Jaboatão

17/05


2021

CPI da Covid quer ouvir número dois de Pazuello

A CPI da Covid deve aprovar, amanhã, a convocação do número dois de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde, o ex-secretário-executivo Élcio Franco, para desvendar as razões para as recusas para compra de vacinas não só da Pfizer mas também da Coronavac no ano passado.

"Vamos aprovar a convocação do Élcio Franco para que ele esclareça os motivos do governo em recusar as ofertas da Pfizer e também toda polêmica sobre a aquisição da coronavac", afirmou o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao blog do Valdo Cruz.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), lembra que, no depoimento do executivo da Pfizer, Carlos Murillo, ficou claro que os contatos do laboratório eram com o então secretário-executivo e ele não respondeu às propostas. "Por que ele não respondeu? Seguiu orientação de quem? Ele precisa esclarecer tudo isso", afirmou o senador Omar Aziz.

Randolfe Rodrigues diz que a CPI vai querer saber também de uma reunião de Élcio Franco, em meados do ano passado, com o Ministério da Economia para tratar de compra de vacinas. E que, neste encontro, a equipe de Paulo Guedes teria dito ao secretário-executivo da Saúde que não era preciso adotar nenhuma legislação para fazer as aquisições de imunizantes.

O presidente da CPI diz ainda que perguntas que Eduardo Pazuello deixe de responder, alegando seu direito de ficar em silêncio concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), serão feitas a Élcio Franco. "Ele pode responder o que Pazuello se negar a falar", afirma o senador Omar Aziz.

A CPI da Covid deve aprovar amanhã também os pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do ex-secretário de Comunicação Social do Palácio do Planalto Fábio Wajngarten. A CPI quer checar quem eram os interlocutores do ex-secretário nas negociações com a Pfizer e se havia algum interesse econômico, o que ele negou na comissão.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Olinda

17/05


2021

Rio Grande do Norte vira grife em melão

Na estação Rio Grande do Norte, terceiro Estado escolhido na peregrinação deste repórter ao Nordeste há 28 anos, para escrever o livro O Nordeste que deu certo, o destaque de hoje está na vocação de Mossoró para produção de melão. Das suas terras saem grande parte da fruta que abastece o mercado nacional e chega também ao exterior.

Embora tenha perdido a Maisa, projeto que fez grande sucesso entre os anos 80 e 90, Mossoró continua na liderança na produção de melão. A cidade ganhou o título de Capital Nacional do Semiárido e é um dos orgulhos do Nordeste, um oásis em plena caatinga. Confira o texto original do livro e no final a atualização dos dados econômicos 28 anos depois.

Os bons frutos do melão

Capítulo 10

O maior projeto agrícola do País em frutas tropicais está no Nordeste, em plena caatinga, no município de Mossoró. Só na produção de melão (o carro-chefe), a previsão é de uma colheita de 57 mil toneladas, 40% da produção nacional. A produtividade chega a superar índices internacionais, como os obtidos na Califórnia, nos Estados Unidos.

Com uma área de 30 mil hectares, o projeto responde pelo nome de Maisa (Mossoró Agro-Industrial S.A) e pertence a um grupo privado, formado pelos empresários Geraldo Cabral Rola, José Nilson de Sá e Múcio Gurgel de Sá. Em meio à seca, a empresa fatura US$ 50 milhões por ano, na produção de melão, melancia, manga, maracujá, caju, uva e acerola; e, em experimentação, abacaxi, amendoim, figo e tâmara.

Com tecnologia de primeiro mundo, produz 3,5 mil toneladas de suco por ano, dos quais 40% vão para os mercados norte-americano e europeu. Exporta ainda cerca de 80% da castanha de caju beneficiada em sua fábrica, uma das mais modernas da América Latina. No processo de beneficiamento, o óleo extraído é vendido para utilização na produção de vernizes e na fabricação de discos de freio e embreagens na indústria automobilística. “A amêndoa vai para os mercados americano e europeu, além do mercado interno”, diz Geraldo Cabral Rola, presidente do Grupo.

Segundo ele, a performance comercial da Maisa nos últimos anos demonstra o acerto de suas iniciativas. “Estamos firmes na liderança nacional da produção de melão e detemos importantes parcelas no mercado de manga, caju, acerola e outras frutas”, afirma, acrescentando que sua marca possui grande expressão nos mercados do exterior e em grandes distribuidores da Inglaterra, Holanda, França, Itália e Espanha. 

“Nossos frutos são conhecidos e aprovados no Brasil e no mundo por sua alta qualidade e sabor”, revela, orgulhoso, o empresário, que contou com o apoio do BNB e do Banco do Brasil para financiar uma parte do projeto. De bancos holandeses, ele conseguiu um empréstimo de US$ 10 milhões, para ampliar as atividades agrícolas com um outro projeto em Jaguaruana (CE), onde metade da área de cinco mil hectares será dividida em lotes de 8 a 12 hectares, para cultivo por pequenos agricultores.

No Ceará, o projeto vai usar água do rio Jaguaribe para a irrigação por meio de uma adutora, estando a primeira colheita de melão prevista para o próximo ano. Geraldo Rola define a nova experiência como um caso de reforma agrária em estilo capitalista. O Governo do Ceará, segundo ele, entra com US$ 16 milhões em obras de infraestrutura e o Banco do Nordeste financia cerca de US$ 14 milhões aos pequenos proprietários.

