Blog do Magno
"Os bastidores do poder e da política em primeira mão"

Eleições 2022: confira como está o mapa dos favoritos ao Senado

Em 2022, haverá renovação de apenas um terço do Senado, com apenas uma vaga de senador em disputa por estado, o que torna o confronto ainda mais acirrado. Faltam menos de dois meses para os eleitores irem às urnas e a situação segue indefinida em oito estados.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com mais candidatos favoritos ao Senado Federal do que o presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com as pesquisas mais recentes registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), postulantes lulistas lideram em sete estados e bolsonaristas, em quatro. As informações são do Metrópoles.

Na capital federal, o bolsonarismo terá duas candidatas: a ex-ministra da Secretaria de Governo Flávia Arruda (PL) e a ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos).

Segundo pesquisa Metrópoles/Ideia divulgada em julho, Flávia lidera a corrida, com 23,2% das intenções de voto, enquanto Damares, que será candidata avulsa apoiada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, é escolhida por 14% dos eleitores.

“Que bom que temos duas pró-Bolsonaro para Brasília escolher. Sucesso para a Flávia, mas sucesso para mim também. Aqui, nós dos Republicanos, seremos o palanque legítimo para ele”, ressaltou Damares na convenção que oficializou seu nome, no último dia do prazo (5/8).

Em outras oito unidades da Federação, os favoritos não são claramente de nenhum dos dois lados. É o caso, por exemplo, de Roraima, onde o ex-senador Romero Jucá (MDB) lidera com folga.

Apesar de ter sido líder de gestões petistas, Jucá se afastou da cúpula do partido em 2016, a partir do impeachment de Dilma Rousseff. O cacique do MDB não conseguiu ser reeleito em 2018, mas agora conta com 29% das intenções de voto, mais de 10 pontos à frente do segundo colocado, segundo pesquisa Real Time Big Data do mês passado.

Frente às derrotas e aos obstáculos que Bolsonaro acumulou no Senado desde o início do mandato, o chefe do Executivo federal tem investido em nomes que possam se eleger em 2022 e reverter o quadro na Casa em um eventual segundo mandato.

Caso reeleito, ele terá uma base mais robusta. Já em um suposto terceiro governo Lula, será possível manter o bolsonarismo aceso e dificultar a gestão petista.

Em 2018, Bolsonaro elegeu muitos deputados federais e estaduais aliados, mas poucos senadores, e alguns deles acabaram deixando o barco do presidente ao longo do mandato.

O ex-secretário da Pesca, Jorge Seif, comumente apontado como o “filho 06” do chefe do Executivo federal, é um dos novos nomes que tenta uma vaga de senador, por Santa Catarina. No entanto, a disputa no estado aparenta estar consolidada com Raimundo Colombo (PSD) na liderança isolada. Seif tem menos de 3% das intenções de voto.

Indefinições

São oito os estados em que o quadro segue indefinido, com situação de empate técnico (ou seja, dentro da margem de erro dos levantamentos) — Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Em cinco desses estados (Minas, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte), a indefinição é pró-Lula, com candidatos aliados do ex-mandatário numericamente à frente.

Em Minas, por exemplo, Alexandre Silveira (PSD) — que foi convidado para ser líder do governo Bolsonaro, mas recentemente atrelou seu nome a Lula — tem 13% das menções, empatado com Cleitinho (PSC), com 12%. Marcelo Álvaro Antônio, ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro (PL) e deputado federal, tem apenas 4%.

Nos três demais estados (Pará, Rio Grande do Sul e Rondônia), a indefinição é favorável a aspirantes ligados a Bolsonaro. É o caso do atual vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), que está tecnicamente empatado com a ex-senadora Ana Amélia (PSD) nos últimos levantamentos.

No Rio, há disputas tanto na esquerda quanto na direita. Pela esquerda, o deputado federal Alessandro Molon (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), André Ceciliano (PT), disputam a mesma fatia do eleitorado e expõem a divergência entre as duas siglas.

Já pela direita, Romário (PL) pode ter que dividir o palanque do presidente com outros concorrentes diretos: Marcelo Crivella (Republicanos), Clarissa Garotinho (União) e Daniel Silveira (PTB). Silveira deve ficar inelegível devido à condenação no STF. Já Clarissa ainda pode recuar e optar pela Câmara dos Deputados.

O campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Pereira do Nascimento Lo, de 33 anos, foi baleado numa festa dentro do Clube Sírio, no bairro de Indianópolis, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (7). Segundo o advogado do lutador, já está confirmada a morte cerebral do atleta.

Leandro Lo levou um tiro na cabeça após uma discussão durante o show de pagode do grupo Pixote dentro do clube. O autor está identificado e foragido. As informações são do G1.

O canal Combate teve acesso ao boletim de ocorrência, que identifica como autor do disparo o policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo. O crime foi registrado como tentativa de homicídio.

