Ipojuca 2021 IPTU

09/04


2021

“Desempenho meu papel com seriedade”, diz Barroso

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, hoje, que cumpre o que é previsto na Constituição e desempenha o papel de magistrado com "seriedade, educação e serenidade".

Barroso deu a declaração no início da tarde depois de ter sido criticado durante a manhã pelo presidente Jair Bolsonaro por ter determinado ao Senado a instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) com o objetivo de apurar omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O ministro tomou a decisão ao julgar pedido levado ao Supremo por dois senadores. Ele afirmou que, antes de decidir, consultou todos os demais ministros do STF.

Por meio de uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em referência a Barroso, que "falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política".

"Na minha decisão, limitei-me a aplicar o que está previsto na Constituição, na linha de pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, e após consultar todos os ministros. Cumpro a Constituição e desempenho o meu papel com seriedade, educação e serenidade. Não penso em mudar", afirmou o ministro depois de aula na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), onde é professor.

Pela manhã, após a declaração de Bolsonaro, o Supremo divulgou nota na qual afirmou que os ministros do tribunal "tomam decisões conforme a Constituição e as leis".

A nota diz ainda que, "dentro do estado democrático de direito, questionamentos a elas (decisões) devem ser feitos nas vias recursais próprias, contribuindo para que o espírito republicano prevaleça em nosso país".


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Comentários

Fernandes

Bolsonaro sabe que, na CPI da Covid-19, todas as suas inações e omissões serão analisadas e podem resultar em uma punição.

Fernandes

Os Bozoloides tão arretados porque o mito deles tá levando aperto. Em 2007, Bolsonaro defendeu que STF abrisse CPI do Apagão Aéreo.

Rafael C.Soares Quintas

Quem vai mandar soltar primeiro Dr. Jairinho? Gilmar ou Marco Aurélio?

Arlindo Vilar Rodriguee

E é assim, com muita seriedade que vão soltando todos os grandes ladrões do pais.

Lucidio de Figueiredo Galvão Júnior

SÃO ONZE MINISTROS, NENHUM POR MERITOCRACIA, EM MUITOS FALTAM NOTÓRIO SABER JURÍDICO E MAIS AINDA, REPUTAÇÃO ILIBADA. SÃO LOBISTAS DE LUXO, MUITO CARO POR SINAL PARA O POVO PAGAR E SEM NENHUM GANHO.


Petrolina abril 2021

09/04


2021

Uma vacina para salvar os leitos de UTI do SUS

Por Paulo Magnus*

Um ano após o início oficial da pandemia da Covid-19 no Brasil, em março de 2020, estamos vivenciando o pior momento de uma crise sanitária sem precedentes. Nesses pouco mais de 365 dias, porém, pouco foi feito para resolver a questão do subfinanciamento do SUS para os leitos de UTI. A vacina, para evitar esse colapso pré-anunciado, é conhecida há tempos, mas pouco evoluiu no sentido de salvar o sistema responsável por atender mais de 75% da população brasileira.

O subfinanciamento das unidades de internação em terapia intensiva não é só um risco para a sustentabilidade do setor de saúde; trata-se de um risco de vida para todos os brasileiros. Afinal, como manter aberto um leito de UTI, cuja diária custa entre R$ 2.000 e R$ 4.000, a depender da complexidade, com a remuneração da tabela do SUS a R$ 478 na maioria dos casos e, no máximo, R$ 800 nas redes prioritárias?

É quase impossível garantir disponibilidade de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, alimentação, medicação, insumos, tudo em esquema 24/7 e em internações que, na média, duram pelo menos cinco dias para qualquer doença de baixa complexidade. Imagine a complexidade de ajustar esses processos no tratamento da Covid-19, que, nesta fase que vivenciamos agora, registra internações com duração média de 22 dias.

O problema, claro, não é novo e sequer pode ser considerado um fruto da pandemia, embora tenha se agravado com ela. A nossa Constituição é soberana ao afirmar que “Saúde é um direito de todos e dever do Estado”. Só que esse suposto direito garantido pela nossa Carta Magna acabou por se tornar um périplo para aqueles que precisam do serviço.

