20/04


2021

Editorial repercute homenagem ao rei Roberto Carlos

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre a grande repercussão que o programa de ontem causou. A homenagem ao rei Roberto Carlos pelo seu aniversário de 80 anos foi tão emocionante que está reverberando até agora. Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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Ipojuca 2021 IPTU

20/04


2021

Na luta pela vida, Joaquim faz terceira cirurgia

Depois de ter realizado uma complexa operação contra o câncer em São Paulo, o ex-governador Joaquim Francisco retornou ao Recife para recuperação, mas foi obrigado logo em seguida a se submeter a uma nova cirurgia de emergência no Hospital Português, semana passada.

Tudo porque o quadro se agravou ontem ele teve que enfrentar, hoje, a terceira intervenção. Encontra-se no momento na UTI do Português. Rogamos a todos para orações em favor da plena e rápida recuperação do ex-governador. Senhor, escutai a nossa prece!


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Petrolina abril 2021

20/04


2021

Chorando, Pinga diz que foi a maior homenagem ao rei

Maior empresário de Roberto Carlos no País, o empresário sergipano José Carlos Mendonça, o Pinga, hoje residindo em Salvador, enviou, há pouco, uma mensagem pelo meu WhatsApp profundamente emocionado com o programa de ontem, no Frente a Frente, em homenagem aos 80 anos do rei. Disse que depois da homenagem que recebeu do cantor ao vivo num show no Recife, o especial de ontem, do qual participou também, foi a maior emoção de sua vida. Junto com a mensagem, Pinga enviou esta imagem do único show que Roberto Carlos fez na cidade de Paulo Afonso, numa quarta-feira, no ano de 1973.

"Caro amigo Magno Martins,

Estou muito emocionado com o programa em homenagem a Roberto Carlos. Vou mandar o link para alguém que tem aproximação com Roberto. Ele tem que ouvir esse programa, essa homenagem sensacional. Considero a mais fantástica que ele recebeu, nunca vi em rádio nada igual".


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ALEPE

20/04


2021

Candidatos de concurso realizam protesto em Gravatá

A manhã de hoje foi marcada por um protesto dos candidatos do concurso público de Gravatá, no Agreste de Pernambuco. Com faixas pedindo “respeito”, os concurseiros tomaram conta das principais ruas da cidade, parando em frente à Prefeitura Municipal. Os processos do certame foram suspensos pela gestão do prefeito Joselito Gomes (PSB). As informações são do portal Correio Notícias.

Desde que assumiu a gestão, em janeiro de 2021, o prefeito de Gravatá não realizou seleção simplificada e empossou, no quadro de funcionários do município, os advogados que entraram com pedido da suspensão do certame. O fato tem causado revolta nos candidatos do concurso e gerado dúvidas quanto aos interesses próprios desta “Ação Popular”, visto que a grande maioria da população quer o andamento do certame, para que os funcionários estejam, de fato, aptos para assumir os cargos, por mérito, e não por indicação ou apadrinhamento.

O último destino dos manifestantes foi a Câmara Municipal de Gravatá. No local, eles foram recebidos pelo presidente Léo do Ar (PSDB) e por outros sete vereadores da oposição, que, desde o início da suspensão do concurso, vêm dando o apoio necessário aos candidatos.


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20/04


2021

Consumir álcool não altera efeito da vacina

O Globo

É preciso evitar o consumo de bebida alcoólica antes ou depois de tomar vacina contra a Covid? Não, mas a ideia de que é necessário cortar o álcool no período de imunização é um mito que tem se espalhado nesta campanha, constata a médica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A entidade, que inclusive ajuda nas decisões do Programa Nacional de Imunização (PNI) junto ao Ministério da Saúde, não tem qualquer recomendação neste sentido.

“Há muito tabu e muito despreparo dos profissionais da saúde que estão nas salas de vacinação”, avalia Levi. “Infelizmente o Brasil não deu conta de fazer um bom treinamento dos profissionais, e cada um fala o que quer”, conclui.

Para Levi esse boato é preocupante, porque pode desestimular a proteção de parte da população. Entre o 1,5 milhão de pessoas que não apareceram para tomar a segunda dose contra a Covid, número que o Ministério da Saúde divulgou nos últimos dias, podem estar alguns que foram impactados por essa desinformação quanto às bebidas alcoólicas, projeta a médica.