Segundo o advogado da família, Ivã Siqueira Junior, o lutador teve uma discussão com o rapaz e, para acalmar a situação, imobilizou o homem. Após se afastar, o agressor sacou uma arma e atirou uma vez na cabeça do lutador.

O advogado conta que, após o tiro, o agressor ainda deu dois chutes em Leandro no chão e fugiu em seguida.

Pouca gente ouviu o barulho do tiro porque o som estava alto em função do show.

Um amigo do lutador que presenciou o crime disse que o autor do tiro estava sozinho e provocou Lo e cinco amigos, que estavam numa mesa.

“Ele chegou, pegou uma garrafa de bebida da nossa mesa. O Lo apenas o imobilizou para acalmar. Ele deu quatro ou cinco passos e atirou”, disse a testemunha, que pede para não ser identificada.

O atleta foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Arthur Saboya, no Jabaquara, também na Zona Sul de SP.

O g1 contatou a Secretaria Municipal da Saúde para confirmar o estado de saúde do lutador, mas a família não autorizou a divulgação de boletins médicos.

O Clube Sírio e a Secretaria da Segurança Pública também foram contatados, mas não responderam as solicitações da reportagem por ora.

Trajetória

Leandro Lo foi campeão mundial de jiu-jítsu por oito vezes. A última conquista, na categoria meio-pesado, foi em 2022, a primeira em 2012, na categoria peso-leve.

Nas redes sociais, ele narra os dois títulos como “as duas conquistas mais importante da carreira”.

“O primeiro [título] é a sensação de conseguir ser campeão mundial, esse foi eu ainda consigo ser campeão mundial, as duas melhores sensações da minha vida. Obrigado todos que estão sempre comigo na alegria na tristeza!”, disse ele numa postagem nas redes sociais dois meses atrás, quando relembrou o aniversário das conquistas mundiais.

Lo iria disputar nos EUA mais um campeonato nos próximos dias, com outros quatro lutadores, segundo um amigo.

Candidato ao governo de Pernambuco pelo União Brasil, Miguel Coelho, voltou ao Sertão do estado, hoje. Em mais uma demonstração de crescimento, o candidato a governador oficializou, em Betânia, o apoio do ex-prefeito de três mandatos Wal Araújo, que vai marchar junto com a coligação “Pernambuco com força de novo”.

Ao lado da candidata a vice, Alessandra Vieira, do candidato a deputado estadual Edson Vieira e lideranças locais, Miguel ouviu relatos negativos da população de Betânia, principalmente em relação à falta de abastecimento de água para a cidade e o homem do campo, saúde precária e insegurança. Neste último ponto, moradores clamaram para que, ao assumir o comando do estado, Miguel articule a reabertura da agência bancária da Caixa, fechada na cidade há 15 meses por falta de efetivo de policiais militares.

“Chegou a hora do nosso estado voltar a ter um líder que vai unir o povo do Sertão à capital, governando para todos sem distinção e devolvendo o protagonismo que ele merece. O apoio de Wal Araújo fortalece a nossa caminhada para avançar ainda mais. Avisem que nós estamos chegando”, disse Miguel Coelho.

A candidata ao Governo de Pernambuco pelo Solidariedade, Marília Arraes, encerrou a noite de ontem em Limoeiro. A neta de Miguel Arraes participou do lançamento da candidatura de Marcelo Motta a deputado federal. O candidato a vice-governador, Sebastião Oliveira, e o candidato ao Senado, André de Paula, também estiveram no evento.

“Marcelo é uma importante liderança política e tem história em Limoeiro. Estar com a nossa chapa majoritária completa, aqui na cidade, demonstra a força que Marcelo representa. Tenho certeza de que ele será um grande deputado federal”, afirma.

Para Marcelo, a presença de Marília em Limoeiro demonstra a responsabilidade que ela tem com a região. “É muito simbólico para mim ter Marília Arraes nesta noite ao meu lado. Tenho certeza de que Marília será a primeira mulher a governar nosso Estado.”

O candidato a deputado estadual Tiago Pontes e diversas lideranças da região também participaram do evento.

Pernambuco tem um total de 12 candidatos a governador, mas só quatro, até o momento, enviaram ao Tribunal Superior Eleitoral a relação de bens em seus nomes obrigados a informar após o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.

Entre os candidatos competitivos, a que declarou menor valor foi a tucana Raquel Lyra, apenas R$ 11 mil.

Anderson Ferreira (PL) informou ter um total de R$ 1.790, 962, 77.

Miguel Coelho (União Brasil), revelou possuir bens no valor total de R$1.966, 870,33.

A candidata do PSTU, Cláudia Ribeiro, informou que não tem bens em seu nome.

O TSE vai julgar se os candidatos estão agindo com a verdade ou omitindo patrimônio.

Rede Social

A menos de dois meses da eleição, candidatos têm explorado brechas no Facebook e Instagram para impulsionar mensagens com fake news e ataques ao processo eleitoral brasileiro.