Não é de hoje que, como uma liderança do setor de saúde, observo a cruel falta de leitos de UTI em quase todo Brasil. Mesmo na maioria das capitais, sempre houve filas com mais de 100 pacientes à espera de uma vaga. E, quando enfim essas pessoas são agraciadas, seu estado já se agravou tanto que pouco é possível fazer – e, na maioria das vezes, elas sucumbem.

Então veio a pandemia e, com ela, o big brother chegou à saúde, mostrando a realidade nua e crua do colapso sempre existente no SUS. O próprio Ministério da Saúde reconheceu, em março de 2020, que os R$ 478 que repassa para financiar os leitos de UTI são insuficientes. Tanto que elevou o repasse para R$ 800 (portaria n° 561/20) e, depois, para os atuais R$ 1.600 (portaria n° 568/20) – mas somente para os casos de pacientes com Covid-19.

Mas, cedo ou tarde, a pandemia vai arrefecer. Não digo que vamos vencer totalmente o vírus, mas ele vai se tornar mais controlável com a vacinação em massa. Só que há doenças tão ou mais preocupantes – como câncer, problemas cardiológicos, AVC – se desenvolvendo agora mesmo em muitos brasileiros, especialmente aqueles que deixaram de buscar assistência por medo de contrair a Covid-19 ou, ainda, porque os atendimentos foram interrompidos para focar os recursos e esforços na pandemia.

O que será desses brasileiros quando, com patologias agravadas pela falta de acompanhamento, precisarem de um leito de UTI do SUS? Os R$ 478 vão cobrir os gastos? A resposta, você já sabe: é não.

Sem o financiamento adequado dos leitos de UTI, os hospitais filantrópicos, mais endividados do que nunca após um ano enfrentando a Covid-19, estão fadados ao colapso. O último censo feito pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a Amib, ainda no pré-pandemia, apontava que dos 25 mil leitos SUS disponíveis no Brasil, metade está em instituições filantrópicas. Elas são, portanto, as grandes responsáveis por atender quase 75% da população brasileira. Em muitas cidades, essas organizações são o único ponto de acesso a serviços especializados de Saúde, como é o caso dos leitos de UTI. Se eles acabarem, o que será da população?

Não é de se estranhar, portanto, que mesmo diante de uma das maiores taxas de desemprego da história do País, os brasileiros estejam, novamente, buscando planos de Saúde Suplementar. As operadoras de saúde contabilizaram 47,6 milhões de beneficiários em janeiro, número que não era alcançado desde 2016, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS).

A maioria entra no sistema pago por planos coletivos por adesão, que lidera o número de contratos ativos atualmente. Essa modalidade é oferecida aos associados de entidades de classes profissionais. O plano de saúde é o terceiro maior desejo de consumo do brasileiro, atrás apenas de educação e casa própria, segundo dados do Ibope. E quem não tem essa opção? Segue dependendo do SUS e de seus leitos de UTI subfinanciados.

Para mudar essa realidade, temos que repensar o que queremos de assistência e qual a responsabilidade da União nesse processo. Precisamos usar a crise da Covid-19 para planejar a assistência nos próximos anos, a começar por uma remuneração mínima e sustentável para os hospitais filantrópicos, responsáveis, reforço, por quase 50% das internações do SUS. E é o mínimo que nós, lideranças da saúde, podemos defender em um momento em que vemos pessoas sufocando até a morte no jornal das 20h.

*Paulo Magnus é CEO da MV e empreendedor da área da Saúde


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ALEPE

09/04


2021

De volta à fome

Por Carlos Veras*

O Brasil deu um grande e importante passo no combate à fome quando, em 2006, incluiu na Constituição (artigo 6º) o Direito Humano à Alimentação Adequada. Deu-se ali início à criação de um conjunto de políticas públicas de combate à fome no País. Mas, infelizmente, a má notícia é que a fome voltou a assombrar o Brasil.

Hoje, 19 milhões de brasileiros passam o dia sem ter o que comer e quando a noite chega, também não têm comida no prato. Outros 116,8 milhões convivem com algum grau de insegurança alimentar, o que corresponde a 55,2% dos domicílios do País. Os dados são da pesquisa da Rede Penssan, divulgada no início de abril.