O parque industrial da Maisa, em Mossoró, compreende, além de uma fábrica de beneficiamento de castanha de caju e acerola, uma unidade produtora de sucos concentrados e outra para produção de tubos de polietileno utilizados para a irrigação. “Os processos de produção, em todas as unidades industriais, são submetidos a rígidos padrões de higiene e ao mais rigoroso controle de qualidade”, diz Rola.

Milagre da irrigação

A sensação é de estar chegando a uma cidade típica da região Sudeste. O verde, espalhado de canto a canto, lembra também as regiões produtoras da Flórida. Mas, na realidade, estamos entrando e pisando na área mais seca do Nordeste, onde um sistema de irrigação composto por 13 poços cavados à profundidade de até 700 metros, opera verdadeiros milagres. 

Quem chega desapercebido pensa que está numa cidade porque, na realidade, Maisa é quase isso. Ali moram quatro mil pessoas, população maior do que a de 57 municípios do Rio Grande do Norte. São 600 casas com água encanada, luz elétrica e rede de esgoto.

Existe, ainda, hospital, escola de 1º grau, creche e serviço de assistência social. Em 91, foram investidos US$ 500 mil em obras na vila, incluindo captação e tratamento de água de esgoto e reforma geral de todas as casas, além da compra de duas antenas parabólicas. Até mesmo um posto policial já existe. A vila é administrada por um prefeito biônico, escolhido pela direção da empresa entre os quatro mil funcionários.

“Nós trabalhamos com a firme sensação de que estamos mesmo numa cidade, pois aqui não falta nada”, diz Roberto Papa, gerente tecnológico do projeto, um paulista de 32 anos, formado em agronomia pela Universidade de Botucatu (SP). Há dois anos, ele leva uma rotina dura para tocar o projeto. Mora numa casa de três quartos, sala, cozinha, varanda e garagem, num padrão superior aos demais funcionários que pagam uma taxa simbólica de aluguel e a conta de luz.

A vida no projeto Maisa é dura, mas a estrutura permite que os quatro mil funcionários tenham um padrão bem diferenciado da região. Os que não têm casa na vila, por exemplo, são transportados de ônibus, gratuitamente. Uma frota de nove ônibus atende duas vezes por dia os que moram na cidade de Mossoró, que fica a 50 quilômetros. 

Maria Lúcia de Melo, 29 anos, trabalha na colheita de acerola há dois anos e é uma das que andam duas vezes ao dia de ônibus para cumprir sua rotina. Ela transmite sinais de felicidade. “Aqui, a gente tem assistência médica, segurança e outras vantagens que não vê lá fora”, ressalta. 

Roberto Papa explica que o grupo empresarial que controla a Maisa teve uma preocupação muito grande com o lado social do projeto. “Quanto mais condições de trabalho a empresa dá, mais colhe lucros”, ressalta ele, acrescentando que essa tem sido uma filosofia universal infalível. Ele próprio conta que sempre sonhou em trabalhar na Maisa e desde que entrou fica a cada dia mais fascinado. “Agora mesmo estou me preparando para um estágio de nove meses na Holanda”, conta, adiantando ser esta a segunda vez que vai ao exterior patrocinado pela empresa com o objetivo apenas de conhecer novas tecnologias.

“Isso nos estimula e dá uma compensação”, revela Papa, que não pensa mais em cidades grandes. “São Paulo é uma ilusão. Aqui, estou bem e satisfeito”, afirma, acrescentando que já tem planos para casar com uma moça de Mossoró. A exemplo de Papa, há mais três cariocas e um paulista trabalhando no projeto, que tem 18 agrônomos no total, sendo a maioria da própria região. “Esta é uma filosofia da empresa: aproveitar a mão-de-obra local”, diz o gerente de tecnologia.

Andar em torno dos 30 mil hectares de terras irrigadas da Maisa não é uma façanha para qualquer um. É preciso ter muita disposição e conhecer as características da região. Para se ter uma ideia, o projeto tem nada menos do que 500 km de estradas internas.

Para administrar tudo isso, foram precisos 5.500 kw de instalações elétricas, que produzem equipamentos e materiais para seus projetos, além de proporcionar uma moderna rede de comunicação. “A Maisa trouxe e adaptou às nossas condições tecnologia de outros países. Assim, desenvolveu o setor agrícola e industrial, criou milhares e empregos, e contribuiu para a diminuição do êxodo rural na região”, diz Roberto Papa, adiantando que três fatores foram determinantes: as excelentes condições climáticas, os investimentos em pesquisas e a capacidade de trabalho do seu pessoal.

Papa destaca o moderno sistema de seleção e embalagem dos produtos para garantir o padrão de higiene necessário ao exigente mercado internacional, e cita a “packing house”, com uma área de dois mil metros quadrados e capacidade para processar 10 toneladas por hora. Segundo ele, estão em construção mais outras cinco do mesmo modelo.

No centro técnico, altamente profissionalizado, estão sendo desenvolvidas novas tecnologias compatíveis com as mais avançadas do mundo do “agrobusiness”. A ideia que temos é que estamos, a cada ano, nos preparando para novos desafios do mercado e da competição internacional”, teoriza o agrônomo.

