28/02


2021

Navegação do Capibaribe: R$ 81 milhões que o gato comeu

Da coluna de João Alberto 

O projeto foi lançado em 2012, como uma das prioridades para a Copa do Mundo de 2014 e tinha um orçamento de R$ 289 milhões, dentro do programa chamado “Rios da Gente”.

Teria 11 quilômetros de extensão, entre o Shopping Tacaruna e a BR 101, nas imediações da Avenida Caxangá. Com cinco estações deveria transportar 600 mil passageiros por dia. Até o modelo da embarcação foi apresentado: seriam 14, com capacidade para 86 pessoas. 

A obra, onde já foram investidos R$ 81,5 milhões, está totalmente parada e os canteiros abandonados. Quando foi ministro das Cidades, Bruno Araújo sinalizou com o apoio do governo federal, o que acabou não acontecendo.


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Cabo 2021

27/02


2021

Gravatá: nove médicos alegam sobrecarga ao se demitir

Por Igor da Nóbrega, do Correio Notícias

A reestruturação no Hospital Municipal de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, que recebe aproximadamente 200 pessoas por dia, levou nove médicos a pedirem demissão em apenas dois meses. Os plantonistas falam em sobrecarga de trabalho e estresse provocado pela diminuição de um médico do local.

O Correio Notícias já havia divulgado uma matéria sobre a saída de Dr. Carlos Fraga, que atuou no Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade por quatro anos. Entramos em contato com ele, que demonstrou indignação com o anúncio feito pela Secretaria Municipal de Saúde sobre a retirada de um plantonista e incluir outro médico para tratar de casos ambulatoriais.

“Eu nunca ouvi falar, em canto algum, de colocar um ambulatório dentro de uma urgência, ou seja, querem disponibilizar um médico para atender os pacientes com casos de menor complexidade, durante 12 horas diárias. Isso não existe. Pegando o gancho do secretário de saúde, que disse que 85% dos casos são ambulatoriais, enquanto 15% é de urgência e emergência, quer dizer que apenas um médico vai dar conta de atender 85% dos pacientes, enquanto outros três vão atender apenas 15%? São coisas que não fazem sentido”, disse.

Dr. Carlos faz uma observação quanto aos atendimentos realizados em hospitais do interior, que ele intitula de "amburgências", uma mistura de ambulatórios com emergências. “O hospital de Gravatá recebe cerca de 200 pessoas diariamente, com casos de muita complexidade, então, muitas vezes, os pacientes necessitam de retorno ao consultório, pois realizaram um raio-x, um hemograma ou outro exame. Com isso, esse número passa a ser de 300 ou 350. Existem as voltas dos pacientes e os encaminhamentos, fora que, em alguns dias, um médico se ausenta do plantão”, explicou.

Por fim, o plantonista deixa uma mensagem. “Eu desejo boa sorte à população de Gravatá, com esse plantão de três médicos. Diga-se de passagem, que toda a classe médica do interior ficou estarrecida com esta iniciativa. Hoje a Secretaria de Saúde está tendo dificuldades para manter a escala, pois ninguém tá querendo ficar lá”, concluiu Dr. Carlos.

Nossa redação também entrou em contato com Dr. Rodrigo Lira, outro médico a pedir demissão. O clínico geral relata os motivos que o fizeram sair: “A redução de quatro para três médicos nos plantões semanais e nos fins de semana gerou um desconforto em todos os profissionais e na própria administração do Hospital de Gravatá – porteiros, técnicos enfermeiros, recepcionistas, etc. Todo mundo que sabe como funciona o sistema do hospital, sabe o quanto é difícil não ter médicos suficientes no plantão. Por outro lado, destaco a redução salarial que ocorreu no quadro da semana – uma gratificação para igualar com os salários dos médicos dos fins de semana -, e a retirada do recebimento do quinto plantão, que é o trabalho dos médicos por contrato – o médico recebe um valor ‘x’ por mês, e não pelo número de plantões. Consequentemente, em alguns meses, alguém ia trabalhar cinco plantões, mas só receberia pelo valor de quatro.”

