Blog do Magno 15 Milhões de Acessos

14/01


2021

Pelo menos 1 a cada 5 congressistas pegou Covid

Ao menos 102 deputados e 27 senadores contraíram a covid-19 até agora. Isso equivale a 21,7% do total de 594 cadeiras do Congresso (513 deputados + 81 senadores). Ou seja, 1 a cada 5 congressistas foi contaminado pelo coronavírus. Houve uma morte até o momento.

A taxa de contaminação é de 3,8% para todos os brasileiros. A comparação, entretanto, tem ressalvas. Isso porque possivelmente todos os congressistas fizeram teste de covid-19 em algum momento. No Brasil, é minoritária a parcela da população que teve acesso a esse procedimento.

Entre os partidos, somadas as bancadas de Câmara e Senado, o PSD foi o que mais teve contaminações identificadas pela reportagem em relação ao número de integrantes. A sigla de Gilberto Kassab teve ao menos 22 congressistas com a covid-19. Ou seja, 47,8% do todo. É a legenda que mais registrou infectados também em números absolutos.

O Poder360/Drive só não encontrou casos da doença nas bancadas de PV (4 deputados) e Rede (uma deputada).

Até agora, 1 congressista morreu por causa do coronavírus: Arolde de Oliveira (PSD-RJ), senador. Tinha 83 anos. Dividindo a única morte pelo número de contaminados (que pode ser maior), chega-se a uma taxa de mortalidade no Congresso de, no máximo, 0,78%.

O senador José Maranhão (MDB-PB), de 87 anos, e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), 48 anos, estão internados. Os deputados Jesus Sérgio (PDT-AC) e Célio Silveira (PSDB-GO) deixaram o hospital nos últimos dias.

Maranhão está no hospital desde dezembro. O boletim médico divulgado na 4ª feira (13.jan.2021) informa que ele segue na UTI (unidade de terapia intensivo) sem previsão de alta. “O senador encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva, sedado, em ventilação mecânica, recebendo suporte clínico e fisioterápico”. A assessoria de Marcos Pereira informou que ele passa bem.

O Piauí foi o Estado com o maior percentual de casos de covid-19 entre congressistas. Em seguida, vem o Amazonas –a 3ª unidade da Federação com mais mortes por milhão de habitantes. Em números absolutos, puxam a fila São Paulo (com 17 contaminados) e Rio de Janeiro (13).

O Poder360/Drive consultou Lideranças de bancadas e congressistas para levantar os casos confirmados. Quem teve o vírus e depois renunciou ao cargo foi computado –caso de Roberto Pessoa (PSDB-CE), hoje prefeito de Maracanaú (CE). Também foi computado o ministro Fábio Faria (PSD-RN), que é deputado licenciado. Pode haver mais casos não identificados.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) contou à reportagem que seu exame foi negativo, mas teve o diagnóstico clínico. “Passei o Natal derrubado, parecia que tinha uma carreta em cima da minha cabeça”, disse.

Há pelo menos 1 caso de reinfecção no Congresso. O deputado Marx Beltrão (PSD-AL) pegou coronavírus duas vezes. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também estão entre os já infectados.


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14/01


2021

BB diz que não foi comunicado sobre demissão do presidente

O Banco do Brasil informou, hoje, que não recebeu nenhuma comunicação formal por parte do "acionista controlador", ou seja, o governo federal, sobre qualquer decisão a respeito da possível demissão do seu presidente, André Brandão. A informação foi divulgada por meio de "fato relevante" à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A possibilidade da saída de Brandão do comando do banco estaria relacionada a uma insatisfação do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o blog da Ana Flor, Bolsonaro se irritou com o anúncio, feito no início desta semana, do fechamento de mais de 200 agências e um programa de demissão voluntária com o objetivo enxugar 5 mil vagas.

Ainda de acordo com o blog, Bolsonaro passou a receber telefonemas e pedidos de audiência de políticos. Eles reclamam que suas cidades deixariam de ter agências do banco.

A principal irritação de Bolsonaro é motivada pelo anúncio das medidas antes da definição das presidências da Câmara e Senado – as eleições estão previstas para fevereiro.

Brandão assumiu a presidência do banco em setembro de 2020, levado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pelo presidente do Banco Central, Campos Neto.