Entre 26 de junho e 31 de julho, ao menos 21 anúncios com desinformação sobre o tema foram autorizados pela Meta, empresa que controla as plataformas. Há, por exemplo, conteúdos que põem em dúvida a apuração do pleito de 2020, afirmam que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já conhecem os resultados da votação que ocorrerá em outubro e lançam teorias da conspiração sobre as urnas eletrônicas. As informações são do O Globo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veda que postulantes a cargos eletivos disseminem fatos “sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados” a respeito do sistema eleitoral.

O levantamento, feito a pedido do GLOBO, foi realizado pelo NetLab, laboratório vinculado à Escola de Comunicação da UFRJ. A circulação dos anúncios é possível porque não há nas regras das redes proibição expressa a alegações falsas de fraude ou a postagens que lancem dúvidas sobre a confiabilidade das urnas, destacam os pesquisadores.

Os dados foram levantados por meio da API da biblioteca de anúncios da Meta, que permite a captura das informações de forma automatizada.

A disseminação partiu de perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que também tem feito seguidos ataques ao sistema eleitoral. A maior parte dos anúncios foi paga por candidatos a deputado federal ou estadual filiados a partidos próximos ao Planalto, como PL, Republicanos, PP, PSC e Patriota. O investimento por anúncio variou em faixas entre R$ 100 e R$ 600, segundo dados da Meta, que trazem estimativas. O alcance total ficou em torno de 500 mil impressões, ou seja, o número de vezes em que as mensagens apareceram para os usuários.

O deputado federal Coronel Armando (PL-SC), por exemplo, declarou apoio a “um plano de fiscalização paralelo às eleições” atribuído às Forças Armadas. No texto, ele afirma que os militares “parecem mais comprometidos com a transparência e lisura das urnas eletrônicas do que os órgãos responsáveis pelas eleições”.

Já o ex-deputado federal Evandro Roman (PP-PR) pagou por dois anúncios em que alega que o projeto do voto impresso, derrotado na Câmara, permitiria “uma auditoria para validar os resultados das eleições”. O modelo atual já permite uma série de auditorias, há testes públicos que comprovam a segurança das urnas e nunca houve fraudes desde que o sistema foi implementado, em 1996.

Candidato a deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, Mauro Fiuza (PSC) fez uma das postagens patrocinadas mais explícitas com alegações de fraude. No vídeo, ele afirma que o fato de ministros do STF estarem com uma conferência marcada em Nova York, nos EUA, para novembro, depois das eleições, indicaria que sabem previamente o resultado do pleito. Isso porque um dos debates do evento é intitulado “Economia do Brasil com o novo governo”. Fiuza fala em “anunciação de uma fraude, de um golpe nas urnas”.

Já o pré-candidato a deputado estadual por São Paulo Major Ricardo Silva (PRTB), ao comentar o encontro de Bolsonaro com embaixadores, afirmou que percebeu “coisas estranhas” na eleição de 2020, quando concorreu a vereador. Ele diz que havia candidatos comemorando antes da divulgação da apuração e que o resultado “foi estranho”, porque o número de votos que recebeu não acompanhou o engajamento que recebia nas redes.

Outra mensagem conspiracionista foi impulsionada pela pré-candidata a deputada federal Tatiana Mandelli (Republicanos-BA). Na publicação, ela cita um contrato da multinacional Oracle com o TSE para questionar a contagem de votos. “Como proteger nossa cidadania se uma empresa estrangeira, globalista, que pertence aos donos do mundo vai contabilizar nossos votos?”, questiona. A empresa forneceu ao TSE dois supercomputadores que armazenam os dados, mas quem faz a contagem dos votos é o tribunal.

A Meta proíbe anúncios que violem as regras de desinformação, mas ataques às urnas e alegações de fraude não estão entre os itens barrados. A única forma de uma mensagem com esse teor não ser impulsionada é se reproduzir um conteúdo desmentido por checadores de fatos independentes parceiros da empresa. Anúncios classificados como sensíveis, ligados a temas sociais, política e eleições, ganham mais transparência e ficam armazenados na biblioteca pública da Meta.

A classificação é feita por cada anunciante e revisada pela plataforma, com um sistema automatizado e curadoria humana, antes de o anúncio ser lançado. Especialistas alertam que não há como garantir que todos os anúncios com ataques ao sistema eleitoral sejam autodeclarados corretamente e revisados pelo sistema automatizado.

— As plataformas não querem investir em transparência nem assumir publicamente nenhum tipo de moderação de conteúdo. Elas são capazes de moderar conteúdo e o fazem rotineiramente, porém os critérios são mantidos em segredo. O respeito às leis locais e a transparência na moderação de conteúdo são fundamentais para a proteção da nossa democracia — avalia a coordenadora do NetLab, Rose Marie Santini.