O novo modelo proposto pela atual gestão ainda tentou ser negociado pelos plantonistas, conforme relata Dr. Rodrigo. “Tivemos alguns encontros com a Secretaria de Saúde. O primeiro ficou caracterizado por um critério de ‘imposição’ sobre esta reestruturação. Tentamos uma nova conversa, mas novamente sem sucesso. Baseado nas mesmas imposições, eu vi que não tinha jeito e pedi demissão. Eu não vou perder minha sanidade mental e não vou atender paciente de lugar nenhum sem conseguir racionar direito por conta de estresse físico e mental. Não estou falando do registro médico, mas da vida de paciente que vai ser colocada em risco. Isso é meu ponto de vista. Quem me conhece, sabe o quanto eu amo a cidade e o quanto eu me dediquei à população”, pontuou.

Dentro do Agreste pernambucano, o plantão de Gravatá é tido como um dos mais difíceis, considerado bastante cansativo e “duro” para médicos, enfermeiros e profissionais de saúde em geral. Além de Dr. Carlos e Dr. Rodrigo, os outros médicos que pediram demissão são Germana, Julhio, David, Carlos, Liara, Fred e Breno.

Segundo informações repassadas ao nosso site, os plantonistas Wanderla e Bruno também devem sair daqui para este sábado (27). O Correio Notícias já havia conversado com o atual secretário de Saúde, José Edson de Souza, sobre o pedido de demissão de Dr. Carlos Fraga.


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27/02


2021

Ministro usa Dourados como exemplo de saneamento

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, destaca obra de saneamento em Dourados (MS), que vai garantir 85% da cidade com tratamento de esgoto. O Governo Federal entra com aporte de R$ 47,3 milhões. Ao Blog, Marinho diz que almeja que isso aconteça em todo o Brasil. 

"Nada é mais importante do que saúde de nosso povo. O governo do presidente Bolsonaro tem feito um extraordinário esforço para concluir obras de tratamento de água e esgotos em todo o País. A aprovação do Marco do saneamento irá permitir que a inciativa privada acelere junto com os governos a nossa meta de universalização do serviço até 2033", comenta.


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Banner Jaboatao 2021

27/02


2021

Empresário anuncia rompimento com João Mendonça

Do BJ1 Notícias

Embora reuniões e eventos sociais estejam proibidos em virtude do aumento de casos da Covid-19 no Estado, hoje, um grupo de correligionários se reuniu em Belo Jardim para acompanhar o anúncio oficial do desligamento do empresário e produtor cultural Luís Carlos (Pros), do grupo político do ex-prefeito cassado de Belo Jardim, João Mendonça. O anúncio foi transmitido à população através de lives em TVs online nas redes sociais.

Em 2017, Luís Carlos exercia o mandato de vice-prefeito de Belo Jardim, quando de tabela, foi cassado com João Mendonça. Em seguida, disputou as eleições suplementares na cabeça de chapa do PSB no município e foi derrotado. No último pleito, após pressões e discussões internas, ele foi escolhido como última opção para vice na chapa de Isabelle.

Luís Carlos foi escanteado durante a campanha em 2020 e se desentendeu com João Mendonça na Fazenda Canta Galo, por questionar os destinos do dinheiro enviado pelo Pros para a campanha socialista em Belo Jardim. Após o pleito, João Mendonça chegou a culpar Luís Carlos pela derrota nas urnas.

O encontro contou com a participação dos deputados estaduais Eriberto Medeiros (PP), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e Eduíno Brito (PP). Os vereadores Tenente (PTB) e Soldado Edvaldo (PSB) também registraram presença. O discurso de Luís Carlos em sua maior parte teceu elogios ao deputado Eriberto.