O mito se traduz tanto em receio de que a vacina não funcione quanto de que provoque uma reação indesejada, mas os fabricantes dos imunizantes usados no Brasil, CoronaVac (criado pela biofarmacêutica chinesa SinoVac) e Covishield (do laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford), não veem comprometimento do efeito nem o risco de eventos adversos ligados às bebidas. Nos estudos clínicos, os voluntários não precisaram ter nenhum cuidado quanto a isso.

Também não há nada a respeito nas bulas de ambos, afirma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por avaliar e liberar os produtos no país. A reportagem consultou ainda o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, a Fiocruz, responsável pela Covishield, e o Ministério da Saúde. Todos afirmam que não há por que se preocupar.

“Não há nenhuma evidência sobre a relação do álcool com o comprometimento da formação de anticorpos promovida pela vacina Covid-19”, diz a pasta, em nota enviada por sua assessoria de imprensa.

Em contraste com as informações oficiais dos fabricantes e das autoridades de saúde, não é incomum ver nas redes sociais publicações falando de orientações assim recebidas no momento da imunização. Um vídeo que viralizou nas últimas semanas mostra um senhor surpreso ao ouvir da profissional de saúde que terá de esperar 30 dias para tomar uma cerveja. “Égua, tira de volta isso”, brinca ele.

O portal de notícias Ver-o-Fato, de Belém, noticiou que a gravação foi feita em um posto de vacinação drive thru da cidade. A Prefeitura de Belém não confirma o local da filmagem, mas, em nota, explica que há sim uma orientação no município, só que mais curta. “O recomendado é de 24 a 48 horas ficar sem beber, mas por questão de efeito colateral”, escreve a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde. “Não tem nenhuma orientação para que as vacinadoras digam que tem que ficar um mês sem beber”, completa.

A abstinência também é recomendada, por exemplo, pela Prefeitura de Fortaleza. Segundo a gestão, o consumo de álcool deve ser evitado “por pelo menos 24 horas do período de aplicação de qualquer vacina ofertada pela rede pública”.

Para a SBIm nada disso faz sentido. Uma resposta menor do sistema imunológico só deve ser uma questão entre as pessoas que fazem consumo pesado de álcool, especialmente aquelas que já têm uma doença hepática. Elas, ainda assim, não têm nenhuma contraindicação para tomar a vacina, ressalta Levi. Pelo contrário, quem abusa do álcool tende a ser mais suscetível a infecções e, por isso, deve buscar a proteção assim que possível.


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Bandeirantes 2021

20/04


2021

Cassação da chapa para vereadores cada dia mais real

Por Diana Câmara*

As Eleições 2020 foram marcadas, dentre outras coisas, por ter sido a primeira eleição sem coligação proporcional. Isto exigiu um verdadeiro malabarismo de alguns partidos políticos para conseguirem fechar uma chapa competitiva e eleger os seus vereadores.

Apesar da cota de gênero ser algo “antigo”, as siglas estavam acostumadas a, na hora de montar a chapa, “arranjar” as mulheres filiadas que iriam participar para compor a cota. Muitas vezes essas mulheres não queriam sair como candidatas ou não recebiam as condições mínimas para serem de fato. Outras vezes, não menos corriqueiro, eram lançadas de forma fraudulenta para serem usadas como laranjas e até para lavar dinheiro do fundo especial de financiamento de campanha ou partidário, do percentual que é obrigatoriamente destinado às mulheres.

Só que estes cenários de oba-oba e faz de conta estão com os dias contados em decorrência da seriedade com que alguns juízes eleitorais, bem como o Judiciário Eleitoral como um todo, vêm encarando as denúncias de candidatura fraudulenta de mulheres e, como sanção, derrubando a chapa inteira, fazendo com que vereadores eleitos percam seus mandatos em virtude da cassação do DRAP.

