Jaboatão

11/05


2021

Anvisa manda suspender uso da vacina da AstraZeneca em grávidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para mulheres gestantes. A orientação está em Nota Técnica emitida pela agência.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra a covid-19 em uso no país.

“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa.

A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a Pfizer.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

11/05


2021

CPI: Médica apontada como peça-chave do “Ministério Paralelo”

O depoimento do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, previsto para hoje, dará elementos para os senadores da CPI da Covid confirmarem a existência do "Ministério Paralelo da Saúde "do governo Jair Bolsonaro e ainda apontará o nome da médica Nise Yamaguchi como uma das cabeças do gabinete que agia à revelia do então ministro Luiz Henrique Mandetta. As informações são do Blog do Octavio Guedes.

Na reunião em que Barra Torres participou com Mandetta, foi Yamaguchi, que não desempenhava qualquer função pública, quem levantou a discussão de mudança na bula da cloroquina para incluir o combate à Covid-19.

Para surpresa de todos, foi apresentado um texto pronto para a publicação, propondo a alteração. O papel só não tinha brasão, mas era uma minuta de decreto pronto e acabado, indicando que o ministério paralelo produzia documentos que não passavam nem pelo Ministério da Saúde e nem pela Anvisa.

Barra Torres, se perguntado pelos senadores, contará que ficou perplexo com a ideia. Nise Yamaguchi é médica oncologista e imunologista. Ela é defensora do uso da hidroxicloroquina no tratamento para a Covid-19, medicamento sem eficácia comprovada para tratar a doença, e chegou a ser cotada para o cargo de ministra da Saúde, após o pedido de demissão de Nelson Teich.

O "Ministério da Saúde Paralelo" defendia uso da cloroquina e contaminação em massa para acelerar a chamada imunidade de rebanho. E só para lembrar: o Brasil já passa dos 423 mil mortos .


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Ipojuca 2021

11/05


2021

PF-PE deflagra 3ª Fase da Operação R$ 4 milhões

A Polícia Federal em Pernambuco dá cumprimento, hoje, a 1 mandado de prisão preventiva e 5 mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e sequestro de imóvel, todas as medidas cautelares foram expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco. 

Os mandados foram cumpridos, simultaneamente, nos municípios de Camaragibe e Moreno, e foram empregados, aproximadamente, 30 policiais federais. 

As investigações foram levadas a efeito por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários – DELEFAZ e se iniciaram em outubro, quando a Caixa Econômica Federal descobriu o golpe levado a efeito por um advogado que apresentou uma Procuração Pública lavrada no Cartório de Moreno, com base em um documento de identidade falsificado, e conseguiu levantar o precatório no valor de 4 milhões de reais, na Agência da Caixa, localizada no TRF da 5ª Região, no Recife. É que a verdadeira beneficiária do processo, apresentou-se à agência da Caixa para receber o referido precatório. 

A investigação identificou o líder desta ORCRIM, que foi preso hoje, e outros membros envolvidos. 

Os integrantes da ORCRIM são investigados pela prática dos crimes de Estelionato qualificado, associação criminosa, lavagem de dinheiro e constituir/integrar Organização Criminosa, tipificados nos artigos 171, º3º e 288 do CPB, artigo 1º da Lei 9.613/98 e art. 2º da lei 12.850/2013. Penas que se somadas, em caso de condenação, podem chegar a 30 anos de reclusão. 

O nome da operação faz referência à quantia sacada de forma fraudulenta no valor de 4 milhões de reais.

Com informações da assessoria de imprensa da Polícia Federal.


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Petrolina abril 2021

11/05


2021

Coluna da terça-feira

Os subservientes de Fernando Santos

Há 15 anos, na condição de pioneiro na blogosfera no Nordeste, tenho observado o panorama dos fatos mais relevantes da região, do Estado e do País, especialmente, com um olhar diferenciado dos convencionais. A propósito do escândalo do Grupo João Santos, os mais variados meios de comunicação do País noticiaram a operação da Polícia Federal sem adentrar nos detalhes que estão além do factual.

Busquei introduzir novos ângulos, sobretudo aspectos políticos e dos dramas familiares, sempre numa perspectiva de acrescentar informação e análise para nossos leitores. Agora jogo luzes sobre a questão política por trás de tudo o que aconteceu. Na verdade, o poderoso Fernando Santos, herdeiro de João Santos, já falecido, foi, durante muito tempo, o empresário de maior poder político em Pernambuco.

