FMO janeiro 2020

13/07


2020

Um silêncio muito estranho

Ontem, fez exatamente um mês da última entrevista coletiva da Prefeitura do Recife à imprensa. De lá para cá, foram 30 dias, portanto, um mês. Nos meses de abril e maio, virou quase um padrão pelo menos uma entrevista coletiva semanal do prefeito Geraldo Julio (PSB) e secretários para anúncios sobre medidas na pandemia do coronavírus, como abertura de novos leitos e de hospitais de campanha.

A última entrevista coletiva da Prefeitura do Recife foi no dia 12 de junho. De lá para cá, apenas anúncios gravados e notas oficiais, sem se submeter a questionamentos por parte de jornalistas em relação à pandemia, às flexibilizações nas atividades e a indagações sobre supostas irregularidades em compras sob investigação de órgãos de controle e da Polícia Federal.


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Cabo de Santo Agostinho

13/07


2020

Um novo líder no Agreste

Por Alberes Xavier

Eleito contra a lógica do sistema, enfrentando estruturas milionárias com uma campanha modesta e praticamente sem dinheiro, Fernando Rodolfo foi a grande surpresa das eleições de 2018. Conseguiu chegar à Câmara dos Deputados em Brasília sem ter o apoio político sequer de um vereador e, mesmo assim, foi votado em 165 municípios nos quatro cantos de Pernambuco. Por pouco não foi majoritário em Caruaru, o maior colégio eleitoral do interior e quase foi o mais votado em Garanhuns, a maior cidade do agreste meridional. Mas essa vitória não foi um tiro no escuro ou um acaso. Fernando Rodolfo teve a percepção do momento. Sua história de vida virou discurso, sua garra na campanha fez renascer a esperança de quem teve oportunidade de ouvi-lo. Como disse no início, Fernando Rodolfo, deu um nó na cabeça de muitos caciques da política pernambucana que até hoje não conseguiram desatar.

Estreante na Câmara dos Deputados, aprendeu rápido a conviver do outro lado do balcão. É vice-líder de uma bancada de 42 deputados, de cara foi eleito pelos pares como vice-presidente da comissão de segurança pública, uma das mais importantes da Câmara. Por sua habilidade nas negociações internas, ganhou a disputa por uma relatoria de uma medida provisória relacionada ao INSS, que virou capa de um dos maiores jornais do Brasil: o Globo. Na esplanada dos ministérios, transita como um veterano.

Trabalha bem em Brasília e no estado, onde durante todo o ano de 2019 foi discreto na construção de uma base eleitoral sólida que reúne aliados do litoral ao sertão. No seu gabinete em Brasília e em Caruaru, é grande o entra e sai de lideranças políticas querendo marcar uma audiência com o jovem deputado. Por falar em Caruaru, decidiu se aliar à prefeita Raquel Lyra, que trabalhou muito para tê-lo em seu palanque nas eleições desse ano e pra isso contou com a ajuda do presidente nacional do seu partido, Bruno Araújo (com quem Fernando mantém boa relação) e com o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira (de quem Fernando é aliado fiel).

Em Garanhuns, Fernando atuou muito nos bastidores e conseguiu assegurar a pré-candidatura do ex-prefeito Silvino Duarte, que agora conta com o apoio do atual prefeito Izaías Régis. Sua ligeira e inteligente articulação fez do seu aliado um dos favoritos para vencer a eleição de novembro.

Por todas essas pontuações, é possível afirmar que o agreste está assistindo a consolidação de um novo líder político. Um jovem deputado federal que parece não conhecer o cansaço, que é bem intencionado no seu mandato e que se continuar nesse pique, certamente, chegará em 2022 fortalecido e terá uma reeleição sem dificuldades.


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Prefeitura de Serra Talhada

13/07


2020

Rússia conclui testes e quer distribuir vacina em agosto

A Rússia está mais perto de se tornar o primeiro país a iniciar a distribuição de uma vacina contra o coronavírus para a população. O país anunciou hoje que concluiu parte dos testes clínicos necessários para comprovar a eficácia da imunização desenvolvida por iniciativa do governo russo. A expectativa é de que a distribuição comece já em agosto.

"A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura", disse Yelena Smolyarchuk, chefe do centro de pesquisas clínicas da Universidade Sechenov, à agência de notícias estatal TASS.

A vacina aprovada foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei. Segundo o diretor da instituição, Alexander Gintsburg, a previsão é que a vacina "entre em circulação civil" entre 12 e 24 de agosto.

O Ministério da Saúde russo ainda realizará testes bioquímicos da vacina, mas espera finalizar o processo até setembro, mesmo mês para o qual Gintsburg prevê o início da produção em massa por laboratórios privados.

A vacina russa está perto de ser distribuída porque os testes clínicos começaram em junho. A Universidade Sechenov agrupou 38 voluntários remunerados para o estudo. Parte deles já receberá alta nesta quarta-feira (15), quando terão completado 28 dias em isolamento. A intenção foi protegê-los de outras possíveis infecções.

Os voluntários têm entre 18 e 65 anos e ainda serão monitorados por mais seis meses.

Também no mês passado, o exército russo iniciou uma outra frente de testes clínicos da vacina. O estudo vai durar dois meses e segue em andamento.

A Rússia é o quarto país do mundo com o maior número de pessoas contaminadas pelo coronavírus. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o país tem mais de 730.000 pessoas infectadas e já passou de 11.000 mortes causadas pela covid-19.


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Comentários

Pádua

Uma vacina Russa testada em 38 “voluntários” será aplicada em massa ! Misericórdia !


Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

13/07


2020

STF paz e amor enquadra Lava Jato

Por Helena Chagas*

Curitiba reagiu à decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, de dar acesso à Procuradoria Geral da República de Augusto Aras aos dados das investigações da Lava Jato ressuscitando denúncias não comprovadas sobre o próprio Toffoli a respeito de supostas relações com empreiteiras investigadas. Mas o tiro, que ao menos até agora ficou restrito a sites na web e não alcançou a mídia tradicional, pode acabar saindo pela culatra.

É bem provável que, por recurso da força-tarefa, a liminar do presidente do STF acabe indo parar, depois do recesso, no plenário do Supremo, última esperança dos procuradores da Lava Jato para revertê-la. A aposta deles é de que, lá, configure-se a tradicional divisão entre lavajatistas e garantistas, na qual tantas vezes Curitiba, no auge do apoio popular à LJ, levou a melhor.

Quem acompanha a Corte, porém, acha que pode não ser bem assim. Antes de tudo porque a Lava Jato não parece ser mais aquela unanimidade na mídia e na opinião pública depois de desgastes diversos, que começaram com a divulgação das mensagens do site The Intercept e continuaram em episódios mais recentes. Entre eles, a suposta camuflagem de nomes de políticos como Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre em denúncias e os questionamentos a uma parceria informal com o FBI. A essa altura, tomar decisões contrariando a força-tarefa ficou mais fácil para o Supremo.

Ao lado disso, esses observadores lembram que a Corte suprema do país está num momento bem diferente. Depois de anos de hostilidades internas explícitas, há muito o STF não vive um ambiente de tanta harmonia. A ponto de expoentes dos dois grupos que brigavam em torno da LJ, como Gilmar Mendes (garantista) e Luís Roberto Barroso (lavajatista) terem voltado a dialogar.

Isso fortaleceu o Supremo como instituição e deu-lhe espaço na defesa da democracia diante das maluquices do bolsonarismo. Seus integrantes vão pensar duas vezes antes de permitir que um clima de beligerância volte a dividi-los de forma irreversível.

Os ataques a Toffoli também podem produzir reação contrária de parte dos colegas nessa fase de paz e amor supremos. As apostas são de que a maioria do STF pode ficar solidária e buscará um entendimento. Não vão brindar seu presidente, às vésperas de deixar a função, com uma vexaminosa derrota no plenário nesse assunto.

Por fim, há o lado pragmático da coisa: Aras, que não é bobo, deve mandar logo sua equipe a Curitiba para pegar o material. Quando o Supremo decidir, e se decidir, será tarde demais.

*Jornalista


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13/07


2020

Marília pede atenção à educação no Recife

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 30 anos nesta segunda-feira (13) em meio à maior crise de saúde da história do Brasil. Para a deputada federal Marília Arraes, o momento de pandemia do novo coronavírus reforça a importância de que direitos fundamentais contidos no documento sejam rigorosamente garantidos.

“O Estatuto proporcionou avanços sociais ao longo dessas décadas, mas há muito ainda a ser conquistado. No Recife, por exemplo, o direito básico à educação é um dos maiores problemas. Mesmo antes da pandemia já se percebia que a rede de ensino municipal não atende aos requisitos necessários para uma educação de qualidade, o que passa pela insuficiência de escolas próximas aos alunos, pela falta de infraestrutura adequada das unidades e até pela falta de valorização dos profissionais de educação", afirma.

Marília tem conversado nos últimos meses com especialistas em educação infantil, representantes do Conselho Tutelar e principalmente com mães das comunidades do Recife, e uma das maiores reivindicações é a necessidade de vagas nas creches. "Conseguir uma vaga em uma creche municipal no Recife é muito difícil. Várias mães dizem que as filas para tentar uma vaga duram anos. Muitas vezes, a criança chega na idade da educação infantil sem nunca ter passado por uma creche", diz.

Ainda segundo Marília, as crianças e adolescentes do Recife também precisam de maior atenção em várias outras áreas previstas no ECA, como os direitos fundamentais do acesso à saúde, à proteção e também ao lazer.

“O Recife sempre foi uma cidade marcada pela desigualdade social, e isto infelizmente se reflete de uma forma ainda mais dura na realidade de nossas crianças e adolescentes. Cabe ao poder público, principalmente neste período de pandemia, garantir os cuidados adequados, sobretudo quando os pais ou responsáveis também se encontram em estado de vulnerabilidade. Esta é uma obrigação de todo gestor público”, reforça.


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Banco de Alimentos

13/07


2020

Advogado denuncia trecho de Santa Cruz a Jataúba

A pedido deste blogueiro, leitores estão denunciando o abandono das estradas de Pernambuco, como atesta este vídeo do advogado Cláudio Soares no trecho entre Santa Cruz do Capibaribe a Jataúba, no Agreste Setentrional. Envie seu vídeo também da estrada mais esburacada e abandonada da sua região. O povo agradece!


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O Jornal do Poder

13/07


2020

Denuncie a sua estrada no meu blog

Ao voltar ontem de Afogados da Ingazeira sofri na pele, mais vez, o drama das estradas abandonadas pelo governador Paulo Câmara. Fiz um vídeo do trecho entre Albuquerquené e Sertânia, que virou pó, uma tábua de pirulito. A partir de hoje, abro espaço no blog para você, caro leitor, enviar vídeos ou imagens mostrando a real situação de penúria das estradas de sua região.

Lute pelos seus direitos e cobre providências ao Governo, que anunciou um plano de meio bilhão de reais para salvar as estradas e nada está sendo feito. Cadê os R$ 500 milhões, governador? Enviei seu vídeo ou fotos para o meu celular: (81) 9.8222-4888.


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13/07


2020

Asas FM de Lajedo volta ao Frente a Frente

A partir de hoje, a rádio Asas 91,1 FM, localizada em Lajedo, no Agreste Meridional, retorna à Rede Nordeste de Rádio para retransmitir o Frente a Frente, programa que ancoro para mais de 40 emissoras, tendo como cabeça de rede a Hits 103,1 FM, na Grande Recife.

A emissora, que entra hoje em mais de 40 municípios do Agreste, inclusive Garanhuns, é líder de audiência na região com uma programação mesclada no jornalismo com uma boa grade música. Aos nossos parceiros, uma boa volta!


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13/07


2020

Lá se foi o salvador das minhas broncas

A Covid-19 fez ontem mais uma vítima bem próxima ao meu universo de relação profissional: o competente advogado Djair Pedrosa, 82 anos, que trabalhou grande parte da sua vida para o Grupo EQM, liderado pelo empresário Eduardo Monteiro, proprietário de usinas e da Folha de Pernambuco.

Trabalhei para o mesmo Grupo em três empresas: Diário de Pernambuco, Jornal de Brasília e na própria Folha. Nesta, Djair passou a ser uma figura mais próxima a mim pelos processos que foram se acumulando no meu lombo por políticos que não gostam do jornalismo verdadeiro, só o bajulativo. Cansei de vê-lo entrando na redação, me chamar num cantinho em particular e dizer: "Mais um". Eu já entendia o linguajar.

Mas em seguida, ele dizia: "Isso é bronca safada, a gente resolve". E resolvia mesmo. Djair me salvou até em processos judiciais em Brasília quando atuei no Jornal de Brasília pela segunda vez, sob o comando de Eduardo Monteiro. A primeira se deu quando saí do Correio Braziliense no final dos anos 80, tendo como editor André Gustavo Stump, que mais tarde, por surpresas que a vida proporciona, passou uma temporada no Recife editando o Diário de Pernambuco.

Dei muito trabalho a Djair. Quando meu telefone tocava e ouvia a sua voz já sabia do que se tratava. "Rapaz, você agora entrou numa enrascada grande", disse, certa vez, quando fui processado pelo presidente dos Diários Associados, Paulo Cabral. E tinha razão. Cearense da boa cepa, Cabral já foi um dos mais poderosos da mídia impressa brasileira. Naquela época, além de rádios e TVs do grupo criado por Chateubriand, detinha o controle de quatro jornais poderosos: Correio Braziliense, Estado de Minas, Diário de Pernambuco e o Jornal do Comércio, este do Rio de Janeiro.

Ele me processou por causa de uma série de reportagens que assinei no Jornal de Brasília tendo como enredo a ação judicial movida contra ele por Gilberto Chateubriand, um dos herdeiros de Chatô, que morava no Rio. Filho de Assis Chateaubriand, Gilberto possui a maior coleção de arte brasileira, em torno de sete mil obras.

Cedida em comodato para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a partir de 1993, a coleção tornou-se acessível permanentemente ao público e vem sendo mostrada com regularidade também em outras instituições do Brasil e do exterior. Gilberto processou Paulo Cabral por se sentir no direito de fiel e legítimo herdeiro do espólio do pai. Fiquei duas semanas no Rio indo ao fórum diariamente para entender o calhamaço das reclamações judiciais.

Gilberto usou termos agressivos que me levaram à raiz da origem da briga e isso acabou rendendo três páginas seguidas de uma reportagem assinada por mim no Jornal de Brasília que me renderam três processos: injúria, difamação e criminal. Vi o inferno bater à minha frente, porque Cabral era temido por todos, até pelos togados. Muitos me diziam que iria ver o sol nascer quadrado.

Além de Djair, dois advogados do Jornal de Brasília me defenderam até o processo caducar com a morte de Paulo Cabral. Escapei por um triz, como se diz. Mas eu também tinha as provas em mãos, em cima da acusação processual e uma entrevista gravada com o próprio Gilberto, um homem inteligente e destemido, que movia ódio mortal contra o presidente dos Associados por entender que tinha direitos de herança do patrimônio de Chateubriand como herdeiro e que Cabral ignorou a vida inteira.

Djair era tão próximo a Eduardo Monteiro que as vezes se comportava como pai. Nele, Eduardo confiava cegamente. Fumava feito uma caipora, contador de bons causos, abre uma lacuna no universo jurídico e na academia do bom Direito Processual. Dentre os três filhos, deixa como herdeiro Djair Filho, com quem convivi pouco, mas tão dócil, agradável e competente como o pai.

Que Deus abra as portas celestiais em grande estilo para o grande Djair!


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13/07


2020

Geraudo Covid proíbe o Oceano Atlântico

Se você mergulhar no Oceano Atlântico em Boa Viagem, será preso em primeiríssima instância por sua excelência um guarda geraudinho, eis o mote da cantoria do bicho-grilo Adalbertovsky. “Ao mesmo tempo você está liberado para mergulhar nos formigueiros humanos do metrô e dos ônibus. Também poderá consumir os odores, as catingas e os cheiros dos fregueses nas megas lojas tipo Atacadão e Ferreira Costa. Impossível entender a lógica de Geraudo Covid de liberar o mega comércio e proibir o micro comércio de restaurantes e lanchonetes”.

“Navegar na pista dos parques, onde o oxigênio circula livremente sem pedir licença ao prefeito Covid nem ao secretário João Epaminondas Braga, isto nem pensar. Recife, capital do Nordeste, zil-zil! Isto é passado. O novo lema é o seguinte: Recife, capital das lendárias operações da Polícia Federal”.

“O amor nos tempos do cólera”, do genial Gabriel Garcia Marques, o Coronel Buendia lançava tiros de canhão nos ares para exterminar o vibrião colérico. O prefeito Geraudo Covid proíbe o Oceano Atlântico com medo do Coronavirus. Geraudo Covid é o novo Coronel Buendia. Um passarinho me contou que neste tempo de operações da PF e respiradores, Joãozinho da mamadeira e Geraudo Covid estão se estranhando. Joãozinho é genista e Geraudo é mandão.

“A mando de governadores e prefeitos arbitrários, micros ditadores de quarteirão agem de modo deliberado para aterrorizar pequenos e médios empresários e torturar a economia. DNM – ditadura nunca mais, é slogan politicamente correto, a menos que seja a ditadura do AI-Covid19”. O sermão do bicho-grilo Adalbertovsky está postado no Menu Opinião, na moral.   


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