Água debaixo do chão 

Em fins de 1970, a Maisa instalou-se em Mossoró com a ideia apenas de produzir caju, mas a grande seca ocorrida entre 1980 e 1983 quase leva a empresa à falência. “Descobrimos que a única saída para a nossa sobrevivência seria a diversificação da produção e que o melão era a melhor alternativa”, conta o diretor de exportações da empresa, Marcelo Gadelha. Com isso, a empresa, após pesquisar tecnologia em regiões semiáridas e Israel e Califórnia (EUA), descobriu que os solos de Mossoró poderiam obter uma produtividade superior às das áreas pesquisadas. Para Gadelha, “o nosso único mérito foi adaptar as formas de irrigação desenvolvidas naqueles países à realidade de Mossoró”. 

O sistema de irrigação do projeto tem tecnologia de primeiro mundo. Sua base é o gotejamento da água através de pequenos furos em canos de PVC. A água é bombeada a partir de dez reservatórios. Os canos ficam no chão, perto das raízes das plantas, para manter a terra sempre molhada. “Trata-se de um processo simples, que poderia ser adotado em larga escala no combate à seca”, observa Gadelha.

Em 93, mesmo tendo chovido apenas 20% da média anual, a empresa manteve os quatro plantios previstos. “Estamos tão otimistas que investimos US$ 8 milhões em tecnologias, inclusive com a construção de três novos poços, que duplicação nossa capacidade de produção no próximo ano”, afirma.

No projeto, a Maisa opera 13 poços, com profundidade média de 700 metros, num regime de 20 horas de bombeamento por dia. Também utiliza o sistema para captar água do rio Jaguaribe, numa vazão média de 600 metros cúbicos por hora. A capacidade de armazenamento nos 10 reservatórios é de aproximadamente 8,8 milhões de litros e a vazão média de cada um dos poços que operam em Mossoró é de 190 mil litros/hora.

“Desde o início de nossas atividades no sertão do Rio Grande do Norte, acreditamos que o Nordeste poderia ser um polo de crescimento. Por isso, buscamos alternativas econômicas que se adaptassem à realidade de um mercado em transformação”, diz Geraldo Rola, para completar: “Hoje estamos com poder de competitividade no mercado internacional”.

Reforma agrária

Se não bastasse a condição de maior projeto agrícola em produção comercial no País, o grupo Maisa ainda está apostando no sucesso do Projeto Canaã, no Estado do Ceará. “Queremos contribuir para erradicar definitivamente a miséria quase absoluta da região”, diz Geraldo Rola, referindo-se à área de Jaguaruana (CE), onde pretende doar 2.400 hectares a 240 irrigantes. 

Sob orientação técnica e comercial, eles irão cultivar com segurança produtos destinados às agroindústrias da região e aos mercados interno e externo. Os outros 2.600 hectares serão destinados à produção própria da empresa, totalizando uma área de 5.000 hectares irrigados. 

“Podemos definir esse projeto como sendo uma reforma agrária privada”, diz Rola, estimulado com os investimentos de US$ 10 milhões no projeto, feitos a partir de um empréstimo que fez junto a bancos holandeses e a contrapartida do governo do Ceará – de US$ 16 milhões – em obras de infraestrutura. Os projetos de pequena irrigação dos colonos são financiados pelo BNB.

O melão hoje representa a maior fatia dos lucros da empresa. Classificados como os melhores no mercado internacional, os melões que saem do projeto em Mossoró permitem um faturamento de US$ 50 milhões. Pela ordem, o projeto de Mossoró contribui com 38 mil toneladas das 57 mil previstas para atual safra, seguido de longe pela Jaisa (CE), com 15 mil toneladas. A Faisa, em Fortaleza (também pertencente ao grupo) produzirá apenas 4.800 toneladas de frutas.

Em frutas tropicais, em segundo lugar vem a acerola, com 2.560 toneladas. Com mais vitamina C que a laranja, a acerola ocupa uma área de 250 hectares e começou a ser cultivada em escala comercial graças a um acordo com um grupo japonês. Sua polpa já é exportada para a Europa, assim como o próprio suco (a empresa possui uma unidade produtora de sucos concentrados dentro do seu parque industrial).

Quanto à uva, cuja excelente qualidade foi conquistada graças à importação de “know-how” chileno e israelense, ocupa apenas 65 hectares, que deverão produzir nesta safra cerca de 1,5 milhão de toneladas. No projeto, há ainda maracujá, manga, cajueiro e castanha.

Com relação à exportação de sucos, a Maisa prevê repassar 820 toneladas de sucos de abacaxi para a Europa, 688 mil de acerola e 221 mil de maracujá, tendo ainda reserva para abastecer o mercado interno e a América Central. Entre julho de 91 e julho de 92, 100 mil caixas de castanha de caju foram produzidas, sendo 78.830 para o mercado externo. A previsão para a atual safra é de uma produção de 130 mil caixas, destinando 100 mil para o exterior. 

A Maisa detém liderança nacional de melão e importantes parcelas do mercado de manga, caju e acerola. O que mais impressiona de todo o seu parque industrial é a sua fábrica de beneficiamento de castanha de caju, a maior da América Latina. Lá, existe um verdadeiro formigueiro humano trabalhando 24 horas por dia. 

Outra inovação que chama a atenção é a “packing house”, instalada para acelerar o processo de embalagem para exportação de melão, com uma área de 2.000 m2. Por ali, são processadas 10 toneladas de melão por hora. O sistema de seleção e embalagem é tão moderno que existe uma orientação para não ser filmado. É que os diretores da Maisa temem que ele venha a ser copiado por outras empresas.

