Lavareda

21/11


2020

Não voto foi o grande vencedor desta eleição

Por Marcelo Tognozzi*

O doutor Ulysses Guimarães dizia que a “sociedade sempre acaba vencendo”. Ela vai empurrando o governo e o Congresso na direção daquilo que deseja. Este caminho é inexorável. Algumas mudanças são feitas com muito alarde e espetáculo, como aconteceu com o movimento pelas eleições diretas iniciado em 1984, transformado em realidade 5 longos anos depois.

Outras mudanças a sociedade faz de mansinho, sem muita marola. É o caso do voto obrigatório. O Brasil faz parte de um exclusivo clube de 21 países onde votar é uma obrigação antes de ser um dever. A Constituição diz no seu artigo 14 que o voto e o alistamento militar aos 18 anos são obrigatórios. Mas a cada pleito esta obrigação vai virando opção. Na última eleição presidencial, 1 terço dos eleitores não apareceu para votar ou não votou em ninguém.

Este ano, a coisa viralizou – não apenas pela pandemia, mas por 1001 facilidades. Em São Paulo, 45,27% ou 3.647.901 eleitores escolheram não ir ou não votar em candidato algum. No Rio, nada menos que 52% ou 2.523.951 cariocas deram um sonoro não a “tudo isso que aí está” e deixaram aos outros 48% a responsabilidade de decidir quem iria com quem para o segundo turno.

Em Salvador, apenas Bruno Reis, o candidato anabolizado pela popularidade do prefeito ACM Neto, ganhou daqueles 39,46% que disseram não vou, não gosto, não quero. Em Recife a abstenção, brancos e nulos chegou aos 33,6% das preferências e derrotou os primos João e Marília, que tiveram direito a um novo round nesta que já é briga de família de maior audiência da história de Pernambuco. E foi assim que o fenômeno do não voto, nome técnico que une abstenção, brancos e nulos no jargão dos cientistas políticos, acabou sendo o grande vitorioso desta eleição.

Há quem julgue que uma abstenção alta é consequência da crise de representatividade por que passa a democracia brasileira, com políticos desmoralizados e eleitores desiludidos. Não é bem assim. Antes de culpar políticos e eleitores, o Estado criou um monte de facilidades para quem não quer votar. Pode justificar pelo aplicativo, por exemplo, ao invés de ter de ir pessoalmente a um posto da Justiça Eleitoral. E a multa custa R$ 3,51 por cada turno. Mais barato que uma passagem de ônibus ou um café expresso nas melhores casas do ramo. Quem mandar às favas os 2 turnos gasta a mixaria de R$ 7, 02 para ficar quites com o Estado e a consciência, tudo devidamente abençoado pela Resolução 23.088 de 2009 do egrégio TSE.

Tanta facilidade acabou impondo mudanças e já vivemos no Brasil aquela situação dos países onde o voto não é obrigatório e os partidos precisam fazer duas campanhas: uma para eleger seus candidatos e outra para convencer o eleitor a sair de casa e votar.

Nesta toada, a obrigatoriedade do voto no Brasil vai se tornando obsoleta e se ninguém teve coragem e votos suficientes para encarar a realidade mudar a lei aprovando uma PEC no Congresso, então viva o TSE, o aplicativo e a multa baratinha juntos e misturados no jeitinho brasileiro da vez.

A vitória do não voto no primeiro turno deixa claro que esta não é mais a mesma sociedade de 5 de outubro de 1988, quando o doutor Ulysses presidiu a promulgação da atual Constituição. Ela empurra o país para uma nova realidade, na qual os eleitores – especialmente os dos grandes centros – querem ter o direito de não votar sem serem cobrados por isso.

Há uma transformação em curso que precisa ser entendida e – mais que isso – percebida por quem faz política numa democracia representativa. Desde 1989 passamos por 15 eleições presidenciais e municipais, saímos do velho e surrado santinho para o WhatsApp; da propaganda da TV para as redes sociais. O eleitor foi iludido e desiludido diversas vezes, a começar pela primeira eleição, em 1989, que deu Collor na cabeça. Ou em 2018, quando um eleitorado agora mais experiente imaginou poder trocar a velha política pela nova política como quem muda de roupa.