Para alguns, num primeiro olhar, pode parecer injusto um vereador eleito perder o mandato por um “erro” do partido em lançar uma candidata mulher que na verdade não era postulante. Contudo, se for feita uma análise mais profunda do contexto e levar em consideração que: 1) o mandato do vereador pertence ao partido; 2) para que um vereador se eleja é necessário que o partido tenha alcançado coeficiente eleitoral, do qual, muitas vezes, ele se aproveita; 3) o partido político investe recursos financeiros de origem pública nas eleições; 4) a chapa é una e de responsabilidade exclusiva de um único partido político, não tendo mais coligações e responsabilidade mitigada; então, chega-se à conclusão de que não é injusto, por uma transgressão do partido político, os seus filiados, candidatos ou mandatários, pagarem  pelos erros cometidos pela legendas e seus dirigentes.

Sendo assim, fica de alerta: é mais um motivo para os futuros candidatos prestarem bastante atenção na composição da chapa proporcional e “exigir” que o partido político pelo qual irá disputar o pleito leve a sério a questão da cota de gênero e até mesmo que ajudem a agremiação partidária a formar quadros reais e competitivos de cada gênero. Pois, a cada dia mais, é necessário que os partidos e os políticos entendam que tem que levar a sério esta regra e que não cabe mais faz de conta.

*Advogada especialista em Direito Eleitoral e em Direito Público. Pós-graduanda em LLM de Direito Municipal. Membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Nacional. Ex-Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PE. Ex-Presidente da Comissão de Direito Municipal da OAB/PE. Ex-Presidente do IDEPPE - Instituto de Direito Eleitoral e Público de Pernambuco. Membro fundadora da ABRADEP - Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político.


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Serra Talhada 2021

20/04


2021

Anderson trata recuperação econômica com lideranças

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, reuniu-se com o ex-prefeito de Surubim, Flávio Nóbrega, e com o ex-vice-prefeito, Guilherme Nóbrega, no Complexo Administrativo, e trataram, entre outros assuntos, sobre a recuperação econômica de quem foi afetado pela pandemia da Covid-19. Anderson relatou que tomou iniciativas para amenizar a situação de empresas e profissionais autônomos, entre as quais, a prorrogação das parcelas do IPTU, ISS, Contribuição de Limpeza Pública e CIM, que venceriam neste mês de abril, para o final do ano.

“A região onde se encontra Surubim tem uma grande importância para a economia do estado, por ser um polo de confecções, e é necessário um olhar diferenciado para essa situação. Tanto Flávio quanto Guilherme têm experiências administrativas e sabem que os setores da economia precisam de mais apoio para que possam se recuperar no tempo mais curto possível”, disse Anderson Ferreira.

Flávio Nóbrega ressaltou que faltam incentivos e mais investimentos na região do Agreste, em particular para o setor das confecções. “O polo do jeans está distribuído em cidades como Surubim, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, e vem enfrentando dificuldades por causa da pandemia. É necessário mais apoio para que o setor retome o ritmo de produção”, assinalou o ex-prefeito.

Guilherme Nóbrega ressaltou a importância de incluir os jovens entre as prioridades, com a qualificação de mão de obra, a exemplo do programa Jaboatão Aprendiz, implantado pela gestão de Anderson Ferreira. “Nossos jovens precisam estar capacitados para o momento que a economia voltar à normalidade. Na nossa região, há campo de trabalho para absorver, principalmente, aqueles que buscam o primeiro emprego”, ressaltou.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

20/04


2021

JCPM revela a razão de não disputar sucessão de Jarbas

Ao encerrar, hoje, a reprodução do livro A derrota não anunciada, de autoria deste escriba, o empresário João Carlos Paes Mendonça rompe o silêncio em relação ao convite que recebeu do governador Jarbas Vasconcelos (MDB) para sucedê-lo em 2002. “Eu nunca esperava que esse assunto viesse a público. Por mim, iria para o túmulo”, afirmou JCPM nesta entrevista exclusiva que não entrou no livro.

Será acrescentada na segunda edição atualizada, com lançamento previsto tão logo a pandemia permita. O empresário só recebeu o autor após o lançamento da obra porque estava afastado do Brasil, praticamente morando em Portugal. Confira a entrevista abaixo.