28 ANOS DEPOIS

- Mossoró cresceu e hoje tem mais de 300 mil habitantes. É o segundo município mais populoso do Rio Grande do Norte, só perdendo para Natal (869,9 mil habitantes).

- O município continua líder em produção de petróleo em terra no Brasil. Hoje, saem do município 47 mil barris/dia extraídos de mais de 3.500 poços no chamado Campo de Petróleo Canto do Amaro. Em 1993, eram 35 mil barris/dia retirados de 704 poços.

- A produção de petróleo no Rio Grande do Norte, em terra e mar, está em pouco mais de 70 mil barris/dia. O Estado já chegou a produzir 100 mil barris/dia. 

- O Rio Grande do Norte produz mais de 340 toneladas/dia de Gás de Cozinha (GLP). Em 1993, a produção era de 310 toneladas/dia. 

- Mossoró é responsável por 90% da produção de sal de todo o Brasil. A produção média de sal no município fica entre 5,5 e 6 milhões de toneladas/ano. Em 1993, eram 3,4 milhões de toneladas/ano.

- A rede hoteleira de Mossoró não para de crescer. De 1993 até 2005, chegou a 1.050 leitos. Hoje, já conta com mais de dois mil leitos.

- Destaque para o parque aquático de águas termais do Thermas Hotel e Resort. São 12 piscinas interligadas e bombeadas a partir de uma central. As águas atingem uma temperatura de até 58 graus centígrados e são distribuídas para as piscinas, perdendo o calor gradativamente. 

- Mossoró continua sendo destaque na produção de melão. A maior fazenda do Estado, com 22 mil hectares, cultiva 7 mil hectares de melão e produz 220 mil toneladas da fruta por ano. Sessenta por cento da produção vai para a exportação, principalmente para Inglaterra, Holanda, Espanha e Oriente Médio. O melão é cultivado em 12 propriedades da região de Mossoró. Em 1993, eram produzidas no município 57 mil toneladas de melão.

- A Maisa faliu em 2003, mergulhada em grave crise após o Plano Real. Naquele mesmo ano, suas terras, invadidas pelo MST, foram objeto de desapropriação para fins de reforma agrária. O Grupo Maisa (Mossoró Agroindustrial S/A) marcou época em Mossoró durante os anos 80/90. A Maisa ficou famosa no Brasil e no exterior a partir da comercialização do melão, um dos seus carros-chefes. A empresa chegou a ter sete mil empregados diretos, dos quais seis mil na lavoura, tornando-se uma das maiores empregadoras privadas do Estado. Em 1993, o faturamento da Maisa chegou a US$ 50 milhões.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Ipojuca 2021

17/05


2021

Cardinot fora da TV Jornal

O apresentador Joslei Cardinot está fora da grade de programação da TV Jornal, a partir de hoje. Segundo o blog apurou, a mudança se dá pela baixa audiência do programa comandado por ele, o Por Dentro com Cardinot, exibido ao meio-dia, que estava perdendo pontos para o noticiário exibido por Fábio Araújo, na TV Clube.

A princípio, havia uma especulação de que Cardinot seria substituído pelo ex-global Ronan Tardin, porém a informação não foi confirmada. Quem assume o comando da programação interinamente é a jornalista Suelen Brainer.

Cardinot fazia parte dos quadros da TV Jornal desde março de 2015. Apesar de o contrato do apresentador não ter sido renovado, ele vigora até dia doze de junho.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

CABO

17/05


2021

Geraldo recua e cancela R$ 15 milhões em móveis

EXCLUSIVO

Após a denúncia do Blog, com exclusividade, o ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB), atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, recuou de uma licitação para torrar R$ 15 milhões em móveis (inclusive de luxo) para a estatal SUAPE. 

Após a denúncia do Blog, cidadãos já tinham ingressado até com ação popular, para barrar a "gastança" na Justiça. 

Temendo o desgaste político com a compra absurda neste momento de crise financeira do covid-19, Geraldo deu a ordem para cancelar a compra. 

A denúncia do Blog foi publicada em 11 de maio e a compra foi sepultada pelo parecer 111/2021, de 14 de maio. 

Quem assinou a revogação da "festança" com dinheiro público foi o atual presidente de SUAPE, Roberto Gusmão, um dos nomes da maior confiança e intimidade com Geraldo, desde os tempos da Prefeitura do Recife. 

O presidente de SUAPE reconheceu, no seu despacho, que haviam "razões de interesse público" para barrar o gasto de R$ 15 milhões em novos móveis para o conforto da equipe de Geraldo em SUAPE. 

Dentre os itens que seriam adquiridos com recursos públicos, estavam armários, prateleiras, rodapés, mesas, gavetas, dentre outros. Em alguns itens, a Secretaria de Geraldo exigiu no edital "revestimento amadeirado carvalho prata ou similar".

Algumas das cadeiras exigidas pela Secretaria de Geraldo, por exemplo, também tinham especificações bem detalhadas como exigência de que sejam em "aço carbono": "Cadeira fixa sem braços, empilhável, com estrutura manufaturada em barra redonda trefilada de aço carbono, de diâmetro externo mínimo 7/16” (11,11 mm), do tipo trapezoidal, possuindo interligação de reforço transversal na porção frontal da estrutura, estando este reforço distante do piso de maneira tal que não impeça ou atrapalhe os movimentos dos membros inferiores do usuário".