Como o mundo dá voltas e nada dura para sempre, no momento desesperador que o mandachuva enfrenta, quadro dantesco nunca imaginado por ele, que pensava ter o poder de Midas, de transformar em ouro tudo na velocidade que julgava mais adequado ao grupo, assiste simplesmente todos os políticos que o paparicavam sumir. Na verdade, todos desapareceram e muitos deles começaram até a falar horrores sobre ele.

Os que sobreviveram por muito à sombra de Fernando Santos, achando que Pernambuco girava em torno da sua venta, perguntam desde quinta-feira, quando estourou a operação da Polícia Federal onde estão Paulo Câmara e Geraldo Júlio, que viviam a bajulá-lo? O tratavam de “Doutor” Fernando. O blog apurou que foram eles, Geraldo e Paulo, que negociaram a compra do terreno onde hoje está instalada a Fiat, em Goiana, dando inúmeros privilégios a Fernando Santos.

Isso, aliás, outra operação suspeita, com viés de direcionamento, deveria também ser parte de nova investigação. Na época, o atual governador era secretário da fazenda e Geraldo Júlio, secretário de Desenvolvimento Econômico, ambos responsáveis por toda a negociata com o grupo João Santos que já tinha, vale a ressalva, dívidas tributárias gigantescas com o Governo de Pernambuco.

Eduardo Campos também tratava Fernando de doutor, era um semideus para ele, assim como seus pupilos “Paulinho” e “Geraldinho”, como se referia a eles. Esse escândalo só focou o nível federal, esquecendo, propositadamente, o estadual, onde se concentra o Grupo João Santos e onde Fernando Santos sempre foi tido como o grande poderoso. Onde está o Ministério Público estadual e a Polícia Civil? Por que só as autoridades federais foram acionadas? Os políticos de Fernando Santos em Pernambuco, hoje, são Paulo Câmara Lenta e Geraldo Covidão. Ambos devem pagar por todos os abusos que praticaram para proteger o grande padrinho “Doutor” Fernando.

Terreno superfaturado – Segundo o blog apurou, a compra do terreno da Fiat gerou ganhos absurdos para Fernando Santos e seu grupo. O valor do hectare antes da entrada da Fiat era em torno de R$ 8 mil e logo depois passou a ser entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, ou seja, geraram uma valorização entre 60 e 120 vezes dos milhares de hectares das terras de Fernando Santos e do seu grupo. E não ficou só nisso. Fernando e seu grupo receberam áreas de “compensação” várias vezes maior do que entregou, além do que se fala de abatimentos tributários para um dos grupos que mais devia ao Governo do Estado. Isso nunca foi investigado e agora o MP tem a obrigação de iniciar, de imediato, a parte estadual do escândalo.

Laços antigos – As raízes da amizade fraterna entre Fernando e Eduardo Campos brotaram desde o tempo em que Miguel Arraes se tornou muito amigo de João Santos, o pai de Fernando. Arraes era do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) e ali que conheceu o velho João. Depois, ficaram ainda mais próximos no Governo de Barbosa Lima Sobrinho, do qual Arraes foi secretário da Fazenda.

O amigo Cali – O ex-governador Carlos Wilson Campos, também já chamado por Deus, foi amigo de juventude de Fernando Santos. Comenta-se que chegaram a ser sócios numa boate. Quando Cali foi vice-governador de Arraes, aproximou ainda mais Eduardo de Fernando, que criaram uma amizade da mais profunda intimidade, sólida, apesar de existir uma superioridade de Fernando, que praticamente dava ordens a Eduardo sobre tudo o que deveria ser feito em benefício do grupo de Fernando. Na verdade, transformou-se no grande mandachuva do Governo.

Poder de fogo – Pessoas que participaram dos governos de Arraes e de Eduardo confirmaram ao blog que o herdeiro de Arraes nem sequer questionava o que Fernando queria. Simplesmente chamava Paulo e Geraldo para cumprirem as ordens do grande padrinho dos três. Sempre foi uma subserviência vergonhosa. Até as paredes do Palácio das Princesas, que têm ouvidos de tuberculoso, atestam o poder de fogo de Fernando Santos, que, por ajudar financeiramente em todas as campanhas, se sentia dono do Governo.