O empresário aproveitou a oportunidade para firmar compromisso eleitoral com o agora padrinho político. Ainda no discurso, sem mencionar diretamente o rompimento com João Mendonça, Luís afirmou: “Aqui não tem liderança, não tem dono de grupo, aqui não tem coronel, aqui tem uma penca de amigos que quer trabalhar por Belo Jardim”, registrando insatisfação com os socialistas.

Ao término do pronunciamento, Luís não havia confirmado de fato a consolidação do rompimento. Apenas quando questionado, sem muita expressão, se limitou em dizer: “É um novo grupo, por que é a vontade do povo”, concluiu.


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27/02


2021

Prefeitura de Buenos Aires recebe dois respiradores

A Prefeitura de Buenos Aires, na Mata Norte pernambucana, recebeu, na última quinta-feira (25), dois respiradores enviados pelo Ministério da Saúde. Os equipamentos serão instalados na Unidade Mista Maria Tereza Brenannd Coelho e em uma unidade móvel (ambulância) para ampliar a assistência aos pacientes da Covid-19 ou outras enfermidades. As informações são do portal Giro Mata Norte.

A chegada dos respiradores enviados pelo Governo Federal vai reforçar o trabalho da Prefeitura do Buenos Aires no combate ao novo coronavírus. Com a chegada das unidades, a gestão municipal realizará uma capacitação para os profissionais que vão manusear os equipamentos.

Nas redes sociais, o prefeito Fabinho Queiroz (PSD) comemorou o recebimento dos equipamentos: “Vamos continuar garantindo um serviço de saúde com qualidade, seja em nossa Unidade Mista, seja no atendimento de deslocamento por meio de ambulâncias. Saúde é um direito de todos, por isso continuarei trabalhando com muito respeito e compromisso nesta área.”


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Petrolina 2021

27/02


2021

Suprema resistência

Por Weiller Diniz*

Além de simpatizantes nazistas, a tropa governista recicla vários expedientes do 3 Reich. A mentira, a máquina de propaganda e desconexão da verdade de Joseph Goebbels, a perseguição a minorias, o ódio aos jornalistas, a terceirização dos fracassos, a mitomania alienante, o belicismo, a militarização do governo, a obsessão contra a esquerda e as investidas para subjugar o STF.

Os alvos, ações ou discursos se alternam na rotina ociosa de Jair Bolsonaro, da prole e dos aliados. Para intimidar a imprensa, ele mesmo o faz. Para emparedar ministros do Suprema Corte passou a se escudar em cães de guarda que vão sendo rifados enquanto preserva a si e os filhos. Um dos porta-vozes da suástica foi preso e pode perder o mandato. O capitão trocou as ameaças de ruptura por comentários insidiosos. Agora são os fanáticos que preconizam golpes, abusando da dissimulação, outra doutrina de inspiração nazista.

Adolf Hitler invadiu a Polônia 5 meses depois do discurso pacifista ao Parlamento alemão em abril de 1939. Um ofendido Hitler respondia, com ironia, a 21 pontos da carta do presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, cobrando compromissos de não agressão contra 31 países para evitar a guerra. As mentiras aos deputados em um longo discurso reforçaram duas características do facínora: a cínica dissimulação e o messianismo.

O führer, taticamente, postergava seus propósitos tirânicos sem, contudo, abandoná-los. No mesmo discurso ele se vangloriou por armar a população. O tom do pronunciamento foi deliberadamente messiânico, de autoexaltação, onde ele se promoveu inúmeras vezes:

“Eu me considero um chamado pela Providência para servir somente ao meu povo e livrá-lo de sua terrível miséria… Dominei o caos na Alemanha, restabeleci a ordem, aumentei imensamente a produção em todos os ramos de nossa economia nacional, por meio de esforços extenuantes produzi substitutos para numerosos materiais que nos faltam, preparei o caminho para novas invenções, desenvolvi transporte, fiz com que estradas magníficas fossem criadas construí e canais a serem cavados, criava novas fábricas gigantescas… Pois o meu mundo, senhor presidente, é aquele para o qual a Providência me designou e para o qual é meu dever trabalhar”.