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Tem calma bozoloide, não esquece do clã do teu mito.KKKK

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

PSB Covil de ladrões. Aprenderam direitinho com o PT seu aliado antigo!!!



17/05


2021

Fachin autorizou PF a buscar provas contra Toffoli

Os dados de duas operações relacionadas à Lava Jato do Rio foram utilizados em uma apuração preliminar da Polícia Federal que resultou no pedido de inquérito contra o ministro Dias Toffoli. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizou a PF a buscar provas.

Fachin aceitou o argumento da PF de que o acordo de colaboração do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) tem uma cláusula que prevê o uso de informações coletadas nas operações Calicute, que prendeu o ex-governador, em 2016, e Boca de Lobo, que prendeu seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, em 2018.

Segundo o jornal, as informações serviram para embasar o relatório em que a PF diz que é preciso apurar suposto crime de corrupção de Toffoli em venda de decisões judiciais.

Antes da permissão de Fachin, o juiz Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, negou o compartilhamento por envolver pessoas com foro. O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou contra porque a PF não indicou quem eram os investigados.

Na sexta-feira, Fachin havia negado o pedido da PF para investigar Dias Toffoli.

Porém, o ministro do STF rejeitou a manifestação contrária da PGR durante a apuração preliminar e liberou o uso do material no âmbito do acordo de Cabral.

O inquérito investiga suposto recebimento de R$ 4 milhões em troca de favorecimento em processos sobre 2 prefeitos do Estado do Rio de Janeiro no Tribunal Superior Eleitoral. Toffoli atuou na Corte eleitoral de 2012 a 2016.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Petrolina abril 2021

17/05


2021

Pindorama é um Jacarezinho

A operação na favela Jacarezinho acabou, porém continua. Pindorama é uma república de jacarezinhos, assim falou o bicho-grilo Adalbertovsky em sua cantoria nas montanhas da Jaqueira. “O consumo de drogas insere-se na nova ordem social. A operação Jacarezinho funciona como efeito pirotécnico e faz parte do oficio de enxugar gelo. Quanto mais enxugam gelo, mais se multiplicam os jacarezinhos, nos ares, nos bares, em todos os lugares onde canta o carcará e onde cantava o sabiá”.

“A respeito das execuções no Jacarezinho, um inocente dirá que nesta Pátria mãe gentil não existe pena de morte. Neste reino de Pindorama existe sim a pena de morte.  Todos os santos dias e profanos dias jacarezinhos são executados nos corredores da morte, nos guetos, nos becos e nas quebradas. A pena de morte depende da corpulência dos jacarés”.

“Os jacarés miúdos são julgados, condenados e presos na instância zero do Juízo Final de cada dia. Os tapetes azuis e tapetes verdes do Congresso Nacional agasalham jacarezinhos inoxidáveis.  Farto de furtar verbas públicas, o jacarezinho azul enfiou milhões de denários na cueca e saiu rebolando em Brasília. Não pagou uma Ave Maria de penitência. Ser jacaré azul é padecer no paraíso”.

“DOBRAR A META –  Qual o resultado da gastança de milhões e milhões de denários do Governo do Estado na luta contra o maldito inseto comunista chinês? Até agora, necas. A meta agora do gov Paulo Carcará e seus secretários é dobrar a meta de falências e desemprego e depois botar a culpa no governo  federal. De sua parte Geraudo Covid Julho quer torrar 15 milhões na compra de moveis de luxo para a Secretaria de Subdesenvolvimento. Geraudo Covid não tem limites”. 

“LIVRO – Oi, bichos! Meu livro Planeta Micróbio – A humanidade é blue – continua à venda na Editora Bagaço, Livraria Jaqueira (3265.9455), Banca do Kel (9.9659.2037), Livraria Imperatriz do Plaza, Livraria Ideia Fixa (Parnamirim)”. A cantoria do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Bandeirantes 2021

17/05


2021

Coluna da segunda-feira

Bom para oposição, ruim para Geraldo

Na primeira pesquisa de intenção de voto para governador de Pernambuco em 2022, do Instituto Opinião (PB), postada abaixo, com exclusividade para este blog, algumas constatações naturais, dentre elas uma irrefutável: o pré-candidato das forças governistas, ex-prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), não desponta com o potencial eleitoral que muitos aliados imaginavam. Mais do que isso, é detentor de uma rejeição que, dificilmente, pode ser revertida num curto espaço de tempo.

Para quem ficou na vitrine nos últimos oito anos, prefeito eleito e reeleito da capital, onde está concentrado o maior reduto eleitoral do Estado, largar com menos de 7% é algo muito preocupante. Na verdade, tecnicamente, Geraldo está situado num empate técnico com o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), uma cara ainda desconhecida na área metropolitana, com forte inserção apenas no Sertão, notadamente o Vale do São Francisco, onde tem quase metade das intenções de voto – 48%.

Além de estar entre os lanternas, Geraldo é o nome mais rejeitado entre todos os pré-candidatos. Outro dado que o coloca numa situação ainda mais delicada: Zé Neto (PSB), secretário da Casa Civil, fora da mídia, que ganhou um pequeno espaço apenas com a lembrança do seu nome pelo líder do Avante na Câmara, Sebastião Oliveira, já pontua na pesquisa, mesmo timidamente com 2,5%, sinal de que, vindo a ser colocado na vitrine, pode atrapalhar o projeto de Geraldo de ser escolhido, consensualmente.