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O Jornal do Poder

14/01


2021

PT rompe com o PSB e entregará os cargos no Governo

A Executiva Estadual do PT oficializou, hoje, o que este blog já havia adiantado, ontem, sobre o rompimento da legenda com o PSB no Governo de Pernambuco. Em nota enviada pelo presidente do partido no Estado, o deputado estadual Doriel Barros, a legenda comunicou o rompimento e a entrega dos cargos. Confira a nota na íntegra abaixo:

“Como resultado de debates internos sobre a continuidade da participação do Partido dos Trabalhadores no Governo do Estado, decidimos deixar os cargos que o PT ocupa na atual gestão (PSB-PE).

Nossa participação na gestão foi uma decorrência natural da aliança que celebramos com o PSB em 2018 e que teve resultados extremamente positivos para ambos os partidos, entre os quais as reeleições do governador Paulo Câmara no primeiro turno e do senador Humberto Costa, além da significativa contribuição ao desempenho eleitoral de Fernando Haddad no primeiro e segundo turnos das eleições presidenciais.

Ao longo desses dois anos, o PT contribuiu de forma decisiva para o sucesso da administração estadual, desenvolvendo políticas públicas com criatividade, competência e compromisso com a maioria da população, especialmente no segmento da agricultura familiar. Implantamos um trabalho que, se continuado, permitirá a colheita de importantes frutos para a gestão estadual e mudanças estruturais nesses setores.

Nosso posicionamento não decorre de divergências administrativas com o governo que consideramos estar cumprindo os compromissos celebrados no programa de governo referendado em 2018 pela população pernambucana. É uma consequência política do acirrado enfrentamento eleitoral municipal de 2020, especialmente no Recife, onde recebemos da campanha do PSB tratamento inaceitável, desrespeitoso e incompatível com o histórico de relacionamento de nível elevado entre nossas siglas.

Decorre também da posição da direção nacional do PT que não produziu nenhuma manifestação pública ou reservada que demonstrasse o interesse em preservar nossa participação no governo como espaço facilitador de conversas entre as duas siglas em nível nacional.

A partir de agora, assumimos um posicionamento de independência em relação ao governo estadual que pautará também a nossa conduta na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Esperamos ainda a continuidade de um diálogo respeitoso com o governo estadual e com a própria Frente Popular.

Recife, 14 de janeiro de 2021.

Doriel Barros – presidente do Partido dos Trabalhadores de Pernambuco


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Abreu no Zap

14/01


2021

Frankestein do Brasil

Por Edson Barbosa*

Bem que Mary Shelley poderia ter escolhido outro final para sua obra-prima, permitindo a Frankestein, a criatura, a satisfação do seu desejo de amor. Tivesse a escritora feito uma pequena mudança no enredo e daria vida à fêmea pedida pelo monstro, bastando para isso que Dr. Victor Frankestein, o criador, concluísse a construção da donzela, emigrando os noivos para as selvas da América do Sul, conforme acertado, deixando a humanidade em paz.

Porém, a ficção, ao menos no romance gótico, foi eternizada da maneira que se sabe. Temeroso em criar uma raça de monstros que viesse a destruir a humanidade, Victor interrompe o seu experimento no laboratório das ilhas Orkneys e foge da criatura.

A história de terror acaba nas geleiras do Mar do Norte, quando, diante do cadáver do seu criador, na cabine do navio, Frankestein, o monstro, aos prantos, promete ao capitão Walton, que se retiraria para o extremo Norte e lá deixaria a humanidade em paz, cometendo suicídio.

Misturando ficção e realidade, houvesse Mary Shelley concluído o seu enredo com a partida do casal de criaturas Frankestein para a América do Sul, penso que nem mesmo eles teriam a capacidade macabra de gerar um filho chamado Brasil, tal como se apresenta há 520 anos, tão degenerado e deformado pela maldade, pela desigualdade humana; um monstro tenebroso que, a preço do dia de hoje, mata mais de 60 mil pessoas por ano, na bala, e mais de 200 mil, pela infecção do coronavírus, há apenas 10 meses. Isso é milhares de vezes mais terrível que os três ou quatro assassinatos cometidos pela criatura no romance.

Frankestein do Brasil, agora uso o nome abandonando a ficção, dizimou nações nativas inteiras, escravizou índios e negros, queimou os documentos dos negros escravizados, suprimiu-lhes até a senzala onde dormiam, e a ração que comiam, negou-lhes a terra, a educação e corrompeu-lhes a identidade.

Frankestein do Brasil criou essa república velha cafetina espoliativa de si própria, em benefício das Fords da vida, que ao longo de 120 anos saciam os seus desejos mais animalescos, sem sequer usar a camisinha, e vão-se embora, deixando infectada a dignidade humana dessa terra brasilis, em pleno século 21.