Norma prevê retirada

No ano passado, o TSE incluiu na resolução que normatiza a propaganda eleitoral o veto à divulgação de mentiras e descontextualizações sobre o pleito. O texto prevê que a Justiça Eleitoral, a partir de requerimento do Ministério Público, determine que o conteúdo desinformativo seja tirado do ar, além de uma apuração sobre a responsabilização penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação.

— Essa investigação depende da verificação dos valores gastos e da origem dos recursos, se configuram abuso de poder econômico, e se podem caracterizar uso indevido dos meios de comunicação. Nesse caso, há discussão se o entendimento sobre meios de comunicação se aplica à internet e se pode ser aplicado antes de as candidaturas serem registradas — explica a vice-presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB/RJ, Samara Castro.

Em fevereiro, o TSE firmou um acordo com a Meta que prevê acesso à API da biblioteca de anúncios. O tribunal informou que a equipe técnica está trabalhando para implementar a medida e que não há servidores dedicados especificamente ao monitoramento de anúncios. O GLOBO procurou os responsáveis pelos perfis citados para comentarem as alegações de fraude e ataques às urnas, mas não houve resposta. A Meta não quis comentar.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou patrimônio de R$ 7,4 milhões ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O valor é menor que o informado em 2018, quando tentou disputar a Presidência da República.

Naquele ano, antes de sua candidatura ser negada com base na Lei da Ficha Limpa, Lula havia declarado patrimônio de R$ 7,9 milhões em imóveis, automóveis, planos de previdência e investimentos. Corrigido pela inflação acumulada até junho deste ano, esse valor seria de R$ 10,2 milhões. As informações são do Poder360.

Lula já se candidatou a presidente 6 vezes: em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2018. Foi eleito em 2002 e 2006. Quando concorreu à reeleição, declarou patrimônio de R$ 839 mil -corrigido pela inflação, seria R$ 2,1 milhões.

Neste sábado (06.ago.2022), o PT formalizou a candidatura de Lula à Presidência da República. O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), compõe a chapa como candidato a vice-presidente. Alckmin declarou patrimônio de R$ 1 milhão.

Em 2018, quando se candidatou à Presidência, o ex-governador havia informado patrimônio de R$ 1,38 milhão. Hoje, esse valor seria equivalente a R$ 1,76 milhão.

Lula e Alckmin são os nomes da Coligação Brasil da Esperança, que integra as federações entre PT, PV e PCdoB e entre PSOL e Rede. Também compõem a coligação os partidos PSB, Solidariedade, Avante e Agir.

Felizmente, depois de 12 horas, o Instagram do blog foi restaurado sem que eu tenha tomado conhecimento do autor ou autores de supostas denúncias que levaram o administrador da referida rede social a decidir pela sua exclusão.

Desde já, aproveito para convidar a quem ainda não nos segue no Instagram para entrar na rede. Estamos bem próximos de atingir a marca de 60 mil seguidores. Vá lá e nos acompanhe.

Aproveito também para informar não apenas o endereço do Instagram do blog, mas também nas demais redes, como o Facebook, YouTube e Twitter.

Muitíssimo obrigado.

Carros usados: preço cai por três meses

Com a pandemia de Covid e a falta de componentes para produção de carros no mundo todo, o preço dos modelos usados subiu. Ao longo de dois anos, a elevação dos preços desses veículos ficou em uma média de 28%. Mas o jogo começou a virar desde abril, quando a tabela Fipe mostrou que o que se cobra pelos seminovos, usados ou velhinhos está caindo.

Em três meses, considerando abril, maio e junho, a média cobrada pelos modelos usados caiu 7,5%. Com isso, a movimentação de compradores em busca de ofertas nos feirões, por exemplo, subiu 40% neste período. Os dois eventos AutoShow de São Paulo e região do ABC paulista recebem 5 mil compradores por domingo, com 1,5 mil veículos expostos.

No geral, o mercado ficou mais restrito para venda, forçando baixas. “A chance de comprar um carro por até 15% abaixo do preço de mercado em um feirão movimenta mais compradores, embora o crédito esteja restrito em função dos juros em alta”, diz Leandro Ferrari, diretor-comercial do AutoShow. 

Porém, o Monitor de Variação de Preços da KBB Brasil, empresa especializada em pesquisa online de veículos novos e usados, constatou que os preços dos carros seminovos (até 4 anos de uso) apresentaram uma alta de 1,02%, em média. Em maio, esse índice foi de apenas 0,01%.

Os “velhinhos” – De qualquer forma, a procura por carros mais velhos cresceu muito mais do que os modelos seminovos. No mercado, segundo dados da Fenauto, a federação nacional dos revendedores de veículos, os mais velhos, fabricados até 2009, representam a maior procura: foram 1,9 milhão de unidades comercializadas no primeiro semestre em todo o país.