Hitler mentiu sobre os planos de guerra e travestiu a tirania com uma modalidade de investidura sagrada. Se apresentava como um apóstolo de salvação para a ruína germânica e exortava o reconhecimento às suas supostas realizações obtidas através do enorme endividamento para montar a maior máquina de guerra do mundo. O fanatismo pretendia transformar o mandato temporário em uma missão divina duradoura. A “Providência” para qual dizia ter sido chamado foi pensada para transformá-lo em mito quando a Alemanha já perseguia inimigos imaginários e o Judiciário se acovardava.

Os expedientes nazistas são eloquentes por aqui. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, adapta o marketing hitlerista associando o conceito de pátria à sacralidade da Providência de quem ambiciona se eternizar no poder. Completavam a índole do ditador alemão o ego explosivo, belicoso, neurótico, intolerante, manipulador e a paranoia conspiratória, segundo a qual todos querem derrubá-lo. Bolsonaro adia, mas não esquece seus inimigos fictícios.

Apenas vai adaptando o método quando a realidade impõe. Ora tenta a captura de órgãos de Estado, como Abin e PF, ora estimula o confronto, ora ressuscita bravatas. Tentou asfixiar financeiramente os jornais e ameaça a imprensa sempre. “Porrada”, “vai pra puta que pariu”, “cala boca” e outros rasgos de autoritarismo. Perto disso, o truculento Newton Cruz, o “Nini” da ditadura, era um cavalheiro. “O certo é tirar de circulação — não vou fazer isso, porque sou democrata — tirar de circulação Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Antagonista, são fábricas de fake news”, ameaçou o democrata mirando o seu segundo maior inimigo imaginário, depois do STF. A jihad bolsonarista também dispara também contra o STF.

Desde maio de 2020, quando pregava o golpe nas ruas, Jair Bolsonaro tem o STF como alvo prioritário. Por lá perdeu em todos os arreganhos autoritários, grande parte por unanimidade. A noite dos cristais já foi tentada por aqui. O tal grupo dos 300, que nunca passou de uma dezena de meliantes, atirou fogos sobre a sede da Suprema Corte. Nas manifestações que Bolsonaro prestigiou e convocou, faixas pediam o fechamento do Congresso e do Supremo. Quando Alexandre Ramagem foi barrado na PF, por ferir o princípio da impessoalidade, novas ameaças. Após a busca e apreensão em aliados ele regurgitou: “acabou porra”. Depois da quebra de sigilo contra os amigos ameaçou: “Está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar”.

No dia seguinte Fabrício Queiroz foi colocado no devido lugar, a cadeia. Acuado, o capitão capitulou, mas o alvo preferencial nunca foi esquecido. O coro demoníaco esconde uma causa e não uma casualidade. Nódoa eterna na Pasta da Educação, Abraham Weintraub, na reunião ministerial de 22/4/2020 esbravejou. – Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF.

A valentia a portas fechadas foi paga com um ótimo emprego no banco mundial e revelou um pusilânime que se homiziou no cargo para escapulir. Eduardo Bolsonaro, o deputado do “cabo” e do “jipe” para fechar o STF, pregou a volta do AI-5. O deputado afirmou ainda que a ruptura era “quando” e não “se”. Ex-vice-líder de Bolsonaro, Otoni de Paula foi condenado a indenizar o ministro Alexandre de Moraes em R$ 70 mil por xingá-lo com palavrões. As deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli também insultaram ministros do STF e são investigadas. José Lins do Rego acertou quando escreveu que “a retórica do nazismo animava instintos de bestas-feras”.

Jair Bolsonaro também marchou sobre o STF para salvar CNPJs na pandemia, em um gesto de simbologia extremista babujado por integralistas que simulavam um cerco à Corte. O próprio Bolsonaro disseminou o vídeo comparando os ministros do STF a hienas. No vídeo, o leão, identificado como Bolsonaro, é acuado por hienas com símbolos que representam instituições vistas como rivais: partidos políticos, STF, a CNBB, a OAB e órgãos de imprensa. Surge outro leão, descrito como "conservador patriota", que expulsa as hienas. Os leões se cumprimentam, e surge a imagem de Bolsonaro, uma bandeira do Brasil e a voz do presidente repetindo seu slogan: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".