Se Bolsonaro viu seus candidatos serem derrotados, o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro também sentiu este gostinho amargo. Fábio Aguayo do PSL foi o único candidato que Moro chamou de seu. Levou um caraminguá de 972 votos e perdeu a eleição para vereador em Curitiba. O candidato de Lula deu vexame em São Paulo, mas ele ainda pode ter o que comemorar com Marilia Arraes em Recife.

Muitos justificam a obrigatoriedade do voto ou da participação citando Platão: “Os que não gostam da política vão acabar sendo governados por aqueles que gostam”. Mas as coisas nem sempre são tão simples. No nosso caso, não se trata de gostar ou desgostar da política, mas da percepção de como ela é praticada, das suas regras e sua máquina, para uma sociedade onerada por muito imposto e pouco retorno.

Nos países desenvolvidos onde o voto é facultativo, o não voto fica em torno de 35%, 40%, como nesta eleição. Acabou aquele entusiasmo de 30 anos atrás dos brasileiros com fome de urna, depois de mais de 20 anos de jejum cívico. Nosso eleitorado está cada vez mais parecido com aquele das democracias mais maduras, onde é o cidadão quem decide se vai ou não exercer o seu direito de votar. No caso do Brasil, o eleitor – com o beneplácito do TSE – está dizendo aos políticos que, na prática, caducou o voto obrigatório do artigo 14 da Constituição. E revogam-se as disposições em contrário.

*Jornalista. Artigo publicado originalmente para o site Poder360.


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ALEPE

21/11


2020

FBC e Miguel reforçam apoio a Yves Ribeiro

O senador Fernando Bezerra Coelho e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ambos do MDB, se reuniram ontem com o candidato da legenda à Prefeitura de Paulista, Yves Ribeiro, e o vice da chapa Dido Vieira. O encontro serviu para reforçar o apoio ao postulante emedebista.

"Nesse momento, em que Yves e Dido Vieira disputam o segundo turno, quero reforçar o meu apoio para sua campanha. Acredito na experiência de seu trabalho e com nossa força essa parceria poderá realizar muito mais pela cidade", declarou Fernando Bezerra Coelho. 


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O Jornal do Poder

21/11


2020

O modelo nazista de João e sua tropa

É antiga, carcomida e fascista a tática do PSB de tentar vencer o jogo no território do falsear a verdade. É a tática de criar o ambiente do medo entre os eleitores desinformados, alheios, que só sabem que está diante de um processo eleitoral quando liga a TV e no meio da emoção da sua novelinha sente sua privacidade invadida e roubada pela propaganda eleitoral.

Esse PSB que mente, difama e agride covardemente Marília Arraes, favorita nas eleições de segundo turno, é o mesmo que, lá atrás, vampirou até onde pôde a popularidade de Lula. É o mesmo que chegou a panfletar a mentira de que Jarbas batia no pai para impedir sua chegada ao poder e a ele se aliou, muito tempo depois. 

É o mesmo que usou o esquema dos sanguessugas no Ministério da Saúde para detonar Humberto Costa, vencido por Eduardo por esse mesmo jogo do subterrâneo da política que choca a sociedade em nome do poder pelo poder. Quando o PSB alardeia e falseia as verdades do PT golpeia seus próprios aliados. 

O PT raiz, dos escândalos que o afastaram da sociedade sadia e do eleitorado consciente, é o de Humberto, de Dilson Peixoto e de Oscar Barreto, que assina embaixo por João Campos. Essa banda podre não está com Marília. Pelo contrário, sabotou a candidatura dela para governadora em 2018 e pediu votos para João no primeiro turno, na eleição de domingo passado. 

É o PT lambe osso do PSB, que detém nada menos do que dois mil cargos nos governos do Estado e da Prefeitura do Recife. Que se agarra nesse ossão das boquinhas em troca de assumir o esgoto da política, papel típico do fascismo mais barato, o que propala ódio, dissemina a má-fé, sufoca a sociedade com mentiras deslavadas.