O cenário é diferente de 2021, quando os carros com até oito anos de fabricação foram os mais vendidos nas lojas. No ano passado, a produção de carros ainda estava seriamente prejudicada, levando a uma alta procura dos chamados “seminovos” – aqueles com até dois anos de uso. “Percebemos que o carro novo ‘ficou longe do bolso de muita gente’ e, por isso, o mais em conta tem giro rápido nos feirões”, complementa Ferrari.

Os 0km – Junho registrou uma queda de 4,8% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, na comparação com maio. Na comparação com junho de 2021, a retração foi de 2,4%. A crise de semicondutores, a guerra na Ucrânia e os lockdowns na China provocados pela nova onda de Covid-19 deram um nó na produção, com paralisação de fábricas. Mas, após maio registrar a menor tendência de alta nos preços em 2022, os veículos continuaram subindo de preço em junho. Segundo a KBB Brasil, os carros zero quilômetro ano/modelo 2023 tiveram um incremento de 0,64% no mês passado ante a desvalorização de – 0,64% apontada em maio.

Os mais buscados – A Webmotors, portal de negócios e soluções para o segmento automotivo, divulgou o ranking dos carros novos e usados mais buscados pelos brasileiros nos primeiros seis meses de 2022 na plataforma. “Os sedãs continuam com a preferência entre os usuários da Webmotors que buscam por usados, com Honda Civic e Toyota Corolla entre os três mais pesquisados. Além disso, o nosso ranking reflete cada vez mais o interesse do público por modelos SUV, que vem crescendo em procura ano após ano”, analisa Rodrigo Ferreira, Head de Comunicação do portal. Entre as montadoras mais procuradas no primeiro semestre, Volkswagen (17,4%), Chevrolet (16,6%) e Fiat (12,1%) levaram a melhor. No Nordeste, considerando novos e usados, as três marcas mais buscadas foram Chevrolet, com 17,8%, Volkswagen, com 15,7%, e Fiat, com 15,5%, seguidas de Toyota, com 12,6%, e Ford, com 9,1%. Os modelos com mais visitas no Nordeste foram Corolla, com 4,8% dos registros, Onix, com 4,1%, Gol, com 3,3%, Civic, com 3,2%, e Hilux, com 3,1%.

Picape Gladiator: R$ 500 mil e muita força – A Jeep apresentou na quinta-feira (4) a picape Gladiator, baseada no Wrangler e em versão única (a topo de linha Rubicon) e motor V6 aspirado a gasolina. O foco não é o tradicional das picapes: tem caçamba pequena, capacidade de carga menor do que as médias à venda no país (apenas 674kg) e atenção especial no reboque, como gostam os norte-americanos: são 3.138kg. Confira, então, os detalhes off-road que a diferencia de todas as outras.

Tração 4×4 Rock-Trac – O sistema com relação reduzida permite que a picape entregue o máximo de força em baixa velocidade, para maior controle – e ainda aumenta a quantidade de torque disponível nas rodas.

Bloqueio eletrônico dos diferenciais – Esse recurso trava mecanicamente os eixos fazendo com que ambas as rodas girem na mesma velocidade e evitando que as rodas sem contato com o solo girem em falso. Ele proporciona que a roda em contato com o solo tenha o máximo torque possível para superar os obstáculos. São duas maneiras de maximizar a direção: bloqueando apenas o eixo traseiro ou então os eixos traseiro + dianteiro em conjunto. Nessa condição, entrega o máximo de força nas rodas para ajudar em qualquer aventura, em qualquer situação off-road, sempre com tração máxima. Além disso, o eixo traseiro pode ser travado no modo 4HI, para uso em velocidades altas em terrenos de baixo atrito, como dunas.

Desconexão eletrônica da barra estabilizadora – Para os terrenos mais difíceis, a desconexão da barra estabilizadora dianteira, feita eletronicamente através do botão “Sway Bar”, aumenta a articulação da suspensão em mais 30%, permitindo que o eixo dianteiro trabalhe de forma mais livre e que ambas as rodas mantenham contato com o solo, garantindo maior capacidade de tração.

Novo Sistema Off-road+ – Uma novidade que chegou ao Brasil na versão 2022 do Jeep Wrangler. Quando ativado, automaticamente ajusta a picape Gladiator para as condições do terreno. Atua nos principais sistemas da picape, como acelerador, controle Select-Speed, controle de tração e trocas de marchas, a fim de garantir o desempenho ideal para o terreno. Se habilitado em 4-HI, ele adapta a operação para velocidades mais altas, para uso em dunas, por exemplo. Se habilitado em 4-LO, ele ajusta a operação para um off-road de baixa velocidade, ideal para terrenos com pedras.

Nova Câmera off-road – Exclusiva, a câmera frontal oferece linhas de grade que exibem o caminho à frente dos pneus, permitindo que o condutor literalmente encare qualquer obstáculo. Para melhorar a experiência, um esguicho integrado permite limpar qualquer respingo de lama na câmera, com o simples toque de um botão. Assim como o Sistema Off-road+, a câmera off-road também estreou recentemente no Brasil no Jeep Wrangler.