A pesquisa, na verdade, foi boa para as novas caras com sonho majoritário – Raquel Lyra (PSDB), Anderson Ferreira (PL) e Miguel Coelho, respectivamente à frente dos governos de Caruaru, Jaboatão e Petrolina. Bingo para Raquel, que, além de aparecer em segundo lugar num cenário em que seu nome é misturado com todos os eventuais concorrentes, chega a liderar quando o Opinião testa um segundo cenário para governador substituindo Marília Arraes pelo senador Humberto Costa (ambos do PT).

O cenário, eventualmente, é de empate técnico, mas não deixa de ser alentador para Raquel por estar à frente de todos, numericamente. Avaliando o quadro mostrado pela pesquisa, todos os candidatos da oposição são, sem dúvida, competitivos. Anderson Ferreira, por exemplo, tem, teoricamente, mais aderência na Região Metropolitana do que Marília, na medida em que a petista aparece com mais intenção de voto na Zona da Mata do que mesmo na Metropolitana.

Quanto a Miguel, não foi nenhuma surpresa os números bastante favoráveis na região em que é de fato conhecido e tem serviços prestados como prefeito de Petrolina, o Vale do São Francisco, adentrando, também, com bons percentuais de intenção de voto no restante do semiárido, do Sertão Central, cujo epicentro é Salgueiro, ao Sertão do Araripe, Pajeú e Moxotó. O grande desafio de Miguel, conforme mostra a pesquisa, é ganhar a simpatia do eleitorado do Grande Recife e Zona da Mata.

Se outros fatores externos não tiverem o peso que se espera na sucessão estadual, como a nacionalização da eleição com Lula candidato ao Planalto e aliado do PSB em Pernambuco, as oposições têm quadros competitivos que, bem trabalhados, podem se traduzir numa ameaça à retomada do poder das mãos dos socialistas desde que Eduardo Campos foi eleito em 2006.

O fator Marília – A liderança de Marília pode ser interpretada pelo recall (lembrança) da eleição que disputou a Prefeitura do Recife, ano passado, sendo derrotada em segundo turno por João Campos. Se até lá seu nome perdurar com a força demonstrada nesta largada, seu grande desafio será convencer o PT a apoiar sua candidatura. O que se especula é que, num cenário de candidatura própria, sem atrelamento ao PSB, Lula e o PT estadual, majoritariamente, tendem a optar pelo nome de Humberto Costa, descartando, mais uma vez, quem, de fato, mostra que tem voto e densidade para derrotar o PSB.

Senador péssimo de voto – O senador petista, entretanto, é um fardo para o partido se vier de fato a disputar o Palácio das Princesas em voo próprio, desatrelado do PSB. Quando entra na disputa num cenário em que substitui Marília no PT, Humberto aparece com menos da metade das intenções de voto da deputada numa posição mais favorável para os demais partidos de oposição. O senador chega a ser ultrapassado pela prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, a grande surpresa do levantamento na medida em que não colocou ainda seu nome na disputa claramente, como Anderson e Miguel.

Zero voto no São Francisco - As porteiras do Sertão do São Francisco, onde Miguel detém 48% das intenções de voto, parecem fechadas para Geraldo Júlio. Incrivelmente, não chega sequer a pontuar, com 0% no levantamento do Opinião. E olha que o ex-prefeito não é uma cara desconhecida na região. Além de aparecer na mídia estadual como gestor da capital, Geraldo começou, de fato, sua carreira na vida pública em Petrolina, como secretário do então prefeito Fernando Bezerra Coelho (MDB), pai do prefeito Miguel Coelho, uma das apostas da oposição ao Palácio das Princesas.

A força de Raquel – Raquel Lyra, a grande surpresa da primeira pesquisa para governador do Estado, faltando ainda um ano e seis meses para as eleições, consegue se projetar bem no Agreste a partir de Caruaru, município que administra em segundo mandato. Segundo o levantamento, a tucana beira os 25% das intenções de voto na região, um ponto a mais do que Marília Arraes, a que mais se destaca além da fronteira da Metropolitana. Anderson e Miguel, que disputam com a tucana a preferência para unir a oposição, se situam com menos de 2% no Agreste, região muito ruim também para Geraldo, que tem apenas 1,9% das intenções de voto.

CURTAS

Frustração – A pesquisa deve cair como uma bomba nas hostes governistas. Afinal, é a primeira vez que um pré-candidato do PSB, com duas máquinas sob o controle – o Governo do Estado e a Prefeitura do Recife – aparece no rabo da gata. Para não deixar o ex-prefeito fora da mídia, o governador Paulo Câmara o nomeou secretário de Desenvolvimento Econômico, uma pasta, diga-se de passagem, que nunca serviu de vitrine para ninguém, até porque Suape há muito deixou de ser notícia.

Sucessão presidencial – Ao longo desta semana, este blog trará o restante de todos os cenários pesquisados pelo Instituto Opinião. Hoje, à meia-noite, o leitor tomará conhecimento do quadro da disputa à Presidência da República e, amanhã, o cenário para senador da República. Em seguida, virão os cenários mostrando o potencial de cada candidato da oposição frente ao postulante do Governo, a influência de Lula e Bolsonaro, além das avaliações dos governos do Estado e Federal.

Perguntar não ofende: As operações da Polícia Federal no Recife – sete ao todo – levaram Geraldo Júlio ao rabo da gata na disputa pelo Governo do Estado?