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade, ensinou e pregou Adolfo Hitler. As fake news do gabinete do ódio de João de Geraldo emporcam uma campanha, cujo propósito é discutir os problemas de uma cidade que parou no tempo, campeã em desigualdade, jogada às traças por uma gestão incompetente e corrupta, a gestão de Geraldo das seis operações da Polícia Federal.

Essas fake revelam o desespero de uma gente ameaçada de perder a boquinha. Um dos seus maiores adeptos foi Adolf Hitler e seus comunicadores do regime nazista. Durante todo o período em que ele esteve no poder, lançou mão de todos os canais de comunicação disponíveis na época para colocar em circulação uma infinidade de mentiras, fofocas e boatos. Tudo era bom e válido para transmitir ao povo alemão e ao mundo as mentiras nazistas – desde o rádio e o cinema até os jornais, revistas e desenhos animados.

Quem gerenciava todo aquele imenso giro de notícias falsas era o Ministério da Propaganda, presidido por Joseph Goebbels, braço direito de Hitler. A enxurrada de inverdades diariamente despejada sobre o povo alemão não era a custo zero: o Reich gastava entre 250 milhões e 500 milhões de dólares ao ano para financiá-la, uma cifra nada desprezível para a época (no mesmo período, os americanos investiam cerca de 26 milhões de dólares ao ano).

Se você não sabia, fique sabendo: o PSB e a turma do PT de Humberto copiaram esse mesmo modelo nazista, para impedir a mudança que veste saia, de ventos que sopram de norte a leste, em contraponto a um menino mimado e despreparado.


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Comentários

Wellington Antunes

Chora bando de bozolóides, o choro é livre.

Fernandes

O choro é livre.

Carlos

Não existe mudança alguma, João e Marília são farinha do mesmo saco, além de serem da mesma família, são dois esquerdopatas que defendem tudo o que não presta e pertencem a partidos atolados em corrupção, quem defende qualquer um desses dois não tem um pingo de vergonha na cara.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Realmente Magno. Você retratou muito bem o PT e os partidos de esquerda. O Bolsonaro se elegeu por não tolerarmos mais as mentiras e os roubos dos petistas. Institucionalizou a corrupção. Seus filiados condenados por roubo, tendo o chefão da quadrilha o Lula ladrão, como o padrinho da Marília. Não, não precisa dizer mais nada. Quem tem como padrinho o maior corrupto que o Brasil já teve, inclusive chegando a ser citado pelo Obama, mostra bem como será o governo caso o PT ganhe. Não se pode esconder Marília do PT. É fato.

Sergio Murilo Pereira Araujo

Esse tal de João Campos é um tabacudo.


Abreu no Zap

21/11


2020

Eleições: epidemias e economia no Brasil e no mundo

Por Arnaldo Santos*

Uma eleição balizada pela pandemia, em que a máscara, o álcool em gel,  distanciamento entre os eleitores, e o horário preferencial para os idosos, tiveram efetiva participação no primeiro turno, como candidatos a proteção da saúde coletiva, os eleitores brasileiros deram demonstração de civismo e cidadania política, pois embora a expectativa fosse de uma abstenção de até cinquenta por cento, o que se viu foi o não comparecimento de apenas 23,14% dos eleitores.

Esse mesmo comparecimento é o que se espera para o segundo turno das eleições, no próximo dia 29 de novembro, numa demonstração de que a sociedade brasileira, valoriza a democracia e tem consciência de que só pela politica seremos capazes de superar todas as adversidades político-sociais e  econômicas agravadas pela pandemia da COVID-19.

A propósito, em tempos pandêmicos causado pelo coronavírus o mundo enfrenta dois graves problemas. O primeiro de saúde pública, com altos índices de infectados e mortos em todo o mundo, (no Brasil já estamos chegando aos 170 mil mortos), e o segundo de ordem econômica, de consequências ainda impossíveis de se mensurar. Esse cenário torna as eleições municipais no segundo turno, ainda mais importantes, pois a depender das escolhas que façamos, os rebatimentos econômicos e na saúde pública, resultantes da pandemia poderão ser ainda mais graves. 