Trailrated – Espécie de distintivo dado a carro valente, digamos, pela Jeep: ele deve vencer uma série de testes nos terrenos mais difíceis, provar sua capacidade de resistir a condições adversas.

Rock Rails – Ajuda a proteger a cabine com trilhos de aço, de roda a roda. Além disso, eles – atrás das rodas traseiras – ajudam a proteger a caixa de roda, permitindo a travessia de terrenos agressivos sem preocupação.

Ganchos de reboque – Dianteiro e traseiro, servem para ajudar veículos com menor capacidade fora de estrada em dificuldades

Off-Road Pages – Acesso em tempo real aos dados de desempenho off-road que otimizam a experiência durante as aventuras, como inclinação lateral e vertical, altitude, coordenadas, e a temperatura da transmissão.   

Eixos Dana 44 – Os eixos dianteiros e traseiros presentes neste veículo contam com tubos extra-robustos e forjados para excepcional resistência, rigidez e durabilidade.

Protetores de uso off-road – São placas de aço de alta resistência ajudam a proteger componentes importantes, como cárter, transmissão, tanque de combustível e caixa de transferência, de danos que podem ser causados durante a aventura.  

Motorização 3.6 V6 – É a gasolina, capaz de gerar 284cv de potência e 34,7kgfm de torque. Trabalha associado a um câmbio automático de 8 marchas.

Idosos: credencial de estacionamento é on-line –  A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) puseram à disposição dos brasileiros, na última terça-feira, uma funcionalidade interessante: a possibilidade da emissão da credencial de estacionamento para idosos. Essa ação desburocratiza, de forma segura, o serviço. O cidadão passa a emitir a credencial sem custo, de forma rápida, sem ter que se deslocar para um atendimento presencial, geralmente cheio de filas – e mau humor de servidores. E, claro, vai reduzir a demanda no balcão do órgão de trânsito municipal.

O serviço está no Portal de Serviços da Senatran, o antigo Denatran. Os municípios poderão liberar o benefício a motoristas com mais de 60 anos, que possuam carteira de habilitação ativa e conta nível prata ou ouro na Plataforma Gov.Br. Para fazer a adesão ao serviço, os órgãos de trânsito das prefeituras já integrados ao Sistema Nacional de Trânsito devem acessar a função “Habilitar Órgão Emissor”. Já para os entes que ainda não estão integrados, a habilitação é feita pelo Detran do respectivo estado (ou DF). Deve ser utilizado o certificado digital do CNPJ do município ou do Detran, anexar o símbolo do órgão que será apresentado na credencial e salvar. A partir disso, a funcionalidade estará disponível para os motoristas dessas localidades.

Passo-a-passo para o cidadão

Passo 1

Ao acessar o Portal de Serviços da Senatran, o usuário encontrará o link direto para o serviço. Caso ainda não esteja logado no Gov.Br, será direcionado para esta autenticação. Se já estiver conectado à plataforma, o link do serviço estará disponível no menu à esquerda.

Passo 2

Se o cadastro não possuir nenhum impedimento, será apresentada a tela com o botão “Baixar Credencial”, para fazer o download do documento. Deve-se clicar no link “termos e condições” para ler as regras de utilização, marcar a caixinha confirmando o “Li e concordo com os termos e condições”.

Passo 3

Ao clicar no botão “Baixar Credencial”, será feito o download do documento tipo PDF, já pronto para impressão. Caso o motorista tenha uma credencial emitida pelo portal de serviços e a perca por algum motivo, ele também poderá cancelá-la por meio do mesmo serviço.

Fiat mostra novo SUV, o Fastback – O nome do mais novo SUV, estilo cupê, já havia sido revelado em junho – e a há duas semanas foi mostrada a silhueta do modelo. Agora, nessa nova estratégia geral de apresentar um produto automobilístico por pílulas, eis que a marca italiana pertencente à Stellantis mostra o exterior completo do Fastback. A imagem traz uma versão na cor branco com teto preto que cai em direção à traseira. A frente tem grade em formato de colmeia tridimensional. As laterais têm entradas de ar funcionais e friso cromado contornando os parachoques.

As luzes DRL (ou assinatura, como prefere a marca) são em full LED. As lanternas horizontais são finas, bipartidas e flutuantes – e em posição bem elevada, por sinal. As rodas esportivas têm acabamento diamantado. Internamente, o Fastback deverá ter um interior mais sofisticado do que os colegas Pulse e Toro, por exemplo. E com centrais multimídias (daquelas flutuantes) e quadro de instrumentos digitais.