Em contraste, enquanto a fome avança, o número de bilionários cresce no Brasil. Em plena pandemia de Covid-19, saltou de 45, em 2020, para 65, em 2021, de acordo com o ranking dos Bilionários do Mundo de 2021 da Forbes.

Como disse Josué de Castro, “a fome não é um fenômeno natural. É um fenômeno social, produto de estruturas econômicas defeituosas”. Por isso, não se pode responsabilizar apenas a pandemia pela volta da fome ao Brasil. A crise sanitária, na verdade, expôs as fraturas do desmonte da política de soberania e segurança alimentar brasileira, processo iniciado a partir de 2016 e aprofundado com o governo Jair Bolsonaro.

Em 2001, cerca de 300 crianças brasileiras morriam por dia, vítimas da desnutrição, conforme divulgava a imprensa à época. Em 2014, pela primeira vez em 50 anos, desde que começou a ser publicado, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU. O País se tornou referência mundial com a redução de 82% do número de pessoas em situação de subalimentação, graças a políticas públicas que tinha o combate à fome como prioridade.

Lamentavelmente, de 2016 para cá, o Brasil caminha em marcha à ré. Desde então, programas que deveriam ser ampliados foram sistematicamente esvaziados. Entre eles, alguns dos que mais contribuíram para o Brasil sair do Mapa da Fome, tais como Um Milhão de Cisternas, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)

O presidente ainda vetou quase integralmente projeto aprovado pelo Congresso com medidas de apoio à agricultura familiar, responsável por 70% dos alimentos que vão à mesa do povo brasileiro. É o setor que produz a base da dieta alimentar do brasileiro e que foi frontalmente atingido com o golpe dado nas políticas públicas de combate à fome.

Diante de um governo omisso e lento, surgem de toda parte ações solidárias de doações de alimentos e dinheiro para ajudar a quem tem fome, com destaque para a Cozinha Solidária, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O povo brasileiro não aceita mais fechar os olhos para a realidade da fome, como foi décadas atrás. E se indigna ao ver uma mãe sofrer por não ter o que dar de comer ao seu filho.

Ações emergenciais são importantes. Entretanto, é preciso ir além e concentrar esforços, nos âmbitos público e privado, para se retomar, urgentemente, o processo de construção, reestruturação e fortalecimento de políticas públicas que tenham como foco o combate à fome e à miséria no Brasil. O fim da fome no Brasil só será possível com combate às desigualdades e com distribuição justa das riquezas.

A frase do sociólogo Betinho está mais atual do que nunca: “quem tem fome tem pressa”. Vamos juntos, nesta jornada de esperança chamada Brasil.

*Deputado federal (PT-PE) e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados


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Fernandes

Votar errado, mata e traz a fome de volta.


Bandeirantes 2021

09/04


2021

Paulista diz que Consórcio I9 atua com base legal

Por meio de nota, divulgada na manhã de hoje, a Prefeitura da Cidade do Paulista afirmou que a atividade do Consórcio I9 no município, na gestão de resíduos sólidos, obedece a uma decisão unânime tomada pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE), de acordo com o acórdão 361/2021.

O trabalho da empresa abrange coleta de lixo, capinação, tratamento dos resíduos sólidos, pontos de coleta para os materiais recicláveis e educação ambiental.

A atuação do consórcio no município teve início em 2013. No segundo mandato do ex-prefeito Júnior Matuto (2017-2020), a empresa foi afastada através de um processo de declaração de caducidade do contrato. Logo em seguida, a decisão do ex-prefeito socialista foi questionada pelo TCE.

A gestão anterior fez opção por uma dispensa emergencial de licitação para a contratação de uma organização para cuidar do lixo e outra para realizar a destinação final de resíduos sólidos em um aterro sanitário.

De acordo com o chefe da Controladoria Geral, Charles Roger, a atitude tomada pelo atual prefeito, Yves Ribeiro (MDB), no início da gestão, foi fazer uma breve prorrogação dos contratos vigentes, enquanto tomava conhecimento da situação. "Após decisão do tribunal, que suspendeu a caducidade do contrato, o prefeito determinou que não seria mais possível prorrogar os dois contratos. Além do mais, o objeto da Parceria Público Privada tem uma abrangência maior do que o que fora contratado com a empresa LimpMax, onde há coleta de lixo, remoção e tratamento de resíduo sólido, trazendo assim mais eficiência e economicidade para o município de Paulista", disse o controlador.