Ao contrário do que parte expressiva do setor produtivo brasileiro, e de alguns políticos mal intencionados, incapazes de compreender a realidade, (este parece ser o caso do Presidente da República), querem fazer parecer, crises econômicas provocadas por epidemias têm precedentes na história, séculos antes da globalização.

Claro que não podemos ignorar os contextos históricos e de desenvolvimento científico muito diferentes. Essa realidade nos impossibilita fazer comparação direta, mas apesar da distância no tempo, ambas são epidemias, e guardam características sociológicas e econômicas comuns, que também encontramos em outras graves crises de saúde como a gripe de 1918, como observa a professora de história econômica da Universidade de Barcelona, Carmem Sarasúa.

Em respeito a história, também é imperioso reafirmar que, na sequência de todas as pandemias, ancorada nos fundamentos do capitalismo, a economia se refez, e sempre com resultados quantitativos e qualitativos, ainda mais significativos.

Nessa perspectiva os setores industriais, comerciais e de serviços, tiveram que rever seus modelos de produção, as relações de trabalho, (ainda que com perdas para os trabalhadores); e do lado da sociedade, foi necessário a incorporação de novos hábitos e padrões de consumo.

Na segunda metade do século XIV, por exemplo, quando o avião ainda não existia, a economia medieval na Europa, experimentava um ambiente de ascensão pelo aumento da produção agrícola, o desenvolvimento das cidades, e a expansão das atividades comerciais.

Nesse ambiente, o mundo assistiu a peste negra, interromper esse processo expansionista, matando milhões de pessoas, do Leste da Ásia a Europa Ocidental, (estudos demográficos indicam que houve a diminuição de um terço da população da Europa), o que dar uma dimensão do tamanho da retração das atividades produtivas; nem por isso a economia perdeu a capacidade de se reinventar. Agora não será diferente nem no Brasil e nem no resto do mundo.

Os rebatimentos da peste negra, provocaram uma vertical redução das atividades comerciais, bem como a desestruturação dos processos produtivos pelas propriedades feudais, forçando a redefinição dos seus métodos, dos hábitos de higiene, e da cultura política vigente, sob os quais se assentavam as instituições que davam sustenção a ordem feudal.

O que se vivenciou a seguir, foi uma Europa, em transformação, se preparando para compreender o mundo moderno que estava por vir. No Brasil as transformações que estão em curso são a negação da ciência pelos terra planistas, a radicalização da direita pelo populismo a divisão da sociedade, ações atentatórias contra a democracia, dentre outras.

Quando olhamos para o século XX, nos deparamos com as duas maiores crises da história, que são a primeira e a segunda guerras mundiais, (1914/1918/e1939/1945), onde os impactos econômicos em escala mundial, foram infinitamente maiores do que os esperados para o pós coronavírus.

Nesses tempos de coronavírus o Brasil, deve revisitar a história, ( há muitas lições a aprender para entender o presente), se capacitar para absorver os impactos que serão legados pela Covid-19, para o surgimento de uma economia ainda mais desenvolvida e moderna, assentada em novos modelos de produção, comércio, e serviços, que surgirão a partir do aprendizado que vamos acumular, com a experiência vivenciada, além de criar uma infraestrutura de ação e combate, a eventuais epidemias que o Brasil possa vir a enfrentar no futuro.

Ninguém desconhece que os rebatimentos dessa pandemia, especialmente sobre as economias das unidades subnacionais, serão ainda mais agudas, especialmente nas pequenas cidades brasileiras. 

No curto prazo teremos a diminuição da produção, como já se verifica na diminuição do PIB, e o encolhimento do comércio, combinado com aumento do desemprego, e da sub utilização da força de trabalho, provocando o crescimento da informalidade, deixando a míngua um enorme contigente de miseráveis dependentes dos programas sociais de distribuição de renda.

Essas consequências serão tanto menores, quanto maiores forem as ações políticas e econômicas do governo federal, em uma ação articulada com os governadores, e os novos prefeitos recém eleitos.

A julgar pelo que estamos vivenciando as perspectivas não são das melhores.