Penso que talvez seja esse o nosso ponto de inflexão, no janeiro de tantas mortes. Façamos proveito do assunto do suicídio, agora trazido à tona pelo ministro da Justiça do Brasil, quando dá início à criação de um monstrengo, abrindo investigação contra o jornalista, biógrafo, romancista, Ruy Castro, mas também, na vida real, ajudante de criador de monstros que andam à solta por aí. Quem é do ramo da política, sabe.

A esse Frankestein do Brasil, voltemos ao enredo da ficção, eu proponho que se retire para o extremo do Norte e, por lá, até se suicide. Duvido que haja investigação do ministro capaz de condenar alguém por isso. Até porque, à Polícia Federal, devem-se reservar ações relevantes do interesse do Estado, com responsabilidade, isenção e autonomia, sem nenhum Frankestein de plantão para atrapalhar.

*Jornalista e publicitário. Consultor em comunicação de interesse público, nos segmentos institucional, corporativo e político. Coordena e desenvolve projetos no Brasil e América Latina.


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14/01


2021

Yves anuncia regulamentação de kombeiros em Paulista

O prefeito de Paulista, Yves Ribeiro (MDB), estabeleceu um prazo de 120 dias para que kombeiros que atuam na cidade passem por regulamentação. Além disso, suspendeu blitz durante o período. O anúncio ocorreu, hoje, em reunião com parte do secretariado e representante dos motoristas de Kombi.

Essa foi a maneira encontrada pelo gestor para organizar o transporte coletivo em Paulista e evitar novos conflitos entre agentes de trânsito e kombeiros. "Estamos fazendo uma parceria. O importante é que possamos trazer tranquilidade para os kombeiros. São 430 pais de família que vivem de Kombi", comenta Yves.


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Banco de Alimentos

14/01


2021

Artur tenta voto de Marília

Na passagem ontem pelo Recife, o candidato do Centrão à Presidência da Câmara, Artur Lira (PP-AL), teve uma conversa reservada com a deputada Marília Arraes, da bancada do PT na Casa, pediu seu apoio, mas saiu sem a certeza do voto da petista, que já havia se encontrado com ele em Brasília.

Lira já teria, hoje, mais de 300 votos, inclusive Marília não seria a única assediada no PT. Outro que está na sua agenda é o também pernambucano Carlos Veras. Ambos foram convidados para o almoço com Lira ontem no Costa Brava, mas recusaram o convite.


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14/01


2021

Lockdown, a estratégia suicida

Por Antonio Magalhães*

Paulo Câmara e Geraldo Júlio erraram ao determinar um lockdown rigoroso durante a primeira fase da pandemia causada pelo vírus chinês. Um estudo do psicólogo e professor da UFPE, Bruno Campello, apontou que o isolamento social determinado pelos governantes a partir de março de 2020 levou a mais mortes pela Covid. Para Campello foi uma “estratégia suicida”.

O psicólogo usou os dados da empresa de geolocalização In Loco, contratada sem licitação pela Prefeitura do Recife, e do Google para monitorar os pontos mais rigorosos de isolamento e onde aconteceram as mortes futuras, quatro a seis semanas depois.

“Pensei que as mortes poderiam ser mais um efeito da fase da pandemia – disse Campello em entrevista ontem ao programa da Jovem Pan “Pingos nos iis” –, mas vi, com base em estatística, que meu ponto de vista, ao contrário das autoridades, estava se confirmando”.

AUMENTARAM AS MORTES

Segundo ele, o lockdown proposto para supostamente desafogar o sistema público de saúde terminou aumentando o pico de mortes e em menos tempo, com o crescimento do número acumulado de óbitos. “Só para dar uma ideia, o isolamento de 45 dias provocou um aumento de 15% das mortes. Um dado surpreendente, mas verdadeiro”, acrescentou.

Ele participou em dezembro passado de uma viagem de integrantes do Ministério da Saúde a Manaus, onde aconteceram muitas mortes pela Covid. “Os óbitos ocorreram quatro a seis semanas depois de um radical isolamento social. Muitos o qualificaram de quarentena, mas ela só afasta os doentes. Já o lockdown juntou saudáveis e doentes permitindo mais contaminações”.

ESCOLAS FECHADAS

Campello lembrou ainda que a iniciativa de fechar escolas foi um equívoco das autoridades, em todos os países. “Comprovadamente se soube que a fração de crianças e adolescentes contagiada pelo coronavírus foi muito pequena. E as mortes nessa faixa etária foram bem menores. Embora se admita que muitas crianças morrem por gripes comuns”. Para ele, epidemiologicamente e estatisticamente não se justificou o fechamento das escolas.

