Após 25 dias de paralisação por tempo indeterminado, os metroviários de Pernambuco decidiram nesta sexta-feira (1º), em assembleia da categoria, aceitar a proposta da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), aprovar o Acordo Coletivo de Trabalho 2023-2025 e encerrar a greve.
A proposta de reajuste salarial foi de 3,45% sobre salários e benefícios, além de um reajuste de 2,71% sobre os benefícios – auxílio-refeição/ cesta natalina e auxílio materno-infantil. As informações são do Jornal do Commercio.
Leia maisMesmo a CBTU já tendo oferecido e firmado um reajuste de 15%, em 19 de junho de 2023, e depois demoveu do que foi pactuado e não honrou o compromisso, os metroviários votaram favoráveis a aceitar um percentual inferior. “Infelizmente, a proposta da empresa não é aquilo que solicitamos, mas acatarei a decisão de vocês e juntos continuaremos a nossa luta”, afirmou Luiz Soares, presidente do Sindmetro-PE.
Ainda de acordo com o líder sindical, a entidade não pretende levar o caso à justiça, colocando, assim, um término nas negociações.
Na última segunda-feira (28), os metroviários já tinham retornado às atividades com 100% de efetivo nas operações do Metrô do Recife, mas mantendo o estado de greve.
O encerramento das negociações salariais, porém, não representa o conformismo da categoria. Segundo Luiz Soares, a luta seguirá para que o Metrô do Recife seja requalificado. “Queremos uma valorização profissional e isso passa por um metrô de alta qualidade, sob a gestão Estadual e Federal, e com uma tarifa social de R$ 2,00.
Contra a privatização
Ao contrário do que aconteceu em outras capitais do país, tal como em Belo Horizonte, os metroviários de Pernambuco são contrários à privatização do Metrô do Recife. “A privatização que ocorreu lá resultou em um aumento de 17,78% na tarifa, passando de R$ 4,50 para R$ 5,30 em menos de 7 meses. Por isso, nós queremos evitar que isso aconteça aqui”, apontou Luiz Soares.
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