Nova Montana: menor consumo? – A nova picape da Chevrolet, embora mantenha o nome Montana, será totalmente diferente do que a marca produziu até agora. Pelo menos é o que se espera a partir das pílulas de informações que a General Motors tem divulgado ao longo dos últimos meses. Do visual ao tamanho, das configurações de acabamento (com mais espaço) ao motor, câmbio e por aí vai. O modelo está em fase final de desenvolvimento no campo de provas da GM em Indaiatuba (SP) – o maior do Hemisfério Sul. Ao longo da semana, os engenheiros da marca divulgaram outro conceito: a garantia da melhor integração entre os sistemas mecânicos e eletrônicos e, claro, seus resultados. 

“Muitos têm curiosidade em saber o que mais impacta na performance e na dinâmica de uma picape: torque, peso ou aerodinâmica? O segredo está na harmonização das tecnologias, e o resultado final é o que importa para o consumidor”, diz Silvio Mariano, engenheiro de desenvolvimento veicular da GM.

No caso da Nova Montana, uma central eletrônica avançada permite até 3 vezes mais variáveis de calibração que picapes de geração anterior. Isso significa, segundo Mariano, que o conjunto funciona de forma muito mais inteligente. Por isso,ela vai ter uma relação entre aceleração e consumo superior à média do segmento, vazia ou carregada, garante a GM. Isto porque o modelo virá equipado com motor turbo de alto rendimento, de série. E mais: neste contexto, a nova geração da Montana será, entre as picapes automáticas, a campeã em economia de combustível.

BMW R 18 chega por R$ 140 mil – Os fãs das linhas clássicas e estilosas da BMW Motorrad que aguardavam a chegada da motocicleta BMW R 18 devem se preparar, desde que tenham R$ 140 mil disponíveis: a partir do dia 18, não por acaso, podem começar a fazer a pré-compra do modelo. Inspirada na clássica R 5, a BMW R 18 marca a entrada da BMW Motorrad no segmento Cruiser. Num conceito que a marca diz combinar essência e funcionalidade para proporcionar a melhor experiência de pilotagem possível, a moto tem como ‘peça central’ um motor boxer de 2 cilindros, desenvolvido para ela. São impressionantes 91cv de potência e torque de 15,8kgfm (igual ao de muitos carros do mercado brasileiro). E o motor ainda tem um belíssimo ronco, marca registrada do segmento Cruiser. O câmbio é de seis marchas.

Visualmente, a R 18 mescla o estilo icônico dos modelos antigos com um visual moderno, mantendo um design clássico e inspirado na BMW R 5. A R 18 oferece três modos de pilotagem padrão, algo incomum no segmento, para poder se adaptar às preferências individuais do piloto. Há ainda controle automático de estabilidade, controle de estabilidade e tração, auxílio nas partidas em subidas, controle de velocidade de cruzeiro, luzes em LED e sistema de partida sem chave. Os primeiros a fazer reservas na pré-venda ganharão brindes como livro heritage, boné R18, cinto R18, três logos históricos, luvas brancas, chave de fenda estilo chave e parafuso para trocar os logos da moto.

Motos e scooters elétricas – A mobilidade elétrica também ganha espaço entre os consumidores de veículos de duas rodas. Levantamento do Mercado Livre, no primeiro semestre de 2022 mostra que houve crescimento na intenção de compra de motos e scooters elétricas e híbridas de todas as faixas de cilindradas em comparação com o mesmo período do ano anterior. O salto mais expressivo ocorreu na faixa entre 50 e 60 cilindradas, com um crescimento de 208% – a mesma faixa de cilindrada também teve um aumento na oferta de quase 90% no período. As marcas mais procuradas são Aima e Shineray, com preços médios de R$ 11 mil. Outras faixas de cilindrada também obtiveram crescimento na intenção de compra. Motos elétricas de 50 cilindradas ou menos tiveram um aumento de cerca de 20% na intenção de compra. As híbridas (de motores a combustão ou elétricas) de 160 a 300 cilindradas mantêm um crescimento expressivo na intenção de compra no período, com um aumento de 190%. Os modelos abaixo de 160 cilindradas tiveram crescimento de 43% na intenção de compra.

Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.

A campanha nem bem deu o seu start e já estou sendo alvo de ataques covardes por parte daqueles que não aceitam conviver num ambiente democrático e de plena liberdade de Imprensa.

Na campanha passada, meu blog foi atacado sistematicamente e retirado do ar. Cheguei a fazer formalmente a queixa na delegacia de crimes cibernéticos, sem resultar, entretanto, sem nenhum efeito prático. Aliás, nunca tive retorno de qualquer investigação.

Agora, os ataques mudaram de direção e atingem as redes sociais do blog. No momento em que chegamos a quase 60 mil seguidores no Instagram, denúncias me proibiram de alimentá-lo e a conta está suspensa, sem previsão de volta.

Eu desconfio ter partido dos mesmos que me perseguiram na eleição passada.

Com a disparada da inflação, a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) chegou a 31,3% só no governo de Jair Bolsonaro, de acordo com cálculos realizados pelo Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) a pedido do G1. O estudo leva em conta a inflação medida pelo IPCA no acumulado de janeiro de 2019 até junho deste ano.