*Jornalista e cientista político. Comentários e críticas para: [email protected]


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21/11


2020

Coluna do sabadão

No calcanhar de João

No primeiro debate na TV,  promovido na noite de ontem pela Clube, afiliada da Record, João Campos e Marília Arraes fizeram um confronto quente, com acusações mútuas. Sob mediação da jornalista Isly Viana, a temperatura se elevou até as considerações finais. A candidata do PT provocou o primo sobre a pouca idade para comandar uma cidade da dimensão do Recife, que exige, naturalmente, certa experiência de vida, algo que nitidamente falta a João, de apenas 26 anos. 

Durante toda campanha, este foi o calcanhar de Aquiles do socialista. “Prefeitura não é pirulito para estar dando de presente para um menino, para estar entregando de bandeja", cutucou a petista. Este momento, um verdadeiro nocaute, viralizou nas redes sociais.

Estranhamente, a TV Clube concedeu direito de resposta, mesmo sem Marília citar diretamente o adversário. Marília também abordou o uso que a Prefeitura do Recife fez de recursos destinados pelo Governo Federal para enfrentamento à pandemia. Houve diversas irregularidades apontadas e seis operações da Polícia Federal na administração do prefeito Geraldo Júlio, correligionário de João, que tenta dar continuidade ao que aí está.

"Durante a pandemia, os gastos foram alvos de investigação. Foi respirador de porco, superfaturamento de cesta básica, sendo distribuída com bicho, feijão que não cozinha. Tudo isso é muito grave. Mas teve algo que me preocupou bastante: uma conversa que a Polícia Federal pegou e divulgou entre dois secretários: um dizia para analisar com carinho o relatório de testagem em porcos e ainda botava uma risadinha. Acho que isso é uma falta de respeito com as pessoas", lembrou Marília.

Em contrapartida, João bateu no PT e falou em tom crítico por diversas vezes sobre a atuação parlamentar de Marília. “Quem conhece a candidata e conhece o que ela fez de entrega para a cidade do Recife, seja nos dez anos como vereadora ou no um ano e meio como deputada, sabe que, quando é colocado um desafio, ela não entrega resultado”, acusou.

Como disse algumas vezes, não tenho costume de apontar um vencedor em debates, até porque é sempre difícil detectar em discussões como estas. João até evoluiu em relação à sabatina anterior, feita na Rádio Jornal, onde recorreu diversas vezes a anotações em papel. O bom desempenho de Marília, contudo, saltou aos olhos mais uma vez e é sério motivo de preocupação para a candidatura adversária.

Na canela – No Rio, os candidatos a prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que é o atual prefeito e busca a reeleição, e Eduardo Paes (DEM), que governou o município de 2009 a 2016, trocaram acusações durante o debate realizado pela TV Bandeirantes. Paes chamou Crivella de “pai da mentira” e o comparou ao governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), alvo de um processo de impeachment. Crivella disse que Paes não gosta de mulher e referiu-se ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB) como “pai” do candidato do DEM. Em meio às acusações, sobrou pouco tempo para propostas de governo.

Parafuseta – O Tribunal Superior Eleitoral precisa ter alguém que entende de tecnologia, tenha ampla capacidade de explicar de forma simples o digital, e leve consigo carta branca para dar respostas em público, via imprensa e redes sociais, no período das eleições. O voto eletrônico é uma conquista importante demais da democracia brasileira e tem gente que quer abalar sua credibilidade. No domingo, o ataque parece ter sido sincronizado. Foi também de baixa eficácia. Ótimo. Mas o TSE não ajudou. O ministro Luís Roberto Barroso deu explicações, ao longo no domingo, que lembravam um mecânico falando de rebimboca da parafuseta. Não faziam muito sentido.

Deu errado – Lula não foi eleito em São Domingos (MA). Jair Bolsonaro foi derrotado em Laranjal do Jari (AP). Tanto os candidatos que usaram o nome do ex-presidente quanto aqueles que adotaram o sobrenome do atual chefe do Executivo nas urnas não tiveram o sucesso que esperavam nas eleições municipais de 2020. Dos 26 postulantes filiados ao PT que se identificaram com o nome do ex-presidente Lula, apenas dois foram bem-sucedidos. 