Ainda segundo ele, o emedebista retomou o contrato com base no valor estipulado pelo Núcleo de Engenharia do TCE. "Além disso, foi pactuado que eventuais reajustes, revisões contratuais e indenizações devem ser tratados pelas partes envolvidas, bem como homologadas pelo egrégio tribunal", frisou.


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09/04


2021

Bolsonaro: falta coragem moral para o Barroso

Por Lauro Jardim

Agora há pouco, no cercadinho do Alvorada, diante da claque bolsonarista habitual que lá fica de plantão, Jair Bolsonaro atacou Luís Roberto Barroso, que ontem determinou que o Senado instalasse a CPI da Pandemia. Chegou a dizer que a Barroso "falta coragem moral" e que o ministro faz "politicalha".

Disse Bolsonaro: “Foi uma jogadinha casada: Barroso e bancada de esquerda do Senado para desgastar o governo. Lá dentro do Senado tem processo de impeachment contra ministro do Supremo. Quero saber se o Barroso vai ter coragem moral de mandar instalar esse processo de impeachment. Pelo que me parece falta coragem moral para o Barroso e sobra ativismo judicial. Não é disso que o Brasil precisa. O ministro do Supremo faz politicalha junto ao Senado. Barroso, nós conhecemos teu passado, tua vida, o que você defende. Use sua caneta para boas ações em defesa da vida e não para politicalha. Se você tiver um pingo de moral mande abrir processo de impeachment contra seus companheiros do Supremo”.

Bolsonaro jogou para a plateia. Quem tem o poder para aceitar e dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo é o presidente do Senado. As dezenas de pedidos de impeachment que existem no Senado contra ministros do STF não tiveram andamento, mas não por causa de Barroso.


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Fernandes

Bolsonaro sabe que, na CPI da Covid-19, todas as suas inações e omissões serão analisadas e podem resultar em uma punição.

Arlindo Vilar Rodriguee

Todos sabem qual é a moral de Barroso e algubs dos seus colegas. José Dirceu deu um testemunho de como Fux foi indicado. O mesmo aconteceu com Lewandowski e outros. Todos os Ministros têm seu lado pecador. Não tem nenhum santo ali.

Fernandes

Deixa de papagaiada! Em 2007, Bolsonaro defendeu que STF abrisse CPI do Apagão Aéreo

Joao

Que coragem e moral tem esse cara!


Serra Talhada 2021

09/04


2021

Pode se limitar o número de vagas para treinadores?

Por Zé Roberto*

Joguei com muitos craques. Poucos jogaram tanto e tiveram uma trajetória tão bonita como Givanildo. Jogador revelado pelo Santa Cruz, foi comprado pelo Corinthians e alcançou Seleção Brasileira. Não tinha sobrenome influente e não tinha empresário. Era um fenômeno.

Givanildo virou treinador. E com grandes resultados. Há décadas vem circulando pelas séries B e C, sendo considerado por muitos o Rei do Acesso. Ele só não consegue entrar na Série A por causa da confraria. Traduzindo da Itália para nosso futebol: por causa da panelinha.

No lugar de se reciclarem, nossos treinadores de ponta, que se revezam à frente dos grandes clubes há décadas, trataram de se unir. Criaram junto a CBF mecanismos que os mantenham protegidos. Uma estabilidade no emprego sem concurso.

Dorival vai prum clube, Cuca surge no seu lugar. Mano Menezes aparece no Bahia e lá vem alguém renascer o Levir Culpi das cinzas. Tudo igual no comando e no futebol apresentado em campo. Quando surge um Thiago Larghi, cheio de novas ideias, somem com eles.

Unidos, criam cursos só para eles e estabelecem, com o conluio da CBF, à margem da lei e da ética, carteirinhas que passam a ser obrigatórias para a prática da profissão. E agora, contrariando a liberdade de escolha, a autonomia do mercado, a oportunidade que muitos teriam, limitam a dois treinadores o comando dos grandes clubes no nosso maior campeonato.