A última correção da tabela foi realizada em 2015 e o aumento da defasagem tem aumentado a tributação dos mais pobres e obrigado a cada ano um número maior de brasileiros a pagar imposto de renda.

O levantamento da Unafisco mostra também que, de 1996 a junho de 2022, a defasagem acumulada da tabela do IR das pessoas físicas é de 147,4%. No começo do ano, estava em 134,5%.

A atualização da tabela foi uma promessa da campanha de 2018 de Bolsonaro, mas não foi cumprida. O então candidato defendeu também isenção para quem ganha até 5 salários mínimos. A mudança no IR agora virou promessa para 2023. Nesta semana, o presidente disse que a correção para o próximo ano já foi acertada com o ministro da Economia, Paulo Guedes, mas não foram antecipados detalhes.

Corrigindo a tabela apenas pela defasagem acumulada desde 2019, a faixa de isenção passaria dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 2.500,44. Se houvesse correção de toda a defasagem acumulada, a isenção seria aplicada a quem ganha até R$ 4.710,49 mensais. (Veja mais abaixo simulação dos auditores que mostra como ficaria a tabela com as correções integral e parcial).

Procurado pelo g1, o Ministério da Economia informou que não vai se manifestar sobre a defasagem e atualização da tabela do Imposto de Renda.

Aumento da carga tributária e ‘arrecadação indevida’

Na prática, a não correção da tabela representa um aumento da carga tributária para a população. Isso porque a defasagem faz com que muitos contribuintes deixem de ser isentos ou passem a pagar uma alíquota maior em relação ao ano anterior, uma vez que reajustes salariais (ainda que abaixo da inflação) podem fazer com que a pessoa entre em outra faixa de renda da tabela.

“É um aumento brutal da carga tributária para a classe média e para os pobres e um descumprimento da promessa de campanha de não ter aumento de imposto”, afirma o presidente da Unafisco Nacional, Mauro Silva.

“Para que nunca tivesse ocorrido aumento de imposto de renda na gestão Bolsonaro, desde o primeiro mês de governo deveria ter sido reajustado a tabela pela inflação do ano anterior (2018) e assim sucessivamente nos anos seguintes. Isso pode ser feito por meio de medida provisória”, afirmam os auditores no estudo.

O número de declarações recebidas neste ano pela Receita Federal subiu para 36,3 milhões, um novo recorde histórico, superando o total do ano passado em 2,154 milhões, o que representa um aumento anual de 6,3%.

Número de isentos aumentaria em mais de 5 milhões com correção

O número de contribuintes isentos do Imposto de Renda ao menos triplicaria se a tabela da base de cálculo fosse corrigida integralmente pela inflação acumulada nos últimos anos, de acordo com as estimativas dos auditores.

Segundo a Unafisco, o número de isentos passaria de 7,6 milhões para 13,1 milhões (5,5 milhões a mais) com uma correção da defasagem acumulada na gestão Bolsonaro, podendo chegar a 23,8 milhões (16,2 milhões a mais) com um ajuste integral da tabela, de 147,4%.

Impacto fiscal da perda de arrecadação

Apesar do impacto de uma correção da tabela nas contas públicas, a avaliação dos auditores é que se trata de uma questão de justiça tributária, uma vez que se trataria de uma arrecadação indevida.

“Cada 1% de inflação não recuperada na tabela equivale a R$ 2 bilhões a mais de arrecadação indevida”, diz Silva.

O levantamento da Unafisco mostra que uma correção parcial de 31,3% da tabela do IR faria a arrecadação federal com o imposto cair para R$ 250 bilhões, o que representaria um impacto fiscal da ordem de R$ 63 bilhões para o governo federal.

Em junho do ano passado, o governo enviou uma proposta de correção parcial da tabela para o Congresso como parte da reforma tributária. A proposta chegou a ser aprovada pela Câmara dos Deputados, mas segue paralisada no Senado. Pouco se avançou também nas discussões sobre a revisão e simplificação do sistema tributário brasileiro.

O Brasil é um dos poucos países, atualmente, que não taxam a distribuição de lucros e dividendos para pessoas físicas, que vigorou até 1995 e foi extinta. Analistas avaliam que, ao taxar pouco a renda e o patrimônio, e muito o consumo — na comparação com outros países —, o sistema tributário brasileiro penaliza a parcela mais pobre da população e beneficia os muito ricos.

O presidente do PP em Pernambuco, Eduardo da Fonte, lançou, ontem, durante convenção estadual, o nome do advogado e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Antônio Mário, como candidato ao Senado pelo partido. Embora apoie Danilo Cabral (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco, Dudu da Fonte, como é mais conhecido, se curvou à determinação do diretório nacional do PP, que proibiu alianças com candidatos do PT, a exemplo da candidata ao Senado pela Frente Popular de Danilo, Teresa Leitão.

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