Deu certo – Lula do Doce se elegeu vereador por Itaíba (PE), com 483 votos. Lula do Assentamento conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Alto Alegre (RO), com 166 votos. Entre os derrotados está Thamara Lula da Silva, que recebeu apenas 16 votos em Taquaritinga (SP), e Steve Melo Lula Livre da Silva, candidato escolhido por apenas 18 sapeaçuenses, do município de Sapeaçu (BA).

CURTAS 

RESSENTIMENTO – Membros do PSB responsabilizam o ex-presidente Lula por patrocinar a candidatura de Marília no Recife contra o filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, falecido num acidente de avião em 2014. A cúpula do PSB se reuniu em Brasília. Segundo relato do jornalista Gerson Camarotti, o encontro foi marcado por um clima de ressentimento com o PT e, especialmente, com Lula.

ACORDO – Em 2018, o PSB optou por não apoiar a candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, para fechar uma aliança com o PT. Os socialistas apoiaram a candidatura do petista Fernando Haddad e fecharam aliança em Pernambuco para a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) e do senador Humberto Costa (PT).

Perguntar não ofende: Além de Carlinhos Bala, quem o PSB está usando para panfletar fake news contra Marília?


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Comentários

Fernandes

marcos mamador é o cara que, queima a rosca desde o jardim da infância de camaragibe. .. Barack Obama.

Fernandes

Bozo diz que João Alberto bateu primeiro e que os seguranças revidaram. Filho da Puta e Corno.

marcos

Lula diz que João Alberto bateu primeiro e que os seguranças revidaram. Filho da Puta.

Fernandes

Bolzonaro ignora a morte de João Alberto de Freitas pelos seguranças do Carrefour. Bolzonaro é tão perverso quanto os seguranças.

Fernandes

marcos mamador é o cara que, queima a rosca desde o jardim da infância de camaragibe. .. Barack Obama.


Banco de Alimentos

20/11


2020

MC Troia desmente João e reforça apoio à Marília

O artista MC Troia veio a público, na noite de hoje, desmentir uma publicação feita pelo candidato do PSB à Prefeitura do Recife, João Campos. Na noite de ontem, o prefeiturável socialista anunciou no Instagram que tinha obtido apoio do músico.

A postagem causou desconforto a MC Troia, que reforçou seu apoio à candidatura de Marília Arraes (PT), em vídeo. "Quero dizer de antemão a vocês que não tenho nada concretizado nem fechado com o outro lado. Desde o princípio sou 13, fui 13 e mostrei muito bem a todos vocês qual a prefeita que estava apoiando, postei nas minhas redes sociais", declarou.

"Todo mundo sabe que meu apoio é e sempre vai ser Marília. Quero chamar geral no dia 29 para estar junto comigo e não esquece: é 13 de novo. Foi no primeiro, vai ser no segundo. Tanto eu, como minha família, meus amigos e as pessoas que eu puder fazer vir por mim, estou pedindo de coração aqui para que botem a primeira mulher no poder, que se chama Marília Arraes", continuou.

MC Troia ainda falou que a publicação é uma fake news e que foi chamado para uma reunião envolvendo questões do brega funk. "Estou aqui muito bolado para falar sobre uma situação que vem mostrando minha imagem em fake news. Foi um erro a página (de João Campos) postar e a turma entender mal a situação", declarou.


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Fernandes

Chora bozoloide. Perdesse. kkkkkk

Carlos

Recife chegou ao fundo do poço, dois candidatos brigando pelo apoio de um maconheiro que canta uma bosta que alguns chamam de música. Recife é a piada nacional.

Wellington Antunes

Chora bosolóide, o choro é livre e dói menos.

murilo arraes de alencar

Palhaçada!!eh isso que dah acreditar em Maconheiro

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Grande desmentido kkkkkkkk. Petista vai dizer o que? O Blog tá apelando demais. Será promessa de uma Secretaria para Aline?