Joaquim e Fiuzão – Já o ex-deputado Ricardo Fiúza, primo da esposa de Arraes, dona Madalena Fiúza, tinha um carinho paternal com Eduardo. Como era um dos políticos mais ligados a Fernando Santos, também foi outro canal de aprofundamento da relação entre Eduardo e Fernando. O ex-governador Joaquim Francisco, por sua vez, trabalhou diretamente com Fernando Santos no grupo João Santos e na sua época, como membro do PSB, também funcionou como ponte adicional entre Eduardo e Fernando. Mesmo tendo relação íntima com Fernando, Eduardo gostava de delegar trabalho para os seus tarefeiros, especialmente Paulo Câmara e Geraldo Júlio, que eram os mais ávidos a satisfazer aos seus dois “senhores”.

CURTAS

TAREFEIRO – O deputado Raul Henry (MDB) fazia de tudo para ser tarefeiro de Fernando Santos. Comenta-se que, no período que ficou ligado a Eduardo Campos, fez de tudo para servir a Fernando. E depois que virou vice-governador de Paulo Câmara, ficava de prontidão para ajudar nas “tarefas” do “padrinho” do governador.

HOJE CONDENAM – Após a morte de Eduardo, Paulo Câmara como governador e Geraldo Covidão como prefeito ficaram sendo os principais políticos de relações profundas com Fernando Santos no Estado. Enfim, todos os que eram bajuladores de Fernando Santos são exatamente os que mais falam mal, hoje, do antigo padrinho. O classificam de inescrupuloso, desonesto, fraudador, criminoso, além de outras acusações de cunho puramente pessoal e íntimo.

Perguntar não ofende: Quem agora apresenta dignidade para dizer que é amigo de Fernando e assume que pediam ajuda ao todo poderoso do grupo João Santos?


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Comentários

marcos

Sim, Lula é Ladrão e Nehemias Fernandes é um Fresco metido a Nazista. Kkkkkk

marcos

Ô Nazista, as rachadinhas foram no governo Dilma Jumenta. Vamos investigar.

Fernandes

“Orçamento secreto” “Rachadinha” Já não passou da hora de começar a chamar os crimes pelos nomes certos?

marcos

Quem é o maior Ladrão do Brasil de todos os Tempos? .......... Lula. ...... Acertou Mizeravi.

Fernandes

“Orçamento secreto” “Rachadinha” Já não passou da hora de começar a chamar os crimes pelos nomes certos?



10/05


2021

Ciro Gomes se compara a Joe Biden em vídeo

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) publicou vídeo nas redes sociais, hoje, no qual compara seu plano de governo ao do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, eleito após derrotar o republicano Donald Trump, em 2020. Nas últimas semanas, o político começou a publicar vídeos em tom de campanha eleitoral de olho nas eleições presidenciais de 2022.

A peça indica que o plano de Biden e o plano de Ciro “têm muitas semelhanças” quando se trata de impostos: “cobrar mais dos muito ricos e menos dos mais pobres e da classe média”.

“Biden quer aumentar impostos sobre os lucros das grandes empresas, os ganhos de capital e os dividendos dos mais ricos”, diz sobre o plano Joe Biden.

Ao falar sobre o projeto nacional de Ciro, afirma: “Ciro quer diminuir a carga para os pobres e a classe média. Aumentar impostos sobre grandes heranças e grandes fortunas. E cobrar sobre lucros e dividendos”.

Joe Biden derrotou em 2020 o republicano Donald Trump, que tinha no Brasil o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deve buscar a reeleição em 2022.


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ALEPE

10/05


2021

Entrega de vacinas pode atrasar por falta de insumos

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse, hoje, que o Brasil deverá sentir em junho os impactos do atraso na liberação do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) vindo da China. O insumo é ingrediente essencial para fabricação das vacinas contra a covid-19. A expectativa do instituto é que 4.000 litros do insumo sejam enviados até a quinta-feira e cheguem uma semana depois. As informações são do Portal Poder360.

De acordo com Dimas Covas, o Ministério da Saúde receberá 2,1 milhões de doses da CoronaVac divididas em duas entregas até a sexta-feira. No entanto, depois desses imunizantes, o Instituto Butantan ficará sem vacinas contra a covid-19 por causa da falta do IFA.

“Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz. A informação que tenho é de que ela também não teve seu IFA liberado”, informou Covas durante a cerimônia de entrega de 2 milhões de doses da CoronaVac ao ministério.

O diretor do instituto e o governador João Doria (PSDB) atribuíram a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de integrantes do governo federal, que fizeram declarações contra a China.

“Cada vez que manifestações são feitas aqui de forma desagradável em relação à China, isso cria dificuldades claramente à autorização do governo chinês para o embarque desses insumos para o Brasil”, afirmou Doria.