“Não brinquem com João Paulo”

Dezessete dias após o lançamento do livro “A Derrota Não Anunciada”, em que o governador Jarbas Vasconcelos revela que convidou o empresário João Carlos Paes Mendonça para ser o candidato da aliança de 2002, o empresário rompe o silêncio e revela nesta entrevista exclusiva ao colunista desta Folha, que não aceitou o desafio por não ter vocação para fazer política partidária.

Paes Mendonça disse que o convite foi uma homenagem especial que recebeu do governador e confessou que ficou surpreso com a revelação dele, três anos depois. “Eu nunca esperava que esse assunto viesse a público. Por mim, iria para o túmulo”, desabafa.

Nesta entrevista, concedida na última segunda-feira, no seu escritório, em Boa Viagem, o empresário fala também de outros assuntos, como a venda do Bompreço, o Governo Lula e a falta de investimentos no Nordeste. E faz até, bem-humorado, um prognóstico das eleições no Recife: “Ninguém está com o passaporte carimbado para o segundo turno”, prevê.

O livro, que traz revelações sobre os bastidores das eleições de 2000 no Recife, será lançado hoje, em Brasília, na revistaria Mídia, no Lago Sul.

Por que o senhor recusou o convite de Jarbas para ser candidato a governador em 2002?

Eu não aceitei porque não tenho vocação para política partidária. Não achava que seria interessante até pelo meu estilo. Havia saído de uma empreitada muito grande, à frente de uma empresa de dimensão gigantesca para o Nordeste. Diante disso, achei que não seria bom ser candidato. Fiquei, entretanto, muito honrado, orgulhoso, pelo fato do convite ter partido de um governador que estava, à época, numa situação privilegiada, com uma liderança incontestável. O convite dele, naturalmente, seria ratificado pelos seus companheiros de aliança. Mas, preferi ficar nos meus negócios.

Mas, por que então o senhor ainda pediu 15 dias para avaliar. Havia alguma chance de aceitar?

Eu disse a ele, no mesmo dia, que não aceitaria. Mas, ele me pediu para avaliar com mais calma, dando um prazo de 15 dias. Levei o assunto para minha família já com a decisão pessoal tomada, de não aceitar o honroso convite do governador.

Por que? O senhor não tem ou nunca teve projeto político?

Não tenho. Se tivesse teria aproveitado aquela belíssima oportunidade. No mesmo ano, logo depois, o governador de Sergipe, Albano Franco, também me convidou para sair candidato a governador ou a senador no meu Estado natal. Apesar de toda honra, disse a ele que não fazia parte do meu projeto de vida.

No caso de Pernambuco, o convite surgiu justamente no ano em que o senhor estava se desfazendo do Bompreço. Isso teve alguma influência pelas dificuldades enfrentadas naquele momento?

Não, pelo contrário. Eu estava num estado de espírito excepcional. Havia concluído uma negociação extraordinária, a consolidação de todo um trabalho iniciado em 1935 e que vinha desenvolvendo num ritmo acelerado de grandes emoções e de grandes decisões nos últimos anos. Em 1996, concluímos uma abertura de capital com sucesso absoluto com lançamento de ações na Europa e nos Estados Unidos. Depois, no final do ano, fizemos a parceria de 50% a 50% com o grupo Royal Ahold e, finalmente, no segundo trimestre do ano de 2000, vendemos o restante dos 50%, o que representou um desejo meu, porque entendia que havia concluído uma grande missão na área de varejo. Para continuar uma empresa desse porte, a partir daquele momento, não era mais o que me agradava. Eu estava num estado de graça. Fiz tudo o que queria. Eu estava aberto, descontraído, o governador talvez não soubesse dos meus planos, dos meus novos negócios.

O senhor ficou surpreso com o convite?

Eu sou muito pragmático. Não tomei susto, mas fiquei surpreendido. Não esperava que o governador me chamasse, até porque, da aliança, ele não era a pessoa mais ligada a mim.

Essa posição é inflexível ou o senhor pode rever, futuramente?

Não virá mais convite algum. Isso foi aquele negócio: o cavalo quando passa selado, você tem que montar. Se eu quisesse, era aquele o momento, porque era uma oportunidade de razoável tranquilidade. O governador estava muito forte.

A aliança apoiaria o senhor sem restrições?