A versão de um fechamento total, ou lockdown, para combater a Covid foi desenvolvido em 2006 nos Estados Unidos, quando o governo de George W. Bush procurava um meio de reduzir as contaminações futuras em epidemias de gripes. A filha de um epidemiologista de 14 anos deu a ideia de que as crianças por contactarem muitas pessoas na escola poderiam ser transmissoras de maior grandeza do vírus da gripe.

Pois bem, o governo Bush acatou a sugestão do médico com base num estudo de pouca consistência científica com 180 crianças sugerindo o isolamento dos menores. O estudo foi duramente criticado por cientistas na época, mas terminou engavetado por falta de risco real. E com a pandemia do coronavírus, o isolamento social como tinha sido proposto foi retomado radicalmente.

POUCA ATENÇÃO

Bruno Campello afirmou na sua entrevista que procurou por meio de amigos comuns autoridades do Estado e da Capital, mas não lhe deram atenção. O seu estudo, compartilhado com o pai, também professor, Fernando Campello de Souza, quase ficou inédito uma vez que três repositórios de trabalhos acadêmicos recusaram acolhê-lo sem qualquer justificativa. Outras sete revistas recusaram o trabalho sem explicações. “Agora ele já está no repositório SSRN e uma revista científica vai publicá-lo”, completou. É isso.

*Integrante da Cooperativa de Jornalistas de Pernambuco


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Jornao O Poder

14/01


2021

Incêndio atinge prédio da prefeitura de Paulista

Um incêndio atingiu o centro administrativo da prefeitura de Paulista, no Grande Recife, e destruiu ao menos quatro motocicletas utilizada pelas equipes de trânsito do município. O caso aconteceu na noite de ontem e era possível ver os impactos das chamas na manhã de hoje.

O município afirmou que havia indícios de que o incêndio poderia ser criminoso e que acionou a Polícia Civil para investigar e determinar o que aconteceu de fato. As motos estavam estacionadas em área coberta e parte dela caiu devido ao fogo.

"É uma área coberta, não tem nada que pudesse causar um incêndio dessa proporção. Eram motos que estavam ativas. Nós estamos aguardando o Instituto de Criminalística para verificar o que aconteceu", afirmou o secretário de Segurança, Mobilidade e Defesa Civil, Marcelo Menezes.

O prédio fica localizado na Avenida Brasil, no bairro de Maranguape I. Quando o fogo começou, havia um vigilante no local, que acionou o Corpo de Bombeiros, segundo a prefeitura.

Além das motos, quatro aparelhos de ar-condicionado também foram atingidos pelas chamas, que foram completamente extintas ainda na noite de quarta, informou o Corpo de Bombeiros.


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14/01


2021

Coluna da quinta-feira

Lira vai desbancar Baleia

Na coluna de ontem adiantei que o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apoiado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já podia preparar a beca para sucedê-lo no comando da Casa, como candidato apoiado pelo Planalto. Hoje, a aposta é que o sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara será o alagoano Artur Lira (PP), que ontem passou pelo Recife tentando cabalar votos entre os 25 deputados que integram a bancada federal.

Na saída do encontro, Lira disse que a eleição será “de deputados “, e não de blocos ou partidos. “Essa eleição não é de líder, não é de bloco, não é de presidente de partido, essa eleição é de deputados. E os deputados sabem, conhecem e querem a mudança do que hoje acontece na Câmara dos Deputados”, afirmou. Lira afirmou que já ouviu de diversos chefes de partidos que suas bancadas apoiariam seu concorrente, Baleia Rossi (MDB-SP), mas que os deputados dessas bancadas não seguem a orientação.

Lira teria, hoje, um mínimo de 300 e um máximo de 320 votos, bem acima dos 257 necessários para liquidar a fatura logo no primeiro turno. Só na bancada de Pernambuco, dos 25 votos, o governista teria, hoje, 18. Já há quem aposte que Baleia Rossi (MDB), postulante da oposição, só teria na mesma bancada os votos dos deputados Renildo Calheiros (PCdoB), Fernando Bezerra Filho (DEM), Wolney Queiroz (PDT), Milton Coelho (PSB) e Luciano Bivar (PSL).

Na própria bancada do PSB, cujo partido faz oposição ao Governo no plano federal, Lira tem, hoje, o voto do dissidente Felipe Carreras e, provavelmente, de Danilo Cabral e Gonzaga Patriota. Posição incerta e não sabida são a dos petistas Marília Arraes e Carlos Veras. O PT fechou com Baleia Rossi, mas eles não simpatizam com o candidato. Acham que ele é muito mais governista do que Lira.