Atados a isso, como os clubes vão dar oportunidades aos novos? Arriscar uma revelação?  Uma chance ao Givanildo?  E a pergunta que não quer calar: Pode isso Arnaldo?

Cadê os sindicatos, o Ministério do Trabalho e a OMT? Com que artigo da constituição se basearam para limitar o livre arbítrio do patrão contratar e do empregado conquistar uma vaga?

A FIFA sabe disso? Melhor chamar o VAR. Parar esse absurdo antes que comece. Do jeito que sempre foi, democrático como em qualquer armazém, açougue ou lojinhas, quem sabe o seu clube possa subir aquela plaquinha que tanto esperamos para assistir uma partida de futebol além da mesmice.

*Ex-jogador do Fluminense, Flamengo e Santa Cruz de Recife


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09/04


2021

O João Gotinha

O ritmo de vacinação contra a Covid-19 está bastante avançado no Recife e tem chamado a atenção nacionalmente. Hoje, a capital pernambucana anunciou imunização para idosos a partir de 62 anos. Esse desempenho acabou levantando suspeitas em prefeitos de outros municípios, especialmente dos que estão situados no interior do Estado. Em reserva, alguns deles falam em benefício do Governo de Pernambuco à gestão de João Campos (PSB) por integrarem o mesmo grupo político.

O incômodo de prefeitos tem sido tão grande a ponto de uma montagem com o gestor recifense, em tom sarcástico, passar a circular em grupos de WhatsApp. Um prefeito chegou a apelidá-lo de "João Gotinha", uma associação jocosa ao Zé Gotinha, histórico mascote utilizado pelo Governo Federal em campanhas de vacinação.

É necessário, contudo, fazer Justiça: outras cidades pernambucanas estão em fase mais avançada do que o próprio Recife: Igarassu, na Região Metropolitana, iniciou a imunização de pessoas com 60 anos, na última segunda-feira (5), mesma data em que Salgueiro, no Sertão, começou a vacinar pessoas de 55 a 59 anos com comorbidades. Jaboatão dos Guararapes também havia iniciado a vacinação de pessoas com 62 anos antes mesmo do Recife.

Igarassu está sendo administrada por Professora Elcione (PTB) e Jaboatão tem Anderson Ferreira (PL) no comando. Ambos integram partidos de oposição ao Palácio do Campo das Princesas, enquanto Salgueiro é gerida por Marcones Sá (PSB), correligionário do governador Paulo Câmara. No fim, os dados apontam o empenho destes prefeitos para acelerar a vacinação, incluindo o gestor recifense.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

09/04


2021

Prefeito de Salgueiro anuncia crédito popular

O prefeito de Salgueiro, Marcones Sá, anunciou, hoje, em transmissão ao vivo, junto ao secretariado municipal, o programa de crédito popular da cidade, que vai atender microempreendedores formais e informais com a concessão de empréstimos de até R$ 3 mil e capacitação empreendedora.

 

O programa terá 03 meses de carência para pagamento – ou seja, o beneficiado só começa a pagar pelo empréstimo após o terceiro mês – e parcelamento em até 12 vezes, com juros de 0,99% ao mês.

Aqueles que estiverem em dias, terão a última parcela bancada pela própria Prefeitura, os juros serão zerados para os pagadores que honrarem o pagamento das 11 primeiras parcelas. Outro diferencial da proposta é que os empreendedores negativados também poderão acessar o financiamento, desde que seja verificada a sua capacidade de pagamento.

O projeto segue para o legislativo e, com a aprovação da Câmara de Vereadores, a expectativa é de que o Programa entre em vigor ainda neste semestre. 

“Diante de uma das maiores crises sanitárias de efeitos severos sobre a economia, a iniciativa é fundamental para retomar o desenvolvimento e a renda dos empreendedores municipais em vulnerabilidade a partir da promoção de inclusão produtiva, desenvolvimento sustentável e geração de ocupação e renda através do crédito concedido com o Programa”, ressaltou o prefeito Marcones Sá.


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09/04


2021

PCR anuncia vacinação para idosos com 62 anos ou mais

O prefeito João Campos (PSB) anunciou, na manhã de hoje, que os idosos com 62 anos ou mais já poderão ser imunizados no Recife. O agendamento para essas pessoas está liberado no site ou aplicativo do Conecta Recife, e as doses serão aplicadas a partir de amanhã nos centros de vacinação ou drive-thrus da Prefeitura do Recife.