Acho que sim. A gente tinha essa esperança. A gente começou a refletir, a partir das colocações dele, de que havia muita chance de uma unidade. A comunidade, tenho a impressão, gostaria de ver gente nova dentro do processo.

A impressão que os políticos tinham, assim como os formadores de opinião, era que o senhor alimentava desejo de um dia ingressar na política. Daí a surpresa de muita gente com a sua recusa.

As pessoas não conseguem penetrar no âmago das outras. Eu, realmente, sou participativo. Defendo os interesses de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, dando preferência aos nossos investimentos no Nordeste, mesmo, muitas vezes, com dificuldades maiores do que nos outros grandes centros. Mas, é aqui que nós nascemos, é aqui que nós vivemos e que queremos dias melhores para a nossa gente.

O senhor estava filiado a algum partido na época?

Meu domicílio é daqui, já foi para Sergipe, já voltou. Mas, na época já estava de novo aqui. Quanto ao partido, não havia problema, pois se filiar é coisa fácil e simples. Basta apenas assinar uma ficha.

Vocês chegaram a discutir qual o partido ingressaria?

Não discutimos mais nada além do convite que ele me fez e recusei.

A família do senhor se posicionou contra?

Como cheguei já decidido, a minha família não interferiu. Mas, tenho certeza de que a minha mulher também não gostaria que eu me candidatasse.

Mas, o senhor chegou a consultá-la?

Comuniquei a ela o convite e, consequentemente, já dizendo para ela minha posição.

Essa posição também vale para Sergipe?

Vale totalmente. Eu não faço política em Sergipe. Três meses antes das eleições não visito Sergipe, porque tenho uma relação muito grande, de ordem pessoal, com Albano Franco. Mas, não se trata de um relacionamento político. Eu não me integro, não participo de campanha dele.

O senhor teme que alguém possa entender essa recusa à política como uma omissão?

Não, as pessoas sabem como é difícil dirigir um Estado. A iniciativa privada não é um Governo do Estado. São implicações que se tem até para demitir. As pessoas me conhecem. É lógico que se eu pudesse ajudar o Nordeste, Pernambuco, ajudaria com muito prazer. Mas, acho que não teria as mesmas condições. O mundo privado é totalmente diferente do político. Eu tenho certeza que as pessoas que tomaram conhecimento do convite do governador entenderam a minha posição.

Se dependesse do senhor, esse convite iria para o túmulo?

Nunca pensei em revelar. Era um assunto que havia tratado com o governador e também não esperava que ele viesse a revelar. Era algo, sinceramente, que iria para o túmulo. A revelação do governador me surpreendeu muito. Não entendi o motivo de fazer essa revelação a você, no seu livro.

O senhor está se sentindo traído?

Absolutamente. Não tivemos nenhum acordo nesse sentido. O acordo era mais meu do que dele.

Acha que ficou exposto?

Ao contrário. Acho que ele me prestigiou. Recebi o convite como mais uma homenagem do governador. Eu é que não teria o direito de revelar, porque um convite desta magnitude, partindo do governador, a gente não tem noção das implicações para ele. Só ele pode avaliar o momento, a hora e como levar ao conhecimento público. Ele é uma pessoa inteligente, sagaz, extremamente equilibrado e sabe das coisas. Fez, exatamente, no momento em que deveria comunicar.

Como o senhor avalia a gestão Jarbas?

No seu primeiro mandato, ele fez muita coisa, principalmente estradas. Deu ainda um grande passo para consolidação de Suape e, com ajuda do Governo Federal, está concluindo as obras do novo aeroporto. Fez em síntese, um governo bom. No segundo mandato, está enfrentando mais dificuldades, está sendo mais difícil, porque já não tem mais os recursos da Celpe. Com o Brasil sem crescer, o Estado paga um preço caro, tendo em vista que os principais produtos que poderiam gerar crescimento, o Estado não participa deles, como o agrobusiness e exportações. Nós temos uma exportação ridícula, de apenas U$ 400 milhões por ano. Isso é ridículo, incapaz de gerar crescimento.

E o Governo João Paulo?