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Eita já ia esquecendo, marcos de camaragibe é Fresco.

Fernandes

Eduardo Bolsonaro admite: Nós não temos como comprovar que houve fraude. Deputado fez a declaração à Comissão do Voto Impresso.

Fernandes

Trump diz que perdeu as eleições por causa do voto impresso. Bolzonaro diz que vai perder as eleições por causa do voto eletrônico. Para eles o problema não é o voto é a democracia. É a derrota.

Fernandes

Que fique bem claro, Bozo é Ladrão. Genocida e marcos de camaragibe é fresco.

Fernandes

Que fique bem claro, Bozo é Ladrão. Genocida e marcos de camaragibe é Fresco dar o Boga.


Serra Talhada 2021

17/05


2021

Opinião: Marília lidera e Raquel vem em segundo

Faltando um ano e seis meses para as eleições de 2022, o Instituto Opinião, de Campina Grande (PB), foi a campo, com exclusividade para este blog, aferir o primeiro e inédito cenário na disputa para o Governo de Pernambuco. No quadro em que aparecem todos os prováveis candidatos, Marília Arraes (PT) lidera numa posição bastante confortável. Apontado como nome natural das forças governistas, o ex-prefeito do Recife Geraldo Júlio (PSB) não parece competitivo. Está abaixo de Raquel Lyra (PSDB) e de Anderson Ferreira (PL), além de despontar como o mais rejeitado entre todos os pré-postulantes.

Se as eleições para governador fossem hoje, Marília teria 26,8% dos votos, três vezes a mais do que Raquel Lyra, que aparece em segundo lugar, com 9%, seguida de Anderson, com 7,4%. Geraldo Júlio vem em seguida, mas empatado, tecnicamente, com Miguel Coelho (MDB). Tem 6,7% e Miguel 5,6%. Também incluído entre os pré-candidatos, o ex-ministro José Múcio Monteiro (sem filiação partidária) aparece com 3,3%. Colocado como opção governista, o secretário da Casa Civil, Zé Neto, embora seja o mais desconhecido de todos, ainda foi citado por 2,1% dos entrevistados.

Brancos e nulos somam 19% e indecisos formam um batalhão de 20%. Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é estimulado a citar o nome do candidato sem o auxílio da lista, Marília também lidera. Aparece com 6,6%, seguida de Raquel, com 3,7%, Anderson (1,6%), Geraldo (1,4%), José Múcio e Zé Neto, ambos com 0,5%. Neste cenário, os indecisos sobem ao impressionante índice de 68,2% e brancos e nulos ficam na faixa dos 13,3%.

Quando o Opinião pesquisa o cenário entre todos os candidatos, trocando o nome de Marília Arraes pelo do senador Humberto Costa (PT), quem passa a liderar, numericamente, embora num cenário de empate técnico, é Raquel Lyra, prefeita de Caruaru, apontada com pré-candidata do PSDB ao Palácio das Princesas.

Neste cenário, se as eleições fossem hoje, a prefeita da capital do Agreste seria a mais votada, com 11,3% dos votos, seguida de Humberto, com 9,9% e Geraldo Júlio, com 9%. Anderson vem em seguida, com 7,8%, Miguel Coelho aparece na sequência, com 5,8%, José Múcio chega a 3,6% e Zé Neto, 2,4%. Brancos e nulos representam 23,8% e indecisos chegam a 26,4% dos eleitores consultados.

Quanto à rejeição, Geraldo Júlio é o primeiro. Entre os que disseram que não votariam nele de jeito nenhum, 10,3%. Marília vem seguida, com uma taxa de 8% de eleitores que não votariam nela em nenhuma hipótese, seguida de José Múcio (7%), Zé Neto (5%), Raquel Lyra (3,5%), Anderson (3,1%) e Miguel Coelho, o menos rejeitado, com 2,6% dos eleitores que disseram que não votariam nele de jeito nenhum.

A pesquisa foi a campo entre os dias 7 e 11 últimos, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios de todas as regiões do Estado. O intervalo de confiança estimado é de 95,5% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais e domiciliares.

ESTRATIFICAÇÃO

Estratificando o levantamento, Marília detém a preferência entre os eleitores mais jovens, na faixa etária entre 16 e 24 anos, alcançando 29%. Já a tucana Raquel Lyra tem seu maior percentual de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária entre 25 e 34 anos (10,7%), enquanto Anderson Ferreira alcança seu maior percentual de intenção de voto entre os eleitores com renda familiar acima de dez salários mínimos, chegando a 9,9%.

Geraldo Júlio, por sua vez, tem sua melhor taxa de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária acima de 60 anos, 8,9%. José Múcio tem seu melhor indicador entre os eleitores na faixa etária entre 45 a 59 anos – 4,8%. Zé Neto, por fim, alcança a maior taxa de intenção de voto entre os eleitores com renda superior a dez salários mínimos, chegando ao patamar de 3,6%.

Por região, Marília Arraes está melhor situada na Zona da Mata e não na Região Metropolitana, como se esperava. Enquanto nos municípios do canavial ela tem 34,3% das intenções de voto, na Metropolitana alcança 27,8%. A petista tem ainda 24% das intenções de voto no Agreste, 26,6% nos demais sertões e 16,8% no Sertão do São Francisco.