“A gente anuncia, a partir de hoje, ao meio-dia, começa o agendamento para as pessoas com 62 e 63 anos de idade da nossa cidade. E mantendo a tradição do Recife o agendamento está liberado hoje e a partir de amanhã essas pessoas já podem ser vacinadas”, informou o gestor municipal.

O prefeito falou ainda sobre o cuidado e a responsabilidade com que o processo de vacinação é conduzido na cidade para que a vacinação não precise ser interrompida pela falta de doses da vacina.

“Explico um pouco também sobre a produção de vacinas no Brasil. Infelizmente, tem tido o atraso do recebimento de insumos para a fabricação de vacinas, isso fez com que a produção no Butantan fosse paralisada. E pode colocar em cheque a vacinação de pessoas no Brasil a fora. No Recife, nós temos a garantia de que todo mundo que recebeu a primeira dose, receberá a segunda dose também, estamos fazendo essa nova abertura porque nós recebemos doses da AstraZeneca, produzidas pela FioCruz, com isso é possível abrir para esse novo grupo. O nosso lema aqui na Prefeitura é trabalhar com muita responsabilidade, com zelo, com preocupação com a saúde do recifense. As decisões devem ser balizadas com muita responsabilidade para garantir que todos e todas tenham a segurança de um processo de vacinação organizado e feito da melhor forma pela nossa equipe”, explicou.


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09/04


2021

Araripina: Deputada gera revolta em família de piloto

O Aeroporto de Araripina carrega desde 2013 o nome do Comandante Mairson Rodrigues Bezerra (foto) em razão de um Projeto de Lei apresentado pelo então deputado estadual Raimundo Pimentel (PSL), hoje prefeito da cidade. Consta que Bezerra foi o primeiro piloto de avião da cidade. A deputada estadual Roberta Arraes (PP) apresentou um PL na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no ano passado, visando a alterar o nome da pista para Expedito Granja Arraes, seu sogro e pai do ex-prefeito Alexandre Arraes.

A proposição gerou indignação na família de Mairson Rodrigues Bezerra. Seu filho, Manoel Rodrigues, emitiu um comunicado sobre o caso, protestando contra a parlamentar. Leia a nota de repúdio na íntegra:

"Ontem, 08/04, nossa família foi surpreendida com a informação sobre um Projeto de Lei de 2020, de autoria da deputada estadual Roberta Arraes, em que o Aeroporto Regional do Sertão do Araripe é denominado por Espedito Granja Arraes. Diante o conhecimento desse fato, nós decidimos nos manifestar como uma forma de repúdio a essa determinação.

Nossa família tem total respeito pelo grande comerciante e cidadão Araripinense que foi Espedito Arraes, mas demonstramos aqui toda nossa insatisfação diante a nomeação do Aeroporto de Araripina, já que o seu nome tinha sido anteriormente oferecido (2013) pelo então deputado estadual Raimundo Pimentel com a mais justa justificativa relatada na história de Mairson Rodrigues Bezerra, um dos primeiros pilotos de avião nascido no município de Araripina e que morreu trabalhando no próprio local que seria denominado em sua homenagem.

Meu pai tinha na aviação como um dos seus maiores sonhos. Seu amor por voar era sua marca. Em 2002, ele trabalhava quando faleceu aos 37 anos num acidente trágico no Aeroporto de Araripina. Desde então nós buscamos todos os meios de que ele pudesse ser lembrado. Luta essa que foi de forma justa oferecida em 2013 pelo então deputado Raimundo Pimentel e que em 2020 a deputada Roberta Arraes solicitou a revogação de uma homenagem que traz uma das maiores lembranças que poderíamos ter de Mairson.

Externamos aqui nossa decepção e tristeza diante uma homenagem feita há 8 anos e que sempre foi esperada por toda a nossa família. Independente de poder político, deixamos a certeza de que lutaremos pela recuperação desse projeto, pois a nomeação desse Aeroporto é a maior lembrança que temos dele. É uma questão de honra para a nossa família."


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