A expectativa era muito ruim. Ele, entretanto, não faz uma administração brilhante, mas, é no mínimo, razoável. O PT não tinha conhecimento da máquina – e isso pesa muito. Por outro lado, não há recursos e sem dinheiro não se faz nada. João Paulo teve duas atitudes muito fortes. A retirada dos kombeiros é um ponto muito alto da sua gestão, assim como a inversão do trânsito, que melhorou não tanto quanto se esperava. O prefeito peca quando não aproveita o projeto da Linha Verde. Ele poderia ter colocado o nome Projeto Mangue, como batizou, e ter feito a linha verde, porque este é um projeto definitivo para a zona sul do Recife e a integração com outras áreas, como Jaboatão, o Paiva, chegando até o litoral sul do Estado. Ia se constituir numa grande via de acesso metropolitano.

Como avalia a derrota do doutor Roberto?

Ele perdeu por ele mesmo, da maneira como se comportou. Se ele tivesse tido tranquilidade, a vitória era líquida e certa. Eu disse a João Paulo que nunca acreditei na derrota do doutor Roberto. Para mim, ele estava eleito no primeiro turno, com uma vantagem muito grande. Mas, faltando poucos dias para o pleito, ele começou a perder a eleição pelos erros que cometia. Quanto à sua administração, ele tinha capacidade de fazer melhor do que fez. O que nós estamos precisando é de mais ousadia e criatividade dos gestores públicos.

Qual o prognóstico que o senhor faz da eleição no Recife?

Esta vai ser uma eleição duríssima. São três correntes fortíssimas, com decisão no segundo turno que dependerá das alianças. Não sei se vai haver essas transferências todas de voto que andam falando. O governador é forte, mas ele não é candidato. Transferir votos não é fácil. Doutor Roberto Magalhães também tem muita força eleitoral no Recife, mas vamos ver se ele transfere para Joaquim. Para o segundo turno, não há ninguém com o passaporte carimbado. Vai ser uma eleição imprevisível. João Paulo é um político sagaz, muito mais sagaz do que a gente possa imaginar. Não conhecia João Paulo, mas fiquei impressionado com a sagacidade política dele. Ele tem toda a sabedoria política. Não brinquem com João Paulo. Ele é muito bom. Joaquim, todo mundo sabe, é uma raposa. Cadoca sempre foi um político bem votado, tem nome na cidade e o apoio do governador, que é muito importante. Portanto, fica difícil fazer um prognóstico sobre as eleições no Recife.

Para o senhor, o fechamento da Sudene foi um equívoco?

Acho que sim. Nós poderíamos ter reformulado a Sudene. Mas, a verdade é que ela estava num estado tão ruim, que talvez não existisse mesmo salvação. Também não reimplantar um órgão com o nome Sudene, que é emblemático, para acompanhar as políticas de desenvolvimento regional, acho um tremendo equívoco. Precisamos de um instrumento para ajudar a reduzir as disparidades regionais. Não é possível viver com essas desigualdades entre regiões, principalmente na questão de renda e no campo social. Temos que encontrar um caminho para reduzir esse caminho entre o Brasil rico e o Nordeste pobre.

Falta um projeto para o Nordeste?

Eu não conheço projetos para o Nordeste no Governo Lula. A transposição do São Francisco, que ele tem defendido, é um projeto de longo prazo, caro e de duvidosos benefícios reais para o Nordeste.

O senhor está decepcionado com Lula?

Não diria decepcionado, porque do ponto de vista da macroeconomia do País, onde havia uma grande incerteza, ele está se saindo muito bem. O Palloci é uma surpresa agradabilíssima. O problema, entretanto, é que o Governo não consegue encontrar o eixo do desenvolvimento. E quando isso vier a acontecer, o Nordeste provavelmente estará fora, porque foram priorizados o agrobusiness e as exportações. Para o Nordeste crescer, ele precisa ficar numa faixa de 50% a mais da média nacional, no mínimo entre 10 a 15 anos. Se o Brasil crescer a uma média de 4% ao ano, o Nordeste tem que atingir 8%. Só assim conseguiremos, um dia, reduzir as disparidades. Se for no mesmo patamar, de 4%, jamais chegaremos a dar a grande largada que precisamos.

Por que a nossa autoestima é tão baixa?