O país asiático é fornecedor de insumos para a produção da CoronaVac, do Instituto Butantan, e da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz.


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Bandeirantes 2021

10/05


2021

Fraude em exames da Covid-19

A edição do jornal digital O Poder Brasil de hoje, que já está circulando para os seus assinantes, traz uma denúncia bombástica: pessoas que estão com Covid-19 tentam subornar funcionários públicos ou de laboratórios privados para conseguir o nada consta. Com isso, pretendem frequentar, mesmo doentes, ambientes controlados ou até fazer viagens internacionais.

Além disso, como a criatividade para o mal não tem limites, já foi descoberta uma fórmula que, usando meios caseiros, os doentes conseguem mascarar a doença por algum tempo e enganam a coleta do material.

Trata-se de um assunto indignante e da maior gravidade. Mais informações no www.jornalopoder.com.br


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Serra Talhada 2021

10/05


2021

Representações pedem para apurar orçamento secreto

Três representações protocoladas hoje pedem ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal que investiguem se o governo criou um "orçamento secreto" em troca de apoio parlamentar, segundo apontou o jornal "O Estado de S. Paulo".

De acordo com reportagem do jornal publicada ontem, o governo federal teria montado um orçamento paralelo de R$ 3 bilhões por meio do qual deputados e senadores aliados indicavam obras públicas e compra de equipamentos em suas bases eleitorais. Parte dos recursos teria sido destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas com valores superfaturados, segundo o jornal.

O Ministério do Desenvolvimento Regional contesta a reportagem e afirma que não há irregularidades. Das três representações, duas são dirigidas ao TCU e uma ao Ministério Público Federal. Ao TCU, recorreram o subprocurador-geral da República Lucas Furtado e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A bancada do PSOL na Câmara fez representação à Procuradoria-Geral da República.

Os deputados e senadores têm direito às chamadas emendas individuais, limitadas a R$ 16,3 milhões por parlamentar – metade vai obrigatoriamente para a saúde. O chamado "orçamento secreto" permitiria que indicassem obras em valores superiores, executadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal subordinada à pasta.

Na representação que protocolou no TCU, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pede a adoção "das medidas necessárias a apurar a notícia de que o Presidente Jair Bolsonaro criou orçamento secreto em troca de apoio parlamentar, promovendo a análise, de maneira urgente e aprofundada, do esquema denunciado pela reportagem do site Estadão, de modo a identificar as fragilidades da metodologia de distribuição de recursos a parlamentares e determinar as alterações necessárias ao procedimento denunciado”.

Segundo Furtado, a verba do orçamento paralelo seria aplicada "à margem de todo o regramento constitucional, legal e regulamentar, em ofensa ao princípio da isonomia que orienta a distribuição de recursos orçamentários entre os parlamentares no regime das emendas individuais e sem a transparência que requer o uso de recursos públicos".

Ele diz, ainda, que os fatos denotam, em tese, "inadequada execução orçamentária, motivada supostamente por interesses políticos", podendo "caracterizar eventual crime de responsabilidade, por atentar contra a lei orçamentária".

Líder da minoria na Câmara, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) enviou uma representação à presidente do TCU, ministra Ana Arraes.

No texto, o deputado pede que a Corte instaure uma auditoria para apurar todas as circunstâncias denunciadas pela reportagem e eventuais responsabilidades.

Na representação, Freixo lembra que os 513 deputados e 81 senadores têm direito a indicar, no máximo, R$ 8 milhões em emendas por ano, além dos R$ 8 milhões que vão necessariamente para a saúde.

"No entanto, os parlamentares que apoiaram os candidatos do governo nas eleições para as presidências das casas do Congresso Nacional conseguiram expandir o poder de direcionar gastos do orçamento”, argumenta.

Ele afirma, ainda, que as possíveis ilegalidades apontadas pela reportagem de "O Estado de S. Paulo" não se deram "apenas no âmbito do desvio de finalidade na utilização de verbas públicas. Há também superfaturamento na compra de produtos agrícolas”.

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados ingressou com representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Pinto.

Os deputados do PSOL argumentam que a reportagem revela um “esquema que atropela leis orçamentárias, regras legais e a Constituição Federal". "Para além disso, tem o objetivo de dificultar o controle do Tribunal de Contas da União (TCU) e da própria sociedade. Contrariando princípios administrativos consagrados, os acordos para direcionar o dinheiro não são públicos e não têm transparência”, diz a representação.


