineiras de Tancredo Neves, que ensinou que o Brasil não admite nem o exclusivismo do governo nem da oposição, porque governo e oposição, acima dos seus objetivos políticos, têm deveres inalienáveis com o povo.  

MARÍLIA AVULSA - Pelos menos até ontem, o que se sabia na bancada pernambucana na Câmara era do desejo expresso de entrar na disputa de cargos na Mesa pelos deputados Luciano Bivar (PSL), de olho na poderosa Primeira-Secretaria, e de André de Paula (PSD), cargo ainda indefinido, a depender do rateio entre os blocos previsto para hoje. Já a petista Marília Arraes pede votos há dez dias, como candidata avulsa (sem indicação do PT) para disputar o cargo que venha a ser destinado ao partido. Fala-se na 1ª Vice-Presidência ou na 2ª Vice-Presidência.

PAUTA DA CÂMARA – O Congresso começa o ano legislativo, a partir de amanhã, um dia após a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado, com 30 medidas provisórias (MPs) em tramitação. Dessas, 29 foram editadas em 2020 e 12 estão em regime de urgência, ou seja, obstruem a pauta da Câmara ou do Senado. A partir do dia 4 de fevereiro, e até o fim do mês, 6 MPs perdem a validade. Entre elas, está a MP do setor elétrico. Aprovada na Câmara dos Deputados já no fim de dezembro na forma de um projeto de lei de conversão (PLV 42/2020), o texto remaneja recursos no setor elétrico para permitir a redução de tarifas de energia e precisa ser apreciado até o próximo dia 9.

PAUTA DO SENADO – Em 2020, o Senado sabatinou 70 autoridades. Para 2021, restaram apenas nove indicações nas comissões. Outras 21 já passaram por esta etapa, mas ainda precisam ser votadas pelo Plenário. As indicações aprovadas em 2020 foram para missões diplomáticas, agências reguladoras, para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). As sabatinas foram feitas por CAS (Comissão de Assuntos Sociais), CRE (Comissão de Relações Exteriores), CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e CI (Comissão de Infraestrutura) em um sistema de drive-thru e por totens espalhados pela Casa, para proteger especialmente os senadores do grupo de risco.

CAETANO NA BRIGA – Um grupo de artistas e influenciadores digitais lançou uma campanha nas redes sociais a favor do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que disputa a eleição para presidente da Câmara pela oposição. O cantor e compositor Caetano Veloso compartilhou, por meio do Twitter, vídeo em que o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) anuncia apoio a Rossi. Caetano endossou o discurso de Ciro considerando que Baleia Rossi é a alternativa “contra Bolsonaro”. E ainda passou um pito no prefeito do Recife, João Campos, que se aliou a Lira, implorando para ele ajudar Baleia.

CAMINHONEIROS DIVIDIDOS – A possibilidade de uma paralisação de caminhoneiros a partir de hoje aos moldes da greve de 2018 é cada vez mais remota. Lideranças ouvidas do movimento avaliam que a tendência é haver protestos pontuais. A categoria é bastante dividida e não há união em torno do tema. É um cenário muito diferente do visto há dois anos atrás. Os caminhoneiros reivindicam o fim da política de paridade de preços com o mercado internacional praticada pela Petrobras. Criticam os aumentos de 5,05% e 4,98% nos preços da gasolina e do diesel, respectivamente.

CURTAS

SEGURANÇA – Ministro da Infraestrutura, escalado por Bolsonaro para negociar com os caminhoneiros, Tarcísio Freitas garante que não haverá paralisação da categoria. “Não devemos ter greve. A mobilização é baixa. Sabemos que a situação é super difícil para eles. Mas, a maioria tem uma compreensão incrível do momento pelo qual passamos e não vai aderir”, diz ele.

RISCO INSTITUCIONAL – Candidata avulsa à presidência do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) fala em crise institucional se Pacheco for eleito no Senado. “Infelizmente, como nunca vi até então, nós temos um Executivo com ingerência no Congresso. Não é apenas ingerência legítima, com pedidos de apoios republicanos. Estamos falando de cargos públicos externos, emendas extraorçamentárias na ordem de R$ 3 bilhões distribuídas para deputados, para senadores”, disse.

Perguntar não ofende: Caetano Veloso prega no deserto ao tentar fazer a cabeça de João Campos para trocar o apoio a Lira por Baleia Rossi? 


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Fernandes

Kim Kataguiri: Quando se vende a alma ao demônio, o capeta cobra com juros e correção monetária. Da tribuna da Câmara, o deputado Kim Kataguiri (DEM), candidato à presidência da Câmara, disse que Jair Bolsonaro faz exatamente o que criticava no (PT). Ele chamou o presidente de “traidor”. Quero ver pegar o Cabaré.

Fernandes

Quanta Merda marcos Bundeiro Lolita de camaragibe, tu parece que copiou Bozo Jumento. Kkkk

marcos

Hackers colocam à venda dados de Bolsonaro, dos 11 Ministros do TF, presidente do Senado,Câmara e outras autoridades. Como o STF agora aceita mensagens roubadas como provas de suposto crimes ( caso de Lula o Ladrão), pode haver uma avenida aí. Ui pega fogo o Cabaré da Justiça. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

marcos

O PT indicou a deputada Marília Arraes para a primeira-secretaria da Câmara, durante o biênio de 2021-2022. A sugestão do partido é uma espécie de prêmio de consolação para a parlamentar, que foi derrotada por João Campos (PSB) na disputa eleitoral pela prefeitura de Recife. Ui Gordinha! kkkkkkkkkk

marcos

Por “calote” de Dilma Jumenta, Justiça determina penhora na conta do PT..................................Se 2020 não foi um bom ano para o PT, 2021 não parece que será melhor... Após um ano de derrotas eleitorais, com o número de prefeitos eleitos reduzidos a quase nada (apenas 189, dentre os 5.567 municípios do país), e não tendo ganho nenhuma das disputas nas capitais, este ano parece que a derrota do Partido dos Trabalhadores será financeira. O juiz Henrique Dada Paiva, da 8ª Vara Cível de São Paulo, acaba de determinar a penhora de R$ 2,6 milhões do diretório estadual do PT, por uma dívida não paga da campanha eleitoral de Dilma, em 2014. O processo foi movido pela empresa Diorsi Comércio de Brindes, contratada em 2014 para fornecer material publicitário, como bandeiras e estandartes, para as campanhas de Dilma Rousseff para presidente e de Alexandre Padilha para governador de São Paulo, mas que até hoje não recebeu o pagamento pelo serviço.