Acho que a culpa é de todos nós. Talvez estejamos cometendo alguns equívocos. Não há razão nenhuma de nossa autoestima andar tão baixa, porque temos um Estado bom e um povo trabalhador. O que talvez falte é mais um pouco de unidade entre os políticos, os governantes e os próprios empresários. Todos precisam de uma maior união. Nós não somos associativos. Pernambuco tem muitas dificuldades nesse campo. No Ceará, a gente percebe que os empresários são mais associativos. Eles trabalham muito em defesa um do outro, coisa que não acontece aqui. No Ceará existe mais organização entre os empresários. Mas, de quem é a culpa? A culpa é nossa e não do Governo.

É verdade a versão de que o senhor se desfez do Bompreço porque a empresa não vinha bem?

Em absoluto. O Bompreço é uma joia no Brasil. O grupo holandês que o adquiriu, infelizmente, não foi muito bem aqui, por problemas internos de administração. Hoje, temos a satisfação, depois do que ocorreu com o grupo Royal Ahold, de sabermos que quem comprou a rede Bompreço foi o Walmart, a maior empresa do mundo de venda em todos os setores. Isso é uma demonstração da qualidade da rede de lojas do Bompreço. Isso, para nós, deve ser objeto de orgulho pernambucano.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

20/04


2021

Campanha Fundaj Solidária é lançada nesta quinta-feira

A Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com a Central Única das Favelas Pernambuco (CUFA-PE), está lançando a campanha Fundaj Solidária. O projeto arrecadará donativos como alimentos não perecíveis, água, itens de higiene pessoal, roupas, colchões e cobertores para famílias que estão em situação de vulnerabilidade social agravada pela pandemia do coronavírus. O lançamento da Fundaj Solidária será nesta quinta-feira (22), às 14h30, no Campus Casa Forte, com o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos, e a presidente da CUFA Pernambuco, Altamiza Melo. O evento será restrito, como medida de segurança devido à pandemia do coronavírus.                    

A CUFA ficará responsável por distribuir os donativos para as cidades do Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes, para as pessoas com maiores índices de vulnerabilidade. Ao todo são 24 mil famílias cadastradas pela organização. "Essa campanha reafirma o compromisso da Fundaj com as questões sociais. As coordenações de Serviços Gerais e de Comunicação Social estão envolvidas na arrecadação e contamos com a população para ajudar os pernambucanos", destaca Antônio Campos, presidente da Fundação Joaquim Nabuco.

Grupos de cultura popular, artistas e profissionais da área técnica de casas de festas e eventos no estado receberão 30% dos itens arrecadados. Esses são grupos com papel fundamental para as ações e projetos da Fundaj e tiveram suas atividades paralisadas em virtude da pandemia. “Pernambuco tem uma das culturas mais vivas, pulsantes e diversas no país, que foi muito afetada pela chegada da Covid-19. Não se pode falar de preservação e perpetuação da cultura sem interligar com as favelas, pois lá é onde se resiste e reside a maioria dos brinquedos e brincantes”, explica Altamiza Melo, presidente da CUFA Pernambuco.

CUFA

A Central Única das Favelas nasceu há 20 anos e atua por todo o Brasil assistindo famílias das favelas e promovendo projetos alinhados aos interesses das classes populares. Em Pernambuco, a organização já é uma realidade em 300 comunidades, atendendo a 24 mil famílias espalhadas na Região Metropolitana do Recife. De acordo com uma pesquisa do DataFavela (parceria da CUFA com o Instituto Locomotiva), quase sete em cada dez pessoas que vivem em comunidades no Brasil tiveram piora em sua alimentação em 2021, como efeito colateral da pandemia.

Confira os endereços para fazer sua doação:

Engenho Massangana

PE 60 - Km 10, 54500-000, Cabo de Santo Agostinho

 

Fundação Joaquim Nabuco Derby

Rua Henrique Dias - 609, Derby, 52010-100, Recife

 

Fundação Joaquim Nabuco Casa Forte

Avenida Dezessete de Agosto - 2187, Casa Forte, 52061-540, Recife

 

Fundação Joaquim Nabuco Apipucos

Rua Dois Irmãos - 92, Apipucos, 55071-440, Recife


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