O Brasil e Deus também foram invocados e profanados no vídeo no qual um ogro, investido no mandato parlamentar, vomitou ofensas contra vários ministros do STF e ameaçou o Judiciário com AI-5, cassações e os demais comandos que ativam as mentes belicosas do bolsonarismo: “quando o Bolsonaro decide uma coisa você vai lá ‘não, isso não pode’… Suprema Corte é o cacete. Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de 11 novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí. E vários que já passaram também não mereciam. Vocês são intragáveis, tá certo? Inaceitável. Intolerável, Fachin? Não é nenhum tipo de pressão sobre o Judiciário não. Porque o Judiciário tem feito uma sucessão de merda no Brasil. Uma sucessão de merda. E quando chega em cima, na Suprema Corte, vocês terminam de cagar a porra toda. É isso que vocês fazem. Vocês endossam a merda.”

A vociferação escatológica e rudimentar rendeu a prisão que imediatamente foi referendada pela unanimidade dos ministros do STF. O trancafiamento foi endossado pela Câmara dos Deputados por 364 a 130 votos. O relatório da deputada Magda Mofatto, do Centrão, escolhida a dedo pelo grupo, chicoteou impiedosamente uma fera desdentada: “Temos entre nós um deputado que vive a atacar a democracia e as instituições e transformou o exercício do seu mandato em uma plataforma para propagação do discurso do ódio, de ataques a minorias, de defesa dos golpes de estado e de incitação à violência contra autoridades públicas… As ameaças eram sérias e críveis, revelando a periculosidade do colega e justiçando a sua prisão para impedir a prática delitiva”.

O leão indomável e desafiador das redes sociais converteu-se em um gatinho compungido pelo remorso e tomado pela dissimulação. Não passa de outro boi de piranha do bolsonarismo. Há vários tombados pelo caminho. Depois de vocalizar o manual do pensamento extremista, o deputado Daniel Silveira se viu jogado aos leões e terá tempo, a exemplo dos demais sacrificados, para refletir que o jogo político é mais sutil e mais elaborado. Está além da suposição de suas vadiagens delinquentes. Bolsonaro, a partir do teste numérico na Câmara, também passa a ter uma ideia do tamanho da sua esfarrapada SS se persistir em teses golpistas contra os poderes.

Os golpes e rupturas vicejam em sistemas em crise com desemprego, insegurança, inflação alta, fome, violência, recessão, instabilidades jurídicas, políticas e institucionais além da carência de líderes. Esse foi o ambiente na República de Weimar, ideal para chocar o ovo da serpente e chocalhar o nazismo. A cartilha é seguida rigorosamente no Brasil. O manual da terra arrasada, aplicado no vídeo, prevê tensões permanentes, confrontos físicos, provocações, ameaças, políticas para armar grupos paramilitares (a milícia, no caso brasileiro), deslegitimar as instituições e a disseminar o ódio visando a desestabilização até o caos. Momento no qual o ditador se apresenta como o redentor em nome da Providência.

A variável brasileira vem sendo o STF que vai puindo a única máscara que Bolsonaro usa, a da ruptura. Além de não se intimidar, o STF barra as comichões autoritárias e abriu várias investigações fazendo o bolsonarismo se ajoelhar. O oposto do que ocorreu no nazismo, quando o Judiciário se acocorou. A captura do Judiciário alemão se deu após vitória da tese do nazista Carl Schmitt. Por ela o guardião da Constituição de Weimar era o presidente do Reich, legitimado pela vontade popular, mesmo sem neutralidade. O Judiciário debilitado foi decisivo para Hitler pisotear a humanidade. A série de derrotas impostas ao bárbaro carioca reiterou que o guardião da Constituição no Brasil, santuário democrático, é o Supremo Tribunal Federal. Apenas tudo isso.