Já Raquel Lyra, que vem em segundo, como era de se esperar, aparece bem no Agreste, sua região de atuação política. Se as eleições fossem hoje, a tucana teria 24,7% dos votos naquela região, cuja capital é a sua Caruaru, município que administra pela segunda vez. Por ordem, Raquel tem seu segundo melhor percentual na Zona da Mata (8,2%), nos sertões gerais (5%), na Região Metropolitana (1,8%) e no São Francisco aparece menos de 1% - exatos 0,8%.

Diferente de Marília, Anderson tem maior intenção de voto em sua própria região de atuação, a Metropolitana. Se as eleições fossem hoje, ele teria 15,4% dos votos no Grande Recife. Na sequência, por ordem crescente, conquistaria 3,6% dos votos na Zona Mata, 1,4% no Agreste, 0,8% no São Francisco e 0,4% nos demais sertões.

Geraldo Júlio, naturalmente, apresenta seu melhor percentual de intenção de voto no Grande Recife, com 12,5%. Por ordem, 4,6% na Zona da Mata, 1,9% no Agreste, 2,9% nos sertões em geral e 0% no Sertão do São Francisco, região onde detém também a maior taxa de rejeição.

Miguel Coelho dispara em sua região de atuação – o Vale do São Francisco. Se as eleições fossem hoje, ele partiria de lá com 48% das intenções de voto, a maior entre todos os candidatos em suas respectivas áreas de gestão. Pela ordem, nos demais sertões também tem bom percentual, 10,4% das intenções de voto. No Agreste, tem 2,5% das citações, na Zona da Mata aparece com 1,6% e na Metropolitana, região com baixo conhecimento, tem apenas 1,3% das intenções de voto.

José Múcio se situa também com maior taxa de intenção de voto na região onde começou sua vida pública – a Zona da Mata. Aparece ali com 6,6%, nos sertões tem 3,8%, na Metropolitana 2,8% e 0% de intenção de voto no Sertão do São Francisco.

Por fim, Zé Neto, tem sua maior taxa de intenção de voto no Agreste (3,3%), seguindo-se, pela ordem, os sertões (2,9%), Metropolitana (1,8%) e Zona da Mata, 15%. Como Geraldo Júlio, com quem divide as preferências na aliança governista, não pontua na Região do São Francisco. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Aceita bozoloide dói menos. Se beneficiasse teu candidato era válida, né?

walber brito

confiar nessa pesquisa é a mesma coisa que acreditar em papai noel, vamos ganhar novamente de vc e dessa oposição, kkkk


Anuncie Aqui - Blog do Magno

16/05


2021

Sai daqui a pouco primeira pesquisa para governador

Mais uma vez, este blog, pioneiro no Nordeste, líder em acessos na Região, um dos mais lidos do País, sai na frente: à meia-noite, pontualmente, traz uma pesquisa do Instituto Opinião, de Campina Grande (PB), com o primeiro cenário da disputa para o Governo de Pernambuco nas eleições de 2022. O levantamento foi a campo entre os dias 7 e 11 últimos, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios do Estado.

A pesquisa envolve amplos cenários, mas amanhã, dando o seu start, o leitor tomará conhecimento apenas da preferência dos pernambucanos para governador. Na sequência, os cenários para presidente da República e senador. Traz, também, avaliação de Bolsonaro e Paulo Câmara, da gestão do Estado frente à pandemia e, mais do que isso, cenários testando o potencial de cada candidato da oposição no enfrentamento ao candidato do Governo.

A divulgação terá sequência por pelo menos cinco dias, já que, conforme adiantei, o Opinião trabalhou em cima de um extenso questionário, fazendo, na verdade, uma radiografia da situação política e eleitoral do Estado, faltando um ano e seis meses para as eleições do próximo ano, nas quais o eleitor volta às urnas para eleger presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Vale a pena dormir, hoje, um pouco mais tarde.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

16/05


2021

Renan Calheiros: É da cultura do miliciano intimidar

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é relator da CPI da Pandemia, voltou a falar sobre a discussão que teve com o também senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Há pouco, em entrevista à GloboNews, o parlamentar alagoano disse que "é da cultura do miliciano tentar intimidar", em provocação ao colega.

"Eu disse em outras entrevistas e queria repetir: isso é uma coisa da cultura do Rio de Janeiro. As pessoas que moram no Rio sabem que o miliciano tem uma cultura diferente. Ele nunca considera que é criminoso, que está cometendo dano à vida das pessoas, que está traficando. Não. Ele acha que não é criminoso e considera que 'é vagabundo' todas as pessoas que o enfrente. Eu tive que reagir. Nós não estávamos preparados para aquilo porque já estávamos concluindo os trabalhos da CPI, quando o senador Flávio Bolsonaro chegou apavorado, querendo fazer aquele tipo de agressão", disparou.

Na última quarta-feira (12), durante uma sessão da CPI da Pandemia, Flávio chamou Renan de "vagabundo" e o senador alagoano reagiu, resultando em bate-boca.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Tem calma bozoloide, não esquece do clã do teu mito, visse?

Lucidio de Figueiredo Galvão Júnior

FLÁVIO ESTÁ ERRADO, RENAN NÃO É SOMENTE VAGABUNDO, É MUITO MAIS LADRÃO DO QUE VAGABUNDO. MAIS VAGABUNDO DO QUE LADRÃO É O STF QUE NÃO JULGA E CONDENA ESSA CARNIÇA, COMENDO DINHEIRO DELE !!!


Coluna do Blog
Publicidade

TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores