Jaboatão - Nova UBS PET

08/09


2021

Coluna da quarta-feira

Bolsonaro mostra força

Os atos pró-Bolsonaro do 7 de setembro, ontem, especialmente em Brasília, São Paulo, Rio e Recife lembraram em participação, vibração, emoção e civilidade os grandes atos das diretas já, em 1984. Como nos grandes comícios pela redemocratização, apesar das multidões não houve quebradeiras, brigas ou provocações. Vestidos de verde e amarelo, os que foram às ruas, ontem, mostraram que é possível protestar sem baderna.

Essa é a marca dos bolsonaristas em contraste com os que vestem vermelho em manifestações que poderiam ser iguais, não derivando para violência. O último ato contra o Governo em São Paulo, convocado por partidos de esquerda e entidades, terminou com o registro de depredação contra patrimônio público e agências bancárias, além de violência contra policiais que davam segurança ao evento.

Alguns manifestantes atearam fogo em pontos de ônibus e quebraram vidros de agências com caixas eletrônicos em funcionamento. Eles entraram em confronto com soldados da Polícia Militar de São Paulo e agentes de segurança de uma estação de metrô. Segundo a PM, foram atirados coquetéis ‘molotov’ contra os seguranças e os policiais.

Ontem, em qualquer parte do País, o que se viu foi obediência às determinações dos organizadores. No lugar das quebradeiras, paz, sorrisos, beijos e abraços, gente enrolada na bandeira do Brasil, homens, mulheres e crianças unidas por uma causa só. As multidões, por si só, levam a outra leitura. Se o presidente está tão desgastado e reprovado, conforme atestam as pesquisas, as manifestações não teriam sido um fiasco?

A repercussão foi internacional. O portal norte-americano New York Times atribuiu a convocação das manifestações por parte do presidente à diminuição da aprovação nas pesquisas de opinião, à economia e às investigações judiciais em curso. O Times referiu-se aos atos como “uma demonstração de força que os críticos temem ser um prelúdio para uma tomada de poder”. Além disso, traçou paralelos entre Bolsonaro e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Interpretadas com vários vieses pela mídia nacional, as manifestações de ontem, entretanto, ficarão na história como uma das maiores já vistas no País, no momento em que há uma divisão latente na sociedade entre direita x esquerda, com debate histérico pelas redes sociais que só contribuem para tensionar ainda mais a crise institucional, cada vez mais radicalizada entre as ambas as partes.

Troca de nomes – O presidente Jair Bolsonaro vai reunir, hoje, pela manhã, o Conselho de Governo. O grupo é composto pelo presidente, vice-presidente, ministros e eventuais convidados. O tema serão as manifestações a favor do governo realizadas no 7 de setembro. Bolsonaro disse durante o ato de Brasília, ao lado de apoiadores, que convocaria reunião do Conselho da República, órgão responsável por planejar eventuais intervenções ou estado de sítio, além de lidar com turbulências institucionais. De acordo com assessores do presidente, houve confusão quanto ao nome.

Data Povo – Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o ministro Gilson Machado Neto (Turismo) disse que as gigantescas manifestações no Brasil revelaram a verdadeira pesquisa popular. “É o Data Povo”, brincou. Em seguida, acrescentou que o presidente Bolsonaro não está preocupado com pesquisas eleitorais e quis saber: “Em qual instituto o presidente liderava em 2018? E não foi eleito? O que importa é o sentimento das ruas, como vimos ontem em todos os cantos do País”.

Aos canalhas – Em discurso rápido na Avenida Paulista, no ao de 7 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o Poder Judiciário, como já havia feito pela manhã, e a criticar prefeitos e governadores pela condução durante a pandemia de covid-19. Aos milhares de apoiadores que lotaram a via, no entanto, o recado foi eleitoral. "Quero dizer aqueles que querem me tornar inelegível em Brasília que só Deus me tira de lá", disse. E completou na sequência: "Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso."

Pisada de bola – A transmissão ao vivo do discurso de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista foi interrompida diversas vezes para quem a acompanhou em canais de notícias. Com problemas técnicos, a GloboNews passou a usar imagens da Folha Política no Youtube, um dos canais bolsonaristas acusados de transmitir desinformação e punidos pelo TSE com a desmonetização. O presidente iniciou o seu discurso às 15h42. Por volta das 15h45, as transmissões da CNN começaram da ter o áudio picotado. Primeiro a emissora afirmou que o microfone do presidente apresentava problemas. Depois, que havia problemas na “transmissão do áudio” e que “havia dificuldade na internet” e que o sinal estava ruim. A emissora, no entanto, continuou tentando transmitir a fala, com idas e vindas.

Ato gigante – Tão ampla quanto a de Brasília e São Paulo, a manifestação pró-Bolsonaro, ontem, pela Avenida Boa Viagem, impressionou não apenas pelo entusiasmo e organização, mas pela forma como as pessoas se manifestaram saindo da praia em direção ao calçadão. Uma multidão. Kildare Jonhson, um dos organizadores do evento, chegou em falar em mais de cem mil manifestantes, número que a Polícia Militar não confirmou, alegando que não fez cálculos.

CURTAS

Visão de cientista – Cientistas políticos veem os atos do 7 de setembro de ontem como parte de uma estratégia de sobrevivência de Bolsonaro, diante da falta de agenda e de propostas para reverter o contexto negativo. "Sem poder agir da maneira que ele gostaria, ele radicaliza", avalia Carolina Botelho, pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social/Mackenzie.

Democracia – José Alvaro Moisés, da USP, afirmou que não foram episódios, como a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson e a rejeição do impeachment do ministro Alexandre de Moraes que construíram o contexto dos atos, mas sim, uma forma de fazer política que combina atos, gestos e proclamações públicas que "corroem a democracia por dentro".

Perguntar não ofende: Como é possível reunir tanta gente em desvantagem nas pesquisas?


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Comentários

R.Soares

Desde qd fechar STF e o Congresso diminui a inflaçao e o desemprego, ontem não era protesto era bagunça

Rodrigo

Infelizmente magno , você deixou de ser um jornalista isento ! Acompanho você desde 2012 e a partir de hoje estou deixando , visto que você cada vez mais está sendo um militante do que jornalista

Joao

É impressionante como o blogueiro é puxa saco, não apenas do bozolóide presidente, bem como do lambe-botas mor, Gilson Machado. Assume de vez o caráter militante de um fascista, que em discursos medíocres e repetivos fala a uma boiada . Vergonhoso Magno Martins, o novo cloroquina!

gilson

O Sr. Magno Martins nunca foi um jornalista, é sim UM MILITANTE POLÍTICO.


Cabo - Pavimentação e Drenagem

07/09


2021

As fases do ministro Og Fernandes

Da coluna de João Alberto

O ministro Og Marques Fernandes, do Superior Tirbunal de Justiça, lançou o livro “Cabeça de Juiz”, reunindo frases que tinha publicado no seu Twitter. Pincei três delas: 1:“Casos difíceis exigem decisões mais lentas. Se a decisão é rápida, utilizou-se mais a intuição do que a racionalidade”. 2. “Gratidão de juiz não é rima para decisão. Ou se considera suspeito ou julga com imparcialidade”. 3: “Quando a ousadia é insana, tanto faz ser bandido ou ser herói.”


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Petrolina Julho 2

07/09


2021

Marília cobra Saúde por estoque de R$ 243 mi vencido

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) é autora de um requerimento de informação, na Câmara dos Deputados, que cobra do Governo Federal esclarecimentos sobre o estoque de vacinas, medicamentos, testes de diagnósticos e outros itens que perderam a validade sem terem sido distribuídos, avaliados em R$ 243 milhões. O requerimento será protocolado amanhã, quando o setor responsável retornará às atividades normais após o ponto facultativo decretado em função do feriado de 7 de setembro.  

De acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo, são mais de 3,7 milhões de itens que começaram a perder a validade nos últimos três anos e que estavam abandonados no centro de distribuição de logística do Ministério da Saúde, que fica na cidade de Guarulhos (SP). "A lista de produtos é gigantesca. São 820 mil canetas de insulina vencidas que dariam para auxiliar 235 mil pacientes com diabetes em um mês. É um desperdício de R$ 10 milhões, por exemplo. Há ainda remédios e outros produtos usados em tratamentos de doenças raras e câncer. Estamos falando de itens que podem significar viver ou morrer para muitas pessoas", afirmou.

"Nosso requerimento questiona o Ministério da Saúde sobre o motivo desses insumos não terem sido utilizados. É justo que frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B e varicela tenham que ser jogadas no lixo por incompetência desse governo. Esse material é avaliado em cerca de R$ 50 milhões. Queremos garantir não só respostas para esse absurdo, mas, principalmente, medidas necessárias para que isso jamais volte a acontecer, além da responsabilização e punição dos responsáveis", ressalta Marília.

O requerimento também questiona o sigilo imposto aos dados e também pede a divulgação oficial das tabelas com a lista de todos os produtos para que a população possa ter mais transparência e acompanhe a distribuição desses insumos. Na lista de produtos que perderam a validade e não poderão ser utilizados pela população estão ainda medicamentos destinados aos pacientes com hepatite C, câncer, tuberculose e Alzheimer; R$ 345 mil em produtos do programa de DST/Aids; R$ 260 mil de itens para prevenção da malária; um frasco-ampola do medicamento Nusinersena que custa R$ 160 mil e 908 frascos de Eculizumab, no valor de R$ 11 milhões.

Estes últimos produtos integram dois dos protocolos de tratamentos de maior custo existentes no mundo.


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Ipojuca - Microempreendedores

07/09


2021

Bruno Araújo: País chegou ao “limite da dignidade política”

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, diz que o país chegou ao “limite da dignidade política” e que não há mais como os partidos se omitirem diante das declarações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nos atos de 7 de Setembro em Brasília. As informações são da CNN Brasil.

“Com as declarações de hoje, não dá para partido político se esconder. Tem de haver posição clara do que pensa e como age cada partido em relação a esse vergonhoso momento da história brasileira”, disse Araújo.

O partido chamou uma reunião extraordinária para debater o impeachment do presidente Jair Bolsonaro amanhã (8). Pela manhã, Bolsonaro pregou aos apoiadores que pediam o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso um enquadramento do STF.

O presidente ainda participou de ato em São Paulo, durante a tarde desta terça-feira, e subiu o tom. Bolsonaro anunciou ainda uma reunião do Conselho da República, mas integrantes do colegiado dizem desconhecer a convocação.


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Comentários

VACÉLY WACEMBERG SANTOS DUARTE

Pensar que um dia votei nesse cara! São todos farinhas do mesmo saco.

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Todo partido político subsiste com corrupção. Nenhum deles me representa. Só merece a clandestinidade, estão aí pra perpetuar quem está no poder e só. São todos Lixo!



07/09


2021

Mais imagens dos atos pró-Bolsonaro


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Caruaru volta as aulas 2021

07/09


2021

Aldo Rebelo fala sobre o “lugar e o tempo” do Brasil

O ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo está no 33º episódio do Política ao Quadrado. O político, que anunciou recentemente pré-candidatura à presidência da República de forma independente, afirmou não ter identidade com as principais agendas que estão em disputa em 2022, a do PT e a do presidente Jair Bolsonaro: “Não tenho partido, não estou filiado, não represento nenhuma grande corporação.” 

Para Aldo, a agenda de Bolsonaro é desorientada. Com relação ao ex-presidente Lula, o convidado esclarece que sua agenda é autônoma em relação ao PT, que teria, segundo ele, uma visão ressentida e identitária. E cita as composições realizadas pelo petista: colocou um representante do agronegócio no Ministério da Agricultura (não um sem-terra); no Ministério da Indústria e Comércio, um grande empresário (não um sindicalista); buscou um grande industrial como vice; além de ter colocado na presidência do Banco Central um quadro do PSDB. Para Aldo, Lula deve repetir tais escolhas, o que pode produzir uma vitória eleitoral, “mas não tira o Brasil do lugar”.

Aldo afirma existir, no campo progressista, uma falta de compreensão acerca do agronegócio, expressão que engloba atividades muito distintas, desde criadores e agricultores a atividades industriais de transformação sustentadas pelo campo. Ser um grande produtor agrícola não representaria uma deficiência, uma morbidez, e não se deve creditar à agroindústria a desindustrialização do país.

Ele lembra ainda que a acumulação cafeeira financiou o início da industrialização nacional. “O sujeito que está criando vaca em Araçatuba ou plantando soja em Sinop não pode ser responsabilizado pelo país ter se desindustrializado”. Para ele, os excedentes agrícolas poderiam ser bem aproveitados.

Criminalização do desenvolvimento  Rebelo criticou as forças progressistas urbanas que não conhecem o campo, setor com a relevante função social de produção de alimentos num país do tamanho do Brasil. Na conversa, o ex-ministro opinou sobre as leis ambientais brasileiras, que seriam excessivamente rigorosas, burocráticas e antidesenvolvimentistas. “Eu dizia para o presidente Lula e para a presidente Dilma: com essa legislação, não se faz um metro de estrada, não se faz uma ferrovia, não se faz uma ponte, não se faz nada. Licenciar uma obra no Brasil é uma coisa quase impossível”.

Ainda conforme o político, o Brasil não se encontra em risco ambiental grave e a política internacional do atual governo, desastrada e de conflito, teria sido responsável pela rearticulação de ONGs. Sobre a Amazônia, Rebelo nega o processo de desmatamento irreversível das florestas. O ex-ministro cita que nem cerca de 3% do estado do Amazonas – com 1,6 milhão de quilômetros quadrados de área – apresenta ocupação econômica e demográfica. “Como é que isso vai ser destruído daqui para amanhã, minha gente?”

Quem faz o quadrado? – O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Brunno Rossetti e produção de Germano Neto.

Para ouvir o episódio, basta clicar neste link.


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Serra Talhada 2021

07/09


2021

Família Tércio defende Bolsonaro e liberdade em ato

A família Tércio participou de uma ato da manifestação que reuniu milhares de apoiadores do presidente Bolsonaro, neste 7 de Setembro, Na Avenida Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O pastor presidente do Ministério Novas de Paz, Francisco Tércio, falou de cima do trio elétrico para o público presente sobre a "defesa dos valores cristãos, da família e da liberdade de expressão", pautas que considera importantes para o Brasil

Já o vereador do Recife Júnior Tércio (Podemos) defendeu o trabalho desenvolvido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia e ressaltou "a força e a unidade" que Bolsonaro mostrou, na motociata realizada, no último sábado, em Santa Cruz do Capibaribe, Agreste do Estado, ao reunir milhares de motos.

A deputada Clarissa Tércio (PSC) também discursou e disse ter sido instada a concorrer ao Governo do Estado ao ser recebida por apoiadores com gritos de "governadora". A parlamentar fez elogios a Bolsonaro e destacou "todo o patriotismo e apoio dos pernambucanos ao presidente".

Ela também elogiou o trabalho que o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, vem realizando no setor turístico brasileiro. "Estamos cada vez mais fortes! A presença de vocês aqui mostra o quanto Pernambuco está com Bolsonaro", disse Clarissa. 

Clarissa também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por decisões recentes de alguns ministros. "Supremo é o nosso povo! Ele é supremo e soberano! Por isso, STF, respeite nossa Constituição Federal, nossos direitos e garantias. A nossa liberdade de expressão precisa e deve ser respeitada", disparou a deputada, que soltou alguma pombas brancas durante a manifestação.


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Comentários

Joao

Faltou o coronel Feitosa, o capitão Meira, o lambe sanfoneiro do turismo. O blogueiro é fã desta trupe do puxa saquismo!


Pousada da Paixão

07/09


2021

O delicioso livro de Paulo Sales

Da coluna de João Alberto

Um dos maiores empresários pernambucanos, Paulo Sales, do Grupo Moura, há muitos anos vinha escrevendo contos, crônicas e delírios, sem a menor pretensão de fazer um livro, apenas pelo prazer de escrever. O resultado está no livro “Sobre Cabeça, Corpo e Carnaval”, que decidiu lançar. Daqueles que a gente começa a ler e não tem a menor vontade de parar, com histórias maravilhosas, cheias de um refinado humor. Uma surpresa agradabilíssimo, a revelação de um excelente escritor.


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SESC Agosto 2021

07/09


2021

Petrolina: manifestantes pedem a saída dos juízes

Manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) realizaram um carreata em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Em um trio elétrico, participantes criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros pediam a saída dos juízes da suprema corte em cartazes. O grupo também defendeu o voto impresso nas eleições de 2022.

A concentração começou por volta das 8h e algumas pessoas não usavam máscara. Por volta das 9h45, os manifestantes saíram em direção à ponte Presidente Dutra, que liga as cidades de Petrolina e Juazeiro, na Bahia.

Os veículos levavam bandeiras do Brasil.Após passar pela cidade baiana, a carreta retornou para Orla de Petrolina, para o encerramento da manifestação. 

 

Com informações do G1


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Bandeirantes Agosto 2021

07/09


2021

João Doria: “Bolsonaro afrontou a Constituição”

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), manifestou-se nesta terça-feira (7), pela primeira vez, pelo impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). As informações são do G1.

Segundo Doria, "Bolsonaro afrontou a Constituição". A executiva nacional do PSDB se reúne na quarta para definir oposição ao governo federal e discutir a posição do partido sobre a abertura do impeachment.

"Minha posição é pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro - depois do que ouvi hoje ele claramente afronta a Constituição", afirmou Doria.

“Eu até hoje nunca havia feito nenhuma manifestação pró-impeachment, me mantive na neutralidade, entendendo que até aqui os fatos deveriam ser avaliados e julgados pelo Congresso Nacional, mas depois do que assisti e ouvi hoje, em Brasília, sem sequer estar ouvindo, ele, Bolsonaro, claramente afronta a Constituição, ele desafia a democracia e empareda a Suprema Corte brasileira", completou Doria no Centro de Operações da PM (Copom), onde monitora, ao lado do Procurador-Geral de Justiça, Mário Sarrubbo, o esquema especial de policiamento das manifestações.

Doria se referia ao fato de, em discurso a apoiadores em Brasília, Bolsonaro ter feito nesta terça uma ameaça ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, e afirmar que convocaria o Conselho da República, órgão responsável por opinar em situações extraordinárias sobre defesa e segurança do estado. 

"O volume de crimes já cometidos pelo presidente da República no dia de hoje nas manifestações são mais que suficientes para justificar, se não for um novo pedido, os mais de 130 pedidos de impeachment que adormecem na mesa do presidente da Câmara em Brasília", defendeu o governador.

Também nesta terça, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, convocou a reunião extraordinária para esta quarta-feira (8), "para diante das gravíssimas declarações do presidente da República no dia de hoje, discutir a posição do partido sobre abertura de impeachment e eventuais medidas legais".

"Eu cumprimentei o presidente nacional do PSDB, Bruno Araujo, pela convocação amanhã da executiva nacional do partido, para discutir as questões relativas ao que está sucedendo hoje no Brasil. Eu não faço parte da executiva nacional do PSDB, portanto, não me cabe participar dessa reunião, mas já me manifestei claramente e reproduzo a minha opinião posição: O PSDB, partido pelo qual fui eleito governo do estado de SP, estado mais densamente habitado do país, maior força econômica do país, a minha posição é pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro", disse Doria. "E a posição de que o PSDB deve perfilar como partido de oposição ao presidente Jair Bolsonaro", completou.

Nas eleições de 2018, Doria recebeu apoio de Bolsonaro e apoiou a candidatura do atual presidente, com a criação do slogan "BolsoDoria". Depois da vitória, ambos se distanciaram e se tornaram rivais durante a condução da resposta à pandemia de Covid-19.


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07/09


2021

Fux diz que não irá à reunião do Conselho da República

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, disse a interlocutores que não irá na reunião do Conselho da República que Bolsonaro afirmou, em seu discurso em Brasília na manhã desta terça-feira (7), que irá convocar para esta quarta-feira (8). A informação também foi apurada pela analista Basilia Rodrigues.

Na fala desta manhã, Bolsonaro disse que: “ou o chefe desse Poder enquadra os seus, ou esse Poder pode sofrer aquilo que não queremos”. A fala repercutiu mal dentre ministros do STF, mas integrantes da Corte preferem aguardar o discurso de São Paulo para se manifestarem formalmente.

O presidente do STF disse que não faz sentido participar da reunião de um Conselho ao qual ele não integra. Fux irá também consultar os demais ministros da corte após o discurso do presidente Jair Bolsonaro em São Paulo para avaliar uma reação.


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07/09


2021

Bolsonaro diz que não cumprirá decisões de Moraes

Ainda no discurso voltado a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde de hoje, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que não vai cumprir a partir de agora as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

"[Quero] dizer a vocês que qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes esse presidente não mais cumprirá. Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade. Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir, tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha. Deixa de oprimir o povo brasileiro, deixe de censurar [...] seu [...] povo", afirmou Bolsonaro. 


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Comentários

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

E eu pensando que quem tinha aquilo roxo era Collor,kkkkkkkk