Em Brasília, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, reafirmou à repórter Hylda Cavalcanti, do Jornal de Brasília e colaboradora deste blog, que a determinação do partido é pelo voto no candidato do MDB. Como o voto é secreto, Siqueira, entretanto, não terá como saber quem traiu entre os 32 deputados que formam a bancada socialista.

Pau em Maia – Durante a conversa com jornalistas no Recife, Lira criticou ainda a maneira como o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz a Câmara. Disse que o “eu” foi fortalecido mais do que deveria e que será apenas um porta-voz da vontade da Câmara se for eleito. “O que sempre nós estamos ouvindo é que a Casa deve voltar a ser ‘nós somos a Câmara’ e não ‘eu sou a Câmara’. Hoje o ‘eu’ está exageradamente fortalecido em relação ao ‘nós’. Os deputados precisam ter voz.”

Reforço a Pacheco – O PP do Senado confirmou apoio a Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência do Senado. A bancada tem sete membros. O nome apoiado pelo atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Jair Bolsonaro, chega a prováveis 38 votos e estaria a três votos de vencer o pleito (são necessários ao menos 41 votos para isso). O demista concorrerá com Simone Tebet (MDB-MS), que teve seu nome oficializado pelo partido na terça-feira passada. Esta, por sua vez, apesar de ser da maior bancada da Casa (tem 15 membros depois de novas filiações), ainda não fechou nenhum apoio formal para o pleito.

Crise política – O plano de enxugamento do Banco do Brasil pode custar a cabeça do presidente André Brandão. Em campanha por Arthur Lira, Bolsonaro recebeu em um só dia oito deputados e ouviu reclamações sobre o fechamento de agências do BB em cidades menores. No ano passado, em um evento, o presidente já tinha sido cobrado por um manifestante para reabrir uma agência. Em 2019, Bolsonaro chegou a admitir que pediu ao Banco do Brasil que abrisse uma agência num município do Maranhão que o elegeu. Agora, o anúncio do fechamento de mais de uma centena delas, foi considerado um desgaste político inoportuno.

Vice da oposição – Depois de duas gestões bem sucedidas em Garanhuns, o ex-prefeito Izaías Régis pode adiar o seu projeto de disputar um mandato de deputado federal. Nomes com potenciais para entrar na briga pelo Governo do Estado em 22 já pensam em tê-lo na chapa como candidato a vice. “Ele tem um perfil excelente, soma e traz o voto do Agreste”, revela um desses já considerados pré-candidatos de olho em atrair o voto do interior. Izaías, embora não tenha feito o sucessor, deixou a Prefeitura de Garanhuns com a popularidade em alta, com quase 80% de aprovação.

CURTAS

CABO ELEITORAL – O presidente Jair Bolsonaro reservou a manhã de ontem para receber deputados federais em seu gabinete, no Palácio do Planalto. Ao todo, foram três reuniões diferentes, com oito parlamentares. O assunto dos encontros não foi divulgado, mas participantes admitem que as eleições no Congresso, marcadas para fevereiro, esteve entre os temas. Bolsonaro tem feito campanha a favor de Arthur Lira (Progressistas-AL), líder do Centrão que disputa o comando da Câmara contra Baleia Rossi (MDB-SP), do grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Casa.

APOIO TRABALHISTA – Um dos que participaram do encontro foi o deputado Wilson Santiago (PTB-PB). Seu partido tende a apoiar Lira, mas a bancada ainda não bateu o martelo. “É natural que se toque nesses assuntos (eleições na Câmara). Mas não houve, por parte do presidente, nenhuma cobrança no que se refere a posicionamento partidário”, afirmou o deputado na saída do Planalto.

Perguntar não ofende: Por que tanto entusiasmo de João Campos pela candidatura do bolsonarista Artur Lira?


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Comentários

Fernandes

A Venezuela vai resolver o problema. É isso mesmo?

marcos

Cadê o STF Que manda em tudo? Dá um prazo de 5 dias para o vírus chinês ir embora Lewandovsk.

marcos

Faz um Lockdow e fica em casa que resolve. Luiz Inácio Corona da Silva.

Fernandes

Morrer asfixiado com falta de ar é a morte mais cruel que pode existir, só se iguala a Câmara de gás de Hitler. O que está acontecendo em Manaus é um genocídio. SOS Manaus!

Fernandes

A Venezuela vai resolver o problema. É isso mesmo?