20/11


2020

Marília: Prefeitura não é pirulito para dar a um menino

Houldine Nascimento, da equipe do blog

Nas considerações finais do debate da TV Clube, a candidata a prefeita do Recife pelo PT, Marília Arraes, reservou um momento para cutucar o adversário João Campos (PSB). A postulante se referiu, indiretamente, à idade do prefeiturável socialista, que tem 26 anos, e disparou um comentário inusitado.

"A Prefeitura é algo muito sério. Tem que ter experiência de vida inclusive para tomar decisões, ter errado, ter acertado ao longo da vida para assumir um posto como esse. E o Recife nunca teve uma prefeita. Agora, a gente tem a oportunidade de ter, de colocar as mulheres onde elas quiserem. E minha gente: Prefeitura não é pirulito para estar dando de presente para um menino, para estar entregando de bandeja, mas a gente está mostrando que não vai ser fácil" , declarou.


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Comentários

Kelber Souza

Engraçado que esse senhor que criou esse blog e deveria ser um jornalista de verdade, só prova que não deve ter passado na cadeira de uma faculdade. Se fala tanto aqui no estado democrático de direito mas o que aqui vejo e um jornalista puxa saco que deve ter se vendido por 10 contos de reis pra ficar bajulando a turma do PT. Pelo Amor de Deus.

Sergio Murilo Pereira Araujo

João Campos, irá levar uma lapada aí em Recife, igual a lapada que a candidata de Sebastião Oliveira levou da candidata de Luciano Duque em Serra Talhada. Essa irá fica na hitória do Recife. A máfia do PSB vai se acabar, se Deus quiser.

Wellington Antunes

Deixa de mi mi mi.. Chora bosolóide o choro é livre.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

João Campos deu um banho. Marília só repetia ter uma trajetória passo a passo. Não mais será Marília Arraes e sim, Marília passo a passo. Bode Cheiroso e PT sou o Bode Cheiroso. Nossas experiência com o PT no Recife e na Presidência da República foi um desastre.



20/11


2020

Manifestantes destroem fachada de Carrefour em SP

Após a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40, espancado em um mercado do Carrefour em Porto Alegre, manifestantes que participavam de um ato pelo Dia da Consciência Negra depredaram uma unidade da rede na Rua Pamplona, em São Paulo, hoje. Houve confusão e vidros da fachada foram quebrados. 

O ato da Consciência Negra desceu a Rua Pamplona, na região da Paulista e passou na frente de um Carrefour que fica dentro do Jardim Pamplona Shopping. Segundo a CNN Brasil, um pequeno número de pessoas que participava da manifestação conseguiu levantar os portões do shopping, que estavam fechados. 


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Wellington Antunes

Lembram da excludente de ilicitude que o marreco Moro tentou aprovar quando era ministro do bozo? Pois é, hoje daria uma bela tese de absolvição pros assassinos do Carrefour.

Carlos

Não são manifestantes, são vândalos, mas como eles são esquerdistas a mídia podre fica passando pano.



20/11


2020

Coligação de Marília ganha duas ações na Justiça

A avalanche de fake News dos últimos dias tem colocado o PSB do candidato João Campos em total constrangimento. A Justiça Eleitoral tem sido implacável e mandou retirar de circulação ofensas, mentiras e informações inverídicas contra a candidata Marília Arraes.

Só hoje a Coligação Recife Cidade da Gente conseguiu duas decisões favoráveis na Justiça. Uma questiona a fé de Marília e alega de forma mentirosa que ela é contra a Bíblia. A outra fake News retirada de circulação afirma que Marília não enviou emendas para a cidade do Recife. Informação totalmente falsa, pois Marília já conseguiu quase R$ 1 milhão em emendas para entidades como Fundação Altino Ventura, Hospital do Câncer de Pernambuco, Instituto do Fígado, UFPE e Centro de Recondicionamento de Computadores do Recife. 

Marília segue na ofensiva contra as fake News e toda a baixaria que o PSB vem fazendo, inclusive nos seus comerciais de televisão. Teve de tudo essa semana, até lambe-lambe que não se via mais no Recife nos últimos anos.


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