*Jornalista. Texto originalmente publicado no portal Os divergentes.


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Comentários

Fernandes

Parabéns Weiller Diniz comentário correto, o bozoloide tá com raivinha.

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Quem é esse idiota mesmo Magno? Bom uma coisa ficou claro, Weiller Diniz deixou de receber alguma coisa do governo. Que tabacudo mais recaucado. Lixo, só escreve lixo!!!


Serra Talhada 2021

27/02


2021

Prefeito de Rio Branco demite jornalista que irritou Bolsonaro

Do UOL

O jornalista João Renato Jácome foi demitido e teve decreto de exoneração publicado no Diário Oficial da Prefeitura de Rio Branco de hoje. Ele deixa o cargo de chefe de gabinete na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde atuava havia pouco mais de um mês.

Na última quarta-feira (24), de folga de seu trabalho como servidor, ele foi cobrir a visita do do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Acre como jornalista credenciado pelo Estadão.

Durante a entrevista coletiva, ele fez uma pergunta sobre a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de anular a quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente. Bolsonaro se irritou com o questionamento, não respondeu a pergunta e encerrou a coletiva de forma abrupta.

A visita de Bolsonaro foi motivada pela crise humanitária no estado, que enfrentou na semana passada, ao mesmo tempo, uma enchente em rios e igarapés; a lotação na rede de saúde por causa da covid-19 e do surto de dengue; e um conflito envolvendo refugiados que tentaram passar pelo Peru com destino aos Estados Unidos — a fronteira entre os países está fechada por causa da pandemia.

Ao UOL, Jácome conta que a secretaria — em que atuava desde o dia 17 de janeiro deste ano — adota um rodízio de servidores por decreto devido à pandemia no estado. Ele explica que, na quarta-feira, estava de folga e foi contratado como repórter freelancer pelo Estadão para acompanhar a visita presidencial.

"Eu já havia trabalhado por dois fins de semana seguidos por conta da enchente, e o secretário disse que eu iria folgar durante a semana — não só eu, como vários outros colegas de lá. E voltei ontem e trabalhei normalmente", diz.

Jácome disse que ficou "surpreso e muito triste" ao saber da demissão sumária pela imprensa ontem. "Mas isso não vai fazer eu baixar a cabeça. Vou continuar trabalhando e fazendo o que eu sempre fiz. Uma coisa que ninguém pode me acusar é de ter feito algo errado. Não fui exonerado por um crime, por improbidade, por incompetência. Fui exonerado porque estava trabalhando, e isso incomodou, infelizmente", disse.

O UOL procurou o diretor de comunicação da Prefeitura de Rio Branco, Ailton Oliveira de Freitas, para pedir a versão oficial da exoneração. "O motivo é que o jornalista estava em horário de trabalho para o município e estava trabalhando para terceiros", afirma.

O prefeito Tião Bocalom (PP) é aliado de primeira hora do presidente, e inclusive veio de Brasília para Rio Branco com Bolsonaro na quarta-feira. Ele postou foto dentro do avião presidencial.

A jornalistas locais, entretanto, o prefeito confirmou ainda ontem a exoneração do jornalista. "Foi exonerado ontem [na quarta-feira] mesmo", respondeu Bocalom a um jornalista, deixando a entender que se tratou de um ato de retaliação pela pergunta que irritou seu aliado.


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27/02


2021

Buíque restringe atividades econômicas

Um novo decreto (nº 023) editado pelo prefeito Arquimedes Valença (MDB) definiu novas medidas restritivas para o enfrentamento aos crescentes casos de Covid-19 em Buíque. Somente nos últimos dois meses, o número de vítimas fatais devido à doença cresceu mais e 70% em relação a todo o ano passado, quando começou a pandemia em março de 2020. As medidas que passam a valer a partir de segunda-feira (1º) restringem os horários de funcionamento das atividades comerciais, feiras livres, cultos religiosos, entre outros. 