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10/05


2021

FBC: Bolsonaro vai lançar programa social robusto

Desgastado pelo mau desempenho do Brasil na pandemia e pelo início dos trabalhos da CPI da Covid, o presidente Jair Bolsonaro apostará em medidas na área social e na recuperação da economia para melhorar a imagem da sua gestão. As informações são do Blog do Valdo Cruz.

Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), Bolsonaro vai lançar um "programa social muito robusto em julho, para começar a valer em agosto". A data coincide com o fim dos pagamentos do novo auxílio emergencial.

Bezerra disse que o programa será uma nova versão do Bolsa Família, com a inclusão de mais lares e um novo valor para o benefício. A proposta está sendo elaborada pelo ministro da Cidadania, João Roma, e vai contar com recursos do orçamento do Bolsa Família, mais de R$ 35 bilhões.

Atualmente, esse montante não está sendo usado, porque as famílias do programa estão recebendo o auxílio emergencial, bancado com recursos fora do teto de gastos.

"É natural que neste momento o presidente sofra um pouco de desgaste, mas mesmo assim ele mantém um apoio importante junto à população. E, depois desse início da CPI, o presidente vai se recuperar. Ele vai lançar um programa social robusto em julho, e a economia vai melhorar no segundo semestre, puxada num primeiro momento pelo aumento das nossas exportações e depois pelo avanço da vacinação", afirmou o senador.

Em relação à CPI da Covid, ele disse o governo cometeu alguns erros durante o combate à pandemia, mas afirma que os acertos foram maiores e, segundo o senador, isso "ficará claro com outros depoimentos na comissão, destacando as medidas adotadas para socorrer os vulneráveis, trabalhadores, empresas, estados e municípios".

Além disso, Bezerra diz que, na avaliação do governo, não há base jurídica para responsabilizar o presidente "por defender que as pessoas não fossem impedidas de trabalhar".

O líder do governo no Senado disse que o Brasil está sendo favorecido neste momento por um novo boom das commodities, o que está se refletindo nas exportações brasileiras.

"O saldo positivo da balança comercial, que era previsto em US$ 40 bilhões, pode fechar o ano em US$ 80 bilhões. O vento na economia começa a ficar a favor do país", afirmou Fernando Bezerra. Ele faz uma previsão otimista para o crescimento da economia neste ano, acima de 3%.


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10/05


2021

Na CPI, Humberto pede nova convocação de ministro

Titular da CPI da Covid, o senador Humberto Costa (PT-PE) protocolou, na tarde de hoje, um novo pedido de convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Para o parlamentar, o ministro deixou muitas perguntas sem respostas e, mais do que isso, esquivou-se de prestar contas ao Senado sobre atos que estavam prontos e só foram divulgados após o fim do seu depoimento.

No documento entregue à comissão, Humberto diz que Queiroga "foi lacônico em muitos aspectos, inclusive e sobretudo porque alegou estar há poucos dias na condição de ministro da Saúde". "Isso, por si só, já foi um gesto desrespeitoso. Ele deveria ter estudado os temas para vir ao depoimento minimamente munido. Sua fala também foi contraditória em diversos aspectos. Mesmo médico e tendo presidido a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que condenou o uso da cloroquina, da azitromicina, da ivermectina e da hidroxicloroquina contra a covid, ele fez de tudo para não confrontar Bolsonaro. E mais: até hoje, não revogou portaria do Ministério que prescreve o uso de medicação para esse fim", afirmou o senador, que é ex-ministro da Saúde.

Humberto criticou ainda Queiroga por não ter trazido ao conhecimento da CPI o fato de que sua pasta, dois dias antes, tinha editado uma portaria dispondo sobre procedimentos de cobrança administrativa e de instauração de tomada de contas especial em relação a recursos do Ministério da Saúde, aumentando a pressão sobre estados e municípios. A medida se insere no esforço do Planalto de mudar o foco das investigações da comissão para tirá-lo de Bolsonaro e jogá-lo sobre governadores e prefeitos. A decisão só foi conhecida por reportagem da imprensa.

"Essa portaria mostra que há uma ação coordenada no governo federal para minar nossos esforços e evitar a apuração das mais de 420 mil mortes a que chegamos até agora. Não vamos nos desviar. Não vamos perder a nossa rota. A cada dia, temos mais e mais elementos que confirmam a ação deliberada do governo em favor da expansão do vírus, enquanto empurrava remédios ineficazes na população. Isso está claro como causa direta desta que é a maior tragédia sanitária que vivemos na nossa história", disse Humberto.


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