Pelo decreto, ficam proibidas todas as atividades econômicas de segunda a sexta-feira, das 20h às 05h, e aos sábados e domingos, entre 17h e 05h da manhã. Já o funcionamento do Mercado Público, da Feira Livre e do Açougue municipal passa a ocorrer de segunda a sexta-feira das 06h às 13h, e aos sábados, das 06h às 15h.

As cerimônias religiosas de todo e qualquer credo só poderão ocorrer até as 18h, respeitando sempre o limite máximo de 50% de sua capacidade. Fica também proibido todo e qualquer tipo de evento durante a vigência deste decreto. As academias de ginásticas deverão seguir todos os protocolos definidos pelo Governo do Estado e só poderão ocupar 30% da sua capacidade.

Em relação as lotações, ônibus, vans e outros veículos de transporte de passageiros, fica proibida a entrada ou saída de qualquer veículo com este fim, lotação ou transporte alternativo, com o quantitativo superior a 50% da capacidade permitida de transporte de passageiros. No tocante as funerárias, ficou determinado que elas não poderão realizar velórios de pacientes vítimas da Covid-19 devendo providenciar de forma imediata a cerimônia de sepultamento sem aglomerações e o cortejo só podendo ser acompanhado de carros. 

O descumprimento das medidas definidas neste novo decreto submete os infratores ao pagamento de multas que variam de R$ 400 a R$ 1 mil, além de haver a interdição do espaço. A fiscalização ficará a cargo da Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Guarda Municipal ou qualquer outro órgão público competente para este fim com autoridade para lavrar o auto de infração. 

Dois telefones ficarão à disposição da população para denúncias de aglomerações, bares funcionando fora de horário e outras irregularidades que descumpram o atual decreto. A população poderá ligar ou mandar mensagem para os telefones: (87) 98122.2635 / 98126.9881. 

A Prefeitura de Buíque também vai acionar o Ministério Público de Pernambuco e a Polícia Militar para dar apoio ao cumprimento das novas medidas com uma fiscalização intensa.


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Jornao O Poder

27/02


2021

Zé Queiroz recebe vacina contra Covid-19 no Recife

O ex-prefeito de Caruaru e deputado estadual José Queiroz (PDT), 79 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. A imunização ocorreu, hoje, no Recife. As informações são do Blog Cenário.

O registro foi feito pelo deputado federal Wolney Queiroz (PDT), que é seu filho. Ainda ontem, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), anunciou mais uma etapa do plano de vacinação, com o início da imunização de idosos a partir dos 75 anos, o que passou a ser feito hoje.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

27/02


2021

Tasso cobra instalação imediata da CPI da Covid

Por Gerson Camarotti, do G1

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) vai cobrar a instalação imediata da CPI da Covid depois da passagem do presidente Jair Bolsonaro pelo Ceará, causando aglomeração num momento de agravamento da pandemia por todo o país.

Ao Blog do Camarotti, Tasso disse que “Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao mandar as pessoas à morte, estimulando aglomeração”. Tasso disse ainda que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tem que ler o requerimento e iniciar os trabalhos da CPI. Ao todo, 30 senadores assinaram o requerimento antes do Carnaval.

Tasso ressaltou que em sua passagem pelo Ceará, Bolsonaro criticou o uso de máscara, ameaçou não repassar auxílio emergencial para os estados que adotaram restrição na circulação de pessoas e ainda conclamou à população para ir à rua.

“Ao conclamar a população para ir à rua, o presidente está mandando as pessoas à morte. Bolsonaro veio ao Ceará para tentar desmoralizar as medidas de restrição que acabaram de começar. Isso é criminoso”, ressaltou.

As medidas de restrição foram adotadas pelo governador petista Camilo Santana. Na sexta-feira (26), Santana não participou do evento de Bolsonaro no estado, alegando que o ato causaria aglomeração.


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